quinta-feira, 27 de novembro de 2014

DOIS ESCRITOS EM UMA SÓ MANHÃ.....

Ouvindo: Sugar Kane, A Máquina que Sonha Colorido, 2009.

Heil!
Bom, eu ‘tava conversando com um amigo que conheci no XXXII ENEH, o Anderson (ver Feliz Aniversário, Porra!!!!, de setembro d’ano passado), sobre a falta que sentimos das pessoas que conhecemos em eventos (acadêmicos ou não) e que azedamos de saudade das mesmas. Por causa dessas prosas, escrevi os poemas abaixo ainda hoje - as duas hoje.
Espero que ocê curta, Herr Meister Colombelli.



[!sem título!]

AH!, Irmão-Lobo, eu sei como tu se sentes
Também fico sem dormir ou mesmo também sem dormir direito
Pensando... Sonhando... Lembrando...
Idealizando em como aquela semana que foi uma vida inteira
– nas Semanas-que-Foram-Uma-Vida-Inteira –
Poderia ser melhor
E ainda mais inesquecível.
Lita disse bem que poderíamos morar mais perto para sempre nos visitarmos e estarmos perto quando nos precisarmos.
De manhã desconhecidos, indispensáveis e inseparáveis ao próximo amanhecer
Ah, que Saudade d’ocês todos d’ocês todas
Mesmo aqui em Fortaleza, ainda ouço vossas vozes como se sempre fosse ontem:
Florianópolis, Rio de Janeiro...
AQUI!
Tomara que, um dia, a Saudade cesse...
Tomara que o Amor e o Bem-Querer e a Boa-Vontade nunca se findem!
Devemos... Deveríamos... Podemos... Poderíamos...
Chamar nossos corações de Valhalla por neles estarmos sempre todos reunidos?!?
Fecho meus olhos e ouço Camila-imooto dizer que tudo vai ficar bem e tudo vai ficar certo
E, tal como domingo último, na Praia do Futuro, abro meus olhos com lágrimas suficientes para encher o mar caso este seque um dia...
Mas quem me dera ver a vós todos sorrindo novamente e mais uma vez...!
Mas quem me dera ter Ina-no-Hime em braços e beijos e não em processo de corrosão por sem ela estar...
Mas quem me dera rir alto convosco Claudinei, Clederson e Daniela e Leonardo
Mas quem me dera conversar nerdice com Rodolfo e trocar sorrisos com Júlia Helane, Elisiane e Jacqueline
Mas quem me dera o carisma contagiante de Rodrigo, Juh, Edson e Ricardo
Mas quem me dera vocês todos uma vez... outra vez... novamente...
Para sempre...!
E não mais lágrimas de lembranças, Irmão-Lobo Anderson,
e sim lágrimas por nos termos ao alcance de olhares e abraços.


:: Área 1 do Centro de Humanidades Federal do Ceará ::



#########################################################



[!sem título!]

E se tudo se basear em Melancolia?
E em Saudade? E em Memória? E em Lembrança?
E em Poesia?
Melancolia e Saudade e Memória e Lembrança fazem parte intrinsecamente inexoravelmente da Cultura da Literatura.
Um dia adoeceriam e quase surtariam de Melancolia e Saudade e Memória e Lembrança...
Angústia e Incompletude...
E parece ser Sempre... sempre estar Entardecendo
O anil do mar e do céu indiferenciadamente em tons de pesar...
O vermelho pintado a carvão do sol e estanho enegrecido do mar como um átomo já submetido à fissão hahniana...
O Vento-Beira-Mar traz as vozes todas ainda tão nítidas
As fotos que não se desgastam no computador que proíbem as imagens nas memórias envelhecerem
Todos iguais que não pertencem a lugar nenhum em separado
Todavia quando unidos formam não somente um lugar próprio mas inclusive uma canção com um poder de um terremoto que pode ser sentido em um país vizinho.
E eu já deveria estar plenamente condicionado a ter o coração partido
Sempre e cada vez com o coração menor com tanta gente chegando, pegando sua parte e partindo via aérea ou terrestre
E até quando? Quando novamente?
Separados somos isqueiros em um show de rock, juntos uma luz que pode ser vista do telescópio Hubble onde quer qu’el’esteja!
Uma país de distância – países de distância nos separam
Saudade e Memória e Lembrança nos juntam inexoravelmente nunca indivisíveis!
Oh... E amor também... E Muito Amor também...!
E quem diria que Guerreiros Vikings pós-modernos contemporâneos
E Poetas Sarracenos (pretensiosamente) undergrounders cyberpunkings
E um dia seremos abençoados e armados por Mestre Allah e Mestre Crom para lutar ao lado de Mestre Odin e Mestre Thor no Ragnarök
Mas, até lá, um Guerreiro Viking pós-moderno contemporâneo e um Poeta Sarraceno (pretensiosamente) undergrounder cyberpunking
permanecerão eretos e em silêncio, cada um em seu extremo da praia,
onde chove incessantemente e perpetuamente
e permanentemente em Melancolia e em Saudade e em Memória e em Lembrança.


:: Passeio Público ::





Bis zu dem breaking fucking neuen Post!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

poema para uma ruiva escrito em Fortaleza (mais um...)

Ouvindo: Black Sabbath, Master of Reality, 1971.

(espero que ela goste)


[¡sem título!]

EU lembro da primeira vez que te vi
Nua
Como ainda lembro da primeira vez que te vi
Vestida
Vestida vermelho e branco
E coturnos engraxados e livros nas mãos
Os óculos arredondados com cantos quadrados
Quanto tempo? Quanto tempo faz?
Um ano e um mês e alguns dias da última vez
Que ouvi sua voz
E vi seus olhos sorrindo
Da última vez.
Me apaixono aqui pelo menos uma centena de vezes por dia:
Princesas indo e vindo de seus castelos reinos para os de terceiros
E, como em Casa, me sinto mais um e ainda tão perdido
Sem palavras, sem ter o que dizer
De mãos atadas, sem saber o que fazer
Sem Poesia e Prosa para todas elas
Ah...
Deve ser porque a estadia no Paraíso acabou
Acabou...
E voltar para a Zona de Conforto não mais confortável
De certa maneira... Não me sinto,,,
Aliviado
E muitíssimo menos:
Resignado.
E então o que será? Um passo para a frente, dois para atrás e uma projeção!
Sim, eu volto, volto para os meus Todos, para o meu velho Tudo
Deveria eu me perguntar se voltaria a seus braços, beijos e sorrisos e boa-vontade
(Isto se já não forem de/para outrem?) 
Ainda lembro e sempre lembro que conversamos
É sempre importante e conveniente (e me impede de fazer muita bobagem)
Mas desde já
Desde já saudade deste sol e deste calor,
Vontade de nunca mais voltar:
Para sempre Canoa Quebrada!
Para sempre Praia do Futuro!
O céu azul sem fim e quase sem nuvens...
O mar infinito entre o azul do céu e o verde quase de seus olhos...
Imagine-se tu aqui com a sua não-satisfação com o calor...
Imagine-se tu frente a este mar
E seus cabelos (atualmente lisos ou ainda encaracolados?) esvoaçados pelo vento
Com os pés direto à areia e hipnotizada pelo mar aberto perpétuo
E então
Talvez mais uma apaixonada que nunca esquecerá esta visão...
Imagine-se nós neste cenário
Mesmo não juntos, mesmo somente frente...
Mas ainda assim, nem que estejamos juntos mais uma vez
... pela última vez


:: Área 1 do Centro de Humanidades Federal do Ceará ::
:: Auditório João Albano, durante a palestra Lusophone Studies in the United States: Estudar e ensinar Português em Universidades Norte-Americanas, organizado pela Profa. MSc. Diana Costa Fortier Silva e Fábio Saraiva ::
:: 25 de novembro de 2014 ::

sábado, 22 de novembro de 2014

RELEASE EM PAZ.... REQUIEM FOR UM HERÓI!

