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e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

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quarta-feira, 4 de outubro de 2023

A/ÀS GERAÇÕES QUE SE PERDE[RA]M EM SI

 ouvindo: Mutant Strain, Murder Of Crows, 2023.

“Overburdened, underwhelmed, their ethical decree
That’s your moral compass but what good is it to me?” 
– Bad Religion, “True North”
apesar de todos os meus defeitos e péssimos hábitos, eu já tinha um ranço gratuito de gente velha/idosa desde que eu era muleque. tenho quarenta anos e, dependendo do velho por perto, prefiro que fique em silêncio mesmo. algo que sempre me deixa, desde sempre, encaralhado para um caralho é cumprimentar alguém com uma ofensa ou comentário depreciativo e gente velha/idosa tem o péssimo habito de ser personagem épica[1] nisso.
passar dos anos, só foi agravando, ainda mais quando eu soube da “justificativa” “não, é só brincadeira, pra descontrair, pra entrosar, pra quebrar o gelo” pra comportamentos e falas preconceituosos/depreciativos de diversos vieses, que, se prestarmos bastante atenção, (estes comportamentos e falas) vão se sendo repetidos indefinidamente entre as gerações a ponto de ser naturalizados, culturalizados[2], socializados e, resultantemente, imperceptíveis a ponto de não considerar uma avaliação e ulterior (auto)correção de quem os profere. e então, velh@/idos@ ficar de uma frescura extrema quando recebe o mesmo tratamento, e alguém (quando não, amigo teu ou parente teu ou afins de proximidade) “ah, tem idade pra ser teu pai, tua mãe, avó, avô; isso que tu estás fazendo é falta de respeito”.
aham. “falta de respeito”. ‘tô sabendo.
como o trem piorou de forma colossal quando ingressei o ensino superior, quando conheci uns muitos professores que deveriam levar um beijo de .12 em cada joelho por dia antes de saírem de casa pra ministrarem aula pra aprenderem a respeitar aluno – não respeitavam seus favoritos, que dirá os seus que não eram. então, agora, corno vai vir e dizer “ah, tal professor não é assim não”. aham. “não é” pra caralho também, eles que não se ouviam falando e/ou não eram tratados assim. nesse instante, nota-se que isso faz parte de uma cultura tão enraizada do professor universitário médio/padrão ser naturalmente cretino que povo nem se sente que isso acontece. sim, certo, é assunto pra outro post[3].
chegando onde eu queria chegar de fato com essa postagem...
agora fudid@ vem me dizer pra ter pena dos idosos que foram presos pelos ATOS TERRORISTAS do oito de janeiro do ano corrente. 
como é que esse pessoal, essa velharada, falava pra gente mesmo? 
“se estivesse em casa, isso não ter acontecido”? 
“boa romaria faz, na sua casa vive em paz”? 
dependesse de mim, apodreciam todos na cadeia nas mesmíssimas condições que um monte de gente que rouba pra comer fica só porque roubou pra comer e não tem o caso acelerado na justiça enquanto empresário que dirige bêbado e mata alguém, paga uma fiança, sai pela porta da frente e sem ser fichado[4]. eu nem vou entrar na seara dos policiais militares que fazem a mesmíssima coisa em serviço e dá em nada pra eles “porque ‘estavam em serviço’ e essas coisas acontecem”, porque também é outra discussão para outro momento. 
“ah, mas [meu pai, minha mãe, avô, avó] ‘tá preso em condições subhumanas, não ‘tá tomando o remédio, não tem o que comer; chora todos os dias, querendo voltar pra casa.” 
FODA-SE, MEO ERMAUM!
como é que esse pessoal falava mesmo? 
“direitos humanos para humanos direitos”? 
“direitos humanos esterco da vagabundagem”? 
“direitos humanos é coisa de esquerdista vagabundo”? 

depois das prisões[5], eles, seus parentes e correligionários (todos de índole tão golpista e terrorista quanto, perceba-se) ficaram chorando nos meios de comunicação “direitos humanos, cadê os direitos humanos?” “aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaain, como é que deixam essas pessoas viverem nessas condições?” POR FAVOR, NÉ, PORRA?!
exprime minha opinião sobre esse bando de vagabund@s desocupad@s 01
exprime minha opinião sobre esse bando de vagabund@s desocupad@s 02 
exprime minha opinião sobre esse bando de vagabund@s desocupad@s 03

avó de uma chegada minha do ensino médio virou doida de quartel e ‘tava no 8.01.2023. certo dia, essa chegada colocou umas fotos temporárias no grupo do ensino médio[6] de uma festa da família dela que ‘tava rolando perto de um Líder no qual só gente “lisa” mora perto[7] e “vovó... zona” com uma FUCKING tornozeleira eletrônica na canela. pois, em belo e determinado momento, ninguém mais, ninguém menos que a FUCKING PF bate lá pra saber porque FUCKING MOTIVO a velha não ‘tava na casa dela aquele horário, depois das 21h30, e levou metade da festa presa porque não queriam deixar a velha ir em cana de novo. infelizmente, muitíssimo infelizmente, o trem não apareceu na tv porque gente com muita grana abafou porque muita gente na mesma condição que a “vovó... zona” foi no balaio presa porque ‘tava na mesmíssima condição.
se vocês acreditam que os tempos (ditos pós-)modernos estragaram nossos jovens e nossas crianças (ver os incels, femcels, embelezos, esquerdomachos, esquerdominas, ancaps, esquerda cirandeira, channers), digo para prestarem a devida atenção para quanto e como estes mesmíssimos tempos estragaram (muitos d)os velhos e (d)os idosos, sendo que, se tem uma coisa pra qual a internet foi bastante útil, foi pra mostrar o quanto velhice não é sinônimo de acúmulo de sabedoria, visto o quanto essa velharada foi estimulada a mostrar o quanto o brasileiro médio – independente da idade, do grau de instrução, do credo e da região[8] – é conservador e preconceituoso a ponto de assustar o próprio brasileiro médio.  
se tivermos – “nós”: a parcela da geração X nascida na década de 1970[9], os millenials[10], as gerações W[11] e Dragon Ball Z[12]– , que levar um ensinamento de gente velha/idosa em consideração, que seja este “seja uma pessoa melhor do que eu sou, seja uma pessoa melhor do que eu fui”.
os tempos presentes, portanto, mostraram que há dois desafios. o primeiro consiste em não permitirmos que os jovens e as crianças sigam pelo mesmo rumo que essa velharada. o seguinte é não nos permitirmos (sim, nós, geração X, millenials et geração W) ser o que esta “melhor idade” foram e são. a crise na economia, na sociedade e no clima resultam de muitas das decisões deles (o quanto isso é culpa do capitalismo também é assunto para outro post) e não podemos nos omitir do quanto gerações X, Y, W e Z somos tanto quanto culpados. 
não posso precisar se perdemos o norte, se nunca tivemos um norte ou se ele chegou, algum dia, a existir. mas talvez tenha passado da hora de fazermos o da nossa geração, o do nosso agora porque os das gerações anteriores à X se mostraram inúteis, desprovidos e de sentido e significado, além de não-ressignificáveis. não dá pra dizer que não é uma coisa ruim.
a única certeza que consigo inferir é: se não quisermos ser os velhos chatos do futuro, temos que corrigir pra ontem nossos hábitos e os das gerações vindouras, porque uma solução os-sofrimentos-do-jovem-wertheriana não vai resolver e é tudo que a extrema-direita e a esquerda radical conservadora[13] quer: tod@s @s rebeldes, insurgentes, descontentes, crític@s e dissidentes à ela[s] @s fora de seu[s] caminho[s], facilitando sua vitória.
essa é mais uma luta entre tantas, que não reduz as outras, porque faz parte das outras e as outras fazem parte delas.
jamais esqueçamos: a revolução começa a partir da crítica e da autocrítica, enquanto plano das ideias e ação. nada é incriticável. é possível não ser chato e não passar pano pra nada. começando por nós mesmos.




¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
¡¡¡DEM!!!
¡¡¡BREAKIN!!!
¡¡¡FUCKIN!!!
¡¡¡NEUEN!!!
¡¡¡POST!!!









[1] trad. “personagem com habilidade lendária em alguma habilidade”.
[2] sim, essa palavra existe.
[3] isso se eu já não tiver escrito sobre isso em algum momento a anteriori.
[4] vocês sabem de qual (terrorista) deputado federal goiano estou falando, mas tem mais exemplos disso do que estrelas cujos brilhos vemos à noite quando dá pra conseguir ver.
[5] prisões estas que deveriam levar todos os militares envolvidos, inclusive; serem enquadrados, demitidos, tornados civis e presos; porque, se depender da justiça militar – essa sim a verdadeira vergonha do serviço público brasileiro, o verdadeiro e inconteste amontoado de vagabundo desocupado inútil por metro quadrado da América Latina – nenhum vai preso; no máximo, afastado e ainda recebendo pra isso, POR MÊS, mais do que muito assalariado vai ganhar em uma vida todo dia.
[6] como é de conhecimento geral, não dá pra tirar print de fotos temporárias.
[7] sim, consideremos o quão um imóvel fica valorizado quando um supermercado grande passa a fazer parte das proximidades, ainda mais quando é bairro “nobre”.
[8] Tocantins não fica no norte do Brasil; na verdade, é um ponto cego. quem nasce no RJ, ES, SP, PR, SC e RS é SUDESTINO!
[9] a geração X compreende todo mundo nascido entre 1960 e 1980. também tenho que pontuar aqui que não teve geração baby boomer na América Latina, Ásia, África, Europa Oriental e Oceania, sendo um fenômeno sociocultural exclusivo da América Anglo-Saxã e Europa Ocidental.
[10] minha geração, diga-se logo; também alcunhada de geração Y, sendo todo mundo nascido entre 1980 e 2000.
[11] todo mundo nascido entre 1990 a 2000.
[12] todo mundo nascido entre 1990 a 2010.
[13]  romance publicado originalmente sob o título Die Leiden des jungen Werthers, em 1774, de autoria do romântico alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832).
[14] sim, existem progressistas conservadores! não abre teu olho pra ver se tu não rodas nas mãos deles!

quinta-feira, 19 de maio de 2022

O HOMEM DO NORTE – análise e crítica do filme

ouvindo:  V/A Ronda Alternativa coletânea de bandas punk lançada em 1988.

eu vi ontem O Homem do Norte [no original, The Northman[1]], dirigido pelo estadunidense Robert Eggers (de A Bruxa, de 2015, e O Farol, de 2019[2]) e escrito por ele e pelo escritor islandês Sigurjón Birgir Sigurðsson, creditado como Sjøn. o Sjøn, inclusive, co-escreveu o roteiro de Lamb[3], filme islandês-sueco-polonês do ano passado, dirigido pelo também Valdimar Jóhannsson.
O Homem do Norte
, de 2022; direção de Robert Eggers; roteiro de Robert Eggers e Sjøn; Regency Enterprises, Perfect World Pictures, New Regency e Square Peg; distribuição pela Focus Features (nos EUA) e pela Universal (no resto do mundo).
Lamb
, de 2021; direção de Valdimar Jóhannsson; roteiro de Valdimar Jóhannsson e Sjøn; Sena, TriArt Film e Gutek Film. 

como todo mundo que já frequentou estas pairagens, sabe que sou suspeitão pra caralho pra falar de vikings e escandinavismo (incluir aqui a mitologia desse pessoal[4]) e o escambau correlacionado.
PRA COMEÇAR, não era pra citar isso, mas tinha uma época no famigerado Facebook que os paraenses zuavam os famigerados tupinivkings – brasileiros metidos a nórdicos, odinistas e escandinavos – por se dizerem “nórdicos”, sendo que o significado do verbete é “oriundo/residente na região norte”. quem tem o mínimo de noção de geografia do Brasil exceto indivíduos nascidos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, obviamente sabe onde fica o Pará, né? liguem os pontos.
no mais, zoava-se ad æternum os nazipardos – fulaninho MESTIÇO metido a nazista, com todos os discursos e trejeitos característicos a esse bando de bosta que fala. ¿falei que existe tupinivking mestiço também? ‘tá, não falei, mas ai MEIO QUE, MUITO POR BAIXO, dá pra dar um desconto, visto que os vikings eram oriundos de povos germânicos[5], que eram, consequentemente, povos de várias etnias, resultando nos vikings também serem de várias etnias. TODAVIA, isso EM NADA valida quaisquer discurso de mito de origem tanto dos tupinivkings quanto dos nazipardos. 
mas ‘tá... falando de tudo isso, só posso concluir que o que não vai faltar é cu de tupinivking e cu de nazipardo piscando em código morse com O Homem do Norte.
eu poderia dizer que “a opinião do povo da extrema-direita brasileira quanto a esse filme é outra história”, mas... não vai rolar. o jornalista brasileiro Reinaldo José Lopes fez um excelentíssimo paralelo sobre a obra e este polo ideológico em questão, visto que abarca esse bando de retardado supramencionado [mesmo que sejam “extrema-direita”, “retardado”, “tupinivking” e “nazipardo” sejam sinônimos, aqueles que tu encontras no sinonimos.com[6]].

VOLTANDO AO TEMA PRINCIPAL DA POSTAGEM 
eu, por mais que tentasse e quisesse evitar, acabei vendo o mencionado filme sob três óticas: a de pretenso crítico de cinema, a de estudioso de vikings e escandinavismo e a de COF COF COF COF jogador/narrador de RPG. quanto a este último item, me ative aos títulos Lobisomem: A Idade das Trevas e mais especificamente a Os Vikings. ¿é uma história de Fenrir? é, mas isso não vem ao caso.
Lobisomem: A Idade das Trevas
, de Forest Marchinton, Harry Heckel, Deena Mckinney e Ethan Skemp; Estados Unidos: White Wolf, 1999.
Os Vikings,

Zé povim da intenet falou que é filme pra dormir “igual o novo [filme do] Batman”[7]. pois bem. não preciso dizer que são filmes diferentes, com propostas diferentes. “público-alvo” é uma conversa totalmente por fora que não vem ao caso. sobre esse novo filme do Batman, dirigido pelo Matt Reves (um dos roteiristas de A Força em Alerta 2 e diretor do primeiro Cloverfield[8], Planeta dos Macacos: O Confronto e Planeta dos Macacos: A Guerra) - escrito por ele e pelo Peter Craig (Jogos Vorazes: A Esperança, Top Gun: Maverick[9] e Bad Boys para Sempre[10]) -, ainda não vi pra comentar a fundo mas pelos trailers, posso dizer que é uma parada totalmente noir, vinda da fase noir do personagem. e olha que não gosto dele.
The Batman
, de 2022; direção de Matt Reves; roteiro de Matt Reves e Peter Craig; Warner Bros. Pictures, DC Films, 6th & Idaho e Dylan Clark Productions; distribuição pela Warner Bros. 
A Força em Alerta 2
, de 1995; direção de Geoffrey Peter “Geoff” Murphy; roteiro de Matt Reves e Richard Hatem; Regency Enterprises, New Regency Productions e Seagal/Nasso; distribuição pela Warner Bros.
Cloverfield
, de 2008; direção de Matt Reves; roteiro de Drew Goddard; Bad Robot Productions; distribuição pela Paramount.
Planeta dos Macacos: O Confronto
, de 2014; direção de Matt Reves; roteiro de Peter Chernin, Dylan Clark, Rick Jaffa e Amanda Silver; Chernin Entertainment; roteiro de; distribuição pela 20th Century Fox.
Planeta dos Macacos: A Guerra
, de 2017; direção de Matt Reves; roteiro de Peter Chernin, Dylan Clark, Rick Jaffa e Amanda Silver; Chernin Entertainment; distribuição pela 20th Century Fox.
Jogos Vorazes: A Esperança
– Parte 1, de 2014, Parte 2, de 2015; direção de Francis Lawrence; roteiro de Danny Strong e Peter Craig, sob o livro homônimo de Suzanne Collins; Lionsgate, Studio Babelsberg AG e Color Force; distribuição pela Lionsgate.
Top Gun: Maverick
, de 2022; direção de Joseph Kosinski (Tron: Legado; Oblivion); roteiro de Ehren Kruger, Eric Warren Singer, Christopher McQuarrie, Peter Craig e Justin Marks; Skydance Media; Don Simpson/Jerry Bruckheimer Films; distribuição pela Paramount.
Bad Boys
para Sempre, de 2020; direção de Adil El Arbi e Bilall 
Fallah; roteiro de Chris Bremner, Peter Craig e Joe Carnahan; Columbia Pictures, 2.0 Entertainment, Don Simpson/Jerry Bruckheimer Films, Overbrook Entertainment; distribuição pela Sony.

