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e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

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segunda-feira, 16 de outubro de 2023

sobre os (não-)ateus e/ou (não-)drogados e/ou (não-)militantes da universidade pública

a pessoa fala de consumo de drogas dentro da universidade pública como se consumir drogas fizesse parte de processo avaliativo das disciplinas e como se a renovação da matrícula a cada semestre dependesse do consumo periódico/constante de drogas.
¿sabem quem fala esse tipo de merda, que se consome drogas dentro da universidade pública com a mesma habitualidade de quem bebe água? 
quem não sabe que bebida alcoólica também é droga, que remédio pra dormir também é droga, que tem todo um lobby político-econômico da indústria de bebidas e da indústria farmacêutica pra criminalizar o consumo de outras drogas, nem sabe onde fica o campus de uma universidade pública mais próximo da sua casa, não sabe como uma universidade pública funciona porque nunca estudou em uma e, no máximo, só se informa do que acontece no mundo pela internet. geralmente, através de conteúdo altamente duvidoso. sim, se deve duvidar de tudo, mas tem conteúdo que não dá não. fora que esse pessoal, esse mesmíssimo pessoal ai não sabe ler uma porra de um trabalho, quer logo julgar o trabalho pelo título, ao invés de ir lá ao resumo e ver do que se trata tampouco, a porra da introdução do trabalho. não menosprezando menosprezando sim e foda-se, mas esperar o quê de quem, né non?
“ah, mas eu estudei em uma universidade pública” 
egresso de universidade pública que fala isso era o que, na minha época de CEFET, chamávamos de “número de matrícula”: entra/va mudo e sai/a calado. só sabe/sabia chegar à sala de aula e ir embora, só frequenta/va evento na instituição pra pegar carga horário. sabe/sabia, no máximo, no máximo, caminho da secretaria e do refeitório. ‘tá/‘tava errado? não, não ‘tá/‘tava. ‘tá errado quando quer se meter a dizer “na minha época da universidade”, quando nem viveu sua “época da universidade”. faz o favor pra todo mundo de ir se fuder, vai. 
“na minha época, só tinha militante comunista” sem saber nem que porra é comunismo, apesar de que, realmente, militante, independente da ideologia[1], é chato para um caralho. “tinha muito marxista”, marxista é um bicho muito chato e muito emocionado, mas o “número de matrícula” sabe nem que porra é marxismo, não sabe citar uma obra, um texto, um mísero ensaio. “eu só tive professor doutrinador”, pessoa sabe nem que porra é doutrinação e, mesmo tendo pai professor ou mãe professora (ou não), não sabe que professor mal tem tempo pra se coçar, que dirá pra se preocupar em doutrinar outrem. “pessoal só queria saber de greve” sabe nem pelo que o pessoal fazia greve, caralho. “pessoal fazia troça de mim porque eu era/sou cristão” pessoal tem mais o que fazer do que perseguir alguém pela sua religião, tanto que tem evento eclesiástico dentro dos liceus e geral nem tchum, totalmente foda-se. mazagora o que eu vi de fresc@ enchendo a porra do saco quando teve evento de religião afro-brasileira, CARALHO.
pessoal pensa que, na universidade pública, pessoal não tem o que fazer e vai fazer os outros virarem ateus e/ou drogados e/ou militantes[2] pra queimar o filme do ensino superior. deixa eu contar um segredo pra vocês: sabem quem vira ateu e/ou drogado e/ou militante na universidade pública? isso mesmo, quem já tem predisposição pra virar ateu drogado militante e só precisava dum insert coin, press start pra sê-lo. isso quando @ alecrim não deixa sua religião e vira drogado e/ou militante. isso quando @ alecrim já não entrou ateu e/ou drogado (viciado em remédio pra dormir ou pra qualquer outra porra também é ser drogado sim e vai se fuder se tu pensas o contrário)  e/ou militante. ninguém, NINGUÉM vai te amarrar, pegar as drogas e enfiar tua goela abaixo ou ameaçar matar tua família ou cancelar tua matrícula se tu não usares drogas, se tu não abandonares tua religião ou se tu não ingressares em algum movimento (geralmente, o movimento estudantil[3]).

eu já não gostava de militante antes de ingressar no CEFET, os militantes que conheci no CEFET me fizeram gostar menos ainda de militante. quando ingressei na UFPA, os militantes que conheci através dos meus amigos fizeram eu pegar um indiscutível, inexorável e insofismável RANÇO de militante. muito mais porque eu andava bebia igual um filho da puta que viu o time perder o campeonato em casa mesmo tendo a vantagem e descobriu que é corno assim que chegou em casa com gente que andava com esses caralhos que fez muita gente me confundir com eles, o que me fez perder oportunidades de estágio e de comer muita mulher[4]. se fiquei puto com isso?
NÃO, IMAGINA, FIQUEI FELIZ PARA UM CARALHO COM ISSO. PODEM TER CERTEZA DISSO!

