sexta-feira, 24 de novembro de 2006

FUNÇÕES ORGÂNICAS - parte dois

FUNÇÃO HIDROCARBONETO
Ontem pensávamos que ia chover
Mas acabou não chovendo,
Só fez um calor suportável.
Anteontem só faltou chover canivetes e sapos
A chuva alagou o quintal da minha casa,
Antes isso do que as telhas serem levadas embora.
Eu tenho e todos têm o dever e a obrigação
De desligar todos os eletrodomésticos
Antes mesmo de começar a trovejar!
Eu quero mesmo é dormir enquanto chove
E não estudar enquanto chove
Torrencialmente.
Parece que hoje indubitavelmente
Vai chover outra vez;
E quem eu gostaria muito que estivesse aqui
Para eu estar abraçado com
Para eu estar deitado com
Indubitavelmente
Está dormindo ou vendo TV
(já que a MTV está fora do ar por tempo indeterminado).
Quando chover mais tarde
Vai fazer frio ou calor?
As certezas são: os trovões irão rugir e o aguaceiro irá desabar;
Algumas ruas e casas serão inundadas;
Muitos bueiros irão transbordar;
Quando a chuva engrossar: crianças sairão para brincar!
Agora a chuva começou:
Eu tenho que estudar ouvindo-a cair -
Cair e molhar e inundar e alagar e regar e enfrerrujar
E agora: vai fazer frio ou calor?

:: 22 de novembro de 2006 ::

terça-feira, 21 de novembro de 2006

EPISÓDIO DE INVASÃO COMENTADO

Que horas são? Anoiteceu e tá frio, e eu tô escrevendo pra postar amanhã. Hoje é Segunda-feira, 20 de novembro de 2006. Hoje à tarde choveu pra porra e fez – ainda está – fazendo frio pra caralho.
Foi só eu ou alguém mais viu o episódio da série extraterrestre do SBT (Invasão)? [As outras duas séries são Taken, da Bandeirantes, e a mais do que clássica, Arquivo X, que, desta vez, está sendo transmitida pela Play TV]. Caralho, caralho, caralho. Ainda bem que eu programei o videocassete pra gravar o episódio em questão caso eu: não dormisse em casa (o que realmente aconteceu), ou chegasse bebaço ou em casa depois do horário ou incapaz de assistir o programa (por estar bebaço). Caralho, eu lamento imensamente ter perdido os últimos três episódios antes deste que gravei do Sábado, 18 (aniversário do meu amigo Álvaro Masayoshi Magalhães Ito). Este capítulo em questão se chama Origem das Espécies e, é um dos melhores dessa série, senão o melhor de todos... até agora. Nenhum outro episódio foi tão carregado de emoção, revelações e verdade. EI! ESSA É MINHA OPINIÃO! Todavia, sei lá... acho que eu sou o único cara neste grande e maravilhoso e moribundo e deplorável Estado que assiste esta série, pois ainda não encontrei ninguém que também a assista.

Bom... vamos ao que interessa e o verdadeiro motivo de eu estar escrevendo esta postagem. Para começo de conversa, exatamente aos 04 minutos e 51 segundos do 2º bloco, o Oficial Lewis vê uma luz vindo rápido dentro dá água, em sua direção [p.s.: esse Oficial Lewis é subordinado do Xerife Tom Underlay (intepretado por William Fichtner) da cidade onde se passa a série, e tem um toco no lugar de onde deveria ter um braço esquerdo... mas eu aprendi que não são as deficiências – sejam elas físicas ou mentais – que fazem uma pessoa e sim o caráter].
Aos 05’45’’, Lewis começa a entrar na água para ver a luz em questão. Aos 05’46’’, a “luz” puxa Lewis para dentro d’água e se manda com ele em uma velocidade surpreendente. Aos 05’48’’, o [filho da puta] do Xerife corre para a água para – em vão – resgatar Lewis e, com isso, ficar com a maior cara de bunda da Terra. Dos 06’11’’ aos 06’48’’, finalmente é descoberta a maneira de como o ser humano é raptado pelos extraterrenos é realmente abduzido e qual é a verdadeira forma dos alienígenas do seriado.
No começo do terceiro bloco, durante a conversa do Russell (interpretado por Eddie Cibrian) e do Hill – o cara negro que seqüestrou o Dave (interpretado por Tyler Libone) no episódio anterior – ele, o Hill, fala uma coisa interessante:
“Não sei, mas seja o que for, as pessoas afetadas parecem estar evoluindo. Uma apóia a outra, constroem uma comunidade. Aí eu me pergunto: ‘o que tem neste lugar para tudo ser tão diferente?’ Isso já aconteceu em vários lugares, mas, em Cuba e no Brasil, quase todos morreram”.
Para mim, os roteiristas deste episódio – Shaun Cassidy [que também é o diretor da série] e Juan Carlos Coto – queriam passar no trecho “o que tem neste lugar para tudo ser tão diferente?” é que nos EUA, em qualquer parte dos EUA que sejam, todas as pessoas são decentes, unidas e se apóiam uns aos outros mutuamente (há, há, há, eu simplesmente não podia perder essa). Essa é muito boa! Que o diga Michael Moore em suas obras Tiros em Columbine, Cara, Cadê O Meu País e América – Uma Nação de Idiotas, filmes como Mississipi em Chamas, A Cor Púrpura e Faça A Coisa Certa, além de obras de gente [foda] como Bob Dylan, Thomas Stearns Elliot (ou simplesmente T.S. Elliot), Creedence Clearwater Revival, Metallica (basta ler as letras dos clássicos álbuns clássicos Master Of Puppets, de 1986 [o último com o baixista Cliff Burton] e ... And Justice For All [de 1989, o primeiro com o baixista Jason Newsted, ex-Flotsam and Jetsam], Green Day (“Do you wanna be an american idiot?”), entre n outras bandas e artistas que detonam o american way of life. “País livre, tolerante, decente e unido?” Não me façam rir!

