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e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

THE MOUNTAINS OF MADNESS - análise e crítica da HQ

ouvindo: David Bowie, Space Oddity, de 1969.

The Mountains of Madness, de Adam Fyda, de 2020

é, sim. tem umas e outras postagens paradas, pra upar aqui, mas como li hoje mais cedo a nova adaptação pra HQ de As Montanhas da Loucura, do Howard Phillips Lovecraft (1896-1936), é dela que vou tratar porque talvez seja meu texto favorito do (talvez) mais famoso rodislandês[1]. não preciso dizer QUEM é o cara, tem muito post aqui que já fiz isso e, quando vi “olha só, mais uma adaptação de As Montanhas da Loucura pra HQ, dexó ler essa porra”.

quem assina essa versão do texto original de 1930 mas que só foi publicado nas edições de fevereiro, março e abril de 1936 da Astounding Stories of Super-Science[2] é Adam Fyda, mas, importante observer, já tem duas adaptações anteriores da mesma obra pra nona arte. a primeira foi assinada pelo quadrinista, escritor, cineasta e animador britânico Ian “I.N. J.” Culbard para a editora escocesa SelfMadeHero, em 2010. a segunda pelo mangaká japonês[3] Gou Tanabe em 2016, para a Kadokawa. Tanabe já tinha produzido, pra mesma editora, as adaptações dos contos O Templo, O Cão de Caça e a Cidade Sem Nome, que saíram no Brasil n’antologia O Cão de Caça e Outras Histórias, da JBC, em 2015.

Astounding Stories of Super-Science de fevereiro de 1936

Astounding Stories of Super-Science de março de 1936

Astounding Stories of Super-Science de abril de 1936

a primeira Astounding Stories of Super-Science, de janeiro de janeiro de 1930

a versão de I.N. J. Culbard para Nas Montanhas da Loucura, SelfMadeHero, 2010

a versão de Gou Tanabe para Nas Montanhas da Loucura, Dark Horse, 2019[4]

O Cão de Caça e Outras Histórias, também de Gou Tanabe, da JBC, em 2015. trad. Edward Kondo.

1930. em uma expedição científica à Antártica, o geólogo e professor da Universidade Miskatonic William Dyer lidera uma expedição onde descobertas ruínas antigas, formas de vida pré-históricas desconhecidas para a ciência e não identificáveis como plantas ou animais, além de uma cadeia de montanhas mais alta que o Himalaia.

1932. uma nova empreitada ao continente “gelado”[5], liderada por Howard Pym, também professor[6]. este recebe de um desconhecido o livro de notações de Herr Professor Dyer (que, ulhe só, também é geólogo) e lhe é pedido que leia antes da quest[7], que será realizada pelos navios Arkham e Miskatonic. antes de chegarem ao destino, se relata, como em filme em preto e branco os percalços de Dyer na região até seu trágico desfecho. junto ao graduando Danforth[8], segue as orientações apresentadas por Dyer.

o que dá pra falar até aqui sem estragar a surpresa é que o Necronomicon é citado pelo Danforth e, por ter visto o que viu nas cavernas subterrâneas, acaba ficando pinel (destino comum a quem viu o livro em questão e por ter passad’o que passou).

logo, é possível concluir que o texto de Fyda acaba sendo não somente uma porra duma continuação do original lovecraftiano mas também uma adaptação livre, e os dois textos conversam formando um terceiro. é/seria algo como O Enigma de Outro Mundo, de 1982, do Carpenter[9], e o A Coisa, de 2011[10], do van Heijningen Jr., mas feito direito, e não aquela porra, de 2011. ai que acaba meio que não sendo necessária a leitura do texto original porque o negócio já tá praticamente todo na versão fydaiana – porque são textos a partir de um texto que, como eu falei, acabam sendo um só texto –, mesmo que o original ainda seja climática e narrativamente incomparável.

O Enigma de Outro Mundo, de 1982, de John Howard Carpenter; roteiro de William Henry Lancaster (1947-1997), baseado em Who Goes There?, uma novela de John Wood Campbell, Jr. (1910-1971) (sob o pseudônimo Don A. Stuart) e publicada na revista Astounding Science Fiction em agosto de 1938[11][11.1]


A Coisa, de 2011, de Matthijs van Heijningen Jr.; roteiro de Eric Heisserer (A Hora do Pesadelo, Bird Box, Quando as Luzes se Apagam)

Astounding Science Fiction de agosto de 1938

a arte de Fyda é outro espetáculo à parte. me lembrou muito a arte do Hergé em alguns pontos que creio que ficaria do caralho em uma animação os jogos de cores e iluminações jogam muito a favor do texto e nada fica fora do lugar. se a história fosse “muda”, também ia caber perfeitamente nota-se o cuidado que tem principalmente nos cenários de página dupla: são grandiosos sem ser ofensivos e com itens perdidos. as cenas de plano geral cortado em quadros em uma só página também são muito legais porque são detalhistas mas dá pra identificar tudo.

Fyda não tensiona abrir um novo capítulo na adaptação de textos lovecratianos para outras mídias, e sim contar uma história dentro de uma história sem que a segunda se perca na primeira. esta leitura de Nas Montanhas da Loucura pode muito bem ser utilizada como uma porta de entrada a novos leitores do rodislandês, ainda que tenha o “contraponto” Lovecraft Country, série da HBO baseada na obra homônima de Matthew Theron “Matt” Ruff, de 2016.

mas mesmo eu gostando muitão de série, umas mais que outras, eu ainda prefiro The Mountains of Madness, de Adam Fyda. e recomendo também.






[1] não ‘tô admirado desse gentílico de Rhode Island ser assim, se bem que eu tinha deduzido que seria algo assim.

[2] primeiro dos vários títulos da revista Analog Science Fiction and Fact, publicada de janeiro de 1930, inicialmente pela editora Snappy Stories, capitaneada por William Mann Clayton (1884-1946) e Hiram Gilmore "Harry" Bates III (1900-1981). sim, esse mesmo Harry Bates foi o autor de Adeus ao Mestre, publicado pela primeira vez na edição de outubro de 1940 desse mesmo periódico. a revista é publicada até hoje.

