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YEAH, HOUSTON, WIR HABEN BÜCHER!

e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

SHOWMAN KILLER - análise e crítica da HQ

ouvindo: James Newton Howard, The Prince Of Tides - Original Motion Picture Soundtrack, 1991 



primeiro que este post é amorosamente dedicado às memórias do guitarrista estadunidense Ed Van Halen (1955-2020).
nós não esqueceremos, somente agradecemos.





segundo que este post era pra falar do clássico do cinema cult Repo Man, de 1984, escrito e dirigido por Alex Cox. mas ai acaba que – por motivos que não vem ao caso – vou falar sobre Quadrinhos mesmo. eu ia falar de dois títulos, um francês e um estadunidense. entretanto, vou me manter em um só e deixar o próximo pra amanhã mesmo.
‘tá. sim. nem preciso falar sobre França e HQ... e Bande Desinée[2] de Ficção Científica, tal como algumas que já tratei aqui, como Guerra Universal Um e Le Complexe du Chimpanzé[1] . e não tem como desvencilhar o gênero do país não somente pelo Jules Gabriel Verne (1828-1905), mas também não esqueçamos de cientistas como Louis Pasteur (1822-1895), Marie Sklodowska Curie (1867-1934)[3] e Pierre Curie (1859-1906), Antoine-Laurent de Lavoisier (1743-1794), o Jean-Baptiste Pierre Antoine de Monet, Chevalier de Lamarck (1744-1829), o Blaise Pascal (1623-1662) etc etc etc.
Guerra Universal Um, roteiro e arte de Denis Bajram, pela Soleil de 1998 a 2006
Le Complexe du Chimpanzé, roteiro de Richard Marazano e arte de Jean-Michel Ponzio, para a Dargaud no biênio 2007-2008
mas a que vou comentar aqui é Showman Killer, escrita pelo cineasta chileno-francês Alejandro Jodorowsky, com arte de Nicolas Fructus, publicada em três partes pela Delcourt na primeira metade da década de 2010. eu li essa porque... na verdade, eu já tinha lido mas só o primeiro volume e fiquei empolgadaço ao ver os dois seguintes disponíveis. reli porque achei o artigo Top 10 Melhores Vilões dos Quadrinhos no Ozymandias Realista[4][4.1]. e “porra, o Showman Killer comeria os cus desses super-vilões no café da manhã os dos super-heróis no almoço”. o Jodorowsky dispensa apresentações porque, além de filmes como A Montanha Sagrada e El Topo (NÃO ENTENDI PORRA NENHUMA DOS DOIS, ADMITO), escreveu a canônica pras HQs de FC, O Incal, com Der Meister Moebius.
“quem é Showman Killer?”
o Onimonarca da Galáxia queria um menino como primogênito para tomar o direito de sucessão. não tendo, acabou agredindo a menina seriamente que ela acabou com uma deficiência mental. em decorrência disso, ela passou a ser um embaraço para a realeza e o monarca a entrega para o hellucinado geneticista Courcolain, que a leva a seu planeta laboratório e, usando o esperma do genocida Joe Come-Tripas, utilizou o corpo da princesa como gerador para seu projeto mais ambicioso: um mercenário ultracapacitado, desprovido de sentimentos – pela retirada dos dutos emocionais do sistema nervoso – a não ser a devoção à moeda oficial da galáxia, o kublar. 
então que a cagada ‘tá feita, porque o cara vira uma... a mais FUCKING perfeita máquina de FUCKING destruição em FUCKING massa. ao gritar “SHOOOOOOOOW” o cara se torna praticamente invencível e imbatível FUCKING máquina de FUCKING destruição em FUCKING massa que sempre trabalha pelo maior preço, e, ao pelo apresentado, acaba matando tanto este quanto sua assistente, Orlanda.
então, contratado pelo para exterminar os nihilos – espécie tida como subdensenvolvida que é subjulgada no planeta dourado, onde está localizado o QG da realeza da galáxia, “acusada injustamente” de matar a rainha Anethea e o enfim filho menino do Onimonarca –, uma criança lhe é entregue pela sacerdote Íbis, por quem começa a sentir algo parecido com “afeto”, acentuado pela promessa que fizera a Íbis de tratar.
tido como traidor pela Supra-Hierofante, a conselheira do Onimonarca e oriunda de outra galáxia de caos e terror, que põe um preço pela sua cabeça. perseguido junto com a criança que tem como protetor, acaba chegando ao templo dos Orinautas, onde sabemos que a criança – chamada de “criança dourada”[5] – em questão é TIA do Showman Killer. os dois entram em rota de colisão de direta por quererem o direito de nascença e por um ser desprovido de emoções e o outro ter emoções demais, mas – por alterações genéticas determinadas por Tigui, o bípede de feições hominídeas e fiel escudeiro de Showman Killer – igualmente potencialmente mortal. o trio vai a Chander, local de auto-exílio do Onimonarca antes de entregar o império galáctico à Supra-Hierofante, para se apresentarem ao soberano e, por ele, reconhecidos, vão tomar o que é seu por direito.
Showman Killer faz fudidamente juz ao título pois é killer do começo ao fim. e, ao contrário do que se pensa à olhada por alto, não é violência gratuita por nada, todas as explicações para a violência ‘tão lá e dá até pra rir se tu sacares as referências a outras obras de FC que o Jodorowsky puxa pra si.
Showman Killer KILLS! 





não sei se é irônico ou não, mas como o protagonista dessa obra foi criado a partir de engenharia genética, hoje é aniversário da Anna Paula Bettencourt Caldeira, primeira pessoa no Brasil a nascer de geração por fertilização in vitro, em 1984.





