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YEAH, HOUSTON, WIR HABEN BÜCHER!

e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

ANIVERSÁRIO DA MAGA-CHAN: COMENTÁRIOS GERAIS

São quase três da tarde e está um calor transitando do suportável para o maldito! Espero que, caso chova mais tarde, não tenhamos a impressão de estar em uma maldita estufa!

Pois bem, a comemoração do aniversário da Maga-chan ontem foi, no mínimo, muito do caralho! Realmente, depois do sábado (que não foi de todo mal, basta ler a postagem), essa festa tinha que salvar o resto do meu fim-de-semana (que começou muito bem, uma vez que eu 'tava tomando cana com o Mauricio [da minha classe, lá da FIBRA] assim que saímos da aula de Lingüística 2) – e conseguiu realizar sua missão com êxito!

É realmente incrível como eu consigo chegar nesses aniversários onde não somente o clima é ótimo, mas a comida também! A mãe do Breno manda incrivelmente bem como doceira (o que ela fez não foi uma trufa, foi um presente enviado diretamente por Gaia), fora que a torta salgada + salgados + bolo estavam não menos do que excelentes!

É, né? Nem todos os caras do RPG estavam lá, mas os que foram (eu, Naryga, Gustavo, Joe, Wilson, Alex, e, obviamente, o Breno, irmão da aniversariante, e o Anderson, vulgo “Papa”, que, por ser vizinho, sempre ‘tá em todas por lá) se entreteram bastante falando não somente sobre RPG (e se fosse somente sobre isso, ia ficar beeeeeem chato), mas basicamente sobre bebida, festas, filmes, shows, músicas e, claro que este assunto não podia sair da pauta principal, mulheres [inclusive as amigas fresquíssimas da Magali que lá estavam presentes, tal como uma mal-amada e não-comida que fiquei de olho, mas ela ainda está na velha de história de “eu-escolho-meu-cara-pra-ficar-com-ele”, como s’ela pudesse mesmo........ Frau Muinhos {mãe da Maga-chan} até comentou “ela não é amiga da Magali”, mas eu completei: “não, dona Alice, ela pode não ser amiga da Magali, mas ela é amiga, sim.... amiga DA ONÇA!”]. Atrevo-me até a dizer que a gente – junto das criancinhas que corriam para todos os lados possíveis – agitou mais a festa do que elas (as amigas da aniversariante).

Nota do aniversário: DEZ! (mesmo com a conhecida mal-amada e não-comida da Maga-chan + tocando só forró e reggae). Como eu previ na postagem de ontem, o aniversário dela foi tal qual o do Breno – FODÁSTICO!


O “Feliz Aniversário e Muitas Farras na Vida” de hoje vai para: Emerson Edeberg, que foi meu professor de Física e Química no saudoso e finado Anchieta, Rakeline Carvalho, que fazia Turismo no CEFET e agora ‘tá morrendo fazia Engenharia Civil na UFPA, além da supracitada Magali Pauxis Muinhos!




não, eu NÃO fui pra UFPA hoje!
(ainda bem! ainda bem! ainda bem!)


(postagem digitada ao som do álbum Vs., de 1993, dos grunges do Pearl Jam)

domingo, 13 de setembro de 2009

QUANTOS MAIS ANIVERSÁRIOS, MELHOR!

Trilha sonora de fundo: Rammstein, Reise, Reise, 2004


“Gostaria de agradecer
Por suportar”

– Dead Fish, “Obrigação”.

Como fiquei na net até umas seis da manhã, baixando pornografia e quadrinhos, acabei de acordar. É praticamente uma da tarde e ainda ‘tô tomando café aqui na frente do micro. Agora só falta arrumar coragem pra ir lá pra casa do Muinhos tanto pra ir jogar RPG quanto pra comemoração do aniversário da Maga-chan (irmã dele – ver Segunda-Feira Wars) [o aniversário propriamente dito é amanhã, mas como hoje é domingo......], que promete ser como o (aniversário) do irmão – FODÁSTICO!
(ver comentários sobre o aniversário do Breno na postagem de mesmo nome!)


Primeiro, como a mamãe disse, tava fazendo sol-para-caralho a manhã inteira, mas agora ‘tá com uma cara de chuva, que vou vos contar............................
(como se fosse chuva que me impedisse de ir pra aniversário!)


“Feliz aniversário” para Wilson Dias, pai do meu amigo Luis Otávio Silva Dias, conhecido entre os CEFETeanos como Robiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinho (ver Prostituição) e pro Francisco, que é lá da galera do Canteiro do PAAR. Os dois são caras muito legais e merecem todos os votos de felicidade saúde possíveis!




(ach! ich will nicht nach UFPA morgen gehen!!!!)


bis zu dem fuckin new post!

MAIS UM SÁBADO BOM!

Trilha sonora de fundo: Sugar Kane, Rudimentar, 2006.

Justificar
“Mas não
Eu sei que nunca vou me arrepender
Mas não
Eu sei que nunca vou te esquecer
Mas não
Eu sei que nunca vou me arrepender de você”
– Sugar Kane, “Despedida”.

Apesar de não ter tido aula na Casa de Estudos Germânicos (como nos dois últimos sábados), até que o dia foi legal, devido eu ter ido visitar umas pessoas que são, no mínimo, muito importantes pra mim.

Pois é, é do pessoal da casa da Professora Maria Luiza Ferro de Santana que estou falando.
E é sempre ótimo visitá-los, ainda mais que eles não são somente pessoas maravilhosas, mas também devido serem realmente parte incondicional e indissociável de minha família, além de serem mais meus parentes do que muitos parentes meus, devido terem me acompanhado em muitos dos melhores e piores momentos durante todos estes QUINZE anos em que os conheço.


Lehrerin Luiza, Tia Madalena, Tia Pastora, Tia Dóris, Digão, André, Santana, Tio Fernando – eu amo vocês todos.
Für immer!



Só pra constar, eu escrevi uma coisinha (i.e.: texto em verso) ontem durante a aula de Lingüística 2, mas eu vou postar só semana que vem (se estiver vivo daqui pra lá, há, há, há)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

[muito mais] POEMAS [escritos dentro de sala de aula]

Bom, acabei de chegar da UFPA e posso dizer que hoje não foi o melhor dia do mundo. Mas ate que foi divertido – não é todo dia que se toma banho no rio Tucunduba, lá no Campus Básico, próximo ao RU (Restaurante Universitário). Foi mais divertido do que pensei, todavia não deu pra compensar 100% não termos tido aula de Filosofia da Linguagem e nem de P2LP (ver a postagem de quarta-feira para revisar o significado da sigla). Só teve aula de Frau Steffen mesmo e olhe lá (mas até que foi rentável, devido ter sido nessa aula que escrevi o poema que fecha os três deste post).

Bom, foda-se isso.

Como diz o nome da postagem, têm alguns poemas que escrevi recentemente (pra Luciana Silveira Duarte, só pra variar) que eu tinha até que postar aqui e, bem, pois bem, aqui estão eles. E, na moral, eles são alguns dos melhores que já escrevi este ano. Caaaaaaras, eu os adoro!
Aqui estão eles [2], precedidos de algumas citações que dão o tom do que estes poemas falam.
Fucking enjoy them all!



“Preciso acordar e não me notar, preciso vencer sem sequer ganhar, preciso precisar sem sequer ter.
Eu quero ser e não perceber, vou te amar e não te ter, entender sem estudar.
Me ensina a tirar essas marcas e encontrar... o meu verdadeiro... me ensina.
Vou te olhar de frente então, enfrentar a contradição, sem minha máscara vou sorrir.
Marcas de uma educação, ranços de uma herança que se vão, o poder de observar...
Observar e não ter poder, um verbo que devo calar, as palavras que você não vai ler...
Me ensina a tirar essas marcas e encontrar... o meu verdadeiro... me ensina.
E agora amor vou poder ser feliz... esqueci teu nome.
Seremos eu de verdade, esqueci meu nome.
E aprenderemos diariamente a desaprender e a viver como realmente somos.”
– Dead Fish, “Me Ensina”.