Ouvindo: CPM22, A Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum, 2000.

Joaquim dos Santos Rodrigues (1927-2014), a.k.a. SEU LUNGA, poeta cearense, repentista e vendedor de sucata residente em Juazeiro do Norte (Ceará).


Vai fazer falta, Mestre!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

WIEDER IN FORTALEZA...

“Hold on to the thread
The currents will shift
Glide me towards you
Know something's left
And we’re all allowed to dream
Of the next...oh, the next.. time we touch..

You don’t have to stray
Tho oceans away
Waves roll in my thoughts
Hold tight the ring...
The sea will rise...
Please stand by the shore...
Oh, oh, oh, I will be...
I will be there once more...”
Pearl Jam, “Oceans”, Ten, 1991.



Mais uma vez em Fortaleza...




Mais uma vez em um lugar que posso chamar de “casa” porque é assim que me sinto aqui...
Saudades de Ananindeua, mas a completude daqui...



(fotos da Praia de Iracema)




“FELIZ ANIVERSÁRIO!!!” e “MUITOS ANOS DE VIDA!!!” para GISELDA FAGUNDES DA ROCHA!!!

TE AMO, SUA LINDA!





Bis zu dem breaking fucking neuen Post!!!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

TEXTOS NÃO-LINEARES - texto 03

ouvindo agora: Napalm Death, Scum, 1987

[pensando agora lendo um artigo]
Como o pessoal pode defender a desmilitarização do Brasil desconsiderando sua posição no cenário geopolítico mundial? Eles (os que  defender a desmilitarização têm algum plano de o que deve(ria) ser feito caso não tivéssemos mais Forças Armadas e o pessoal viesse tocar o caralho em cima da gente?  E caso tal desmilitarização aconteça,  o que pretendem fazer com o monte de sucata que tanques, aviões e navios invariavelmente tornar-se-ão, uma vez o país ainda não tem uma política de tecnologia de reciclagem de metal pesado em escala suficiente?
Bem....... Eu posso estar errado, olha, ou simplesmente pensando merda.
Ou não.




[o artigo em questão se chama A Inteligência em apoio às operações no meio ambiente terrorista, dos Oficiais do Exército Brasileiro Renato de Oliveira Assis, Marco Lúcio Niendziela e Willian Pina Botelho e está disponível aqui]

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

LEITURA DO DIA!

Ouvindo: Adele, 21, 2011*.

Sim, eu deveria estar estudando pra prova do mestrado do IME (Instituto Militar do Exército**), mas ‘tô aqui, lendo HQ. E a de hoje é Thunderbolts, da série Marvel Now!, o novo reboot da Marvel. Sim, lembra muito o Esquadrão Suicida da DC em seus melhores momentos, apesar da equipe criativa nem sempre ser a mesma e as histórias não seguirem um padrão aceitável de qualidade (i.e., tem que gostar muito pra ler até o final). Vamos dizer que as majority ones estadunidenses (exceto obviamente a Dark Horse [falei disso aqui] e a Image [falei disso aqui]) estão pisando MUITO na bola e deixando muito a desejar. 



Mas é isso ai.





Bis zu dem breaking fucking neuen Post!


* Na moral, preciso tomar vergonha na cara e parar de ouvir essa mulher!
** Instituto Militar de Engenharia, localizado no estado do Rio de Janeiro, fundado em 1959 a partir da fusão da Escola de Engenharia Militar, criada em 1931, com o Instituto Militar de Tecnologia, criado em 1941.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

DIRETAMENTE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ......

...... mais uma formatura do curso de Letras!



Glauco Maurício Oliveira e Andressy Jefferson Cordovil (os de becas, é claro)
FINALMENTE, PORRA!


Momó, Pojo, Charlie e Pantoja - OS PRÓXIMOS SÃO VOCÊS!

terça-feira, 9 de setembro de 2014

PASSAGEM DO DIA........

“Nenhum período da história humana foi tão penetrado pelas ciências naturais e tão dependente delas como o Século XX. Contudo, nenhum outro período sentiu-se menos à vontade com suas potencialidades. Ciência – tão poderosa, tão impotente. Dentre os paradoxos que emergem do projeto iluminista de desenvolvimento, do qual ciência e tecnologia fazem parte, destacam-se o uso militar dos conhecimentos científicos, a progressiva deterioração do meio ambiente, a perpetuação e intensificação das desigualdades sociais, o desemprego estrutural latente. O espírito da Revolução Científica, o da ciência para o bem do homem e para glorificação de Deus, está longe de ser plenamente corporificado pelo sistema capitalista.
Entretanto, apesar dos fatos levarem a uma certa demonização da ciência e da tecnologia, foi a Segunda Guerra Mundial que consolidou a crença na importância da ciência não só para ganhar guerras, mas também para gerar dividendos na paz. Foi a tecnologia de base científica que dominou a expansão econômica da segunda metade do Século XX, configurando-se como corolário da aplicação sistemática da ciência à produção a aceleração da inovação tecnológica. Diante dos ventos da destruição criadora, tudo que é sólido e estável se evapora. A própria sobrevivência do capital passa a depender do desenvolvimento tecnológico e, por conseguinte, do progresso da ciência.”
– MEDEIROS, T. R., Entraves ao Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear no Brasil: Dos Primórdios da Era Atômica ao Acordo Nuclear Brasil-Alemanha. 2005. Dissertação orientada pelo Prof. Dr. João Antonio de Paula. Universidade Federal de Minas Gerais: 2005.

