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e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

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quarta-feira, 2 de outubro de 2024

MARTE UM - análise e crítica do filme

“We’re a happy family we're a happy family
We’re a happy family 
Me mom and daddy” 
– Ramones, “We’re A Happy Family”

fui dormir lá pelas três da manhã de ontem senão mais tarde, porque ainda tive que ficar procurando posição pra dormir (joelho e bacia detonados de queda no judo por uma projeção mal-executada). 
para minha felicidade, meu relógio biológico me mandou acordar ANTES DAS OITO DA MANHÃ.
como meu cérebro ainda full zuado, peguei o celular pra ver alguma merda no bluesky e no instagram[1]. eu tenho uma pasta de imagens pegas do instagram pra escrever algo em cima e já escrevi muita coisa em cima de imagem do instagram e pra mulher que vi no instagram. vi uma e situei como “protagonista” de uma história que eu já tinha faz um muito tempo na cabeça (eu sempre tenho muitas histórias há muito tempo na cabeça pra desenvolver). 

como ficção científica é uma extrapolação da realidade, nos vieses tecnológico, científico e social[2], fui procurar informações sobre o projeto Mars One, que, de certa maneira, precedeu a ideia megalomaníaca do elon muschen[3]. o que não faltam são obras cinematográficas de viagens de terra à marte, minhas favoritas são o Missão Marte, do Brian de Palma[4]; o Marte Ataca!, do Tim Burton[5][6]; e o CRÁSSICO dos CRÁSSICOS do subgênero, CAPRICÓRNIO UM, do Peter Hyams (Timecop - O Guardião do Tempo, Morte Súbita, 2010 - O Ano em Que Faremos Contato).  
Missão: Marte
, direção de Brian de Palma; roteiro dos irmãos Jim e John Thomas (Predador, Atrás das Linhas Inimigas) e Graham Yost (nova série de filmes Planeta dos Macacos, Band of Brothers[7], The Pacific[8], Falling Skies[9]). Estados Unidos: Touchstone (estúdio de produção); Buena Vista Pictures (distribuição internacional), 2000.

Marte Ataca!
, direção de Tim Burton; roteiro de Jonathan Gems, adaptando da série de cards homônima criada por Wally Wood e Norman Saunders e comercializada pela Topps desde 1962. Estados Unidos: Tim Burton Pictures (estúdio de produção); Warner Bros. Pictures (distribuição internacional), 1996[10].

Capricórnio Um
, direção e roteiro de Peter Hyams. Estados Unidos: ITC Entertainment (estúdio de produção); Warner Bros. Pictures (distribuição internacional), 1977.

bati uma bronha Mars One no google e deu na wikipedia em inglês. na página apareceu FILME BRASILEIRO DE 2022. eu fiquei 
“UADAFUQUI, MAN? FILME BRASILEIRO CHAMADO MARS ONE?!?”
não, rapá. é um filme BRASILEIRO chamado MARTE UM. fui ver se não tinha o matheus nachtergaele[11] no elenco. não tem, ‘bora procurar o filme. achei pra ver. deixei pra ver mais tarde. 
Marte Um
, direção e roteiro de Gabriel Martins. Brasil: Filmes de Plástico e Canal Brasil (estúdio de produção), Embaúba Filmes (distribuição), 2022.
[tem o pôster oficial do filme, mas esse achei muito mais foda do que o oficial e, por isso, ‘tô postando aqui E FODA-SE]

eu fiquei “filme brasileiro chamado Marte Um, protagonizado por família preta periférica, filmado e ambientado em Contagem[12]?!? EU TENHO QUE VER ESSA PORRA!!!”

primeira consideração sobre Marte Um: NÃO É UMA FICÇÃO CIENTÍFICA!
‘tá, sim, admito: eu nutri esperança de que fosse. não vou negar que fiquei feliz ao ver que não era/é. Capricórnio Um parece ser, mas não é. Operação Avalanche[13] parece ser, mas não é.
Operação Avalanche, direção de Matt Johnson (Nirvanna the Band the Show); roteiro de Matt Johnson e Josh Boles. Estados Unidos: Zapruder Films e Resolute Films (estúdio de produção); Lionsgate Premiere (distribuição internacional), 2016.

segunda consideração: talvez a MELHOR COISA deste filme é não ser ambientado no rio de janeiro, ou em são paulo, seria interessante se fosse no nordeste. a família Martins, protagonista do texto, é uma típica família de estrutura patriarcal, também chamada “nuclear”[14]: pai homem cis hetero, mãe mulher cis hetero, um filho homem, uma filha mulher. Wellington (Carlos Francisco), porteiro e cruzeirense doente, esperançoso que Deivinho se torne jogador profissional do Cruzeiro; Tercia (Rejane Faria), faxineira em período integral em diversas residências, Eunice “Nina” (Camilla Damião) e Deivinho (Cícero Lucas), aluno do ensino básico que almeja ser astrofísico e trabalhar no projeto Mars One, mas também não quer decepcionar o pai quanto a seus sonhos.
consideração 2.1: a Mars One foi uma iniciativa que tinha como objetivo estabelecer a primeira colônia humana em Marte, idealizada pelo engenheiro e empresário holandês Bas Lansdorp, sendo anunciada em 2012, e pretendia enviar os primeiros humanos ao planeta vermelho na década de 2020, com a ideia de que a colonização seria uma missão sem retorno [15]. mediante dificuldades financeiras e técnicas ao longo dos anos, a Mars One Non-Profit, responsável pelo projeto, declarou falência no ano de 2019[16].
consideração 2.2: apesar do grupo de vilões da DC, chamado Família Nuclear – criado pelo desenhista Jim Aparo (1932-2005) (Aquaman, The Brave and the Bold, Arqueiro Verde) e pelo roteirista Mike W. Barr (Camelot 3000[16], Star Trek, Doc Savage) em 1985 –, tem uma HQ homônima baseada no conto Breakfast at Twilight, do escritor estadunidense de ficção científica Phillip Kindred Dick (1928-1982), publicado pela primeira vez no periódico Amazing Stories em julho de 1954. esta HQ foi escrita por Stephanie Phillips (Mulher-Maravilha, Motqueiro Fantasma Cósmico, Black Sight), desenhada por Tony Shasteen (Star Trek, Arquivo X, Star Trek / Lanterna Verde[17]) e colorida por JD Mettler (Ex Machina[18], Supernatural, The Royals: Masters of War[19]), tendo sido publicada pela Aftershock entre fevereiro e junho de 2021.
Nuclear Family, roteiro de Stephanie Phillips, arte de Tony Shasteen e cores de JD Mettler. Estados Unidos: Aftershock, 2021

terceira consideração: o adágio “caboco vai ficando velho, vai ficando” tornou uma máxima comigo, visto que peguei ranço de PEGADINHA. e isso foi desde cedo, graças a CERTAS PESSOAS da minha época de CEFET, com quem vou ficar muitíssimo feliz de nunca mais ver pessoalmente. ai que, dado momento do filme, durante a execução de uma pegadinha, ESTOURARAM UM FUCKING ROJÃO PRATICAMENTE NA CARA da Tercia e isso FODE VALENDAMENTE A SAÚDE MENTAL DELA. não surpreendentemente, infelizmente, a família dela sacaneia ela pesado. e a forma que a doença dela vai progredindo e como ela vai lidando é um pontos bem altos do filme. certamente, muita gente se identificou com essa situação. rola MUITÃO fazer uns trabalhos acadêmicos sobre questões de saúde mental e gênero, usando a Tércia como objeto de pesquisa.
consideração 3.1:: a Tercia reencontra o desgraçado! a sequência compensa pra caralho!

