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YEAH, HOUSTON, WIR HABEN BÜCHER!

e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

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segunda-feira, 18 de março de 2024

RECEBA!, RECEBA E AGRADEÇA TEU MERECIDO LUGAR NA HISTÓRIA


não que o progressista médio não seja um arrombado do caralho que arrote superioridade moral/ética/intelectuargh!/uzcarai, mas o direitista que o faz – e mesmo que não o faça – deve ser DIARIAMENTE LEMBRADO que o país está como está porque um almofadinha arrombado que nunca lhe teve nada negado na vida NÃO ACEITOU PERDER A ELEIÇÃO PRA PRESIDENTE EM 2014 e, em virtude disso, tocou um grande foda-se para o Brasil só para ver a Dilma fora do cargo, no mais puro “se eu não posso estar lá, ela também não pode”. 

não que a crise na saúde, a crise na educação e a crise na economia fossem sanadas no governo Dilma 2[1], mas (saúde, educação e economia) estariam em estado BEM MENOS PIOR do que estão hoje. 
a única presidenta possível do bostil e só minha opinião importa, eu me odeio por te amar

não que a crise na saúde, a crise na educação e a crise na economia fossem sanadas em qualquer governo pós-Dilma 2[2], mas (saúde, educação e economia) estariam em estado BEM MENOS PIOR do que estão hoje E NÃO TERÍAMOS PASSADO POR UMA CRISE PANDÊMICA QUE DEIXOU 700K MORTOS, porque qualquer gestor minimamente sério teria o mínimo de competência para não ter feito o que o inelegível e futuramente preso fez no mencionado ínterim[3]. ainda mais que este último quase meteu um golpe de estado (mais um) por não ter aceitado perder as eleições. não posso não dizer que eu só consideraria a ideia de (mais um) golpe militar por estas bandas só pra mó de ver a direita “moderada”[4], os liberais e os ancaps tomarem nos cus com areia de praia e vidro quente, já que eles acreditam que estariam por cima da carne seca nessa nova ditadura.
  
no fim e para concluir, o problema do Brasil não é o homo brasileirus propriamente dito e sim a DIREITA BRASILEIRA. vocês mereceram o inelegível e futuramente preso se ele fosse SÓ problema de vocês, ‘tava ótimo, MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAÃO, virou problema do país todo e o que não falta é terrorista representante eletivo e gado eleitor desse pessoal que defende golpe de estado e implantação de regime ditatorial teocrático militar, sem esse eleitorado faça a mínima ideia que fuckin hell significam “regime ditatorial”, “teocracia”, “regime ditatorial militar” e tudo isso junto em um só conceito[5].
  
parabéns, Aécio Neves da Cunha. queria um lugar de destaque na história do Brasil?
conseguiu, seu arrombado desgraçado do caralho.
NUNCA TE ESQUECEREMOS
NUNCA TE ESQUECEREMOS

seu corno.





[1] a segurança pública nunca esteve em crise, pois já é caótica por si só desde a chegada da maldita família real ao Brasil.
[2] independente de sua ideologia e grupo terrorista [partido político].
[3] não se enganem, a micheque, esposa desse traste até mesmo para a própria Wyrm, também será igualmente inelegível e igualmente futuramente encarcerada.
[4] como se direita “moderada” existisse mesmo. como se isso ainda existisse depois do impeachment da Dilmãe em 2016.
[5] resultado de um projeto de desmonte educacional e emburrecimento para fortalecimento desse espectro sociopolítico e socioeconômico.










¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
¡¡¡DEM!!!
¡¡¡BREAKING!!!
¡¡¡NEUEN!!!
¡¡¡POST!!!