sábado, 6 de setembro de 2014

ÓCULOS E BATOM VERMELHO

ÓCULOS E BATOM VERMELHO



ELE DORMIU MAS NÃO MUITO, NÃO O TANTO QUE DEVERIA, NÃO COMO ELA. Não acreditava, parecia um sonho de adolescente – todavia um realizado. O corpo dela colado ao dele, a cabeça usando um braço como travesseiro e a outra mão sobre a barriga, segurando a mão dele, não prendendo todos os dedos mas garantindo que ele estivesse lá quando ela acordasse. O contraste de peles não era visível devido à sombra constante dentro da barraca, e o sol ainda não havia encontrado o lugar, ainda protegido pela sombra do prédio de salas. Ainda não calor, o suor já seco. Na cabeça dele, não parecia real que estivessem lá, ele costumava ficar perdidamente encantado com mulheres como aquela, mas não enfim estar com elas como estivera desde... Não lembra desde que horas estava lá, mas que a lua ainda em riste. Temia pensar em voz alta para não acordá-la. Não, queria acordá-la para transar mais. Na verdade, não sabia o que queria de fato além de não querer que aquele momento não acabasse tão cedo. O nariz colado às costas dela, a barba negra roçando à pele branca, ela estava sorrindo de boca aberta, a pele não mais vermelha nem rosada. As formas dela maiores que as dele, altura inclusa, e isso muito o agradava, tanto que o conjunto da moça fora o que fizera seus olhos brilharem. Isso foi no dia anterior. “Anterior?”, ele pensou. Em um encontro de estudantes, não existe uma noção de tempo muito definida. Fechou os olhos.
“EI, GAROU! EI, GAROU! EI, GAROU!”, ele abriu um olho. Gritos. Estavam longe. Na próxima não tão longe. Cada vez mais perto. Fechou os olhos, desejando que sumissem, que não fosse com ele. Mais perto. Por um momento, pensou de quem era aquela barraca, ela o puxara pela mão, o empurrou para dentro. No momento seguinte, o escuro e ela por cima dele – sem óculos. O primeiro beijo.
“MALAFAIAAAAAAAAAAAAAAAAAA!”
Estava bem perto, quase do lado. Ela puxou os braços dele para mais perto, praticamente em seus seios. Quadris encaixados. Olhos fechados e rosto incrustrado às costas dela. Ela movia a cabeça, suspirava morno, mas lhe era muito agradável.
“MALAFAIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!”
Abriu os dois olhos de uma vez. Estavam do lado deles. Prendeu a respiração. Sentiu ela se mover com o segundo grito, e se mover forte. “Que porra é essa?”, se perguntou em voz alta. Virou-se para ele. Eles se perguntavam onde ele estava, que respirou fundo. Ele a beijou antes de vestir a bermuda e sair. “Onde porra...?”, ela perguntou.
Os rostos deles brilharam como sóis morrendo. “CARALHO, TU ESTAVAS ONDE, PORRA?!? TU TENS QUE VER ISSO!!!”, gritavam e o puxavam pelo braço. Ele pediu para esperar, foi até ela que estava sentada no colchão de ar, nua, puta da vida, cabelos atrás das orelhas, deitou-se novamen-te. Então a beijou, dizendo que voltaria logo, ela segurou o rosto dele com as duas mãos, prolongando o beijo de batom vermelho, ele fechou a barraca para transarem novamente antes de sair outra vez. Eles não se aguentavam os esperando terminar, cada um com um cigarro na mão. O sol já começava a incomodar. A universidade estava começando a ficar movimentada devido ao café da manhã. “‘BORA, PORRA!”, Valmir e Anderson gritaram, balançando a barraca. 
“Malafaia”, Rodolfo disse, “tem um REX perto do R.U. !”
O mundo parou pro barbudo.
“Um REX?!?”, ele disse de dentro da barraca, ela não entendeu. Os rapazes e as moças sorriram uns para os outros. Ele sorriu para a moça, e terminaram o que estavam fazendo. Se beijaram muito antes de ele dizer “já venho” e se vestir para sair. 
“Um REX?!?”, ele perguntou. Talita e Camila sorriram. “Um REX”, Rodolfo respondeu, os olhos brilhavam. “Onde?” – a pergunta. “Vamos lá”.

SIM, ERA UM REX. Meio submerso, não podiam medir o quão estava destruído, mas sim. Era um Metal Gear REX e estavam admirados do porque os militares ainda não estarem lá. Todos seriam presos e levados para só-os-Deuses-sabem-onde, fichados e presos por tempo indetermina-do. Dos videogames direto para os seus olhos e no último lugar pensado. Ele mordeu os lábios antes de olhar para Rodolfo, os dois sorriram. O clássico cumprimento de socos entre garotos. Suspirou. Olhou para Talita, Camila, Matheus, Valmir, Anderson, Thaynara e Lucas. Um mais profundo. “Foda-se”, pensou. “Manda todo mundo sair daqui”, ele disse.
“Daqui de onde?”, Matheus perguntou. 
“Daqui da UECE ”, ele disse, “os militares vão estar aqui a qualquer momento e vão levar todo mundo daqui.”
“Militares?”, Talita perguntou. Ele abraçou as meninas antes de entrar na água, para surpresa de todos. “Mas que porra...?”, se perguntaram. Nadava bem, chegaria mais rápido se não fumasse e não bebesse tanto nos últimos dias. Eles se perguntaram que diabos ele faria lá. Não teve tantas dificuldades para subir devido o tanto de brechas e cavidades que facilitaram o processo. O cockpit era liso e não tinha muitas superfícies de apoio, mas enfim chegara e... Os pelos dos braços ficaram eriçados, olhou para o horizonte.
Helicópteros de hélices duplas vindo em sua direção. Nas estradas, caminhões e jipes.
Pensou em seus irmãos e em suas irmãs. E em Kathaerine.


“Não...”




:: sobre o XXXIII Encontro Nacional de Estudantes de História, Fortaleza – Ceará, 16 a 23 de agosto de 2014 ::
:: o projeto do conto foi escrito no evento, o dito foi produzido em 02, 03 e 04 de setembro de 2014 ::
:: para Caroline Cardoso Silva, Camila Valvassori e Matheus, Talita Ricieiri, Rodolfo Green, Valmir Júnior, Anderson Matos, Priscilla Thaynara Silva e Lucas Moreira ::

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

FEITO DE UMA SÓ PORRADA!

Ouvindo: Johnny Cash, My Mother's Hymn Book, de 2003


[¡sem título!]
AH!, quem me dera seus sorrisos...
Quem me dera seus olhos...
Quem me dera seus risos...
Quem me dera suas mãos às minhas...
Ah!, mas quem me dera seu silêncio...
Quem me dera sua voz...
Quem me dera seus cabelos soltos...
Quem me dera sua pele alva já em vermelho...
E quem me dera tu como viestes...
Ah!, enfim quem me dera tu vista de baixo...
Quem me dera tu banhada de suor...
Quem me dera suas palmas em meu peito...
Quem me dera suas mãos em minha barba...
Quem me dera tu acordando o mundo pela boca...
Mas ah!, quem me dera tua cabeça em meu ombro
Quem me dera eu encrustado em seu abraço...
Quem me dera tu do meu lado enquanto amanhece...
Quem me dera seu beijo como um átomo sendo partido...
Ah!, quem me dera, meus Pais e minhas Mães, de te ver dormindo...
De não quereres levantar da cama...
Ah, quem me dera te ver acordar...
Quem me dera tu escondendo o rosto, “não quero que me veja assim”...
Por fim, ah!, quem me dera tudo isso acontecer...
Quem me dera seres Mulher e não somente Musa Inspiradora...
Quem me dera estares alcançável carne e não somente Poesia...
Quem me dera minha cabeça em suas pernas...
Quem me dera tu como Beijo e como Toque...
Quem me dera...

:: 01 de setembro de 2014 ::

domingo, 31 de agosto de 2014

POEMA FEITO NO BLOCO DE NOTAS DO CELULAR

[incompleto e sem título]

É em tu que eu penso
E é por ti que eu respiro
E fico em silêncio tentando ouvir sua voz
E agora o que será?
Agora o que seria?
Sinto sua falta até entrar em combustão
Deve ser paixão, amor não é
E o que fazer agora, que meu abraço e meu bem-querer têm exatamente o seu tamanho exato?
Agora esperar até a próxima vez que nos vermos
Próxima vez....


:: 31 de agosto de 2014 ::



“FELIZ ANIVERSÁRIO!!!” e “MUITAS FARRAS NA VIDA!!!” para ANDERSON FERREIRA e LUCIANA DOMINGUES!!!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

(pensamento doente da noite)

Mesmo que eu não goste de falar de “literatura canônica” e até zombe bastante do termo, vejo que não existe uma “literatura fantástica brasileira canônica”, uma vez que os críticos e teóricos de literatura “considerados clássicos e absolutos” tenham indisfarçável rejeição pela literatura considerada fantástica, mesmo se contradizendo ao idolatrarem as narrativas orais gregas e as mitologias cristã, indígena e africana. Apesar de, sim!, termos produção e consumo de ficção cientifica, terror e fantasia – apesar da primeira ser superior às duas e a última estar em uma “franca ascensão” –, creio eu que não temos uma história da crítica e da teoria sobre as mesmas fora da academia.
Mas eu posso estar errado.

