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YEAH, HOUSTON, WIR HABEN BÜCHER!

e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

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sexta-feira, 3 de novembro de 2023

RESPONDENDO UM POST DO FACEBOOK

 [respondendo um post do Facebook d’um grupo chamado Grupo onde fingimos ser crente]

um chegado meu do fliperama me convidou pra ir a uma igreja batista perto de casa (mais perto da casa do carniça, nota-se) porque ele ‘tava se engraçando com uma mina de lá e não queria ir lá sozinho da primeira vez. fui lá com o desgraçado e me encantei pela filha mais nova do pastor (mais nova que eu e pelo menos uns 15cm mais alta – isso sem sapatos). ou seja, passei a ir lá só por causa da menina anos se passaram-se e me deu-me uma doida e fui lá me declarar pra ela, ela disse que não ia rolar, mas queria que o cara que ela queria ficar com tivesse a coragem que eu tive (FIQUEI UM BOM TEMPO FULL-DIDO COM ESSA FALA DELA).
detalhe que o pai dela já não me curtia de grátis e menos ainda ao saber que eu puxava uma CPTM pela secundogênita dele, aquela loira de verdade com olhos azuis, parecia uma figurante do Midsommar.
Midsommar
, roteiro e direção de Ari Aster. Estados Unidos: A24, Square Peg, B-Reel Films, 2019.

ÂNUS SE PASSARAM-SE... a igreja batista virou caminho pro lugar onde compro corote e velho barreiro mais barato no bairro e fui lá dado domingo. vi os pais da figura (não lembro se o nome da figura é “Ana” ou “Sara”, mas sei que isso junto à “Ana’s Song (Open Fire)”, do Silverchair, tocar sem parar nas rádios no biênio 1999-2000 me fez meio que ficar obcecado por “Ana’s” – algo meio John “O Teorema Katherine” Green) na porta da tal igreja. me deu-me uma doida e fui lá falar com o pai dela pra cumprimentar e tals – yeah, sim, antes de comprar a bebida.
“Ana’s Song (Open Fire)”
, do Silverchair, do álbum Neon Ballroom, de 1999.
O Teorema Katherine
, do escritor estadunidense John Green, de 2006.

¿né que o holandês se lembrou-se de mim? me cumprimentou-me, perguntou como eu ‘tava, lembrou até do meu fucking primeiro fucking nome. yeah, sim, claro, fiquei extremamente (positivamente) surpreso, dado que as duas filhas dele tinham me dito que o velho não me curtia .importante, aqui, frisar que a figura que eu era a fim me tratava extremamente bem meio que foi nessa época que passei a estranhar mulher muito gata me dando muita moral (sei que eu ‘tava no ensino médio nessa época, inclusive, e foi antes de entrar no CEFET, deve ter sido 1999 ou 2000). sorte que o pouquíssimo que eu tinha de bom senso e o menos ainda que eu tinha de noção (acreditem, era BEM MENOS do que tenho atualmente) me permitiram não fazer nada quanto a tomar iniciativa, senão só ia dar pro meu e eu me foder-me-ia lindissimamente SÓ QUE alguém, em algum momento (não sei precisar quem, quando e onde), tinha me dito que... algo como “olha só, ela trata ele igual colonizador trata colonizado, como bárbaro incivilizado que tem que aprender as coisas pra ter os hábitos do colonizador, mas nunca ser tratado como tal”.
lembrei depois que esse era meio que o papo da Cecília com o Peri em O Guarani, do José de Alencar (eu só não odeio mais esse livro porque existe O Mandarim, do Eça de Queiroz), mas só muitão ão ão depois que linkei que a Ana/Sara era a fucking Ceci e eu o fucking Peri. em outros termos, a holandesa batista era a fucking colonizadora que levava a cultura e a civilização pra acabar com a barbárie e vazio espiritual dos colonizados e eu era o fucking bárbaro incivilizado que precisava ser culturado – pois a minha cultura não era considerada cultura – e civilizado – pois a minha civilização não era considerada civilização. será que foi a partir disso que comecei a pegar ranço dos termos “civilização” e “civilizado” e considerá-los ofensas? sei não... o Arnaldo Antunes disse que ♪♫pode ser sim, pode ser não♪♫
O Guarani
, de José de Alencar, de 1857.

O Mandarim
, de Eça de Queiroz, de 1880.

Arnaldo Antunes, “Poder”, do álbum O Silêncio, de 1996 

claro que ela nunca – presumo de forma bem presumidamente vaga – vai admitir isso, porque, olha só veja você, ela não ia ter essa perspectiva. ou... sei lá... não sei. 
eu sei que nunca vou esquecer do que o pai dela me falou aquela noite:
“se eu soubesse que ia acontecer com ela o que aconteceu, eu ia fazer de tudo pra ela ter ficado contigo mesmo.”
[não perguntei o que aconteceu com ela. naquela época eu já pregava e executava “tem coisas que prefiro não saber pra deixar minha mente mais ferrada do que já está e é naturalmente”]

nunca mais vi o cara depois daquela noite










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quinta-feira, 2 de novembro de 2023

FASE IV - DESTRUIÇÃO - análise e crítica do filme

 ouvindo: Uncivil Disobedience, coletânea lançada pela Bellicose Records em 2023.

Fase IV - Destruição
, direção de Saul Bass, roteiro de Mayo Simon. 1973: PBR Productions e Alced Productions; distribuição da Paramount Pictures.

Fase IV - Destruição, único filme dirigido pelo designer gráfico e de produção cinematográfica Saul Bass (1920-1996[1]), é o filme de ficção científica que eu não sabia que precisava até ver o dito. descobri totalmente por acaso em alguma indicação de filmes sci-fi dazantigas ou de coletâneas de filmes necessários. eu baixei no dia e esqueci dessa porra hoje, quando fui treinar pernas, lembrei e assisti e que gratíssima surpresa. eu sou extremamente pau no cu porque eu baixo filme no yts e esqueço que ‘tá lá baixando e ai depois fico reclamando que a porra da internet (UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUI!) ‘tá lenta. só hoje tinham quatro filmes lá torando, consumindo a internet.
o roteiro do Mayo Simon (do clássico Futureworld; que, em terra brasilis, foi titulado Ano 2003 - Operação Terra) é altamente cabeçudo (UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUI!) porque é uma ficção científica hard baseada na biologia – mais precisamente na entomologia de formigas – que puxa discussões sobre temas altamente pertinentes na academia: quais são os limites da ética da pesquisa científica? e o que caracteriza uma espécie como evoluída, se tomando como parâmetro outras espécies? 
Ano 2003 - Operação Terra, direção de Richard T. Heffron e roteiro de George Schenck e Mayo Simon. Estados Unidos: American International Pictures e The Aubrey Company, 1976.

ou seja, é uma discussão além da biologia/entomologia, que já vai pra filosofia da ciência, chegando a alcançar até mesmo a antropologia da ciência – ou bioantropologia, ou os dois [antropologia da ciência + bioantropologia] ou os três [filosofia da ciência, antropologia da ciência + bioantropologia], vai saber. fora que ainda levanta uma problemática acerca de um confronto interespécies inteligentes e cientes de si e competindo pelo espaço que habitam, até que baixe uma “energia ABBA” na contenda e comece a tocar “The Winner Takes It All”.
“The Winner Takes It All”
, escrita por Bjørn Ulvaeus e faz parte do álbum Super Trouper, lançado em 1980.

o que é preciso pra ser explicado do filme ‘tá lá, não espera que o entomólogo Ernest D. Hubbs[2] e o criptógrafo James R. Lesko (Michael Murphy [Shocker – 100.000 Volts de Terror; X-Men - A Batalha Final; Magnólia{3}]) te peguem pela mão e te expliquem que porra se sucede-se na obra, porque isso não vai acontecer.
a experiência do Bass em design gráfico e de produção, somada à fotografia do Richard Henry “Dick” Bush[4] (toda a série em filme d’A Pantera Cor-de-Rosa[5] e o JURÁSSICRAÇO Quando os Dinossauros Dominavam a Terra[5.1]) e à edição do Willy Kemplen[6] já contam a história toda à base de inferências e conclusões[7]. uma coisa bem loca dos filmes de teor fantástico dos filmes de 1970-1980, até mais do que os de décadas anteriores é como a trilha sonora ajudava a criar um climão caralhesco de tensão na condução da história e o trabalho do Brian Gascoigne (Amores Perdidos, A Mulher do Tenente Francês, Paixão Proibida) é excepcional. 