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

sobre os (não-)ateus e/ou (não-)drogados e/ou (não-)militantes da universidade pública

a pessoa fala de consumo de drogas dentro da universidade pública como se consumir drogas fizesse parte de processo avaliativo das disciplinas e como se a renovação da matrícula a cada semestre dependesse do consumo periódico/constante de drogas.
¿sabem quem fala esse tipo de merda, que se consome drogas dentro da universidade pública com a mesma habitualidade de quem bebe água? 
quem não sabe que bebida alcoólica também é droga, que remédio pra dormir também é droga, que tem todo um lobby político-econômico da indústria de bebidas e da indústria farmacêutica pra criminalizar o consumo de outras drogas, nem sabe onde fica o campus de uma universidade pública mais próximo da sua casa, não sabe como uma universidade pública funciona porque nunca estudou em uma e, no máximo, só se informa do que acontece no mundo pela internet. geralmente, através de conteúdo altamente duvidoso. sim, se deve duvidar de tudo, mas tem conteúdo que não dá não. fora que esse pessoal, esse mesmíssimo pessoal ai não sabe ler uma porra de um trabalho, quer logo julgar o trabalho pelo título, ao invés de ir lá ao resumo e ver do que se trata tampouco, a porra da introdução do trabalho. não menosprezando menosprezando sim e foda-se, mas esperar o quê de quem, né non?
“ah, mas eu estudei em uma universidade pública” 
egresso de universidade pública que fala isso era o que, na minha época de CEFET, chamávamos de “número de matrícula”: entra/va mudo e sai/a calado. só sabe/sabia chegar à sala de aula e ir embora, só frequenta/va evento na instituição pra pegar carga horário. sabe/sabia, no máximo, no máximo, caminho da secretaria e do refeitório. ‘tá/‘tava errado? não, não ‘tá/‘tava. ‘tá errado quando quer se meter a dizer “na minha época da universidade”, quando nem viveu sua “época da universidade”. faz o favor pra todo mundo de ir se fuder, vai. 
“na minha época, só tinha militante comunista” sem saber nem que porra é comunismo, apesar de que, realmente, militante, independente da ideologia[1], é chato para um caralho. “tinha muito marxista”, marxista é um bicho muito chato e muito emocionado, mas o “número de matrícula” sabe nem que porra é marxismo, não sabe citar uma obra, um texto, um mísero ensaio. “eu só tive professor doutrinador”, pessoa sabe nem que porra é doutrinação e, mesmo tendo pai professor ou mãe professora (ou não), não sabe que professor mal tem tempo pra se coçar, que dirá pra se preocupar em doutrinar outrem. “pessoal só queria saber de greve” sabe nem pelo que o pessoal fazia greve, caralho. “pessoal fazia troça de mim porque eu era/sou cristão” pessoal tem mais o que fazer do que perseguir alguém pela sua religião, tanto que tem evento eclesiástico dentro dos liceus e geral nem tchum, totalmente foda-se. mazagora o que eu vi de fresc@ enchendo a porra do saco quando teve evento de religião afro-brasileira, CARALHO.
pessoal pensa que, na universidade pública, pessoal não tem o que fazer e vai fazer os outros virarem ateus e/ou drogados e/ou militantes[2] pra queimar o filme do ensino superior. deixa eu contar um segredo pra vocês: sabem quem vira ateu e/ou drogado e/ou militante na universidade pública? isso mesmo, quem já tem predisposição pra virar ateu drogado militante e só precisava dum insert coin, press start pra sê-lo. isso quando @ alecrim não deixa sua religião e vira drogado e/ou militante. isso quando @ alecrim já não entrou ateu e/ou drogado (viciado em remédio pra dormir ou pra qualquer outra porra também é ser drogado sim e vai se fuder se tu pensas o contrário)  e/ou militante. ninguém, NINGUÉM vai te amarrar, pegar as drogas e enfiar tua goela abaixo ou ameaçar matar tua família ou cancelar tua matrícula se tu não usares drogas, se tu não abandonares tua religião ou se tu não ingressares em algum movimento (geralmente, o movimento estudantil[3]).

eu já não gostava de militante antes de ingressar no CEFET, os militantes que conheci no CEFET me fizeram gostar menos ainda de militante. quando ingressei na UFPA, os militantes que conheci através dos meus amigos fizeram eu pegar um indiscutível, inexorável e insofismável RANÇO de militante. muito mais porque eu andava bebia igual um filho da puta que viu o time perder o campeonato em casa mesmo tendo a vantagem e descobriu que é corno assim que chegou em casa com gente que andava com esses caralhos que fez muita gente me confundir com eles, o que me fez perder oportunidades de estágio e de comer muita mulher[4]. se fiquei puto com isso?
NÃO, IMAGINA, FIQUEI FELIZ PARA UM CARALHO COM ISSO. PODEM TER CERTEZA DISSO!