VÁ-SE-FODER! Este ano, pelo visto, eu estou me superando pra escrever coisas legais, muitíssimo superiores do que as que eu escrevia há dez anos atrás, quando eu fazia o Segundo Ano do Ensino Médio, no Anchieta. O poema abaixo já tá no meu Top 10 de melhores desta década, junto a textos como “Mineral” (ver Vivendo de Passado), “Sentimentos Escritos em Muros (Pedaços de Lembranças)” (ver O Mundo Ainda Não Acabou), “Samba do Bombardeio (Canção Para Letícia Tocar e Cantar)” (ver poema da guerra entre Líbano e Israel) e “Poema Completo Para Professora Fabíola” (ver Frau Garou Geburstagfeier!). Esse eu escrevi de uma-só-porrada na aula de Latim, lá na FIBRA. A propósito, o Tomcat do título é uma referência direta ao caça estadunidense F-14-A-Tomcat (que virou até jogo de videogame, o famoso Tomcat Alley). Bem, o Uchiha (Marcelo Santos de Lima) disse que é ultra-romântico, devido tanto ao “uso excessivo de metáforas na exaltação do sentimento” quanto pela “aceitação passiva da partida”, mas eu não sei. Pra mim, é só modernista mesmo (com algumas influências mais-do-que-descaradas de textos do Chico Buarque e do Vinicius) e só.
Além de ser um dos melhores de toda a minha vida.
Será que eu supero este?

TOMCAT ANNIE
Eu entendo perfeitamente
Mas não aceito completamente
De você precisar estar trajando estas tão belas roupas de cosmonauta
E precisar entrar naquele foguete
Que logo irá decolar
E retornará somente quando tudo
Enfim estiver em seu devido lugar.

Não tenha medo de procurar
Seu verdadeiro caminho.

Agora é o momento de eu erguer meus braços até onde possível
E abrir completamente minhas mãos
Para que você abra suas asas de liga mista de metal e carbono,
Ligue seus aparelhos de navegação,
Aqueça seus motores colocando-os em funcionamento.
Decole, decole, decole!
Pressione os trens de pouso contra o pavimento antes de enfim alçar vôo
Recolha os trens de pouso
Destroce as correntes de ar com seu corpo
Seu bico será o indicador do seu caminho!
Perfure as esferas que cobrem o planeta
E, com velocidade ultrasônica, chegue ao espaço sideral –
Chegue onde Luciana alguma jamais esteve antes!
Tatue em seu corpo “Liberdade” e “Força” e “Determinação”
Porque é disso que você é feita agora!
Voe! e Voe! e Voe!
Os céus são o seu novo lugar agora...

Contagem regressiva para o lançamento:
Eu sei muito bem como é estar na cadeira do piloto.
É quando você reza enquanto os números decrescem
E sua vida inteira passa como um filme completo
Na frente dos seus olhos, no reflexo do capacete.
“Decolar!” “Decolar!”
Agora enquanto os propulsores são ativados, nossos corações forçam saída pela boca!
Enquanto pássaros são incinerados, o tempo parece parar e esse lançamento durar a tarde toda!
A saudade já me despedaça e o foguete ainda cruza o céu, deixando uma trilha de fumaça.
E, pra você, como é a sensação de ver as estrelas se tornarem cada vez mais próximas,
E o firmamento, sempre tão azul quando não chove, se tornar escuro tal como petróleo verdadeiro e bruto?
Enquanto todos se levantam e se vão, eu permaneço sozinho e sentado até você sumir no céu.

E o último beijo não como aço faiscando em mármore
E o último abraço não como urso prendendo inimigo
E o último sorriso não como tubarão desmembrando presa
E o último olhar não como sniper no exato momento do tiro

E a paixão de agora tornar-se-á saudade
E a saudade tornar-se-á memória
E a memória tornar-se-á tempo
E o tempo tornar-se-á vida e viver a vida

E eu te vejo sumir tão lentamente enquanto decola
E, ao fechar os olhos, vejo você com aquele vestido misto de turquesa e rosa.
E meus olhos então transbordam de lagrimas
Enquanto meu coração transborda de tristeza e saudade e solidão.

:: escrito durante aulas da disciplina Latim, do professor Izidório Cabral ::
:: 26 de agosto de 2009 ::







“Tantas você fez que ela cansou
Porque você, rapaz
Abusou da regra três
Onde menos vale mais

Da primeira vez, ela chorou
Mas resolveu ficar
É que os momentos felizes
Tinham deixado raízes no seu penar
Depois perdeu a esperança
Porque o perdão também cansa de perdoar

Tem sempre o dia em que a casa cai
Pois vai curtir seu deserto, vai.
Mas deixe a lâmpada acesa
Se, algum dia, a tristeza quiser entrar
E uma bebida por perto
Porque você pode estar certo que vai chorar
”

– Vinicius de Moraes e Toquinho, “Regra Três”.

Eu gostei muitíssimo do resultado final do texto seguinte. É um pretenso samba (e bote pretenso nisso – por isso o título do mesmo!), mas não rola musicar. A verdade é que fiquei um tempão com a canção “Regra Três” – cuja letra está acima – martelando o meu cérebro que este poema acabou saindo naturalmente enquanto eu tava indo pra UFPA, tanto que (o poema) foi escrito em uma cadeira do buzão UFPA-Cidade Nova 6 quando eu ‘tava indo pr’aula hoje de manhã. Ele contem um caralhal de referências tanto literárias quanto musicais. Apesar dele estar fodasticamente incrível, ainda vou refazer e re-escrever umas passagens dele, pra ficarem mais do meu gosto.


(tentativa de) SAMBA (escrito) PARA LUCIANA
LUCIANA foi-se embora de uma vez
Com o primeiro F-117 da manhã
Sem ninguém para enxugar suas lágrimas:
Nem seu travesseiro
E nem as suas irmãs.
Ainda gostam-se tanto mas ele desistiu
Soltaram as mãos e agora seus corpos,
Mesmo com todo o café de Gaia,
Produzem tanto frio.
Ele sabia o que ia acontecer quando abriu seu coração
Foi devidamente implodido com carinho, bem-querer e afeição.
No fundo de sua alma, Luciana sabia desde então
Que ele não mudaria/cederia para manter/equilibrar a relação.
E amanhecido e se sentindo imensuravelmente vazio
No primeiro UFPA-Cidade Nova 6
Ele se foi para nunca mais.
Rezarão e pedirão e torcerão para que o outro
Encontre alguém que faça-lhe tão imensamente feliz
Como não fizeram a um tempo atrás.
O melhor remédio para o tempo e o tormento é o tempo,
Para a desgraça é a dor é a ressaca,
E para aliviar o sofrimento e apressar o esquecimento
Uma Babel e um Everest de trabalhos acadêmicos!
Brilhe, Estrela-da-Manhã, brilhe!
Chore, Luciana, chore
Raios de sol!
Mesmo com toda a Melancolia e o Pesar e a Beleza
Por hoje e até o indefinido, você é a Dona-da-Tristeza
Que, por muito, insistirão em te incomodar.
E, quando chegar o tão aguardado futuro,
Enquanto ele estiver usando beca e segurando o canudo,
A mulher mais determinada e forte e feliz do mundo
Você será.
E este foi o Samba-Para-Luciana
Bordado com Tristeza e Tarde e Saudade e Mágoa
Assim irá se terminar.
Pois o seu autor
Que assumidamente não sabe corretamente rimar
Retirar-se-á
para chorar.

:: 11 de setembro de 2009 ::






“O Passado e os fatos
me impedem de tentar
E sem vontade
mas prefiro te falar
Chamo de momento errado
mas não consigo esquecer
Quem sabe um dia
você possa me entender

Queria que você com os meus olhos
Conseguisse ver
Mudar o que escolhi
Sentir o que eu sinto
O seu perfume ainda esta aqui
Vamos viver
Agora só me resta
os abraços que perdi
(...)
Longos passos
e lembranças nada mais
Você que estava ao meu lado
e agora esta ai
Representando as escolhas que eu fiz

Tente imaginar como seria
(...)
Lembro do abraço que você me deu”

– Sugar Kane, “Abraço”.

O texto abaixo foi produzido durante a aula de hoje de Frau Steffen, quando eu tava (muitíssimo) mais dormindo do que acordado. Esse, tal como o anterior, foi escrito de uma só porrada. Ele não é tão legal quanto os dois anteriores, mas o resultado também saiu além do que eu esperava. Ele não é bem pra Luciana. “É” e “não é”. Tem umas nerdices no texto, que só nerds (como eu) entenderão. Mas, no todo, todos os meus poemas (como os que estão nesta postagem!) contêm nerdices!