Voltando ao Invasão.
03’58’’ do terceiro bloco, alguém bate à porta da casa do Xerife. (Quem é?) É O LEWIS!... enrolado em toalhas. (eu tava almoçando pelas três da tarde quando vi isso – quase que eu tive um troço!).
O Xerife abre a porta de vidro.
XERIFE (depois de abrir a porta de vidro): Lewis.
LEWIS (virando o resto na direção do Xerife): Senhor.
XERIFE: O que está fazendo aqui? O que você... eu... Como chegou à minha casa? (pergunta antes de colocar as mãos nos ombros de Lewis).
LEWIS (calmamente): Eu vim andando.
XERIFE (espantado): Andando? Mas... de onde?
LEWIS (calmamente): Da praia.
XERIFE (espantado, procurando palavras): Entre.
Os dois entram na casa do xerife, que, depois de fechar a porta, vai até Lewis.
XERIFE: Lewis, sabe o que aconteceu ontem à noite?
LEWIS: Hã... er... hã... Eu não sei não, senhor.
XERIFE: Tem certeza?
Silêncio.
LEWIS: Tenho. Mas... eu acho que isso não importa agora. Quem sou eu para questionar um milagre?
Silêncio. O Xerife faz aquela cara de bunda de quem não sabe o que dizer.
XERIFE: Eu não sei se chamaria isso de milagre, mas...
LEWIS: Ah... mas é um milagre sim, senhor.
05 minutos e 07 segundos. Lewis abre os braços e a toalha que cobria seu abdômen cai. Onde havia somente um toco agora há um braço.
LEWIS (depois de ver seu braço): Isso é um milagre.
Agora, eu tive realmente um troço.

[depois de recuperar o fôlego e ver a cena pelo menos umas 10 vezes].

Último bloco.
Prestem bastante atenção neste diálogo, uma vez que o entendendo, será possível a total compreensão do diálogo final deste episódio. E algumas partes “do diálogo final do episódio” são complementadas por umas partes do diálogo a seguir.
01’16’’. Visão aérea.
Lewis pula... joga a bola... CESTA. A alegria de uma criança no corpo de um adulto.
PADRE O que eu posso dizer? Tem que ser milagre. E, se ele quiser contar pro mundo, deve contar.
XERIFE: Quem vai acreditar nele?
PADRE: Os fiéis.
XERIFE (inquieto): Vão pensar que ele é louco.
PADRE: Tom, todo Domingo eu fico em meu altar e proclamo o milagre da fé. Quando é apensas mistério, assombra as minhas crenças. Morte e ressurreição. Aconteceu comigo. Na noite do furacão, eu estava morto, mas Deus decidiu me salvar. Ele fez o mesmo pelo Lewis, de um jeito que jamais imaginaríamos.
XERIFE (interrompendo): Não entendeu, padre. Eu quero que diga a esse rapaz que o que aconteceu com ele é errado. Que é contra a natureza. Acredite em mim, vai ser melhor pra ele. As pessoas se assustam com o que não compreendam. Elas não vão compreende-lo.
LEWIS: Ninguém quer jogar um mano-a-mano comigo?
XERIFE: Vão querer pesquisa-lo. Vão querer pesquisar todos. E não posso permitir que aconteça.
O Padre assente afirmativamente com a cabeça, mas, visivelmente, ainda em dúvidas.
PADRE: Talvez ele possa ser convencido de que esse milagre é dele e somente dele. Uma comunhão particular com Deus?
Os dois ficam em silêncio.
XERIFE: Ou... (se vira na direção de Lewis) um teste de fé.
Close no rosto de Lewis.
XERIFE: Talvez seja necessário um sacrifício maior.
O que está guardado neste olhar do Xerife?