amigo meu falou que “filme de super-heroi é a salvação do cinema” e outro [falou] que “não dá pra desmerecer um género em detrimento do outro”. derM eister Scorcese falou que “filme de super-heroi NÃO é cinema”. ‘tá, meteram o caralho no, no Spielberg, no Cameron e no Lucas quando eles lançaram suas primeiras obras, disseram que os filmes deles “não eram cinema”. ‘tá, mas o que isso tem a ver com O Homem do Norte? 
esse bombardeio da Disney ao cinema fez geral se desacostumar ao cinema porradão, o que que não tem pena de gastar o público, seja em roteiro, seja em trilha sonora, seja em fotografia e montagem, vocês entenderam... tudo o que O Homem do Norte é, e é dicumforçamente.
“a história de O Homem do Norte?”
ai que eu ia morrer e não saberia que o texto Hamlet é baseado em uma narrativa escandinava, e o nome próprio em questão advém do islandês antigo Amlóði (calma ai que já vamos voltar pra isso ai ainda nesse parágrafo). ‘tá. sim. eu tinha visto a vídeo-crítica da Isabela Boscoli, a do Lucas Maia e a do Otávio Ugá sobre o filme, fiquei “‘bora ver o que tem atrás desse texto shakespeariano?”. depois de ver o filme e fazer a pesquisa pra esse post... “ulha só, Hamlet é um anagrama de Amleth, que é uma inglesificação[11] de... Amlóði!” segue o meme de reação


alguém perguntou dia desses no Twitter “qual a distância de referência pra homenagem pra ‘copia mas não faz igual’?”. POIS ENTÃO, NÉ?
‘tá. mas arte tem dessas coisas. foda-se. voltando.
a história de está presente na compilação Pœtica Edda[12] e CERTAMENTE o William Shakespeare o conheceu por meio do texto Amlethus, Amblothæ, em latim, lá por contas do século 12. o resto é história e História[13]. voltando.
em 896, o Jarl[14] Aurvandill Corvo-da-Guerra (interpretado por Ethan Hawke QUE DISPENSA APRESENTAÇÕES), de um reino escandinavo pré-medievo no que será a Islândia[15], volta de uma empreitada. Aurvandill tem como esposa Gudrún (interpretada por ninguém mais, ninguém menos que a Nicole Kidman QUE TAMBÉM DISPENSA APRESENTAÇÕES) e seu filho e herdeiro... QUEM? QUEM? QUEM? QUEM? QUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM?
isso mesmo que pensaste.
o Amleth (interpretado pelo Oscar Novak).
MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS o Aurvandill tem um irmão – i.e., Fjølnir (interpretado por Claes Bang) – que tem inveja de sua posição, e acaba tramando pra tirá-lo do poder. a emboscada acontece após o rito de Amleth entrar em harmonia com seu animal não-humano interior. Fjølnir dá cabo em Aurvandill, não antes deste dizer para Amleth fugir e voltar somente quando estiver pronto para vingar o pai, resgatar a mãe e matar o tio. 
in Westen nicht neues. eu sei, vocês sabem, todos nós sabemos.
eu sei, vocês sabem, todos nós sabemos que Amleth (já interpretado pelo Alexander Johan Hjalmar Skarsgård) volta e traz o inferno para Fjølnir. mas o que eu não sabia e que vocês sabem a partir de agora é que o não completa todas as quests a ele delegadas, POIS eu sei, vocês sabem, todos nós sabemos que a história tem um lado de cada pessoa que participou da história. EXPLICANDO: o que a Gudrún fala pro Amleth, quando ele vai meter a Draugr – espada cuja lâmina que não pode ser quebrada ou entortada – no rabo do Fjølnir, dá uma reviravolta brutalizadora destroyer powered no roteiro. ele então: “foda-se, ’tô aqui mesmo, vou terminar a main quest”. 
É HUMANAMENTE IMPOSSÍVEL, durante o combate final entre protagonista e antagonista, não lembrar imediatamente do embate entre o Skywalker e o Kenobi em Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith. se todo e qualquer viking almeja o Valholl – o Valhalla, a saber -, é isso que o Amleth consegue. não suficiente/obstante, o Fjølnir também.
Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith, de 2005; direção e roteiro de George Lucas; Lucasfilm; distribuição pela 20th Century Fox.

COM EXCEÇÃO DO FILME SER FALADO MAJORITARIAMENTE EM ESTADUNIDENSE E AS PARTES EM NÓRDICO ANTIGO NÃO TEREM LEGENDA, o filme é tecnicamente perfeito. PRA MIM, era pra terem feito uma parada MelGibsoniana, botado o elenco pra falar nórdico antigo e foda-se, que leiam as porras das legendas. 50% do motivo de eu achar Apocalypto e Paixão de Cristo filmes do caralho é por serem falados nos idiomas locais das épocas – i.e., em maia de Yucatec e aramaico, respectivamente. voltando.
Apocalypto
, de 2006; direção de Mel Gibson; roteiro de Mel Gibson e Farhad Safinia; Touchstone Pictures e Icon Productions; distribuição pela Buena Vista Pictures Distribution
A Paixão de Cristo
, de 2004; direção de Mel Gibson; roteiro de Mel Gibson e Benedict Fitzgerald sobre textos do Novo Testamento e La passione del Signore nelle visioni di Anna Katharina Emmerick; Newmarket Films; distribuição pela Icon Productions.

chega a dar raiva de tão bem feito, figurino, cenários, fotografia, montagem, iluminação, trilha sonora. pelo que vi em uns vídeos de produção do longa, o pessoal usou o mínimo do de efeitos visuais possíveis. os planos longos são uma constante, mas não tem muita coisa na tela pra particionar atenção de quem assiste. como falei pro meu Bärbruder Thiago, se chegarem a fazer uma série do Conan, tem que ser NESSE nível de qualidade, jamais menor.
pra quem gosta de cinema DE VERDADE, O Homem do Norte  é banquete, é pra comer até passar mal, é filme pra ver de uma vez só. falo logo que tu vais torcer por todo mundo e ficar putaço full mode com todo mundo, visto que nada é simples, apesar do plot simples. ouso dizer que a única personagem que... é a que mais se fode, é a Olga Benário (interpretada por Anya-Josephine Marie Taylor-Joy[16]), feiticeira eslava capturada e escravizada pelos vikings que se torna amante de Amleth[17].
inclusive, não é um filme fácil, causa angústia, dá mal-estar, dá vontade de virar a cara em umas passagens. pra terminar, NÃO É PRA AVALIAR COM OS VALORES SOCIAIS ATUAIS, tampouco PARALELIZAR com “possíveis” valores sociais atuais (voltar ali pra questão levantada pelo RJL[18]), a fim de validá-los.no máximo, tratar as questões sociais a partir das levantadas pela/na obra supramencionada.

e é isso ai. 
assistam O Homem do Norte .