VOLTANDO 
pessoal da direita diz que “o pessoal da esquerda controla a narrativa da universidade pública” e quer colocar gente lá pra “assumir o controle dessa narrativa[5]”. um excelentíssimo exemplo dessa patifaria é “ah, mas o professor de esquerda não gostou do meu trabalho e não deixou passar, disse pra eu fazer outro”.
eu até achava isso frescura e mania de perseguição. ai fui ver uns trabalhos ai de “gente de ‘direita’” e PUTA QUE PARIU, DOIDO, só tema sem pé nem cabeça, totalmente desconexo da realidade acadêmica e do que seu curso propõe. o homo universitarius padrão já não gosta de ler material acadêmico, convenhamos, é um fato que TODO MUNDO sabe e NINGUÉM nega. o homo universitarius de direita lê menos ainda e acaba fazendo uma merda maior ainda, acaba fazendo um trampo de conclusão de curso só pra se livrar mesmo. ‘tá errado? não, não ‘tá.
mazessa galera ai, essa mesma galera que lê muito menos do que o habitual, que caga pra pesquisa (mesmo que não queira enveredar pela pesquisa, mesmo porque ninguém é obrigad@ mesmo), que não sabe de PORRA NENHUMA que ‘tá acontecendo no lugar que assiste aula, que só sabe o nome de quem ‘tá ministrando disciplina porque é obrigatório fazê-lo que também propaga esse tipo de merda: “pessoal usa droga como quem bebe água e diz ‘bom dia’”; “na minha época, só tinha militante comunista”; “tinha muito marxista”; “eu só tive professor doutrinador”; “pessoal só queria saber de greve”; “pessoal fazia troça de mim porque eu era/sou cristão” e mais uma lista de bobagens que só é pra passar raiva. geralmente, essa galera é a que mais faz mais merda quando ninguém ‘tá vendo e deixa na surdina, criticando abertamente quem faz com todas as letras possíveis e em caixa alta e neon que dá pra ver de high above fields of marte[7]. NÃO IRONICAMENTE E NÃO COINCIDENTEMENTE, esse pessoal, esse mesmíssimo pessoal também é o mesmíssimo pessoal que não sabe ler uma porra de um trabalho, julga o trabalho pelo título, ao invés de ir ao resumo e ver do que se trata porque não entendeu o título; tampouco, a porra da introdução do trabalho. mas como falei, esperar o quê de quem? que fossem os Josés Maria Bassalo[8] e as Sônias Albuquerque[9] de suas gerações? não, né, porra? não mesmo. “não” em todas as línguas faladas pela nossa espécies, em todos os períodos até o da confecção deste texto. 
pessoal da direita quer colocar gente na universidade pública pra “assumir o controle da narrativa” pra quebrar a academia pelo lado de dentro pra poder sucatear pra poder justificar privatização da mesma. longe de mim dizer que gente de direita não pode cursar universidade pública, porque ela é – TEORICAMENTE É, DEVERIA SER[10] – de todos para todos e para todos e uma das graças do liceu é justamente a diversidade (ainda que com seríssimos limites e seríssimas restrições, porque ninguém merece bolsominion, lulaminion, neonazi[11], ancap[12], socialista lambedor de rabo da URSS com camisa do Che Guevara[13] e liberal privatista[14]) é a graça da academia.