[3] não, não é só japonês que faz mangá.

[4] não encontrei as capas da edição japonesa então vão essas mesmas.

[5] aquecimento global, né?

[6] ¿seria parente do também pesquisador Henry Pym? (entendedores entenderão)

[7] nada me tira da cabeça que foi o próprio Drye que entregou o livro ao Pym.

[8] não se diz em nenhum momento da obra qual a área de estudos dele, deve ser Geologia também. tinha Geofísica ou afins nesse período histórico?

[9] descaradamentemente inspirado no texto original do Lovecraft neste post comentado.

[10] que não tem nada a ver com o filme homônimo de 1985, escrito e dirigido por Larry Cohen.

[11] além d’O Enigma de Outro Mundo e A Coisa, outro filme baseado no texto de Wood Campbell, Jr. foi O Monstro do Ártico, de 1951, dirigido por Christian Nyby (1913-1993) e roteiro de Charles Davies Lederer (1910-1976).

[11.1] primeiro filme dirigido por Christian Nyby. 











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quinta-feira, 24 de setembro de 2020

o novo alecrim

♪♫alecrim, alecrim dourado

que nasceu no campo

sem ser sodomizado


o meu amor

que me disse assim

que a flor da sodomia

era o alecrim♪♫

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

O ÚLTIMO GUERREIRO DAS ESTRELAS - análise e crítica do filme

ouvindo: Maurice Jarre, Mad Max Beyond Thunderdome: Original Motion Picture Soundtrack, de 1985[1].


um dos filmes de um programa querido por todos que passava na TV aberta era o Cinema em Casa, da SBT, que passou de 26 de agosto de 1988 a 5 de maio de 2011 admito que nem vi terminando porque já fazia uns anos que eu não parava pra ver TV de tarde porque, quando eu ‘tava em casa de tarde, ou era fds[2], que não passava o programa, ou eu ‘tava dormindo mesmo 

chamadas de abertura do Cinema em Casa, da SBT.

como já notaram, o texto de hoje é O Último Guerreiro das Estrelas, ficção científica de 1984[3], dirigida por Nick Castle (Dennis, o Pimentinha[4]; uns eps da série Amazing Stories[5]; Jogo Assassino; o roteiro de Hook - A Volta do Capitão Gancho[6]) e escrita por Jonathan R. Betuel (Meu Parceiro é um Dinossauro, A Hora do Pesadelo: O Terror de Freddy Krueger, A Máquina do Outro Mundo). 

CURIOSIDADE: NICK CASTLE FOI UM DOS PRIMEIROS MICHAEL MYERS / THE SHAPE NO PRIMEIRO HALLOWEEN, DO JOHN CARPENTER, DE 1978.

O Último Guerreiro das Estrelas

Dennis, o Pimentinha 

Halloween, de John Carpenter, de 1978

Hook - A Volta do Capitão Gancho, de 1991 

sim, é DESTE Meu Parceiro é um Dinossauro que ‘tô falando.

A Hora do Pesadelo: O Terror de Freddy Krueger

O Último Guerreiro das Estrelas é um dos (INÚMEROS) filmes que eu nunca vi full mode, do começo ao fim, ou eu via só o começo pro meio ou do meio pro fim, e isso me deixava frustrado pra caralho porque eu sempre queria saber qual o papo porque tinha videogame no meio. e como todo mundo aqui sabe (pelo menos todo mundo que frequenta aqui desde idos de 2010), eu pesquiso a nivel acadêmico TAMBÉM sobre videogame, e TAMBÉM sobre cinema. e quando junta os dois, PÁ!, só sucesso[7].

quando vi (O Último Guerreiro das Estrelas) da primeira vez, o mito arthuriano da Excalibur[8][9] não me era tão claro como revisitação. eu nem sabia que porra era “revisitação”, tampouco “mito”. é preciso entender, aqui, “mito” enquanto “narrativa dentro de um conjunto de narrativas que forma o escopo cultural de um povo (ou povos) em específico, sendo parte indissociável de sua(s) História(s)”[10] e “revisitação” enquanto “retorno a algo para constituição de outro algo”. já o mito arthuriano da Excalibur, segundo Alan Lupack, tem duas espadas/perspectivas. a primeira a primeira é vista n’animação A Espada Era a Lei, de 1963, de Wolfgang Reitherman (1909-1985): a “Espada na Pedra”, i.e., o item então cravado numa pedra (em uma subperspectiva, em uma bigorna) e é retirado por Arthur como símbolo milagroso-comprobatório de sua ascendência nobre e consequente direito ao trono da Bretanha. a segunda, onde ela já denominada “Excalibur” foi entregue a Arthur por Viviane[11], a mais importante sacerdotisa de Avalon e conhecida como a Dama do Lago.

A Espada Era a Lei, de 1963, dirigido por Wolfgang Reitherman e escrito por William Bartlett “Bill” Peet (1915-2002), sobre o livro homônimo de Terence Hanbury White (1906-1964)

“mas como caralho o mito de Excalibur tem a ver com O Último Guerreiro das Estrelas?”

o filme conta a história do pobre diabo sem perspectiva de porra nenhuma na vida Alex[12] Rogan (Lance Guest) que mora com mãe – Jane (Barbara Bosson) – e irmão – Louis (Chris Hebert) – em um bairro formado por trailers em algum buraco dos Estados Unidos[13], no qual também mora sua namorada, Maggie (Catherine Mary Stewart) e avó (Meg Willie). para Alex – que não vê a hora de se mandar desse buraco esquecido por deus e rejeitado pelo diabo –, o único entretenimento é uma máquina de arcade com o jogo Starfighter, no qual o player defende “a Fronteira” de Xur (Norman Snow) e da Armada de Ko-Dan em batalhas de naves espaciais.

se for falar de “Fronteira”, tem que falar de Brujeria, É DE LEI!