quarta consideração: a Eunice é homoafetiva e é legal como a questão da menina preta homoafetiva de família preta periférica é abordada. infelizmente, in westen nicht neues [20].
pra quem não é mulher, pra quem não é homoafetiv@, pra quem não é pret@, dá pra sacar que sim, o Brasil é um país racista SIM, o Brasil é um país preconceituoso SIM, o Brasil é um país sexista SIM, o Brasil é um país classista SIM. e o Brasil é um país tudo isso junto SIM.
E EU QUERO UMA ANA HILÁRIO PRA MIM! CARALHO DA PRETA MARAVILHOSAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! 

quinta consideração: eu tinha considerado com alguém em algum momento que filme asiático é demasiado longo, mas que tem essa necessidade justamente pra fechar todas as histórias contadas até o grande final até um pequeno final, ou um pequeno final. vocês entendem. vocês entenderam. Marte Um não chega a duas horas, mas o Gabriel Martins (diretor, roteirista e editor) pegou essa característica da escola asiática e soube desenvolver muito bem, ainda mais que ele (Gabriel Martins) mesmo falou que é um mosaico de influências cinematográficas nas entrevistas que vi dele sobre o filme.

sexta consideração: comunicação pela metade/por partes é sempre de fuder. comunicação só das partes CONVENIENTES é sempre de fuder. 

sétima consideração: para o bem e para o mal, FAMÍLIA É UM CARALHO!

oitava consideração: dá pra levantar uma questão de espiritualidade quanto a religiões afro-brasileiras bastante interessante a partir da questão da Tércia. alguém em algum lugar já deve ter pensado em fazer um trabalho sobre isso. SE fosse espiritualidade quanto ao budismo praticado no Brasil, eu até meteria a cara.

nona consideração: o Wellington é ex-alcóolatra e frequentador dos alcoólicos anônimos[21]  e ele ter voltado a beber é porque passou por uma sequência de situações limites que só serão entendidas quando veres o filme. é uma SEQUÊNCIA de CAGADA ENSAIADA TOTALMENTE EXCELENTE[22] que vai acontecendo e se juntando, que faz o cara desabar. 
consideração 9.1: o retorno do Wellington ao AA me fez pensar como as primeiras visitas do Renato Russo e do James Hetfield à associação devem ter sido e as caras das pessoas ao verem os dois nas respectivas situações. 

décima consideração: não tem nada forçado no filme, tanto na parte técnica, quanto nas atuações. creio que gostei mais tanto do fato das coisas não girarem automaticamente ao redor do Deivinho e sim, sutilmente; quanto de todo mundo do clã Martins se encontrar em situações limites que tiveram que parar em si, todos eles, para se re-encontrarem e poderem continuar.

assista Marte Um




[eu gostaria de agradecer ao meu amigo Ehtero e a minha Musa Inspiradora amiga Iza Mayer, por me darem as melhores recomendações sobre o filme]





[1] só vejo whatsapp depois das 8 e não respondo mensagem que não seja da minha mãe antes do meio.
[2] BARBOSA, D. C. S. ; LIMA, T. R. ; MALAFAIA, R. A. . Introdução à Ficção Científica e à Literatura Cyberpunk. In: VIII Congresso Brasileiro de Professores de Alemão, 2011, Belo Horizonte. Tagungsakten des 8. Brasilianischen Deutschlehrerkongresses / Anais do VIII Congresso Brasileiro de Professores de Alemão, 2011. manda um comentário com teu e-mail que eu te mando uma cópia do artigo.
[3] entendedores entenderão a referência.
[4] DISPENSA APRENTAÇÕES.
[5] idem.
[6] um dos motivos pelos quais eu AMODORO Marte Ataca! é PORQUE O JOHNNY DEPP NÃO ESTÁ NELE.
[7] queria ver, mas não tenho mais saco pra série de segunda guerra mundial, ainda mais quando tem viés norteador propagandista militarista estadunidense.
[8] idem.
[9] preciso rever, inclusive.
[10] em 2026 já farão TRINTA FUCKING ANOS da morte do Thomas Kuhn e do Renato Russo.
[11] porque eu considero o cara um extremamente péssimo ator, pra dizer o mínimo.
[12] município da região metropolitana de Belo Horizonte, fundado em 1776.
[13] esse ai recomendo demais pra caralho.
[14] ROOSENBERG, Rodrigues Alves. Família Patriarcal e Nuclear: Conceito, características e transformações. Seminário de Pesquisa da Pós-graduação em História UFG/UCG. Setembro, 2009. disponível em: https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/113/o/IISPHist09_RoosembergAlves.pdf.
[15] SIQUEIRA, Leandro. Idealizações, projetos e programas para a colonização sideral. O que pode haver de novo?. COMCIÊNCIA (UNICAMP), n. 194, dez. 2017/ jan. 2018. disponível em: https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/57064799/Idealizacoes__projetos_e_programas_para_a_colonizacao_sideral._O_que_pode_haver_de_novo__-__comciencia-libre.pdf?1532475591=&response-content-disposition=inline%3B+filename%3DIDEALIZACOES_PROJETOS_E_PROGRAMAS_PARA_A.pdf&Expires=1727888318&Signature=R5Cz5SX2YFjO~a9KIG2MWy3VZeJkTa7hzGp6c29FSeablLPrtQP-9QAz0mYfodo24ne8iwdT9cQEaFnAUUBxtE5t8xruWHs4rM5moqvU94ik94QT2qfbLbwRtAE0pM4telukbvtOCBFdxNX65bz9d22634yDaA7vPISdoKV0WjHTgAXaPDYuCzjfv9OIiV-jAuEreZ4iG1tGEZaLcPRVjsveruITStezjTVmKqmpvXhyYL~TsRwxXZO6Yt4DEJY6EnH5~caGTzavwUN5GHflfymoim5NP0C8Nx7AtM4mHjX5KaCIZB3PiG~2vXUsUxC2xAWT97wM3UDIEnWH6CyOuw__&Key-Pair-Id=APKAJLOHF5GGSLRBV4ZA.
[16] LEITURA FUCKING OBRIGATÓRIA DEMAIS PARA CARALHO!
[17] NÃO LEIA MEDIANTE QUAISQUER CONDIÇÕES!!!!
[18] idem nota 16.
[19] talvez a melhor HQ de supers e segunda guerra mundial que já li na vida.
[20] se Marte Um tivesse sido ido pra final de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2023, ia ser atropelado de tal forma por Nada de Novo no Front, que nem ia ver o que aconteceu e ver a placa do caminhão que o atropelou.
[21] não sei,nunca gostei do nome dessa associação. todavia, como viciado, respeito pra caralho o trabalho da mesma, quem a frequenta e consegue se manter de cara limpa.
[22] idem nota 3.










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¡¡¡ZU!!!
¡¡¡DEM!!!
¡¡¡BREAKING!!!
¡¡¡NEUEN!!!
¡¡¡POST!!! 

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

“ACORDES” – poema de Geovana Brito

ouvindo: Pure Hell, Noise Addiction, de 2006

ACORDES
» Geovana Brito «

Se você soubesse 
a cor do desejo 
roubarias meus beijos 
pra perto dos seus...
Se em tua alma 
tocasse... 
a mais bela canção!
Aquela do acorde 
que pulsa 
em notas profundas 
de um violão?

Tentarias ao menos, 
uma vez que fosse, 
alcançar os acordes 
do meu coração?