(pensamento doente da noite)

Mesmo que eu não goste de falar de “literatura canônica” e até zombe bastante do termo, vejo que não existe uma “literatura fantástica brasileira canônica”, uma vez que os críticos e teóricos de literatura “considerados clássicos e absolutos” tenham indisfarçável rejeição pela literatura considerada fantástica, mesmo se contradizendo ao idolatrarem as narrativas orais gregas e as mitologias cristã, indígena e africana. Apesar de, sim!, termos produção e consumo de ficção cientifica, terror e fantasia – apesar da primeira ser superior às duas e a última estar em uma “franca ascensão” –, creio eu que não temos uma história da crítica e da teoria sobre as mesmas fora da academia.
Mas eu posso estar errado.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

QUASE....................

Es ist fast.....

XXXIII ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDANTES DE HISTÓRIA
16 A 23 DE AGOSTO DE 2014
FORTALEZA
CEARÁ
BRASIL


“We’ll meet again
I know where
I know when
And I know we’ll meet again
In a sunny day”

sexta-feira, 25 de julho de 2014

CITAÇÃO..................

Ouvindo: Neil Young and Shocking Pinks, Everybody's Rockin', de 1983.


“O Anarquismo nunca projetou a tomada do poder político por meio de um grupo de insurretos ativistas. Sobre esse aspecto, queremos deixar claro que o real propósito do Movimento Anarquista nunca foi tomar o poder para governar, mas de destruí-lo para instaurar um novo processo político de autogoverno solidário em todas as dimensões sociais da vida.
Dessa forma, considerando que o Movimento Anarquista sempre projetou a “morte” do poder de governo de uns sobre os outros, considera-lo um movimento pré-político, simplesmente porque nunca concordou com as estratégias dos movimentos autoritários de assalto ao poder, descaracteriza os reais princípios sócio-políticos do Anarquismo e, ao mesmo tempo, silencia o grande grito de liberdade que a educação ácrata pretende alcançar no coração e na consciência das classes populares.”
– Denise Simões Rodrigues no prefacio à primeira edição de Anarquismo e Educação, da professora Lucia Melo, de 2009, p.7-8


“FELIZ ANIVERSÁRIO!!!” e “MUITAS FARRAS NA VIDA!!!” para LÚ RIBEIRO e RAY COSTA!!!

ENQUANTO ISSO EM UMA NOVELA DA REDE GLOBO...

ENQUANTO ISSO EM UMA NOVELA DA REDE GLOBO...

– MAS AFINAL QUAL É O PROBLEMA? Daqui a pouco vocês dirão que super-vilões abriram um portal pra cá e querem dominar a nossa realidade.
Silêncio total.
– O que foi?
Os cientistas se entreolharam.
– Bem... – disse um deles.
– “Bem...” – Isadora disse com as mãos na cintura. Os cientistas não sabiam o que dizer.
– Sim – disse uma deles –, isso não é tão impossível. – Isadora riu alto. No momento seguinte, a principal investidora do projeto [colocar aqui o nome] sentiu algo metálico encostar em sua cabeça. E estava quente.
– Sim, Isadora – o portador da arma disse – e você vai nos ajudar COMO vamos conquistar essa realidade – ela sentia os circuitos esquentarem mais ainda para um tiro. – Ou senão...

:: 24 de julho de 2014 ::

quinta-feira, 24 de julho de 2014

“VAI SER SÓ MAIS UM...”

“VAI SER SÓ MAIS UM...”
[título provisório]

PARA ESPANTO GERAL, ELE APARECEU SÓ DE COTURNOS, COMPLETAMENTE BANHADO EM SANGUE E COM UMA ESPADA LONGA EM UMA DAS MÃOS. “Isso mesmo, homem”, ele começou, “acabe de estragar meu dia. Se eu te matar”, respirava forte; Alan, Neuton e Roney estavam na mesma condição, os primeiro e o último portavam espadas enquanto Neuton machados, “vai ser só mais um”. Yasming sorriu. Clederson, Jean e Giselda traziam martelos em mãos, Lucas e Chico e Klenner espadas, Marcelo girava uma, Daniela e Anna batiam com as pontas das suas no chão. Os cabos das armas tinham presas faixas amarelas, verdes, vermelhas, azuis, laranjadas, rosadas e roxas .
A princesa soltou o braço da mão do gigante musculoso. Os amigos deste já davam passos para trás. Amanda, Lilian e Larissa traziam lanças com lâminas e estandartes nas pontas. Sob a coordenação de Denize e Paola, Kaius, Érica, Maely, Havana e Tailson já arrumavam o campo onde as estacas com cabeças seriam situadas. As edificações da universidade impediam que o vento rugisse mas não que perdesse o cortante de seu frio. O sangue em seus corpos já exalava por toda a área aberta do campus. “Vamos lá, vamos lá”, o barbudo dizia, “alegre meu fim de tarde”.
Sem que o gigante se apercebesse, Talice jogou uma espada para Tinara que – ao pegá-la em pleno ar com uma mão e apoiar a outra ao punho para estabilizar e direcionar o golpe certeiro –, aproveitou o movimento para decapitá-lo após um “ei”. Ele virou-se a ela somente para ter sua cabeça separada do corpo e caindo frente à moça, que cumprimentou a amiga levantando a lâmina, recebendo um aceno de cabeça como resposta. Enfim o casal frente a frente. Sorrisos.
“Demorastes”, ela disse. “Eu já estava sem argumentos.”
“Sabeis que Odin não facilita as coisas para Seus filhos”, ele disse com as mãos nas dela.
E se beijaram.



:: 23 de julho de 2014 ::
:: sobre o XXXIII Encontro Nacional de Estudantes de Letras; Florianópolis, Santa Catarina, julho de 2012 ::

quarta-feira, 9 de julho de 2014

TEXTOS NÃO-LINEARES - texto 02

Ananindeua, 09 de julho de 2014.

“Se eu falar sobre o que não entendem
Poucos escutam, muitos se ofendem
A verdade é que não há verdade
Tudo é porque não há não ser”
– Matanza, “Quem Leva a Sério o Que?”, A Arte do Insulto, 2006.


Certamente, das reclamações que meine Mutter mais deve ter escutado a meu respeito é que não sei conversar e que só falo besteira na roda de conversa quando estou com gente mais velha que eu. Algumas das conclusões que cheguei foram:
Essas pessoas tem razão, sou realmente um merda pra conversar;
Essas pessoas tem razão, sou realmente um merda pra conversar – ainda mais com gente fora do meu meio;
Essas pessoas tem razão, eu sou um realmente merda pra conversar – ainda mais com gente fora do meu meio, ainda mais se não lerem as mesmas coisas que eu.