belo dia ai, Alex vai lá ao arcade e, com sangue nuzoiu, acaba quebrando o recorde da máquina, provocando comoção geral do bairro. até ai, tá, né? até que, vindo do nada, em um DeLorean da vida[14], aparece Centauri (Robert Preston) [último papel dele, inclusive), procurando por quem debulhou o gamezinho pra levá-lo pra integrar a Liga dos Guerreiros das Estrelas (baita nome original só que não, mas faz sentido segundo o título do game em questão) só que, no QG dessa sociedade, ninguém leva Centauri a sério e Grig (Dan O’Herlihy) praticamente “porra, velho, mas lá vens tu de novo com essa porra de ‘Arthur’ e ‘Excalibur’, seu doido?”. claro que Alex dá pra trás quando vê o tamanho real da presepada, mas acaba voltando quando um assassino enviado por Xur vem à Terra pra dar cabo dele e acaba eliminando tanto o Doppelgänger também interpretado, obviamente por Guest deixado no planeta por Centauri quanto o próprio Centauri.

‘partir de então, O Último Guerreiro das Estrelas segue direitinho o percurso d’A Jornada do Herói, campbellmente falando. falando em verdade, segue mesmo essa vicinal, ainda mais quando triunfa, em um ataque suicida que tem tudo pra dar errado mas vocês sabem como isso funciona em filmes, sobre Ka-Don (antes disso, Xur leva um senhor toco deles, só’cês vendo como é), sendo celebrado em Rylos como seu salvador.

ai o filme acaba, né? 

não, não acaba não. 

junto a Grig, seu escudeiro navegador, Alex retorna a sua terra mater para buscar... MAGGIE, visto que, em pelo menos umas duas passagens da obra, ele diz que vai embora de lá, mas só vai se ela for junto. POR ISSO que ele volta. ela receia, mas acaba indo com ele, que vai liderar a reconstrução da Liga dos Guerreiros das Estrelas.


O Último Guerreiro das Estrelas só é irrelevante se tu não considerares a importância dele pra evolução das tecnologias de efeitos visuais/especiais, tanto pra cinema quanto pra jogos eletrônicos, já que ele, junto a Tron, de 1982, foram um senhor salto para tais culturas (de efeitos visuais/especiais). ademais, Guerreiro das Estrelas não é chato, não dá raiva dos personagens, os clichês e estereótipos são bem aproveitados (a cena da señora levantando DO NADA uma espingarda pra Grig é MUITO absurda[15]). obviamente, tem umas referências aqui e ali DESCARADAS tanto a Star Trek quanto à Star Wars – porque não teve filme de ficção científica desse interim que não pegou nada dessas sagas, necessário frisar.

Tron: Uma Odisséia Eletrônica, de 1982, dirigido e escrito por Steven Lisberger 

pode ver O Último Guerreiro das Estrelas sem medo de ser feliz.


diz que era pra ter continuação, com o Louis seguindo os passos de Alex, mas não rolou. teve até uma novelização da obra, e um musical até[16], mas não me convém ler livros baseados em filmes (li o Alien, O Oitavo Passageiro e não me desceu bem), tampouco ver musicais baseados em FC.

romance de Alien, O Oitavo Passageiro, de Alan Dean Foster[17]





este post é amorosamente dedicado à memória do australiano-estadunidense Ronald Ray Cobb (1937-2020), designer de produção de O Último Guerreiro das Estrelas, que também era cartunista e artista gráfico (fez a capa do After Bathing at Baxter’s, de 1967, terceiro álbum do Jefferson Airplane), e – olha só! – trabalhou nos episódios IV, V e VI de Guerra nas Estrelas, O Vingador do Futuro, O Segredo do Abismo, O Sexto Dia, Conan, O Bárbaro (ele não trampou em Contatos Imediatos do Terceiro Grau por estar trampando em Conan), Caçadores da Arca Perdida, entre outros. e – olha só de novo e mais ainda! –  também o design do DeLorean.

leb’ immerzu, Ronnie  






[1] ver post anterior.

[2] fim de semana.

[3] R E F E R Ê N C I A S

[4] outro clássico do Cinema em Casa.

[5] criada por Steven Spielberg e produzida por Brad Bird. OS DOIS DISPENSAM APRESENTAÇÕES.

[6] filme de 1991, dirigido por Steven Spielberg.

[7] certo, admito que esse é 50% do motivo desse post ter sido feito.

[8] ler com a voz do Shura de Capricórnio – ou a do El Cid (do The Lost Canvas).

[9] em galês, o artefato é alcunhado Caledfwlch; Calesvol, em cornual(h)ês; Kaledvoulc’h, em bretão; Caliburnus, em latim. 

[10] com base na definição de “mito” presente no Dicionário de Filosofia da Nicola Abbagnano.

[11] nos mitos arthurianos, Viviane – chamada em uma narrativa ou outra de Nimue, Viviane, Viviana, Vivienne, Elaine, Niniane, Nivian, Nyneve, Nimueh, entre outras variações – é filha de Diana, a deusa dos bosques e irmã mais velha de Igraine, i.e.,  a mãe de Artur e Morgana.

[12] HIER KOMMT ALEX!

[13] segundo o Castle e o Betuel, eles queriam fazer de tudo pro filme não ficar minimamente parecido com Tron e com E.T.: O Extraterrestre, do Spielberg, ambos de 1982. todavia, eu vi – creio que não foi só eu – como uma puta crítica à politicas habitacionais estadunidenses da época.

[14] ver a dedicatória do post.

[15] cultura armamentista estadunidense junto à de xenofobia do mesmo país de mãos dadas, descaradamente.

[16] American Idiot feelings?

[17] ele já escreveu muita coisa de FC, admito não ter lido porra nenhuma ainda.


REFERÊNCIAS CONSULTADAS

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. Trad. Ivone Castilho Benedetti sobre tradução de Alfredo Bosi. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

LUPACK, Alan. Excalibur and the Sword in the Stone. The Camelot Project: A Robbins Library Digital Project. Disponível em <https://d.lib.rochester.edu/camelot/theme/Excalibur-and-sword-in-the-stone>. 