[1] até escrevi um trabalho acadêmico sobre esse título, em 2013, e apresentado no FALE do mesmo ano. vou falo AQUI deste trabalho!
[2] ‘tá. eu ‘tô ligado que ela nasceu na Polônia, estudou na Universidade de Varsóvia e depois que foi pra França tem até uma Comic sobre o tema: Marie Curie La Fée du Radium, de 2011, do ilustrador francês Chantal Montellier com o professor/pesquisador/museologo da ciencia Renaud Hynh em colaboração com o Museu Curie. recomendo.
[3] foda-se, é tudo Histórias em Quadrinhos.
[4] que fala de assuntos muito mais aleatórios do que eu já fiz um dia, mas eu teria vergonha de upar muita coisa que ele upa lá. mas a regra é clara: seu blog, suas regras.
[4.1] o blog já é zuado começando pelo nome de certa maneira, já me lembra aquelas porras de “Machista Opressor”, “Batman Cristão”, “Machismo Esclarecido”, “Blog do Doutrinador” etc etc etc. essas caceteiragens.
[5] não deu pra não lembrar do título original do filme com o Eddie Murphy de 1986.










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sábado, 30 de maio de 2020

SOLEIL FROID - comentário e análise da HQ [post atrasado]

[post pra ter sido postado 25.05.2020]

ouvindo: como hoje é aniversário de morte do músico estadunidense Raymond Daniel “Ray” Manzarek(1939-2013), sendo tecladista do The Doors,, ‘bora ouvir, da banda, Strange Days, de 1967; Full Circle[1], de 1972; An American Prayer, de 1978

EXPECTATIVA PRA HOJE: comentar Werewolf By Night e Dead of Night Featuring Werewolf By Night
REALIDADE: comentar Soleil Froid, de Jean-Pierre Pécau e Damien

Soleil Froid – em bom brasileiro, Sol Frio – é HQ francesa com história Jean-Pierre Pécau e arte de Damien. como é HQ francesa,e como eu já falei por aqui, HQ francesa é sinônimo de HQ de qualidade, com Soleil Froid não seria diferente. 
o título é bem cabível ao clima que estamos vivendo de pandemia, já que é uma ficção científica de distopia decorrente da praticamente exterminação da humanidade por um vírus transmitido por... aves – sim, me refiro à H5N1, que OLIVEIRA et al. (2001)[2] tratam como
A influenza aviária, também conhecida como gripe do frango, gripe aviária ou menos comumente como resfriado das aves ou do frango, é uma doença infecciosa aguda altamente contagiosa descrita em diversas espécies animais inclusive, em humanos, causado pelo vírus da influenza tipo A (OLIVEIRA et al., 2001)

e como isso altera severamente o ecossistema, sem contar a hecatombe sociopolítica decorrente a nível mundial.
pra entender Soleil Froid, aviso que não é uma leitura linear, linear. como Hunters, tem seus flashbacks. ao contrário de Hunters, não são de situações passadas passadas mas como a história se desenvolve a partir do personagem principal para esta. ok? ok.
o contexto geral é visto pelo ex-fuzileiro Jan, que, com o equivalente tecnológico-militar a uma mula (todavia dotada de inteligência artificial e muitos recursos), que carinhosamente batiza de Marguerite, procura ir pro mais longe que pode de sua vida como militar e das lembranças do que aconteceu para ser afastado. rumando para Suíça, encontra no caminho, grupos de sobreviventes e alcateias de lobos, descobrindo que há uma estação orbital que deu prosseguimento à pesquisa em busca da cura.
Jan, claro, liga o foda-se e continua seguindo pro mais longe que puder. todavia, é levado pelas circunstâncias à Aline, bióloga especializada em ornitologia, ramo de estudo das aves, que o explica que não tem como tal pandemia ser simplesmente de origem natural, visto como se desenvolveu mo

até o local, se alimentando de serpentes (já que elas não têm mais predadores naturais – não esqueçam do que falei sobre a alteração da cadeia alimentar). e, ao encontrar uma comunidade humana chamada Tortuga, conhece o teórico da conspiração Broc, que o apresenta ao comerciante de tudo Klimt, que lhe diz que o que pegou do lobo que matou na edição anterior é um computador remoto
e o bom de Soleil Froid é que são três números de sessenta páginas, dá pra matar tudo em uma tarde fácilzão. não é uma leitura lenta, mas também não é frenética, visto que os momentos “parados” sempre contém uma tensão quase que palpável e sempre tem um perigo à espreita e o Jan é o personagem que, apesar de ter um jeitão a lá John Constantine de “foda-se, farinha pouca, meu pirão primeiro”, só leva na cara. é uma história que não dá pra se manter impassível, vista a crise na qual o planeta se encontra e como cientistas já falaram que esta é o prenúncio de uma maior e pior...
leia Soleil Froid. o futuro é agora.
e é assustador.

ah, sim. eu li a edição em inglês, publicada pela Neopolis. não sei ler francês então....

[1] será esta a origem da canção homônima do Aerosmith, presente no Nine Lives? 
[2] citado por THEVENARD (2008, p.6).