Como percebido, são conclusões complementares. Ei, eu falo sobre armas, guerras e videogames porque escrevo sobre armas, guerras e videogames e as consequentes recepções, assimilações e devoluções a nível de cultura, tecnologia, ciência e sociedade. Eu falo sobre filmes pornôs porque consumo muita pornografia, e leio sobre a mesma, tanto a nível de reportagem quanto (atualmente) de Belas Letras e/ou Teoria da Literatura (não sou nenhuma Suellainy ou Paola, mas eu não me passo por ignorante). Eu falo de mitologia e culturas antigas porque é um assunto que me enche os olhos.
Mas e ai? E as outras pessoas, “as fora do meu meio e que não leem as mesmas coisas que eu”? elas ficam putas porque não falo do cotidiano delas, e, quando consigo, não é do mesmo nível que elas – eu admito não ter cacife e conhecimento suficiente para tanto, oras. E elas ficam mais putas ainda quando eu faço a ligação entre o que elas falam e eu falo, é como se estivesse dando com um livro sagrado de alguma crença nas caras delas. Sim, é isso que acontece. Eu invejo o Sonho-Desperto porque ele consegue fazer isso de forma sutil, agradável e até mesmo “inclusiva” (sim, eu odeio este termo); quer dizer, muita gente que conheço faz isso. Ai que, apesar de escrever sobre, não consigo florear, sou muito técnico e escolho os piores exemplos para serem utilizados – e/ou também existe o fato de como o Robson me disse uma vez, as pessoas ficam putas de como eu abordo tais assuntos, de uma forma “violenta” e “insultosa”. Como dito, “conclusões complementares” (e fodasse*, eu disse a mesma coisa por perspectivas diferentes).
Creio eu que as pessoas “fora do meu aquário” não estão prontas para ouvirem certas “verdades”** e tratarem sobre estas, e assim, “inverdades” e estereótipos e tabus são passados adiante, justamente pelo erro de conversar sobre. Isso sem contar o fato do “Outro”, de ver somente o lance pela sua perspectiva e não dá de outrem. Dois exemplos muito legais são a curra que a Alemanha deu no Brasil ontem, que serve muito bem ser o primeiro exemplo: pimenta nos rabos dos outros é refresco, mas quando upam nos nossos? Já o segundo (eu queria falar disso desde a primeira vez que ouvi falar no assunto) é a presepada do MEC em ampliar o FIES*** pro strictu sensu (i.e., Mestrado e Doutorado, respectivamente). Rum, o que teve gente soltando purpurina pelo cu quando soube, achando a Oitava Maravilha da face de Gaia, não ‘tá no gibi. Eu nem conto procês que agora é que o cão vai chupar a mangueira inteira com esse tiro de Stinger**** que a gestão Dilma deu no próprio pé, que eu num duvido nada que foi prevendo re-eleição (plano de contingência caso desse merda na Copa? talvez, eu não tinha pensado nisso até esse momento, mas seria um plano muito furado, uma vez que não cobre nem a metade da galera cujo voto faz diferença). Eu não sou contra tal medida, sério, acredito que seja uma boa iniciativa, mas tirar do papel é que vai ser o caralho de asa, ainda mais considerando o poder das universidades públicas no país e serem poucas as particulares de verdadeiro renome em território nacional*****. Sim, me chamaram de “coxinha”, “reaça” e o cacete quando expus tais fatos, mas um dos fatos é que o abismo entre o ensino superior brasileiro particular e público vai aumentar ainda mais. Não que não existam particulares com mais estrutura do que as públicas – isso é fato – mas Mestrado e Doutorado são fundados em PESQUISA e não em retorno financeiro IMEDIATO no qual as particulares se baseiam. Isso ainda vai dar um circo muito valendo e quero ver como a próxima gestão vai lidar com essa cagada. E quero ver como a galera vai discutir isso daqui a uns dez, quinze anos.
Talvez eu seja de fato e realmente um maldito catastrofista (¿talvez? hah! veja o post Catastrofistas dos Dias Modernos, de janeiro de 2010). Sim, eu tenho meu quê de otimismo, mas eu fiquei velho (só na idade, nem tanto na mentalidade), cínico e filho da puta – quer dizer, mais cínico e mais filho da puta. Mas é verdade mesmo, só dá pra conversar com meus pares e alguns de fora mesmo. Ainda não decidi, muito menos parei pra pensar se isso é bom ou ruim, afinal tenho conversado praticamente as mesmas coisas com as mesmas pessoas a mais de dez, vinte anos e só agregando mais gente pra poder falar praticamente as mesmas coisas. É, eu curto ficar “no meu aquário”, bastante até, mas sim, eu me divirto tirando as pessoas dos delas, e olha que não faço isso propositalmente. Um assunto vai puxando outro, outro, outro, já foi.....

E, para terminar, eu me espocava de rir daquele comercial com as crianças “eu nunca vi o Brasil ganhar uma Copa. Brasil, ganha a Copa pra mim”. Ai um comentarista diz hoje no jornal da manhã “devemos ter mais pena das crianças que viram o jogo e ficaram traumatizadas vendo o Brasil perdendo como perdeu da Alemanha e numa Copa em casa”. Só te pergunto o seguinte, jogador: que tal a gente pensar na criançada que morreu por não ter hospital porque estádios estavam sendo ampliados para a Copa, e na criançada que teve pais mortos nas ampliações destes estádios ou cujos pais morreram por não terem hospitais para a ampliação destes? Hum? Que me diz?

Catastrofismo. Cinismo. Filha da putice.



Bem-vindo às Arestas da Calçada.



* erro proposital.
** ver a letra que abre este post.
*** o Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do Ministério da Educação criado em 1999 e destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em instituições não gratuitas. Podem recorrer ao financiamento os estudantes matriculados em cursos superiores que tenham avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação. Fontes <http://sisfiesportal.mec.gov.br/fies.html>, <http://www3.caixa.gov.br/Fies/FIES_Estudantes.asp> e <http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/FIES2000.pdf>.
**** Míssil oficialmente conhecido como FIM-92A do tipo terra-ar projetado pela fabricante de armas General Dynamics em 1967 e fabricado em massa pela Raytheon Missile Systems no mesmo ano, sendo utilizado até hoje por tropas tanto dos Estados Unidos quanto de outros países desde maio de 1982, durante a Guerra das Malvinas (entre 2 de abril e 14 de junho do referido ano) e foi utilizado inclusive no Afeganistão (1979-1989), Kargil (1999), Iugoslávia (1991-2001) e Angola (1975-2002). Tem a função de dar às tropas terrestres uma maneira de lidar com aviões e helicópteros voando a baixas altitudes, sendo guiado por infravermelho – i.e., consegue travar o alvo no calor que o motor da aeronave produz, é chamado de localizador “passivo” porque, ao contrário de um míssil guiado por radar, não emite ondas de rádio para “ver” seu alvo. Fontes: <http://armasvoadoras.blogspot.com.br/2009/03/fim-92-stinger.html> e <http://www.howstuffworks.com/stinger.htm>.
***** alguém ai disse PUC? alguém ai disse Mackenzie? alguém ai disse Luterana?

segunda-feira, 7 de julho de 2014

über gestern......

Sobre o último Pavulagem junino - o de ontem, pode ser resumido pelo trecho de “Clube dos Canalhas”, do Matanza:

“Farra para tudo é um bom remédio
Só um idiota completo morre de tédio
Queremos todo dia tudo isso que a vida tem de bom”



(sim, eu tô bêbado em todas as fotos, mas isso não importa - não agora)

Bis zu dem fuckin breakin neuen Post!"

quinta-feira, 3 de julho de 2014

TEXTOS NÃO-LINEARES - texto 01

Ananindeua, 02 de julho de 2014

Ouvindo: Raimundos, Cantigas de Roda, 2014.