» “Acordes” está presente na antologia de poemas Pérolas de Caeté, organizada por Girotto Brito e publicada em 2017 pela editora paraense Parágrafo. « 










¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
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¡¡¡BREAKING!!!
¡¡¡NEUEN!!!
¡¡¡POST!!! 

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

GODZILLA VS CTHULHU? AGORA VAI!?

 ouvindo: Milton Nascimento, Travessia, de 1967[1]


uma das desgraceiras mais desgraceiramente maravilhosas de redes sociais[2] é poder encontrar gente suficientemente estúpida e inepta que te faz até parecer, minimamente, gente decente, minimamente, sã e coerente. 
em grupo de otários retardados imbecis com as cabeças dentro das bundas “fãs”, então, nem se fala, quando reúne um monte de analfabeto funcional com achismos tirados do intestino (nem é da bunda, é do intestino mesmo), preconceitos tinindo que dá pra ouvir até no vácuo e uma incapacidade hermenêutica absurdamente (nada) invejável, a ponto de, é claro e não faltar no diálogo desse pessoal, a clássica da clássica “não bote política no meu quadrinho/filminho/joguinho”, sendo que – olhe só, veja você[3] – a obra em questão, tem um indisfarçável e inconteste viés político. eu poderia citar n exemplos de situações e perolas proferidas por essa galera que não consigo não pensar “onde foi que os professores desse pessoal falharam na educação desse pessoal?”. esse “pessoal” ai que não sabe o que é comunismo, que buga quando questionado o que é questionado o que é comunismo, e fala “mimimi nhém nhém nhém geração Paulo Freire pátria educadora mimimi nhém nhém nhém”, sem saber quem foi Paulo Freire, desconhece a metodologia de alfabetização por ele desenvolvida, não sabe que esta sistemática nunca foi aplicada de fato no Brasil[4] e fala mal de direitos trabalhistas e/ou humanos, sem fazer mínima ideia do que sejam e depois fica às lamúrias quando tem que depender destes. 
reação do brasileiro médio que não prestou atenção nas aulas de Filosofia, Sociologia e História quando questionado sobre o que é comunismo, socialismo e direitos trabalhistas e/ou humanos
otário retardado imbecil com a cabeça dentro da bunda
 fã fazendo fãzice. levanta a mão só quem lembrou da choradeira da nerdaiada quando O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel não ganhou o Oscar de Melhor Filme em 2002.
  
como falei pra uma ex-namorada minha o que conclui com o Sussurro-do-Amanhecer-Nublado uma vez: o, meu problema, de fato, nunca foi com a ideologia que alguém apregoa, vive e pratica[5], o problema é a pessoa apregoar, viver e praticar uma ideologia de extrema direita (no caso brasileiro, o neofascismo bolsonarista[6]). 
não. 
‘pera. 
isso também é um problema.
o, meu problema, de fato, nunca foi com a ideologia que alguém apregoa, vive e pratica. o problema é a pessoa ser burra e descolada da realidade e se permitir gratuitamente ser burra e descolada da realidade, o que talvez – é uma hipótese, consta-se – permita este alguém ser analfabeto funcional com achismos tirados do intestino, ter preconceitos tinindo que dá pra ouvir até no vácuo e uma incapacidade hermenêutica absurdamente (nada) invejável, a ponto de proferir “não bote política no meu quadrinho/filminho/joguinho”. e como tem mais espaço pra falar no Facebook do que no Twitter[7], o pessoal vomita mais merda (achismos e preconceitos gerados por incapacidade hermenêutica) por centímetro quadrado lá.. do que no Twitter. foda, né?
assim sendo, não vou me estender falando de toda a questão política, sociopolítica, histórica e sócio-histórica ao redor da obra Godzilla, de 1954, dirigido e escrito por Honda Ishirō. esse ano, inclusive, completam 70 anos da obra[8] e vai até lançar filme novo esse ano e ano passado lançou Godzilla: Minus One, dirigido pelo especialista em efeitos visuais Yamazaki Takashi[9]. 
Godzilla
, dirigido e escrito por Honda Ishirō. Japão: Toho, 1954.
pôster promocional de Godzilla and Kong: The New Empire, de Adam Wingard. Estados Unidos/Japão: Legendary, no prelo pra abril ou maio de 2024. 
Godzilla: Minus One, dirigido e escrito por Yamazaki Takashi. Japão: Toho, 2023.

então que, em um grupo do Facebook que reúne um monte de ótario retardado imbecil com as cabeças dentro das bundas fãs do Godzilla, que eu ando rateando estes tempos, eu soube que ‘tão produzindo uma HQ do Godzilla vs Cthulhu. ‘tá, sim, eu lembrei do adágio proferido pela ex-presidenta Dilma Vana Rousseff[10], em 2015, no ínterim que precedeu o golpe de estado que a tirou do cargo[11]: “Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder.”
te amo, sua caralha do caralho, e me odeio por isso 

porque... caralho, né, velho? Godzilla, uma fuckin força da natureza, incontrolável et imparável. esqueçam essas merdas de Godzilla humanizado, com idiossincrasias humanas, defensor da Terra e, resultantemente, da humanidade etc etc etc, essas porras que colocaram no personagem pra poder transformá-lo em um substrato capitalizável[12]. terem antropomorfotizado[13] o Gojira pra aproximá-lo do público consumidor, no meu entender, foi a maior cagalhada caralhada do caralho que fizeram com o nosso kaijū (“titã” o caralho, o termo é “kaijū”; “muto” o caralho, o termo é “kaijū”) favorito. pensem junto comigo: se o Gojira fosse MESMO um “defensor da Terra”, ele já teria rapado a humanidade do planeta, em decorrência de todas as presepadas que a espécie humana faz ao planeta desde a primeira Revolução Industrial. conhecem “Still”, da Alanis Morissette? se fossemos, ao menos e pelo menos, metade avançados/desenvolvidos/iluminados, não faríamos metade do que ela cita nessa letra. nem vou entrar no mérito do que é citado em “Perfeição”. 
“Still”
, da Alanis Morissette
“Perfeição”
, da Legião Urbana

¿o que dizer do Cthulhu? não conhece o Cthulhu? RAPA DAQUI QUE EU NÃO VOU APRESENTAR ou vai procurar saber e depois volta aqui. então... quando o Cthulhu meter as caras no ringue pra enfrentar o Gojira, vai ser sal e coloral pra nossa espécie, já que nossa capacidade cognitiva não ‘tá nem perto de estar pronta pra contemplar um ser do porte do Cthulhu. 
estrutura da mitologia dos Outer Gods
posição de Cthulhu neste quadro
o propriamente dito: Cthulhu, Senhor de R’lyeh

¿pra quem eu vou torcer? eu vou torcer pro Jonathan Maberry, roteirista do projeto, fazer uma história que preste, né, caralho? histórias de “versus” costumam ser uma tremenda duma bela bosta, ao contrário de jogos de “versus”. quanto ao Maberry, eu já conhecia o cara por ele ter escrito a trilogia Marvel vs., que só li – admito – porque tem o Justiceiro na jogada e porque ele escreveu Naked Kill, uma one shot até que legalzinha do Justiceiro. ‘tá sim também li Marvel vs. porque tem o Wolverine e passei a curtir mais o personagem depois da saga Dinastia M, quando ele passa a lembrar de todo o passado dele e passa o rodo a garra em todo mundo que já fudeu ele, mas ele não lembrava por causas das travas mentais involuntariamente adquiridas no projeto Arma X[14]. segue a ordem de leitura a trilogia Marvel vs.
Marvel Universe vs. Wolverine
, roteiro de Jonathan Maberry e arte de Laurence Campbell. Estados Unidos: Marvel, junho a agosto de 2011.