[sem título]
POR que querer alguém
Vai ser sempre ser
Despedaçado
Em pedaços
Que só podem ser contados
Por calculadoras científicas
De centros aeroespaciais internacionais
n x x^y^t
a^b^c k^m^n
Por que: o vento sempre vai
Trazer a voz
o fechar dos olhos sempre vai
Trazer o Olhar?
roupas sempre vão
Trazer o Cheiro?
a chuva sempre vai
Trazer a Lembrança?
e esta trará
as Lágrimas?
Braços angelicais abertos para abraços
Agora estão trancados como portões de campos de concentração...
Mortais que residiam no mais belo Paraíso
Voltaram às suas monótonas e comuns de Antes.
Procurando beijos e abraços e afagos e olhares
E dedos e lábios e braços e pernas e dedos e corpos
Perdidos e salpicados eternamente no tempo e em memórias
Familiares se tornam indiferentes.
E agora chega o momento de todos os solitários e não-mais-amados
Se apoiarem e se afirmarem em seus próprios passos
Para reencontrarem seus caminhos para si próprios...

:: 11 de setembro de 2009 ::
:: inclui citação adaptada da letra de “Anteontem”, da banda paulista CPM22, do álbum A Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum”, de 2000, escrita pelo guitarrista Wally ::


Postagem dedicada a todos os meus amigos que escrevem poesia, principalmente à Tami-chan, o Chuva-Vermelha-de-Sangue (taí, Bruno, voltei a escrever poesia, e muito melhores do que as de antes!), o Matt Benassuly (meu judeu favorito!), à Camila Souza, (Karina) Kleinwulf e o Uchiha-kun!

YOU ARE THE FUCKING ONES!


(trilha sonora de fundo: Neil Young e Crazy Horse, Broken Arrow, de 1996)

‘til the fuckin new post!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

[mais um] PARA A LUCIANA [escrito na UFPA!]

trilha sonora de fundo: Metallica, “Turn the Page”, Garage Inc., 1998

“Eu não me perdi
E mesmo assim você me abandonou
Você quis partir
E agora estou sozinho
Mas vou me acostumar
Com o silêncio em casa
Com um prato só na mesa
(...)
E tanto faz
De tudo que ficou
Guardo um retrato teu
E a saudade mais bonita.
Eu não me perdi
E mesmo assim ninguém me perdoou
Pobre coração – quando o teu
Estava comigo era tão bom.”
– Legião Urbana, “Mil Pedaços”



Mais um poema COMPLETO escrito para a Luciana Silveira Duarte!
[sem título]ESSE é o destino de caras como eu
Que apagam todas as luzes
Que meninas lindas como você acendem
Quando encontram caras como eu.
Eu admito não ser e nem conseguir ter sido
O melhor e o necessário que alguém como você precisa.
Eu admito não ter capacidade suficiente de mudar
Apesar de ter a coragem necessária – ou seria o contrário?
Mas eu tenho e preciso fazer o meu melhor possível
Para que você volte
E nos tornemos tão bons e unidos quanto no começo.
É como se chovesse granizo sempre
Quando você não está por perto.
Meus amigos são os melhores amigos do mundo
E, mesmo com todo o cansaço e raiva e trabalhos,
Amo meus cursos do Ensino Superior.
Sábado que vem começam minhas aulas do Curso Livre de Alemão,
Anteontem começou na UFPA o semestre do curso da graduação
Ou seja, a velha boa rotina recomeçou e
Daqui a umas duas semanas, vou conseguir me reacostumar.
Voltei a jogar RPG, mas com uma turma nova, cheia de caras legais.
E bem e se bem que tudo poderia estar verdadeiramente bem melhor
Caso estivesses por aqui
E ainda e se ainda estivéssemos juntos
Com toda a força imaginável
Sem ninguém dizendo o que é bom ou ruim
Com passos tão fortes e firmes
Que marquem tão profundamente o pavimento
Que possam até fossilizar.
E me pergunto sempre
Estando voltando no ônibus ou voltando ou dentro de sala
“Onde está, onde está
O fundo dos seus olhos?,
O calor de suas mãos?,
A doçura de sua voz?,
A maciez de sua pele?,
E o gosto de seus beijos?”
Escrevendo poesias durante aulas
Sem medo algum do que a professora me chame a atenção por isso.
E eu não me proíbo e nem me condeno
Nem muito menos me arrependo
De já ter chorado por sua causa por:
Achar que não mais ver-nos-íamos,
Estar tão furioso e raivoso com você,
Te gostar tanto e te querer mais do que gostaria
E mais do que eu deveria
E também achar que você não acreditaria nisto do que sinto de verdade por você.
E eu creio que serão meus erros e meus gestos tão imperfeitos
Que afastar-te-ão de mim completamente
Trazendo lágrimas não somente a meus olhos
Mas também a nossos pares.
E tudo isso então far-me-á ser uma Supernova
Sendo reconstruído pelo tempo e pela vontade de continuar seguindo em frente e vivendo
Mesmo sem você estando sem você
Mesmo sonhando com você
Mesmo dizendo seu nome, sabendo que você não mais escutar
E demorando tanto e tanto
Para toda essa futura e provável saudade passar.

:: do 1º ao 35º versos = escritos em um (ônibus) Cidade Nova 6, indo para a FIBRA, para aula de Latim do dia 02 de setembro de 2009 ::
:: do 36º ao final = escritos durante as aulas de Compreensão e Produção em Alemão 2, ministradas por Frau Patrícia Steffen, do dia 03 de setembro de 2009 ::



“Feliz Aniversário!” para: Lucas Leite Pontes (ver Metallica, Novamente o Metallica!)







(p.s.: Tenho que dar um jeito em mim mesmo!: depois que a aulas na UFPA recomeçaram, ando me sentindo 90% indisposto pra tudo – não sei nem como ainda consigo escrever poesia!)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

kein Titel zu Mittwochpost!

“My eyes feel like they’re gonna bleed
Dried up and bulging out my skull
My mouth is dry
My face is numb
Fucked up and spun out in my room
On my own, here we go

My mind is set on overdrive
The clock is laughing in my face
A crooked spine
My sense dulled
Passed the point of delirium
On my own, here we go”
– Green Day, “Brain Stew”


São 20:31:45 e estou aqui na biblioteca da FIBRA digitando esta porra de postagem. A citação do Green Day que abre esta postagem é devido esta semana estar sendo corrida-para-caralho. A aula de 3TI2 (Teoria e Técnica da Tradução e da Interpretação 2) foi imensamente mais agradável do que ontem, ainda mais que somente eu, o Andrey (Aragão, ver Startin! Beginnin! e Poema Pro Luciano / Dia de Matrícula) monopolizamos a aula, tendo uma certa ajuda do (José) Nascimento e do Rafael (Cruz Esteves). Mais rentável do que pensei.

Caralho, caras. O dia hoje foi bem puxado, mas até que valeu, já que a aula de CPA2 foi muito menos monótona do que de costume (lindo! como se já não bastasse Frau Steffen ter me chamado a atenção para que eu pare de escrever poesia na aula dela, fui cair na cagada de dizer isso à Luciana, que me disse a mesma coisa e prestar atenção nas aulas) e a de P2LP (Panorama da Literatura em Língua Portuguesa) foi mais joinha do que eu pensava (ainda mais que a Heloise [da Silva Ferreira, ver Semana Garotos Podres – Justiceiro: Zona de Guerra] assistiu aula com a gente!).

E se tudo tende a piorar,
Foooooooooooooda-se!

Viver não é fácil, mas é do caralho!



“Feliz Aniversário!” para: Ana Lília Rocha (ver [mais um escrito na faculdade!]) e Tarcísio “Tigrão” Sampaio!


Bis zu dem fuckin new post!

CANÇÃO DA TERÇA-FEIRA

„Gefährlich das gebrannte Kind
mit Feuer das vom Leben trennt
Ein heißer Schrei

Bäng bäng
Feuer frei!

Dein Glück
ist nicht mein Glück
ist mein Unglück“
– Rammstein, „Feuer Frei!“, do álbum Mutter, de 2001

Acabei de chegar da FIBRA e posso muito bem afirmar que o dia foi *tenso* (caralho, de tanto ler este termo nas postagens do novo blog do Roney, acabei incorporando este [termo] ao meu léxico)

Primeiro vamos a ontem:
1º jogar RPG ativamente com os caras na casa do Muinhos foi DO CARALHO!
2º ver e conversar com a Luciana ontem FOI ÓTIMO!
3º foi aniversário do meu amigo ELIAS SILVAS NASCIMENTO e eu esqueci completamente!
4º Beber com meus amigos do PAAR foi FODÁSTICO também!