NOTAS
[1] a saber, uma das melhores traduções de título de filmes que já vi, mas “traduções de título de filmes” é outro assunto pra outro post.
[2] sim, também vou comentar esse filme aqui. em verdade, tem um caralhal de filme pra comentar aqui.
[3] o primeiro ainda não vi, o segundo eu vi e “beleza, muito bom, muito foda, ‘tá valendo, mas cadê o horror cósmico lovecraftiano que vocês viram nele? num tem naum”.
[4] no alto de minha formação de cientista da religião (senti muito nojo e asco de mim agora), também incluo o item mitologia.  
[5] por mais que os europeus chiem, gritem, chorem, o caralho, dos povos germânicos surgiram QUASE todos os atuais europeus tem uma exceção aqui e ali, como, POR EXEMPLO, os gregos (advindos dos micênicos), os finlandeses (de origem suomi) e praticamente todos os eslavos. não considero turco exatamente europeu, de mesmo modo que não considero tocantinense exatamente nortista.
[6] vou providenciar hoje mesmo essa página nesse site.
[7] PRA QUÊ AINDA FAZEM FILME DO BATMAN, CARA?!?
[8] obrigatório para um caralho! 
[9] eu gostava do filme Top Gun antes de estudar propaganda ideológica e como se desdobra no cinema.
[10] a verdadeira definição de “filme totalmente desnecessário” é esse filme.
[11] “inventei” agora essa palavra, um extintor de incêndio no seo coo se não gostaste.
[12] em algum post deste blog eu expliquei o que é esta compilação, procura ai que tu encontras ou seja, te vira.
[13] tem diferença nisso ai, mas não sou eu que vou explicar.
[14] líder de um povoado escandinavo pré-medievo. os termos relativos à nobreza só são utilizados propriamente valendamente só a partir da formação dos primeiros estados nacionais europeus, o que ainda demoraria para um caralho para acontecer.
[15] lá por 1919, 1920, por ai.
[16] ela ‘tá no mencionado A Bruxa, e faz uma voz no longa de animação Playmobil e na adaptação pro cinema filme d’Os Novos Mutantes, como a Ilyana Rasputin (não vou ver porque, pra mim, este grupo tem a mesma relevância d’Os Novos – i.e., NENHUMA!).
[17] “par romântico” são as picas do Dredd e do Mandingo simultaneamente no teu ânus.
[18] acrônimo de Reinaldo José Lopes.










¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
¡¡¡DEM!!!
¡¡¡BREAKIN!!!
¡¡¡FUCKIN!!!
¡¡¡NEUEN!!!
¡¡¡POST!!!

quarta-feira, 21 de abril de 2021

GODZILLA VS KONG - crítica e análise do filme

ouvindo: Henry Jackman, Kong Skull Island (Original Motion Picture Soundtrack), de 2017.
Godzilla vs King Kong, de Adam Wingard, de 2021, roteiro de Eric Pearson e Max Borenstein, sobre história de Terry Rossio, Michael Dougherty – diretor e roteirista de Godzilla: Rei dos Monstros – e Zach Shields 

comecemos com a verdade, insofismável verdade. a pergunta verdade que não quer calar, que não pode ser calada. não sei se já falaram mas, caso tenham, vou repetir:
ESTADUNIDENSE NÃO SABE FAZER FILME DO GODZILLA.
ai dá pra entender porque o Godzilla, do Emmerich, de 1998, FOI UM LIXO e porque o homônimo, do Edwards, de 2014, FOI TÃO LIXO QUANTO. não que o Godzilla 2000: Millennium, de 1999, do Okawara Takao, e o Shin Gojira, do Anno Hideaki e do Higuchi Shinji, de 2016, sejam os MELHORES filmes do Godzilla, mas funcionam infinitamente melhor e mais crivelmente que seus imediatamente anteriores (basta fazer as contas ai). o que eu sugeriria pra Legendary, caso consultado: chamar o Anno Hideaki pra escrever a história junto com o Terry Rossio, Michael Dougherty e o Zach Shields; desenvolver o roteiro junto com o Eric Pearson e o Max Borenstein e ENTÃO dirigir o filme junto com o Adam Wingard ai sim o negócio ia ficar totalmente agradável 100% de se ver.
Godzilla, de Roland Emmerich, de 1998, roteiro de Dean Devlin e Roland Emmerich, sobre história de Devlin+ Emmerich+ Ted Elliott + Terry Rossio
Godzilla, de Gareth Edwards, de 2014, roteiro de Max Borenstein, sobre história de David Callaham eu também pensei que ele fosse parente da Debbie Callaham, da Loucademia de Polícia
Godzilla 2000: Millennium, de Okawara Takao, de 1999, roteiro de Kashiwabara Hiroshi e Mimura Wataru
Shin Gojira, de Anno Hideaki (também roteirista) e do Higuchi Shinji, de 2016 
‘tá. sim. neg@ espera um roteiro de filme vencedor da Palma de Ouro em Cannes, como se os filmes da Marvel fossem o suprassumo da qualidade narrativa patatí patatá. então... NÃO É NÃO, PORRA, NÃO ESPEREM ISSO NÃO. o ÚNICO filme do Godzilla que teve uma mensagem realmente crítica foi o primeiro, de 1954, dirigido pelo Honda Ishirō e escrito por ele e pelo Murata Takeo, sob história do Kayama Shigeru. Certamente, frisa-se, o outro filme de kaijū (nome de filme de monstro gigante no Japão, logo não diga “filme de monstro gigante”, diga  “filme de kaijū”) que possui uma mensagem relevante é Colossal, do Nacho Vigalongo, de 2016, com a Anne Hathaway, que trata de alcoolismo e relação abusiva. recomendo e recomendo pra caralho.
Godzilla, de Honda Ishirō, de 1954 
Colossal, roteiro e direção de Nacho Vigalongo, de 2016
VOLTANDO AO OBJETO DE PESQUISA DO TEXTO. os efeitos visuais de Godzilla vs Kong, coordenados pelo John DesJardin (trilogia Matrix, TimeCop, Um Drink no Inferno, Enigma do Espaço[1])
, dão aquela FORRA MONSTRONA COM SANGUENUZOI, que os estúdios VFX, responsáveis pelos filmes anteriores da série do Monstroverso[2] e por este também, não fizeram nos filmes anteriores do Godzilla. eles (os efeitos visuais), em conjunto com a fotografia do Ben Seresin (o primeiro Tomb Raider, X-Men: Primeira Classe, Exterminador do Futuro 3) e a edição do Josh Schaeffer (A Grande Jogada, os dois Pacific Rim), contribuem para as lutas serem fudidamente caralhescas, que são tudo o que esperamos desde que o filme foi anunciado. TUDO!
a luta no Stage Tasman Sea, a primeira, é do caralho. mas o Godzilla não ganha por motivos de: o filme não podia acabar com quarenta e cinco minutos de filme. a segunda é uma revisitação de Arrebentando em Hong Kong... COM KAIJŪS. “ahn, mas as lutas do Godzilla: Rei dos Monstros foram muito escuras”. ‘tá. sim. foram sim. foda, né? bola fora do caralho, consta-se. TODAVIA – tal qual no Stage anterior – isso não rola em Hong Kong Stage, porque parece que os kombatentes[3] estão lutando em uma discoteca a céu aberto e os jogos de câmera e iluminação deixam Godzilla e Kong bastante nítidos e a dobradinha[4] Seresin/Schaeffer abre um novo nível de luta de kaijū em filmes ocidentais, um nível ACIMA! ai o ‘Zilla, velho, o ‘Zilla “vem cá, jogador, deixa eu te mostrar quem é o rei desse cabaré, ó, filha da puta”[5][6] e o cacete que ele baixa no macacão já entra pra história da sétima arte.
Arrebentando em Hong Kong, roteiro e direção de Jackie Chan, de 1985
Godzilla: Rei dos Monstros, de Michael Dougherty (Krampus: O Terror do Natal, Contos do Dia das Bruxas), de 2017, roteiro de Dougherty e Zach Shields, sobre história do trio Borenstein+Dougherty+Shields
mas ai tem o Hong Kong Stage.2, a luta contra o MechaGodzilla, que o Walter Simmonson[7], presidente da Apex Cybernetics – único humano da narrativa que só vou citar nominalmente aqui porque tem a melhor morte do filme – se aproveita que o Zilla ‘tá descarregando e solta o MechaGodzilla em cima dele. outros humanos da narrativa dão um jeito de ressuscitar o Kong, que já ‘tava lá pelos “deixa eu morrer em paz, caralho, eu não posso viver com a memória dessa peia”. então que começa o Hong Kong Final Stage, quando os dois protagonistas se unem, naquele clichezão básico de se unir contra o vilão – Kong putão pra caralho com o fato, em decorrência da lambança que levara do ‘Zilla –, nada surpreendente.
no fim, o ‘Zilla “falou, pois é, é isso. ai já, já, ‘tô de volta pra zoar vocês”. Kong é levado pra morar na Terra Oca, o centro da terra do livro do Verne[8], pelo visto.
o filme não vai mudar sua vida, mas dá uma nova perspectiva, e positiva, para o gênero. é divertido e tem um caralhal de referências e homenagens, a maioria delas só é óbvia pra quem come com açaí filme de kaijū, FC e cinema mainstream em si. 
aguardemos os próximos.