04’26’’
O Xerife e Lewis – trajando uniforme de oficial de polícia – saem de uma viatura. Estão em uma área verde.
LEWIS (rindo): Eu nem acredito. Eu estava acostumado com uma e... agora, tendo duas... eu me sinto... completo. E abençoado por Deus.
XERIFE: Todos somos.
LEWIS: Tem caçadores morando nessa casa? Parece abandonada.
O Xerife vai para trás da viatura, abre o porta-malas e se apóia com uma das mãos.
XERIFE: Nunca se sabe. E, mesmo assim, é bom morar perto da água.
LEWIS (se encosta no carro): É verdade.
XERIFE: A água me salvou.
LEWIS: No acidente de avião?
XERIFE (antes de olhar para dentro do porta-malas): É. Eu sobrevivi. Se bem que nem todos ficaram felizes com isso.
LEWIS: Como assim, senhor?
XERIFE: Algumas pessoas me evitavam. Achavam que eu era... não sei... algum maluco. Os primeiros anos foram os mais difíceis. E o... milagre... trouxe sofrimento para muitas pessoas.
LEWIS: Isso é muito triste, senhor.
Silêncio.
XERIFE: Mas talvez minha experiência... (ele puxa uma MOTOSERRA de dentro do porta-malas) evite que você passe pelo mesmo que eu.
Lewis se vira na direção do Xerife, vê a motoserra e, por fim, faz aquela cara de “que porra é essa?”.
Close na motoserra.

07’54’’
Close no rosto do Xerife.
LEWIS (chorando): Essa não é a vontade de Deus, senhor.
XERIFE: Como é que sabe?
LEWIS: Porque ele me deu uma bênção!
XERIFE: Como quer ficar contra Ele?
LEWIS: Ficar contra... Ele?
XERIFE: Ele tirou seu braço por uma razão, filho: para desafiar você. Isso define quem você é agora. Não era a vontade Dele?
(eu admito: lágrimas e desespero entalados na garganta!)
Lewis fica em silêncio saber o que fazer.
LEWIS: Era...
Lewis começa mesmo a chorar e, após isso, a se ajoelhar.
XERIFE: Era. (já ajoelhado) Eu não sei o que fazer, senhor. Eu não sei, senhor.
O Xerife se aproxima de Lewis, põe a mão no ombro de Lewis, depois em seu pescoço.
LEWIS: Escuta. Escuta. Vai fazer o que é certo.
(caralho, meu coração quis sair pela boca!)
O Xerife se afasta do carro de Lewis pára de chorar, olha para o alto, engole suas lágrimas, se levanta, pega a motoserra com a mão direita e a carrega para dentro da casa. Chegando lá, fecha a porta atrás de si.
Ouve-se o som da ativação da motoserra e logo em seguida os gritos lancinantes de desespero e de dor de Lewis. Aí, eu não agüentei mais: comecei a chorar mesmo!

Caralho, esses caras conseguiram se superar! Vamos ver o que vai dar no próximo episódio. Sabem, é... faz muito tempo que eu não fico assim vendo um programa de TV e... não dá pra explicar o que eu senti vendo o que eu vi sem saber o que aconteceria. Pelo amor de Deus, nenhum ser humano merece uma coisa dessas! E... o que... o que aconteceu... Foda, caras. É foda! Tomara que esse vilão se estrepe bonito no final da série.