Quanto a hoje....
Na UFPA: tivemos TODAS as aulas, desde Teoria do Texto Poético até Morfologia. Foi massacrante? Foi. Mas ao menos tivemos todas as aulas. Fiquei quebrado mas deveras satisfeito com isso.
Na FIBRA: enquanto que a aula de Latim, ministrada por Herr Izidório foi monótona, a aula de Teoria e Técnica da Tradução e da Interpretação 2, ministrada por Frau (Nisreene) Matar, por sua vez, foi realmente deplorável por alguns fatos que prefiro nem citar aqui (ainda mais por causa de uma certa C-A-D-E-L-A, que alguém disse a ela que é dona das verdades absolutas do universo e ela mais-do-que-imbecilmente acreditou. Tsc, é uma merda que ainda exista gente assim no mundo. Tomara mesmo que essa meretriz-em-miniatura-e-acima-do-peso não conheça outra lá da minha sala da UFPA, cujo nome prefiro nem citar aqui também).
Eu tô muito puto até agora, mas deixa eu terminar de baixar esse álbum do Pato Fu aqui no 4shared que já vou dormir mesmo, que é mais lucro. Amanhã posso não ter aula de LEI:I (Língua Estrangeira Instrumental: Língua Inglesa), mas ainda tem CPI2 (Compreensão e Produção em Alemão 2) e Panorama da Literatura em Língua Portuguesa e vai ser F-O-D-A-!


Bis morgen!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

VELHAS VIRGENS - CUBANAJARRA - 2006

(postagem feita aqui na casa do Breno Muinhos, durante a maior ressaca do mundo, esperando a mesa de RPG – narrada pelo próprio anfitrião – começar)

:: Velhas Virgens ::
:: Cubanajarra :::: 2006 ::
CUBANAJARRA
Eu sou o pirata da perna de pau
Do olho de vidro
Da cara de mau

(Cubanajarra, cubanajarra, cubanajarra)

Hoje é segunda e a balada é muito louca
Tira a mosca da minha sopa
Eu vou tomar cubanajarra
Tem muita gente na ressaca de domingo
Eu não tenho dó um pingo
Eu vou tomar cubanajarra

Na terça feira, que se dane meu emprego
De chefe eu não tenho medo
Eu vou tomar cubanajarra
Minha semana vai começar nessa festa
Quem não bebe aqui não presta
Eu vou tomar cubanajarra

(Cubanajarra, cubanajarra, cubanajarra)
(Cubanajarra, cubanajarra, cubanajarra)
Caíram todos não ficou nenhum

A quarta feira é o meio da semana
Eu só vou com quem me chama
Pra tomar cubanajarra
Na quinta feira não tem mais quem me segure
Eu viro a noite pela rua
Pra tomar cubanajarra

É sexta feira eu não preciso nem dizer
Eu quero mesmo é beber
Eu vou tomar cubanajarra
Fim de semana e eu no meio dessa festa
Quem não bebe aqui não presta
Eu vou tomar cubanajarra

(Cubanajarra, cubanajarra, cubanajarra)
(Cubanajarra, cubanajarra, cubanajarra)
Caíram todos não ficou nenhum

GIM NO PINGADO
E dizem que somos felizes
que não temos dores e nem tristezas
não pagamos contas e nem trabalhamos
caídos com a cara na sarjeta
nosso coração é brinquedo
nas mãos de uma mulher cruel
alguns nos acham malandros
mas é de palhaços que fazemos papel

Bebemos sim quem se importa?
bêbados sim, por favor, abra a porta
coloque gim no pingado
vivemos assim, sem mulher e embriagados

Gaguejando sem ter dinheiro
nenhum garçom nos compreende
agimos como putas baratas
que, por um drink, se vendem

Desprezados por quem amamos
somos vítimas da maldade
apanhando da polícia
humilhados pela sociedade

E quando o sol nos acorda
de ressaca e com dor de cabeça
rebatemos nosso infortúnio
com batida de meia de seda

Bebemos por que não nos querem
brindamos nossa solidão
e temos que ser caras de pau
pois caímos com a cara no chão

AS MULHERES E NELSON RODRIGUES
O rico e o pobre são duas pessoas
O soldado protege os dois
O operário trabalha pelos três
O cidadão paga pelos quatro
O vagabundo come pelos cinco
O advogado rouba os seis
O juiz condena os sete
O médico mata os oito
O coveiro enterra os nove
E o diabo leva os dez
Mas a mulher, a mulher engana os onze
A mulher engana os onze de uma vez
Água morro abaixo
Fogo morro acima
E mulher quando quer dar, ninguém segura

DINHEIRO PRA TORRAR
Antes do galo cantar, vou te negar três vezes
Eu sou cheio de virtudes, mas sem grana fico louco
Eu digo que não me vendo mas qualquer drink me compra
Não quero roupas nem carro mas sou ministro na zona
Cuidar da economia e encher o bolso de grana
E ir pro bar
Beber até cair e pagar pra quem quiser me acompanhar
Quando eu penso no bar
Eu penso logo nas putas
E quando eu penso no bar e nas putas
Eu preciso de dinheiro
Dinheiro pra torrar
Dinheiro pra torrar
Dinheiro pra torrar
Dinheiro pra torrar
Não me venha com seu desapego
Ele não paga uma pinga
Eu não troco meu sossego por trabalho mas preciso de algo pra negociar
Supermercados e botecos não abrem créditos por sorrisos
Meninas, vadias querem sempre faturar
Cuidar da política externa é ser amigo do garçom
Tomar um caixa e só pagar meia duzia, ou nada
Quando eu penso no bar
Eu penso logo nas putas
E quando eu penso no bar e nas putas
Eu preciso de dinheiro
Dinheiro pra torrar
Dinheiro pra torrar
Dinheiro pra torrar
Dinheiro pra torrar
Eu não preciso de muito dinheiro
Mas eu preciso muito de dinheiro pra torrar

ESSE SEU BURAQUINHO
Ah, esse seu buraquinho
É tão lindo, mas ninguém vê
Fica escondidinho
Na parte de trás de você
Ah, como eu desejo
Lamber e sentir seu sabor
Cobrir de beijos
Oh, deixa vai, por favor
Esse seu buraquinho, foi feito pra mim
Então me deixa entrar até o fim
Esse seu buraquinho ‘tá difícil demais
Quero esse seu buraquinho da parte de trás
Por mais que eu te peça
Você diz que nunca vai dar
E não quer nem conversa
E não quer nem pensar
Então eu juro que paro
Se doer, eu paro de por
Mas você diz que é mentira
E que por trás não se faz amor
Esse seu buraquinho, foi feito pra mim
Então me deixa entrar até o fim
Esse seu buraquinho ‘tá difícil demais
Quero esse seu buraquinho da parte de trás
Eu vou ser carinhoso
Como foi quando transamos da frente
Se passar a cabeça, o resto passa
Necessariamente, conseqüentemente
Se entalar na primeira
Eu passo gel e tento de novo
Rita Lee foi quem disse
“Dói, mas é gostoso”
Esse seu buraquinho, foi feito pra mim
Então me deixa entrar até o fim
Esse seu buraquinho ‘tá difícil demais
Quero esse seu buraquinho da parte de trás

SEU GARÇOM
A gente chega
senta na mesa
pede cerveja
ao garçom
manda fritas
com lingüiça
vê se capricha
sem preguiça
com a minha porção

Seu garçom
não deixe meu copo vazio
por favor
venha e troque o refil

O gerente
olha pra gente
range os dentes
não dá paz
“esses caras
bebem cachaça
fazem arruaça
e cerveja eu não sirvo mais”

Meu namorado
mal humorado
diz que se der
vai se divorciar
a gente canta
não adianta
ninguém levanta
e nem sai da mesa do bar

MEA CULPA
Eu sem beber sou uma mala
Ninguém me chama pra porra nenhuma
Eu fico jogado no sofá da sala
Tocando bronha pela Luma

Se chego num bar sou esculhambado
Ai me sento de lado e tomo uma breja
E todos sabem que é sem álcool
“Quem diria, ora, veja”