R E F E R Ê N C I A S B I B L I O G R Á F I C A S 
THEVENARD, B. M.. Influenza Aviária: Revisão. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Defesa e Vigilância Sanitária Animal). Orientador: Prof.ª. Sueli Cristina de Almeida Ribeiro. Espírito Santo: Instituto de Pós-graduação Qualittas, 2008. disponível em <https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/influenza_aviaria_revisao_000fy7gx78502wx5ok0pvo4k3q1j6l52.PDF>. acessado em 20 de maio de 2020.

domingo, 5 de abril de 2020

BELCHIOR – MELODRAMA – 1987

BELCHIOR
MELODRAMA
1987
– todas as letras e músicas de Belchior, exceto onde indicado
DE PRIMEIRA GRANDEZA
Quando eu estou sob as luzes
Não tenho medo de nada
E a face oculta da lua
Que era minha aparece iluminada
Sou  
o que escondo sendo uma mulher
Igual a tua namorada
Mas o que vês
Quando mostro estrela de grandeza  
inesperada

Musa, deusa, mulher, cantora e bailarina
A força masculina atrai não é só ilusão
A mais que a  
história fez e faz o homem se destina
A ser maior que Deus por ser filho de adão

Anjo, herói, prometeu,  
poeta e dançarino
A glória feminina existe e não se fez em vão
E se destina à vida, ao gozo, a mais do que  
imagina
O louco que pensou a vida sem paixão

ABUCANEIRA
(Caio Sílvio, Belchior, Gracco)
Alá-lá-ô que calor! Alá-lá-ô (2x

Alô, alô, mozuelas que sueltam la papaya!
Caiam por cima de mim,
caiam por  
cima de mim!
Jambalaia, eu topo essa vaia! Tomara que caia,
caia por cima de mim,
caia por cima de mim!

Suando  
- soando uma salsa Caymmi, e sem sair do bem-bom
um rum, bumbuns... Um hum, hum com Valdir Calmon
Haiti, ai de mim! Suriname, ai de ti! Uma lambada a l'amour!
Botha pra fora - apartheid! Áfricas do Sul!

Alá-lá-ô, que calor

Bucaneiras e guantanameras de José Marti!
Mi corazón guarani,
Peri beija Ceci
Indios, blancos,  
criollos - los colores de la amistad
la liberdad com tesón e voluntad!

TODO SUJO DE BATOM
Eu estou muito cansado
Do peso da minha cabeça
Desses dez anos passados (presentes)
Vividos entre o sonho e o som
Eu estou muito cansado
De não poder falar palavra
Sobre essas coisas sem jeito
Que eu trago em meu peito
E  que eu acho tão bom

Quero uma balada nova
Falando de brotos, de coisas assim
De money, de banho de lua, de ti e de mim
Um cara tão sentimental

Quero uma balada nova
Falando de brotos, de coisas assim
De money, de banho de lua, de ti e de mim
Um cara tão sentimental

Quero a sessão de cinema das cinco
Pra beijar a menina e levar a saudade
Na camisa toda suja de batom

DANDY
Mamãe quando eu crescer
Eu quero ser artista
Sucesso, grana e fama são o meu tesão
Entre os bárbaros da feira
Ser um reles conformista
Nenhum supermercado satisfaz meu coração

Mamãe quando eu crescer
Eu quero ser rebelde
Se conseguir licença
Do meu broto e do patrão
Um gandhi dandy, um grande
Milionário socialista
De carrão chegou mais rápido à revolução

Ahh! Quanto rock dando toque, tanto blues
E eu de óculos escuros vendo a vida e mundo azul

Mamãe quando eu crescer
Eu quero ser adolescente
No planeta juventude
Haverá vida inteligente?
Plantar livro, escrever árvores
Criar um filho feliz
Um porquinho pra fazer de novo tudo o que eu já fiz

Ahh! Quanto rock dando toque, tanto blues
E eu de óculos escuros vendo a vida e mundo azul

EXTRA COOL
Latino-América libre!
La Mamma Africaribe!

Extra cool,
a década da decadência!
Onda blue,
o verde não  
violência!
Soul e sul,
Latino-América libre!
Que lundu,
La Mamma Africaribe!

Ai! Ai! Ai! Ai! Quanto sol!
o mundo  
nu para breve!
Tou em greve
Cansongs em portunhol!
Olha a dança
vingando a nossa esperança, çá, çá, çá!
Saia da  
roda a baixeza
- crime de lesa-beleza!

Armada só de luz, papoula a manhã!
Desarmement!
Je chant quelle etoile  
rouge... En passant!
Allons, enfants! Alons, enfants!

Tao eterno,
que tudo o mais vá pro inferno! Oh! Folia!
Tão moderno,
Pierrot, Le Fou! Anarquia!
Toque o deus Pan
new bossa e Cubanacán
Fortaleza! A flor do heavy, a leveza,
e o beijo noir-neon de uma fã!
Armada só de luz, papoula a manhã!

Desarmement! 
Je chant quelle etoile rouge... En passant!
Allons, enfants! Alons, enfants! 
Allons, enfants! Alons, enfants!
Desarmement! Alons, enfants!
Desarmement! Alons, enfants!
Desarmement! Desarmement!
Desarmement! Desarmement!

EM RESPOSTA A CARTA DE FÃ
Baby, respondo enfim
aquela carta de fã
que você mandou pra mim.