VOLTANDO 
pessoal da direita diz que “o pessoal da esquerda controla a narrativa da universidade pública” e quer colocar gente lá pra “assumir o controle dessa narrativa[5]”. um excelentíssimo exemplo dessa patifaria é “ah, mas o professor de esquerda não gostou do meu trabalho e não deixou passar, disse pra eu fazer outro”.
eu até achava isso frescura e mania de perseguição. ai fui ver uns trabalhos ai de “gente de ‘direita’” e PUTA QUE PARIU, DOIDO, só tema sem pé nem cabeça, totalmente desconexo da realidade acadêmica e do que seu curso propõe. o homo universitarius padrão já não gosta de ler material acadêmico, convenhamos, é um fato que TODO MUNDO sabe e NINGUÉM nega. o homo universitarius de direita lê menos ainda e acaba fazendo uma merda maior ainda, acaba fazendo um trampo de conclusão de curso só pra se livrar mesmo. ‘tá errado? não, não ‘tá.
mazessa galera ai, essa mesma galera que lê muito menos do que o habitual, que caga pra pesquisa (mesmo que não queira enveredar pela pesquisa, mesmo porque ninguém é obrigad@ mesmo), que não sabe de PORRA NENHUMA que ‘tá acontecendo no lugar que assiste aula, que só sabe o nome de quem ‘tá ministrando disciplina porque é obrigatório fazê-lo que também propaga esse tipo de merda: “pessoal usa droga como quem bebe água e diz ‘bom dia’”; “na minha época, só tinha militante comunista”; “tinha muito marxista”; “eu só tive professor doutrinador”; “pessoal só queria saber de greve”; “pessoal fazia troça de mim porque eu era/sou cristão” e mais uma lista de bobagens que só é pra passar raiva. geralmente, essa galera é a que mais faz mais merda quando ninguém ‘tá vendo e deixa na surdina, criticando abertamente quem faz com todas as letras possíveis e em caixa alta e neon que dá pra ver de high above fields of marte[7]. NÃO IRONICAMENTE E NÃO COINCIDENTEMENTE, esse pessoal, esse mesmíssimo pessoal também é o mesmíssimo pessoal que não sabe ler uma porra de um trabalho, julga o trabalho pelo título, ao invés de ir ao resumo e ver do que se trata porque não entendeu o título; tampouco, a porra da introdução do trabalho. mas como falei, esperar o quê de quem? que fossem os Josés Maria Bassalo[8] e as Sônias Albuquerque[9] de suas gerações? não, né, porra? não mesmo. “não” em todas as línguas faladas pela nossa espécies, em todos os períodos até o da confecção deste texto. 
pessoal da direita quer colocar gente na universidade pública pra “assumir o controle da narrativa” pra quebrar a academia pelo lado de dentro pra poder sucatear pra poder justificar privatização da mesma. longe de mim dizer que gente de direita não pode cursar universidade pública, porque ela é – TEORICAMENTE É, DEVERIA SER[10] – de todos para todos e para todos e uma das graças do liceu é justamente a diversidade (ainda que com seríssimos limites e seríssimas restrições, porque ninguém merece bolsominion, lulaminion, neonazi[11], ancap[12], socialista lambedor de rabo da URSS com camisa do Che Guevara[13] e liberal privatista[14]) é a graça da academia.
podem até me chamar de teórico da conspiração[15], paranoico[16], o caralho que for isso nos coloca em rota de colisão, estamos em rota de colisão[17], mas do jeito que o direitista/liberal brasileiro médio é gerado e concebido por uma chocadeira queimada, césio-137 no lugar do cérebro e uma tara incurável/intratável por privatização, não se pode-se duvidar jamais dessa possibilidade. ademais, sabem gosta duma doutrinaçãozinha de leve e no jeitão? isso mesmo, direitista. preciso lembrar do projeto “escola sem partido”? as escolas confessionais são controladas por esquerdistas/progressistas[15]? pois então.
DISCLAIMER: VAI SE FUDER SE TU VIERES COM O PAPO DA “AH, MAS A ESQUERDA TEM A ‘IDEOLOGIA DE GÊNERO’ QUE QUER QUE TODO MUNDO ACEITE”!
vai ter gente que vai falar das aceitações de indivíduos que não são “facilmente” aceitáveis? sim, vai. indivíduos que foram historicamente e socialmente marginalizados e ignorados e que SÃO historicamente e socialmente marginalizados e ignorados. não vou cair na hipocrisia de que a esquerda também marginaliza e ignora muitos destes indivíduos e não os usa quando lhe convém, porque sim, a esquerda marginaliza e ignora muitos destes indivíduos e só os usa quando lhe convém. não precisei de ninguém pra me dizer isso porque eu vi e já fui massa de manobra quando eu ainda não era ciente disso e não era conveniente pra muita gente que eu tivesse ciência disso.
PORÉM, não quer preto na universidade? vai ter preto na universidade. não quer indígena na universidade? vai ter indígena na universidade. não quer mulher trans na universidade? vai ter mulher trans na universidade. vai ter pardo, mameluco, estrangeiro, portador de necessidade especial, o caralho que for na universidade porque sim. TODO MUNDO SE FODE PAGANDO IMPOSTO PRA TODO MUNDO ESTAR NA UNIVERSIDADE SIM E PORQUE SIM.
“ah, mas a universidade não é lugar pra esse tipo de gente” – quem diz “pessoal usa/va droga como quem bebe água e diz ‘bom dia’”; “na minha época, só tinha militante comunista”; “tinha muito marxista”; “eu só tive professor doutrinador”; “pessoal só queri/a saber de greve”; “pessoal faz/ia troça de mim porque eu era/sou cristão” e mais uma lista de bobagens que só é pra passar raiva vai dizer. tenho uma excelentíssima e maravilhosíssima notícia pra mim e uma péssimíssima e horribilíssima notícia pra esse tipo de gentalha: A UNIVERSIDADE É LUGAR PRA ESSE TIPO DE GENTE TAMBÉM SIM E PORQUE SIM, POR MAIS QUE VOCÊS NÃO QUEIRAM E VOCÊS NÃO TEM QUE QUERER PORRA NENHUMA.

quem ficar incomodado com isso, pode ir pra Ucrânia ou pra (Terror)Israel, os dois países estão aceitando brasileiros. aqui não vão fazer falta.


quer ser ateu? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
quer ser religios@? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
quer ser drogad@? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
quer ser militante? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
não quer fazer universidade? não faça, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.

sim, viver em comunidade é uma merda, mas o máximo que podemos fazer é facilitar a vida de todo mundo, começando por não escrotizar a vida de todo mundo e pra todo mundo. 
sim, a teoria é uma maravilha.
sim, falar é mais fácil do que fazer.



postagem dedicada ao Prof. Dr. José Maria Filardo Bassalo[18] (1935-2015), que eu tive a indizível honra de conhecer quando ainda vivo; a toda que conheci de movimento estudantil que não foi otári@ comigo quando eu ‘tava na graduação[19] e a tod@s @s junkies que conheci em igual interim.
¡vocês foram e são, no melhor sentido da palavra, foda! .





¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
¡¡¡DEM!!!
¡¡¡BREAKIN!!!
¡¡¡FUCKIN!!!
¡¡¡NEUEN!!!
¡¡¡POST!!!










[1] existem direitas e existem esquerdas, mas isso é conversa pra outro post.
[2] militante de direita ou militante de esquerda, ambos são igualmente insuportáveis para um caralho.
[3] queria mandar aqui um grande “HAIL AND KILL!” pra todo mundo que conheci de movimento estudantil que não era otári@ e não foi otári@ comigo.
[4] como se já não fossem suficientes meus defeitos e péssimos hábitos da época pra queimar meu filme gratuitamente.
[5] se vocês soubessem a raiva que tenho da ressignificação desse termo para utilização nesse contexto...
[6] outra conversa pra outro post.
[7] malz, não deu pra não fazer a referência.
[8] José Maria Filardo Bassalo (1935-2015), engenheiro civil pela Escola de Engenharia do Estado do Pará, bacharel em Física pela Universidade de Brasília; mestre e doutor em Física pela Universidade de São Paulo. 
[9] Sônia Cristina de Albuquerque Vieira, doutora e mestra em Ciências Sociais, com ênfase Antropologia pela Universidade Federal do Pará; e licenciada plena em Ciências da Religião pela Universidade do Estado do Pará.
[10] tem que espancar neonazi até suástica nazi virar cata-vento. nem dá pra fazer ração pra bicho com carne de neonazi porque o bicho vai ficar envenenado e, posteriormente, imprestável pra qualquer uso.
[11] eu já falei que ancap não é gente e sua opinião é automaticamente desconsiderada em qualquer situação? ancap não é gente e sua opinião é automaticamente desconsiderada em qualquer situação.
[12] ironicamente esse pessoal seria morto no regime soviético e/ou pelo Che Guevara.
[13] idem nota 11.
[14] teórico da conspiração e conspiracionista são a mesma coisa? não sei, responde ai nos comentários. 
[15] paranoicuzão ou paranoicuzinho?
[16] idem nota 7.
[17] sim, EXISTEM DIFERENÇAS entre esquerdistas e progressistas. sim, também é outra conversa pra outro post.
[18] curiosidade curiosa: ele foi avô de um maluco que fez segundo e terceiro anos do ensino médio comigo, inclusive.
[19] podem até me chamar de “maldito hipócrita do caralho” porque namorei com duas, a Heiđrun, a Ina e a Annie. eu falei pra caralho delas aqui em muitos e muitos posts.