[1] ele também trabalhou nos últimos filmes da DC pro cinema, mas eles nem merecem a citação;
[2] parece que nem vão rolar mais os outros filmes, mas aguardemos que vai se suceder-se;
[3] sim, vou comentar o novo Mortal Kombat aind’esse mês;
[4] inclusive, quero, com feijão e batata e cebola. com macarrão também fica bem bom;
[5] quero acreditar que o Zilla ganhou mais facilmente porque ‘tava usando a Qualidade: Arena, do RPG 3D&T, mesmo estando em Beijing e não no Japão. entendedores entenderão;
[6] ‘TÁ, SIM, ‘TÔ ME EMPOLGANDO, DESCULPEM, MALZ AI;
[7] HOMENAGEMZINHA NADA DESCARADA, NÉ, CARALHO?!?
[8] Viagem ao Centro da Terra, romance de ficção científica do escritor francês Jules Gabriel Verne (1828-1905), publicado inicialmente em 1864.














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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

AMIZADE DESFEITA - análise e crítica do filme

ouvindo: Anti-Nowhere League, We Are…The League, de 1982

como atualmente tenho menos espaço na partição C: do HD que memória RAM e tenho uma pasta de quase 26 Gb de filme guardado na partição D: do mesmo armazenador a fins de só pra comentar aqui e depois deletar, esse resto de mês e parte de novembro vou fazer uma maratona de “análises e críticas de filmes” pra ir liberando espaço no D: e mandando coisa do C: pra lá. e vamos começar com um dos filmes mais locos que vi em 2018, chamado Amizade Desfeita, do ano de 2014. 
Amizade Desfeita
, de 2014, dirigido por Levan “Leo” Gabriadze e escrito por Nelson Greaves
Amizade Desfeita é uma produção russo-estadunidense dirigida por russo Levan “Leo” Gabriadze e escrito por Nelson Greaves (24 Horas: O Legado), que também produz o filme, em conjunto com Timur Bekmambetov (O Procurado, Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros, Guardiões da Noite, Guardiões do Dia)[1] e Jason Blum (Whiplash, Corra!, Atividade Paranormal), para a estadunidense Blumhouse Productions e para a russa Bazelevs Films, sendo que foi distribuído internacionalmente pela Universal. 
assistindo Amizade Desfeita dá pra entender porque, mesmo custando “só” um milhão de doletas, arrecadou cerca de 64k5 doletas no mundo todo – ou seja, mais do que se pagando, visto que um filme deve render, no mínimo, o triplo do seu valor total de custo para ser considerado. e Amizade Desfeita quebrou a banca, tal qual A Bruxa de Blair da vida, o primeiro. tal qual A Bruxa de Blair, Amizade Desfeita também tem continuação
Amizade Desfeita 2: Dark Web
, de 2018, escrito e dirigido por Stephen Susco
A Bruxa de Blair
, de 1999, escrito e dirigido por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez
e olha que o primeiro A Bruxa de Blair mergulhou num mar de tubarões que foi o ano de 1999. só pra lembrar rapidinho o que foi 1999[2] no cinema pra quem esteve lá e pra apresentar pra quem não esteve:
Matrix, escrito e dirigido por Lana Wachowski e Lilly Wachowski
South Park: Maior, Melhor e Sem Cortes, dirigido por Trey Parker e escrito por ele, em conjunto com Matt Stone e Pam Brady
O Gigante de Ferro, dirigido por Phillip Bradley Brad Bird[3] e escrito por Tim McCanlies, sobre o romance The Iron Man: A Children's Story in Five Nights, de 1968, do escritor inglês Edward James Ted Hughes (1930-1998)[4]
Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma, escrito e dirigido por George Lucas
13º Guerreiro, dirigido por John SE NÃO CONHECE ELE, RAPA DAQUI AGORA McTiernan e escrito por William Wisher, Jr. e Warren Lewis, sobre o romance Comedores de Mortos, de 1976, do estadunidense Michael Crichton (1942-2008)
10 Coisas que Eu Odeio em Você, dirigido por Gil Junger e escrito por Karen McCullah Lutz e Kirsten Smith
O Homem Bicentenário, dirigido por Chris Columbus[5] e escrito por Nicholas Kazan, sobre o conto homônimo, de 1976, e do romance O Homem Positrônico, de 1993, ambos do escritor e cientista russo-estadunidense Isaac Asimov (1920-1992)
Quero Ser John Malkovich, dirigido por Spike Jonze e escrito por Charlie Kaufman
O Sexto Sentido, escrito e dirigido pelo M. Night Shyamalan
Godzilla 2000, dirigido por Takao Okawara e escrito por Hiroshi Kashiwabara e Wataru Mimura
À Espera de um Milagre, escrito e dirigido pelo Frank Darabont, sobre o livro homônimo do Stephen King
Clube da Luta, dirigido por David Fincher e escrito por Jim Uhls, sobre o livro homônimo de Chuck Palahniuk
A Múmia, escrito e dirigido por Stephen Sommers
Detroit Rock City, dirigido por Adam Rifkin e escrito por Carl V. Dupré
American Pie - A Primeira Vez é Inesquecível, dirigido por Paul e Chris Weitz, escrito por Adam Herz
Buena Vista Social Club, escrito e dirigido por Wim Wenders
Beleza Americana, dirigido por Sam Mendes e escrito por Alan Ball