Sim, faz um bom tempo que não escrevo um texto grande aqui, uma reflexão, estas porras. Sim, eu tenho alguns poemas e contos que postei aqui, mas... É, é verdade, eu tenho protelado em escrever algo de fato aqui.
Eu ‘tava refletindo mais cedo sobre as velhas presepadas de rixas na academia e das presepadas esquerda x direita, coxinhagem, etc. que vejo alguns amigos quebrando o pau, seja pessoalmente, seja via Facebook – este tendo se tornado um verdadeiro campo de batalha sobre tal putaria.
Ok. (Vai ser um texto bem desorganizado e não-linear porque ainda não estruturei meu pensamento sobre isso de forma linear estes tempos essa porra vai assim mesmo)

Marx é um saco, eu não vejo muito sentido no que ele escreve, aplicabilidade dos estudos dele menos ainda. O que eu li d’O manifesto do partido comunista é algo legal, quanto a ser aplicável já são outros quinhentos. Esse pessoal que chupa a rola dele pra tudo me deixa puto. Freud é outra puta, mas pena que fuderam os conceitos do cara, ainda mais o pessoal que diz que QUALQUER PORRA é “recalque”. “[escolha alguma coisa e coloque aqui]” é recalque de [especifique uma classe de pessoas e coloque aqui]” NÃO É ARGUMENTO, PORRA! No momento que a pessoa se vale de tal argumento, não merece a minha atenção nem a minha conversa. Isso e o tal de “beijinho no ombro”. Não beije meu ombro, BEIJE MINHA ROLA! 
(desabafo de leve pra começar)
Ai as rixas...
Pessoal das Humanas (‘tô me valendo a nível de “maiorias esmagadoras” [isso inclui nego que conheço e que a carapuça vai servir muito bem quando ler isso]) diz que o pessoal das Exatas é alienado, apolitizado, tecnocrata, sistemático, entre outras. Nego de Exatas (aqui vale a mesma observação anterior) diz que o pessoal de Humanas reclama demais por besteira, é muito utópico, prolixo, estagnado, etc. etc. etc. Mas ai... Eu conheço nego de Humanas que NÃO CONSEGUE SEQUER conversar com alguém de Exatas, mas não vejo o contrário, olha. ‘Tá certo que sou da Literatura, mas, por ter “criação CEFETeana”, consigo conversar com nego das Exatas super de boas – coisa que não vejo entre muito amigo meu do meu curso, apesar de ser nerdão, nerd daqueles que os outros nerds querem cair matando de porrada. O Tailson, olha, formado em Pedagogia, mas por ter estudado muita filosofia, consegue caminhar entre os dos mundos muito bem (e, sim, eu o invejo por isso [não sei se existe inveja saudável, mas foda-se]).
O Gabriel de Ávila Othero, da PUC-RS, falou isso, dessas rixas – mas bem alto. Eu achei que era sacanagem. Não era. É sério, sério a ponto de me deixar... A ponto do pessoal dizer: “caralho, Garou, como tu se metes com esse povinho travado de Letras?” e/ou “caralho, Garou, como tu se metes com esse povinho idiota de Exatas?” e porras assim....
Uma vez, postei alguma coisa no Facebook sobre quererem indicar o Paulo Coelho pro Nobel de Literatura e uns amigos esnobaram, dizendo que o Nobel não era parâmetro pra literatura (bem, eu também não considero, mas premiaram o Böll, os irmãos Mann, o Kipling [sim o britânico Rudyard Kipling {1865-1936}, autor de O Livro da Selva, de 1894], o Hemingway, o Yeats, o Hesse, o Eliot, o Russell, o Camus, o Saramago, a Sachs, o Neruda, o Llosa, o Shaw, o Grass e o Canetti, então eu calo a boca). Ai veio a perola “afinal, quem precisa de Prêmio Nobel?”
Ah, claro. Somos o ÚNICO país “subdesenvolvido emergente” que NÃO TEM NOBEL EM PORRA NENHUMA (não, pera, ainda não pesquisei se alguém dos Tigres Asiáticos ou do Oriente Médio têm). Ou somos preteridos ou roubados – e o que não falta é exemplo. Não precisamos de um Nobel mesmo? Ah, claro, temos os medalhistas olímpicos de Matemática, Química e Física, que parecem ser os únicos que o pessoal de Humanas respeita mesmo sem ter noção alguma das disciplinas em questão.
Creio eu que o mal seja o quanto o povo dessas áreas não se reconheçam como complementares, um querendo provar a superioridade sobre o outro não ajuda em porra nenhuma.


[sim, falta terminar, mas deu curto no meu cérebro sobre esse assunto]

TEXTOS NÃO-LINEARES - texto 01

Ananindeua, 02 de julho de 2014

Ouvindo: Raimundos, Cantigas de Roda, 2014.

Sim, faz um bom tempo que não escrevo um texto grande aqui, uma reflexão, estas porras. Sim, eu tenho alguns poemas e contos que postei aqui, mas... É, é verdade, eu tenho protelado em escrever algo de fato aqui.
Eu ‘tava refletindo mais cedo sobre as velhas presepadas de rixas na academia e das presepadas esquerda x direita, coxinhagem, etc. que vejo alguns amigos quebrando o pau, seja pessoalmente, seja via Facebook – este tendo se tornado um verdadeiro campo de batalha sobre tal putaria.
Ok. (Vai ser um texto bem desorganizado e não-linear porque ainda não estruturei meu pensamento sobre isso de forma linear estes tempos essa porra vai assim mesmo)

Marx é um saco, eu não vejo muito sentido no que ele escreve, aplicabilidade dos estudos dele menos ainda. O que eu li d’O manifesto do partido comunista é algo legal, quanto a ser aplicável já são outros quinhentos. Esse pessoal que chupa a rola dele pra tudo me deixa puto. Freud é outra puta, mas pena que fuderam os conceitos do cara, ainda mais o pessoal que diz que QUALQUER PORRA é “recalque”. “[escolha alguma coisa e coloque aqui]” é recalque de [especifique uma classe de pessoas e coloque aqui]” NÃO É ARGUMENTO, PORRA! No momento que a pessoa se vale de tal argumento, não merece a minha atenção nem a minha conversa. Isso e o tal de “beijinho no ombro”. Não beije meu ombro, BEIJE MINHA ROLA! 
(desabafo de leve pra começar)
Ai as rixas...
Pessoal das Humanas (‘tô me valendo a nível de “maiorias esmagadoras” [isso inclui nego que conheço e que a carapuça vai servir muito bem quando ler isso]) diz que o pessoal das Exatas é alienado, apolitizado, tecnocrata, sistemático, entre outras. Nego de Exatas (aqui vale a mesma observação anterior) diz que o pessoal de Humanas reclama demais por besteira, é muito utópico, prolixo, estagnado, etc. etc. etc. Mas ai... Eu conheço nego de Humanas que NÃO CONSEGUE SEQUER conversar com alguém de Exatas, mas não vejo o contrário, olha. ‘Tá certo que sou da Literatura, mas, por ter “criação CEFETeana”, consigo conversar com nego das Exatas super de boas – coisa que não vejo entre muito amigo meu do meu curso, apesar de ser nerdão, nerd daqueles que os outros nerds querem cair matando de porrada. O Tailson, olha, formado em Pedagogia, mas por ter estudado muita filosofia, consegue caminhar entre os dos mundos muito bem (e, sim, eu o invejo por isso [não sei se existe inveja saudável, mas foda-se]).
O Gabriel de Ávila Othero, da PUC-RS, falou isso, dessas rixas – mas bem alto. Eu achei que era sacanagem. Não era. É sério, sério a ponto de me deixar... A ponto do pessoal dizer: “caralho, Garou, como tu se metes com esse povinho travado de Letras?” e/ou “caralho, Garou, como tu se metes com esse povinho idiota de Exatas?” e porras assim....
Uma vez, postei alguma coisa no Facebook sobre quererem indicar o Paulo Coelho pro Nobel de Literatura e uns amigos esnobaram, dizendo que o Nobel não era parâmetro pra literatura (bem, eu também não considero, mas premiaram o Böll, os irmãos Mann, a Bachmann, o Hemingway, o Grass e o Canetti, então eu calo a boca). Ai veio a perola “afinal, quem precisa de Prêmio Nobel?”
Ah, claro. Somos o ÚNICO país “subdesenvolvido emergente” que NÃO TEM NOBEL EM PORRA NENHUMA (não, pera, ainda não pesquisei se alguém dos Tigres Asiáticos). Ou somos preteridos ou roubados – e o que não falta é exemplo. Não precisamos de um Nobel mesmo? Ah, claro, temos os medalhistas olímpicos de Matemática, Química e Física, que parecem ser os únicos que o pessoal de Humanas respeita mesmo sem ter noção alguma das disciplinas em questão.
Creio eu que o mal seja o quanto o povo dessas áreas não se reconheçam como complementares, um querendo provar a superioridade sobre o outro não ajuda em porra nenhuma.