quinta-feira, 19 de maio de 2022

O HOMEM DO NORTE – análise e crítica do filme

ouvindo:  V/A Ronda Alternativa coletânea de bandas punk lançada em 1988.

eu vi ontem O Homem do Norte [no original, The Northman[1]], dirigido pelo estadunidense Robert Eggers (de A Bruxa, de 2015, e O Farol, de 2019[2]) e escrito por ele e pelo escritor islandês Sigurjón Birgir Sigurðsson, creditado como Sjøn. o Sjøn, inclusive, co-escreveu o roteiro de Lamb[3], filme islandês-sueco-polonês do ano passado, dirigido pelo também Valdimar Jóhannsson.
O Homem do Norte
, de 2022; direção de Robert Eggers; roteiro de Robert Eggers e Sjøn; Regency Enterprises, Perfect World Pictures, New Regency e Square Peg; distribuição pela Focus Features (nos EUA) e pela Universal (no resto do mundo).
Lamb
, de 2021; direção de Valdimar Jóhannsson; roteiro de Valdimar Jóhannsson e Sjøn; Sena, TriArt Film e Gutek Film. 

como todo mundo que já frequentou estas pairagens, sabe que sou suspeitão pra caralho pra falar de vikings e escandinavismo (incluir aqui a mitologia desse pessoal[4]) e o escambau correlacionado.
PRA COMEÇAR, não era pra citar isso, mas tinha uma época no famigerado Facebook que os paraenses zuavam os famigerados tupinivkings – brasileiros metidos a nórdicos, odinistas e escandinavos – por se dizerem “nórdicos”, sendo que o significado do verbete é “oriundo/residente na região norte”. quem tem o mínimo de noção de geografia do Brasil exceto indivíduos nascidos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, obviamente sabe onde fica o Pará, né? liguem os pontos.
no mais, zoava-se ad æternum os nazipardos – fulaninho MESTIÇO metido a nazista, com todos os discursos e trejeitos característicos a esse bando de bosta que fala. ¿falei que existe tupinivking mestiço também? ‘tá, não falei, mas ai MEIO QUE, MUITO POR BAIXO, dá pra dar um desconto, visto que os vikings eram oriundos de povos germânicos[5], que eram, consequentemente, povos de várias etnias, resultando nos vikings também serem de várias etnias. TODAVIA, isso EM NADA valida quaisquer discurso de mito de origem tanto dos tupinivkings quanto dos nazipardos. 
mas ‘tá... falando de tudo isso, só posso concluir que o que não vai faltar é cu de tupinivking e cu de nazipardo piscando em código morse com O Homem do Norte.
eu poderia dizer que “a opinião do povo da extrema-direita brasileira quanto a esse filme é outra história”, mas... não vai rolar. o jornalista brasileiro Reinaldo José Lopes fez um excelentíssimo paralelo sobre a obra e este polo ideológico em questão, visto que abarca esse bando de retardado supramencionado [mesmo que sejam “extrema-direita”, “retardado”, “tupinivking” e “nazipardo” sejam sinônimos, aqueles que tu encontras no sinonimos.com[6]].

VOLTANDO AO TEMA PRINCIPAL DA POSTAGEM 
eu, por mais que tentasse e quisesse evitar, acabei vendo o mencionado filme sob três óticas: a de pretenso crítico de cinema, a de estudioso de vikings e escandinavismo e a de COF COF COF COF jogador/narrador de RPG. quanto a este último item, me ative aos títulos Lobisomem: A Idade das Trevas e mais especificamente a Os Vikings. ¿é uma história de Fenrir? é, mas isso não vem ao caso.
Lobisomem: A Idade das Trevas
, de Forest Marchinton, Harry Heckel, Deena Mckinney e Ethan Skemp; Estados Unidos: White Wolf, 1999.
Os Vikings,

Zé povim da intenet falou que é filme pra dormir “igual o novo [filme do] Batman”[7]. pois bem. não preciso dizer que são filmes diferentes, com propostas diferentes. “público-alvo” é uma conversa totalmente por fora que não vem ao caso. sobre esse novo filme do Batman, dirigido pelo Matt Reves (um dos roteiristas de A Força em Alerta 2 e diretor do primeiro Cloverfield[8], Planeta dos Macacos: O Confronto e Planeta dos Macacos: A Guerra) - escrito por ele e pelo Peter Craig (Jogos Vorazes: A Esperança, Top Gun: Maverick[9] e Bad Boys para Sempre[10]) -, ainda não vi pra comentar a fundo mas pelos trailers, posso dizer que é uma parada totalmente noir, vinda da fase noir do personagem. e olha que não gosto dele.
The Batman
, de 2022; direção de Matt Reves; roteiro de Matt Reves e Peter Craig; Warner Bros. Pictures, DC Films, 6th & Idaho e Dylan Clark Productions; distribuição pela Warner Bros. 
A Força em Alerta 2
, de 1995; direção de Geoffrey Peter “Geoff” Murphy; roteiro de Matt Reves e Richard Hatem; Regency Enterprises, New Regency Productions e Seagal/Nasso; distribuição pela Warner Bros.
Cloverfield
, de 2008; direção de Matt Reves; roteiro de Drew Goddard; Bad Robot Productions; distribuição pela Paramount.
Planeta dos Macacos: O Confronto
, de 2014; direção de Matt Reves; roteiro de Peter Chernin, Dylan Clark, Rick Jaffa e Amanda Silver; Chernin Entertainment; roteiro de; distribuição pela 20th Century Fox.
Planeta dos Macacos: A Guerra
, de 2017; direção de Matt Reves; roteiro de Peter Chernin, Dylan Clark, Rick Jaffa e Amanda Silver; Chernin Entertainment; distribuição pela 20th Century Fox.
Jogos Vorazes: A Esperança
– Parte 1, de 2014, Parte 2, de 2015; direção de Francis Lawrence; roteiro de Danny Strong e Peter Craig, sob o livro homônimo de Suzanne Collins; Lionsgate, Studio Babelsberg AG e Color Force; distribuição pela Lionsgate.
Top Gun: Maverick
, de 2022; direção de Joseph Kosinski (Tron: Legado; Oblivion); roteiro de Ehren Kruger, Eric Warren Singer, Christopher McQuarrie, Peter Craig e Justin Marks; Skydance Media; Don Simpson/Jerry Bruckheimer Films; distribuição pela Paramount.
Bad Boys
para Sempre, de 2020; direção de Adil El Arbi e Bilall 
Fallah; roteiro de Chris Bremner, Peter Craig e Joe Carnahan; Columbia Pictures, 2.0 Entertainment, Don Simpson/Jerry Bruckheimer Films, Overbrook Entertainment; distribuição pela Sony.