Fase IV - Destruição não é uma experiência das fáceis: vai te forçar mesmo, vai te fazer pensar mesmo, vai te deixar put@ e vai te incomodar. não vai vendo pensando que vai ter inseto gigante porque  NÃO VAI e também não vai ter clichê de filme de terror e de ficção científica e de filme de terror combado à ficção científica. TAMBÉM NÃO VAI.
o cinema não é uma arte de fórmula pronta, a ficção científica não é um gênero de fórmula pronta e Fase IV é um exemplo insofismável destas duas apreciações. o Bass não tem a pretensão de dar uma nova guinada no gênero, apesar de sua contribuição inconteste à sétima arte pelo que fez em filmes do Hitcock (Vertigo, Psicose, Um Corpo que Cai); pelos efeitos visuais no A Volta ao Mundo ao Mundo em 80 Dias, de 1956, do Michael Anderson; pelas sequências de aberturas de vencedores do Oscar em quesitos técnicos, como Amor, Sublime Amor, Exodus e Spartacus. em suma, o Bass não quis reinventar o cinema de ficção científica, mas a contribuição dele, ainda que modesta, ao gênero é inconteste e inequívoca em Fase IV.
‘tá, sim. contribuição MEIO QUE MUITÃO DESCARADAMENTE INFLUENCIADA pelo também tecno-thriller O Enigma de Andrômeda, do Robert Wise, de 1971, baseada em seu romance homônimo do Michael Crichton, de 1968. certeza certeza certeza que o Bass viu O Enigma de Andrômeda (ainda mais por ter trabalhado mais de uma vez com o Wise).
O Enigma de Andrômeda, roteiro de Nelson Gidding e direção de Robert Wise, baseada no romance homônimo de Michael Crichton, de 1968. Estados Unidos: Universal, 1971.

falando em adaptação, Fase IV, na contramão de O Enigma de Andrômeda, NÃO É uma adaptação literária, tampouco de quadrinhos;  indo na mesma mão de A Origem – um dos pouquíssimos filmes que acho minimamente decentes e assistíveis do começo ao fim sem ficar puto do Christopher Nolan[8] –, é uma obra totalmente original, criada do zero absoluto[9]. 
como vi na crítica do filme feita pela galera do Formiga Elétrica, não é um filme pra ver no escuro, justamente pelo tanto de cena “escura” que tem no filme. não é um filme que vai mudar teu jeito de ver ficção científica (certamente, inegavelmente essa foi a pretensão do Nolan com AOrigem),mas pode ter certeza que vai mudar teu jeito de ver uma formiga.
crítica do Fase IV feita pela galera do canal Formiga Elétrica.

por fim, só no Brasil que a obra teve subtítulo. creio eu que o título seja oriundo das fases do tipo de método científico que o Hubbs se vale pra concluir o que concluiu sobre as diversas espécies de Formicidæ, daquela região na qual o filme se desenrola, se juntando e fazendo uma só comunidade. a real é que eu só fiz esse post porque tive umas ideias pra trampo acadêmico, que citei no segundo e terceiro parágrafos desse post, e meio que não ‘tô a fim de fazer sozinho.
“tudo é ciência”, “nada é ciência”, “tudo é pesquisa acadêmica”, “nada é pesquisa acadêmica”... vocês sabem como essa merda é.
assista Fase IV - Destruição.





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[1] “coincidentemente”, ano de morte do Thomas Kuhn e do Renato Russo.
[2] Arthur Nigel Davenport {1928-2013}, que participou da versão d’A Ilha do Dr. Moreau, de 1977, do Don Taylor; do Drácula de Bram Stoker, de 1974, de Dan Curtis; e o FUDIDAMENTE CARALHALMENTE OBRIGATÓRIO PRA TODO MUNDO QUE GOSTA DE CINEMA Carruagens de Fogo, de 1981, do Hugh Hudson. 
[3] sim, o do Paul Thomas Anderson, que preciso tomar vergonha na cara algum dia pra ver algum dia.
[4] uma tradução literal desse nome seria “pinto maconheiro”. maluco nem deve ter sido zuado por causa desse nome, ainda mais à época da contracultura em alta.
[5] como dizer que é velho sem dizer que é velho.
[5.1] idem
[6] tem um filme que ele trampou que preciso ver porque é adaptação pro cinema do romance Siddharta, do escritor germano-estadunidense Herman Hesse (1877-1962), e [essa adaptação] é de um ano antes do lançamento do Fase IV.
[7] num primeiro momento, inferências e conclusões podem até ser a mesma coisa. mas, dentro do contexto aqui desenvolvido, não são.
[8] o outro é Amnésia, de 2000. Oppenheimer, desse ano, eu vi e fiquei “‘tá, mas e ai?”, fora que ele forçou pra caralho em muita coisa nesse ai.
[9] preciso até fazer uma resenha sobre essa HQ aqui no blog.

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

sobre os (não-)ateus e/ou (não-)drogados e/ou (não-)militantes da universidade pública

a pessoa fala de consumo de drogas dentro da universidade pública como se consumir drogas fizesse parte de processo avaliativo das disciplinas e como se a renovação da matrícula a cada semestre dependesse do consumo periódico/constante de drogas.
¿sabem quem fala esse tipo de merda, que se consome drogas dentro da universidade pública com a mesma habitualidade de quem bebe água? 
quem não sabe que bebida alcoólica também é droga, que remédio pra dormir também é droga, que tem todo um lobby político-econômico da indústria de bebidas e da indústria farmacêutica pra criminalizar o consumo de outras drogas, nem sabe onde fica o campus de uma universidade pública mais próximo da sua casa, não sabe como uma universidade pública funciona porque nunca estudou em uma e, no máximo, só se informa do que acontece no mundo pela internet. geralmente, através de conteúdo altamente duvidoso. sim, se deve duvidar de tudo, mas tem conteúdo que não dá não. fora que esse pessoal, esse mesmíssimo pessoal ai não sabe ler uma porra de um trabalho, quer logo julgar o trabalho pelo título, ao invés de ir lá ao resumo e ver do que se trata tampouco, a porra da introdução do trabalho. não menosprezando menosprezando sim e foda-se, mas esperar o quê de quem, né non?
“ah, mas eu estudei em uma universidade pública” 
egresso de universidade pública que fala isso era o que, na minha época de CEFET, chamávamos de “número de matrícula”: entra/va mudo e sai/a calado. só sabe/sabia chegar à sala de aula e ir embora, só frequenta/va evento na instituição pra pegar carga horário. sabe/sabia, no máximo, no máximo, caminho da secretaria e do refeitório. ‘tá/‘tava errado? não, não ‘tá/‘tava. ‘tá errado quando quer se meter a dizer “na minha época da universidade”, quando nem viveu sua “época da universidade”. faz o favor pra todo mundo de ir se fuder, vai. 
“na minha época, só tinha militante comunista” sem saber nem que porra é comunismo, apesar de que, realmente, militante, independente da ideologia[1], é chato para um caralho. “tinha muito marxista”, marxista é um bicho muito chato e muito emocionado, mas o “número de matrícula” sabe nem que porra é marxismo, não sabe citar uma obra, um texto, um mísero ensaio. “eu só tive professor doutrinador”, pessoa sabe nem que porra é doutrinação e, mesmo tendo pai professor ou mãe professora (ou não), não sabe que professor mal tem tempo pra se coçar, que dirá pra se preocupar em doutrinar outrem. “pessoal só queria saber de greve” sabe nem pelo que o pessoal fazia greve, caralho. “pessoal fazia troça de mim porque eu era/sou cristão” pessoal tem mais o que fazer do que perseguir alguém pela sua religião, tanto que tem evento eclesiástico dentro dos liceus e geral nem tchum, totalmente foda-se. mazagora o que eu vi de fresc@ enchendo a porra do saco quando teve evento de religião afro-brasileira, CARALHO.
pessoal pensa que, na universidade pública, pessoal não tem o que fazer e vai fazer os outros virarem ateus e/ou drogados e/ou militantes[2] pra queimar o filme do ensino superior. deixa eu contar um segredo pra vocês: sabem quem vira ateu e/ou drogado e/ou militante na universidade pública? isso mesmo, quem já tem predisposição pra virar ateu drogado militante e só precisava dum insert coin, press start pra sê-lo. isso quando @ alecrim não deixa sua religião e vira drogado e/ou militante. isso quando @ alecrim já não entrou ateu e/ou drogado (viciado em remédio pra dormir ou pra qualquer outra porra também é ser drogado sim e vai se fuder se tu pensas o contrário)  e/ou militante. ninguém, NINGUÉM vai te amarrar, pegar as drogas e enfiar tua goela abaixo ou ameaçar matar tua família ou cancelar tua matrícula se tu não usares drogas, se tu não abandonares tua religião ou se tu não ingressares em algum movimento (geralmente, o movimento estudantil[3]).

eu já não gostava de militante antes de ingressar no CEFET, os militantes que conheci no CEFET me fizeram gostar menos ainda de militante. quando ingressei na UFPA, os militantes que conheci através dos meus amigos fizeram eu pegar um indiscutível, inexorável e insofismável RANÇO de militante. muito mais porque eu andava bebia igual um filho da puta que viu o time perder o campeonato em casa mesmo tendo a vantagem e descobriu que é corno assim que chegou em casa com gente que andava com esses caralhos que fez muita gente me confundir com eles, o que me fez perder oportunidades de estágio e de comer muita mulher[4]. se fiquei puto com isso?
NÃO, IMAGINA, FIQUEI FELIZ PARA UM CARALHO COM ISSO. PODEM TER CERTEZA DISSO!