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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

WONDER WOMAN: DEAD EARTH - análise crítica da HQ

ouvindo: Exaltasamba, Luz do Desejo, de 1996[1][1.1][2][3] 


em decorrência do run do Manson, muito post ficou atrasado e um deles é sobre a, pra dizer o mínimo, MAGNÍFICA Wonder Woman: Dead Earth, dos gênios Daniel Warren Johnson & Mike Spicer. SIM, os mesmos responsáveis pelo CLÁSSICO DOS TEMPOS MODERNOS Murder Falcon[4].

Murder Falcon, de Daniel Warren Johnson & Mike Spicer

Wonder Woman: Dead Earth saiu pelo selo Black Label, o dito “substituto” da Vertigo (que, na verdade, só é pra publicar histórias “adultas” do Batman, do Super-Homem e da Princesa Diana de Themyscira que não encaixam dentro de seus universos regulares. admito que torci o nariz quando vi que seria uma história pelo selo – foi o Lenilton que me apresentou, eu tenho que aprender a não duvidar mais das indicações dele –, mas depois “foda-se, é uma mini, que mal tem?” baixei a primeira e “CARALHO, FOI O DANIEL WARREN JOHNSON QUE FEZ?!?! JÁ VOU LER TUDO!” 

e foi o que aconteceu: li tudo em uma tarde. era pra eu ter feito um reporte exclusivo[5] de Dead Earth mas não tive essa sacada a tempo (FAIL) posso dizer que é minha história favorita da Diana, junto com Hiketeia[6].

Mulher-Maravilha: Hiketeia, roteiro de Greg Rucka, arte de J. G. Jones, arte-final de Wade Von Grawbadger e cores de Dave Stewart

tal como o Warren Johnson provou que domina muito bem o gênero “grandes monstros em batalhas épicas”, é preciso voltar à gênese de ninguém mais ninguém menos que o Hulk, a partir das considerações do quadrinista brasileiro Ricardo Chacur (2003) pra entender Dead Earth. às palavras do quadrinista:

“Stan Lee, que era um grande consumidor do gênero fantástico, queria bolar um personagem inspirado em diversas criaturas da literatura de terror e fantasia: Frankenstein, A Bela e a Fera, O Médico e o Monstro e Lendas de Lobisomem. Depois, explorou com grande habilidade assuntos como Guerra Fria, holocausto nuclear e bombas atômicas, com mensagens anticomunistas.”

Dead Earth se passa em um futuro séculos após uma hecatombe nuclear, quando as Themysciranas se encaralharam de vez com o mundo do patriarcado e decidiram tocar o foda-se valendo nele. como os EUA preferiram botar fogo no circo todo ao invés de lutarem até o último homem[7], soltam um bombardeio atômico à Ilha Paraíso, que causa mutações irreversíveis às habitantes – inclusive à Rainha Hipólita. é do caralho porque é, a minha perspectiva, é aquela homenagem aos filmes de monstros que todo mundo adora e que NÃO PODE faltar monstro em história que envolva mitologia grega. história que envolva mitologia grega sem monstro? NÃO, NÉ, CARALHO?!? e dá vontade de vomitar o coração pela boca não somente quando Diana chega a sua terra mater, mas principalmente quando Princesa e Rainha se re-encontram e o diálogo que travam.

ponto pra revista por Diana não ser infalível, imbatível e invencível: ela faz muita merda, toma muita decisão errada e, MELHOR PARTE, admite que só vai fazer o que está dentro de seu possível. e tem uma situação MUITÃO Mad Max: Além da Cúpula do Trovão combada à O Senhor dos Aneis: As Duas Torres que vocês vão ter que ler pra pegar/ver a referência lá. na verdade, NÃO TEM COMO NÃO LEMBRAR DE MAD MAX ao ler 2W:DE[8]. 

Mad Max: Além da Cúpula do Trovão, de 1985; dirigido, produzido e escrito por George Miller. EU IA MORRER E NÃO IA SABER QUE O FUCKIN MAURICE FUCKIN JARRE FEZ A OST DESSE FILME!!!

NON ECZISTE falar de Mad Max: Além da Cúpula do Trovão e não rolar o CRÁSSICO “We Don’t Need Another Hero (Thunderdome)”, interpretado pela deusa Tina Turner

O Senhor dos Aneis: As Duas Torres, de 2002, dirigido por Peter Jackson e escrito por ele, Fran Walsh, Philippa Boyens e Stephen Sinclair, baseados na obra homônima escrita pelo britânico John Ronald Reuel Tolkien (1892-1973)

claro que, sendo uma história da Mulher Maravilha, Batman e Super-Homem tem papeis cruciais na narrativa muitos outros heróis – e vilões! – são citados aqui e ali, tu tens que sacar MUITO de universo DC pra sacar de quem falam e quando, fora as referências a outras histórias e até mesmo aos filmes do DCU.

talvez seja minha passagem favorita do Batman de todos os tempos

é importante tratar da relevância de O Senhor dos Aneis em razão de a como a batalha final de se desenrola, porque tem tanto Batalha do Fosso de Helm quanto Batalha dos Campos do Pelennor e até uma homenagem MUITÃO indireta à história Like A Bat Out Of Hell, escrita e desenhada por Walter Simonson, colorizada por Christie “Max” Scheele, publicada originalmente na edição 362 de The Mighty Thor, publicada em dezembro de 1985. no Brasil, foi publicada na edição 91[9] da revista Superaventuras Marvel com o título Batalha infernal e com o título Fugindo de Hel! no terceiro volume d‘Os Maiores Clássicos do Poderoso Thor[10]. ademais, como o kryptoniano participa dessa batalha final é, no mínimo, na melhor das hipóteses, ABSURDAMENTE FODA que tu ficarás “porra, mano, eu nunca teria pensado nisso, olha... é, seria algo bem... Mortal Kombat? é, por ai, eu diria isso. 

