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e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

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terça-feira, 16 de janeiro de 2024

GODZILLA VS CTHULHU? AGORA VAI!?

 ouvindo: Milton Nascimento, Travessia, de 1967[1]


uma das desgraceiras mais desgraceiramente maravilhosas de redes sociais[2] é poder encontrar gente suficientemente estúpida e inepta que te faz até parecer, minimamente, gente decente, minimamente, sã e coerente. 
em grupo de otários retardados imbecis com as cabeças dentro das bundas “fãs”, então, nem se fala, quando reúne um monte de analfabeto funcional com achismos tirados do intestino (nem é da bunda, é do intestino mesmo), preconceitos tinindo que dá pra ouvir até no vácuo e uma incapacidade hermenêutica absurdamente (nada) invejável, a ponto de, é claro e não faltar no diálogo desse pessoal, a clássica da clássica “não bote política no meu quadrinho/filminho/joguinho”, sendo que – olhe só, veja você[3] – a obra em questão, tem um indisfarçável e inconteste viés político. eu poderia citar n exemplos de situações e perolas proferidas por essa galera que não consigo não pensar “onde foi que os professores desse pessoal falharam na educação desse pessoal?”. esse “pessoal” ai que não sabe o que é comunismo, que buga quando questionado o que é questionado o que é comunismo, e fala “mimimi nhém nhém nhém geração Paulo Freire pátria educadora mimimi nhém nhém nhém”, sem saber quem foi Paulo Freire, desconhece a metodologia de alfabetização por ele desenvolvida, não sabe que esta sistemática nunca foi aplicada de fato no Brasil[4] e fala mal de direitos trabalhistas e/ou humanos, sem fazer mínima ideia do que sejam e depois fica às lamúrias quando tem que depender destes. 
reação do brasileiro médio que não prestou atenção nas aulas de Filosofia, Sociologia e História quando questionado sobre o que é comunismo, socialismo e direitos trabalhistas e/ou humanos
otário retardado imbecil com a cabeça dentro da bunda
 fã fazendo fãzice. levanta a mão só quem lembrou da choradeira da nerdaiada quando O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel não ganhou o Oscar de Melhor Filme em 2002.
  
como falei pra uma ex-namorada minha o que conclui com o Sussurro-do-Amanhecer-Nublado uma vez: o, meu problema, de fato, nunca foi com a ideologia que alguém apregoa, vive e pratica[5], o problema é a pessoa apregoar, viver e praticar uma ideologia de extrema direita (no caso brasileiro, o neofascismo bolsonarista[6]). 
não. 
‘pera. 
isso também é um problema.
o, meu problema, de fato, nunca foi com a ideologia que alguém apregoa, vive e pratica. o problema é a pessoa ser burra e descolada da realidade e se permitir gratuitamente ser burra e descolada da realidade, o que talvez – é uma hipótese, consta-se – permita este alguém ser analfabeto funcional com achismos tirados do intestino, ter preconceitos tinindo que dá pra ouvir até no vácuo e uma incapacidade hermenêutica absurdamente (nada) invejável, a ponto de proferir “não bote política no meu quadrinho/filminho/joguinho”. e como tem mais espaço pra falar no Facebook do que no Twitter[7], o pessoal vomita mais merda (achismos e preconceitos gerados por incapacidade hermenêutica) por centímetro quadrado lá.. do que no Twitter. foda, né?
assim sendo, não vou me estender falando de toda a questão política, sociopolítica, histórica e sócio-histórica ao redor da obra Godzilla, de 1954, dirigido e escrito por Honda Ishirō. esse ano, inclusive, completam 70 anos da obra[8] e vai até lançar filme novo esse ano e ano passado lançou Godzilla: Minus One, dirigido pelo especialista em efeitos visuais Yamazaki Takashi[9]. 
Godzilla
, dirigido e escrito por Honda Ishirō. Japão: Toho, 1954.
pôster promocional de Godzilla and Kong: The New Empire, de Adam Wingard. Estados Unidos/Japão: Legendary, no prelo pra abril ou maio de 2024. 
Godzilla: Minus One, dirigido e escrito por Yamazaki Takashi. Japão: Toho, 2023.

então que, em um grupo do Facebook que reúne um monte de ótario retardado imbecil com as cabeças dentro das bundas fãs do Godzilla, que eu ando rateando estes tempos, eu soube que ‘tão produzindo uma HQ do Godzilla vs Cthulhu. ‘tá, sim, eu lembrei do adágio proferido pela ex-presidenta Dilma Vana Rousseff[10], em 2015, no ínterim que precedeu o golpe de estado que a tirou do cargo[11]: “Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder.”
te amo, sua caralha do caralho, e me odeio por isso 

porque... caralho, né, velho? Godzilla, uma fuckin força da natureza, incontrolável et imparável. esqueçam essas merdas de Godzilla humanizado, com idiossincrasias humanas, defensor da Terra e, resultantemente, da humanidade etc etc etc, essas porras que colocaram no personagem pra poder transformá-lo em um substrato capitalizável[12]. terem antropomorfotizado[13] o Gojira pra aproximá-lo do público consumidor, no meu entender, foi a maior cagalhada caralhada do caralho que fizeram com o nosso kaijū (“titã” o caralho, o termo é “kaijū”; “muto” o caralho, o termo é “kaijū”) favorito. pensem junto comigo: se o Gojira fosse MESMO um “defensor da Terra”, ele já teria rapado a humanidade do planeta, em decorrência de todas as presepadas que a espécie humana faz ao planeta desde a primeira Revolução Industrial. conhecem “Still”, da Alanis Morissette? se fossemos, ao menos e pelo menos, metade avançados/desenvolvidos/iluminados, não faríamos metade do que ela cita nessa letra. nem vou entrar no mérito do que é citado em “Perfeição”. 
“Still”
, da Alanis Morissette
“Perfeição”
, da Legião Urbana

¿o que dizer do Cthulhu? não conhece o Cthulhu? RAPA DAQUI QUE EU NÃO VOU APRESENTAR ou vai procurar saber e depois volta aqui. então... quando o Cthulhu meter as caras no ringue pra enfrentar o Gojira, vai ser sal e coloral pra nossa espécie, já que nossa capacidade cognitiva não ‘tá nem perto de estar pronta pra contemplar um ser do porte do Cthulhu. 
estrutura da mitologia dos Outer Gods
posição de Cthulhu neste quadro
o propriamente dito: Cthulhu, Senhor de R’lyeh

¿pra quem eu vou torcer? eu vou torcer pro Jonathan Maberry, roteirista do projeto, fazer uma história que preste, né, caralho? histórias de “versus” costumam ser uma tremenda duma bela bosta, ao contrário de jogos de “versus”. quanto ao Maberry, eu já conhecia o cara por ele ter escrito a trilogia Marvel vs., que só li – admito – porque tem o Justiceiro na jogada e porque ele escreveu Naked Kill, uma one shot até que legalzinha do Justiceiro. ‘tá sim também li Marvel vs. porque tem o Wolverine e passei a curtir mais o personagem depois da saga Dinastia M, quando ele passa a lembrar de todo o passado dele e passa o rodo a garra em todo mundo que já fudeu ele, mas ele não lembrava por causas das travas mentais involuntariamente adquiridas no projeto Arma X[14]. segue a ordem de leitura a trilogia Marvel vs.
Marvel Universe vs. Wolverine
, roteiro de Jonathan Maberry e arte de Laurence Campbell. Estados Unidos: Marvel, junho a agosto de 2011.