Marvel Universe vs. The Avengers
, roteiro de Jonathan Maberry e arte de Leandro Fernández. Estados Unidos: Marvel, dezembro de 2012 a março de 2013. as melhores partes são quando o Justiceiro mata o Capitão América porque este ‘tá virando um zumbi e quando o Thor dá uma Mjꬾlnirada na fuça do Gavião Arqueiro porque pensa que o Barton virou zumbi também.

Marvel Universe vs. The Punisher
, roteiro de Jonathan Maberry e arte de Goran Parlov. Estados Unidos: Marvel, outubro a novembro de 2010.

Punisher: Naked Kill
, roteiro de Jonathan Maberry e arte de Laurence Campbell. Estados Unidos: Marvel, 2008.

“‘tá, mas o que tudo isso tem a ver com a fala da Dilma?”
Godzilla, uma fuckin força da natureza, incontrolável et imparável, contra o Cthulhu, um DEUS ancestral e atemporal e atemporal, cuja simplíssima visão pode transformar a mente de qualquer pessoa em sorvete de [insira um sabor aqui] com cobertura de [insira um sabor aqui] (alguém, em algum lugar, em algum momento, disse que a cura da esquizofrenia, do autismo e do tdah seria a exposição da pessoa a algum dos Outer Gods, cuja simplíssima visão TAMBÉM pode transformar a mente de qualquer pessoa em sorvete de [insira um sabor aqui] com cobertura de [insira um sabor aqui][15]).
uma luta dos dois supramencionados seres seria[16] (ainda bem, para o bem do planeta Terra) o fim, algo extremamente proximíssimo[17] do fim da espécie humana. só posso... também tenho que torcer para o Maberry ambientar o certame em Israhell, pra varrer este estado terrorista do mapa de uma vez por todas. por favor, sem mimimi de “antissemitismo”, porque vocês nem sabem o que é isso. 
sim, aqui é team Palestina. anarquista apoiar Israhell? ISSO NON ECZISTE!

no fim, se um bando de arrombado já ‘tá falando um caralhal de merda sobre o visual do Godzilla pro filme que vai sair esse ano, já começaram – acredite – a falar um caralhal de merda sobre Godzilla vs. Cthulhu, porque a maioria não faz ideia do que o Cthulhu seja. o que é o Cthulhu? o mal ancestral. o mal atemporal. o mal primordial. quando as estrelas se alinharem e ele acordar pra retomar o planeta que ele tocou o caralho nos outros Outer Gods pra tomar como território dele, não pensem que nem juntando todos os kaijū, mais o Kong, mais o Rampage, mais os monstros gigantes que aparecem na animação e os yōkai da trilogia do Yasuda Kimiyoshi e os metal heroes e os super sentai dos tokusatus, os heróis e vilões da Marvel e da DC, a Patrulha Canina, os Teletubbies, os Cavaleiros de Ouro, a Seleção Brasileira do Penta de 2002, o Teddy Rinner, o Hancock, o muleque lá do (filme) Brightburn, o maluco lá do (filme) Psychokinesis, a puta que pariu o Benjamin Netanyahu, a puta que pariu o Yitzhak Rabin e e a puta que pariu o Ariel Sharon vai dar conta do cara.
100 Contos Yōkai
, dirigido por Yasuda Kimiyoshi e escrito por Yoshida Tetsurō. Japão: Dalei, 1968. 
A Grande Guerra dos Yōkai
, dirigido por Yasuda Kimiyoshi e escrito por Yoshida Tetsurō. Japão: Dalei, 1968. 
A jornada assombrada ao longo de Tokaido
, dirigido por Yasuda Kimiyoshi e Yasuda Kimiyoshi, roteiro de Yoshida Tetsurō. Japão: Dalei, 1969.
Hancock
, dirigido por Peter Berg e escrito por Vincent Ngo e Vince Gilligan. Estados Unidos: Columbia Pictures, Relativity Media, Overbrook Entertainment, Weed Road Pictures, Forward Pass e Blue Light, 2008.
Brightburn
, dirigido por David Yarovesky e escrito por Brian e Mark Gunn. Estados Unidos: Screen Gems, Stage 6 Films, The H Collective e roll Court Entertainment, 2019.
Psychokinesis
, dirigido e escrito por Yeon Sang-ho. Córeia do Sul: Redpeter Films, 2018.

Godzilla vs. Cthulhu: se o Maberry for na onda da Dilma – que sempre ‘tava certa, o Brasil que não ‘tava/‘tá/estará pronto pra uma governante como ela –, vai todo mundo ganhar em uma história onde somente a nossa espécie vai perder.
¿será que vai demorar muito pra sair essa história?





[1] esse ano vou ouvir a discografia completa dele, já que já tinha ouvido toda a do Lô Borges e toda a do Beto Guedes. 
[2] eu passei cerca de uma hora e uma pilha de louças lavadas pra poder chegar a esse título.
[3] sim, é pra ler cantando.
[4] outra discussão para outro momento. só posso adiantar que neoliberal bom é neoliberal com um tiro na testa e pobre que apoia neoliberal e suas políticas tem mais é que se fuder. sabem a Argentina? sabem o Equador? pois é.
[5] são três coisas totalmente distintas, isso já vale um post por si só.
[6] o que também já vale um post por si só.
[7] eu sou o cara mais suspeito do mundo pra falar qualquer coisa sobre o Twitter.
[8] e 60 anos de golpe militar de 1964. “contragolpe conta o comunismo” o teu cu, seu retardado imprestável do caralho. se tu pensas assim, tu deverias, NO MÍNIMO E NA MELHOR DAS HIPÓTESES, ter nascido mort@ que contribuirias melhor à espécie humana.
[9] sim, vai sair um post falando só de Godzilla: Minus One. 
[10] apesar de eu ser anarquista, não vou me estender sobre a Dilma ser a ÚNICA política no cargo de presidente pra quem eu dispendei algum crédito na vida. vou me resumir em que o fiz por ser filho de mãe solo e, portanto, a Dilmãe me passar, desta forma, algum crédito e, consequentemente, segurança. sim, isso é extremamente muitíssimo hipócrita de minha parte, sendo que critico de forma veemente quem dá crédito a polític@ não por seus projetos [ou falta deles] e histórico e sim pelo quanto simpatiza com @ polític@ em questão. sim, isso já vale um post por si só, também.
[11] foi golpe de estado sim e vai se fuder se tu pensas/achas o contrário. aqui só e somente a minha opinião vale.
[12] eu ODEIO PARA UM CARALHO ter que concordar com o Gaveta ele faz este comentário nesse vídeo aqui.  

[13] sim, o verbete existe sim. se não existia antes, existe a partir de agora.
[14] ‘tá muito enganado se pensa que vou explicar aqui. vai te fuder procurando pra ler pra saber do que ‘tô falando.
[15] ¿a simplíssima visão de um Outer God curaria alguém do bolsonarismo? pergunta difícil, but pertinente. isso já daria um post por si só ou mesmo um artigo cientifico daqueles. 
[16] “você sabia que eu sabia que o sabiá sabia assobiar?” como comentei com uma ex minha domingo último, li um artigo estes dias que diz que, atualmente, muitas crianças têm problemas com trava-línguas porque elas não têm o hábito de ler. ‘tá osso, olha... sim, claro, isso também tá diretamente relacionado com o analfabetismo funcional que gera achismos em intestinos, preconceitos tinindo que dá pra ouvir até no vácuo e a incapacidade hermenêutica absurdamente (nada) invejável, chegando ao ponto do “não bote política no meu quadrinho/filminho/joguinho”. já disse o poeta: “problemas... sempre existiram”.
[17] idem nota 12. 










¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
¡¡¡DEM!!!
¡¡¡BREAKIN!!!
¡¡¡FUCKIN!!!
¡¡¡NEUEN!!!
¡¡¡POST!!!

sábado, 13 de janeiro de 2024

palavras do mestre Abílio Pacheco para o primeiro post do ano


“Desde a antiguidade se diz que o poetas trabalhavam a partir da inspiração. As musas sopravam-lhes os versos para que eles escrevessem e mesmo atualmente essa ideia não parece ter sido abandonada e é usada mesmo quando o pensamento predominante é racional. Estar inspirado é estar em transe criativo, tomado por uma ideia, tema ou assunto; é estar surpreendentemente capaz de explicar algo ou fazer determinada coisa que talvez não conseguisse naturalmente. É estar um pouco fora de si. O poeta e a poetisa nestes estado procuram comunicar aos demais seres humanos qualquer coisa fora do cotidiano ordinário ao qual estamos submetidos. A poesia é esta terna e etérea corrente de ar. É uma brisa.”
– Abílio Pacheco, “Duas palavras sobre o nome dessa coleção”, introdução do livro Lírio Branco, de Flávio Machado. Bragança: Parágrafo, 2017. (Coleção Brisa Poética, volume 02)

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

ESSE ANO... ESSE ANO...

ouvindo: Estado Putrefacto, Condenado, de 2022 + Primitivo, Exitos Ruidosos de Cantinas y Percales, de 2018.

“Hello my friend we meet again
It’s been a while where should we begin
Feels like forever
Within my heart are memories
A perfect love that you gave to me
Oh I remember” 
– Creed, “My Sacrifice”

primeiro que grande parte desse trimestre, passei a me questionar “quando e como a gente aprende a não se frustrar mais com as pessoas por causa das mudanças delas?”, então passei a me questionar “quando e como as pessoas aprenderam a não se frustrar mais comigo por causa das minhas mudanças ou por eu não mudar?”. conversando com um amigo que conheci através de amigos, ele me disse que isso acontece quando a pessoa começa a prestar mais atenção em si do que nos outros e a pessoa se dá conta que tem que estar em primeiro lugar da sua própria importância, e essas frustrações vão embora. mas isso sem ser posto como egoísmo e como amor e respeito próprios, o amor próprio e respeito próprio acontecem assim.
isso serve pra dizer que esse ano, muita gente saiu da minha vida. esse ano, muita gente voltou pra minha vida. esse ano, mais gente saiu da minha vida do que gente que voltou pra minha vida. esse ano, gente entrou na minha vida e já saiu – algumas, nem deu pra estabelecer quaisquer laços. eu sei porque gente que saiu da minha vida saiu da minha vida, cada pessoa com seus motivos bastante específicos. não posso dizer que entendo todos estes motivos bastante específicos, mas eu respeito. porém, os motivos bastante específicos que eu entendo eu vou fazer o meu impossível pra corrigir em mim o que os tornaram possíveis pra que eles não sejam repetidos em outras pessoas – MULHERES, PRINCIPALMENTE. não posso dizer que sei e entendo porque fez quem voltou pra minha vida fazê-lo, não sei e não vou perguntar porque eu tenho quase certeza que não vou gostar dos motivos, então eu vou me fazer esse favorzão de (me) poupar disso (e também quem voltou pra minha vida).
 esse ano, saiu gente da minha vida porque eu cai n(ovamente outra vez e de novo n)a mancada de querer que me tratasse como eu tratei e quebrei a cara lindamente. esse ano, descobri que tem gente na minha vida que basta pedir ajuda que a pessoa vai te ajudar e não vai te perguntar porquê. esse ano, descobri que tem gente que me ajudou porque me respeita pra caralho porque eu nunca escrotizei (essa gente), tampouco gratuitamente – surpresa extremamente agradabilíssima, pontuo). esse ano, pessoas me fizeram pré tão monstruosas que eu não consigo pensar em nada além de agradecer pra sempre por isso que nem sei como pensar em retribuir, apesar de saber que retribuir (ou pensar em retribuir/agradecer) já seria uma tremenda duma ofensa pra essas pessoas.
esse ano, aplicando a filosofia de “de peso morto na minha vida, eu já me basto e têm vezes que nem eu me suporto”, sai da vida de muita gente porque eu notei que a pessoa não incluía mais porra nenhuma na minha vida e eu não incluía mais porra nenhuma nas vidas de muita gente. isso me fez muito bem e espero que as pessoas de quem me afastei tenham a mesmíssima perspectiva. se não... tudo bem também.
tem um caso bastantão específicão de uma pessoa que decidiu sair da minha vida esse ano, mas esse caso já vale um post por si, mas vou declinar porque essa “pessoa” já alugou um tríplex na minha cabeça com esse assunto; a ponto de, por bem pouquíssimo íssimo íssimo íssimo íssimo, esse assunto não me adoeceu valendo. e vou terminar essa menção honrosa dizendo que quase que vou a um cartório pra mudar meu nome pra “PROCON” de tanto que só TODO MUNDO veio me encher a porra do saco perguntando que porra tinha acontecido pra essa “pessoa” ter feito o que fez. fora que ainda pegay ranço de star wars, de qualquer coisa – QUALQUER. COISA. – relacionada à franquia. isso me fez adotar a filosofia/política de não dar mais papo pra gente mais fracassada na vida do que eu.
falando (‘tá, sim, vou falar isso pela última vez nesse post) em filosofia/política adotada pra vida, em algum post do instagram, em algum momento, não lembro quando, eu vi um post que dizia “eu nunca perco, eu ganho ou aprendo”. frase pronta de [picareta] coach, muito bem sei, mas muita, MUITA coisa ficou muito mais fácil de se lidar na vida depois que muita, MUITA situação confirmou a não-falseabilidade desta frase.
esse post não é um pedido de desculpas pelas coisas que eu fiz pras pessoas terem saído da minha vida. menos ainda, um agradecimento pelas pessoas, às pessoas que voltaram pra minha vida. tampouco, um às pessoas que me fizeram as pré que eu agradecerei pra sempre por isso...
na verdade, pensando bem, bem, bem, bem, bem... esse post... pode ser é um agradecimento às pessoas que saíram da minha vida, às que voltaram pra minha vida, às que não ficaram tempo suficiente pra laços afetivos serem criados, às que fizeram as pré que nunca conseguirei retribuir/agradecer: por causa dessas pessoas, todas. eu sou uma pessoa menos pior do que quando elas chegaram ou foram embora ou fizeram o que fizeram pra eu estar aqui agora. 
eu não vou prometer que vou ser uma pessoa melhor a partir de agora, o máximo que posso fazer é prometer ser alguém menos pior do que fui esse ano e pras pessoas ao meu redor e que podem chegar, a minha vida. ou não. 
e eu ODEIO. FAZER. PROMESSAS. 