VOLTANDO 
pessoal da direita diz que “o pessoal da esquerda controla a narrativa da universidade pública” e quer colocar gente lá pra “assumir o controle dessa narrativa[5]”. um excelentíssimo exemplo dessa patifaria é “ah, mas o professor de esquerda não gostou do meu trabalho e não deixou passar, disse pra eu fazer outro”.
eu até achava isso frescura e mania de perseguição. ai fui ver uns trabalhos ai de “gente de ‘direita’” e PUTA QUE PARIU, DOIDO, só tema sem pé nem cabeça, totalmente desconexo da realidade acadêmica e do que seu curso propõe. o homo universitarius padrão já não gosta de ler material acadêmico, convenhamos, é um fato que TODO MUNDO sabe e NINGUÉM nega. o homo universitarius de direita lê menos ainda e acaba fazendo uma merda maior ainda, acaba fazendo um trampo de conclusão de curso só pra se livrar mesmo. ‘tá errado? não, não ‘tá.
mazessa galera ai, essa mesma galera que lê muito menos do que o habitual, que caga pra pesquisa (mesmo que não queira enveredar pela pesquisa, mesmo porque ninguém é obrigad@ mesmo), que não sabe de PORRA NENHUMA que ‘tá acontecendo no lugar que assiste aula, que só sabe o nome de quem ‘tá ministrando disciplina porque é obrigatório fazê-lo que também propaga esse tipo de merda: “pessoal usa droga como quem bebe água e diz ‘bom dia’”; “na minha época, só tinha militante comunista”; “tinha muito marxista”; “eu só tive professor doutrinador”; “pessoal só queria saber de greve”; “pessoal fazia troça de mim porque eu era/sou cristão” e mais uma lista de bobagens que só é pra passar raiva. geralmente, essa galera é a que mais faz mais merda quando ninguém ‘tá vendo e deixa na surdina, criticando abertamente quem faz com todas as letras possíveis e em caixa alta e neon que dá pra ver de high above fields of marte[7]. NÃO IRONICAMENTE E NÃO COINCIDENTEMENTE, esse pessoal, esse mesmíssimo pessoal também é o mesmíssimo pessoal que não sabe ler uma porra de um trabalho, julga o trabalho pelo título, ao invés de ir ao resumo e ver do que se trata porque não entendeu o título; tampouco, a porra da introdução do trabalho. mas como falei, esperar o quê de quem? que fossem os Josés Maria Bassalo[8] e as Sônias Albuquerque[9] de suas gerações? não, né, porra? não mesmo. “não” em todas as línguas faladas pela nossa espécies, em todos os períodos até o da confecção deste texto. 
pessoal da direita quer colocar gente na universidade pública pra “assumir o controle da narrativa” pra quebrar a academia pelo lado de dentro pra poder sucatear pra poder justificar privatização da mesma. longe de mim dizer que gente de direita não pode cursar universidade pública, porque ela é – TEORICAMENTE É, DEVERIA SER[10] – de todos para todos e para todos e uma das graças do liceu é justamente a diversidade (ainda que com seríssimos limites e seríssimas restrições, porque ninguém merece bolsominion, lulaminion, neonazi[11], ancap[12], socialista lambedor de rabo da URSS com camisa do Che Guevara[13] e liberal privatista[14]) é a graça da academia.
podem até me chamar de teórico da conspiração[15], paranoico[16], o caralho que for isso nos coloca em rota de colisão, estamos em rota de colisão[17], mas do jeito que o direitista/liberal brasileiro médio é gerado e concebido por uma chocadeira queimada, césio-137 no lugar do cérebro e uma tara incurável/intratável por privatização, não se pode-se duvidar jamais dessa possibilidade. ademais, sabem gosta duma doutrinaçãozinha de leve e no jeitão? isso mesmo, direitista. preciso lembrar do projeto “escola sem partido”? as escolas confessionais são controladas por esquerdistas/progressistas[15]? pois então.
DISCLAIMER: VAI SE FUDER SE TU VIERES COM O PAPO DA “AH, MAS A ESQUERDA TEM A ‘IDEOLOGIA DE GÊNERO’ QUE QUER QUE TODO MUNDO ACEITE”!
vai ter gente que vai falar das aceitações de indivíduos que não são “facilmente” aceitáveis? sim, vai. indivíduos que foram historicamente e socialmente marginalizados e ignorados e que SÃO historicamente e socialmente marginalizados e ignorados. não vou cair na hipocrisia de que a esquerda também marginaliza e ignora muitos destes indivíduos e não os usa quando lhe convém, porque sim, a esquerda marginaliza e ignora muitos destes indivíduos e só os usa quando lhe convém. não precisei de ninguém pra me dizer isso porque eu vi e já fui massa de manobra quando eu ainda não era ciente disso e não era conveniente pra muita gente que eu tivesse ciência disso.
PORÉM, não quer preto na universidade? vai ter preto na universidade. não quer indígena na universidade? vai ter indígena na universidade. não quer mulher trans na universidade? vai ter mulher trans na universidade. vai ter pardo, mameluco, estrangeiro, portador de necessidade especial, o caralho que for na universidade porque sim. TODO MUNDO SE FODE PAGANDO IMPOSTO PRA TODO MUNDO ESTAR NA UNIVERSIDADE SIM E PORQUE SIM.
“ah, mas a universidade não é lugar pra esse tipo de gente” – quem diz “pessoal usa/va droga como quem bebe água e diz ‘bom dia’”; “na minha época, só tinha militante comunista”; “tinha muito marxista”; “eu só tive professor doutrinador”; “pessoal só queri/a saber de greve”; “pessoal faz/ia troça de mim porque eu era/sou cristão” e mais uma lista de bobagens que só é pra passar raiva vai dizer. tenho uma excelentíssima e maravilhosíssima notícia pra mim e uma péssimíssima e horribilíssima notícia pra esse tipo de gentalha: A UNIVERSIDADE É LUGAR PRA ESSE TIPO DE GENTE TAMBÉM SIM E PORQUE SIM, POR MAIS QUE VOCÊS NÃO QUEIRAM E VOCÊS NÃO TEM QUE QUERER PORRA NENHUMA.

quem ficar incomodado com isso, pode ir pra Ucrânia ou pra (Terror)Israel, os dois países estão aceitando brasileiros. aqui não vão fazer falta.


quer ser ateu? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
quer ser religios@? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
quer ser drogad@? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
quer ser militante? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
não quer fazer universidade? não faça, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.

sim, viver em comunidade é uma merda, mas o máximo que podemos fazer é facilitar a vida de todo mundo, começando por não escrotizar a vida de todo mundo e pra todo mundo. 
sim, a teoria é uma maravilha.
sim, falar é mais fácil do que fazer.



postagem dedicada ao Prof. Dr. José Maria Filardo Bassalo[18] (1935-2015), que eu tive a indizível honra de conhecer quando ainda vivo; a toda que conheci de movimento estudantil que não foi otári@ comigo quando eu ‘tava na graduação[19] e a tod@s @s junkies que conheci em igual interim.
¡vocês foram e são, no melhor sentido da palavra, foda! .





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[1] existem direitas e existem esquerdas, mas isso é conversa pra outro post.
[2] militante de direita ou militante de esquerda, ambos são igualmente insuportáveis para um caralho.
[3] queria mandar aqui um grande “HAIL AND KILL!” pra todo mundo que conheci de movimento estudantil que não era otári@ e não foi otári@ comigo.
[4] como se já não fossem suficientes meus defeitos e péssimos hábitos da época pra queimar meu filme gratuitamente.
[5] se vocês soubessem a raiva que tenho da ressignificação desse termo para utilização nesse contexto...
[6] outra conversa pra outro post.
[7] malz, não deu pra não fazer a referência.
[8] José Maria Filardo Bassalo (1935-2015), engenheiro civil pela Escola de Engenharia do Estado do Pará, bacharel em Física pela Universidade de Brasília; mestre e doutor em Física pela Universidade de São Paulo. 
[9] Sônia Cristina de Albuquerque Vieira, doutora e mestra em Ciências Sociais, com ênfase Antropologia pela Universidade Federal do Pará; e licenciada plena em Ciências da Religião pela Universidade do Estado do Pará.
[10] tem que espancar neonazi até suástica nazi virar cata-vento. nem dá pra fazer ração pra bicho com carne de neonazi porque o bicho vai ficar envenenado e, posteriormente, imprestável pra qualquer uso.
[11] eu já falei que ancap não é gente e sua opinião é automaticamente desconsiderada em qualquer situação? ancap não é gente e sua opinião é automaticamente desconsiderada em qualquer situação.
[12] ironicamente esse pessoal seria morto no regime soviético e/ou pelo Che Guevara.
[13] idem nota 11.
[14] teórico da conspiração e conspiracionista são a mesma coisa? não sei, responde ai nos comentários. 
[15] paranoicuzão ou paranoicuzinho?
[16] idem nota 7.
[17] sim, EXISTEM DIFERENÇAS entre esquerdistas e progressistas. sim, também é outra conversa pra outro post.
[18] curiosidade curiosa: ele foi avô de um maluco que fez segundo e terceiro anos do ensino médio comigo, inclusive.
[19] podem até me chamar de “maldito hipócrita do caralho” porque namorei com duas, a Heiđrun, a Ina e a Annie. eu falei pra caralho delas aqui em muitos e muitos posts.

domingo, 31 de julho de 2022

THE MAN WHO FELL TO EARTH – crítica e análise da série

ouvindo: GISM, Detestation, de 1983.
era pra ter tido mais postagens este mês mas apareceu muito trampo pra fazer e escrevi muitos contos, então não deu não. ‘bura ver mês que vem que acontece.

“It’s a matter of prescience,
No, not the science fiction kind.
It’s all about ignorance,
And greed and miracles for the blind.
The media parading, disjointed politics
Founded on petrochemical plunder,
And we’re its hostages.” 
– Bad Religion, “Kyoto Now!”