Marvel Universe vs. The Avengers
, roteiro de Jonathan Maberry e arte de Leandro Fernández. Estados Unidos: Marvel, dezembro de 2012 a março de 2013. as melhores partes são quando o Justiceiro mata o Capitão América porque este ‘tá virando um zumbi e quando o Thor dá uma Mjꬾlnirada na fuça do Gavião Arqueiro porque pensa que o Barton virou zumbi também.

Marvel Universe vs. The Punisher
, roteiro de Jonathan Maberry e arte de Goran Parlov. Estados Unidos: Marvel, outubro a novembro de 2010.

Punisher: Naked Kill
, roteiro de Jonathan Maberry e arte de Laurence Campbell. Estados Unidos: Marvel, 2008.

“‘tá, mas o que tudo isso tem a ver com a fala da Dilma?”
Godzilla, uma fuckin força da natureza, incontrolável et imparável, contra o Cthulhu, um DEUS ancestral e atemporal e atemporal, cuja simplíssima visão pode transformar a mente de qualquer pessoa em sorvete de [insira um sabor aqui] com cobertura de [insira um sabor aqui] (alguém, em algum lugar, em algum momento, disse que a cura da esquizofrenia, do autismo e do tdah seria a exposição da pessoa a algum dos Outer Gods, cuja simplíssima visão TAMBÉM pode transformar a mente de qualquer pessoa em sorvete de [insira um sabor aqui] com cobertura de [insira um sabor aqui][15]).
uma luta dos dois supramencionados seres seria[16] (ainda bem, para o bem do planeta Terra) o fim, algo extremamente proximíssimo[17] do fim da espécie humana. só posso... também tenho que torcer para o Maberry ambientar o certame em Israhell, pra varrer este estado terrorista do mapa de uma vez por todas. por favor, sem mimimi de “antissemitismo”, porque vocês nem sabem o que é isso. 
sim, aqui é team Palestina. anarquista apoiar Israhell? ISSO NON ECZISTE!

no fim, se um bando de arrombado já ‘tá falando um caralhal de merda sobre o visual do Godzilla pro filme que vai sair esse ano, já começaram – acredite – a falar um caralhal de merda sobre Godzilla vs. Cthulhu, porque a maioria não faz ideia do que o Cthulhu seja. o que é o Cthulhu? o mal ancestral. o mal atemporal. o mal primordial. quando as estrelas se alinharem e ele acordar pra retomar o planeta que ele tocou o caralho nos outros Outer Gods pra tomar como território dele, não pensem que nem juntando todos os kaijū, mais o Kong, mais o Rampage, mais os monstros gigantes que aparecem na animação e os yōkai da trilogia do Yasuda Kimiyoshi e os metal heroes e os super sentai dos tokusatus, os heróis e vilões da Marvel e da DC, a Patrulha Canina, os Teletubbies, os Cavaleiros de Ouro, a Seleção Brasileira do Penta de 2002, o Teddy Rinner, o Hancock, o muleque lá do (filme) Brightburn, o maluco lá do (filme) Psychokinesis, a puta que pariu o Benjamin Netanyahu, a puta que pariu o Yitzhak Rabin e e a puta que pariu o Ariel Sharon vai dar conta do cara.
100 Contos Yōkai
, dirigido por Yasuda Kimiyoshi e escrito por Yoshida Tetsurō. Japão: Dalei, 1968. 
A Grande Guerra dos Yōkai
, dirigido por Yasuda Kimiyoshi e escrito por Yoshida Tetsurō. Japão: Dalei, 1968. 
A jornada assombrada ao longo de Tokaido
, dirigido por Yasuda Kimiyoshi e Yasuda Kimiyoshi, roteiro de Yoshida Tetsurō. Japão: Dalei, 1969.
Hancock
, dirigido por Peter Berg e escrito por Vincent Ngo e Vince Gilligan. Estados Unidos: Columbia Pictures, Relativity Media, Overbrook Entertainment, Weed Road Pictures, Forward Pass e Blue Light, 2008.
Brightburn
, dirigido por David Yarovesky e escrito por Brian e Mark Gunn. Estados Unidos: Screen Gems, Stage 6 Films, The H Collective e roll Court Entertainment, 2019.
Psychokinesis
, dirigido e escrito por Yeon Sang-ho. Córeia do Sul: Redpeter Films, 2018.

Godzilla vs. Cthulhu: se o Maberry for na onda da Dilma – que sempre ‘tava certa, o Brasil que não ‘tava/‘tá/estará pronto pra uma governante como ela –, vai todo mundo ganhar em uma história onde somente a nossa espécie vai perder.
¿será que vai demorar muito pra sair essa história?





[1] esse ano vou ouvir a discografia completa dele, já que já tinha ouvido toda a do Lô Borges e toda a do Beto Guedes. 
[2] eu passei cerca de uma hora e uma pilha de louças lavadas pra poder chegar a esse título.
[3] sim, é pra ler cantando.
[4] outra discussão para outro momento. só posso adiantar que neoliberal bom é neoliberal com um tiro na testa e pobre que apoia neoliberal e suas políticas tem mais é que se fuder. sabem a Argentina? sabem o Equador? pois é.
[5] são três coisas totalmente distintas, isso já vale um post por si só.
[6] o que também já vale um post por si só.
[7] eu sou o cara mais suspeito do mundo pra falar qualquer coisa sobre o Twitter.
[8] e 60 anos de golpe militar de 1964. “contragolpe conta o comunismo” o teu cu, seu retardado imprestável do caralho. se tu pensas assim, tu deverias, NO MÍNIMO E NA MELHOR DAS HIPÓTESES, ter nascido mort@ que contribuirias melhor à espécie humana.
[9] sim, vai sair um post falando só de Godzilla: Minus One. 
[10] apesar de eu ser anarquista, não vou me estender sobre a Dilma ser a ÚNICA política no cargo de presidente pra quem eu dispendei algum crédito na vida. vou me resumir em que o fiz por ser filho de mãe solo e, portanto, a Dilmãe me passar, desta forma, algum crédito e, consequentemente, segurança. sim, isso é extremamente muitíssimo hipócrita de minha parte, sendo que critico de forma veemente quem dá crédito a polític@ não por seus projetos [ou falta deles] e histórico e sim pelo quanto simpatiza com @ polític@ em questão. sim, isso já vale um post por si só, também.
[11] foi golpe de estado sim e vai se fuder se tu pensas/achas o contrário. aqui só e somente a minha opinião vale.
[12] eu ODEIO PARA UM CARALHO ter que concordar com o Gaveta ele faz este comentário nesse vídeo aqui.  