Like A Bat Out Of Hell, edição 362 de The Mighty Thor, publicada em dezembro de 1985, roteiro e arte de Walter Simonson, cores de Christie “Max” Scheele

POR FIM2W:DE apresenta muita coisa nova sobre a Diana utilizando elementos nada novos pra quem lê HQ de Super-Herois. um bom paralelo que chega ao mesmo objetivo é Mulher-Maravilha: Sementes da Guerra, da escritora estadunidense Leigh Bardugo, que começou como livro e foi adaptado à graphic novel pela MESTRA DO UNIVERSO Louise Simonson[11], esposa do já mencionado Walter, e que trampou com ele em X-Factor e Quarteto Fantástico e assinou sozinha Novos Mutantes, Super-Homem e Red Sonja. ‘tá. sim. faz parte dos meus planos comentar aqui Warbinger cedo ou tarde, mas posso adiantar que, apesar de sua pegada meio Percy Jackson, de certa maneira é muito mais confortável ver a Diana ser escrita por mulheres do que por homens.quando eu fizer esse post per specificare, falarei mais sobre.

Mulher-Maravilha: Sementes da Guerra, de Leigh Bardugo

Wonder Woman: Warbinger, de Louise Simonson, baseada na obra homônima de Leigh Bardugo

2W:DE não tem final feliz, não te ilude, é mais uma sensação de guerra em hiato que pode explodir a qualquer momento, com qualquer fagulha. mesmo com o negócio ensolarado, fica aquele climão de “quando será?”.

logo, tal como Murder Falcon e ao contrário de Sementes da Guerra, tu ficas fudido no final da leitura (de 2W:DE), dá uma sensação de impotência do caralho, uma tristeza do caralho que... ‘tá, tem o caralho da paranoia nuclear que sempre parece ultrapassado mas sempre ‘tá por ai e “o que a gente faz se acontecer mesmo?”. é uma paranoia muito mais russo-estadunidense, mas ai que tamos no quintal dos EUA, já sabem... não consigo não lembrar da frase final de Meu Irmão Louco, do Stefan Heym[12].

eu sei que senti muita falta do Jake e do Murder Falcon não aparecerem, ia ser um crossover foda pra caralho!!!!


leia Wonder Woman: Dead Earth.






[1] no meu ensino médio, eu achava o Exaltasamba o grupo de pagode MENOS PIOR dos da leva que ‘tava rolando. ai hoje de manhã, procurando OST de forma randômica pra fazer as paradas no PC, lembrei que, em um grupo sobre HQs do selo Vertigo no Facebook um maluco fez um post sobre o fim do selo em questão com uma foto da [editora] Karen Berger. ai eu sei que eu li cantando o verso “Pena que acabou” e “caralho, deixa eu procurar a discografia do Exalta pra ouvir”.

e o Exaltasamba tinha o Péricles como integrante, é HUMANAMENTE IMPOSSÍVEL NÃO gostar de qualquer grupo que tenha o Péricles como integrante.

[1.1] o verso “Que pena que acabou” é da música “Carona do Amor”, do álbum Cartão Postal, do Exaltasamba, de 1998.

[2] o Passarinho Urbano, da Joyce, OST do post anterior, foi lançado exatos 20 anos antes do Cartão Postal.

[3] amigo meu, o Márcio Cruz, disse que queria ver eu criticando os álbuns do Exaltasamba e aind’ess’emana isso vai rolar.

[4] comentada AQUI!

[5] como fiz com 2 Coelhos – comentado aqui – e Thor x One Punch Man – comentado aqui.

[6] comentada AQUI!

[7] OLHA A CRÍTICA À POLÍTICA BELICISTA ESTADUNIDENSE AI, GENTE!

[8] acrônimo de Wonder Woman: Dead Earth.

[9] publicada pela editora Abril Jovem em abril de 1991.

[10] publicado pela editora Panini em junho de 2008.

[11] nome de casada. o nome de solteira dela é Mary Louise Alexander..

[12] preciso comentar esse conto aqui, inclusive.





REFERÊNCIA CONSULTADA

CHACUR, Ricardo. Uma breve introdução sobre o Gigante Esmeralda. 14 de agosto de 2013. Universo HQ. 14 de agosto de 2003. Disponível em <http://universohq.com/materias/uma-breve-introducao-sobre-o-gigante-esmeralda/>.











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domingo, 20 de setembro de 2020

WOTAKU NI KOI WA MUZUKASHII - análise crítica do mangá

ouvindo: Joyce, Passarinho Urbano, de 1976[1]


“You think you’re in love

Like it’s a real sure thing

But every time you fall

You get your ass in a sling

You used to be strong

But now it’s, ‘Ooh, baby, please’

‘Cause falling in love is so hard on the knees”

– Aerosmith, “Falling in Love (Is Hard on the Knees)”


é aquela história, velha história, que eu sempre falo com o Jeanzão, com a Gisa e com o Aline: a gente tem livro pra ler mas sempre quer mais livro novo. e isso acontece mutcho bien com HQ: a gente tem mangá pra ler mas sempre quer mais mangá novo. o texto da vez é Wotaku ni Koi wa Muzukashi[2][3], comédia romântica de Fujita, publicada desde 2014 pela Ichijinsha. ah, ‘tá. ainda não li tudo, ainda ‘tô no volume 45 (de noventa). tem, até agora, 55 eds[4], e até animes[5] e OVA’s[6] e uma porra dum live action, inclusive.

live action de Otaku ni Koi wa Muzukashi, de 2020, dirigido e escrito por Yūichi Fukuda, produzido pela Toho[7]

como dito, é uma comédia romântica logo não espere uma crítica social, política, etc etc etc. é pra desligar o cérebro e rir. mas pensando bem, pensando bem, pensando bem, a partir da leitura de WnKwM[8] dá pra repensar muito o que entendemos como relacionamentos tanto amorosos quanto sociais in genere aquelas coisas de “eu ‘tô sendo legal o suficiente com a pessoa que ‘tô ficando?” “eu não ‘tô sendo um(a) escrot@[9] com a pessoa que‘tô ficando?” “eu ‘tô sendo legal o suficiente com as pessoas?” “eu não ‘tô sendo um(a) escrot@ com as pessoas?” essas questões importantes que, creio, devem pontuar diariamente relacionamentos ‘tá, tem a regra do “tem que ser suficientemente educado na medida do possível/bom senso”, mas não dá pra ser legal SEMPRE e não pra ser legal com gente filha da puta. não preciso ministrar exemplo porque tu tens algo pra situar como exemplo (pode me situar também, eu sei que sou um[10]).