The Man Who Fell To Earth
, série de televisão de 2022, criada por Jenny Lumet[1] e Alex Kurtzman (Star Trek, Transformers, Watchmen, Cowboys & Aliens). produção conjunta da Secret Hideout, Timberman/Beverly, StudioCanal e CBS. distribuído pela Paramount.

pra entender a série The Man Who Fell To Earth, deste ano. é preciso, inicialmente, ver e entender três filmes. sendo estes, nessa ordem O Dia em que a Terra Parou – que comentei NESTE POST –, O Homem que Caiu na Terrae Starman.
O Dia em que a Terra Parou
, de 1951, dirigido por Robert Earl Wise (1914-2005), roteiro de Edmund Hall North (1911-1990), sobre o conto O Mestre Sou Eu, de 1940, escrito por Hiram Gilmore “Henry” Bates (1900-1981). produzido e distribuído pela 20th Century Fox.
O Homem que Caiu na Terra
, de 1976, dirigido por Nicolas Jack Roeg, roteiro de Paul Mayersberg, sobre o livro homônimo de Walter Stone Trevis. produzido e distribuído pela British Lion Films.
Starman
, de 1984, dirigido por John Carpenter e roteiro de de Bruce Ansile Evans (Assassinos[2], Conta Comigo[3]) e Raynold Gideon (Paixão Eterna, A Ilha da Garganta Cortada[4]). produção conjunta da Industrial Light & Magic e Delphi II Productions. distribuído pela Columbia Pictures.

O Homem que Caiu na Terra é baseado no livro homônimo do estadunidense Walter Stone Trevis (1928-1984[5]), publicada em 1963. é um filme de 1976, dirigido por Nicolas Jack Roeg (1928-2018) (A Convenção das Bruxas[6], Eureka, Inferno ou Paraiso) e seu roteiro foi escrito por Paul Mayersberg. o livro eu pretendo ler ainda esse ano, mas não vou criar expectativa porque já tenho uma pica de coisa pra ler antes pra outros fins.
já Starman foi produzido pelo MICHAEL DOUGLAS[7] e quem era pra dirigir primeiro era o Adrian Lyne (9 ½ Semanas de Amor, Atração Fatal, Lolita), mas ele ‘tava trampando o OBRIGATÓRIO Flashdance, de 1983. depois era pra ser o Peter Hyams (TimeCop: Guardião do Tempo, Morte Súbita, 2010: o ano que faremos contato, Fim dos Dias, Deu a Louca nos Monstros). depois era pra ser o Tony Scott (1944-2018) (Top Gun, Um Tira da Pesada 2, Inimigo do Estado, Maré Vermelha, Jogo de Espiões). e então o projeto passou pras mãos do JOHN FUCKIN HELL MASTER OF UNIVERSE CARPENTER[8], com roteiro de Bruce Ansile Evans e Raynold Gideon, indo pros cinemas em 1984.
mas então que tem um documentário italiano chamado Starman, de 2020, dirigido e escrito por Gianluca Cerasola, contando a trajetória do astronauta italiano Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia[10], único europeu a ter comandado a Estação Espacial Internacional e o primeiro a realizar caminhadas espaciais.
Starman
, de 2020, dirigido e escrito por Gianluca Cerasola
EXCETO ESTE ÚLTIMO STARMAN, estas obras dialogam a questão do “visitante” extraterreste/alienígena/extraterráqueo/extraterreno vocês entenderam que vem à Terra com alguma missão que só pode ser realizada aqui, geralmente pra conscientizar nossa espécie que está cometendo suicídio social[9], ambiental, cientifico, tecnológico, o escambau. 

mas qual é o papo de The Man Who Fell To Earth, no fim das contas?
Chiwetel Ejiofor (Amstad, Quatro Irmãos, O Gângster, 2012, Perdido em Marte. Doutor Estranho) interpreta um extraterreste/alienígena/extraterráqueo/extraterreno vocês entenderam, oriundo do planeta Anthea, é enviado à Terra para descobrir/desenvolver uma tecnologia que salve o ecossistema de sua terra mater, destruída em decorrência de guerras nucleares. após uma referência/homenagem ao primeiro Exterminador do Futuro e outra a Mad Max e parar numa delegacia de polícia, ele toma o nome Faraday da oficial que o “atende”,  obviamente em homenagem ao físico britânico Michael Faraday (1791-1867).
como eu já sabia que tinha visto a cara dessa oficial em algum lugar, fui dar uma fuçada na ficha técnica da série e descobri que quem a interpreta , é a Martha Campbell Plimpton, que atuou SOMENTE n’Os Goonies[11] e também na ficção científica que não tem cara de ficção científica A Costa do Mosquito, de Peter “DEAD POETS SOCIETY” Weir (O ano que vivemos em perigo, Sociedade dos poetas mortos[12], A Testemunha, O show de Truman, Mestre dos mares), cujo roteiro foi baseado no romance homônimo de Paul Theroux, publicado originalmente em 1981.
Os Goonies
, de 1985, direção de Richard “Máquina Mortífera” Donner e roteiro de Chris Columbs, sob história de Steven Spielberg. produzido pela Amblin Entertainment e distribuído pela Warner Bros. Internacional.
A Costa do Mosquito
, de 1986, direção de Peter Weir e roteiro de Paul Joseph Schrader, baseado no romance homônimo de Paul Theroux. produzido pela Saul Zaentz Company e distribuído pela Warner Bros. Internacional.

então Faraday vai em busca de Justin Hammer Gravity Falls (Naomie Harris [007: Skyfall{13}, Moonlight, Mandela: Longo Caminho para a Liberdade]), física e engenheira formada pelo MIT, cuja tese de doutoramento é sobre uma nova tecnologia de produção de energia limpa, que poderia substituir os combustíveis fosseis (i.e., petróleo). após muitas pendengas e idas e vindas, e Faraday ter conhecido Joshua (Clarke Peters [K-Pax{14}, Marley & Eu, Um lugar chamado Nothing Hill]), pai de Justin, e Molly (Annelle Olaleye), unigênita da cientista, cientista como o pai, vão atrás de Hatch Flood (Rob Delaney [Deadpool 2, Rocketman{15}), cientista britânico que quase leva a empresa criada pelo pai, Cliver Flood (Laurie Kynaston), pro buraco..
essa empresa “familiar” se chama OriGen não confundir com a InGen, de O Mundo Perdido: Jurassic Park, cuja CEO é a irmã de Hatch, Edie não, não o mascote do Maiden (Sonya Blade Cassidy), mãe de Clive (Laurie Kynaston) e gestora com mão de ferro thatcheriana. os irmãos Fenris[16] são ferradamente encoxados assediados pelo agente da CIA Spencer Clay (Jimmi Page Simpson) para que os Hatch entreguem a ele Faraday porque sabe que Faraday o levará ao Thomas Jerome Newton (Bill Ward[17] Nighy) que – OLHA SÓ QUE COISA! – enviou o Faraday à Terra pra terminar a quest que não conseguiu fazer porque – OLHA SÓ QUE COISA!² – a CIA caiu em cima dele e fez de tudo para desacreditá-lo publicamente, o que o fez sumir do mapa e fuck off and die Central Intelligence of America. Clay despiroca valendazideia a ponto de tirar sua superior – Drew Barrymore Finch (Kate Mulgrew[18]) – da jogada, que o colocou n[est]a jogada, para conduzir a operação sozinho.
O Mundo Perdido: Jurassic Park
, de 1997, dirigido por Steven NÃO PRECISO DIZER QUEM É Spielberg e roteiro de David Koepp (Missão: Impossível, Quarto do Medo, O Efeito Dominó, trilogia Homens de Preto). sobre o livro homônimo de John Michael Crichton (1942-2008), publicado em 1995. produção conjunta da Amblin Entertainment e da Universal Pictures. distribuído pela Universal Pictures.

no fim das contas, no frigir dos ovos, no cantar do cisne, [a série] The Man Who Fell To Earth acaba sendo inicialmente e não somente uma continuação direta do filme homônimo. tudo que ‘tá na série ‘tá no filme do Roeg aparece diretamente e INdiretamente nessa série, mas não pegando o timing expressionista alemão do filme – ao contrário, centrando-se então na sci-fi fuckin hard, na qual físicos especialistas em eletromagnetismo e energias limpas, engenheiros mecânicos, engenheiros de produção, matemáticos, musicistas e engenheiros eletricistas deleitar-se-ão para um caralho e ISOCRONICAMENTE tratando racismo[19], misoginia, machismo, sexismo, etarismo, violência e abuso policial, tretas familiares quando tem muita grana pra caralho na jogada, crise na ciência, tretas diplomáticas, crise na tecnologia e questão ambiental  no .12 NA SUA CARA sem meias palavras de duplo sentido. Lumet e Kurtzman não têm medo algum de apedrejar todas as janelas possíveis e todas as discussões estão lá, muitas vezes, de forma simultânea que PROPOSITALMENTE não te deixam respirar até aparecer as letras dos créditos ao final de cada episódio. tem até uma zuada com a guerra na Ucrânazista, mas isso terás que descobrir sozinh@. 
[a série] The Man Who Fell To Earth não tem um ritmo linear, tem momento que tem que fazer muita força pra conseguir acabar o episódio e nem sempre a construção climática tem o resultado esperado. Faraday e Clay competem severamente pra saber qual personagem te deixa mais puto com o maior número de presepadas que aprontam. É VIRTUALMENTE E HUMANAMENTE IMPOSSÍVEL não odiar Edie Flood, que está totalmente dedicada odiada em fazer o espectador passar raiva, tal como É VIRTUALMENTE E HUMANAMENTE IMPOSSÍVEL não criar empatia pelos dramas e derrotas e frustrações de Justin Falls e Hatch Flood, muitíssimo mais pela primeira. Molly e Clive representam o espectador quanto a ser jogado no olho do furacão e se perguntar-se, continuamente, o que ‘tá acontece-ndo de fato a nível microscópico e a a nível macroscópico na série. a analista da CIA Lisa Simpson Dominguez (Joana Ribeiro) é a, a seu modo, verdadeira veia da Havan dessa temporada, muito mais que o retardoido do Clay, a Edie é caloura do parquinho perto dela e é isso que a salva de ser totalmente encarcada fist fucked with two mãos full hard full mode pela Finch[20]. por fim, mesmo que este quem vos fala já tenha morrido por dentro faz uma cara[21], É VIRTUALMENTE E HUMANAMENTE IMPOSSÍVEL não amar o Joshua Falls. se não criares nenhum apreço por este personagem, tu estás morto desde o momento que foste concebido ainda no ventre da tua mãe.
[a série] The Man Who Fell To Earth convence, e mais ainda se veres o filme homônimo antes ou depois de sacares a série, mesmo que funcionem muito bem de forma independente. não são obras “fáceis” e “acessíveis”, não só por serem ficção científica, mas por forçarem ao máximo o que o/a espectadora tem para poder pegar tudo que a[s] obra[s] te[ê]m a oferecer.dá pra abrir n discussões acadêmicas ou não sobre o que o Super Sentai Trevis, Roeg, Mayersberg, Lumet e Kurtzman botam na mesa com The Man Who Fell To Earth. se tu conseguires chegar ao sexto episódio e conseguir terminar, tu consegues fechar a temporada.
assista The Man Who Fell To Earth.
 