podem até me chamar de teórico da conspiração[15], paranoico[16], o caralho que for isso nos coloca em rota de colisão, estamos em rota de colisão[17], mas do jeito que o direitista/liberal brasileiro médio é gerado e concebido por uma chocadeira queimada, césio-137 no lugar do cérebro e uma tara incurável/intratável por privatização, não se pode-se duvidar jamais dessa possibilidade. ademais, sabem gosta duma doutrinaçãozinha de leve e no jeitão? isso mesmo, direitista. preciso lembrar do projeto “escola sem partido”? as escolas confessionais são controladas por esquerdistas/progressistas[15]? pois então.
DISCLAIMER: VAI SE FUDER SE TU VIERES COM O PAPO DA “AH, MAS A ESQUERDA TEM A ‘IDEOLOGIA DE GÊNERO’ QUE QUER QUE TODO MUNDO ACEITE”!
vai ter gente que vai falar das aceitações de indivíduos que não são “facilmente” aceitáveis? sim, vai. indivíduos que foram historicamente e socialmente marginalizados e ignorados e que SÃO historicamente e socialmente marginalizados e ignorados. não vou cair na hipocrisia de que a esquerda também marginaliza e ignora muitos destes indivíduos e não os usa quando lhe convém, porque sim, a esquerda marginaliza e ignora muitos destes indivíduos e só os usa quando lhe convém. não precisei de ninguém pra me dizer isso porque eu vi e já fui massa de manobra quando eu ainda não era ciente disso e não era conveniente pra muita gente que eu tivesse ciência disso.
PORÉM, não quer preto na universidade? vai ter preto na universidade. não quer indígena na universidade? vai ter indígena na universidade. não quer mulher trans na universidade? vai ter mulher trans na universidade. vai ter pardo, mameluco, estrangeiro, portador de necessidade especial, o caralho que for na universidade porque sim. TODO MUNDO SE FODE PAGANDO IMPOSTO PRA TODO MUNDO ESTAR NA UNIVERSIDADE SIM E PORQUE SIM.
“ah, mas a universidade não é lugar pra esse tipo de gente” – quem diz “pessoal usa/va droga como quem bebe água e diz ‘bom dia’”; “na minha época, só tinha militante comunista”; “tinha muito marxista”; “eu só tive professor doutrinador”; “pessoal só queri/a saber de greve”; “pessoal faz/ia troça de mim porque eu era/sou cristão” e mais uma lista de bobagens que só é pra passar raiva vai dizer. tenho uma excelentíssima e maravilhosíssima notícia pra mim e uma péssimíssima e horribilíssima notícia pra esse tipo de gentalha: A UNIVERSIDADE É LUGAR PRA ESSE TIPO DE GENTE TAMBÉM SIM E PORQUE SIM, POR MAIS QUE VOCÊS NÃO QUEIRAM E VOCÊS NÃO TEM QUE QUERER PORRA NENHUMA.