[13] sim, o verbete existe sim. se não existia antes, existe a partir de agora.
[14] ‘tá muito enganado se pensa que vou explicar aqui. vai te fuder procurando pra ler pra saber do que ‘tô falando.
[15] ¿a simplíssima visão de um Outer God curaria alguém do bolsonarismo? pergunta difícil, but pertinente. isso já daria um post por si só ou mesmo um artigo cientifico daqueles. 
[16] “você sabia que eu sabia que o sabiá sabia assobiar?” como comentei com uma ex minha domingo último, li um artigo estes dias que diz que, atualmente, muitas crianças têm problemas com trava-línguas porque elas não têm o hábito de ler. ‘tá osso, olha... sim, claro, isso também tá diretamente relacionado com o analfabetismo funcional que gera achismos em intestinos, preconceitos tinindo que dá pra ouvir até no vácuo e a incapacidade hermenêutica absurdamente (nada) invejável, chegando ao ponto do “não bote política no meu quadrinho/filminho/joguinho”. já disse o poeta: “problemas... sempre existiram”.
[17] idem nota 12. 










¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
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¡¡¡NEUEN!!!
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quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

ESSE ANO... ESSE ANO...

ouvindo: Estado Putrefacto, Condenado, de 2022 + Primitivo, Exitos Ruidosos de Cantinas y Percales, de 2018.

“Hello my friend we meet again
It’s been a while where should we begin
Feels like forever
Within my heart are memories
A perfect love that you gave to me
Oh I remember” 
– Creed, “My Sacrifice”

primeiro que grande parte desse trimestre, passei a me questionar “quando e como a gente aprende a não se frustrar mais com as pessoas por causa das mudanças delas?”, então passei a me questionar “quando e como as pessoas aprenderam a não se frustrar mais comigo por causa das minhas mudanças ou por eu não mudar?”. conversando com um amigo que conheci através de amigos, ele me disse que isso acontece quando a pessoa começa a prestar mais atenção em si do que nos outros e a pessoa se dá conta que tem que estar em primeiro lugar da sua própria importância, e essas frustrações vão embora. mas isso sem ser posto como egoísmo e como amor e respeito próprios, o amor próprio e respeito próprio acontecem assim.
isso serve pra dizer que esse ano, muita gente saiu da minha vida. esse ano, muita gente voltou pra minha vida. esse ano, mais gente saiu da minha vida do que gente que voltou pra minha vida. esse ano, gente entrou na minha vida e já saiu – algumas, nem deu pra estabelecer quaisquer laços. eu sei porque gente que saiu da minha vida saiu da minha vida, cada pessoa com seus motivos bastante específicos. não posso dizer que entendo todos estes motivos bastante específicos, mas eu respeito. porém, os motivos bastante específicos que eu entendo eu vou fazer o meu impossível pra corrigir em mim o que os tornaram possíveis pra que eles não sejam repetidos em outras pessoas – MULHERES, PRINCIPALMENTE. não posso dizer que sei e entendo porque fez quem voltou pra minha vida fazê-lo, não sei e não vou perguntar porque eu tenho quase certeza que não vou gostar dos motivos, então eu vou me fazer esse favorzão de (me) poupar disso (e também quem voltou pra minha vida).
 esse ano, saiu gente da minha vida porque eu cai n(ovamente outra vez e de novo n)a mancada de querer que me tratasse como eu tratei e quebrei a cara lindamente. esse ano, descobri que tem gente na minha vida que basta pedir ajuda que a pessoa vai te ajudar e não vai te perguntar porquê. esse ano, descobri que tem gente que me ajudou porque me respeita pra caralho porque eu nunca escrotizei (essa gente), tampouco gratuitamente – surpresa extremamente agradabilíssima, pontuo). esse ano, pessoas me fizeram pré tão monstruosas que eu não consigo pensar em nada além de agradecer pra sempre por isso que nem sei como pensar em retribuir, apesar de saber que retribuir (ou pensar em retribuir/agradecer) já seria uma tremenda duma ofensa pra essas pessoas.
esse ano, aplicando a filosofia de “de peso morto na minha vida, eu já me basto e têm vezes que nem eu me suporto”, sai da vida de muita gente porque eu notei que a pessoa não incluía mais porra nenhuma na minha vida e eu não incluía mais porra nenhuma nas vidas de muita gente. isso me fez muito bem e espero que as pessoas de quem me afastei tenham a mesmíssima perspectiva. se não... tudo bem também.
tem um caso bastantão específicão de uma pessoa que decidiu sair da minha vida esse ano, mas esse caso já vale um post por si, mas vou declinar porque essa “pessoa” já alugou um tríplex na minha cabeça com esse assunto; a ponto de, por bem pouquíssimo íssimo íssimo íssimo íssimo, esse assunto não me adoeceu valendo. e vou terminar essa menção honrosa dizendo que quase que vou a um cartório pra mudar meu nome pra “PROCON” de tanto que só TODO MUNDO veio me encher a porra do saco perguntando que porra tinha acontecido pra essa “pessoa” ter feito o que fez. fora que ainda pegay ranço de star wars, de qualquer coisa – QUALQUER. COISA. – relacionada à franquia. isso me fez adotar a filosofia/política de não dar mais papo pra gente mais fracassada na vida do que eu.
falando (‘tá, sim, vou falar isso pela última vez nesse post) em filosofia/política adotada pra vida, em algum post do instagram, em algum momento, não lembro quando, eu vi um post que dizia “eu nunca perco, eu ganho ou aprendo”. frase pronta de [picareta] coach, muito bem sei, mas muita, MUITA coisa ficou muito mais fácil de se lidar na vida depois que muita, MUITA situação confirmou a não-falseabilidade desta frase.
esse post não é um pedido de desculpas pelas coisas que eu fiz pras pessoas terem saído da minha vida. menos ainda, um agradecimento pelas pessoas, às pessoas que voltaram pra minha vida. tampouco, um às pessoas que me fizeram as pré que eu agradecerei pra sempre por isso...
na verdade, pensando bem, bem, bem, bem, bem... esse post... pode ser é um agradecimento às pessoas que saíram da minha vida, às que voltaram pra minha vida, às que não ficaram tempo suficiente pra laços afetivos serem criados, às que fizeram as pré que nunca conseguirei retribuir/agradecer: por causa dessas pessoas, todas. eu sou uma pessoa menos pior do que quando elas chegaram ou foram embora ou fizeram o que fizeram pra eu estar aqui agora. 
eu não vou prometer que vou ser uma pessoa melhor a partir de agora, o máximo que posso fazer é prometer ser alguém menos pior do que fui esse ano e pras pessoas ao meu redor e que podem chegar, a minha vida. ou não. 
e eu ODEIO. FAZER. PROMESSAS. 