Ah, doutor, pelo amor de deus
Salve meu fígado
Ah, doutor, pelo amor de deus
Salve meu fígado

Quando acordo sem ressaca
As vezes penso que morri
O dia todo a sede me ataca
É a coisa mais triste que eu já ví

Se contam piadas, eu não rio
Se vão prum puteiro, eu não vou
E até as mocinhas me chamam de tio
Isso quando não me chamam de vovô

Ah, doutor, pelo amor de deus
Salve meu fígado
Ah, doutor, pelo amor de deus
Salve meu fígado

E eu nunca mais perdi meu carro
Eu nunca mais dormi na rua
E mesmo se os inimigos tiram sarro
A minha calma continua

Já não telefono pros amigos
Chapado no meio da madrugada
E os meus vizinhos não correm perigo
As festas foram todas canceladas

Ah, doutor, pelo amor de deus
Salve meu fígado
Ah, doutor, pelo amor de deus
Salve meu fígado

TUDO O QUE A GENTE FAZ É PRA VER SE COME ALGUÉM
A gente corta o cabelo
Pra ver se come alguém
A gente faz a barba
Pra ver se come alguém
A gente toma banho
Pra ver se come alguém
E até troca a cueca
Pra ver se come alguém
Tudo o que a gente faz é pra ver se come alguém
Tudo o que a gente faz é pra ver se come alguém
Tudo o que a gente faz é pra ver se come alguém
A gente arruma emprego
Pra ver se come alguém
E a gente junta dinheiro
Pra ver se come alguém
A gente fica bêbado
Pra ver se come alguém
E ouve papo furado
Pra ver se come alguém
Tudo o que a gente faz é pra ver se come alguém
Tudo o que a gente faz é pra ver se come alguém
Tudo o que a gente faz é pra ver se come alguém
Há muito tempo sem trepar eu perco a dignidade
Tudo que a gente faz é pra ver se come alguém
Há muito tempo sem transar e o desespero invade
Tudo o que a gente faz é pra ver se come alguém
Tudo o que a gente faz
Tudo o que a gente faz
Tudo o que a gente faz é pra ver se come alguém
A gente lava o carro
Pra ver se come alguém
A vai aos bares da moda
Pra ver se come alguém
E apura putis-putis
Pra ver se come alguém
Paga dez paus numa breja
Pra ver se come alguém
Tudo o que a gente faz é pra ver se come alguém
Tudo o que a gente faz é pra ver se come alguém
Tudo o que a gente faz é pra ver se come alguém

ARCA DE NOÉ
Eu vou fuçar entre suas pernas como um porco
Como um tatu, vou explorar os seus buracos
Tamanduá lambendo o rego e os mamilos
Sou camundongo e vou dormir no seu sapatos

Vou envolver seu corpo todo como um polvo
Você não vai se defender dos meus tentáculos
A minha tromba vai cheirar o seu pescoço
Grudado em ti como se fosse carrapato

Sou o que todo homem é
Animal em busca de carne
Eu sou movido por essa fome insana
Carne humana, eu quero é carne humana, eu quero é carne de mulher

Os meus dedos de homo sapiens curioso
Vou enfiar onde o macaco enfiou o caju
Vou falar mais que papagaio criminoso
Comer carniça como fosse um urubu

Como um felino, vou cobri-la dia e noite
Como um cachorro, vou pegar você por trás
Como um Roberto, usa beijos como açoite
Ser cavalgado até não agüentar mais

Sou o que todo homem é
Animal em busca de carne
Eu sou movido por essa fome insana
Carne humana, eu quero é carne humana, eu quero é carne de mulher

Eu quero é carne de mulher
Eu quero é carne de mulher
Eu quero é carne de mulher

BAFO DE JIBÓIA
Ela me mandou embora
me botou de porta afora
Me expulsou de casa como se eu fosse um cão
só porque eu tava bebão

Já no caminho pro trabalho
os homi me deram um malho
Me acusando de guiar na contramão
só porque eu tava bebão

Então entrei em paranóia
com um bafo de jibóia
desnorteado bem em frente do patrão
me demitiu sem sentir pena
eu de Maria Madalena
sem conseguir pedir sequer perdão
só porque eu tava bebão

Tava bebão
mas tava feliz e faceiro
tava bebão
eu tinha muita sede e dinheiro
entrei no buteco, comi um ovo
só pra começar tudo de novo
Tava bebão
ninguém tinha nada com isso
tava bebão
e nem tava a fim de enguiço
nasci pra viver na mesa do bar
e só levanto pra mijar

Até o vigário lá da vila
disse que excesso de tequila
pode me fazer arder no fogo da inquisição
só porque eu tava bebão

Puseram o presidente na cadeia
nacional de cara feia
me acusando de estar envolvido com corrupção
só porque eu tava bebão

Voltei pra casa ajoelhado
entrei pelo telhado
e perguntei para a patroa: “aceita devolução?”
ela disse preu falar
sem a língua enrolar
essa era a condição
só porque eu tava bebão

CRETINA
Eu sou um idiota de merda
Que aceita a oferta feminina
Eu sou um iludido imbecil
Que engole as mentiras dessa menina

Que desliga o celular e some
E depois diz que nada fez
E eu durmo sorrindo feito um trouxa
Sem perceber que eu sou a bola da vez

Sua cretina
C-R-E-T-I-N-A
C-R-E-T-I-N-A
Ainda largo você

Eu sou um mentecapto estúpido
Que fica de quatro quando te ouve falar
Que é só meu seu coração
Mais que o resto você tem que pensar

E com a cara mais lavada do mundo
Me da um beijo e sai pra festejar
É só mais uma despedida de solteira você diz
E eu em casa de pijama te esperando chega

Sua cretina
C-R-E-T-I-N-A
C-R-E-T-I-N-A
Ainda largo você

Eu sou noivo abestado
O gato subiu no telhado e eu não notei
Estamos de casamento marcado
E você vai viajar com esse amigo que você diz que é gay

Isso ta me cheirando a putaria
Esse cara de gay não tem nada
Todo noivo é corno eu sei
Vou pular fora dessa barca furada

Sua cretina
C-R-E-T-I-N-A
C-R-E-T-I-N-A
Ainda largo você

PAULÃO FOI PRO BAR
Paulão foi pro bar e disse que vai beber até morrer
disse que ‘tá com o saco cheio de ter que se vender
de trabalhar de dia pra tocar na madruga
Paulão é um presidiário planejando a fuga
ele se sente um covarde, um vendido idiota
que precisa achar coragem para encarar a própria sorte
ele ‘tá deprimido e sabe bem o que fazer
Paulão foi pro bar e vai beber até morrer

Paulão quer família, mas não sabe ficar sentado
Paulão quer mobília, mas só vive chapado
e sabe que sua namorada está certa
quando não aceita viver em função da sua loucura
Paulão compreende bem a doença e sabe que ela não tem cura
ele ‘tá com o saco cheio e é assim que deve ser
Paulão foi pro bar pra beber até morrer

Paulão ‘tá puto com as rádios vendidas que não tocam seu som
ele sabe que a culpa é sua, coisa deste seu estranho dom
de falar do que todos fazem mas não contam
de escancarar o que está disfarçado nas novelas
de que tratam-se não de homens e mulheres, mas de cães e cadelas
que uivam baixinho sufocando os desejos
que querem dar e comer mas se contentam com beijos
Paulão é um cara errado e não sabe o que fazer
Paulão foi pro bar pra beber até morrer

Paulão olha em volta e só vê um bando de babacas
eles tem medo da violência das armas e da crueldade gravatas
sabe que a morte virá e teme que demore demais
sabe que é forte e é isso que o irrita ainda mais
se tranca no quarto e escreve uns versos sem luz
espanca um velho retrato e pede ajuda a Jesus
e sabe que o mundo é esta porra que se vê
“ei, Paulão: posso beber com você???”