Sabe, quase que eu ia fazendo a canção  
tropical que você me pediu.
Mas quem sou eu, mentalidade mediana, para imitar Jorge Ben?
Por favor, não confunda as coisas! toda a canção e vulgar!
Eu é que sou um cara difícil de domesticar.
Gato violento e cruel? ora, ora!
Você já ouviu falar em política? oh! não.

Poema, o que e um poema? Isto não é do meu tempo
Tempo de sex drug and rock and roll, computador!
Mas não se engane! sou do poetariado,
Um roqueiro fingido, estreando a vida fácil, meu amor.
Obrigado pelo brando do subúrbio, pelo garoto de aluguel.
Não sou nenhum Alain Delon!
Pra terminar meu livro de cabeceira para ler com todo o corpo
e aquele de que fala a elegia de Donne.

JORNAL BLUES (CANÇÃO LEVE DE ESCÁRNIO E MALDIZER)
Nesta terra de doutores, magníficos reitores, leva-se a sério a comédia!
A musa-pomba do Espírito Santo – e não o bem comum! – Inspira o bispo e o Governante.
Velhos católicos, políticos jovens, senhoras de idade média,
- sem pecado abaixo do Equador - fazem falta e inveja ao inferno de Dante.
Tão comum e tirar-se daqui qualquer coisa que eu também tiraria o chapéu a vontade.
Aos cidadãos respeitáveis, donos de nossas vidas, pais e patrões do país.
Mas em vez tiro o lenço... Não para enxugar, portuguesmente, a saudade...

Mas pra saudar num Ciao! Quem me expulsa de casa! Dar um “viva, excelência!” E tapar o nariz!
Não, não quero contar vantagem mas já passei fome com muita elegância.
E uns caras estranhos – ordens superiores! Já invadiram minha casa... Mas com muito respeito!
Diabo de profissão! Ganhar com o suor de meu gosto o bendito pão e o gim das crianças!
Noblesse oblige! Eu talvez seja o cara que você ama odiar, inimigo do peito!

Cá em casa quem morre se torna querido, tido e havido por justo e inocente.
Mas pode ir tirando o cavalo da chuva que eu não vou nessa de morrer só para agradar vocês.
Aluno mal comportado, pela regra da escola, devo ser reprovado...sumariamente
Mas não faz mal. Deixo os louros ao poeta! Lauras e o que me importa! Quero o meu  dinheiro no fim do mês!

Mas que poeta idiota! Canções tão tocantes dão sempre uma nota raramente vulgar!
Atentado à Moral e aos Bons Costumes, lapido diamantes, não falsos brilhantes.
Kitsch elegante que te mente elegantemente! Oh! Abre alas que eu quero passar!
There's no business like soul business! There’s no Political solution, meus caros estudantes!

Tá todo mundo comido, lavado, passado, bronzeado... Ora, muito obrigado!
Só eu não venço na vida, não ganho dinheiro, não pego mulheres, não faço sucesso!
O velho blues me diz que, ateu como eu, devo manter os modos e o estilo...Réu confesso!
Eles vão para a glória sem passar pela cama... Ou jesus não me ama ou não entendo nada do riscado!

Não toques esse disco! Não me beijes, por favor!
Meu professor de filosofia me dizia que eu viveria sempre adolescente
Hoje, qualquer mulher, assim que me abandona, já me tem por durão, mesmo sabendo que mente.
Desculpem! Infelizmente não sou à prova de som nem de amor...de amor...
de amor...de amor....de amor... de amor... de amor... de amor... de amor

LUA ZEN
No mar de Malibu
Paira uma lua azul
A mesma praia blue
De Honolulu

Há de haver aí
Mais de um Havaí
Lua cheirando a luar
E a abacaxi

Numa savana africana
O luar-luz no capim
Lamento babuíno, o hino
Do pai primata em mim

Ó, Cerejeira do Japão
A nuvem nô, gueixa e bonsai
Purpura pura a murmurar:
Madame Butterfly!

Sob a palmeira neon
Eu danço nu, como é bom
No litoral tropical
Além do bem e do mal

Pra Santiago de Cuba
Se vai de lua e bongô
Mil lantejoulas, New York
Lugar comum de metrô

OS DERRADEIROS MOICANOS
Nós somos uns pobres diabos sul-americanos, ô, ô, ô, ô
Os derradeiros moicanos, ô, ô, ô

Perís, Cecis, Guaranis – um glamour de índios de Chateubriand
Tambores tão bons, uns quantos radares, antenas de raça tantã
Voz de palmas: palmeiras, batidas! Dançar ao som de uma só mão
Pra nós da geral - macacos geniais! - fora do carnaval não há salvação
Lá em São Luís, cristão infeliz, o bom selvagem aprende francês
Pra ler (e escrever!) o poema do Brasil no original, pela primeira vez!
E nesses brasis – um paris tropical – Henri Salvador de Martinique!
Dans l’esprit de la danse une chance! Vive la France antarctique!

Uns brancos de alma negra... des masques cubistes, africaines, decor...
Uns pretos no branco e uns brancos no preto-americanamente bicor
Uns barrocos, baianos do sul, com tudo sutil e sensual:
De terno de linho, chapéu de palhinha – belos como Dorival
Verão (do verbo ver) o verão (estação) que, quem vier, viverá
Dans les tristes tropiques, dans les beaux pays de lá bás
E nesses Brasis – um Paris tropical – le maracatu atomique
Dans l’esprit de la danse une chance! Vive la France antarctique!