[1] já posso ficar admirado por ela ser filha do Sidney Arthur FUCKIN Lumet (1924-2011), cineasta estadunidense, responsável por filmes como O Veredicto, Serpico, Assassinato no Expresso Oriente e Negócios de Família;
[2] o dirigido pelo Richard Donner e estrelando o Stallone e o Banderas, cuja morte do personagem  foi RIDÍCULA, feat. PATÉTICA;
[3] FILME QUE DISPENSA APRESENTAÇÕES;
[4] não recomendo nem pra ver como passatempo porque não tem nada pra ver!
[5] MAZULHA ESSA COINCIDÊNCIA!
[6] CLÁSSICO OBRIGATÓRIO!
[7] DISPENSA APRESENTAÇÕES;
[8] idem; 
[9] não preciso dizer quem eu ‘tô citando;
[10] instituição intergovernamental criada em 1975 a partir da fusão da Organização Europeia de Desenvolvimento de Lançamento (no original European Launcher Development Organisation, de, acrônimo ELDO) – criada em 1960 – e da Organização Europeia de Investigação Espacial  (no original European Space Research Organisation, de, acrônimo ESRO) – criada em 1964 –, dedicada à exploração do espaço e atualmente com 22 Estados-membros;
[11] não conhece? se mata, cachorro imundo, faz esse favor rápidão vai, assiste e depois volta pra terminar esse texto;
[12] idem comentários 3 e 11;
[13] no qual ela foi a primeira preta a interpretar a famosa secretária Money Penny e pelo qual a Adele recebeu o Oscar de Canção Original;
[14] CARALHO, EU NEM LEMBRAVA MAIS DESSE FILME!
[15] tenho até que ver essa porra, mais um pra fazê-lo é ver esse bicho fazendo o Elvis Presley;
[16] não, não o totem da tribo escandinava do RPG Lobisomem: o Apocalipse e sim os irmãos Andrea e Andreas von Strucker, sobrinhos do Barão Werner von Strucker, criados pelo roteirista estadunidense Christopher Claremont e seu compatriota, o artista John Salvatore Romita, cuja primeira aparição foi na edição 194 de Uncanny X-Men, de junho de 1985; 
[17] referência óbvia tanto ao batera do Black Sabbath quanto ao cartunista homônimo ao baterista do Black Sabbath;
[18] eu sabia que conhecia essa caralha de alguma série. fui wikipediar sim, criei esse verbo agora, podem usar que não vou cobrar royalties e descobri que ela fez a capitã Kathryn Janeway em Star Trek: Voyager e a Rayner Fleming no CRÁSSICO do cine mentira Remo: Desarmado, mas Perigoso. sobre ele, rever o comentário 11;
[19] NÃO. EXISTE. RACISMO. REVERSO. EM. NENHUM. LUGAR. DO. MUNDO.
[20] preciso até ver esse filme com o Hanks, inclusive, uma hora rola;
[21] isso em si já dá uma série de postagens, e só postagem MONSTRA. mas não se iludam PORQUE ISSO NÃO VAI ACONTECER.










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sexta-feira, 15 de julho de 2022

EX-DRUMMER - crítica e análise do filme

 ouvindo: GISM, M.A.N. (Military Affairs Neurotic), de 1987.

respondasem pensar: qual foi o último filme estadunidense que chutou sua boca? qual foi o último filme estadunidense que te deixou fudido das ideias? resposta difícil. mais fácil um filme brasileiro ter te deixado assim. sim, o que o brasileiro médio pensa sobre o cinema brasileiro já vale aquele textão no jeito entretanto, é inegável dizer que europeus e asiáticos são campeões mundiais e olímpicos em fazer filme pra acabar com o psicológico do cabocu dá pra fazer um post só listando as pedradas made in Eurasia. e então temos, tem-se Ex-Drummer, filme belga de 2007, escrito, dirigido e produzido por Koen Mortier, baseado no livro homônimo do escritor, poeta, dramaturgo e colunista Herman Brusselmans, publicado em 1994.
Ex-Drummer, de 2007, escrito, dirigido e produzido por Koen Mortier, baseado no livro homônimo do escritor, poeta, dramaturgo e colunista Herman Brusselmans

eu gosto de cinema. eu gosto de punk rock. eu gosto do conceito de arte como ferramenta de crítica social através do incômodo e do mal estar, de deixar o espectador FUDIDO, na merda. quando vi as críticas de Ex-Drummer feitas pelo Lucas Maia, do Refúgio Cult[1] e pelo cara do Getro[2], pensei “CARALHO, ESSE É O FILME PRA VER E COMENTAR”. ontem vi e..... 
caralho, a pegada do filme é tensa pra porra. é perfeitamente compreensível parar o filme muitas vezes pra parar e tomar um ar pra continuar. a metodologia de fotografia e montagem é totalmente alinear, pra bagunçar mesmo e propositalmente seu cérebro e senso de direção, o roteiro é assim também, não te deixa quieto até mesmo nos momentos mais “legalzinhos”, sem aspas e com muitas ressalvas. atrevo-me dizer que é o Apocalypse Now! dos filmes de punk rock.
Apocalypse Now!
, de 1979, dirigido por Francis Ford Coppola e escrito por ele e John Millius[3], baseado no romance O Coração das Trevas, do escritor e marinheiro anglo-polonês Józef Teodor Konrad Korzeniowski, a.k.a. Joseph Conrad (1857-1924).

pode não parecer, mas exceto Lio (interpretada por Dolores Bouckaert), a esposa de Dries (o narrador do filme), ninguém é o que se pode chamar de “mentalmente estável”[4]. falando no Dries (interpretado por Dries Vanhegen), ele é um escritor famoso e o filme começa com ele sendo visitado por um trio: Keon de Geyter, um neonazista (interpretado por Norman Baert) e dois portadores de necessidades especiais[5], Jan Verbeek (interpretado por Gunter Lamoot) e Ivan Van Dorpe (interpretado por Sam Louwyck) que vão convidar Dries para ser baterista da banda que só vai tocar uma música em um só evento e depois terminar. 
mas o Concurso de Rock de Leffinge é só o estopim da cagada ensaiada completa, já que o Dries é, de longe, o personagem mais cretino e escroto da história, por motivos de espremer o pior do pior de Geyter, o Van Dorpe e o Verbeek e suas respectivas famílias para conseguir material de inspiração para seu próximo livro – tanto que, SOMENTE PARA ISSO, aceita integrar a empreitada, a ponto de ministrar o nome do projeto. quando te perguntarem porque rico não vale porra nenhuma e só quer que pobre se foda, apresente Dries.
recomendo, dicumforçamente, ver sozinho ou com alguém que vá na mesma vibe, porque... Ex-Drummer faz parecer Hermes e Renato ser um Patati-Patatá Especial de Dia das Crianças. posso dizer que imagino as caras deles [do Fausto[7] e do Franco Fanti, do Marco Antônio Alves, do Felipe Fagundes Torres, do Adriano Pereira e do Bruno Sutter] vendo a película belga e eles dizendo “caralho, doido; caralho, doido; caralho, doido; vai se fuder, doido; vai se fuder, doido; vai se fuder, doido; vai se fuder, doido; não é possível, doido; não é possível, doido; não é possível, doido”. se ELES ficariam assim, imagina quem... como dizer?... não trabalha com humor negro[7] e arte[8] e quem ‘tá fora totalmente dessa seara vai levar paulada com viga de concreto do começo ao final de Ex-Drummer.
não necessariamente respondendo às perguntas que abri o post, mas posso dizer que lembro de Kids, dirigido por Larry Clark (Bully[9], Desafios da Rua) e escrito pelo roteirista, músico e cineasta Harmony Korine (Levando A Vida Numa Boa[10], Julien Donkey-Boy). não querendo fazer comparação de qualidade, equalização, a puta que pariu, mas... os filmes do Larry Clark podem ser ótimos aperitivos para Ex-Drummer. PODEM SER.
Kids
, de 1995, dirigido por Larry Clark e escrito por Harmony Korine. produzido pelos estúdios Independent Pictures, The Guys Upstairs, Killer Films, Shining Excalibur Films e Kids NY Limited, e distribuído pela Shining Excalibur Films.