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sexta-feira, 3 de novembro de 2023

RESPONDENDO UM POST DO FACEBOOK

 [respondendo um post do Facebook d’um grupo chamado Grupo onde fingimos ser crente]

um chegado meu do fliperama me convidou pra ir a uma igreja batista perto de casa (mais perto da casa do carniça, nota-se) porque ele ‘tava se engraçando com uma mina de lá e não queria ir lá sozinho da primeira vez. fui lá com o desgraçado e me encantei pela filha mais nova do pastor (mais nova que eu e pelo menos uns 15cm mais alta – isso sem sapatos). ou seja, passei a ir lá só por causa da menina anos se passaram-se e me deu-me uma doida e fui lá me declarar pra ela, ela disse que não ia rolar, mas queria que o cara que ela queria ficar com tivesse a coragem que eu tive (FIQUEI UM BOM TEMPO FULL-DIDO COM ESSA FALA DELA).
detalhe que o pai dela já não me curtia de grátis e menos ainda ao saber que eu puxava uma CPTM pela secundogênita dele, aquela loira de verdade com olhos azuis, parecia uma figurante do Midsommar.
Midsommar
, roteiro e direção de Ari Aster. Estados Unidos: A24, Square Peg, B-Reel Films, 2019.

ÂNUS SE PASSARAM-SE... a igreja batista virou caminho pro lugar onde compro corote e velho barreiro mais barato no bairro e fui lá dado domingo. vi os pais da figura (não lembro se o nome da figura é “Ana” ou “Sara”, mas sei que isso junto à “Ana’s Song (Open Fire)”, do Silverchair, tocar sem parar nas rádios no biênio 1999-2000 me fez meio que ficar obcecado por “Ana’s” – algo meio John “O Teorema Katherine” Green) na porta da tal igreja. me deu-me uma doida e fui lá falar com o pai dela pra cumprimentar e tals – yeah, sim, antes de comprar a bebida.
“Ana’s Song (Open Fire)”
, do Silverchair, do álbum Neon Ballroom, de 1999.
O Teorema Katherine
, do escritor estadunidense John Green, de 2006.

¿né que o holandês se lembrou-se de mim? me cumprimentou-me, perguntou como eu ‘tava, lembrou até do meu fucking primeiro fucking nome. yeah, sim, claro, fiquei extremamente (positivamente) surpreso, dado que as duas filhas dele tinham me dito que o velho não me curtia .importante, aqui, frisar que a figura que eu era a fim me tratava extremamente bem meio que foi nessa época que passei a estranhar mulher muito gata me dando muita moral (sei que eu ‘tava no ensino médio nessa época, inclusive, e foi antes de entrar no CEFET, deve ter sido 1999 ou 2000). sorte que o pouquíssimo que eu tinha de bom senso e o menos ainda que eu tinha de noção (acreditem, era BEM MENOS do que tenho atualmente) me permitiram não fazer nada quanto a tomar iniciativa, senão só ia dar pro meu e eu me foder-me-ia lindissimamente SÓ QUE alguém, em algum momento (não sei precisar quem, quando e onde), tinha me dito que... algo como “olha só, ela trata ele igual colonizador trata colonizado, como bárbaro incivilizado que tem que aprender as coisas pra ter os hábitos do colonizador, mas nunca ser tratado como tal”.
lembrei depois que esse era meio que o papo da Cecília com o Peri em O Guarani, do José de Alencar (eu só não odeio mais esse livro porque existe O Mandarim, do Eça de Queiroz), mas só muitão ão ão depois que linkei que a Ana/Sara era a fucking Ceci e eu o fucking Peri. em outros termos, a holandesa batista era a fucking colonizadora que levava a cultura e a civilização pra acabar com a barbárie e vazio espiritual dos colonizados e eu era o fucking bárbaro incivilizado que precisava ser culturado – pois a minha cultura não era considerada cultura – e civilizado – pois a minha civilização não era considerada civilização. será que foi a partir disso que comecei a pegar ranço dos termos “civilização” e “civilizado” e considerá-los ofensas? sei não... o Arnaldo Antunes disse que ♪♫pode ser sim, pode ser não♪♫
O Guarani
, de José de Alencar, de 1857.

O Mandarim
, de Eça de Queiroz, de 1880.

Arnaldo Antunes, “Poder”, do álbum O Silêncio, de 1996 

claro que ela nunca – presumo de forma bem presumidamente vaga – vai admitir isso, porque, olha só veja você, ela não ia ter essa perspectiva. ou... sei lá... não sei. 
eu sei que nunca vou esquecer do que o pai dela me falou aquela noite:
“se eu soubesse que ia acontecer com ela o que aconteceu, eu ia fazer de tudo pra ela ter ficado contigo mesmo.”
[não perguntei o que aconteceu com ela. naquela época eu já pregava e executava “tem coisas que prefiro não saber pra deixar minha mente mais ferrada do que já está e é naturalmente”]

nunca mais vi o cara depois daquela noite










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segunda-feira, 29 de maio de 2023

CANÇÃO PARA LAÍS

 ouvindo: ouvindo: Krigshoder, Krig I Hodet, de 2020.


[esse texto ‘tá sendo upado aqui porque não coube todo no instagram]

e com vocês, os quarentões que você ama, respeita e venera. os melhores de seus mundos, povos, culturas e grupos sociocomunitários. 
se tivéssemos marcado de nos encontrar, a gente não teria conseguido e ainda ficaria puto um com o outro, mas ainda bem que calhou de nos encontrarmos de forma totalmente aleatória. até o momento de escrita desse texto, eu ainda não sei como, sendo os dois chorões que somos, não choramos quando nos vimos – eu quero acreditar que estávamos tão cansados, famintos (¿mas quando e em qual momento ela e eu não estamos com fome?) e neurados (¿mas quando e em qual momento ela e eu não estamos neurados?) que não conseguimos chorar, dada à situação.
a Laís (eu gosto de chama-la de “Hel” ou de “LH” creio que só eu a chame de tais formas], eu posso dizer isso sem quaisquer tipos de equívocos, foi, por muito, muito tempo, a melhor amiga não-presencial que tive. ela sabe de MUITA COISA que até alguns dos meus melhores amigos de infância e/ou adolescência não sabem e também tenho a cota de podres dela que ela prefere que muita gente não tenha conhecimento. por muito, muito tempo e em muitas, muitas situações, apesar da distância continental, fomos as únicas pessoas que tivemos para nos apoiar, em virtude de situações, no mínimo, caralhentas para caralho que passamos em nossos locais de residência ou viagens.
eu posso dizer sem quaisquer tipos de equívocos que a LH é uma das melhores pessoas que conheço, que posso chamar de amiga e que eu não poderia ter vindo à SP sem tê-la visto e trocado uma ideia com ela pessoalmente. posso dizer, inclusive, que sou uma pessoa melhor por causa dela, das coisas que aprendi e aprendo com ela, tanto que ela é uma responsável direta por eu ter estreitado ainda mais meus laços com mi madre, muito do meu atual trato com a mamãe é resultado direto do que a LH me ensinou a partir da relação dela com seus pais (ela certamente não sabia dessa parte e queria ver a cara dela quando ler isso).
não sei quando vou voltar aqui. eu sei que serei uma pessoa melhor quando isso acontecer. eu sei que voltarei daqui uma pessoa muito melhor do que quando vim, em virtude de tudo que passei e aprendi nesse quadrimestre. eu certamente não teria conseguido sem muita coisa do que LH me orientou fazer e NÃO fazer. eu sei que LH será uma pessoa mais fantástica, maravilhosa e incrível do que já é e do que quando nos conhecemos. eu querer ser uma pessoa melhor diariamente, creio, é uma resposta e homenagem à vontade inexorável e inesgotável da Laís em querer ser sempre melhor do que no dia anterior, pra ela, pro Luís [marido dela, a saber] e pras pessoas ao redor dela. posso dizer, insofismavelmente, que venci na vida tendo alguém como ela como amiga e poder me referir a ela como tal acabei de lembrar que nunca parei pra pensar se ela pensa o mesmo ao meu respeito, mas ai eu penso qual a relevância disso.
agora é hora de voltar pra casa, com as melhores lembranças daqui. infelizmente não dá pra levar os trens e os metrôs e as lojas de tudo a preços “acessíveis”. queria eu, muitíssimo e somente Mãe Gæa sabe o quanto, poder abraçar a LH antes de entrar no avião antes de voltar pro Pará. mas a gente vai reunir de novo, eu sei, só não sabemos quando. 
mas vamos.

domingo, 12 de junho de 2022

CPM22 – DEPOIS DE UM LONGO INVERNO – 2011 – letras do álbum

 

ouvindo: Angelic Upstarts, Who Killed Liddle?, de 1998.