Alavantú, nossa gangue, a quadrilha do sangue danse lá en arrière
Que sonhamos, nos campos, Duchamp, Picasso e Rimbaudelaire
Canibales tropicales en parade autour de la tour Eiffel
Dans mon ile - tabaco de cuba pour messieur le colonel
Domingos, Sivuca, Gonzaga no acordeón, nossos clochards
Brilhe o belga Jacques Brel, já que bel nisso não é de brilhar.
E nesses Brasis – um Paris tropical! tous les voix de l'Afrique!
Dans l'esprit de la danse une chance! Vive la France antarctique!

TOCANDO POR MÚSICA
Aluguei minha canção
Pra pagar meu aluguel
E uma dona que me disse
Que o dinheiro é um deus cruel

A minh’alma esteve a venda
Como as outras do lugar
Só que ninguém me comprou
Pois só eu quis me pagar

Os anos verdes são negros
Como era verde o meu vale de lágrimas

Hoje eu não toco por música
Hoje eu toco por dinheiro
Na emoção democrática
De quem canta no chuveiro

Faço arte pela arte
Sem cansar minha beleza
Assim quando eu vejo porcos
Lanço logo as minhas pérolas

Os anos verdes são negros
Como era verde o meu vale de lágrimas





e “FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!” e “MUITAS FARRAS NA VIDA!!!” pro meu grande amigo VITOR HUGO AUZIER LIMA!!!!











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sábado, 22 de fevereiro de 2020

ZERO ETERNO - crítica e análise do mangá

ouvindo: Ronnie James Dio, Evil or Divine - Live in New York City, de 2005

no post 10 Jogos que Marcaram minha Vida, eu falei de determinados jogos do estilo shoot ‘em up (subgênero dos jogos de tiro, mas com aeronaves ou naves espaciais) pelos quais sou apaixonado – a saber, de After Burner, 1942, 1943: The Battle of Midway e Truxton – mas eu também deveria ter colocado Aero “Sonic Wings” Fighters, de 1992, pela VideoSystem  (Sonic Wings é o título do jogo quando lançado para o Super Nintendo, em 1994, e ganhou fama onde os fliperamas não chegaram com o título). o jogo ainda teve sequências – todas pela VideoSystem –, sendo elas Aero Fighters 2, de 1994 (também pela Video System); Aero Fighters 3, de 1995; Sonic Wings Special (que tem características combinadas dos três primeiros Sonic Wings), de 1996; e Aero Fighters Assault, de 1998.
After Burner, da Sega
1942, da Capcom
1943: The Battle of Midway, também da Capcom
Truxton, da Toaplan
Aero Fighters, de 1992, pela VideoSystem
Aero Fighters 2, de 1994
Aero Fighters 3, de 1995
Sonic Wings Special, de 1996
Aero Fighters Assault, de 1998
ai claro que tem filmes de combate aéreo (Pearl Harbor, de 2001, só se salva por isso) como Esquadrão Heróico, de 1954; os CRÁSSICOS Top Gun - Ases Indomáveis, de 1986, e Memphis Belle, de 1990; Prova de Fogo, de 1995; Flyboys, de 2006; Tora! Tora! Tora!, de 1970; A Batalha da Grã-Bretanha, de 1969, entre tantos outros.e simplesmente NÃO EXISTE muleque de 1930 que não quis ser piloto de caça ao os ver em ação, direta ou indiretamente.e como sou de 1983, já sabem...
Pearl Harbor, de 2001, de Michael Bay; produzido pela dupla Bay-Bruckheimer e escrito por Randall Wallace (Coração Valente, O Homem da Máscara de Ferro).
Esquadrão Heróico, de 1954, de Andrew Marton, produzido por Henry Berman (1914-1979) e escrito por Harry A. Burns.
Top Gun - Ases Indomáveis, de 1986, de Tony DISPENSA TODAS AS APRESENTAÇÕES Scott; produzido pela dupla de ouro do cinema de ação Don Simpson e Jerry Bruckheimer e escrito por Jim Cash (1941-2000) e Jack Epps Jr. (1949-) baseado num artigo do jornalista israelense Ehud Yonay chamado “Top Guns”, publicado em uma edição do ano de 1983 do periódico California Magazine.
Memphis Belle - A Fortaleza Voadora, de 1990, de Michael Caton-Jones (Dr. Hollywood - Uma Receita de Amor, Rob Roy - A Saga de uma Paixão, O Chacal [o com o Willis, o Gere, o Jack Black e o Poitier]), produzido por David Puttnam e Catherine Wyler e escrito por Monte Merrick (1949-2015).
Prova de Fogo, de 1995, de Robert Markowitz e escrito por Paris Qualles (M.A.N.T.I.S., Law & Order, Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman), Trey Ellis, Ron Hutchinson (A Ilha do Dr. Moreau, Traffic), Robert Wayland Williams (O Agente da U.N.C.L.E.) e Thomas Steven “T. S.” Cook (1947-2013) (Águia de Fogo, Projeto U.F.O., O Último Suspeito).
Flyboys, de 2006, de Tony Bill (Coração Rebelde, Conspiração Silenciosa), produzido por Dean “Independence Day” Devlin (Soldado Universal, Stargate, O Patriota) e Marc Frydman (Criei um Monstro, A Conspiração); escrito por Phil Sears (Ripper Man), Blake T. Evans (Ripper Man, Inferno no Céu, Vilões por Acaso) e David Schad Ward (Um Time Muito Louco, Sintonia de Amor, A Máscara do Zorro).
Tora! Tora! Tora!, de 1970, de Richard Fleischer, Kinji Fukasaku e Toshio Masuda; produzido por Elmo Williams e Richard Fleischer; e escrito por Ladislas Farago, Gordon W. Prange, Larry Forrester, Ryuzo Kikushima, Hideo Oguni e Akira Kurosawa sobre os livros Tora! Tora! Tora!, de 1969, de Gordon W. Prange, e The Broken Seal, de Ladislas Farago.
A Batalha da Grã-Bretanha, de 1969, de Guy Hamilton (1922-2016) (Remo - Desarmado e Perigoso, 007 Contra Goldfinger, 007 - Os Diamantes São Eternos, Com 007 Viva e Deixe Morrer, 007 Contra O Homem da Pistola de Ouro ÊTA TÍTULO AMBÍGULO DA PORRA!!!!); produzido por Harry Saltzman e Benjamin Fisz; e escrito por James Kennaway (1928-168) e Wilfred Greatorex (1921-2002).