QUERO TE VER GOZAR PELO CU
Quando você se distrair
E estiver de quatro, você vai sentir
Uma lágrima vai escorrer
No início pode até doer
Um movimento que estoura o v.u.
Quero te ver gozar pelo cu

Não vai dar tempo de discutir
Não vai dar jeito nem de fugir
Quando você vir, já está lá
É só começar a rebolar
É só a cabecinha no sul
Quero te ver gozar pelo cu

Quero te ver gozar pelo cu
Quero te ver gozar pelo cu

(entre no clima e dance este blues)

Quero te ver gozar pelo cu
Quero te ver gozar pelo cu

Lubrificante não vai ter
Óleo, creminho, pode esquecer
Empurrando o que estiver no caminho
E muitos tapinhas com carinho
Você pelada e eu também nú
Quero te ver gozar pelo cu

Os peitos balançam e quem manda sou eu
Você morde os lábios, não vai dizer que doeu?
Quem disse que aqui não entra, só sai
Rebola, madame, como mulata da vai vai
Assim, assim, amore, xuxu
Quero te ver gozar pelo cu

domingo, 6 de setembro de 2009

ONTEM FOI DO CARALHO!

ONTEM FOI DO CARALHO!
Todo mundo que convidei pra vir tomar essa cana – ver o final da postagem de ontem – veio aqui em casa e a gente entornou e ficou muito do seu louco!
A gente só não tirou foto, mas, assim mesmo, valeu pela pré, galera do CEFET!

É por essa e por outras que vocês são FODA!
Inté a próxima cachaçada aqui no setor!





Luciana Silveira Duarte, espero que você goste do poema abaixo (escrito na UFPA, só pra variar)!
Enjoy!

[sem título]
MESMO tendo chovido tanto
Mesmo com a tarde e a noite tão nubladas
Ah, só de ver você...
E só de ouvir a sua voz...
Ah, oh, só de você aparecer
E falou comigo...
O céu se abriu e as nuvens se despedaçaram...
Então o céu surgiu novamente –
Não Inclemente...
Mas morno e agradável como o fim de tarde em qualquer praia...
Queimando para não incinerar...
Somente para aquecer...
Oh, mesmo somente te abraçado...
Mesmo não tendo te beijado...
Mesmo só de você somente estado próxima....
Isto tudo junto e de uma só vez
Fez meu coração funcionar como uma usina termonuclear
De tão feliz que eu fiquei...
Se felicidade é combustível
Foi só por ter te visto ontem mesmo sem nada ter acontecido
Que tirei coragem suficiente para vir à universidade hoje...
De que valem todas essas mulheres lindas
Indo e vindo
Se é você que eu quero e desejo como
Primeira e Única e última?
Eu deveria me sentir o último dos homens
Depois de tudo que você me disse ontem
Eu me sinto o mais feliz dos homens
– se não um dos mais felizes de todos –
Só de saber que você estará por perto
Mesmo estando tão longe e tão próxima...
Por sua causa
Meu coração se tornou um acelerador de partículas
Tão poderoso que pode acender uma estrela menor
Que funciona à base
De toda a felicidade e bem-querer que você faz
Meu coração fabricar
Todas as vezes em que penso
Todas as vezes em que você me vem à mente...
Quando a cor do céu estiver transitando do violeta ao escuro...
Quando os ventos congelantes estiverem prestes a cortar peles desnudas
E a areia que cobre os pés descalços não sinta tipo algum de calo...
Mesmo que chova gotas d’água com formato de navalhas e adagas...
Já passei tanto tempo em lugares assim
Imerso: em eminha própria tristeza e em meu próprio desespero
Submerso: em minha própria raiva e em meu próprio medo
Afundado: em minha própria mágoa e em minha e minha própria solidão
Com esse clima em estado estático contínuo
Que não me importo em ficar mais um tempo aqui
Esperando por você...!

:: escrito durante as aulas de Compreensão e Produção em Alemão 2, ministradas por Frau Patrícia Steffen, dos dias 31 de agosto e 02 de setembro de 2009 ::

sábado, 5 de setembro de 2009

A FICÇÃO É CIENTÍFICA E DEVE IR PARA SALA DE AULA

Fonte: http://www.ufpa.br/beiradorio/arquivo/beira24/noticias/noticia5.htm

A FICÇÃO É CIENTÍFICA E DEVE IR PARA SALA DE AULA

Alan Araguaia

A conferência “A ficção científica a serviço da educação”, ministrada pelo biólogo Nelson Marques, da UFRN, trouxe idéias inovadoras às dezenas de educadores que a acompanharam. Filmes que abusam de realidades paralelas, futuristas e eventos improváveis, a princípio, estariam condenados por cientistas à ridicularização. No entanto, Nelson Marques propõe que tais produções figurem no processo de aprendizado dos alunos de ensino fundamental e médio.

Inegavelmente, crianças e adolescentes têm especial atração pelos filmes de ficção científica, devido ao grande apelo visual. Assim como as aulas convencionais, limitadas à presença do professor, também o livro didático e a lousa despertam pouco interesse dos alunos, o que dificulta a aprendizagem.

Munido dessas conclusões, Marques defende a utilização de filmes e histórias de ficção científica com finalidade informativa. Por meio desses recursos, o professor pode desenvolver discussões conceituais, explicando as leis científicas que desautorizam as cenas produzidas, por exemplo. “Ao longo da história, os cientistas cometeram deslizes e ainda os cometem, sendo superados por novos estudos”, explica, e esse pode ser o gancho para se introduzir conceitos atuais.

A ficção científica não é pura mentira, como se pode pensar popularmente, mas sim a descrição de realidades alternativas, que um dia podem se tornar verossímeis, argumenta. Elas são a tal ponto envolventes que o espectador consegue se transportar para elas, criando um novo senso de realidade. “É necessário fazer com que a criança tenha uma visão crítica da ficção científica, sem tirar a fantasia”, defende Marques.

O conferencista define o filme Planeta dos Macacos como desafiador e constrangedor à nossa suposta superioridade, já que uma sociedade de macacos inteligentes condena a espécie humana à escravidão. Com base no filme, um professor de Sociologia poderia questionar seus alunos sobre a possibilidade de haver uma sociedade em um planeta e um tempo distante, com organização idêntica à nossa, propõe Marques. Ou na área de Biologia, se o tal planeta poderia apresentar condições climáticas e ambientais pelo menos semelhantes às da Terra. A probabilidade dessas coincidências é praticamente nenhuma, segundo o especialista.

A explicação para esse rumo no cinema do gênero, deduz Marques, é que os produtores de ficção científica não se desvencilham dos padrões que conhecemos. Por isso os automóveis flutuantes parecem carros e os planetas de galáxias longínquas se assemelham ao nosso. No filme E.T., o protagonista tem cabeça, tronco e membros dispostos como num corpo humano. “Só é um pouco mais feio”, compara.

Composta essencialmente por educadores do ensino básico, a platéia se mostrou interessada pelo assunto. Madson Melo, professor de ciências exatas, diz ter afinidades com ficção científica e acha que pode usar os livros desse estilo, além dos filmes. “Nada substitui a leitura de um livro como Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne”, cita. A arte-educadora Viviane Oliveira fala que “o computador, o vídeo e a televisão têm um grande poder de atrair os alunos; há mais de quatro anos conto com esses recursos na rede municipal”. Após uma hora e meia de palestra, cerca de dez participantes cercaram o professor em busca de mais informações.

Quando perguntado sobre a proximidade da ciência com o ensino básico, Nelson Marques é categórico: “Não existe isso. O ensino é formal, conceitual e rígido. Há uma divergência entre o instrumental da sala de aula e o de fora, o que acaba tirando o interesse dos alunos. É preciso haver uma revalorização do ensino básico, mas isso é um investimento de longo prazo, que emperra no imediatismo da sociedade”.




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“Você pode gritar
Você pode chorar
Você pode até tentar me bater
Eu não vou desistir
Eu não vou nem sentir
Eu não quero parar de beber
Não adianta chamar que eu não vou
Estou no colo do rock’n’roll
Eu não quero ir a festas
Eu não quero teatro
E não quero cinema também
Só quero churrasco
E cerveja na veia
E tudo isso é aqui mesmo que tem
Não adianta chamar que eu não vou
Estou no colo do rock’n’roll”

– Velhas Virgens, “Cerveja na Veia”, do álbum Foi Bom Pra Você?, de 1995

Mais tarde aqui em casa: Reunião de Matilha CEFETeana!
Eu + Mr. Flávio Pupunha + Victor Fenris-Pitts + Vitor Morte-Pela-Cirrose + Mr. Felipe Muttley!