voltando à Amizade Desfeita. é preciso situar que o filme fez esse sucesso ABruxadeBlairiano em decorrência de sua história, visto que o filme é praticamente “passado” na internet e 2014. a tríade não, não a do WoD Facebook-Twitter-Instagram ‘tava cuns caralhos e o WhatsApp também ‘tava com tudo e tinha acabado de chegar ao Brasil com a nova tecnologia de telefonia celular não lembro qual era e não vou pesquisar, foda-se. e tinha o Skype[6] também, né? tem que falar do Skype, porque ele é a ambientação principal da narrativa aqui comentada. 
após alguém não identificado upar na internet um vídeo da estudante secundarista Laura Barns (Heather Sossaman) mutcho mutcho loca em uma festa, desmaiada e se cagando. como se as coisas não pudessem piorar – mas elas sempre pioram –, o vídeo viraliza e ela passa a ser motivo de chacota da escola. não aguentando a pressão, Laura mete uma bala na cabeça.
EXATAMENTE UM ANO APÓS O SUICÍDIO DE LAURA, estão em uma conferência de Skype Blaire Lily (Shelley Hennig) – a então “melhor amiga de infância” de Laura –, Mitch (Moses Storm) – namorado de Lily –, Jess (Renee Olstead), Ken Masters (Jacob Wysocki), Adam Warlock (Will Peltz) e um usuário desconhecido conhecido como “billie227”. toda vez eles querem se livrar do “indesejado” mas sempre sem sucesso, até Blaire conferir a quem pertence à conta – para surpresa geral, a conta era de Laura. após situações meio que absurdas e ser revelado que cada um dos participantes tem algum tipo de vínculo com Laura, todos passam a ser mortos – acredita-se que por seu espírito, que viera para dar aquela forra do povo que fez bullying dela. eu, particularmente, acredito que é a Laura mesmo que veio tocar o foda-se no negócio.
‘TÁ CERTO 
eu vejo Amizade Desfeita sob três perspectivas. a primeira é quanto ao fenômeno social bullying. “ain, se ela não tivesse bebido tanto, isso não teria acontecido”. FODA-SE, MEU IRMÃO, a mina chapou? chapou. mas não era nada pra filmar e muito menos upar na rede. a regra é clara: ACONTECEU NA FESTA, FICA NA FESTA. eu já sofri bullying pra caralho, eu já fiz bullying pra caralho, ninguém precisa me dizer o quanto o ensino médio é escroto quanto a isso. não conheci ninguém que se matou em decorrência de bullying, mas conhecer gente que conheceu não melhora as coisas. dizem que o Brasil tem potencial pra ser um EUA da vida ia ser legal pela expectativa de vida, não pelas taxas de suicídio entre jovens, que é praticamente o dobro do Brasil e, consequentemente, maior que qualquer outro país do G8 e da própria América Latina.
a minha segunda perspectiva quant’à obra remete e ainda’bre um link a terceira perspectiva. em algum dos seus vídeos do seu canal do YouTube o filósofo brasileiro Henry Alfred Bugalho disse que obras artísticas são necessariamente obras de seus tempos, produzidas sob problemas dos tempos, visando tratar com pessoas de seus tempos, podendo ou não utilizar ferramentas e metodologias de produção dos tempos nos quais foram produzidas. Amizade Desfeita é uma obra do nosso tempo falando pra gente do nosso tempo de problemas do nosso tempo, se valendo da atemporal roda de amigos pra falar merdas sobre tudo e principalmente sobre o que todo mundo fala quando ninguém está escutando – neste caso, Laura – e se valendo de duas ferramentas de nosso tempo. como dito, o Skype. como dito, a internet.
a minha terceira perspectiva parte do como Skype ambientação principal da narrativa um dos filmes mais icônicos do Alfred Hitcock é Festim Diabólico, de 1948, que, em suma, se passa em somente um cenário.
Festim Diabólico
, dirigido por Alfred Hitcock (1899-1980) e escrito por Arthur Laurents (1917-2011), sobre a obra Rope’s End, de 1929, do teatrólogo e escritor britânico Anthony Walter Patrick Hamilton (1904-1962)

Amizade Desfeita se passa em um cenário particionado em cenários, em cenários que fabricam um cenário. não é integralmente em plano sequência como o texto hitcockiano, óbvio, além de não ter um trabalho de fotografia e iluminação, sendo esta última a das câmeras dos notebooks e dos lugares pelos quais os personagens e coadjuvantes transitam, dando um senhor ar de credibilidade ao que o Greaves e o Gabriadze, creio, devem ter proposto ao desenvolver a obra. esta, inclusive[7], também não tem trilha sonora, sendo todo o som ambiente – tal qual o primeiro parâmetro (A Bruxa de Blair) –, que deve ter facilitado pra caralho a vida do pessoal da mixagem de som e da edição de som, por não terem tanto som pra trabalhar em cima.
a edição é um caso à parte justamente pelo caso do “cenário particionado em cenários, cenários fabricando um cenário”, é um jogo muito interessante de se acompanhar, tem umas jogadas de câmera muito boa, que o som vai acompanhando tudo e parece que estamos na conversa devido à limpeza de som enviado e recebido. essa limpeza de som também chega a incomodar quando rolam os gritos e chiados e barulhos intensos. não duvido que tenha sido verdadeiramente intencional. e deu muito certo.
meu problema com Amizade Desfeita é: ser muito longo. fosse uma hora, NO MÁXIMO, ‘tava de excelente duração. ESTOURANDO, uns setenta minutos. ‘tá. sim. tem o caso da exigência do cinema de ter cerca de uma hora e meia, no mínimo. mas, pra mim, não funcionou com todo esse tempo, ficou cansativo, a ideia meio que se perdeu. eu não sei se o Levan Gabriadze e o Nelson Greaves tinham a pretensão de “revolucionar” o cinema de horror e o caralho. mas certamente eles deram uma senhora contribuição inquestionável ao gênero com o texto. este tem os poréns de comparação com Festim Diabólico? tem, mas tem seus méritos próprios que cobrem estes poréns. Amizade Desfeita tem os poréns de comparação com A Bruxa de Blair? tem, mas tem seus méritos próprios que cobrem estes poréns, ainda mais tendo em vista a diferença de propósitos e qualidade do refinamento dos produtos finais. mesmo porque comparar a qualidade de vídeo de uma câmera de mão da primeira metade da década de 1990 com uma câmera de notebook da primeira metade da década de 2010 é justo pra caralho, né? (dependendo do notebook, a qualidade de vídeo da câmera é a mesma de uma câmera de mão da primeira metade da década de 1990 mesmo).
no mais, creio que um texto realmente aproximado a poder comparar Amizade Desfeita é o Pulse/Kairos, mas isso vou tratar em outro post[8], inclusive[9].
Kairo
, de 2001, dirigido e escrito por Kiyoshi Kurosawa
Pulse
, de 2006, dirigido por Jim Sonzero e escrito por Wes Craven e Ray Wright, com base em [ver filme abaixo]

e, oh, no decorrer do filme, se acaba-se descobrindo quem upou o vídeo da Laura.

assista Amizade Desfeita.





[1] ele também produziu o Ben-Hur de 2016, mas se faça o favor de ignorar sua existência.
[2] sim, agora tu cantas a música homônima do Capital Inicial.
[3] eu falo de uma das primeiras animações que o Brad Bird trabalha, The Plague Dogs, nesse post aqui. 
[4] eu apresentei um trabalho sobre esse longa na época da minha graduação, falo dele AQUI! 
[5] vale o mesmo comentário do John McTiernan.
[6] dispensa apresentações.
[7] caralho que “inclusive” se tornou meu novo marcador linguístico HAHAHAHAHA.
[8] ‘tá quase pronto até, só falta ajeitar um detalhe aqui e ali e subir.
[9] olha ai de novo o marcador.










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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

CRUZ DEL SUR, ROI OURS E QUARTETO FANTÁSTICO 2099 - análise e crítica das HQs

ouvindo: James Newton Howard, The Prince Of Tides - Original Motion Picture Soundtrack, de 1991 





primeiro que este post amorosamente dedicado às memórias do cartunista argentino Joaquín Salvador Lavado Tejón, a.k.a. Quino (1932-2020) e à do desenhista estadunidense Alfonso “Al” Williamson (1931-2010).

nós não esqueceremos, somente agradecemos.




diferentes países. diferentes escolas de Histórias em Quadrinhos. Comics. Bande Desinée. super-heróis. de tudo um muito. e chega a ser irônico pensar que se produz mais HQ de faroeste na Europa que nos próprios Estados Unidos. tão irônico[1] ao se considerar que só se tem conhecimento de super-heróis franceses, à exceção de Satanax, criado pelo artista Auguste Liquois (1902-1969) e pelo roteirista Lucien Bornet, ambos franceses. eu poderia falar de n diferenças culturais acerca da nona arte nos países em questão, e de como o cinema, a literatura e o teatro influenciam muitíssimo mais as HQs no país mais islamofóbico do mundo[2] do que na “terra das ‘oportunidades’” entretanto vou me ater hoje somente “somente” a falar de três títulos – poder-se-ia dizer – díspares.


imagens do meu cérebro funcionando após eu ler HQs muito díspares entre si

todavia dois deles são mais aproximados que o terceiro, que não tem porra nenhuma a ver com o último. bora pro que interessa nessa porra.