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segunda-feira, 16 de outubro de 2023

sobre os (não-)ateus e/ou (não-)drogados e/ou (não-)militantes da universidade pública

a pessoa fala de consumo de drogas dentro da universidade pública como se consumir drogas fizesse parte de processo avaliativo das disciplinas e como se a renovação da matrícula a cada semestre dependesse do consumo periódico/constante de drogas.
¿sabem quem fala esse tipo de merda, que se consome drogas dentro da universidade pública com a mesma habitualidade de quem bebe água? 
quem não sabe que bebida alcoólica também é droga, que remédio pra dormir também é droga, que tem todo um lobby político-econômico da indústria de bebidas e da indústria farmacêutica pra criminalizar o consumo de outras drogas, nem sabe onde fica o campus de uma universidade pública mais próximo da sua casa, não sabe como uma universidade pública funciona porque nunca estudou em uma e, no máximo, só se informa do que acontece no mundo pela internet. geralmente, através de conteúdo altamente duvidoso. sim, se deve duvidar de tudo, mas tem conteúdo que não dá não. fora que esse pessoal, esse mesmíssimo pessoal ai não sabe ler uma porra de um trabalho, quer logo julgar o trabalho pelo título, ao invés de ir lá ao resumo e ver do que se trata tampouco, a porra da introdução do trabalho. não menosprezando menosprezando sim e foda-se, mas esperar o quê de quem, né non?
“ah, mas eu estudei em uma universidade pública” 
egresso de universidade pública que fala isso era o que, na minha época de CEFET, chamávamos de “número de matrícula”: entra/va mudo e sai/a calado. só sabe/sabia chegar à sala de aula e ir embora, só frequenta/va evento na instituição pra pegar carga horário. sabe/sabia, no máximo, no máximo, caminho da secretaria e do refeitório. ‘tá/‘tava errado? não, não ‘tá/‘tava. ‘tá errado quando quer se meter a dizer “na minha época da universidade”, quando nem viveu sua “época da universidade”. faz o favor pra todo mundo de ir se fuder, vai. 
“na minha época, só tinha militante comunista” sem saber nem que porra é comunismo, apesar de que, realmente, militante, independente da ideologia[1], é chato para um caralho. “tinha muito marxista”, marxista é um bicho muito chato e muito emocionado, mas o “número de matrícula” sabe nem que porra é marxismo, não sabe citar uma obra, um texto, um mísero ensaio. “eu só tive professor doutrinador”, pessoa sabe nem que porra é doutrinação e, mesmo tendo pai professor ou mãe professora (ou não), não sabe que professor mal tem tempo pra se coçar, que dirá pra se preocupar em doutrinar outrem. “pessoal só queria saber de greve” sabe nem pelo que o pessoal fazia greve, caralho. “pessoal fazia troça de mim porque eu era/sou cristão” pessoal tem mais o que fazer do que perseguir alguém pela sua religião, tanto que tem evento eclesiástico dentro dos liceus e geral nem tchum, totalmente foda-se. mazagora o que eu vi de fresc@ enchendo a porra do saco quando teve evento de religião afro-brasileira, CARALHO.
pessoal pensa que, na universidade pública, pessoal não tem o que fazer e vai fazer os outros virarem ateus e/ou drogados e/ou militantes[2] pra queimar o filme do ensino superior. deixa eu contar um segredo pra vocês: sabem quem vira ateu e/ou drogado e/ou militante na universidade pública? isso mesmo, quem já tem predisposição pra virar ateu drogado militante e só precisava dum insert coin, press start pra sê-lo. isso quando @ alecrim não deixa sua religião e vira drogado e/ou militante. isso quando @ alecrim já não entrou ateu e/ou drogado (viciado em remédio pra dormir ou pra qualquer outra porra também é ser drogado sim e vai se fuder se tu pensas o contrário)  e/ou militante. ninguém, NINGUÉM vai te amarrar, pegar as drogas e enfiar tua goela abaixo ou ameaçar matar tua família ou cancelar tua matrícula se tu não usares drogas, se tu não abandonares tua religião ou se tu não ingressares em algum movimento (geralmente, o movimento estudantil[3]).

eu já não gostava de militante antes de ingressar no CEFET, os militantes que conheci no CEFET me fizeram gostar menos ainda de militante. quando ingressei na UFPA, os militantes que conheci através dos meus amigos fizeram eu pegar um indiscutível, inexorável e insofismável RANÇO de militante. muito mais porque eu andava bebia igual um filho da puta que viu o time perder o campeonato em casa mesmo tendo a vantagem e descobriu que é corno assim que chegou em casa com gente que andava com esses caralhos que fez muita gente me confundir com eles, o que me fez perder oportunidades de estágio e de comer muita mulher[4]. se fiquei puto com isso?
NÃO, IMAGINA, FIQUEI FELIZ PARA UM CARALHO COM ISSO. PODEM TER CERTEZA DISSO!