Falando no final dela. Eu li numa [revista] Veja que Invasão só tem uma temporada, de 22 episódios, devido não ter feito sucesso suficiente nos EUA para que uma segunda temporada fosse feita. É claro que isso me deixou completamente azedo. Tem um Box a venda com todos os DVDs da (primeira e única) temporada da série, mas eu não tenho $$$ suficiente pra comprar. Eu acho... NÃO! Eu tenho certeza de que farei tal qual o meu grande amigo Caaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarlos fez com a segunda temporada do Lost: baixou tudo da internet e gravou em DVD-R. É isso que eu vou fazer: pedir ou pro Raul “downloadear” na casa dele ou o Glaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaauber fazer isso lá no CESUPA ou no BASA S.A. e depois gravar todos os episódios em DVD-R. Ah, vai se fuder! Eu não tenho grana pra comprar o Box então vou piratear mesmo essa porra! Semana passada, durante uma feira de videogames, o diretor de mercado da Nintendo da América Latina disse que o Brasil só poderá crescer no mercado industrial de produtos eletrônicos se os consumidores brasileiros pararem de comprar material pirata e começarem a comprar material original. “Material Real”, como ele disse.
AH, TÁ FODA! VAI SE FUDER DE NOVO! Esse cara não consegue e nem conseguirá entender que os “consumidores brasileiros de produtos eletrônicos” só poderão comprar materiais originais caso tenham renda suficiente para faze-lo. Não tem como! Só quando a renda for mais bem-distribuída entre as classes sociais! Se os ricos continuarem a ficar mais ricos e os pobres continuarem a ficar mais pobres isso não será possível! Começar a comprar materiais originais assim sem mais nem menos, como se estivéssemos nos EUA, Canadá, Japão ou em qualquer país da União Européia. Como se realmente todos que moram nos EUA, Canadá, Japão ou em qualquer país da União Européia comprasse só material original sem piratear nada – isso se todo mundo pudesse comprar mesmo. Há, há, há. Piada boa essa.

Por fim, eu estava comentando com um conhecido meu. Eu acho que ou é muita coincidência ou os extraterrestres estão monopolizando a programação do sábado à noite. Porque não é possível! No SBT tem Invasão. Na Bandeirantes tem a reprise de Taken; e, na Play TV, tem a mais do que clássica, Arquivo X. Sei lá. Eu posso estar ficando louco, não sei. (Eu? Estar ficando louco? Isso só pode ser piada). Voltando ao assunto: é a velha história da desinformação. “Vamos fazer esses terráqueos burros acreditarem que estão sozinhos no universo enquanto fritamos os cérebros deles com todas as merdas que pudermos imaginar sobre nós mesmos” ou coisa sim. Nós? Sozinhos no universo? Tá ruim! Um universo tão estupidamente e incrivelmente grande e somente nós aqui no ânus do universo? Sei, tá legal. Acho muito estranho pensar nisso, mas...


Pois bem.

Por enquanto é só.


Cuidem bem de vocês mesmos e até a próxima!

sábado, 18 de novembro de 2006

NOVEMBRO CINZA

Em 18 de novembro de 2006
(postagem digitada na casa do meu grande e venerável amigão Glauber Duarte Monteiro, de quem cansei de falar em um monte de postagens deste blog)

Ontem.
Chuva. Nuvens. Frio.
É, e um pouco de calor também.

Assim como no mês passado, ontem foi realizada uma reunião extraordinária extremamente ordinária da Turma do Escritório, grupo ao qual me filiei há um certo tempo atrás – em junho, para ser mais exato. A reunião desta vez foi para celebrar o aniversário do Bruno Carlos Ferreira Neves, vulgo Bruno Arrogante.
Apesar da chuva que castigou Ananindeua e do ônibus que, indubitavelmente, poderia perder uma corrida contra uma lesma, eu fui o primeiro a chegar no “ponto de encontro”, mas, como (ainda) não tinha ninguém, fui dar uma volta pelo CEFET e até que encontrei umas caras conhecidas, como a da Vanessa Messias, vulgo “Alecto” (pra quem não sabe, Alecto é uma das Fúrias – ou Erínias, como queira – da Mitologia Grega, que vinham punir todos aqueles que traíam os juramentos que faziam os deuses do Olimpo. [As outras duas “Fúrias” em questão são Sophia Castro – “Tisífone” – e, por fim, Larissa Sayuimi Lima – “Megera”. Eu as chamo assim porque elas três andavam muito juntas. Então, as alcunhei como Erínias – ou Fúrias –, que também só andam em grupo. Antes que alguém me pergunte: “NÃO!!! ELAS NÃO SÃO MONSTRUOSAS TAL QUAL AS FÚRIAS DA MITOLOGIA! ELAS SÃO BONITINHAS E ADORÁVEIS E SIMPÁTICAS!"]) e minha grande e extraordinária e adorável e estupidamente sincera amiga Etiene Silva Monteiro (de quem falei na postagem Minhas Grandes e Boas Amigas, de junho deste ano), que estava andando (i.e.: eufemismo para “passeando”) com o Marcinho (Marcio Gurjão) e o Robinho (Robenson Tostes Maracajá). Também vi o Von Ranzeras (que foi citado nas postagens A Day In The Life e Minhas Grandes e Boas Amigas), que,pelo visto,também está muito bem. Eu queria ver a cara da Simone “Barbie” (de FabMec) e a do Cássio (Mendes, da mesma classe dela), mas, infelizmente, não consegui. Espero que eles estejam bem também. Acabei encontrando alguns caras de Eletrônica – Vitor Hugo “Peixe e Erik Lopes, a quem encontrei mais tarde reunidos com o resto dos caras da classe deles, Ronei, Raphael, PV, Vitor, Derik, que estavam com os assuntos Racha na Amizade do Grupo e Para Onde Vamos Como Amigos? em pauta.
Já que eu estava passeando por lá, aproveitei para visitar minha pequena grande amiga Fernanda Tamie Isobe Lima (que já citada em uma porrada de postagens). Ela ‘tá se sentindo mais confortável consigo mesma, uma vez que está bem mais magra do que a última vez que a vi (no começo do mês de setembro). Bom demais saber que a auto-estima dela está maior. Colocamos a conversa em dia e isso foi ótimo.