amigo meu falou que “filme de super-heroi é a salvação do cinema” e outro [falou] que “não dá pra desmerecer um género em detrimento do outro”. derM eister Scorcese falou que “filme de super-heroi NÃO é cinema”. ‘tá, meteram o caralho no, no Spielberg, no Cameron e no Lucas quando eles lançaram suas primeiras obras, disseram que os filmes deles “não eram cinema”. ‘tá, mas o que isso tem a ver com O Homem do Norte? 
esse bombardeio da Disney ao cinema fez geral se desacostumar ao cinema porradão, o que que não tem pena de gastar o público, seja em roteiro, seja em trilha sonora, seja em fotografia e montagem, vocês entenderam... tudo o que O Homem do Norte é, e é dicumforçamente.
“a história de O Homem do Norte?”
ai que eu ia morrer e não saberia que o texto Hamlet é baseado em uma narrativa escandinava, e o nome próprio em questão advém do islandês antigo Amlóði (calma ai que já vamos voltar pra isso ai ainda nesse parágrafo). ‘tá. sim. eu tinha visto a vídeo-crítica da Isabela Boscoli, a do Lucas Maia e a do Otávio Ugá sobre o filme, fiquei “‘bora ver o que tem atrás desse texto shakespeariano?”. depois de ver o filme e fazer a pesquisa pra esse post... “ulha só, Hamlet é um anagrama de Amleth, que é uma inglesificação[11] de... Amlóði!” segue o meme de reação


alguém perguntou dia desses no Twitter “qual a distância de referência pra homenagem pra ‘copia mas não faz igual’?”. POIS ENTÃO, NÉ?
‘tá. mas arte tem dessas coisas. foda-se. voltando.
a história de está presente na compilação Pœtica Edda[12] e CERTAMENTE o William Shakespeare o conheceu por meio do texto Amlethus, Amblothæ, em latim, lá por contas do século 12. o resto é história e História[13]. voltando.
em 896, o Jarl[14] Aurvandill Corvo-da-Guerra (interpretado por Ethan Hawke QUE DISPENSA APRESENTAÇÕES), de um reino escandinavo pré-medievo no que será a Islândia[15], volta de uma empreitada. Aurvandill tem como esposa Gudrún (interpretada por ninguém mais, ninguém menos que a Nicole Kidman QUE TAMBÉM DISPENSA APRESENTAÇÕES) e seu filho e herdeiro... QUEM? QUEM? QUEM? QUEM? QUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM?
isso mesmo que pensaste.
o Amleth (interpretado pelo Oscar Novak).
MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS o Aurvandill tem um irmão – i.e., Fjølnir (interpretado por Claes Bang) – que tem inveja de sua posição, e acaba tramando pra tirá-lo do poder. a emboscada acontece após o rito de Amleth entrar em harmonia com seu animal não-humano interior. Fjølnir dá cabo em Aurvandill, não antes deste dizer para Amleth fugir e voltar somente quando estiver pronto para vingar o pai, resgatar a mãe e matar o tio. 
in Westen nicht neues. eu sei, vocês sabem, todos nós sabemos.
eu sei, vocês sabem, todos nós sabemos que Amleth (já interpretado pelo Alexander Johan Hjalmar Skarsgård) volta e traz o inferno para Fjølnir. mas o que eu não sabia e que vocês sabem a partir de agora é que o não completa todas as quests a ele delegadas, POIS eu sei, vocês sabem, todos nós sabemos que a história tem um lado de cada pessoa que participou da história. EXPLICANDO: o que a Gudrún fala pro Amleth, quando ele vai meter a Draugr – espada cuja lâmina que não pode ser quebrada ou entortada – no rabo do Fjølnir, dá uma reviravolta brutalizadora destroyer powered no roteiro. ele então: “foda-se, ’tô aqui mesmo, vou terminar a main quest”. 
É HUMANAMENTE IMPOSSÍVEL, durante o combate final entre protagonista e antagonista, não lembrar imediatamente do embate entre o Skywalker e o Kenobi em Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith. se todo e qualquer viking almeja o Valholl – o Valhalla, a saber -, é isso que o Amleth consegue. não suficiente/obstante, o Fjølnir também.
Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith, de 2005; direção e roteiro de George Lucas; Lucasfilm; distribuição pela 20th Century Fox.

COM EXCEÇÃO DO FILME SER FALADO MAJORITARIAMENTE EM ESTADUNIDENSE E AS PARTES EM NÓRDICO ANTIGO NÃO TEREM LEGENDA, o filme é tecnicamente perfeito. PRA MIM, era pra terem feito uma parada MelGibsoniana, botado o elenco pra falar nórdico antigo e foda-se, que leiam as porras das legendas. 50% do motivo de eu achar Apocalypto e Paixão de Cristo filmes do caralho é por serem falados nos idiomas locais das épocas – i.e., em maia de Yucatec e aramaico, respectivamente. voltando.
Apocalypto
, de 2006; direção de Mel Gibson; roteiro de Mel Gibson e Farhad Safinia; Touchstone Pictures e Icon Productions; distribuição pela Buena Vista Pictures Distribution
A Paixão de Cristo
, de 2004; direção de Mel Gibson; roteiro de Mel Gibson e Benedict Fitzgerald sobre textos do Novo Testamento e La passione del Signore nelle visioni di Anna Katharina Emmerick; Newmarket Films; distribuição pela Icon Productions.

chega a dar raiva de tão bem feito, figurino, cenários, fotografia, montagem, iluminação, trilha sonora. pelo que vi em uns vídeos de produção do longa, o pessoal usou o mínimo do de efeitos visuais possíveis. os planos longos são uma constante, mas não tem muita coisa na tela pra particionar atenção de quem assiste. como falei pro meu Bärbruder Thiago, se chegarem a fazer uma série do Conan, tem que ser NESSE nível de qualidade, jamais menor.
pra quem gosta de cinema DE VERDADE, O Homem do Norte  é banquete, é pra comer até passar mal, é filme pra ver de uma vez só. falo logo que tu vais torcer por todo mundo e ficar putaço full mode com todo mundo, visto que nada é simples, apesar do plot simples. ouso dizer que a única personagem que... é a que mais se fode, é a Olga Benário (interpretada por Anya-Josephine Marie Taylor-Joy[16]), feiticeira eslava capturada e escravizada pelos vikings que se torna amante de Amleth[17].
inclusive, não é um filme fácil, causa angústia, dá mal-estar, dá vontade de virar a cara em umas passagens. pra terminar, NÃO É PRA AVALIAR COM OS VALORES SOCIAIS ATUAIS, tampouco PARALELIZAR com “possíveis” valores sociais atuais (voltar ali pra questão levantada pelo RJL[18]), a fim de validá-los.no máximo, tratar as questões sociais a partir das levantadas pela/na obra supramencionada.

e é isso ai. 
assistam O Homem do Norte .