eu penso assim: se faz chocar, faz pensar. Ex-Drummer não é nada fácil, é mastigar concreto protendido com soda cáustica. mas concordo totalmente com o cara do Getro sobre esse texto ser uma obra sobre o que é a miséria humana e o que o ser humano é capaz de fazer enquanto se vê em momentos de desespero e impotência. e tudão ao som de punk rock de qualidade e de responsa. Ex-Drummer vai querer te fazer desistir de ver a pelo menos 5 a 5 minutos de filme, até mesmo se teu cérebro for localizado no intestino, teu reto desemboque na tua boca e tenhas noção e discernimento zero sobre trato social e convivência com outrem.
ou seja e enfim: não tem como ficar impassível a Ex-Drummer, é punk pra quem gosta de punk, mas não é necessariamente cinema pra quem gosta de cinema.
citando Clooney: “boa tarde e boa sorte com Ex-Drummer”.






in memoriam Fausto Fanti Jasmin 
 




[1] ver essa crítica com spoilers clicando AQUI!
[2] ver essa crítica com spoilers clicando AQUI!
[3] SIM! O DIRETOR DE CONAN, O BÁRBARO E INFERNO VERMELHO!
[4] se é que existe alguém assim nessa vida, consta-se;
[5] eu usaria um dos termos usuais, mas não é do meu agrado, nenhum dos dois me convém;
[6] quando ele ainda era vivo, visto que o filme é de quando ele ainda era vivo/
[7] tem um cara que vai trabalhar a problemática desse termo, EU NÃO SOU ESSE CARA;
[8] podem ter certeza que não estou incluindo stand up nesse balaio;
[9] que também preciso comentar por aqui, inclusive;
[10] ‘tava considerando ver o filme porque tem surf e skate, desisti quando vi o trailer.










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terça-feira, 12 de julho de 2022

“POBREMAS” GERAIS DE ENTENDIMENTO

ouvindo: discografias Acute, banda japonesa de hardcore.

é geralmente, mundialmente sabido que o Brasil é um país de contradições. pra quem o analisa por qualquer microscópio[1], nota que é, inclusive, um país de IRONIAS.
o último post foi de 15 de junho deste ano, tem uns e outros posts prontos pra subir, mas considerei de bom tom fazer este após duas discussões que tive no Facebook a partir dos seguintes prints[2].
esse foi do Se tem placa, tem História
esse foi do Headbanger Da Trevas - Retorno 
(achei no Twitter o texto original, veja AQUI!)

diga-se logo: não sou lulista/petista/psolista, nenhum caralho desses. sou de esquerda, e só. mas tenho asco ao socialismo e ao comunismo, sendo muitíssimo mais simpático ao anarquismo do qual digo que sou militante porque dá muito trabalho explicar pra leigo a diferença entre “militante” e “estudioso”/“entusiasta”[3]. pra mim, marxista é igual flamenguista – nem é gente. ainda mais se for marxista-leninista.
todavia, sejamos honestos: independente disso, da posição política na qual se encontres, que eu me localizo, não dá pra dialogar com partidário do atual governo. se pra direitista – que tem como pautas sucateamento e privatização até do básico do básico da máquina pública, mesmo que nao tenha dinheiro pra bancar tais serviços básicos – não tem acordo, que dirá pra qualquer tipo de esquerdista. 
confraternização de esquerdista em qualquer lugar do mundo.

é IMPRESSIONANTE como essa galera consegue deturpar os fatos e procurar moral pra criticar algo que NÃO tem moral pra comentar/criticar. primeiro que falam da tal “pátria educadora do PT”. o brasileiro médio não tem uma educação básica que pode-se chamar de exemplar e faz piada de cada coisa que... CARALHO. fora as interpretações feitas com a bunda[4][5]. eu poderia citar n exemplos, mas vou me ater a um recente e a dois recorrentes. 
o exemplo recente é sobre o ASSASSINATO do Marcelo Arruda, tesoureiro da filial paranaense do PT *e* guarda municipal, pelo Jorge José da Rocha Guaranho, policial penal federal *e* apoiador do atual presidente. usemos o termo correto: ASSASSINATO. 
“QUAL É O ERRO?” bolsonaristas (e quaisquer desavisados sobre a questão) perguntam. são dois. PRIMEIRO que bolsonaristas (e quaisquer desavisados sobre a questão) perguntam porque tinha gente armada na festa de aniversário do Marcelo volta lá e relê a parte que digo que ele era FUCKING guarda FUCKING municipal. desde que me entendo por gente, NUNCA vi um guarda municipal sem porte de arma. no mais, e tem a esposa do cara, a Pamela Silva, é policial civil. VOCÊS JÁ VIRAM POLICIAL CIVIL DESARMADO, PORRA?!
SEGUNDO: o Jorge José da Rocha Guaranho chega lá, à FUCKING festa de FUCKING aniversário e diz que vai passar bala em todo mundo porque o tema da festa era o FUCKING Lula. O CARA PODIA FAZER UMA FESTA COM TEMA MARYLIN MANSON[6] QUE NINGUÉM TERIA NADA A VER COM ISSO, CARALHO!
o Jorge José da Rocha Guaranho volta lá, ARMADO, pra passar fogo em todo mundo e tem estúpido que “os dois tinham alguma rixa política e ele [Jorge José da Rocha Guaranho] foi lá resolver”. SE ISSO FOSSE VERDADE, o cara se via como um bastião da moral e dos costumes, não tinha outra ocasião pra desenrolar essa problemática, não?
TERCEIRO: “ah, eles já se conheciam, o cara [Jorge José da Rocha Guaranho] foi lá convidado pelo Marcelo [Arruda].” já derrubaram essa ai. é tão estúpida que nem vou comentar sobre.

agora o primeiro [exemplo] recorrente: a moral pra criticar outrem. lembram quando o atual presidente recebeu reuniu com Beatrix von Storch, deputada federal filiada ao partido Alternativa para Alemanha (AfD), além de ser vice-líder do mesmo?
isso aconteceu em julho de 2021, fora outros exemplos que podem ser visto nesse link aqui. 
“NHUM, MAS O MARCOS VALÉRIO DISSE QUE O PT TEM LIGAÇÕES COM O PCC”. ‘tá. ok. não ‘tô admirado não, todo partido político é uma organização criminosa e um grupo terrorista mesmo. qual é a surpresa? o atual governo, O ATUAL GOVERNO, já admitiu parceiragem com nazista, grupo de extermínio, milícias formadas por policiais militares e/ou civis, QUE MORAL QUE TEM PRA FALAR DO PT MANCOMUNADO COM PCC?!? não tem, velho. não tem. se for apoiador do atual presidente, calado, ainda ‘tá errado. se for apoiador do atual presidente, só de pensar, já ‘tá errado.
passemos ao segundo exemplo recorrente. o Grande Dicionário Unificado da Língua Brasile... Portuguesa de 2010 define, na pg. 625, “soberania” como um substantivo feminino caracterizado como “Qualidade ou funções de soberano” e “Qualidade do poder político de um Estado ou de um organismo que não reconhece acima de si nenhuma autoridade”. sem meios termos, intermédios, intramédios ou intermediações, e de modo somente binário: ou se patriota ou se é entreguista a favor do capital estrangeiro.
é sabido que liberal não vale caralho nenhum, mas pelo menos eles são honestos em seus interesses em fuder o próprio país em detrimento dos próprios [interesses], muitíssimo raramente pagando de defensores do bem-estar social ou de algo próximo a isso[7]. vide a criação do programa Bolsa Família, que foi criada pelo [liberal] Joaquim Domingos Roriz (1936-2018), governador do Distrito Federal por quatro mandatos, ministro da Agricultura e Reforma Agrária nas duas primeiras semanas do governo Fernando Collor[8][9].
um... talvez o grande embate dos liberais brasileiros[9], creio eu, seja que o Estado (que, aqui e ali, financia tanto o liberalismo quanto o capitalismo brasileiro[10]) nacional possibilite... gere... DESENVOLVA políticas públicas que fomentem a industrialização nacional para que a máquina pública não seja desmontada e entregue de mão beijada para o capital estrangeiro. o que, em si, é uma grande contradição do caralho, vista a entrega de mão beijada que o FHC fez da Vale do Rio Doce e da Telebrás[11] e a marmota que fizeram quando a Dilma quis privatizar o pré-sal[12]. qual a diferença desse monte de saco de estrume falante e ambulante pros bolsonaristas/bolsominions[13]? poder-se-ia dizer citar somente a falácia do patriotismo, sendo este DIRETAMENTE RELACIONADO à soberania NACIONAL. ou seja, não se pode ser patriota e entreguista do patrimônio nacional para empresas de outros países (quais países? FODA-SE, quaisquer países!).
MAS
ENTRETANTO
PORÉM
CONTUDO
TODAVIA
vê-se liberal estrangeiro defendendo desmonte da máquina pública do seu país? o patriota estadunidense mais aleijado mental da porra defende controle das centrais de distribuição de água e energia elétrica por grandes corporações? tanto patriota brasileiro quanto o liberal e o “liberal”[14] brasileiro que defendem tomarem nos cus a médio, curto e longo prazo. se fossem só eles, ‘tava era tudo certo, mas eles querem levar todo mundo, porra... ai não dá não. no mais: que porra de patriotas são esses que defendem entrada desenfreada de multinacionais pra depredar o país e o lucro obtido não ficar no país de origem. cadê o “BRASIL ACIMA DE TUDO?” tão proclamado a todas as direções da Rosa-dos-Ventos? é um brado seletivo? quem brada não sabe o que significa? ou só o faz da boca pra fora?
pergunta ai se os estadunidenses ficam felizes com a entrada de empresas estrangeiras nos EUA e o lucro indo pra Alemanha, pra França, pra Coreia, pra China e pro Japão[15]. sim. certo. ai tem a questão das questões trabalhistas, que faz muitas empresas tirarem suas fábricas de seus países de origem e mandar pra países] periféricos, com regulamentações trabalhistas menos rígidas/mais exploratórias – não, o adjetivo “flexível” NÃO se aplica neste contexto –, o Brasil incluso. claro que isso é assunto para outro post.

todavia e por fim, sabem onde a ironia reside?
os três – o patriota brasileiro, o “liberal” brasileiro e o liberal –, como os esquerdistas que sempre criticam, TAMBÉM são filhos da “pátria educadora do PT”. como se a educação fosse melhor nos governos anteriores...
pois é, né?