Ao voltar para o ponto de encontro, encontrei ninguém mais, ninguém menos do que o aniversariante do dia (que na verdade, havia feito aniversário no dia anterior, 16/11), sozinho e calado e quase indo embora se alguém não chegasse logo. Depois de trocarmos cumprimentos, colocamos a conversa em dia e começamos a recordar porque estamos nas nossas atuais condições de fudidos-desempregados-sem-grana, o que fazíamos da vida antes de entrar no CEFET e, para variar um pouquinho, sobre vestibular também. Falando nessa merda, vou fazer vestibular mais uma vez pela última vez. Para LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA para a Universidade do Estado do Pará (38,65:1) e LETRAS: LICENCIATURA E HABILITAÇÃO EM LÍNGUA ALEMÃ para a Universidade Federal do Pará (3,04:1).
Quando finalmente a tomar um licor que ele tinha trazido, chega ninguém mais, ninguém menos do que o Eric Pereira, vulgo Lestat (citado na postagem Muita Cana nos Aniversários) e uma amiga dele, a Carol. E toma-lhe falar sobre filmes, rock’n’roll e quadrinhos e um assunto puxando o outro. Quando estávamos crentes de que não chegaria mais ninguém, chega o Marcelo Mont’Serrat Moraes e Moraes, vulgo Bock. De tanto falarmos nele, ele finalmente apareceu realmente. Após certo tempo chega o – segundo o Marcelo e o Rafael Frauda – Deus do Sexo, Anderson Maciel Castro, e, logo seguido a ele, o Roger Barros da Cruz – vulgo Diabo –para completar a reunião. E então desandamos realmente a falar merda atrás de merda. E, para mim, isso foi realmente ótimo!!!
Eu pensei que ficaria completamente chapado a ponto de não conseguir voltar pra casa! Mas o que consegui realmente foi uma puta de uma dor de cabeça que só foi passar quando cheguei em casa, lá pelas duas da manhã. Mas, até que tudo compensou. A turma reunida. As bebidas. As piadas. As zoações. Tudo isso junto. É nessas horas que estar vivo é realmente uma maravilha e faz a vida valer realmente a pena.

Agora, só é continuar estudando pro vestibular, maldito vestibular. A 1ª e a 2ª fase do PROSEL [Processo Seletivo] da UEPA serão dias 3 e 4 de dezembro (domingo e segunda-feira, respectivamente) e serão totalmente objetivas. No dia 3 serão 56 questões objetivas referentes a Disciplinas do 1º ano (Língua Portuguesa; Língua Estrangeira [no meu caso, Língua Inglesa]; Literatura; Física; Química; Matemática; Biologia; Geografia; História). Dia 4 serão 60 questões objetivas referentes a Disciplinas do 2º ano (Língua Portuguesa; Língua Estrangeira [no meu caso, Língua Inglesa]; Literatura; Física; Química; Matemática; Biologia; Geografia; História). Dia 17 – ainda de dezembro - serão 56 questões objetivas referentes a Disciplinas do 3º ano (Língua Portuguesa; Língua Estrangeira [no meu caso, Língua Inglesa]; Literatura; Física; Química; Matemática; Biologia; Geografia; História) MAIS a Redação.
A 1ª fase do PSSProcesso Seletivo Seriado – será dia 10 de dezembro, com 56 questões objetivas referentes a Disciplinas do 1º ano (Língua Portuguesa; Língua Estrangeira [no meu caso, Língua Inglesa]; Literatura; Física; Química; Matemática; Biologia; Filosofia; Sociologia; Geografia; História). A 2ª fase será dia 07 de janeiro, com 54 questões objetivas referentes a Disciplinas do 2º ano (Língua Portuguesa; Língua Estrangeira [no meu caso, Língua Inglesa]; Literatura; Física; Química; Matemática; Biologia; Geografia; História). A 3ª fase será composta somente de questões subjetivas referentes a Disciplinas do 3º ano (Língua Portuguesa; Língua Estrangeira [no meu caso, Língua Inglesa]; Literatura; Física; Química; Matemática; Biologia; Geografia; História) MAIS a Redação será nos dias 28 e 29 de janeiro – também domingo e segunda-feira, respectivamente.