NOTAS
[1] a saber, uma das melhores traduções de título de filmes que já vi, mas “traduções de título de filmes” é outro assunto pra outro post.
[2] sim, também vou comentar esse filme aqui. em verdade, tem um caralhal de filme pra comentar aqui.
[3] o primeiro ainda não vi, o segundo eu vi e “beleza, muito bom, muito foda, ‘tá valendo, mas cadê o horror cósmico lovecraftiano que vocês viram nele? num tem naum”.
[4] no alto de minha formação de cientista da religião (senti muito nojo e asco de mim agora), também incluo o item mitologia.  
[5] por mais que os europeus chiem, gritem, chorem, o caralho, dos povos germânicos surgiram QUASE todos os atuais europeus tem uma exceção aqui e ali, como, POR EXEMPLO, os gregos (advindos dos micênicos), os finlandeses (de origem suomi) e praticamente todos os eslavos. não considero turco exatamente europeu, de mesmo modo que não considero tocantinense exatamente nortista.
[6] vou providenciar hoje mesmo essa página nesse site.
[7] PRA QUÊ AINDA FAZEM FILME DO BATMAN, CARA?!?
[8] obrigatório para um caralho! 
[9] eu gostava do filme Top Gun antes de estudar propaganda ideológica e como se desdobra no cinema.
[10] a verdadeira definição de “filme totalmente desnecessário” é esse filme.
[11] “inventei” agora essa palavra, um extintor de incêndio no seo coo se não gostaste.
[12] em algum post deste blog eu expliquei o que é esta compilação, procura ai que tu encontras ou seja, te vira.
[13] tem diferença nisso ai, mas não sou eu que vou explicar.
[14] líder de um povoado escandinavo pré-medievo. os termos relativos à nobreza só são utilizados propriamente valendamente só a partir da formação dos primeiros estados nacionais europeus, o que ainda demoraria para um caralho para acontecer.
[15] lá por 1919, 1920, por ai.
[16] ela ‘tá no mencionado A Bruxa, e faz uma voz no longa de animação Playmobil e na adaptação pro cinema filme d’Os Novos Mutantes, como a Ilyana Rasputin (não vou ver porque, pra mim, este grupo tem a mesma relevância d’Os Novos – i.e., NENHUMA!).
[17] “par romântico” são as picas do Dredd e do Mandingo simultaneamente no teu ânus.
[18] acrônimo de Reinaldo José Lopes.










¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

CRUZ DEL SUR, ROI OURS E QUARTETO FANTÁSTICO 2099 - análise e crítica das HQs

ouvindo: James Newton Howard, The Prince Of Tides - Original Motion Picture Soundtrack, de 1991 





primeiro que este post amorosamente dedicado às memórias do cartunista argentino Joaquín Salvador Lavado Tejón, a.k.a. Quino (1932-2020) e à do desenhista estadunidense Alfonso “Al” Williamson (1931-2010).

nós não esqueceremos, somente agradecemos.




diferentes países. diferentes escolas de Histórias em Quadrinhos. Comics. Bande Desinée. super-heróis. de tudo um muito. e chega a ser irônico pensar que se produz mais HQ de faroeste na Europa que nos próprios Estados Unidos. tão irônico[1] ao se considerar que só se tem conhecimento de super-heróis franceses, à exceção de Satanax, criado pelo artista Auguste Liquois (1902-1969) e pelo roteirista Lucien Bornet, ambos franceses. eu poderia falar de n diferenças culturais acerca da nona arte nos países em questão, e de como o cinema, a literatura e o teatro influenciam muitíssimo mais as HQs no país mais islamofóbico do mundo[2] do que na “terra das ‘oportunidades’” entretanto vou me ater hoje somente “somente” a falar de três títulos – poder-se-ia dizer – díspares.


imagens do meu cérebro funcionando após eu ler HQs muito díspares entre si

todavia dois deles são mais aproximados que o terceiro, que não tem porra nenhuma a ver com o último. bora pro que interessa nessa porra.


CRUZ DEL SUR 

pra começar eu vou me corrigir: no começo do texto era pra ter falado do país europeu que mais recebeu influência islâmica em praticamente todos os âmbitos socioculturais e as igrejas católica e protestante falh(ar)am miseravelmente em extirpar – a Espanha[3]. 
admito que o que eu mais saco da Espanha é futebol, cinema, Dom Quixote, Crysyx, tretas na Cataluña, HHH, GRB, Hörror, atriz de filme pornô e o Ignacio Jordà González a.k.a. Nacho Vidal. e antes de Cruz Del Sur, eu NUNCA tinha lido nada de HQ produzido nesse país.
O AUTOR DESSE BLOG DEFENDE A INDEPENDÊNCIA DA CATALUNHA!
¡LLIBERTAT CATALONIA!
crendices, superstições e medievalismo são indissociáveis. em algum lugar, aqui, ali, por ai, nas narrativas, os dois primeiros se encontram com o cristianismo seja em rota de colisão – com este visando destruir os hábitos “religiosos” locais para que se estabeleça –, seja para andar de mãos dadas. mas, no final, quase nem sempre o negócio acaba bem. em verdade, quase nunca o negócio acaba bem (a não ser quando a história é contada pra criança – ou não).
o conjunto crendices e superstições locais em rota de colisão com o cristianismo à época do medievalismo é o Leitmotiv de Cruz Del Sur, graphic novel escrita por Luis Durán e desenhada por Raquel Alzate, publicada pela editora Astiberri em dezembro de 2004.
Cruz Del Sur é onde a narrativa se desenvolve, quando Groz, o cavaleiro favorito de Volt (o senhor de Cruz Del Sur) e soldados subordinados a ele matam uma mulher tida como uma bruxa e levam sua filha, Iliane, para que o senhor da localidade decida seu destino. como em dado período da Idade Média europeia aconteceu a Santa Inquisição e a decorrente caça às bruxas, havia sempre um padre (muitas vezes mais gordo que a puta que pariu, pra quem nunca falta comida) em uma vila, cidade, comunidade, etc etc etc, foda-se, vocês entenderam.
10 anos depois, após voltar de guerras e guerras, Martin, o filho mais novo do senhor de Volt, retorna à Cruz Del Sur e, após se “encantar” com Iliane, tenta violentá-la, mas ela resiste e acaba sendo esfaqueada pelo bobo da corte. Dominique, o escravo do bobo, o mata com uma paulada e ajuda Iliane a fugir justamente para o bosque; ele a deixa justamente à base da árvore que a mãe de Iliane foi morta. o bosque, tido como maldito/diabólico, se vinga dos relacionados aos que mataram sua amada e sua filha.
a história é fenomentalmente bem contada e a arte de Raquel Alzate apresenta praticamente um quadro a ser emoldurado na parede, devido sua habilidade com pinceis e iluminação o final da leitura é um “UOU, QUE FOI ISSO, VELHO?” com “porra, já acabou? não tem mais, não?” como pouquíssimas obras fazem a quem as degusta.
tem um animador russo chamado Aleksandr Konstantinovich Petrov, vencedor do Oscar de curta em animação em 1989 por The Cow e em 2000 por The Old Man and the Sea – com base no romance homônimo de Ernest Miller Hemingway (1899-1961) –, que tem três obras OBRIGATÓRIAS pra quem curte animação: a já citada The Old Man and the Sea, de 1999; My Love, de 2006, escrita em conjunto com Ivan Shmelyov; e Rusalka, de 1996, escrita em conjunto com Marina Vishnevetskaya.
The Old Man and the Sea, de 1999, de Aleksandr Konstantinovich Petrov
My Love
, de 2006, de Aleksandr Konstantinovich Petrov
Rusalka
, de 1996, de Aleksandr Konstantinovich Petrov
podem ter certeza que bicho produzindo uma animação dessa graphic novel ganhava, no mínimo, por baixo, mais um Oscar de curta em animação, ainda mais se coordenado e/ou co-dirigindo com Durán e Alzate.
se tu não gostares de Cruz Del Sur, por favor, pare de consumir nona arte porque o negócio não é pr’ocê não.