e a HQ de hoje é total dentro dessa temática na verdade é um mangá e se chama Zero Eterno, com roteiro do romancista japonês Naoki Hyakuta (1956-), baseado em seu livro homônimo publicado originalmente em 2006 e que se tornou o livro mais vendido do Japão produzido no Japão (sim, conseguiu a proeza de desbancar Musashi, de Eiji Yoshikawa [1892-1962], de 1935), e arte de Souichi Sumoto. em 2013, com direção de Takashi Yamazaki (a versão live action de Space Battleship Yamato) e escrito por ele e por Tamio Hayashi, Eien no Zero (título original da obra) foi pra tela grande. vou até procurar pra baixar e comentar aqui, inclusive. foda é não ter a porra (UI!) do livro.
Naoki Hyakuta
Zero Eterno, de Naoki Hyakuta
Musashi, de Eiji Yoshikawa
capa do filme Eien no Zero, de 2013, dirigido por Takashi Yamazaki e escrito por ele e por Tamio Hayashi
a narrativa é traçada em segundo plano pelos irmãos Saeki, quando Keiko propõe a Kentaro a pesquisarem sobre a vida de seu avô materno Kyuzo Miyabe, que fora um Tokko, piloto suicida japonês integrante do grupo Tokkokai, atuantes durante a Segunda Guerra Mundial pilotando os famosos caças Mitsubishi A6M Zero. hell yeah, menino. hell yeah, menina. Kyuzo Miyabe era um KAMIKAZE.
segundo o artigo Quadrinhos como narrativas de cultura histórica: o Zero Eterno, da professora Janaina de Paula do Espírito Santo, de 2016, “Kamikaze é uma palavra japonesa que significa ‘vento divino’ e faz referência a um fenômeno natural que faz parte de sua história: um tufão, que em 1281 impediu as tropas mongóis de invadirem seu território” e Tokkotai o
“[...] grupo de pilotos treinados para realizar ataques suicidas, em aviões armados com 250kg de bombas, com o intuito de atacar porta aviões inimigos. Essa prática de ataques suicidas passou a ser utilizada em um momento de crise para os militares do Império Japonês, iniciada logo após ao ataque a Pearl Harbor, em 1944 (SANTO, 2016, p.2).
(sim, isso também é apresentado na revista mas lá na segunda parte do penúltimo volume)