Estudar pra passar.


(é estranho. hoje amanheceu nublado, frio e eu crente que permaneceria assim o dia todo, mas depois ficou quente e ensolarado. será que isso quer dizer alguma coisa?!?)


Última novidade: comprei o VHS do documentário Tiros em Columbine, do americano Michael Moore (diretor do outro documentário – não menos fodaço Fahrenheit 11/9 e autor dos livros América – Um País de Idiotas e Cara, Cadê O Meu País?). Esse filme ganhou o Oscar e um Prêmio em Cannes – ambos de Melhor Documentário. Quando aconteceu a tragédia em Columbine, eu tinha 16 anos e fazia o 2º Ano do Ensino Médio no (finado e saudoso e sempre lembrado) Anchieta.
Eu já achava que o E.U.A. eram um país de loucos – depois de ver esse filme, eu tive a certeza corroborada disso!


Esta postagem é carinhosamente dedicada a todas as pessoas que ultimamente não deixaram minha vontade de passar no vestibular fraquejar e se apagar. Eu não preciso dizer nomes! Vós sabeis quem sóis!


Bem, é isso.
Espero que vocês tenham curtido.


Até a próxima!

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

ENTREVISTA COM O CPM22

Fonte: http://vagalume.uol.com.br/especiais/entrevista-cpm22.html

“Somos contra a pirataria. Mas sabemos das dificuldades de se comprar um CD”, afirma Japinha.

Vaga-lume – 29 de Março de 2006

Se você já cansou de mandar recado para uma certa Caixa Postal de Barueri, de número Mil e Vinte e Dois (22) e nunca teve uma resposta sequer, a Redação do Vaga-lume foi atrás dos caras – a caixa postal é deles mesmo – e buscamos um pouco de tudo o que você queria saber sobre uma das maiores bandas de hardcore no cenário nacional.

Mais de 500 shows em quatro anos de estrada, músicas no top das paradas – de Regina Let’s Go à Irreversível – os quatro CDs e mais dois DVDs.

Tudo isso para ninguém colocar defeito. Bom, segundo o baterista Japinha, até colocam defeitos, rotulam a banda. Mas ele mesmo afirma, “Preferimos nos sentir livres para tocar o que quisermos dentro do rock”. E é assim que o CPM 22 vai levando, com todo o sucesso seja nas rádios, nos clipes na MTV, nas mais de 50 comunidades no Orkut, nos shows e outros espaços por onde passarem.

Desde 1995, e do lançamento do CD independente “A Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum”, a banda busca cada vez mais expandir a tendência punk-hardcore com influências, algumas mais explícitas que outras, que se estendem de Ramones, Screeching Weasel, Garage Fuzz até Smashing Pumpkins e Kiss.

E eles não param! Atualmente são quase vinte shows por mês! E é isso e muito mais que Japinha conta pra gente em entrevista exclusiva: um pouco das turnês, da gravação do documentário e DVD da banda, sobre MP3 e pirataria, onde curtem ir, o que rola quando não tem show e como o oriental da banda faz para se dividir entre os compromissos do CPM e da Hateen (banda que ele também é baterista).

Confira um pouco da brincadeira formada por Badaui, Fernando, Ricardo Japinha, Wally e Luciano – e que hoje é coisa séria.

Entrevista
Caixa Postal Mil e Vinte Dois. Qual é a história que gerou esse nome para a banda?

A história é originada da caixa postal que temos, de número 1022, localizada e, Barueri. Ela ainda existe e sempre foi utilizada pra tocarmos correspondência com fãs, outras bandas, etc. Na falta de um nome melhor, escolhemos CPM 22.

Mais de cinqüenta comunidades no Orkut falando do CPM. Como vocês lidam com essa fama virtual? Muitas vezes é assédio por parte do público feminino e outras partem para críticas voltadas ao som. Vocês dão uma olhada de vez em quando pra ver o que rola em sites de relacionamento e na Internet em geral sobre a banda?
Eu olho. Acho bom. Bom falarem bem, e bom falarem mal. Se fosse unanimidade, seríamos o U2. E eu não gosto muito de U2. Quanto ao público feminino, acredito que se explique pelo fato das letras tocarem em assuntos gerais, de relacionamentos, experiências pessoais, e isso todo mundo vive. O Orkut é uma boa ferramenta de pesquisa de popularidade.