“‘TÁ, MAS QUAL O PAPO DE OnKwM[11]?”

EU ENTENDI OnKwM como crítica tanto a otakus quanto a relacionamentos, tal qual a relacionamentos interotakus[12], visto que a narrativa gira em torno dos casais Momose Narumi + Nifuji Hirotaka, Koyanagi Hanako e Tarō Kabakura e Nifuji Naoya (sim, IRMÃO do Hirotaka) + Sakuragi Kō .

Momose Narumi, otaku hardcore consumidora de Yaoi[13], e que, por ser otaku, enfrenta muitas dificuldades em meios não-otaku[14]. logo desligando esse modo otaku mode em segredo, principalmente no trabalho. ela, em uma situação totalmente absurda[15] acaba se tornando namorada de Nifuji Hirotaka, de quem também é amiga de infância. Hirotaka também é otaku e apaixonado por Narumi desde mulequinho, e viciado em videogame e foda-se mode on turbo se sabem que ele é otaku ou não.

Já Koyanagi Hanako é igualmente consumidora de Yaoi, porém não hellucinada como Narumi; além de ser uma cosplayer de personagens masculinos. ela é namorada de Kabakura Tarō, colega de trabalho/escritório de Nifuji e gosta de heróis e bishōjo[16].

Naoya é estudante universitário que vive de freelas aqui e ali[17] e não saca P O R R A N E N H U M A de nerdice otakística e é um bosta pra jogar videogame. já Kō, por fim, é uma game que tem...[18] problemas fuckin severos de socialização, mi watashi wa imōto Lita diria “crises de pânico por muita gente junta no mesmo quadrado”. enquanto Hirotaka e Narumi se tornam namorandinhos logo no comecinho et Kabakura e Hanako já são casal formado, Naoya e Kō se conhecem no decorrer do texto e em uma situação que tu ficarás “PUTA QUE PARIU, DOIDO, COMO ASSIM, VELHO?!?”

ao ler bom que, à leitura, não são outros senão os casais que falam de si e de seus relacionamentos: Hirotaka fala de si, da Narumi e de seu relacionamento com ela; Narumi fala de si, de Hirotaka de seu relacionamento com ele; Hanako fala de si, de Tarō e de seu relacionamento com ele; Tarō fala de si, da Hanako e de seu relacionamento com ela; Naoya fala de si, de Kō e de seu relacionamento com ela; Kō fala de si, de Naoya e de seu relacionamento com ele. é uma perspectiva do caralho (UI!)[19] pra se repensar essa modalidade de contato social[20]. e o que não falta são situações caralhentas que tu ficas “puta que pariu, doido, eu já passei por isso, exatamente isso, assim mesmo” que talvez tu tires a cabeça da bunda, te faça refletir acerca do(s) fato(s) apresentado(s) e te ser uma pessoa melhor depois dessa. 

a verdade está nas HQs, gente de verdade escreve HQs.






por fim, me perdoem tanto pelo redesign do visual do blog, tem muito leitor assíduo que, COM RAZÃO!, ‘tava chiando quanto ao visual do blog, sobre estar escroto pra ler. 

e creio que também deveria pedir desculpas pelo novo espaçamento de linhas do blogspot. 

só que não, olha. 

não sou responsável por merdas de terceiros, ficou horrível sim e quem discordar é clubista e vá tomar bem no meio do olho do seu cu e vá se fuder só com passagem de ida.






[1] eu só tinha ouvido falar da Joyce, ai vi essa sugestão no YouTube e “foda-se, por que não”. só não dou nota 10 pra esse álbum porque as músicas não são dela. será que tem alguma mulher que não seja a Cátia de França que não componha suas próprias músicas não, porra?

[2] em uma tradução literal, “O amor é difícil para os otakus”;

[3] tem lugar e gente por ai que chamam de Otaku ni Koi wa Muzukashi. então, quando eu me referir ao texto com’Otaku ni Koi wa Muzukashi, ‘tô falando do mesmo texto, certo? certo?

[4] compilados então em 8 volumes, cujas capas estão aqui no post;

[5] de 2018, dirigido e escrito por Yoshimasa Hiraike (Vandread e o maravilindo Vandread: The Second Stage) para o estúdio A-1 Pictures, com trilha sonora de Akimitsu Honma;

[6] acrônimo de Original Video Animation e de Original Anime Video, formato de animação que consiste de um ou mais episódios de anime lançados diretamente ao mercado de vídeo, sem prévia exibição na televisão ou nos cinemas, sendo complementos ou paralelos na história original, normalmente tem duração igual ou um pouco maior que a duração padrão de um episódio de anime, todavia nunca alcançando a duração de um longa-metragem;

[7] NÃO FAZ PARTE DOS MEUS PLANOS VER ESSA PORRA;

[8] acrônimo da série;

[9] NEUTRE É O CARALHO;

[10] autocrítica é algo sempre muito importante; 

[11] ver notas [3] e [8];

[12] caralho que “inter-” se tornou um meu novo prefixo favorito HAUEHAUEAHEUAEHAUEHAUE;

[13] também conhecido em wasei-eigo, gênero de anime/mangá focado em relações homoafetivas entre dois garotos, indepedente da idade 

[14] ou seja, o resto do mundo;

[15] como quase tudo que acontece dentro da narrativa, mas vou dissecar isso mais adiante;

[16] em brasileiro “menina bonita”. neste contexto, um estilo de personagens de anime/mangá, sendo (pré-)adolescentes extremamente atraentes, para atrair público à obra. são comumente encontradas em anime/mangá do gênero harém, no qual um personagem masculino ou feminino é sempre rodeado por personagens do sexo oposto;

[17] tal qual este que vos fala;

[18] COMO DIZER SEM SER OFENSIVO?