DISCLAIMER UM: esqueci de falar no CPM22 – CPM22 – 2001 – letras do álbum que todo mês de outubro, ouço “Tarde de Outubro” todos os dias do mês. vide o vídeo abaixo, de 07 de outubro de 2019, na segunda-feira seguinte à defesa da minha dissertação de mestrado[01], antes de apresentar trabalho na IX Semana Acadêmica de Letras[02][03].

DISCLAIMER DOIS: já essa foto com o Kaius na UFPA é de 2014[04], não sei, sei que essa camisa até furou de tanto que usei. essa e outra que eu tinha[05]. 


Depois do Longo Inverno é o álbum lançado em 2011 que mais ouvi, junto ao Odiosa Natureza Humana, do Matanza. e era só play e foda-se, toca o álbum todo. sim, eu gostei mais que o Cidade Cinza. sim, eu gostei mais que o Suor & Sacrifício. eu gosto muitão muitão muitão de ska e o então quarteto[05] e eles evoluíram muitão musicalmente nas melodias e nas letras e isso foi do caralho.
CPM22
DEPOIS DE UM LONGO INVERNO
2011
ABOMINÁVEL
(Luciano Garcia)
Dispensável
Eu sei você não presta
Um mal necessário 
Que não mais me interessa
Mercenário
Escravo da moeda
Cheio de razão
Com ele não tem conversa

Graças a Deus
Você e os seus
Estão longe estão fora da minha vida
Graças a Deus
De novo eu
Agradeço por mais essa noticia
Graças a Deus ...

Abominável
O mago da caverna
Mas ele sonhou
Em ser artista de novela
Desonrado
Seu jogo não tem regras
Com certeza não
Quero vê-lo na minha festa

Graças a Deus
Você e eu
Opostos até o fim da linha
Graças a Deus

VIDA OU MORTE
(Luciano Garcia)
Fiz uma reserva no ônibus das 3
Quem sabe ele leva
Quem sabe nos conduz pra luz, eu pensei
Em uma nova era, um novo amanhecer
Com novas ideias, com novas atitudes
Vamos vencer

Propostas modernas, superação em mente
Batidas concretas e a velha identidade 
Só pra manter
Sem medo vamos prosseguir
Agora é pra valer
Estamos em guerra
Em mais uma missão de vida ou morte...

Desejo sorte para todos nós vamos vencer
É vida ou morte outra vez, vamos vencer
Prosperidade hoje e sempre, vamos vencer
Desejo sorte para todos nós vamos vencer

Nossas conquistas na parede do bar
Nos anunciam, nos põe no lugar não vá 
Pensando que estamos mortos, pode escrever
Já se prepara: vamos vencer...

Fiz uma promessa só contarei depois
Que a noite adormeça e o sol venha nos aquecer
Com seu poderoso raio da manhã
Mas não vamos esquecer que estamos em guerra
Em mais uma missão de vida ou morte

Fiz uma reserva no ônibus das 3...

FILME QUE EU NUNCA VI
(Luciano Garcia)
Às vezes eu esqueço de
Rezar isso não é um bom sinal
Às vezes eu percebo que,
o Mundo está cada vez mais banal


Acho que estamos perdendo a noção do que é real igual 
A um filme que nunca vi
Sempre temos a esperança que na vida real o mal 
Não ganhe do Bem no fim

Pergunto eu
Vê se é normal
Acordo e não quero ler o jornal
Ligo a TV
Água geral
E pra alguns é só folia, é carnaval

Às vezes eu
Pretendo ser
Um Presidente
Um líder mundial

Às vezes eu
Desejo ter
Uma casa 
Com jardim no quintal.

HOSPITAL DO SOFREDOR
(Luciano Garcia)
Hoje dispensei
Joguei fora o que me consumia
Renasci, voltei
Eu já superei
Prossegui, recomecei a minha vida
De onde parei

Mas quase enfartei
No auge da minha dor
Quase me internei
No hospital do sofredor...

Hoje conquistarei
Vou atrás da terra prometida
O mapa onde guardei
O tesouro está escondido
Em algum lugar perdido
Logo encontrarei...

Eu me desesperei
Nem remédio adiantou
Mas forte suportei

Acabou... Acabou...

Finalizei em grande estilo, só eu sei 
O que passei mas consegui
Pelo menos escrever uma canção
Juro essa é a última vez

Acabou

CAVALEIRO METAL
(Luciano Garcia)
É o destaque do mês
É o grande maestro, é a bola da vez
O cara que comanda a orquestra
É o maioral
Se acha o legal
O mais fudido também
Sua falsa modéstia
É o seu único bem
Tentou acabar com a nossa festa...
O cavaleiro metal
Não vê que o seu mal
É não gostar de ninguém

Trancado no quarto pagando pra ver
Sua vida é uma tragicomédia
Alienado condenado a perder
Nunca gostou de ninguém
Trancado no quarto, esperando o quê?
Jogou sua vida pela janela
Cuspiu no prato o seu auto-retrato, um perdedor
Zé Ninguém..

Foi acostumado a ter sempre alguém
Passando a mão na sua cabeça
Cresceu mimado, um pobre coitado
Igual playboy de TV

Vivendo no ócio, rezando pra ter
Mais uma chance, mais uma brecha...
O sonho metal
O seu grande mal
Não dá valor pra ninguém

Nunca gostou de ninguém

Papo Furado, nada confiável, lamentável, o que mais posso dizer...

Não dá valor pra ninguém

QUEM SOU EU?!
(Fernando Badauí)
Certas coisas sei que nunca vão mudar
Se eu tivesse todas as respostas não erraria mais
Andei pelos 4 cantos da cidade
Mas sempre voltei pra cá

Pro lugar onde me sinto mais seguro
Lembre que na vida só estamos de passagem...
Porque insistir, mentir para nós mesmos?
O tempo é implacável...

Estou voltando pra sua casa
Estou voltando só pra te dizer: quem sou eu?
Os problemas deixam a gente cada vez mais fortes...

Por que será que nunca estamos satisfeitos
Qualquer atrito já é motivo pra querer mais
As pessoas não se respeitam como antigamente
A vaidade em primeiro lugar

Quantos anos jogados fora em um segundo?
Sinto falta de quando a vida era mais simples
Estou aqui pra destruir tudo ao seu lado
Já fomos longe demais

Estou voltando pra sua casa,
Estou voltando só pra te dizer
Quem sou eu?

Nós 2 juntos somos mil vezes mais fortes..
Nós 2 juntos somos mil vezes mais fortes...

NA MEDIDA CERTA
(Luciano Garcia)
Essa semana encontrei a medida
Pra não cair em contradição
Essa semana encontrei a saída
O alivio para o meu coração

À noite sonhei com a nossa vida
Com futuro com nossa família
A noite sonhei com uma nova vida
Cumplicidade conforto e harmonia

Hoje tenho alegria
Tenho sua companhia, sua presença alivia
Te quero na minha vida vazia
Hoje tenho alegria, muito mais que outro dia...