[1] i.e., “a partir de qualquer área do conhecimento”;
[2] e eu tinha jurado pra mim mesmo que não discutiria mais política no Facebook...;
[3] assunto pra outro post que já ‘tava até pronto, mas deu pau no hd do pc. então terei que refazer pra poder upar/
[4] que a Aline e eu batizamos de “cumenêutica”, i.e., “hermenêutica praticada com a bunda”;
[5] eu também dou meus foras que não são poucos quanto a isso, admito;
[6] sim, eu sei que preciso falar sobre isso aqui. eu não esqueci não; 
[7] Fernanda Falcão, eu ‘tô falando contigo;
[8] recomendo dicumforçamente ver o vídeo sobre o Fernando Collor do História Publica, que podes ver clicando AQUI. o cara é marxista-leninista, mas... enfim... o velho problema fudido do “mal necessário”;
[9] pra melhor entendimento sobre o assunto ler este artigo da Veja apesar dos pesares, chamado Bolsa Família: como uma ideia da direita se tornou a principal bandeira da esquerda brasileira, de 2015, do aleijado mental do caralho do Leandro Narloch; do artigo acadêmico Breve Histórico e Dados para Análise do Programa Bolsa Família, de Lúcio Rangel Alves Ortiz e Regina Aparecida Leite Camargo;
[9] me refiro aos liberais de verdade, que tem renda superior a, NO MÍNIMO, 20K reais MENSAIS e trocam de carro de todo ano e fazem viagem interestadual todo ano, não dono de ponto comercial que não tem filial e tem carro que usa pra viajar *e* pra fazer entrega;
[10] para melhores informações, ver o vídeo Imposto Não É Roubo?, do Humberto de Matos de Oliveira, YouTuber que é HISTORIADOR e PROFESSOR DE HISTÓRIA (aqui também vale o comentário final da nota 8);
[11] fora o resto da privatização a rodo que rolou de 1995 a 2002. história esta que tens a obrigação moral e cívica de saber; 
[12] não preciso contar o resto desta história, também, e quais seus desenrolares, preciso?a segue o mais recente: Projeto de Bolsonaro quer tirar dinheiro do pré-sal da saúde e educação, artigo de Vinicius Konchinski, de julho de 2022;
[13] não vou tratar de ancap porque os caras não sabem nem porque ‘tão vivos, quanto mais pelo que lutam. mas esse é outro assunto para outro post;
[14] ver nota 9;
[15] eu tinha um post engatilhado totalmente debulhado sobre entrada de empresas destes países e dos EUA no Brasil, mas se perdeu na formatação do HD deste note. 










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terça-feira, 7 de junho de 2022

O PREÇO A SE PAGAR... VALE A PENA PAGAR...?!

 ouvindo: Rammstein, Rammstein, de 2019.

eu não queria falar de política no Facebook porque minha conta lá é profissional.
eu não queria falar de política no Twitter porque não tenho saco pra esse tipo de thread. 
eu não queria fazer um vídeo sobre política pro Instagram porque o vídeo não ia ser legal o suficiente, não pra mim.

mas então que eu tenho um blog, né? 

não vai ser a primeira vez que falo de política por aqui então...
não, pera, vai ser a primeira vez que vou falar sobre política PARTIDÁRIA por aqui.

se tu não estavas em Marte ou Netuno nos últimos dez anos, eu não preciso te situar no que aconteceu no Brasil nesse interim, em especial o impeachment da Dilma Vana Rousseff e a ascensão política do Jair Messias Bolsonaro. ‘tá. sim. eu tinha dito que ele não venceria as eleições presidenciais porque o brasileiro não era suficientemente estúpido de colocar na cadeira de presidente alguém que faz um não-fluminense torcedor do Flamengo do RJ parecer inteligente. 
parece que foi ontem que ouvi os zurros de um sem-número de indivíduos dizendo que “a esquerda transformaria o Brasil em uma Venezuela”. também parece que foi ontem que o Ciro Ferreira Gomes disse que o Brasil pagaria um preço muito alto pela polarização Lula-Bolsonaro. 

antes de qualquer coisa, de entrar no assunto principal do post, eu quero esclarecer dicumforçamente que, PRA MIM, TODO político, SEM EXCEÇÃO, é um terrorista, um criminoso, salafrário desgraçado e TODO partido político, SEM EXCEÇÃO, é um grupo terrorista, uma organização criminosa, uma sociedade cujo único objetivo é prejudicar a sociedade como um todo[1].

sim.
certo. 
‘tá. 

não é segredo pra ninguém que a República Federativa do Brasil é um circo sem lona e não há melhor momento comprobatório desse feito do que as eleições presidenciais que, NÃO COINCIDENTEMENTE[2], acontecem em ano de Copa do Mundo do Futebol que, esse ano, por MOTIVOS AQUI CITADOS, vai acontecer DEPOIS das eleições presidenciais no Brasil. a saber, só pra constar, o Brasil não é exatamente o melhor lugar do mundo para se estar no período de eleições, ainda mais as presidenciais, eu falei disso no começo desse parágrafo.