[19] UI!

[20] eu não queria repetir a palavra “relacionamento”. se ‘tá incomodado, pode ir se fuder.

 











BIS 

ZU 

DEM 

BREAKING 

FUCKING 

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!!!!

sábado, 19 de setembro de 2020

MARILYN MANSON - WE ARE CHAOS - 2020

demorou mas ‘tamos aqui enfim com (as letras d)o We Are Chaos, lançado 11.9 último. a propósito, eu o estou ouvindo neste exato momento e posso dizer que, a partir de amanhã, voltaremos à programação normal de comentários de filmes, HQs, animes e talvez outra maratona de letras (sim, eu não esqueci da Cátia de França, só não achei todas as letras pra upar na ordem aqui). ¡¡¡FUCKIN GENIEßT!!!

MARILYN MANSON

WE ARE CHAOS

2020

todas as letras escritas por Marilyn Manson e Shooter Jennings

RED BLACK AND BLUE

I can stick a needle in the horror and fix your blindness

See, I was a snake

But I didn't realize that you could walk on water

Without legs

Now I'm a bee, the king bee

And I will destroy every flower

And I will cover the earth in honey

And everyone will eat themselves

My eyes are mirrors

All I can see are gods on the left

And demons on the right


Set fire to the tree of life

Not for death

Just to watch the suffering

Get high on the smoke and dance

In the ashes


This arrangement is deranged

Imagine us engaged in flames


Red, black and I'm blue

Red, black and I'm blue

Red, black and I'm blue


Am I garbage or God?

Church or a trashcan?

Either way you're a waste of my time


This arrangement is deranged

Imagine us engaged in flames


Heroes destroy

Murder without a choice

Just linear fucking lines


WE ARE CHAOS

If you say that we're ill

Just give us your pill

Hope we'll just go away

But once you've inhaled death

Everything else is perfume

Maybe I'm just a mystery

I could end up your misery


In the end we all end up in a garbage dump

But I'll be the one that's holding your hand


We are sick, fucked up and complicated

We are chaos, we can't be cured


Marry with the left hand

So far, so far from the mad'ning crowd


Am I man or a show, or moment

The man in the moon

Or a man of all seasons

Will I be in at the kill

With you?


DON'T CHASE THE DEAD

Angels in exile

Here lies the dead

An ice cream truck in your inferno


Don't chase the dead

Or they'll end up chasing you


If tonight lasts forever

It won't matter if there's no tomorrow


I got my tickets to Hell

I know you so well

And I know you wanna be there too


PAINT YOU WITH MY LOVE

Honky-tonk devils glitter in

Like royal rats in kitten skin

And all the blondes drop their panties and cry

To the father's first lullaby


So let me paint you with my love

With my love, with my love


To kill the man behind the crowd

Would be viewed as amateur

Because the king is invisible

The king is invisible

And death is a profession


So let me paint you with my love

With my love, with my love


It's not a life sentence

But a death dream for you


HALF-WAY & ONE STEP FORWARD

Smell your blood

It's like a carnival, or state fair

Skin is cotton candy

So easy to melt in my mouth


Don't wanna know

Don't need to know

You got champagne problems


I need a raincoat for tomorrow

It's about how much people cry

When you die

It's not about the storm of tears

That you make when you're alive


Half-way and one step forward

Past the point of no return


Ring all the bells you can ring

There's a crack in everything

That's how the sunlight gets in

INFINITE DARKNESS

My dirty dreams are filled with ghosts

Drowning in a shallow puddle

My muck and mud is thicker than the quickest of my demons


Fast and ghastly

And unforgiving


Someone's gonna die soon

Don't get in the way

You're not the hero

You're dead longer than you're alive


First class on the astral plane

Just 'cause you're famous doesn't mean you're worth anything

In this world or the next one or the one before


'Cause I'm not forgiving

I'm fast and ghastly


Black is real, you can't hide

Hearts are the darkest

When you see without the sun


PERFUME

Get behind me

Get behind me, Satan


So you wear your damage on your sleeve

But don't worry

It's all just tongue and cheek, yeah

Not a victim of fashion

More fascist than vogue

'Cause victim is chic

You're as famous as your pain

Victim is chic


If you conjure the devil

You better make sure

You got a bed for him to sleep in


Buckshot, glitter perfume

Is something you never want to wear

In your hair will be brains

And this shit won't be the same


Am I Superman?

Am I superstitious?


KEEP MY HEAD TOGETHER

Do we get what we deserve?

Or do we deserve what we get?

Steal from the last, fuck the past

Here is your present, let's take the future


Don't try changing someone else

You'll just end up changing yourself

I keep my head together

Better keep your head together


You hand me a shovel and expect me to dig my own grave


Don't try changing someone else

You'll just end up changing yourself

I keep my head together

Better keep your head together


I fuckin' love you

I love fuckin' you

I eat glass

And I spit diamonds


Don't try changing someone else

You'll just end up changing yourself

I keep my head together

Better keep your head together


Solve coagula


SOLVE COAGULA

You are the one

Tore off both your arms

Gouged out your eyes

And ripped out your own tongue

So listen


I'm not special, I'm just broken

And I don't wanna be fixed


No one else I

Wanna be like

So I stayed the same

Like nobody else


So you think you can sing or clap

Well, all you need is an ear

So listen


I'm not special, I'm just broken

And I don't wanna be fixed


BROKEN NEEDLE

So close your eyes

It's only a dream

When you wake up

Rinse off all this pain

And your makeup

Stare into the mirror

Apples are always something to fear


Are you alright?