VOLTANDO 
pessoal da direita diz que “o pessoal da esquerda controla a narrativa da universidade pública” e quer colocar gente lá pra “assumir o controle dessa narrativa[5]”. um excelentíssimo exemplo dessa patifaria é “ah, mas o professor de esquerda não gostou do meu trabalho e não deixou passar, disse pra eu fazer outro”.
eu até achava isso frescura e mania de perseguição. ai fui ver uns trabalhos ai de “gente de ‘direita’” e PUTA QUE PARIU, DOIDO, só tema sem pé nem cabeça, totalmente desconexo da realidade acadêmica e do que seu curso propõe. o homo universitarius padrão já não gosta de ler material acadêmico, convenhamos, é um fato que TODO MUNDO sabe e NINGUÉM nega. o homo universitarius de direita lê menos ainda e acaba fazendo uma merda maior ainda, acaba fazendo um trampo de conclusão de curso só pra se livrar mesmo. ‘tá errado? não, não ‘tá.
mazessa galera ai, essa mesma galera que lê muito menos do que o habitual, que caga pra pesquisa (mesmo que não queira enveredar pela pesquisa, mesmo porque ninguém é obrigad@ mesmo), que não sabe de PORRA NENHUMA que ‘tá acontecendo no lugar que assiste aula, que só sabe o nome de quem ‘tá ministrando disciplina porque é obrigatório fazê-lo que também propaga esse tipo de merda: “pessoal usa droga como quem bebe água e diz ‘bom dia’”; “na minha época, só tinha militante comunista”; “tinha muito marxista”; “eu só tive professor doutrinador”; “pessoal só queria saber de greve”; “pessoal fazia troça de mim porque eu era/sou cristão” e mais uma lista de bobagens que só é pra passar raiva. geralmente, essa galera é a que mais faz mais merda quando ninguém ‘tá vendo e deixa na surdina, criticando abertamente quem faz com todas as letras possíveis e em caixa alta e neon que dá pra ver de high above fields of marte[7]. NÃO IRONICAMENTE E NÃO COINCIDENTEMENTE, esse pessoal, esse mesmíssimo pessoal também é o mesmíssimo pessoal que não sabe ler uma porra de um trabalho, julga o trabalho pelo título, ao invés de ir ao resumo e ver do que se trata porque não entendeu o título; tampouco, a porra da introdução do trabalho. mas como falei, esperar o quê de quem? que fossem os Josés Maria Bassalo[8] e as Sônias Albuquerque[9] de suas gerações? não, né, porra? não mesmo. “não” em todas as línguas faladas pela nossa espécies, em todos os períodos até o da confecção deste texto. 
pessoal da direita quer colocar gente na universidade pública pra “assumir o controle da narrativa” pra quebrar a academia pelo lado de dentro pra poder sucatear pra poder justificar privatização da mesma. longe de mim dizer que gente de direita não pode cursar universidade pública, porque ela é – TEORICAMENTE É, DEVERIA SER[10] – de todos para todos e para todos e uma das graças do liceu é justamente a diversidade (ainda que com seríssimos limites e seríssimas restrições, porque ninguém merece bolsominion, lulaminion, neonazi[11], ancap[12], socialista lambedor de rabo da URSS com camisa do Che Guevara[13] e liberal privatista[14]) é a graça da academia.
podem até me chamar de teórico da conspiração[15], paranoico[16], o caralho que for isso nos coloca em rota de colisão, estamos em rota de colisão[17], mas do jeito que o direitista/liberal brasileiro médio é gerado e concebido por uma chocadeira queimada, césio-137 no lugar do cérebro e uma tara incurável/intratável por privatização, não se pode-se duvidar jamais dessa possibilidade. ademais, sabem gosta duma doutrinaçãozinha de leve e no jeitão? isso mesmo, direitista. preciso lembrar do projeto “escola sem partido”? as escolas confessionais são controladas por esquerdistas/progressistas[15]? pois então.
DISCLAIMER: VAI SE FUDER SE TU VIERES COM O PAPO DA “AH, MAS A ESQUERDA TEM A ‘IDEOLOGIA DE GÊNERO’ QUE QUER QUE TODO MUNDO ACEITE”!
vai ter gente que vai falar das aceitações de indivíduos que não são “facilmente” aceitáveis? sim, vai. indivíduos que foram historicamente e socialmente marginalizados e ignorados e que SÃO historicamente e socialmente marginalizados e ignorados. não vou cair na hipocrisia de que a esquerda também marginaliza e ignora muitos destes indivíduos e não os usa quando lhe convém, porque sim, a esquerda marginaliza e ignora muitos destes indivíduos e só os usa quando lhe convém. não precisei de ninguém pra me dizer isso porque eu vi e já fui massa de manobra quando eu ainda não era ciente disso e não era conveniente pra muita gente que eu tivesse ciência disso.
PORÉM, não quer preto na universidade? vai ter preto na universidade. não quer indígena na universidade? vai ter indígena na universidade. não quer mulher trans na universidade? vai ter mulher trans na universidade. vai ter pardo, mameluco, estrangeiro, portador de necessidade especial, o caralho que for na universidade porque sim. TODO MUNDO SE FODE PAGANDO IMPOSTO PRA TODO MUNDO ESTAR NA UNIVERSIDADE SIM E PORQUE SIM.
“ah, mas a universidade não é lugar pra esse tipo de gente” – quem diz “pessoal usa/va droga como quem bebe água e diz ‘bom dia’”; “na minha época, só tinha militante comunista”; “tinha muito marxista”; “eu só tive professor doutrinador”; “pessoal só queri/a saber de greve”; “pessoal faz/ia troça de mim porque eu era/sou cristão” e mais uma lista de bobagens que só é pra passar raiva vai dizer. tenho uma excelentíssima e maravilhosíssima notícia pra mim e uma péssimíssima e horribilíssima notícia pra esse tipo de gentalha: A UNIVERSIDADE É LUGAR PRA ESSE TIPO DE GENTE TAMBÉM SIM E PORQUE SIM, POR MAIS QUE VOCÊS NÃO QUEIRAM E VOCÊS NÃO TEM QUE QUERER PORRA NENHUMA.

quem ficar incomodado com isso, pode ir pra Ucrânia ou pra (Terror)Israel, os dois países estão aceitando brasileiros. aqui não vão fazer falta.


quer ser ateu? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
quer ser religios@? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
quer ser drogad@? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
quer ser militante? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
não quer fazer universidade? não faça, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.

sim, viver em comunidade é uma merda, mas o máximo que podemos fazer é facilitar a vida de todo mundo, começando por não escrotizar a vida de todo mundo e pra todo mundo. 
sim, a teoria é uma maravilha.
sim, falar é mais fácil do que fazer.



postagem dedicada ao Prof. Dr. José Maria Filardo Bassalo[18] (1935-2015), que eu tive a indizível honra de conhecer quando ainda vivo; a toda que conheci de movimento estudantil que não foi otári@ comigo quando eu ‘tava na graduação[19] e a tod@s @s junkies que conheci em igual interim.
¡vocês foram e são, no melhor sentido da palavra, foda! .





¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
¡¡¡DEM!!!
¡¡¡BREAKIN!!!
¡¡¡FUCKIN!!!
¡¡¡NEUEN!!!
¡¡¡POST!!!










[1] existem direitas e existem esquerdas, mas isso é conversa pra outro post.
[2] militante de direita ou militante de esquerda, ambos são igualmente insuportáveis para um caralho.
[3] queria mandar aqui um grande “HAIL AND KILL!” pra todo mundo que conheci de movimento estudantil que não era otári@ e não foi otári@ comigo.
[4] como se já não fossem suficientes meus defeitos e péssimos hábitos da época pra queimar meu filme gratuitamente.
[5] se vocês soubessem a raiva que tenho da ressignificação desse termo para utilização nesse contexto...
[6] outra conversa pra outro post.
[7] malz, não deu pra não fazer a referência.
[8] José Maria Filardo Bassalo (1935-2015), engenheiro civil pela Escola de Engenharia do Estado do Pará, bacharel em Física pela Universidade de Brasília; mestre e doutor em Física pela Universidade de São Paulo. 
[9] Sônia Cristina de Albuquerque Vieira, doutora e mestra em Ciências Sociais, com ênfase Antropologia pela Universidade Federal do Pará; e licenciada plena em Ciências da Religião pela Universidade do Estado do Pará.
[10] tem que espancar neonazi até suástica nazi virar cata-vento. nem dá pra fazer ração pra bicho com carne de neonazi porque o bicho vai ficar envenenado e, posteriormente, imprestável pra qualquer uso.
[11] eu já falei que ancap não é gente e sua opinião é automaticamente desconsiderada em qualquer situação? ancap não é gente e sua opinião é automaticamente desconsiderada em qualquer situação.
[12] ironicamente esse pessoal seria morto no regime soviético e/ou pelo Che Guevara.
[13] idem nota 11.
[14] teórico da conspiração e conspiracionista são a mesma coisa? não sei, responde ai nos comentários. 
[15] paranoicuzão ou paranoicuzinho?
[16] idem nota 7.
[17] sim, EXISTEM DIFERENÇAS entre esquerdistas e progressistas. sim, também é outra conversa pra outro post.
[18] curiosidade curiosa: ele foi avô de um maluco que fez segundo e terceiro anos do ensino médio comigo, inclusive.
[19] podem até me chamar de “maldito hipócrita do caralho” porque namorei com duas, a Heiđrun, a Ina e a Annie. eu falei pra caralho delas aqui em muitos e muitos posts.

domingo, 12 de junho de 2022

CPM22 – DEPOIS DE UM LONGO INVERNO – 2011 – letras do álbum

 

ouvindo: Angelic Upstarts, Who Killed Liddle?, de 1998.

DISCLAIMER UM: esqueci de falar no CPM22 – CPM22 – 2001 – letras do álbum que todo mês de outubro, ouço “Tarde de Outubro” todos os dias do mês. vide o vídeo abaixo, de 07 de outubro de 2019, na segunda-feira seguinte à defesa da minha dissertação de mestrado[01], antes de apresentar trabalho na IX Semana Acadêmica de Letras[02][03].

DISCLAIMER DOIS: já essa foto com o Kaius na UFPA é de 2014[04], não sei, sei que essa camisa até furou de tanto que usei. essa e outra que eu tinha[05]. 


Depois do Longo Inverno é o álbum lançado em 2011 que mais ouvi, junto ao Odiosa Natureza Humana, do Matanza. e era só play e foda-se, toca o álbum todo. sim, eu gostei mais que o Cidade Cinza. sim, eu gostei mais que o Suor & Sacrifício. eu gosto muitão muitão muitão de ska e o então quarteto[05] e eles evoluíram muitão musicalmente nas melodias e nas letras e isso foi do caralho.
CPM22
DEPOIS DE UM LONGO INVERNO
2011
ABOMINÁVEL
(Luciano Garcia)
Dispensável
Eu sei você não presta
Um mal necessário 
Que não mais me interessa
Mercenário
Escravo da moeda
Cheio de razão
Com ele não tem conversa

Graças a Deus
Você e os seus
Estão longe estão fora da minha vida
Graças a Deus
De novo eu
Agradeço por mais essa noticia
Graças a Deus ...

Abominável
O mago da caverna
Mas ele sonhou
Em ser artista de novela
Desonrado
Seu jogo não tem regras
Com certeza não
Quero vê-lo na minha festa

Graças a Deus
Você e eu
Opostos até o fim da linha
Graças a Deus

VIDA OU MORTE
(Luciano Garcia)
Fiz uma reserva no ônibus das 3
Quem sabe ele leva
Quem sabe nos conduz pra luz, eu pensei
Em uma nova era, um novo amanhecer
Com novas ideias, com novas atitudes
Vamos vencer

Propostas modernas, superação em mente
Batidas concretas e a velha identidade 
Só pra manter
Sem medo vamos prosseguir
Agora é pra valer
Estamos em guerra
Em mais uma missão de vida ou morte...

Desejo sorte para todos nós vamos vencer
É vida ou morte outra vez, vamos vencer
Prosperidade hoje e sempre, vamos vencer
Desejo sorte para todos nós vamos vencer

Nossas conquistas na parede do bar
Nos anunciam, nos põe no lugar não vá 
Pensando que estamos mortos, pode escrever
Já se prepara: vamos vencer...

Fiz uma promessa só contarei depois
Que a noite adormeça e o sol venha nos aquecer
Com seu poderoso raio da manhã
Mas não vamos esquecer que estamos em guerra
Em mais uma missão de vida ou morte

Fiz uma reserva no ônibus das 3...

FILME QUE EU NUNCA VI
(Luciano Garcia)
Às vezes eu esqueço de
Rezar isso não é um bom sinal
Às vezes eu percebo que,
o Mundo está cada vez mais banal


Acho que estamos perdendo a noção do que é real igual 
A um filme que nunca vi
Sempre temos a esperança que na vida real o mal 
Não ganhe do Bem no fim

Pergunto eu
Vê se é normal
Acordo e não quero ler o jornal
Ligo a TV
Água geral
E pra alguns é só folia, é carnaval

Às vezes eu
Pretendo ser
Um Presidente
Um líder mundial

Às vezes eu
Desejo ter
Uma casa 
Com jardim no quintal.

HOSPITAL DO SOFREDOR
(Luciano Garcia)
Hoje dispensei
Joguei fora o que me consumia
Renasci, voltei
Eu já superei
Prossegui, recomecei a minha vida
De onde parei

Mas quase enfartei
No auge da minha dor
Quase me internei
No hospital do sofredor...