primeira vez que eu vi esse mangá foi na Feira do Livro do ano passado, mas não consegui achar toda a série pra vender. procurei na internet e nada de preços legais, as revistas mais o frete pra cá não compensavam, e nada dos meus amigos que trabalham com compra e venda de comics e afins achar também. ai um dia varei na casa dum chegado meu do Anchieta por ser aniversário desse bitch e dei de cara com a serie completa
“viado, tu já leste esse mangá aqui?”
“leva essa porra pra ti, uma merda essa história.” 
já era pra eu ter lido faz uma cara mas ‘tava me limpando de mangá devid’à dissertação (falei isso no post de ontem), mas enfim li então bora lá.
Eien no Zero tem cinco volumes, com cerca de centro e oitenta, cento e noventa cada um, só o último que tem quase duzentas e quarenta páginas. como rege a lei, sempre tem legendas em brasileiro quando aparecem termos grafados em ideogramas e tem sempre aquele glossário E S T A I L E ao final de cada edição.no começo de cada volume tem um item relativo aos pilotos de avião japoneses da época. no Japão foi publicado em 2010 pela Futabasha e no Brasil de abril a agosto de 2015 pela JBC que DESSA VEZ DEU AQUELA FORRA DO CARALHO SEMPRE BEM-VINDA e publicou em material super-especial pra colecionador em 2015, com tradução de Naguisa Kushihara e revisão de Henrique Minatogawa. tem uma falha aqui e ali mas nada comprometedor.
ademais, em cada edição se traz o Leitmotiv da dupla, não o feijão com arroz e sempre cada vez mais aprofundado, especificado. e  cada entrevistado por Kentaro e Keiko não somente apresenta sua perspectiva sobre Kyuzo, mas, dentro desta, como os soldados japoneses e o povo japonês e todos eles juntos viam o principal confronto observado na obra. o segundo é de Keitaro, um perdido na vida igual o dono desse blog, se encontrar na vida e saber o que quer de fato na vida parece muitão com alguém, não?a única exceção dos militares que falam sobre Miyabe é o jornalista pentelho cretino olha o puta pleonasmo atuando ai novamente. apesar dele pontuar historicamente sobre o pré-II Guerra, o durante-Guerra e o Nachkriegs, ele tem a grande conclusão de jerico que tirou do fundo do cu que os kamikazes estão no MESMO NÍVEL QUE OS HOMENS-BOMBA RADICAIS ISLÂMICOS. é uma pachorra muitíssimo da sua monstruosa que não dá pra acreditar nem mesmo lendo a porra da revista. queria eu muitíssimo saber OU NÃO de onde CARALHO o fudido do Hyakuta tirou essa ideia, ou então solidifica-la pra mó de dar na cara dele até ele deixar de ser leso. mas como o rabo dele é comido no final da história compensa sua aparição, acreditem.
CONTINUANDO... em seu mesmo artigo (p.1), Janaina de Paula fala sobre a honra do samurai – presente em seu código de ética, o Bushidō (do japonês, “O caminho do guerreiro que cavalga”) – e esta, na obra, é questionada quando Kyuzo atira no paraquedas de um piloto cujo avião derrubara. é um ponto que é abordado duas vezes. não deixe passar.
a melhor história a ser contada sobre é do Genjiro Izaki, a mais emocionante também 
a professora e pesquisadora Sonia Maria Bibe Luyten, em seu Mangá, o poder dos quadrinhos japoneses, diz que os personagens principais deste estilo de quadrinhos são geralmente humanistas, com grandes valores éticos e morais, tendo sempre sua coragem e ações questionadas por seus pares. e Kuyzo não foge deste estereótipo. ainda neste inserido, há o protagonista saber de tudo um muito – e Miyabe também atende essa prerrogativa, muito bem nota-se.
ah
sim 
é preciso falar 
falam, no mangá, do Deutsches Reich, a.k.a. Alemanha? sim, falam. 
falam dos crimes de guerra do Japão na Coreia? sim, falam. 
falam dos crimes de guerra do Japão na China? sim, falam. 
falam que sempre quem se fodem são os soldados e os picas-grossas só dão as ordem e quase (praticamente) nunca dão as caras no front, só mandando os (soldados) rasos para morer em seus planos cebolinísticos (mirabolantes que quase nunca dão em nada)? sim, falam. 
falam das bombas atômicas em Hiroshima e em Nagasaki?
sim, falam.
e o final de Eien no Zero é nada mais nada menos que ARREBATADOR. impossível ficar impassível a este final. a segunda metade do quinto volume é pra acabar contigo impiedosamente que tu não consegues largar até terminar a maldita leitura do último número, porque o negócio fica nada mais nada menos que MELANCOLICAMENTE APOTEÓTICO. e ARREBATADOR. e tu se perguntas por que porra não lestes há mais tempo esse mangá. e, apesar de toda a poesia presente nesta obra, nesta [obra], em todas as suas páginas, ainda vale o adágio máximo soldado estadunidense William Tecumseh Sherman (1820-1891):
“WAR IS HELL” 


se faça este favor: leia Zero Eterno.




R E F E R Ê N C I A S B I B L I O G R Á F I C A S
HYAKUTA, Naoki; SUMOTO, SOUICHI. O Zero Eterno. Trad. Naguisa Kushihara com revisão de Henrique Minatogawa. São Paulo: JBC, abril a agosto de 2015.
LUYTEN, Sonia M. Bibe. Mangá, o poder dos quadrinhos japoneses. São Paulo: Hedra, 2012. 
SANTO, J. P. E.. Quadrinhos como narrativas de cultura histórica: o Zero Eterno. In: XXIII Encontro Regional da Anpuh-São Paulo, 2016, Assis. XXIII Encontro Regional da Anpuh-São Paulo, 2016.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

[mais] poemas escritos sobre fotos [de amigos]

ouvindo: Vírus 138, A Morte Está Em Seu Caminho, de 2015.

poemas escritos hoje mesmo sobre foto de Wheriton Fernando Moreira da Silva – da Família CEFET-Pará – no município paraense de Juruti, pega em seu perfil do Instagram.
[sem título 01]
café e cigarro, café e leitura acadêmica, leitura acadêmica e café 
onde começa o café e termina o cigarro?
onde começa o cigarro e termina o café?
onde começa o café e termina a leitura acadêmica?
onde começa o cigarro e termina a leitura acadêmica?
onde começa a leitura acadêmica e termina o café?
onde começa a leitura acadêmica e termina o cigarro?
café e cigarro e leitura acadêmica depois das quatro e meia da tarde
café e cigarro e leitura acadêmica antes das seis da tarde
depois das seis da tarde só o cigarro e a leitura acadêmica 
antes das seis da tarde barcos lado a lado
barcos com telas azuis e corpos de várias cores e tamanhos
à beira do rio, ainda no rio, dentro e fora do rio
mato e areia e chão batido por pés, chão pisado
tudo em formato
poesia-formato
prosa-formato
mato e areia e chão-batido-pisado e rio e barcos arcos arcos
se vistos pela janela do quarto
ou pelas janelas dos olhos
com café e cigarros nas mãos de quem escreve
vira formato
de mato e areia e chão-batido-pisado e rio e barcos
tudo em formato
poesia-formato
prosa-formato

no final tudo isso vira formato de quê
na cabeça de quem lê?