ROI OURS 
volta e meia eu falo de HQ francesa aqui e vou falar até quando eu considerar conveniente. porque os franceses, junto aos japoneses, são os picas das galáxias pra fazer HQ. Roi Ours, do francês Mobidic, lançada em 2015 pela Delcourt, não foge em nada à regra, mesmo tendo um jeitão de animação infantil. mas só o “jeitão” mesmo, visto que é uma história de amor, sacrifício e devoção ritual das quais tu não deixas uma criança ver sozinha, ainda que tenha uma referência indiretona ao Ursos sem Curso, já que a BD[4].
Ursos sem Curso, 
em um cenário meio Apocalypto na parte central da América do Norte e muitíssimo antes da chegada dos europeus ao continente, Xipil será entregue em sacrifício à Caiman, a deusa-jacaré, para que graças recaiam sobre sua tribo, quando é “salva” pelo Rei Urso Polar da Coca-Cola com a benção – ainda que deveras receosa – da Mãe dos Macacos, o soberano desposa a jovem após esta atacada por Antli, seu.... EX-MARIDO. claro que, quando a ficha dela cai, ela nota o tamanho da cagada que se meteu. a cerimônia de casmento é digna das melhores narrativas orais de mitologias. Rei Leão Feelings, algo por ai.
claro que a caralhada fica mais caralhenta quando Xipil tem uma visão de seu povo natal guerreia com o Rei Urso e o derrota, tombado em celeuma e que, OLHA SÓ!, não era uma PREvisão e sim uma em tempo real. com isso, Caiman vê uma oportunidade de reaver sua oferenda e, de quebra, se vingar dos humanos que destroem indiscriminadamente as terras do povo-crocodilo fazendo uma proposta irrecusável à Xipil que custará sua alma.
MAS A REGRA É CLARA: se a narrativa tem um tom épico tem que acabar em merda, não pode ter final feliz. nisso, Mobidic agrada de forma soberba, a ponto de fazer tu se sentires mal com o fim de Roi Ours, a ponto de bater aquele vazio ESCROTO. se a HQ consegue fazer isso, ela vale pra caralho. 
por fim, também achei Roi Ours fudida pra caralho no melhor sentido por apresentar uma nova perspectiva sobre totens, rituais e relações com seres espiritais. e MELHOR AINDA: sem relação alguma com os Garou de Lobisomem: O Apocalipse, abrindo possibilidades de campanhas interBetê[5], já que os totens apresentados são “Gurahl”[6] e “Mokolé”[7] e a ambientação uma região indeterminada da América do Norte muito antes da chegada dos Estrangeiros da Wyrm. enquanto Cruz Del Sur cai como uma luva pra GURPS Middle Ages ou mesmo um D&D ou um Vampiro: A Idade das Trevas; Roi Ours é total um GURPS ou um Mago: A Cruzada dos Feiticeiros ou quem sabe aquele Lobisomem: A Idade das Trevas belezinha.
leia Roi Ours. e leia pra ontem.

QUARTETO FANTÁSTICO 2099 
o terceiro dos três foda de ser fã é ler quase todas as merdas que saem de tal personagem ou grupo de personagens e eu já falei pra caralho aqui o quanto eu curto Quarteto Fantástico[8] e, à exceção do Motoqueiro Fantasma[9], eu sempre fiquei totalmente na onda com os títulos da série 2099. “ah, mas tinha o Homem-Aranha também.” ESSE Homem-Aranha eu curtia, ai conclui – ao ler a última série do personagem (Homem-Aranha 2099) – que meu problema não era o personagem e sim o alter-ego, o cretino imbecil do Parker.

Motoqueiro Fantasma 2099, criado por Len Kaminski e publicado de 1994 a 1996
Homem-Aranha 2099, criado por Peter David e Rick Leonardi

ai que a Marvel, creio que na esteira da última série do Homem-Aranha 2099, decidiu rebotar esse universo e já estão rolando os títulos tanto do Conan (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)[10], Venom (eu considero perfeitamente cabível)[11]. eu só queria saber como vão linkar, SE, em decorrência de Maestro, prequel de Futuro Imperfeito, vão linkar essa caralha ao universo de Futuro Imperfeito[12]. nhum boto fé ki vaum fazer içú nhaum.
Hulk: Futuro Imperfeito
, de Peter David, George Pérez e Tom Smith, de 1992; publicada no Brasil pela primeira vez em 1996 
Hulk: Maestro, de Peter David e Dale Keown; série em andamento
“mas como o Quarteto Fantástico vai parar em 2099?”
é demais sabido que, em história de super-herói, fulano viaja no tempo como criança brinca de pira[13] e isso já aconteceu pra caralho em história do Quarteto, principalmente na fase Byrne e na fase Simonson-Simonson[14] e na saga contada por Karl Kesel (Super-Homem, Demolidor, Indiana Jones), Terry Kavanagh (X-Men, Mestre do Kung-Fu, Viúva Negra), Joe Kelly (Action Comics, Elephantmen[15], Steampunk) e Benjamin “Ben” Raab (Liga da Justiça: Xogum de Aço[16], Excalibur); desenhada por John DISPENSA APRESENTAÇÕES Buscema, Humberto Ramos (Impulso, Vingadores, Hardware), Rick Leonardi (Asa Noturna, Star Wars, Mulher-Hulk), Matt Ryan[16] (Liga da Justiça, Bloodshot, Conan & Mulher-Maravilha[17]), Pasqual Ferry (Thor, Superboy, O Jogo do Exterminador[18]): arte-finalizada por Al Williamson (Star Wars, Motoqueiro Fantasma, Weird Science-Fantasy), Jimmy Palmiotti (Jonah Hex, Justiceiro, Aliens), Jaime Mendoza (Bloodstrike, Batman, X-Men Ultimate) e Art Thibert (Renegados, Youngblood, Call of Duty: The Brotherhood[19]); e colorida por Paul Becton (Vingadores da Costa Oeste, Conan).
“‘tá, mas o que é que acontece?” a Primeira Família da Marvel volta de uma missão na Zona Negativa e cai em 2099, sendo perseguidos pelas megacorporações Stark-Fujikawa[20] e Alchemax[21] para que tenham certeza se são eles ou não enquanto isso, eles além de tentar voltar pra Zona Negativa pra poder voltar pra 1999 vai ser só mais um ano, um dia na vida, uma gota no oceano, ano do qual eles saíram. então que, não sei a razão – talvez eu nem queira saber – deram fim no universo Marvel, NESSE universo Marvel com um asteroide composto do mesmo tecnovírus do personagem Warlock[22] e jogaram o Quarteto nessa presepada toda, vista a experiência do conjunto nestas situações. ademais, são situações deliciosamente absurdas que é legal observar o contraste das gerações de superseres aparecem o Aranha e o Doutor Destino, como eles são e não tem como não curtir.
o que posso dizer sobre Quarteto Fantástico 2099 é: é RUIM, DÁ VERGONHA DE VER. as histórias são Quarteto Fantástico Quarteto Fantástico, pegada ação com ficção cientifica com roteiro até que bem-feito e arrumado. TODAVIA a arte É ABSURDAMENTE PORCA, lembrando muito Super-Homem do final da década de 1980 começo da década de 1990 que chega a dar muita raiva ao se ver. 
por fim, só leia Quarteto Fantástico 2099 se tu fores indiscutivelmente fã do grupo, senão passe longe. BEM longe.




estas foram as críticas e análises de hoje, espero que vocês tenham curtido. e eu queria agradecer ao meu Irmão-Lobo Chuva-Vermelha-de-Sangue e a minha Irmão-Loba Lizzie Perez pelas orientações quanto a situação histórica da Idade Média pra eu não falar merda no texto.