'Cause I'm not okay

All of these lies

Are not worth fighting for


I am a needle

Dig in your grooves

Scratch you up

Then I'll put you away


It won't be death

But a deep sleep

A curse of a hundred years

The princess will fall

The princess will fall into a slumber for a century


Then I'll put you away

I'll never ever play you again











BIS 

ZU 

DEM 

BREAKING 

FUCKING 

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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

MARILYN MANSON - HEAVEN UPSIDE DOWN - 2017

MARILYN MANSON

HEAVEN UPSIDE DOWN

2017

todas as letras escritas por Marilyn Manson


REVELATION

One, two, three, four, five, six, seven, eight, nine, ten

Revelations come in twelve, I say it again


And you will burn in a town with no fireman

Just playing with matches and praying to ashes

Too stupid to call themselves evil

So they call themselves heroes


This is the time for us


We'll paint the town red

With the blood

Of the tourists

Traitors and betrayers, this fucking game has no fucking players


You got something to say now?

This is the time for us


You're fucking welcome


TATTOOED IN REVERSE

So fuck your bible and your Babel

Made this psalm into my dirty bomb

So dance, motherfucker, dance

Racing to a red light


I'm un-stabled, I'm not a show horse

I can't be bridled, of course

I'm un-scabbed and un-regretted

I got tattooed in reverse


In reverse


You can't play this game, you've lost all the pieces

Hold your breath and just wait

Someone else will pay for your sins

But I'm not convinced by your costume

This ain't my goddamn cup of tears


Your confession means nothing

So fuck your attrition

There ain't nothing in my hourglass

Just sand from a dead sea

And I made it my weapon


Fuck your bible and your Babel

I made this psalm into my dirty bomb

So dance, motherfucker, dance

Racing to a red light


WE KNOW WHERE YOU FUCKIN LIVE

Let's make something clear

We're all recording this as it happens

Those diamond-bullet storefront-blood-bank

Splinters and stained glass


We don't need to move a single prayer-bone

Dodge/burn so loud and sub-low

We don't need to move a single prayer-bone

Hi-def is still life


"So what's a nice place like this

Doing 'round people like us?"


We know where you fucking live

We'll burn it down, burn it down

They won't even recognize your corpse


The world was stripped of its superficial surfaces

We don't intend to just eat the street

The asphalt is the good meat

And we will sleep on the skin of its nightmares

We will sleep on the skin of its nightmares

"It's time to just kill this crowd

And scream as fucking loud..."


Fire fire fire fire fire fire fire away


I love the sound of shells hitting the ground, man

I love the sound of shells hitting the ground

I love it


I love the sound of shells hitting the ground, man

I love it


SAY10

Devil's got a cut, like a slit in a cattle's calf

Dollar sign snakes, I'm all in the damned

Godless, fearless of the flood

Or the blood of the coming spring


Something is shedding its scales

Crying from the heat of the light

Or the empty shell on the stage

And cash is a poor man's money

Cash is a poor man's money


You say god, and I say SAY10

Say, say, SAY10


Open your mouth, love

Like a gutted church

My goat horns are napalm trees

And a crown of thorns is hard to swallow


You should pray now

Is it above or is it below?


Cocaine and Abel

I don't baptize whores

I'm a legend, I'm not a fable


KILL4ME

Let's grab a gold switchblade

And make us a blood pact, babe

To love and to fuck and to only see ourselves

And remember this


Your hotel-heart won't be so vacant

And I can tell that you ain't faking

Because I take death threats

Like the best of them


Would you kill, kill, kill for me?

I love you enough to ask you again

Would you kill, kill, kill for me?

You won't be kissing me unless you kill for me

Kill, kill, kill for me


Bloody noses are just like roses

But what happens when we are betrayed?

Would you drag them to the shed

And unload six rounds in their fucking face?

This is a sacrifice


Sideways for attention, longways for results

Who are you going to cross?


SATURNALIA

When all your demons die

Even if just one survives

I will still be here to hold you

No matter how cold you are

No matter how cold you are


I see the terror in your teardrop

Take your belief

Make it snow, let go

And wait together until we thaw


I don't wanna be another bullet hole

In the exit sign on your road


Just smile like a rifle

Hot metal in the setting sun


I was invited to eat the young


A stunning possession of symbolic firearms

In the bottomless celebrity scar


I was invited to eat the young


Si siht

Ailanrutas


By the roadside, all the bones picked clean

No gas in our machine

I will still be here to hold you

No matter how cold you are

No matter how cold we are


Can't stop now, no flowers to smell

Earth ate up the Son, can't even load my gun

It seems like Saturnalia


There's no exit plan, here

No emergency room in this tomb

And this door only opens one way


Blinded by blackness

We're just empty shells

In the deafening void

Of our last sunset


JE$U$ CRI$I$

I write songs to fight and to fuck to

If you wanna fight, then I'll fight you

If you wanna fuck, I will fuck you

Make up your mind or I'll make it up for you


The present is too fast

Anticipation is killing us

Cutting up rails

Eating our own tales


Sucking up Snow White's powder

White powder, Snow White powder

High as a tower and ready to fall

To the street like a Viper


Sucking Snow White powder

White powder, Snow White powder

High as a tower

Fall to the street like a Viper


I'm like a Jesus Crisis

And I made it up for you


BLOOD HONEY

You only say that you want me

When I'm upside down, upside down


I got you tied up and I love it

Tied up and I love it

Now, why would I set you free?


Now you're tied up, you love it

No lies now, I love it

I'm not being mean, I'm just being me


I got some feelings

But I try to hide what I reel in

I fuck every broken, crazy girl

Instead of hanging from my ceiling


So I keep my life for like

Keep my head loose

But nose is like a beehive

I'm dripping blood honey


HEAVEN UPSIDE DOWN

I can hear the scream of trumpets

Smell the ash and sulfur

Talons of battalions scratch at the sky

Like black feathers, scorpion eyes


I don't attract what I want, I attract what I am

Dead as the bees buzzing inside my head


Hold my hand and spin around

This is heaven upside down


And I tried to look inside you

I ended up looking through you

Now, you try to tell me

You're not a ghost