:: 23 de outubro de 2019 :: 



[sem título 02]
um rio por si só já é uma narrativa
narrativa de muitas narrativas.
um barco por si só já é uma narrativa 
composta sobreposta de muitas narrativas.
rio e barco compõem tantas narrativas 
tantas quanto as estrelas que iluminam
navegadores e navegantes e navegações
e rios. 
chegadas narrativas 
partidas narrativas
narrativas e beijos de despedida.
é o Boi que puxa o barco 
ou Ele guia o barco? 
voltar e partir seguro
partir e voltar seguro
Boi, me leva seguro neste barco por este rio, ó, Boi
Boi, me traz de volta seguro neste barco por este mesmo rio, ó, Boi
barco e rio, sob o sol
barco e rio
barco e rio, sob as estrelas
barco e rio


:: 23 de outubro de 2019 ::










por fim, “FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!” e “MUITAS FARRAS NA VIDA!!!” pros meus grandes amigos EDUARDO RODRIGO “BOB ROCK” PICANÇO MARCHAND, LUIZ PASTANA, JULIANA LIMA (também do CEFET) e FABIANA SILVA!!!!



bis zu dem breakin fuckin neuen post, negada!!!!

sábado, 17 de agosto de 2019

primeiro poema – sem título, sem título – para Malu

o sol quando nasce, nasce da água
o sol quando acorda, nasce do mar
o sol quando desce pra deitar e repousar
volta pra água ou
vai repousar no mar
quando Tu adentras o mar...?
é pra saber
onde o sol repousa
e também lá se estirar
quando o sol está regando com raios
os jamboeiros e ipês e sapucaias
cujas flores cujas pétalas
decoram todos os caminhos que
tu percorres
desde a hora
desde o momento
que nasces da água
que despertas do mar...
irrigares
os resedás e cinamomos e quaresmeiras
cujas flores
compõem Teus cabelos
e as 
manacás-da-serra e jasmins-manga e cerejeiras
cujas pétalas
compõem Tua carne
e então voltares
para desfadigares
à água
ao mar...


:: 16 de agosto de 2019 ::










“FELIZ ANIVERSÁRIO!!!” e “MUITAS FARRAS NA VIDA!!!” pro meu Irmão MARCELO MELO YONEZAWA e pra minha boa amiga e Irmã-de-Literatura KAREN MONTEIRO CARMONA!!!!


BIS ZU DEM BREAKIN FUCKIN NEUEN POST!!!!

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

… dessa madrugada em claro…

baixei essas quando eu deveria estar dormindo pra dar uma lida assim que possível e atrasar ainda mais a finalização do meu projeto de doutorado, que também é sobre HQ. as que me aprazerem, eu comento por aqui assim que possível
Frank Miller’ RoboCop
(adaptação de Steven Grant, arte de Steven Grant e cortes do Nimbus Studios) 
(essa é quase certeza eu comentar, mesmo que seja escrota!!!!)


Fables: 1001 Nights of Snowfall
(roteiro de Bill Willingham; arte de Brian Bolland, Charles Vess, Derek Kirk Kim, Esao Andrews, Jill Thompson, John Bolton, Mark Buckingham, Mark Wheatley e Michael Wm Kaluta; capas de James Jean)


Sundiata: Leão do Mali
(roteiro e arte de Will Eisner)
(idem RoboCop)


Literatura Brasileira em Quadrinhos - O Enfermeiro, de Machado de Assis
(eu não gosto de Machado de Assis, mas bora ver se em HQ fica menos intragável mais palatável)


Flashpoint - Abin Sur - The Green Lantern 
(roteiro de Adam Schlagman, arte de Felipe Massafera e cores de Rod Reis)


Point of Impact
(roteiro de Jay Faerber e arte de Koray Kuranel)


Starlight
(roteiro de Mark Millar, arte de Goran Parlov e cores de Ive Svorcina)


Juiz Dredd Megazine Vol.02
(vários roteiristas e vários artistas)


HQ Curtas
(roteiro de Bruno Bispo e arte de Victor Freundt)

The Last Defenders
(roteiro de Joe Casey e Keith Giffen, arte de Jim Muniz e cores de Antonio Fabela)
(SÓ PEGUEI POR CAUSA DO NOME DO KEITH GIFFEN MAS ‘TÔ QUASE CRENTE QUE VOU ME ARREPENDER DA GRAÇA)

Blue Estate
(roteiro de Andrew Osborne sobre história de Viktor Kalvachev e Kosta Yanev; com arte de Viktor Kalvachev, Toby Cypress, Nathan Fox e Robert Valley)

bem, é isso ai, vou dormir um pouquim porque ainda vou ter que ler e resenhar uns artigos mais tarde que vou usar no PPDoc pré-projeto de doutorado e farei isso lendo as HQs em questão eeeeeeeeeeeeeeeeee é isso ai!




“FELIZ ANIVERSÁRIO ATRASADO!!!” e “MUITAS FARRAS NA VIDA!!!” pra minha Irmã-de-CEFET E Irmã-de-Curso-e-Armas JACQUELINE LIMA COELHO SAMPAIO!!!!


BIS ZU DEM BREAKIN FUCKIN NEUEN POST!!!!