Cheguei na idade chegou é agora
Não quero acabar na solidão
A juventude passou tá na hora
De ter um pouco mais que um refrão

Quero você por toda minha vida...

UM POUCO DE PACIÊNCIA
(Luciano Garcia)
Desconheço
Outra forma de lidar com a situação
Vou enlouquecer
Estou com medo
Estou de novo com horrível sensação
Deus, onde guardei?
Alguém sabe onde deixei minha razão?

Procurei a noite inteira
Até nas brigas que eu causei
Terça, quarta, quinta-feira 
É sexta e ainda não achei
E como vou me estabelecer?
Como vou resolver?
Como saber o que fazer?
Um pouco de paciência
Talvez é o que preciso ter

E você por favor não me pressione assim
Eu não sei desconheço ainda não aprendi...

Outra forma de lidar com a situação
Vou enlouquecer...
Estou com medo
Estou de novo para horrível sensação
Deus, onde guardei
Alguem sabe onde deixei minha razão?

E você...
Por favor não me pressione assim
Eu não sei desconheço ainda não aprendi

SOFRIDOS E EXCLUÍDOS
(Luciano Garcia)
Nosso sistema funciona de um jeito que
Os mais sofridos são sempre excluídos do poder
Abandonados, passou no jornal eu vi
Esgoto aberto, ar contaminado, um cheiro de matar soldado

Buscando sobrevivência
Morando ao lado no bairro da penitencia
Foi condenado vier é sua sentença...

Amargurado, cansado de só ouvir
Esta revoltado, se sente humilhado, não quer ir 
Para o trabalho, não quer mais se divertir
O seu legado ser sempre um soldado, um homem que não se acomoda

Buscando sobrevivência
Morando ao lado no bairro da penitencia
Foi condenado viver é sua sentença...

Acostumado a ser mal tratado
Agora é sua vez
Resolveu não ser um coitado
Não quer mais não vai se omitir
Em busca de uma vale encantado, motivos pra sorrir
Não vai mais se esconder no fato
De ter nascido sem sorte, hey...

Nosso sistema é o que nos faz perder, os mais sofridos estão sempre sem poder
Nosso sistema é o que nos faz perder, os mais sofridos sempre sem poder...

NOVA ORDEM 
(Luciano Garcia)
Jura por deus que não vai me deixar em paz redefinir
A nova ordem é viver, olhar pra frente...

Eu reconheço todos meus erros
Paguei o preço e agora estou pronto pra seguir

Chega de farsa, sua máscara caiu, você mentiu
Vê se me esquece, peço favor, me deixe

Sempre de cabeça erguida
Vê se me esquece e vá ser feliz

CPM 22 
(Fernando Badauí, Luciano Garcia)
Então, escute esse som que não fala de amor
Mas com certeza o sentimento é real
Me lembro como foi bom durante 15 anos 
Lutando por um mesmo ideal
Expor os meus pensamentos nunca foi fácil
Acertando ou errando é normal
Mas voltei, estou aqui...

Pra te escrever talvez, ou melhor, te dizer
O que ´vivemos desde a caixa postal
E quando olho pra trás a luta foi leal
Temos motivos para comemorar
Depois de muitas viagens, calotes, roubadas
E muita incerteza no ar
Não cansei, estou aqui mais uma vez
Mais uma vez de uma vez mais uma vez...

Por vocês que nos seguem
Agradeço pela força pra chegar até aqui
Ter um reconhecimento nacional
Ver de perto todo o povo brasileiro
Com uma banda de verdade pra tocar
Viver em paz...

E aqui estamos de novo, esse é o sétimo disco
Nossa trajetória tem seu valor
Agora é cair na estrada pra matar a saudade
Das cidades que já fizemos show
Depois de tanta amizade, tapetes puxados

A chama ainda não se apagou...

Não viemos para revolucionar
Só que agora não tem como ignorar
Uma banda de verdade pra tocar
Viver em paz, viver em paz...

MINORIA
(Luciano Garcia)
Aperte o cinto porque nossa viagem apenas começou
Aperte o cinto porque a tempestade ainda não acabou
Mantenha a calma, talvez a turbulência nossa nave ultrapassou

Espero que você também 
Não se abale, não se entregue, não seja refém 
De uma minoria de uma gente sem ninguém

A inveja mata, eu sei, deixei de lado, não dei bola, não liguei
Te aconselho a fazer, seguir o mesmo, não temos tempo a perder
A nossa nave partiu, abriu as asas, nós vamos sobreviver

Espero muito que você... 

Abaixe o som, ouça bem fique ao meu lado eu não vou desistir
Essa passagem comprei com antecedência pretendo ir até o fim
Depende só de nós 2 nossa vontade, aonde queremos ir... 

Espero muito que você... 

MARÇO 76
(Fernando Badauí, Luciano Garcia)
Colecionei discos e fotos
Lembranças de família
30 anos atrás não sabia o que estava por vir
Nascido em São Paulo, março
Fim dos anos 70
Em plena a ditadura militar
Repressão censura armada

Aos 12 ouvia Ramones
Aos 15 ainda moleque
Descobri que a vida não era simples
Roubaram o nosso país
Milhares de contas vencidas
Condomínio atrasado
Economizei cada centavo
É o que sobrou pra mim

Mas sobrevivi, rompi barreiras, eu venci
E todos sabem como é viver aqui no Brasil...

Passei a madrugada inteira
Sem pregar os olhos
Sem pegar no sono refletindo
Voltei no tempo me perdi
Nadei até onde podia
Até onde minhas forças
Me deixaram ir
Não me entreguei
Lutar pra sempre resistir

Sobrevivi, rompi barreiras, eu venci
E todos sabem como é viver aqui no Brasil
Mas com certeza meu lugar é aqui, onde eu nasci...

10 MIL VOZES
(Luciano Garcia)
Velocidade acima de 100
Vitalidade em alta voltagem
Com raça e honestidade
Um passo além
Habilidade queremos também

A torcida enlouquece
10 mil vozes
Milhares de corações e um talvez
A vitória a quem merece
A partida está no primeiro tempo

E eu já sei
O que o time precisa, eu sei
Um pouco de ousadia

Velocidade acima de 100
Vitalidade em alta voltagem
Com raça e honestidade
Um passo além
Habilidade queremos também

O juíz apita
O jogo começou
Já na saída, o grupo demonstrou
Iniciativa, conjunto e muito amor
Nossa camisa, damos muito valor

Essa torcida consegue
10 mil vozes cantam, pulam e gritam até morrer
por dias, noites e meses
Iluminam, mostram o caminho

Agora eu sei
O que o time precisa, eu sei
Um pouco de alegria

Velocidade acima de 100
Vitalidade em alta voltagem
Com raça e honestidade
Um passo além
Habilidade queremos também





amanhã: como o Acústico, de 2013, não tem músicas inéditas, vou passar direto pro Suor & Sacrifício, de 2017!
se vou continuar a série Pitty ou terminar a série Garotos Podres?
terça-feira eu decido...





[01] era pra eu ter falado disso por aqui, mas minha disposição ‘tava zero para tanto, vide o tanto de posts que fiz em 2019.
[02] idem.
[03] eu já tinha falado desse evento nesse post AQUI! 
[04] uma ex minha até me deu o conto, mesmo sem gostar de CPM. sei quem é, mas... foda-se, deixa pra lá.
[05] no Twitter eu apresentei indecisão quanto à data dessa foto, mas é de 2014 sim. 
[06] Wally pegou o beco no fim das gravações do Cidade Cinza.










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