se eu parabenizo o governo PT ter feito um bom trabalho quando no poder? não, nem fudendo, porque não fez mais do que a obrigação. não que eu goste do Lula, porque ele nunca me inspirou confiança alguma, mas ele fez o que devia por quem votou nele, e até por quem não votou nele por mais que eu odeie admitir e jamais vou dizer em voz alta, eu até que tenho uma simpatia pela Dilma, ainda mais pelo estilo foda-se essa merda, alguém tem que fazer essa merda direito e esse alguém sou eu que adotou em seu interim na presidência[3]. ‘tá, sim, eu também achava legal zuar com ela em decorrência das presepadas de “estocar vento” e da “saudação à mandioca”, mas um belo dia eu tive acesso a esses discursos dela[4] e a graça acabou, pra mim, ainda mais ela já tendo sido secretária de Minas, Energia e Comunicações do Rio Grande do Sul entre janeiro de 1999[5] e novembro de 2002[6] – então ela sabia do que ‘tava falando, né?
bem, o trem desandou mais ainda quando começou aquela perseguição misógina que fizeram à pessoa dela (NÃO FAZ ESSA CARA, TU SABES DO QUE EU ‘TÔ FALANDO). mesmo eu sendo Joselito para um caralho, zuada tem limite sim e eu, tendo mãe e irmã[s], ficaria putaço para um caralho se uma delas fosse zuada como foi, inclusive por outras mulheres[7] e... eu queria ganhar um real pra cada vez que ouvi e/ou li merdas como “ditadura comunista do PT”, “PT maior partido criminoso do Brasil e do mundo”, “ditadura da toga”, “em universidade pública tem plantação de maconha”[8], “professor ensina homossexualidade à crianças” e outros absurdos igualmente... absurdos, proferidos por gente que eu considerava minimamente inteligente, com noção e discernimento que eu invejava. essa mesma, mesmíssima gente que não dá um pio sobre o aumento desenfreado dos combustíveis e dos alimentos, isso quando não apoia, isso quando não endossa as privatizações da Anatel, da Eletrobrás e da Petrobrás com os argumentos mais canalhas do multiverso.
mas a minha favorita – sim!, eu tenho uma! – é “a maioria dos brasileiros escolheu Bolsonaro presidente”, sendo que, no dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2018[9], o Brasil tinha 209,5 milhões de pessoas[10], sendo 147,3 milhões destas eleitoras aptas a votar[11]. 57 milhões, 797 mil e 847 pessoas votaram no Bolsonaro pra presidente; 47 milhões, 40 mil e 906 pessoas no Haddad. eu já odiava o Bolsonaro só de olhar pra cara dele, gratuitamente. mais ainda por ele me fazer sair de casa num domingo de tarde só pra votar no Fernando Haddad, que me inspira nada mais nada menos que repulsa, só pra minha consciência não doer, por não fazer minha parte de eleger o atual presidente do país supramencionado. MAS AONDE EU QUERO CHEGAR? 57m797k847 pessoas são a maioria dos brasileiros onde? quando? PRA QUEM? além da noção, do senso crítico, do discernimento, Zé Povim e Maria Povim desaprendeu a fazer conta básica, não consigo conceber outra explicação plausível pra isso. sabem quantas pessoas foram votar nesse domingo em questão? 
104m838k753. 
sabem de quem é a culpa do ter ganhado? das 42m5k pessoas que não foram votar nesse dia. 
queria eu poder dizer “isso é conversa pra outro post”, mas não vai rolar, porque faz parte do que o Ciro falou sobre a polarização político-partidária que também implicou em uma alienação político-partidária que tomou o Brasil de assalto. sim, aqui é pra lembrar da presepada sobre “ditadura comunista do PT”, sendo que esse Zé Povim e essa Maria Povim, do parágrafo anterior, que não sabem fazer conta, certamente não sabem a diferença entre comunismo, socialismo, quiçá anarquismo. não suficiente, adoram neoliberalismo e capitalismo, mesmo sem saber o que é como [n]os prejudicam [a todos] a curto, médio e longo prazo.
as eleições presidenciais no país sempre foram a questão do “menos pior”, de escolher o “menos pior de ruim”, como dizemos no Pará. salvo exceção no caso Collor, quando a Globo praticamente elegeu o Collor e ele quase faliu a empresa a posteriori[12], e quando o FHC extinguiu os debates pra presidente em 1998. vinte anos depois – olha só, procês verem “como que as coisas são”[13] –, outra exceção: escolheram o pior de todos, alegando “não haver outra opção viável pra escolher”. RELEMBRANDO: tinham como candidatos ao cargo professores (Haddad, Boulos, Álvaro Dias), uma historiadora que ninguém leva a sério porque ela nunca sabe o que quer (Marina Silva), uma socióloga e operária (Vera Lúcia Salgado), um advogado de porta de cadeia que nunca ganhou uma causa (EY EY EYMAEL), dois engenheiros ancaps que nunca pagaram a anuidade do CREA (Meirelles e Amoêdo), um ex-bombeiro militar totalmente peidado das ideias (Daciolo), um filósofo e escritor alcoólatra (João Vicente Goulart), um médico genocida que já tinha sido governador (Alckmin), um economista destrambelhado (Ciro) e, POR FIM, um corno incompetente que conseguiu a proeza de ser EXPULSO das Forças Armadas da República Federativa do Brasil por botar a boca no trombone sobre as diferenças salariais gritantes na caserna e, de quebra, ainda organizar um ataque terrorista a um quartel. sob o slogan de “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” e com um projeto de governo que conseguia ser menos esclarecedor que uma lista de compras de supermercado, 57 milhões, 797 mil e 847 pessoas se sentiram representadas por um cretino inepto, a ponto de considera-lo uma opção viável para o cargo mais importante do executivo[14], mesmo com praticamente O MUNDO TODO dizendo que seria uma cagada ensaiada totalmente excelentíssima em toda sua plenitude colocar esse traste nessa cadeira.
vou citar só três, dos inúmeros, resultados. UM: 6667k mortos pela pandemia da COVID-19[15] porque o governo não investiu em um plano de saúde que atendesse a população contra essa mazela. DOIS: 11m3k desempregados[16], o mesmo tanto de quando a Rousseff foi tirada[17]. TRÊS: últimos doze meses, 159m975k dos atuais 213m3k brasileiros passaram perrengue financeiro pra comprar comida[18] alguém me faz a porra do favor de me explicar como 57 milhões, 797 mil e 847 pessoas acreditaram que um retardado que nunca teve um projeto aprovado e nunca votou a favor de nada que lhe desse menos direitos e tampouco a favor de quaisquer classes trabalhistas seria um ótimo presidente. esse parvo fez coisa que até mesmo os ultraliberais, a ponto de beirarem o anarcocapitalismo, Meirelles, Alvaro Dias e Amoêdo não teriam coragem de fazer com o brasileiro[19], vide o que citei no começo do parágrafo.
mas então que terão eleições presidenciais esse ano de novo, né? Lula vai se candidatar ao cargo. Bolsonaro... talvez. sem esperanças e indo no automático, a advogada, escritora e professora Simone Nassar Tebet[20], pelo MDB[21]. o também jurisprudente André Danone Janones, pelo Avante. o empresário Luciano Bivar, pela superorganização terrorista União Brasil, junção de outras organizações menores de patifes e mentecaptos. pelo Novo só no nome, tem o cientista político Felipe D’Ávila. EY EY EYMAEL e Vera Lúcia ‘tão de novo na jogada. tem o técnico em eletrônica e mecânico de manutenção de máquinas Leonardo Péricles, pelo Unidade Popular[22]. o, também executor das ciências jurídicas, Pablo Marçal, pelo Pros. a economista e mestre em desenvolvimento econômico Sofia Padua Manzano[23] joga pelo PCB. por fim, Ciro ‘tá no 12, até falou no Flow ontem. decidi fazer esse post justamente por essa entrevista dele no Flow. 
é. sim. eu votaria na Ver Lúcia se o cearense fuckin locomization from hell não estivesse na jogada, mas... vai que, né? sim eu havia externado minha opinião sobre políticos, mas também retorno ao fato do “menos pior de ruim”, já que o Ciro é o único com um projeto de governo decente, ainda que minimamente. Lula só no segundo turno e olhe lá. 
“ah, mas e a Tebet? e a Manzano?”
por mais que as duas me causem um tesão do caralho, MAS NEM FUDENDO que voto em partido de direita[24]. e, desde a graducação, eu não levo o PCB a sério a ponto de votar em alguém por eles indicados.

e então voltamos à fala ciroferreiragomesiana acerca da polarização Lula-Bolsonaro. o que ainda sobra de curral eleitoral do segundo, mais o centrão, mais os bancos, mais os militares, mais o capital estrangeiro, mais o pessoal do agronegócio, quer manter o Bolsonaro pra atender seus interesses. o resto do mundo quer o Lula de volta, pra reerguer o Brasil, mas o dito AINDA NÃO DISSE COMO VAI FAZER ISSO. que firme isso, né? 

o que Lula e seu eleitorado querem? tirar o Bolsonaro. certo. MAS E DEPOIS? alguém já parou pra pensar nisso? e depois que tirar o Bolsonaro, faz o quê? vão decidir na hora? no zerinho um? no cara ou coroa? e se o Luta precisar de mais de um mandato pra resolver as cagadas que o Bolsonaro fez? e se o Luta morrer no meio do mandato? e se o Luta não conseguir resolver as cagadas que o Bolsonaro fez? vocês, eleitores cegos do Lula, seus Lulaminions do caralho, já pararam pra pensar nisso? não sei se vocês estão prontos pra pagar esse preço, porque o Brasil não ‘tá mais aguentando pagar, e nem precisa passar por isso de novo, só pra satisfazer essa sanha de vocês. 115m595k694 mãos estão sujas de sangue irremovível até mesmo com o melhor produto de limpeza do universo observável, vocês querem esse sangue nas mãos de vocês também?

pensem nisso.




[1] eu tenho a mesmíssima opinião sobre o cristianismo, mas isso é conversa pra outra postagem.
[2] ao contrário do apregoado pelo senso comum.
[3] ‘tá, sim, usaram isso como justificativa para quitá-la do cargo.
[4] a saber, em outubro de 2015 e em julho de 2015, respectivamente.
[5] no mês seguinte, eu começaria o segundo ano do ensino médio.
[6] eu ‘tava meio que terminando Estradas no CEFET.
[7] de cabeça, eu posso citar, por baixo, pelo menos umas VINTE mulheres que fala[ra]m da Dilma coisa que só os homens fala[va]m de outubro de 2015 até agora.
[8] passei OITO FUCKING ANOS no CEFET, CINCO FUCKING ANOS na UFPA e TRÊS FUCKING ANOS na UEPA e NUNCA VI nem o pessoal sequer fumando maconha dentro destes campi, quanto mais plantação. desde 2011, eu rodo universidade federal e universidade estadual pelo país pra’presentrar trampo em congresso e nunca vi essas porras.
[9] a saber, 28 de outubro de 2018.
[11] fonte: Brasil tem 147,3 milhões de eleitores aptos a votar nas Eleições 2018.
[12] a história completa pode ser vista nesse vídeo aqui, do canal História Pública.
[13] sim, vou citar “Desconfio”, do CPM [ver postagem anterior], na moral mesmo e porque sim e foda-se.
[14] 57 milhões, 797 mil e 847 pessoas que assinaram seus diplomas de imbecis imprestáveis que vieram ao mundo a passeio, mas não vou entrar nesse mérito nessa postagem, mas eu vou fazer bullying com vocês pelo resto da humanidade por isso.
[15] fonte: Brasil ultrapassa 667 mil mortes por Covid.
[16] fonte: Desemprego cai para 10,5% em abril e atinge 11,3 milhões.
[17] fonte: Taxa de desemprego é menor desde março de 2016.
[18] fonte: Com Bolsonaro, risco de fome atinge 36% das famílias no Brasil e supera a média mundial.
[19] ou teriam? NUNCA SABEREMOS.
[20] coroa linda e arrumada e no jeito, eu pegava fácil se ela me desse moral uma coroa dessas que eu preciso pra fazer feliz e pra me fazer feliz.
[21] antigo PMDB, só tiraram o “P” e ainda teve besta que comprou a ideia.
[22] grupo terrorista formado em 2014 e oficializado em 2019.
[23] idem nota 20.
[24] ver nota 21.










¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
¡¡¡DEM!!!
¡¡¡BREAKIN!!!
¡¡¡FUCKIN!!!
¡¡¡NEUEN!!!
¡¡¡POST!!!