Hoje conquistarei
Vou atrás da terra prometida
O mapa onde guardei
O tesouro está escondido
Em algum lugar perdido
Logo encontrarei...

Eu me desesperei
Nem remédio adiantou
Mas forte suportei

Acabou... Acabou...

Finalizei em grande estilo, só eu sei 
O que passei mas consegui
Pelo menos escrever uma canção
Juro essa é a última vez

Acabou

CAVALEIRO METAL
(Luciano Garcia)
É o destaque do mês
É o grande maestro, é a bola da vez
O cara que comanda a orquestra
É o maioral
Se acha o legal
O mais fudido também
Sua falsa modéstia
É o seu único bem
Tentou acabar com a nossa festa...
O cavaleiro metal
Não vê que o seu mal
É não gostar de ninguém

Trancado no quarto pagando pra ver
Sua vida é uma tragicomédia
Alienado condenado a perder
Nunca gostou de ninguém
Trancado no quarto, esperando o quê?
Jogou sua vida pela janela
Cuspiu no prato o seu auto-retrato, um perdedor
Zé Ninguém..

Foi acostumado a ter sempre alguém
Passando a mão na sua cabeça
Cresceu mimado, um pobre coitado
Igual playboy de TV

Vivendo no ócio, rezando pra ter
Mais uma chance, mais uma brecha...
O sonho metal
O seu grande mal
Não dá valor pra ninguém

Nunca gostou de ninguém

Papo Furado, nada confiável, lamentável, o que mais posso dizer...

Não dá valor pra ninguém

QUEM SOU EU?!
(Fernando Badauí)
Certas coisas sei que nunca vão mudar
Se eu tivesse todas as respostas não erraria mais
Andei pelos 4 cantos da cidade
Mas sempre voltei pra cá

Pro lugar onde me sinto mais seguro
Lembre que na vida só estamos de passagem...
Porque insistir, mentir para nós mesmos?
O tempo é implacável...

Estou voltando pra sua casa
Estou voltando só pra te dizer: quem sou eu?
Os problemas deixam a gente cada vez mais fortes...

Por que será que nunca estamos satisfeitos
Qualquer atrito já é motivo pra querer mais
As pessoas não se respeitam como antigamente
A vaidade em primeiro lugar

Quantos anos jogados fora em um segundo?
Sinto falta de quando a vida era mais simples
Estou aqui pra destruir tudo ao seu lado
Já fomos longe demais

Estou voltando pra sua casa,
Estou voltando só pra te dizer
Quem sou eu?

Nós 2 juntos somos mil vezes mais fortes..
Nós 2 juntos somos mil vezes mais fortes...

NA MEDIDA CERTA
(Luciano Garcia)
Essa semana encontrei a medida
Pra não cair em contradição
Essa semana encontrei a saída
O alivio para o meu coração

À noite sonhei com a nossa vida
Com futuro com nossa família
A noite sonhei com uma nova vida
Cumplicidade conforto e harmonia

Hoje tenho alegria
Tenho sua companhia, sua presença alivia
Te quero na minha vida vazia
Hoje tenho alegria, muito mais que outro dia...

Cheguei na idade chegou é agora
Não quero acabar na solidão
A juventude passou tá na hora
De ter um pouco mais que um refrão

Quero você por toda minha vida...

UM POUCO DE PACIÊNCIA
(Luciano Garcia)
Desconheço
Outra forma de lidar com a situação
Vou enlouquecer
Estou com medo
Estou de novo com horrível sensação
Deus, onde guardei?
Alguém sabe onde deixei minha razão?

Procurei a noite inteira
Até nas brigas que eu causei
Terça, quarta, quinta-feira 
É sexta e ainda não achei
E como vou me estabelecer?
Como vou resolver?
Como saber o que fazer?
Um pouco de paciência
Talvez é o que preciso ter

E você por favor não me pressione assim
Eu não sei desconheço ainda não aprendi...

Outra forma de lidar com a situação
Vou enlouquecer...
Estou com medo
Estou de novo para horrível sensação
Deus, onde guardei
Alguem sabe onde deixei minha razão?

E você...
Por favor não me pressione assim
Eu não sei desconheço ainda não aprendi

SOFRIDOS E EXCLUÍDOS
(Luciano Garcia)
Nosso sistema funciona de um jeito que
Os mais sofridos são sempre excluídos do poder
Abandonados, passou no jornal eu vi
Esgoto aberto, ar contaminado, um cheiro de matar soldado

Buscando sobrevivência
Morando ao lado no bairro da penitencia
Foi condenado vier é sua sentença...

Amargurado, cansado de só ouvir
Esta revoltado, se sente humilhado, não quer ir 
Para o trabalho, não quer mais se divertir
O seu legado ser sempre um soldado, um homem que não se acomoda

Buscando sobrevivência
Morando ao lado no bairro da penitencia
Foi condenado viver é sua sentença...

Acostumado a ser mal tratado
Agora é sua vez
Resolveu não ser um coitado
Não quer mais não vai se omitir
Em busca de uma vale encantado, motivos pra sorrir
Não vai mais se esconder no fato
De ter nascido sem sorte, hey...

Nosso sistema é o que nos faz perder, os mais sofridos estão sempre sem poder
Nosso sistema é o que nos faz perder, os mais sofridos sempre sem poder...

NOVA ORDEM 
(Luciano Garcia)
Jura por deus que não vai me deixar em paz redefinir
A nova ordem é viver, olhar pra frente...

Eu reconheço todos meus erros
Paguei o preço e agora estou pronto pra seguir

Chega de farsa, sua máscara caiu, você mentiu
Vê se me esquece, peço favor, me deixe

Sempre de cabeça erguida
Vê se me esquece e vá ser feliz

CPM 22 
(Fernando Badauí, Luciano Garcia)
Então, escute esse som que não fala de amor
Mas com certeza o sentimento é real
Me lembro como foi bom durante 15 anos 
Lutando por um mesmo ideal
Expor os meus pensamentos nunca foi fácil
Acertando ou errando é normal
Mas voltei, estou aqui...

Pra te escrever talvez, ou melhor, te dizer
O que ´vivemos desde a caixa postal
E quando olho pra trás a luta foi leal
Temos motivos para comemorar
Depois de muitas viagens, calotes, roubadas
E muita incerteza no ar
Não cansei, estou aqui mais uma vez
Mais uma vez de uma vez mais uma vez...

Por vocês que nos seguem
Agradeço pela força pra chegar até aqui
Ter um reconhecimento nacional
Ver de perto todo o povo brasileiro
Com uma banda de verdade pra tocar
Viver em paz...