quem ficar incomodado com isso, pode ir pra Ucrânia ou pra (Terror)Israel, os dois países estão aceitando brasileiros. aqui não vão fazer falta.


quer ser ateu? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
quer ser religios@? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
quer ser drogad@? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
quer ser militante? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
não quer fazer universidade? não faça, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.

sim, viver em comunidade é uma merda, mas o máximo que podemos fazer é facilitar a vida de todo mundo, começando por não escrotizar a vida de todo mundo e pra todo mundo. 
sim, a teoria é uma maravilha.
sim, falar é mais fácil do que fazer.



postagem dedicada ao Prof. Dr. José Maria Filardo Bassalo[18] (1935-2015), que eu tive a indizível honra de conhecer quando ainda vivo; a toda que conheci de movimento estudantil que não foi otári@ comigo quando eu ‘tava na graduação[19] e a tod@s @s junkies que conheci em igual interim.
¡vocês foram e são, no melhor sentido da palavra, foda! .





¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
¡¡¡DEM!!!
¡¡¡BREAKIN!!!
¡¡¡FUCKIN!!!
¡¡¡NEUEN!!!
¡¡¡POST!!!










[1] existem direitas e existem esquerdas, mas isso é conversa pra outro post.
[2] militante de direita ou militante de esquerda, ambos são igualmente insuportáveis para um caralho.
[3] queria mandar aqui um grande “HAIL AND KILL!” pra todo mundo que conheci de movimento estudantil que não era otári@ e não foi otári@ comigo.
[4] como se já não fossem suficientes meus defeitos e péssimos hábitos da época pra queimar meu filme gratuitamente.
[5] se vocês soubessem a raiva que tenho da ressignificação desse termo para utilização nesse contexto...
[6] outra conversa pra outro post.
[7] malz, não deu pra não fazer a referência.
[8] José Maria Filardo Bassalo (1935-2015), engenheiro civil pela Escola de Engenharia do Estado do Pará, bacharel em Física pela Universidade de Brasília; mestre e doutor em Física pela Universidade de São Paulo. 
[9] Sônia Cristina de Albuquerque Vieira, doutora e mestra em Ciências Sociais, com ênfase Antropologia pela Universidade Federal do Pará; e licenciada plena em Ciências da Religião pela Universidade do Estado do Pará.
[10] tem que espancar neonazi até suástica nazi virar cata-vento. nem dá pra fazer ração pra bicho com carne de neonazi porque o bicho vai ficar envenenado e, posteriormente, imprestável pra qualquer uso.
[11] eu já falei que ancap não é gente e sua opinião é automaticamente desconsiderada em qualquer situação? ancap não é gente e sua opinião é automaticamente desconsiderada em qualquer situação.
[12] ironicamente esse pessoal seria morto no regime soviético e/ou pelo Che Guevara.
[13] idem nota 11.
[14] teórico da conspiração e conspiracionista são a mesma coisa? não sei, responde ai nos comentários. 
[15] paranoicuzão ou paranoicuzinho?
[16] idem nota 7.
[17] sim, EXISTEM DIFERENÇAS entre esquerdistas e progressistas. sim, também é outra conversa pra outro post.
[18] curiosidade curiosa: ele foi avô de um maluco que fez segundo e terceiro anos do ensino médio comigo, inclusive.
[19] podem até me chamar de “maldito hipócrita do caralho” porque namorei com duas, a Heiđrun, a Ina e a Annie. eu falei pra caralho delas aqui em muitos e muitos posts.

quinta-feira, 19 de maio de 2022

O HOMEM DO NORTE – análise e crítica do filme

ouvindo:  V/A Ronda Alternativa coletânea de bandas punk lançada em 1988.

eu vi ontem O Homem do Norte [no original, The Northman[1]], dirigido pelo estadunidense Robert Eggers (de A Bruxa, de 2015, e O Farol, de 2019[2]) e escrito por ele e pelo escritor islandês Sigurjón Birgir Sigurðsson, creditado como Sjøn. o Sjøn, inclusive, co-escreveu o roteiro de Lamb[3], filme islandês-sueco-polonês do ano passado, dirigido pelo também Valdimar Jóhannsson.
O Homem do Norte
, de 2022; direção de Robert Eggers; roteiro de Robert Eggers e Sjøn; Regency Enterprises, Perfect World Pictures, New Regency e Square Peg; distribuição pela Focus Features (nos EUA) e pela Universal (no resto do mundo).
Lamb
, de 2021; direção de Valdimar Jóhannsson; roteiro de Valdimar Jóhannsson e Sjøn; Sena, TriArt Film e Gutek Film. 