[1] ♪♫Ist das nicht ironisch? Meinst du nicht?♪♫
[2] às palavras da Prof.ª. Dr.ª. Francirosy Campos Barbosa, do Departamento de Psicologia e Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do campus Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, na vídeo-aula Introdução ao Islam: fontes escriturárias, mulheres e pandemia, de 27 de agosto de 2020.
[3] ver nota 1 do post anterior.
[4] acrônimo de Bande Desinée.
[5] metamorfo(s) ou mesmo raça(s) metamórfica(s).
[6] para mais informações sobre os metamorfos-urso, ler Gurahl: Changing Breed Book 4, de Jackie Cassada e Nicky Rea para a White Wolf em 1998.
[7] para mais informações sobre os metamorfos-repteis, ler Mokole: Changing Breed Book 6, de James Comer, Steve Prescott, Jeff Rebner e Ron Spencer para a White Wolf em 1999.
[8] ler ESTE post, ESTE post e ESTE post.
[9] cedo ou tarde, vou fazer um post só pra ele por aqui.
[10] eu vejo uma influência do Ronin, do Miller; do Lobo Solitário cyberpunk e de muitas coisas do RPG Shadowrun.
[11] não preciso dizer que sempre gostei mais do Venom que do Aranha do 616.
[12] o Maestro chega a meter a cara nos tempos presentes em umas edições de Velho Logan. meio forçadinho mas ‘tá valendo pra passar a tarde.
[13] ver nota anterior.
[14] Walter Simonson e Louise Simonson no roteiro e Walter Simonson na arte.
[15] pelo bem do que te resta de sanidade e saúde mental, NÃO LEIA ESSA PORRA!
[16] eu já falei dela nesse post aqui, também vou falar dela por aqui.
[17] FODA PRA CARALHO! RECOMENDO PRA CARALHO!
[18] serve como leitura “lateral” do filme homônimo dirigido e escrito por Gavun Hood, baseado na obra homônima de 1985 do escritor estadunidense Orson Scott Card.
[19] não tem nada a ver com a série homônima de jogos de videogame e sim com as teleséries Station 19 e Chicago Fire. Brigada 49 e/ou Cortina de Fogo em Quadrinhos, caso prefiras.
[20] não vou explicar aqui, talvez eu explique no post do Motoqueiro 2099 por ora, terás que se debruçar sobre o universo pra saber.
[21] idem.
[22] personagem criado por Chris Claremont e por Bill Sienkiewicz, cuja primeira aparição foi na edição #18 do grupo The New Mutants, de agosto de 1984 (no Brasil, saiu na edição #72 d’O Incrível Hulk, de junho de 1989). 





R E F E R Ê N C I A S C O N S U L T A D A S

BARBOSA, Francirosy Campos. Introdução ao Islam: fontes escriturárias, mulheres e pandemia. Vídeoaula do curso Introdução ao Islam, oferecido pelo RELIGANDO Ciência da Religião Online em 27 de agosto de 2020. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=aqdLiIIDf6g>.
CASSADA, Jackie; REA, Nicky. Gurahl: Changing Breed Book 4. Estados Unidos: White Wolf, novembro de 1998.
CORNER, James; PRESCOTT, Steve; REBNER, Jeff; SPENCER, Ron. Mokole: Changing Breed Book 6. Estados Unidos: White Wolf, setembro de 1999.










BIS 
ZU 
DEM 
BREAKING 
FUCKING 
NEUEN 
POST
!!!!

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

NOVO SUPER-MAN: FABRICADO NA CHINA - crítica da HQ / sobre política nas Histórias em Quadrinhos

ouvindo: Neil Young & Crazy Horse, Everybody Knows This Is Nowhere, de 1969.
NOTA: se tu és adept@ do “não ponha política no meu quadrinho”, RAPA DAQUI AGORA MESMO! 

esse post vem em um momento bastante irônico pra caralho porque essa semana mesmo eu vi a maravilindamente linda da Daniele Suzuki mimimiz... chorando na internet porque foi preterida em uma novela que foda-se-não-sei-o-nome-do-desgraçado escreveu pra ela e, no fim, a preteriu pela Giovana Antonelli (um dia vou entender que graça geral vê nessa mulher, quem precisa de Giovana Antonelli existindo Paola de Oliveira e Alessandra Negrini?).
sim, foi whitewashing na cara de madeira mesmo, violentão mesmo, fudidão mesmo, sendo que a trama se passa em uma colônia japonesa/nipo-brasileira, com a maioria dos personagens nascida nesse meio, vocês entenderam. quando eu tava pensando “se fuder, caralho, tem assunto de verdade pra se preocupar nessa porra e não ‘representatividade nipo-brasileira em novela da Globo’”, lembrei que tinha lido em algum periódico de HQ que a DC, em decorrência de seu enésimo reboot, Renascimento, iria criar um Super-Homem chinês, que TODO O UNIVERSO ficou “CARALHO, UM SUPER-HOMEM CHINÊS! FODA-SE!” 
dia desses, eu vi num site ai pra baixar todas as 24 edições do personagem em um .rar e “foda-se, por que não?”. baixei e li e gostei gostei, olha melhor ainda que não é um SH de uma terra alternativa (admito que seria infinitamente mais do caralho, mas deixa estar[1]) e o Kal-El, após ter desaparecido de alguma maneira que não me interessa saber porque eu não paro pra ler série regular da DC faz anos e não pretendo mudar isso, chega a visitar em algumas edições e TODOS os personagens de origem asiática da DC, os lá do Extremo Oriente, aparecem aqui e ali e isso é fudidamente maravilhoso. ademais, por essa “presença” no mundo que os heróis em suas versões canônicas estão, tudo o que acontece nos EUA está diretamente relacionamento ao que rola em, aqui e ali, em todo lugar ‘tá tudo lugar, o roteirista Gene Luen Yang (Super-Homem, Avatar) – que criou o personagem em conjunto ao desenhista Viktor Bogdanovic (Batman, Wolverine) – não perdoa não e esfrega todas as referências na tua cara impiedosamente.
 
 

 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
capas alternativas de Bernard Chang (Tropa dos Lanternas Verdes, Turok, Mary Shelley Monster Hunter)
Novo Super-Homem: Fabricado na China, como falei, tem 24 edições – publicadas entre setembro de 2016 e agosto de 2018 –, o único que se mantém presente em todas é o (já mencionado roteirista Gene Luen) Yang e é uma merda não ter, além do capista Bernard Chang, uma constância na arte. essa mudança, admito, incomoda bastante porque as histórias são muito boas e empolgantes e o que começa como Novo Super-Homem: Fabricado na China termina como Novo Super-Homem *E* a Liga da Justiça da China[2] e isso é absurdamente fenomenal. o Gene Luen Yang foi uma excelentissima escolha para o roteiro por não fazer personagens estereotipados em situações esdrúxulas que te fazem querer rasgar a revista e abandonar a leitura ele apresenta tanto (jovens) chineses cujo padrão de vida já foi definitiva e irremediavelmente influenciada pelo American Way of Life quanto os questionamentos políticos internos da China[3] e como eles estão reconfigurados aos tempos presentes.e como isso influenciou DIRETAMENTE a criação tanto dum SH quanto duma LJ sinólogas, tornando belchiormente tudo divino e tudo maravilhoso ver como os chineses veem o negócio, sem intermediações ocidentais a não ser o meio narrativo. e claro que também tudo fica mais lindo e maravilhoso porque a história é empestada de budismo, confucionismo e taoísmo que, em muitos momentos, não se consegue respirar mitologia e religião e filosofia gritando nos teus ouvidos sem parar e sem parar e sem parar, fazendo parte intrínseca da narrativa e, muitas partes, fazendo dos personagens o que são e que cheguem ao melhor e máximo de seus poderes e como pessoas.