E aqui estamos de novo, esse é o sétimo disco
Nossa trajetória tem seu valor
Agora é cair na estrada pra matar a saudade
Das cidades que já fizemos show
Depois de tanta amizade, tapetes puxados

A chama ainda não se apagou...

Não viemos para revolucionar
Só que agora não tem como ignorar
Uma banda de verdade pra tocar
Viver em paz, viver em paz...

MINORIA
(Luciano Garcia)
Aperte o cinto porque nossa viagem apenas começou
Aperte o cinto porque a tempestade ainda não acabou
Mantenha a calma, talvez a turbulência nossa nave ultrapassou

Espero que você também 
Não se abale, não se entregue, não seja refém 
De uma minoria de uma gente sem ninguém

A inveja mata, eu sei, deixei de lado, não dei bola, não liguei
Te aconselho a fazer, seguir o mesmo, não temos tempo a perder
A nossa nave partiu, abriu as asas, nós vamos sobreviver

Espero muito que você... 

Abaixe o som, ouça bem fique ao meu lado eu não vou desistir
Essa passagem comprei com antecedência pretendo ir até o fim
Depende só de nós 2 nossa vontade, aonde queremos ir... 

Espero muito que você... 

MARÇO 76
(Fernando Badauí, Luciano Garcia)
Colecionei discos e fotos
Lembranças de família
30 anos atrás não sabia o que estava por vir
Nascido em São Paulo, março
Fim dos anos 70
Em plena a ditadura militar
Repressão censura armada

Aos 12 ouvia Ramones
Aos 15 ainda moleque
Descobri que a vida não era simples
Roubaram o nosso país
Milhares de contas vencidas
Condomínio atrasado
Economizei cada centavo
É o que sobrou pra mim

Mas sobrevivi, rompi barreiras, eu venci
E todos sabem como é viver aqui no Brasil...

Passei a madrugada inteira
Sem pregar os olhos
Sem pegar no sono refletindo
Voltei no tempo me perdi
Nadei até onde podia
Até onde minhas forças
Me deixaram ir
Não me entreguei
Lutar pra sempre resistir

Sobrevivi, rompi barreiras, eu venci
E todos sabem como é viver aqui no Brasil
Mas com certeza meu lugar é aqui, onde eu nasci...

10 MIL VOZES
(Luciano Garcia)
Velocidade acima de 100
Vitalidade em alta voltagem
Com raça e honestidade
Um passo além
Habilidade queremos também

A torcida enlouquece
10 mil vozes
Milhares de corações e um talvez
A vitória a quem merece
A partida está no primeiro tempo

E eu já sei
O que o time precisa, eu sei
Um pouco de ousadia

Velocidade acima de 100
Vitalidade em alta voltagem
Com raça e honestidade
Um passo além
Habilidade queremos também

O juíz apita
O jogo começou
Já na saída, o grupo demonstrou
Iniciativa, conjunto e muito amor
Nossa camisa, damos muito valor

Essa torcida consegue
10 mil vozes cantam, pulam e gritam até morrer
por dias, noites e meses
Iluminam, mostram o caminho

Agora eu sei
O que o time precisa, eu sei
Um pouco de alegria

Velocidade acima de 100
Vitalidade em alta voltagem
Com raça e honestidade
Um passo além
Habilidade queremos também





amanhã: como o Acústico, de 2013, não tem músicas inéditas, vou passar direto pro Suor & Sacrifício, de 2017!
se vou continuar a série Pitty ou terminar a série Garotos Podres?
terça-feira eu decido...





[01] era pra eu ter falado disso por aqui, mas minha disposição ‘tava zero para tanto, vide o tanto de posts que fiz em 2019.
[02] idem.
[03] eu já tinha falado desse evento nesse post AQUI! 
[04] uma ex minha até me deu o conto, mesmo sem gostar de CPM. sei quem é, mas... foda-se, deixa pra lá.
[05] no Twitter eu apresentei indecisão quanto à data dessa foto, mas é de 2014 sim. 
[06] Wally pegou o beco no fim das gravações do Cidade Cinza.










¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
¡¡¡DEM!!!
¡¡¡BREAKIN!!!
¡¡¡FUCKIN!!!
¡¡¡NEUEN!!!
¡¡¡POST!!!

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

PRÁXIS AMANDI – poema de Olga Sawary

ouvindo: Bomb Factory, Blade of a Knife, de 1996.

PRÁXIS AMANDI
Olga Sawary

Na práxis de então
bem pouco se aprendia
com as vagas teorias
da chula sacanagem.
Quase sempre havia alguém
que não gozava
e se perdia
no meio da viagem

Hoje se sabe,
de Kama Sutra a Sade
passando de Ovidio à Barabarela
por dentro de Vinicius de Morais,
que amar é arte requintada
e há de
melhor acontecer a quem mais sabe.
 
Começa-se a bolina pelos olhos,
ou pela planta dos pés
que tanto faz
mas que se o faça como quem não quer
chegar além do simples arrepio.

Que se tateie muito de leve e manso
por cada canto da pele o corpo inteiro
e sempre no sentido
inverso ao da penugem.

Bem lentamente caía nos declives
e nos valados mais fundos e escondidos.
Teça, com os dedos leves, pelo a pelo,
roçando o eriçando cada uma
das papilas digitais —as mais sensíveis—
desde os agudos picos aos mais túmidos
e úmidos abismos,
como se cada polpa de dedo fosse língua.

Não se abandone então.
Não perca o tino,
que o pássaro do espasmo é fugidio,
e cansa de voar
nas brumas da emoção
do ser em cio.

Daí por diante
passe a refletir
frente dos espelhos,
e crie — a dois ou a dez —
todas as formas de ir
e posições
passíveis das possíveis
contorções.

Prossiga nos caminhos da surpresa
e não se escandalize
se a resposta vir maior que a empresa.
Pois que, por suas mãos
os deuses são,
e não se sabe onde
explodindo seus próximos desejos.

E tendo tudo isto posto,
tome todo tento à tentação
de sua companheira.

E, se tiver força e sã ciência,
refreie os seus ginetes,
sorva a seiva que lhe molha os lábios,
inspire fundo,
até que a égua úmida, esgotada,
estanque o seu galope,
e se abandone, como quem se esquece
da própria servidão
da vida e morte,
na relva dos lençóis.
E então comece.


IN: SAWARY, Olga. Carne viva. 1ª antologia brasileira de poemas eróticos. Rio de Janeiro: Editora Anima, 1984.









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NEUEN 
POST
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