como todo mundo que já frequentou estas pairagens, sabe que sou suspeitão pra caralho pra falar de vikings e escandinavismo (incluir aqui a mitologia desse pessoal[4]) e o escambau correlacionado.
PRA COMEÇAR, não era pra citar isso, mas tinha uma época no famigerado Facebook que os paraenses zuavam os famigerados tupinivkings – brasileiros metidos a nórdicos, odinistas e escandinavos – por se dizerem “nórdicos”, sendo que o significado do verbete é “oriundo/residente na região norte”. quem tem o mínimo de noção de geografia do Brasil exceto indivíduos nascidos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, obviamente sabe onde fica o Pará, né? liguem os pontos.
no mais, zoava-se ad æternum os nazipardos – fulaninho MESTIÇO metido a nazista, com todos os discursos e trejeitos característicos a esse bando de bosta que fala. ¿falei que existe tupinivking mestiço também? ‘tá, não falei, mas ai MEIO QUE, MUITO POR BAIXO, dá pra dar um desconto, visto que os vikings eram oriundos de povos germânicos[5], que eram, consequentemente, povos de várias etnias, resultando nos vikings também serem de várias etnias. TODAVIA, isso EM NADA valida quaisquer discurso de mito de origem tanto dos tupinivkings quanto dos nazipardos. 
mas ‘tá... falando de tudo isso, só posso concluir que o que não vai faltar é cu de tupinivking e cu de nazipardo piscando em código morse com O Homem do Norte.
eu poderia dizer que “a opinião do povo da extrema-direita brasileira quanto a esse filme é outra história”, mas... não vai rolar. o jornalista brasileiro Reinaldo José Lopes fez um excelentíssimo paralelo sobre a obra e este polo ideológico em questão, visto que abarca esse bando de retardado supramencionado [mesmo que sejam “extrema-direita”, “retardado”, “tupinivking” e “nazipardo” sejam sinônimos, aqueles que tu encontras no sinonimos.com[6]].

VOLTANDO AO TEMA PRINCIPAL DA POSTAGEM 
eu, por mais que tentasse e quisesse evitar, acabei vendo o mencionado filme sob três óticas: a de pretenso crítico de cinema, a de estudioso de vikings e escandinavismo e a de COF COF COF COF jogador/narrador de RPG. quanto a este último item, me ative aos títulos Lobisomem: A Idade das Trevas e mais especificamente a Os Vikings. ¿é uma história de Fenrir? é, mas isso não vem ao caso.
Lobisomem: A Idade das Trevas
, de Forest Marchinton, Harry Heckel, Deena Mckinney e Ethan Skemp; Estados Unidos: White Wolf, 1999.
Os Vikings,

Zé povim da intenet falou que é filme pra dormir “igual o novo [filme do] Batman”[7]. pois bem. não preciso dizer que são filmes diferentes, com propostas diferentes. “público-alvo” é uma conversa totalmente por fora que não vem ao caso. sobre esse novo filme do Batman, dirigido pelo Matt Reves (um dos roteiristas de A Força em Alerta 2 e diretor do primeiro Cloverfield[8], Planeta dos Macacos: O Confronto e Planeta dos Macacos: A Guerra) - escrito por ele e pelo Peter Craig (Jogos Vorazes: A Esperança, Top Gun: Maverick[9] e Bad Boys para Sempre[10]) -, ainda não vi pra comentar a fundo mas pelos trailers, posso dizer que é uma parada totalmente noir, vinda da fase noir do personagem. e olha que não gosto dele.
The Batman
, de 2022; direção de Matt Reves; roteiro de Matt Reves e Peter Craig; Warner Bros. Pictures, DC Films, 6th & Idaho e Dylan Clark Productions; distribuição pela Warner Bros. 
A Força em Alerta 2
, de 1995; direção de Geoffrey Peter “Geoff” Murphy; roteiro de Matt Reves e Richard Hatem; Regency Enterprises, New Regency Productions e Seagal/Nasso; distribuição pela Warner Bros.
Cloverfield
, de 2008; direção de Matt Reves; roteiro de Drew Goddard; Bad Robot Productions; distribuição pela Paramount.
Planeta dos Macacos: O Confronto
, de 2014; direção de Matt Reves; roteiro de Peter Chernin, Dylan Clark, Rick Jaffa e Amanda Silver; Chernin Entertainment; roteiro de; distribuição pela 20th Century Fox.
Planeta dos Macacos: A Guerra
, de 2017; direção de Matt Reves; roteiro de Peter Chernin, Dylan Clark, Rick Jaffa e Amanda Silver; Chernin Entertainment; distribuição pela 20th Century Fox.
Jogos Vorazes: A Esperança
– Parte 1, de 2014, Parte 2, de 2015; direção de Francis Lawrence; roteiro de Danny Strong e Peter Craig, sob o livro homônimo de Suzanne Collins; Lionsgate, Studio Babelsberg AG e Color Force; distribuição pela Lionsgate.
Top Gun: Maverick
, de 2022; direção de Joseph Kosinski (Tron: Legado; Oblivion); roteiro de Ehren Kruger, Eric Warren Singer, Christopher McQuarrie, Peter Craig e Justin Marks; Skydance Media; Don Simpson/Jerry Bruckheimer Films; distribuição pela Paramount.
Bad Boys
para Sempre, de 2020; direção de Adil El Arbi e Bilall 
Fallah; roteiro de Chris Bremner, Peter Craig e Joe Carnahan; Columbia Pictures, 2.0 Entertainment, Don Simpson/Jerry Bruckheimer Films, Overbrook Entertainment; distribuição pela Sony.