“MAS QUAL É O PAPO AFINAL DESSE ‘NOVO’ SUPER-MAN?!?” 
um bully xangaiense chamado Kong Kenan, filho de um mecânico chamado Zhongdan (que diz que faz parte de um grupo de escritores mas a verdade é um grupo de combatentes que deseja tomar o poder na China e cujo lema é Verdade, Justiça, Democracia[4]), por puro “acaso”[5] encara um vilão chamado Condor Azul após uma entrevista à repórter Laney Lan[6], do Primetime Shangai[7], se torna meio que uma estrela pop na China, tendo seus 15 minutos de fama no mundo. enquanto visita o túmulo de sua mãe (que diz que morreu num desastre aéreo[8]), é cooptado pela Dr.ª. Sina, que trabalha para o Ministério da Supremacia (sim, contra o qual o grupo político de Zhongdan luta), que lhe propõe participar de um projeto que o faça alguém realmente capaz de ajudar os chineses. o projeto sai mais ou menos como esperado e, para conter Kenan, Sina convoca os equivalentes ao Batman e à Mulher-Maravilha da China: Peng Deilan e Wang Baixi, respectivamente[9].
para que Kenan descubra e aprenda a controlar devidamente seus poderes, é – via Ming Ming, assistente de Sina – encaminhado ao mestre I-Ching (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!), que também já tem suas próprias tretas pra resolver no decorrer do texto tal qual Deilan e Baixi.

NO MAIS, a dobradinha Novo Super-Homem/Novo Super-Homem e a Liga da Justiça da China é uma senhora forra da DC porque tem começo, meio, fim e não enrola quem se dispõe a ler. ‘tá tudo lá, certinho, direitinho, redondinho, com firulas aqui e ali, mas não deixa a peteca cair. esqueça toda essa merda de heróis estadunidenses e o caralho e vá ler Novo Super-Homem.

POR FIM, além da rotatividade de desenhistas e arte-finalistas e coloristas, o outro ponto negativo do título (era pra ser só um, “mas... mas... mas...”) é aparecer o Esquadrão Suicida (creio que em decorrência do hype daquele lixo que insistem em chamar de filme da equipe em questão, lançado em 2016). mas nada que comprometa o resultado final. pode ir e ir dicumforçamente no título que é só sucesso.
e eu gosto de pensar que o último arco da LJC[10] é uma zuada com os Scorpions. entendedores entenderão.


agora..... “sobre política nas Histórias em Quadrinhos” 
atualmente, ‘tá rolando uma choradeira monstra na internet sobre o pessoal falar de política nas Histórias em Quadrinhos, sendo que geral só procura uma válvula de escape pra tudo ao fugir pra ficção. 
porra, galera, tenho uma péssima notícia pra dar pra vocês: se a arte não é utilizada como ferramenta crítica do seu tempo, ela não serve de porra nenhuma, olha. e isso também vale pro esporte[11], vide a Democracia Corintiana e os protestos de torcedores em estádios, muitas vezes endossados por jogadores e comissão técnica. eu preciso MESMO citar os jogadores de basquete nos EUA?!?
política, amiguinho, SEMPRE esteve nas artes – não (ess)a tricotomia direita/centro/esquerda[12] – mas SEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEMPRE esteve nas HQs, criticando, satirizando, contestando, endeusando, etc, etc, etc vocês entenderam. nada é/foi/será ileso. nada é/foi/será incólume. nada é/foi/será sagrado. se um dos pilares tillichianos de qualquer sociedade (a arte) é impregnado de política, por que os outros dois (religião e filosofia) não seriam, visto que são criações idiossincraticamente humanas?!?
portanto, entendam: política na arte (nesse contexto, política nas HQs) NÃO SE RESUME à crítica/contestação/endeusamento relativos à “esquerda” e/ou à “direita” e sim à crítica, análise e leitura de determinadas relações a níveis ético, moral, social e histórico de tempos em específicos e locais em específico. o mundo não gira ao redor dos cus de vocês pra ‘cês pensarem que ‘tão falando de tudo por aqui e sempre batendo nessa mesma tecla. jamais esqueçam que a primeira leitura de qualquer obra é feita com paixão e contemplação, a segunda é com discernimento e parcimônia. 
tenham isso em vista e tudo, como já visto, será belchiormente divino e belchiormente maravilhoso. não temos dez mil anos de produção artística e filosófica pra um retardoido igual tu ficar jogando tudo no lixo com essas cumenêuticas[13]. ora, porra.





e é isso e eu volto mais cedo ou mais tarde comentando alguma coisa aqui (“mas não tinha coisa melhor pra tu comentares aqui?” ter, tem, mas como ainda é meu blog, vai se fuder e vai ler o que eu quiser comentar). quadrinho ou filme, vão vendo.


[1] que eu sigo em frente!
[2] YEAH! eu AMEI essa referência/homenagem (indireta) à fase Giffen-DeMatteis-Maguire quando estavam produzindo LJ entre o final de 1980 e começo de 1990.
[3] sim, retardado. se começa como Novo Super-Homem termina como Novo Super-Homem *E* a Liga da Justiça da China, é claro que a porra da história se passa na porra da China, né?
[4] eu, como simpatizante e estudante do anarquismo, poderia até ficar 50% empolgado com isso e 50% frustrado, mas ai lembro que a história é na China e fico “aham, ok, segue o jogo”.
[5] no budismo, no confucionismo e no taoísmo NÃO. EXISTE. ACASO.
[6] familiar nada esse nome, não? HAHAHAHAHAHAHAHAHA
[7] firme que todos os “dizeres” que não sejam em mandarim não escritos em tinta azul!
[8] bastante conveniente eu ter visto um vídeo sobre porque o Travis Barker, do Blink-182, não viajar mais de avião negócio muito tenso não fosse por isso, era pra ELE ser o novo baterista do Bad Religion e não o (não que eu não goste dele e tals, mas entre ele e o Barker, sem combate, ainda mais que considero este uma “continuação direta” do Brooks Wackerman.
[9] tem uma referência cruzada de O Reino do Amanhã com A Bela e a Fera. não vou dizer onde, terás que ler.
[10] Liga da Justiça da China.
[11] a saber, uma das artes, junto à música, dança, pintura, escultura/arquitetura, teatro, literatura, fotografia, HQs (EM GERAL), videogames e artes digitais.
[12] sim, eu aceito o “centro” como posição política sim, mas não vou entrar no caso, tampouco nas especificações centro-esquerda e centro-direita.
[13] hermenêutica praticada com o cu.









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