Felicidade Instantânea está nas paradas e agora o DVD. Quem teve a idéia e como foi estruturar um mini-documentário sobre o CPM? Queremos saber como foi os bastidores.
A idéia foi da banda. Não lembro qual membro. Ficamos 2 anos e meio documentando em câmera portátil, com um amigo nosso, que pagamos pra filmar as cenas de estrada. Os bastidores são sempre a parte mais legal, da convivência, da bagunça, das amizades, das piadas internas. Quisemos passar isso para os espectadores do DVD e os fãs.

Por falar em DVD, ouvimos dizer por aí que vocês se inspiraram um pouco em “St. Anger”, do Metallica com relação ao registro dos ensaios. Como foi isso?
Todos assistimos a esse DVD, por gostarmos bastante de Metallica, mas não acho que foi algo somente inspirado nisso. Foi Também a vontade de fazermos algo diferente do formato show, que todos fazem DVD.

Hardcore melódico, Emocore ou Lovecore? Qual é o verdadeiro estilo que o CPM22 procura mostrar pro público? E vocês sabem dizer a diferença desses três?
Na verdade não gostamos muito dos rótulos, a não ser do rótulo "rock". Deixamos para a mídia ou o público rotular. Preferimos nos sentir livres para tocarmos o que quiser dentro do rock.

Essa vai para o Japinha: Agora que a Hatteen está estourando como arrumar tempo e tocar nas duas bandas? E nos dias de shows, como você faz?
Já tenho um substituto para agendas coincidentes. O Hateen, como está começando ainda, vai contar com o meu sub e o do Fê também, que são o Pedrinho e o Sato, por enquanto. Tem dias de shows que as duas bandas tocam no mesmo lugar, daí da pra fazer os 2. É só gostar do que se faz que se arruma tempo e energia.

Sabemos que vocês passaram por grandes gravadoras, desde a “falecida” Abril até a atual. Como foi enfrentar esse novo mundo, esse tom de responsabilidade maior com relação a banda, visto que vocês começaram como independentes? Como foi essa transição em meados de 1998 e como é a cabeça de vocês hoje, na Sony & BMG?
E agora estamos indo pra Universal.... Acho que hoje em dia nos vemos como uma banda que atingiu vários objetivos importantes e buscamos novos desafios. O maior deles é se manter como uma boa banda de rock, de expressão no país. Sentimos o peso da responsabilidade do tamanho que o CPM22 atingiu e gostamos disso. Lidamos bem com o patamar que atingimos, creio eu. É bom se profissionalizar no que você gosta de fazer.

“Um minuto para o fim do mundo” estourou e ficou nas rádios direto por mais de seis meses. Falem do amadurecimento da banda de “Regina Let’s Go” para “Um minuto...”.
A banda amadureceu, fizemos muitos shows (mais de 500, acho, em 4 anos), gravamos 4 CDs, 2 DVDs, entre outras milhares de atividades como banda. Além disso, ouvimos muita coisa nova. Aprendemos também a trabalhar com uma produção mais profissional, no estúdio, com os técnicos e produtores. Isso dá mais força pra uma banda fazer melhores músicas.

Mais de 20 shows por mês. Fora desse corre-corre o que cada um curte fazer da vida?
Não são tantos não... (risos) – Só as vezes rola tudo isso. A média gira de 8 à 15. A gente gosta de comer fora, nos mexicanos e japoneses da cidade, de futebol, cinema, algumas baladas específicas e de curtirmos nossos amigos, famílias e namoradas.

Vocês baixam MP3 da internet? O que o CPM22 tem a dizer em relação à pirataria?
Só quando é inevitável. Preferimos comprar CDs. Somos parceiros de uma gravadora, então não jogamos contra. Somos contra a pirataria. Mas sabemos das dificuldades de se comprar um CD, que é caro, pro brasileiro, então somos contra quem realiza a pirataria, não contra quem consome.

Hardcore é um gênero bastante explorado mas pouco reconhecido no mundo da música. Como é ter a CPM como uma das representantes – se não for a maior – do estilo no Brasil?
Bacana. Vencemos um desafio. Tem muitas bandas e poucas chegam ao mainstream. Com hardcore então, menos ainda. Temos orgulho.

Quais a influências musicais da banda? E de cada um?
Rock, Heavy Metal, Hardcore, Punk-Rock, Rap, anos 80, etc. O Luciano e o Wally gostam mais de metal pesadão. Eu e o Badauí já preferimos Punk-Rock, Hardcore melódico.


RAIO-X CPM:
Numa tarde sem show: futebol, surf ou skate?