amigo meu falou que “filme de super-heroi é a salvação do cinema” e outro [falou] que “não dá pra desmerecer um género em detrimento do outro”. derM eister Scorcese falou que “filme de super-heroi NÃO é cinema”. ‘tá, meteram o caralho no, no Spielberg, no Cameron e no Lucas quando eles lançaram suas primeiras obras, disseram que os filmes deles “não eram cinema”. ‘tá, mas o que isso tem a ver com O Homem do Norte? 
esse bombardeio da Disney ao cinema fez geral se desacostumar ao cinema porradão, o que que não tem pena de gastar o público, seja em roteiro, seja em trilha sonora, seja em fotografia e montagem, vocês entenderam... tudo o que O Homem do Norte é, e é dicumforçamente.
“a história de O Homem do Norte?”
ai que eu ia morrer e não saberia que o texto Hamlet é baseado em uma narrativa escandinava, e o nome próprio em questão advém do islandês antigo Amlóði (calma ai que já vamos voltar pra isso ai ainda nesse parágrafo). ‘tá. sim. eu tinha visto a vídeo-crítica da Isabela Boscoli, a do Lucas Maia e a do Otávio Ugá sobre o filme, fiquei “‘bora ver o que tem atrás desse texto shakespeariano?”. depois de ver o filme e fazer a pesquisa pra esse post... “ulha só, Hamlet é um anagrama de Amleth, que é uma inglesificação[11] de... Amlóði!” segue o meme de reação


alguém perguntou dia desses no Twitter “qual a distância de referência pra homenagem pra ‘copia mas não faz igual’?”. POIS ENTÃO, NÉ?
‘tá. mas arte tem dessas coisas. foda-se. voltando.
a história de está presente na compilação Pœtica Edda[12] e CERTAMENTE o William Shakespeare o conheceu por meio do texto Amlethus, Amblothæ, em latim, lá por contas do século 12. o resto é história e História[13]. voltando.
em 896, o Jarl[14] Aurvandill Corvo-da-Guerra (interpretado por Ethan Hawke QUE DISPENSA APRESENTAÇÕES), de um reino escandinavo pré-medievo no que será a Islândia[15], volta de uma empreitada. Aurvandill tem como esposa Gudrún (interpretada por ninguém mais, ninguém menos que a Nicole Kidman QUE TAMBÉM DISPENSA APRESENTAÇÕES) e seu filho e herdeiro... QUEM? QUEM? QUEM? QUEM? QUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM?
isso mesmo que pensaste.
o Amleth (interpretado pelo Oscar Novak).
MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS o Aurvandill tem um irmão – i.e., Fjølnir (interpretado por Claes Bang) – que tem inveja de sua posição, e acaba tramando pra tirá-lo do poder. a emboscada acontece após o rito de Amleth entrar em harmonia com seu animal não-humano interior. Fjølnir dá cabo em Aurvandill, não antes deste dizer para Amleth fugir e voltar somente quando estiver pronto para vingar o pai, resgatar a mãe e matar o tio. 
in Westen nicht neues. eu sei, vocês sabem, todos nós sabemos.
eu sei, vocês sabem, todos nós sabemos que Amleth (já interpretado pelo Alexander Johan Hjalmar Skarsgård) volta e traz o inferno para Fjølnir. mas o que eu não sabia e que vocês sabem a partir de agora é que o não completa todas as quests a ele delegadas, POIS eu sei, vocês sabem, todos nós sabemos que a história tem um lado de cada pessoa que participou da história. EXPLICANDO: o que a Gudrún fala pro Amleth, quando ele vai meter a Draugr – espada cuja lâmina que não pode ser quebrada ou entortada – no rabo do Fjølnir, dá uma reviravolta brutalizadora destroyer powered no roteiro. ele então: “foda-se, ’tô aqui mesmo, vou terminar a main quest”. 
É HUMANAMENTE IMPOSSÍVEL, durante o combate final entre protagonista e antagonista, não lembrar imediatamente do embate entre o Skywalker e o Kenobi em Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith. se todo e qualquer viking almeja o Valholl – o Valhalla, a saber -, é isso que o Amleth consegue. não suficiente/obstante, o Fjølnir também.
Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith, de 2005; direção e roteiro de George Lucas; Lucasfilm; distribuição pela 20th Century Fox.