CRUZ DEL SUR 

pra começar eu vou me corrigir: no começo do texto era pra ter falado do país europeu que mais recebeu influência islâmica em praticamente todos os âmbitos socioculturais e as igrejas católica e protestante falh(ar)am miseravelmente em extirpar – a Espanha[3]. 
admito que o que eu mais saco da Espanha é futebol, cinema, Dom Quixote, Crysyx, tretas na Cataluña, HHH, GRB, Hörror, atriz de filme pornô e o Ignacio Jordà González a.k.a. Nacho Vidal. e antes de Cruz Del Sur, eu NUNCA tinha lido nada de HQ produzido nesse país.
O AUTOR DESSE BLOG DEFENDE A INDEPENDÊNCIA DA CATALUNHA!
¡LLIBERTAT CATALONIA!
crendices, superstições e medievalismo são indissociáveis. em algum lugar, aqui, ali, por ai, nas narrativas, os dois primeiros se encontram com o cristianismo seja em rota de colisão – com este visando destruir os hábitos “religiosos” locais para que se estabeleça –, seja para andar de mãos dadas. mas, no final, quase nem sempre o negócio acaba bem. em verdade, quase nunca o negócio acaba bem (a não ser quando a história é contada pra criança – ou não).
o conjunto crendices e superstições locais em rota de colisão com o cristianismo à época do medievalismo é o Leitmotiv de Cruz Del Sur, graphic novel escrita por Luis Durán e desenhada por Raquel Alzate, publicada pela editora Astiberri em dezembro de 2004.
Cruz Del Sur é onde a narrativa se desenvolve, quando Groz, o cavaleiro favorito de Volt (o senhor de Cruz Del Sur) e soldados subordinados a ele matam uma mulher tida como uma bruxa e levam sua filha, Iliane, para que o senhor da localidade decida seu destino. como em dado período da Idade Média europeia aconteceu a Santa Inquisição e a decorrente caça às bruxas, havia sempre um padre (muitas vezes mais gordo que a puta que pariu, pra quem nunca falta comida) em uma vila, cidade, comunidade, etc etc etc, foda-se, vocês entenderam.
10 anos depois, após voltar de guerras e guerras, Martin, o filho mais novo do senhor de Volt, retorna à Cruz Del Sur e, após se “encantar” com Iliane, tenta violentá-la, mas ela resiste e acaba sendo esfaqueada pelo bobo da corte. Dominique, o escravo do bobo, o mata com uma paulada e ajuda Iliane a fugir justamente para o bosque; ele a deixa justamente à base da árvore que a mãe de Iliane foi morta. o bosque, tido como maldito/diabólico, se vinga dos relacionados aos que mataram sua amada e sua filha.
a história é fenomentalmente bem contada e a arte de Raquel Alzate apresenta praticamente um quadro a ser emoldurado na parede, devido sua habilidade com pinceis e iluminação o final da leitura é um “UOU, QUE FOI ISSO, VELHO?” com “porra, já acabou? não tem mais, não?” como pouquíssimas obras fazem a quem as degusta.
tem um animador russo chamado Aleksandr Konstantinovich Petrov, vencedor do Oscar de curta em animação em 1989 por The Cow e em 2000 por The Old Man and the Sea – com base no romance homônimo de Ernest Miller Hemingway (1899-1961) –, que tem três obras OBRIGATÓRIAS pra quem curte animação: a já citada The Old Man and the Sea, de 1999; My Love, de 2006, escrita em conjunto com Ivan Shmelyov; e Rusalka, de 1996, escrita em conjunto com Marina Vishnevetskaya.
The Old Man and the Sea, de 1999, de Aleksandr Konstantinovich Petrov
My Love
, de 2006, de Aleksandr Konstantinovich Petrov
Rusalka
, de 1996, de Aleksandr Konstantinovich Petrov
podem ter certeza que bicho produzindo uma animação dessa graphic novel ganhava, no mínimo, por baixo, mais um Oscar de curta em animação, ainda mais se coordenado e/ou co-dirigindo com Durán e Alzate.
se tu não gostares de Cruz Del Sur, por favor, pare de consumir nona arte porque o negócio não é pr’ocê não.


ROI OURS 
volta e meia eu falo de HQ francesa aqui e vou falar até quando eu considerar conveniente. porque os franceses, junto aos japoneses, são os picas das galáxias pra fazer HQ. Roi Ours, do francês Mobidic, lançada em 2015 pela Delcourt, não foge em nada à regra, mesmo tendo um jeitão de animação infantil. mas só o “jeitão” mesmo, visto que é uma história de amor, sacrifício e devoção ritual das quais tu não deixas uma criança ver sozinha, ainda que tenha uma referência indiretona ao Ursos sem Curso, já que a BD[4].
Ursos sem Curso, 
em um cenário meio Apocalypto na parte central da América do Norte e muitíssimo antes da chegada dos europeus ao continente, Xipil será entregue em sacrifício à Caiman, a deusa-jacaré, para que graças recaiam sobre sua tribo, quando é “salva” pelo Rei Urso Polar da Coca-Cola com a benção – ainda que deveras receosa – da Mãe dos Macacos, o soberano desposa a jovem após esta atacada por Antli, seu.... EX-MARIDO. claro que, quando a ficha dela cai, ela nota o tamanho da cagada que se meteu. a cerimônia de casmento é digna das melhores narrativas orais de mitologias. Rei Leão Feelings, algo por ai.
claro que a caralhada fica mais caralhenta quando Xipil tem uma visão de seu povo natal guerreia com o Rei Urso e o derrota, tombado em celeuma e que, OLHA SÓ!, não era uma PREvisão e sim uma em tempo real. com isso, Caiman vê uma oportunidade de reaver sua oferenda e, de quebra, se vingar dos humanos que destroem indiscriminadamente as terras do povo-crocodilo fazendo uma proposta irrecusável à Xipil que custará sua alma.
MAS A REGRA É CLARA: se a narrativa tem um tom épico tem que acabar em merda, não pode ter final feliz. nisso, Mobidic agrada de forma soberba, a ponto de fazer tu se sentires mal com o fim de Roi Ours, a ponto de bater aquele vazio ESCROTO. se a HQ consegue fazer isso, ela vale pra caralho. 
por fim, também achei Roi Ours fudida pra caralho no melhor sentido por apresentar uma nova perspectiva sobre totens, rituais e relações com seres espiritais. e MELHOR AINDA: sem relação alguma com os Garou de Lobisomem: O Apocalipse, abrindo possibilidades de campanhas interBetê[5], já que os totens apresentados são “Gurahl”[6] e “Mokolé”[7] e a ambientação uma região indeterminada da América do Norte muito antes da chegada dos Estrangeiros da Wyrm. enquanto Cruz Del Sur cai como uma luva pra GURPS Middle Ages ou mesmo um D&D ou um Vampiro: A Idade das Trevas; Roi Ours é total um GURPS ou um Mago: A Cruzada dos Feiticeiros ou quem sabe aquele Lobisomem: A Idade das Trevas belezinha.
leia Roi Ours. e leia pra ontem.