[sim, falta terminar, mas deu curto no meu cérebro sobre esse assunto]

quarta-feira, 2 de julho de 2014

HAIL UFPA!


Minha mãe, amigos, professores, Irmãos-e-Irmãs-de-Matilha estudaram lá, este foi o grande impulso para que eu enfim chegasse lá e enfim me formasse. Chorei, sofrei, até adoeci mas não tive menos motivos para vibrar, comemorar e celebrar com meus pares. Em nenhum lugar, o sol brilha como na UFPA porque Nenhum desafio será grande ou assustador o suficiente se eu tiver vocês comigo.
E... Apesar de todos os pesares, a UFPA não me foi somente uma universidade, mas também uma grande fonte de ensinamentos que levarei para a vida toda, porque é lembrando de onde se veio que se sabe para onde se irá! Eu SEI de onde vim!

HAIL, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

[escrito recentemente........]

Ouvindo: Arraial do Pavulagem, Gente da Nossa Terra, 1995.

[¡sem título!]

“E da garota dos olhos castanhos já tivestes o melhor e o mais belo, e quanto mais longe dela estiveres, melhor e mais lindo isso vai-se tornar.”
– Herman Hesse, “Sonho de uma Flauta”, tradução de Angelina Peralva.

MEU erro foi ainda ter esperança
Permitir que ainda perdurasse
E me levasse até uma parede de concreto
E ai o resto....
Sim, eu deveria ter sumido de uma vez
Na verdade, não deveria nem ter insistido e, muito menos sequer ter começado...
Arquivar... Esquecer... Desaparecer... Recomeçar!
E assim os Nove Mundos surgem:
se me lembrar de você, simplesmente deixarei de ir e ouvir,
nunca tive muitos problemas em simplesmente cair fora!
Se eu fosse você, não me culpava por nada disso
mais um container de culpa não far-me-á diferença!
Só peço e desejo que sede feliz e vitoriosa
como nenhuma foi antes e nenhuma será depois
– e isso que acredito que alguém como vós mereceis!
E espero que tu, especificamente TU
destruas este poema após a leitura.


:: 24 de junho de 2014 ::

terça-feira, 17 de junho de 2014

MANCADA/HOMENAGEM

Era pra eu ter postado ESTE texto ontem – que postei no Faceboook até – e não o poema em questão, mas ai vai assim mesmo:

“A Alemanha continuaria como o principal centro da Física teórica e experimental, até início da década de 1930, quando muitos de seus cientistas (Hans Bethe, Otto Stern, Otto Hahn, Jack Steinberger) emigrariam para outros países da Europa e para os EUA, em fuga do regime nazista, ali implantado em 1933. A condição privilegiada de suas universidades (Berlim, Heidelberg, Göttingen, Munique, Frankfurt, Giessen) e dos seus laboratórios tornaria a Alemanha o incontestável foco irradiador das pesquisas dos fenômenos físicos, e para onde convergiam estudantes, professores e pesquisadores de várias partes do mundo. Sua liderança e sua influência eram reconhecidas internacionalmente. Boa parte do avanço teórico registrado nesse período teve a participação, exclusiva ou decisiva, de cientistas alemães (Planck, Einstein, Laue, Lenard, Stark, Born, Heisenberg, Hertz, Wien, Sommerfeld, Bothe, Hahn, Strassmann, Bethe, Franck), atuantes na Física quântica, na Relatividade e na Física nuclear. O alto nível da pesquisa continuaria, na Alemanha, no segundo período, como atestam as contribuições de Mössbauer, Jensen, Jensen, Von Klitzing, Ruska, Binning, Bednorz, Steinberger, Paul, todos agraciados com o Prêmio Nobel de Física no Pós-Guerra. A Sociedade Científica Kaiser Wilhelm se tornaria, depois da Guerra, no Instituto Max Planck, maior centro de pesquisa científica da Alemanha, e dos mais importantes do mundo.
(...) Planck, que recebera em 1918 o Prêmio Nobel de Física (PNF) por sua Teoria Quântica, assumiria, em 1930, a presidência da Sociedade Kaiser Wilhelm, principal instituição de pesquisa científica alemã, tendo a ela renunciado, em 1937, por graves divergências com o regime nazista, mas permaneceria no país durante toda a Guerra no intuito de preservar e resguardar a vida científica na Alemanha. Terminado o conflito, Planck seria reconduzido à presidência da Sociedade, a qual, em sua homenagem, hoje se chama Instituto Max Planck, um dos mais renomados centros científicos de pesquisa teórica.”
– Carlos Augusto de Proença Rosa, Física, In: ROSA, Carlos Augusto de Proença. História da ciência: a ciência e o triunfo do pensamento científico no mundo contemporâneo. Brasília: FUNAG, 2012.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

poema incompleto encontrado + votos de aniversário!

Ouvindo: Neil Young, Live At Massey Hall 1971, de 2007


ANÁLISE E PROJETO E EXECUÇÃO DE FUNDAÇÕES
[¡interminado!]