RPG + Alkohol bis sterben und bis Morgen werden!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

INFORMAÇÃO IMPORTANTE SOBRE O ENSINO SUPERIOR PARAENSE

fonte: http://www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=59155&termo=UFPA
ENADE: cursos paraenses estão entre os piores
A lista dos 7.329 cursos avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes - Enade 2008, foi divulgada ontem, pelo site do Ministério da Educação (MEC). O desempenho dos melhores e dos piores cursos foi analisado em 30 áreas de ensino. Nenhum curso das universidades paraenses figurou entre os melhores do Brasil. Pelo contrário, a Universidade Federal do Pará (UFPA), o Centro Federal de Educação Tecnológica do Pará (Atual Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará - IFPA) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) tiveram cursos incluídos entre os piores do Brasil. O curso de Engenharia, classificado no Grupo A do Enade (Química, Industrial, Alimentos, Têxtil, Bioquímica e de Biotecnologia) da UFPA, em Belém, tirou o conceito 1 do Enade e ficou entre os cinco piores do Brasil. Na mesma classificação ficou o curso de Engenharia Grupo 8 (Agrícola, Florestal e de Pesca) da Ufra, oferecido em Belém. O curso de Física, do então Cefet, também tirou conceito 1 e é um dos 5 piores do Brasil.
(clique na tabela abaixo para ver em tamanho ampliado!)

O Enade avaliou, em 2008, dez cursos tecnológicos. Quase 400 mil alunos de 30 cursos participaram da prova, realizada pela última vez por amostragem. A partir deste ano, todos os estudantes dos cursos selecionados terão de fazer a prova.
VERBAS
O baixo desempenho dos cursos superiores levou o MEC a cortar 2,5 mil vagas em 83 cursos de graduação em escolas com desempenho abaixo da média. Além disso, 357 cursos deixarão de ser abertos em instituições de ensino supe-rior com desempenho abaixo do considerado satisfatório pelo Ministério da Educação. O anúncio foi feito pela secretária de educação superior, Maria Paula Dallari Bucci, em Brasília. As medidas passam a valer a partir de hoje, com a publicação no Diário Oficial da União de seis medidas cautelares.
Outros 78 cursos, que tiveram nota 1 ou 2 no CPC e no CC, após visita in loco, terão de reduzir em até 30% as vagas de ingresso. É o caso do Curso de Enfermagem das Faculdades Integradas do Tapajós, em Santarém.
O MEC também vai arquivar pedidos de autorização de novos cursos em instituições que tiraram notas um e dois no Índice Geral de Cursos (IGC), divulgado nesta semana pelo DIÁRIO. O caso também se aplica à Faculdades Integradas do Tapajós, que teve o pedido de abertura do curso de Biomedicina arquivado.
Foram também arquivados os pedidos de abertura de cursos de Direito e Enfermagem da Faculdade Pan Americana; Engenharia Ambiental e de Produção da Faculdade do Amazonas (Fama); e Segurança no Trabalho da Escola Superior da Amazônia. (Diário do Pará)



fonte: http://www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=59259
UFPA esclarece resultados do ENADE

Em coletiva realizada nesta sexta-feira (04), a Universidade Federal do Pará pronunciou-se a respeito do resultado obtido pelos cursos da Instituição, avaliados no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes - Enade 2008, divulgado ontem, no site do Ministério da Educação (MEC). O ENADE é uma das etapas para a obtenção do Conceito Preliminar de Curso (CPC), indicador que, com a avaliação das condições de infraestrutura física, corpo docente, projetos pedagógicos e programas de pós-graduação, gera os Índices Gerais de Cursos (IGC), os quais, por sua vez, indicam a qualidade da educação nas universidades brasileiras.
De acordo com o IGC 2008 , a UFPA obteve nota geral 3 numa escala em que o conceito máximo é 5. Para chegar a essa nota, 60 cursos ofertados pela Instituição, na capital e no interior, foram avaliados, dos quais, apenas três cursos não obtiveram resultados satisfatórios no CPC: Pedagogia, no município de Breves, que obteve nota 1; Engenharia Química, também com nota 1; e Ciências Sociais, com nota 2, ambos em Belém, o que demonstra que os resultados negativos referentes à UFPA se deram de forma pontual, não representando um agravante para a qualidade do ensino superior da Federal paraense.
Segundo o reitor da UFPA, Carlos Edilson Maneschy, o indicador com base no desempenho dos estudantes na prova do ENADE é importante, mas não é a única face do conceito geral obtido pelos cursos, o qual, como já referido, também leva em conta condições de infraestrutura física e aplicação de projetos pedagógicos. “No caso dos cursos em questão, verificamos que o agravante maior para as notas baixas são, de fato, problemas causados por falta de prédios adequados para instalação das atividades do curso, laboratórios e equipamentos, como acontece com os cursos do interior e os de Engenharia. Infelizmente, nossos orçamentos ainda não são suficientes para atender todas as demandas materiais necessárias, embora já estejamos trabalhando para isso a partir de iniciativas como a do REUNI”, explicou.
A UFPA deve criar uma comissão formada por representantes da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação e da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que deverão avaliar mais de perto a situação dos cursos e apresentar propostas de mudanças. “O resultado nos preocupa, mas não nos aflige, pois em uma Universidade tão grande como a UFPA, que tem 50 anos de existência, e com quase 150 cursos de graduação, é compreensível que nem todos tenham o mesmo tempo e o mesmo nível de evolução e consolidação”, esclareceu a pró-reitora de Ensino, Marlene Freitas.
O reitor Carlos Maneshy explicou que as notas obtidas referem-se a uma primeira fase do processo de avaliação do MEC e que a UFPA ainda pode entrar com recursos para questionar os resultados, os quais deverão ser verificados a partir de visitas de técnicos do Ministério. “Os números são preocupantes, sim, mas devemos também reconhecer os resultados positivos que obtivemos nas outras áreas do conhecimento. Essa avaliação vem para nos mostrar os rumos que devemos tomar na busca de melhorias”, afirmou. (Diário online com informações UFPA)





E só pra terminar o post:


bis zu dem f*ckin new post!

ALEGORIA AO SILÊNCIO

No final das contas, teve uma coisa boa das aulas da UFPA terem voltado. Confirmando o que eu disse na postagem de ontem, agora ‘tô voltando a escrever poesia a torto e a direito (Frau Steffen que o diga – já devo ter escrito uns três poemas só na aulas dela, de segunda-feira pra cá!). O poema abaixo foi escrito hoje de manhã, durante a aula de Teoria do Texto Poético, de Frau Giselle, de hoje de manhã, lá na UFPA.
Enjoy!

ALEGORIA AO SILÊNCIO
Quem consegue ouvir o silêncio
Da bomba que cai do bombardeiro
Antes de alcançar o alvo
E esmigalhar o todo?
E quem consegue ouvir
Quando o projétil é disparado do cano
E perfura o alvo
Sendo pedra ou kevlar ou aço ou carne?
E quando a lâmina é desembainhada
E dilacera a carne
Em um corte perfeito?
E a flecha solta do arco
Atravessando metal e soldado?
E a lança voando como uma ave
Prestes a se tornar una
Ou com um escudo ou com um crânio?
E o morteiro sendo parido do céu
Pronto a desmembrar despreparados?
Os tambores e as flautas e as canções
Ressoando para intimidar os do outro lado?
Quando a cabeça é posta na cabeça da lança
Significando júbilo?
E os cadáveres e casas alimentando fogueiras?
E as lágrimas rolando pelos rostos
Junto com uma das servas de Thor
Querendo dizer mais do que Tristeza?
Eu não ouço o silêncio que existe
Quando o casal de ele e ela
Se torna uno
E quando pares de lábios
Se tornam um par.
Se existe realmente
A beleza do silêncio no amor
Imaginem no belicismo...!






Lendo: Introdução à Lingüística 2: princí­pios de análise, da Editora Contexto, de 2004, com textos de José Luiz Fiorin, Ana Müller, Ana Schöer, Antonio Vicente Pietroforte, Diana Vicente de Barros, Esmeralda Valiati Negrão, Evani Viotti, Ivã Carlos Lopes, Magarida Petter, Paulo Chagas e Raquel Santos, organizados pelo próprio Fiorin. Na postagem eu comentei em Canção Para Mayumi que até estava lendo o Introdução à Lingüística 1: Objetos teóricos. Agora é este!
Estudantes de Letras – comam este com açaí e farinha de tapioca!



‘til the fuckin new post!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PRIMEIRO [poema] DO SEMESTRE... escrito na UFPA!