Os 3, pode ser?

Namoradas, quem tem aí?
Atualmente, o Badaui e o Luciano

Numa mesa redonda, qual o assunto da banda sem ser música?
Futebol, mulheres, política.

Como seria o lugar ideal para tocar?
Um lugar com... navios... iates... mulheres... frutas... mansões... a mansão Playboy, porque não?

Uma fã grudenta ou uma carta de amor?
A carta!

Rolou “a” fome e a banda toda está sem rumo. Qual o destino escolhido e o que comer?
Churrascaria, infelizmente (sou vegetariano, e sou vencido pela maioria, sempre).

Deixariam de fazer um show pelo show de alguém/alguma banda? Qual?
Não, nehuma. Já tocamos até com a Tati Quebra-Barraco, Ivete Sangalo, Daniel, Chiclete com Banana, entre outras.

Qual o gênero de filme que vocês mais curtem ver? Cada um poderia dar uma dica do que mais gostou de assistir?
Gostamos de filme porrada. Sin City, Tarantino, Coppola, David Lynch, Kill Bill, A Cidade dos Sonhos, o Senhor dos Anéis, etc...

Todo mundo reunido num barzinho. O que beber? Ao som de..?
Beber vinho (a banda, eu prefiro suco). Ao som de Kiss.

Deixem um recado para os fãs de vocês aqui no Vaga-lume.
Valeu galera que leu a entrevista. Espero que não tenham se desapontado com nossos gostos e opiniões. Fazemos tudo de coração pra vocês e pra nós também.
Abração!!!

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

ALGUMAS NOÇÕES DE LÍNGUA JAPONESA - parte um

Expressões em Língua Japonesa Usadas em Cartas

Saudações iniciais e finais
Haikei / Zenryaku
prezado / caro
Keigu / Sousou sinceramente / atenciosamente

Frases iniciais
Ogenki de irasshaimasu ka.(formal)
Como vai você?
Ogenki desu ka.(informal)
Ikaga osugoshi de irasshaimasu ka.(formal)
Como tem passado?
Ikaga osugoshi desu ka.(informal)
Okagesama de genki ni shite orimasu.(formal)
Graças a Deus estou bem
Kazoku ichidou genki ni shite orimasu. Todos estão bem
Otegami arigatou gozaimashita. Obrigado por escrever.
Nagai aida gobusata shite orimashite moushiwake gozaimasen. (formal) Desculpe por demorar tanto para escrever.
Gobusata shite orimasu.(informal)

Costuma-se usar em Japonês referencias ao tempo e às estações nas preliminares da carta.
Gobusata shite orimasu ga, ogenki de irasshaimasu ka.
Desculpe por demorar tanto para escrever, mas você tem estado bem?
Sukkari aki rashiku natte mairimashita ga, ikaga osugoshi de irasshaimasu ka. Está chegando o outono, como você está?
Samui hi ga tsuzuite orimasu ga, ikaga osugoshi desu ka. O frio continua, como você tem passado?

Frases finais
Dooka yoroshiku onegai itashimasu.
Espero sua gentil atenção neste assunto.
~ ni yoroshiku otsutae kudasai. Por favor mande lembranças à ~.
Minasama ni doozo yoroshiku. Mande lembranças a todos.
Okarada o taisetsu ni. Cuide-se bem.
Doozo ogenki de. Cuide-se.
Ohenji omachi shite orimasu. Aguardo sua resposta.

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

ACHADOS E PERDIDOS EM LIVROS DE RPG

PATRÍCIA TEMPORAL
Eu vejo as nuvens que ficam no alto do horizonte:
Nuvens quilométricas;
Nuvens em tons de cinza cada vez mais escuro;
Nuvens que parecem não ter final;
Nuvens guardando chuva.
Eu soube que um bombardeio matou quase quarenta crianças,
Que cada vez menos mulheres morrem de câncer,
Que a taxa de gravidez entre adolescentes estabilizou.
Eu vejo todo esse mundo
E, francamente, nada parece fazer nenhum sentido algum.
Erros propositais eventuais conscientes ou casuais:
E tenho a impressão do mundo estar indo parar
Nenhum lugar algum.
Uma estrada pavimentada com desesperança e caos
E uma placa onde se lê: "Você está chegando ao nada.
Seja bem-vindo!"
Ônibus com itinerário Nada-Lugar Nenhum saindo de cinco em cinco minutos
E sentado em uma cadeira deste ônibus eu vejo:
As nuvens quilométricas,
Em tons de cinza cada vez mais escuro
Que parecem não terminar
Que guardam chuva
E que ficam no alto do horizonte.

::03 de agosto de 2006::