SAUDADE e ausência e perda
E tudo isso de uma só vez
Alimentando hidroelétricas e usinas nucleares –
Levantar da cama todo dia!
Sétimo semestre, terceiro ano
Não importam as nomenclaturas e terminologias:
Dois podem não sofrer do mesmo modo
Mas sofrem assim mesmo e ininterruptamente
Seja pelo o que for, seja o que for...!
Pensem em muito, façam e executem mais ainda
Não se permitam pensar
Não se permitam lembrar
Se o tamanho do problema é o tamanho que dão e ele
Tentem fingir EM VÃO que ele não é convosco!
Em vão... não se deteriorar
Em vão... não se atomizar em diferentes velocidades
Em vão...
Mudou tanta coisa; só não imaginamos o quanto
Graxa nas engrenagens, óleo no motor...
Para o bem e par ao mal, mudança de costumes...
Dizes com tanta certeza do que acontecerá conosco e, mais do que principalmente, com Vossa pessoa...
Em queda livre da estação espacial, não consigo através das nuvens e das chamas...
Aquisição e Perda de Liberdade, Aquisição e Perda de Felicidade:
Perder? Deixar de lado? Fingir que NADA ACONTECEU?
Já havia quase me esquecido do quão é frustrante não ter perspectiva estabelecida na graduação que estou cursando
Tentando aceitar que não somente abrirás mão de boa-vontade de Vossa felicidade mas que recusarás a Vossa própria pessoa
Por imposição de terceiros que impões que seres; todavia sem sequer conhecer Vosso coração!
Por favor, poderias Vos fazer o favor de serdes o que quiseres?!?
Sozinha porque queres... Solidão por escolha própria...
Autoimplosão diária, dia seguinte reconstruída...
Porque tão desiguais?
O Sussurro e o Trovejar que chegam ao mesmo resultado
Se somos tão bons juntos, porque nos agradarmos seguindo separados mundo paralelos por nós criados...?
Acredito eu que... Só Vos permitir ser feliz até o ponto que podes ter o controle em Vossas mãos?
Porque quando a reação se instabiliza com a adição de um determinado reagente com o formato de uma oração contendo pronome pessoal, verbo e predicado verbal
Com o “simples” poder... de apagar uma megalópole ou tirar um planeta de sua órbita natural...
Porque... com o simples executar de um simples dizer...
O reator foi perfurado de modo ao reparo ser inexequível...
Acelerar o processo de cada um de nós se guardar em si e tomar seu próprio caminho...!
E agora...? E agora o que fazer com tal sentimento?
Como (com)viver e seguir em frente com tal átomo de Urânio sendo dividido em reação Hahn-Straßmann-Meitner
Indefinida e continuamente e anda manter as estruturas....?
(Con)viver com isso, seguir em frente, passos (não) tão lineares a ponto de marcar concreto e metal...
Mas não... Não a ponto de impedir sentir/ter...
Sentir...
Ter...
Saudades de Vós:
... esparramada em minha como se fosse a Vossa
Ou tão ou mais à vontade quanto na Vossa
E ainda devidamente adormecida;
... profundamente adormecida e entretida no sono das mais belas Princesas
Com a luz do final de tarde iluminando Vossas curvas despidas –
Como se não chovessem Fat Boys e não houvessem crises econômicas,
... de Vossos olhos falando mais que a voz
Mais vivos, gesticulando mais avidamente, prestes a consumir um submarino em chamas...


:: primeiro semestre de 2012 ::



“FELIZ ANIVERSÁRIO!!!” e “MUITAS FARRAS NA VIDA!!!” para: FÁBBIO FARINHA AYRES e PALOMA SILVA DA COSTA!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

TERMINADO ESTES DIAS........

Ouvindo: Neil Young & Crazy Horse, The Complex Sessions, de 1995


“IZE”

Ela com os pés na areia
Vendo os drakkars sumirem
Sumirem de vez... Onde Litoral e Mar... Litoral e Mar se fazem Um só
Não mais vistos e ela
Ela queria estar lá com eles

O vento esvoaça seus cabelos para frente
Mal sente o rio subir e cobrir seus tornozelos
Mal sente o vento frio entrar em suas narinas
Quebrar em seu rosto

Seus olhos não turvam...

Seus olhos não turvam como Rios
Ao lembrar
Cabelos em Negro
Quando seus cabelos lisos cobriram a barba dele
Faz tanto Tempo... Faz quanto...?

Agora Ize reza à Vaca Audumbla
Para enfim voltar a sentir
Agora enquanto Ize segue o Cortejo
Se amaldiçoa em não saber mais
Se quer ou não que ele volte

E hoje de manhã, lá estava ela...
Lá estava Ize novamente
Sol frio, pés na areia, maré crescente
Os olhos outrora constantemente sorridentes
– agora de um castanho indiferente – 
Contemplavam onde Litoral e Mar...
Litoral e Mar se fazem Um

Os olhos castanhos de Ize não turvam...

Ize não pode ouví-lo dizer o nome dela antes de dormir...


:: maio e junho de 2014 ::






“FELIZ ANIVERSÁRIO!!!” e “MUITAS FARRAS NA VIDA!!!” para: KYARA DE NAZARÉ LIMA FURTADO e JOSÉ LEONARDO MARTINS!!!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

REFLEXÃO DO DIA

Se não me engano, algum filósofo disse em algum momento que o que diferencia os humanos dos outros seres vivos é a percepção de si mesmo e do mundo e realidade ao seu redor. Então eu soube que um filhote de rinoceronte se recusa a dormir sozinho após a morte da mãe. 
Então eu penso: “então, Sr. Filósofo-Cujo-Nome-Alguém-Terá-Que-Me-Lembrar, você estava errado” e concluo: “a partir de hoje, não considero mais o substantivo ‘Animal’ como ofensa ou pejorativo, uma vez que somos tão viscerais e sentimentais quanto eles.”
Grato.

terça-feira, 20 de maio de 2014

CANÇÃO PARA KARLA!

FIM DE TARDE NUBLADO AMARELADO, AVERMELHADO E CINZENTO

“Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que, no meu mundo, algo se perdeu”
– Os Paralamas do Sucesso, “Seguindo Estrelas”, Longo Caminho, 2002.


EU ‘TAVA VENDO ALGUMAS FOTOS SUAS HOJE. Faz tanto tempo que acho que esqueci o cheiro de seus cabelos e não sei mais como é a maciez de sua pele quando está junto à minha. Ainda lembro, eu ainda consigo lembrar de seu sorriso luminoso como uma supernova, de seus olhos sorrindo vários sorrisos em particular, do desagrado em sua testa franzida, das suas bochechas infladas indicando irritação, das mãos inquietas de ansiedade.
Ainda vou lembrar do cheiro de seus cabelos depois que você saía do banho?
Ai então a foto, aquela foto. Rio de Janeiro, lembra? Não lembro o evento, você sempre dizia o nome mas lembro perfeitamente que eu não somente estava na cidade, mas bem próximo a você quando aquela foto foi batida, tão perto que poderíamos ter nos visto, esbarrado. “Minha mão na sua mão”, não é o que diz a música (qual música?)? Mas mãos em mãos muito depois, muito antes de seus lábios nos meus. Tudo sempre tão planejado mas a graça do primeiro beijo é não sê-lo – como o nosso não foi. Estava chovendo, lembra? Eu não sabia que fazia tanto frio em Pernambuco. Muito ao contrário daquela tarde da foto...
Quantas tardes desde aquela tarde? Quantos pores-de-sol desde quando sorristes teu nome da primeira vez?
Ontem... É sempre como se fosse ontem... Você com as sandálias nas mãos e pés afundados na areia enquanto seus tornozelos quebravam ondas de mar azul... A mesma tarde...
Lembro de te ver acordar... De te ver dormir... Aqui... Os circuitos não fazem som, não é possível ouvir estrelas nascendo e morrendo... Tão próximas e tão distantes...
Você, Karla... Tão próxima e tão...

Fim de tarde nublado amarelado, avermelhado e cinzento.
– Bisa, porque a senhora ‘tá chorando? – a menina perguntava com um sotaque nordestino muito carregado a avó, sentada em um banco frente ao imenso mar castanho com um texto recém-impresso em uma das mãos.

“Eu sempre vou estar perto de você.”
Gilnei


:: para Karla Fernanda Falcão Rodrigues de Fraga e Gilnei Daniel :: 


:: 19 e 20 de maio de 2014 ::