QUARTETO FANTÁSTICO 2099 
o terceiro dos três foda de ser fã é ler quase todas as merdas que saem de tal personagem ou grupo de personagens e eu já falei pra caralho aqui o quanto eu curto Quarteto Fantástico[8] e, à exceção do Motoqueiro Fantasma[9], eu sempre fiquei totalmente na onda com os títulos da série 2099. “ah, mas tinha o Homem-Aranha também.” ESSE Homem-Aranha eu curtia, ai conclui – ao ler a última série do personagem (Homem-Aranha 2099) – que meu problema não era o personagem e sim o alter-ego, o cretino imbecil do Parker.

Motoqueiro Fantasma 2099, criado por Len Kaminski e publicado de 1994 a 1996
Homem-Aranha 2099, criado por Peter David e Rick Leonardi

ai que a Marvel, creio que na esteira da última série do Homem-Aranha 2099, decidiu rebotar esse universo e já estão rolando os títulos tanto do Conan (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)[10], Venom (eu considero perfeitamente cabível)[11]. eu só queria saber como vão linkar, SE, em decorrência de Maestro, prequel de Futuro Imperfeito, vão linkar essa caralha ao universo de Futuro Imperfeito[12]. nhum boto fé ki vaum fazer içú nhaum.
Hulk: Futuro Imperfeito
, de Peter David, George Pérez e Tom Smith, de 1992; publicada no Brasil pela primeira vez em 1996 
Hulk: Maestro, de Peter David e Dale Keown; série em andamento
“mas como o Quarteto Fantástico vai parar em 2099?”
é demais sabido que, em história de super-herói, fulano viaja no tempo como criança brinca de pira[13] e isso já aconteceu pra caralho em história do Quarteto, principalmente na fase Byrne e na fase Simonson-Simonson[14] e na saga contada por Karl Kesel (Super-Homem, Demolidor, Indiana Jones), Terry Kavanagh (X-Men, Mestre do Kung-Fu, Viúva Negra), Joe Kelly (Action Comics, Elephantmen[15], Steampunk) e Benjamin “Ben” Raab (Liga da Justiça: Xogum de Aço[16], Excalibur); desenhada por John DISPENSA APRESENTAÇÕES Buscema, Humberto Ramos (Impulso, Vingadores, Hardware), Rick Leonardi (Asa Noturna, Star Wars, Mulher-Hulk), Matt Ryan[16] (Liga da Justiça, Bloodshot, Conan & Mulher-Maravilha[17]), Pasqual Ferry (Thor, Superboy, O Jogo do Exterminador[18]): arte-finalizada por Al Williamson (Star Wars, Motoqueiro Fantasma, Weird Science-Fantasy), Jimmy Palmiotti (Jonah Hex, Justiceiro, Aliens), Jaime Mendoza (Bloodstrike, Batman, X-Men Ultimate) e Art Thibert (Renegados, Youngblood, Call of Duty: The Brotherhood[19]); e colorida por Paul Becton (Vingadores da Costa Oeste, Conan).
“‘tá, mas o que é que acontece?” a Primeira Família da Marvel volta de uma missão na Zona Negativa e cai em 2099, sendo perseguidos pelas megacorporações Stark-Fujikawa[20] e Alchemax[21] para que tenham certeza se são eles ou não enquanto isso, eles além de tentar voltar pra Zona Negativa pra poder voltar pra 1999 vai ser só mais um ano, um dia na vida, uma gota no oceano, ano do qual eles saíram. então que, não sei a razão – talvez eu nem queira saber – deram fim no universo Marvel, NESSE universo Marvel com um asteroide composto do mesmo tecnovírus do personagem Warlock[22] e jogaram o Quarteto nessa presepada toda, vista a experiência do conjunto nestas situações. ademais, são situações deliciosamente absurdas que é legal observar o contraste das gerações de superseres aparecem o Aranha e o Doutor Destino, como eles são e não tem como não curtir.
o que posso dizer sobre Quarteto Fantástico 2099 é: é RUIM, DÁ VERGONHA DE VER. as histórias são Quarteto Fantástico Quarteto Fantástico, pegada ação com ficção cientifica com roteiro até que bem-feito e arrumado. TODAVIA a arte É ABSURDAMENTE PORCA, lembrando muito Super-Homem do final da década de 1980 começo da década de 1990 que chega a dar muita raiva ao se ver. 
por fim, só leia Quarteto Fantástico 2099 se tu fores indiscutivelmente fã do grupo, senão passe longe. BEM longe.




estas foram as críticas e análises de hoje, espero que vocês tenham curtido. e eu queria agradecer ao meu Irmão-Lobo Chuva-Vermelha-de-Sangue e a minha Irmão-Loba Lizzie Perez pelas orientações quanto a situação histórica da Idade Média pra eu não falar merda no texto.





[1] ♪♫Ist das nicht ironisch? Meinst du nicht?♪♫
[2] às palavras da Prof.ª. Dr.ª. Francirosy Campos Barbosa, do Departamento de Psicologia e Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do campus Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, na vídeo-aula Introdução ao Islam: fontes escriturárias, mulheres e pandemia, de 27 de agosto de 2020.
[3] ver nota 1 do post anterior.
[4] acrônimo de Bande Desinée.
[5] metamorfo(s) ou mesmo raça(s) metamórfica(s).
[6] para mais informações sobre os metamorfos-urso, ler Gurahl: Changing Breed Book 4, de Jackie Cassada e Nicky Rea para a White Wolf em 1998.
[7] para mais informações sobre os metamorfos-repteis, ler Mokole: Changing Breed Book 6, de James Comer, Steve Prescott, Jeff Rebner e Ron Spencer para a White Wolf em 1999.
[8] ler ESTE post, ESTE post e ESTE post.
[9] cedo ou tarde, vou fazer um post só pra ele por aqui.
[10] eu vejo uma influência do Ronin, do Miller; do Lobo Solitário cyberpunk e de muitas coisas do RPG Shadowrun.
[11] não preciso dizer que sempre gostei mais do Venom que do Aranha do 616.
[12] o Maestro chega a meter a cara nos tempos presentes em umas edições de Velho Logan. meio forçadinho mas ‘tá valendo pra passar a tarde.
[13] ver nota anterior.
[14] Walter Simonson e Louise Simonson no roteiro e Walter Simonson na arte.
[15] pelo bem do que te resta de sanidade e saúde mental, NÃO LEIA ESSA PORRA!
[16] eu já falei dela nesse post aqui, também vou falar dela por aqui.
[17] FODA PRA CARALHO! RECOMENDO PRA CARALHO!
[18] serve como leitura “lateral” do filme homônimo dirigido e escrito por Gavun Hood, baseado na obra homônima de 1985 do escritor estadunidense Orson Scott Card.
[19] não tem nada a ver com a série homônima de jogos de videogame e sim com as teleséries Station 19 e Chicago Fire. Brigada 49 e/ou Cortina de Fogo em Quadrinhos, caso prefiras.
[20] não vou explicar aqui, talvez eu explique no post do Motoqueiro 2099 por ora, terás que se debruçar sobre o universo pra saber.
[21] idem.
[22] personagem criado por Chris Claremont e por Bill Sienkiewicz, cuja primeira aparição foi na edição #18 do grupo The New Mutants, de agosto de 1984 (no Brasil, saiu na edição #72 d’O Incrível Hulk, de junho de 1989). 





R E F E R Ê N C I A S C O N S U L T A D A S

BARBOSA, Francirosy Campos. Introdução ao Islam: fontes escriturárias, mulheres e pandemia. Vídeoaula do curso Introdução ao Islam, oferecido pelo RELIGANDO Ciência da Religião Online em 27 de agosto de 2020. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=aqdLiIIDf6g>.
CASSADA, Jackie; REA, Nicky. Gurahl: Changing Breed Book 4. Estados Unidos: White Wolf, novembro de 1998.
CORNER, James; PRESCOTT, Steve; REBNER, Jeff; SPENCER, Ron. Mokole: Changing Breed Book 6. Estados Unidos: White Wolf, setembro de 1999.










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