Trilha sonora de fundo: Zumbis do Espaço, Destructus Maximus, de 2009

“Eu tinha tanto a lhe dizer
Pena que você não queira nem saber

(...)
E eu fico me lembrando o tempo todo de você
Que fica a cada drink mais bonita
E agora toda a noite eu vou, vou, vou
É pro bar

Taberneira, traga o gim
Tem uma mulher ai
Que não quer mais saber de mim
Taberneira, não me deixe aqui sozinho
Vem, me traga uma ânfora de vinho”

– Matanza, “Taberneira, Traga o Gim”


O poema abaixo é meio grandinho (como todos os outros que tenho escrito recentemente), e foi escrito durante as aulas de Compreensão e Produção em Alemão II, de Frau Patrícia Möller-Steffen (Frau Steffen, para nós alunos da graduação) dos dias 31 de agosto (dia do aniversário da Marília – ver Frau Garou Geburstag – version 2009) e 02 de setembro do ano corrente (i.e.: hoje de manhã). No final do poema, vocês podem ver pra quem ele é (o que definitivamente não é nenhuma novidade pra quem acompanha essa porra de blog!).

[sem título!]
MESMO tenho chovido tanto...
Mesmo com a tarde e a noite tão nubladas...
Ah, só de ver você...
E só de ouvir a sua voz...
E poder ter as suas mãos nas minhas...
Mesmo depois de tudo que aconteceu entre nós e conosco...
Ah, oh, quando você apareceu
E falou comigo...
O céu se abriu e as nuvens se despedaçaram...
Então o sol surgiu novamente –
Não Inclemente...
Mas morno e agradável como o fim de tarde em qualquer praia...
Queimando para não incinerar:
Somente para aquecer...
Oh, mesmo somente te abraçado...
Mesmo não tendo te beijado...
Mesmo só de você somente ter estado próxima...
Isto tudo junto e de uma só vez
Fez meu coração funcionar como uma usina termonuclear
De tão feliz que eu fiquei...
Se felicidade é combustível
Foi só por ter te visto ontem mesmo sem nada ter acontecido
Que tirei coragem suficiente para vir à universidade hoje...
De que valem todas essas mulheres lindas
Indo e vindo
Se é você que eu quero e desejo como
Primeira e Única e Última?
Eu deveria me sentir o último dos homens
Depois de tudo que você me disse ontem?
Eu me sinto o mais feliz dos homens
– se não um dos mais felizes de todos
Só de saber que você estará por perto
Mesmo estando tão longe e tão próxima...
Por sua causa
Meu coração se tornou um acelerador de partículas
Tão poderoso que pode acender uma estrela menor
Que funciona à base
De toda a felicidade e bem-querer que você faz
Meu coração fabricar
Todas as vezes que penso
Todas as vezes em que você me vem à mente...
Me dia, me dia em qual praia cuja beira devo te esperar
Quando a cor do céu estiver transitando do violeta ao escuro...
Quando os ventos congelantes estiverem prestes a cortas peles desnudas
E a areia que cobre os pés descalços não produza tipo algum de calor...
Mesmo que chova gotas d’água com formato de navalhas e adagas...
Já passei tanto tempo em lugares assim
Imerso em minha própria tristeza e em meu próprio desespero
Submerso em minha própria raiva e em meu próprio medo
Afundado em minha própria mágoa e em minha própria solidão
Com esse clima em estado estático contínuo
Que não me importo em ficar mais tempo aqui
Esperando por você...!

:: para Luciana Silveira Duarte ::
:: escrito durante as aulas da disciplina Compreensão e Produção em Alemão II, de Frau Patrícia Möller-Steffen, dos dias 31 de agosto e 02 de setembro de 2009 ::
:: do 1º ao 37º versos = escritos na aula do dia 31 de agosto de 2009 ::
:: do 38º ao final = escritos na aula do dia 02 de setembro de 2009 ::



Lendo atualmente: Curso de Parapsicologia e Psiônica, do paraense Carlos Araujo, de 1988, produção independente. Este vai servir – se vai! – para alguma (possível e futura) campanha de GURPS Psiquismo, de David L. Pulver (Steve Jackson Games, 2000; Devir Livraria, 2003). Combinação perfeita! AInda mais que este Curso..., mais do que definitivamente, não é livro para despreparados, mas serve como uma ótima introdução ao assunto! Enjoy!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

SEGUNDO DIA DO SEMESTRE LETIVO

“With nothing better to do,
No one to come home to,
I woefully conclude
To take it out on you.

I’m bored to the extreme,
This world of foolish dreams.
Disillusion,
I am not who I seem to be.”
– Bad Religion, “Bored and Extremely Dangerous”, do álbum The Process of Belief, de 2002

Ao contrário de ontem, hoje de manhã tive todas as aulas lá na UFPA. De Teoria do Texto Poético, passando por Compreensão e Produção em Alemão II, até Morfologia, tivemos TODAS as aulas com os professores das mesmas chegando em seus horários corretos e terminando em seus horários devidos. Acho que, agora sim, a coisa vai rolar, corretamente do jeito que deveria ter sido no primeiro semestre.
Não deu pra assistir 2TP (como o pessoal de Letras chama Teoria do Texto Poético) devido tanto eu ter acordado tarde quanto ter ido pra UFPA somente para pagar minha inscrição na CEG e assistir aula de Morfologia, ministrada por Herr Armando Barroso (ver Dormindo na Sala, de 23.06.2009) (não, eu não tava nem um pouco a fim de assistir aula de Frau Steffen).

Nada de novo na FIBRA. Só que foi uma merda pra chegar lá, devido a um caralho de engarrafamento que teve entre o final da (avenida) Almirante (Barroso) e o começo da (avenida) José Malcher. Fora isso, a aula de Latim, ministrada por Herr Izidório Cabral foi joinha.

Feliz aniversário pra você: Diego Ferreira Santos.






agora deixa eu downloadear a Playboy da Fernanda Abraão, a Loira da Laje, que ‘tô louco pra ver essas fotos!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

FRAU GAROU GEBURSTAG - version 2009

“Ter olhos e não ver, coração e não sentir o que sozinho você me faz. (...) Olha a tristeza que você me traz. Por onde começar? É hora de a alma vagar… por onde devo começar? Vejo tudo congelar, você e eu embaixo dessa chuva, você e eu sozinhos aqui... ter pernas e não andar, ter boca e não beijar, quanta falta você me faz… ter ouvidos e não escutar cada palavra que tinha pra falar.”
– Dead Fish, “Iceberg”, do álbum Afasia, de 2001

Só pra variar, o (resto) de domingo na casa do Breno (Muinhos), jogando RPG, foi do caralho! Mas, apesar dele e do Burns estarem lá (e somente eles, o resto do pessoal fez o favor de não ir – bando de felas das putaaaaaa!), a melhor coisa ainda foi ver a Luciana (Silveira Duarte).
Começou hoje de manhã o segundo semestre do curso na UFPA. De cara, tal como no primeiro semestre (ver Das Ersten Tag) não teve a primeira aula (Língua Estrangeira Instrumental: Língua Inglesa) – e nem a última (Panorama da Literatura em Língua Portuguesa). Só Frau Steffen que apareceu mesmo pra dar uma prévia do que será a disciplina que ela ministrará durante este período, ou seja, Compreensão e Produção em Alemão II (a aula não foi de todo ruim, uma vez que fiz quase terminei um poema – pra Luciana, só pra variar – de uma vez só durante o falatório-não-embromatório dela). A verdade é que não foi foda acordar ás cinco da matina pra ir pra Federal – foi chegar lá e não ter os caralhos das aulas!
Tsc. Triste.

Mas a melhor coisa do dia ainda foi a comemoração do aniversário da Marília Fernanda Pereira de Freitas (pro qual matei aula de Língua Portuguesa 2 pra poder ir). Com óbvia exceção de mim e da Tayanna (prima dela que também estudou comigo no Anchieta), o pessoal da Velha Guarda Anchietana, só pra variar, fez o favor de não aparecer por lá. Mas, pra compensar, ela e o Betão (marido dela) estavam lá, me trataram superbem, Frau Cohen (mãe da aniversariante) idem, além da comida estar não-menos-do-que-excelente também (só pra variar! todo aniversário dela que eu vou a comida nunca deixa a desejar).

‘Tô quebrado! Acabei de chegar do aniversário da Marília e amanhã ainda tem aula na UFPA e na FIBRA! Recomeça o Massacre ao Mala (he, he, he).


Se fosse fácil não ia ter graça.