COM EXCEÇÃO DO FILME SER FALADO MAJORITARIAMENTE EM ESTADUNIDENSE E AS PARTES EM NÓRDICO ANTIGO NÃO TEREM LEGENDA, o filme é tecnicamente perfeito. PRA MIM, era pra terem feito uma parada MelGibsoniana, botado o elenco pra falar nórdico antigo e foda-se, que leiam as porras das legendas. 50% do motivo de eu achar Apocalypto e Paixão de Cristo filmes do caralho é por serem falados nos idiomas locais das épocas – i.e., em maia de Yucatec e aramaico, respectivamente. voltando.
Apocalypto
, de 2006; direção de Mel Gibson; roteiro de Mel Gibson e Farhad Safinia; Touchstone Pictures e Icon Productions; distribuição pela Buena Vista Pictures Distribution
A Paixão de Cristo
, de 2004; direção de Mel Gibson; roteiro de Mel Gibson e Benedict Fitzgerald sobre textos do Novo Testamento e La passione del Signore nelle visioni di Anna Katharina Emmerick; Newmarket Films; distribuição pela Icon Productions.

chega a dar raiva de tão bem feito, figurino, cenários, fotografia, montagem, iluminação, trilha sonora. pelo que vi em uns vídeos de produção do longa, o pessoal usou o mínimo do de efeitos visuais possíveis. os planos longos são uma constante, mas não tem muita coisa na tela pra particionar atenção de quem assiste. como falei pro meu Bärbruder Thiago, se chegarem a fazer uma série do Conan, tem que ser NESSE nível de qualidade, jamais menor.
pra quem gosta de cinema DE VERDADE, O Homem do Norte  é banquete, é pra comer até passar mal, é filme pra ver de uma vez só. falo logo que tu vais torcer por todo mundo e ficar putaço full mode com todo mundo, visto que nada é simples, apesar do plot simples. ouso dizer que a única personagem que... é a que mais se fode, é a Olga Benário (interpretada por Anya-Josephine Marie Taylor-Joy[16]), feiticeira eslava capturada e escravizada pelos vikings que se torna amante de Amleth[17].
inclusive, não é um filme fácil, causa angústia, dá mal-estar, dá vontade de virar a cara em umas passagens. pra terminar, NÃO É PRA AVALIAR COM OS VALORES SOCIAIS ATUAIS, tampouco PARALELIZAR com “possíveis” valores sociais atuais (voltar ali pra questão levantada pelo RJL[18]), a fim de validá-los.no máximo, tratar as questões sociais a partir das levantadas pela/na obra supramencionada.

e é isso ai. 
assistam O Homem do Norte .





NOTAS
[1] a saber, uma das melhores traduções de título de filmes que já vi, mas “traduções de título de filmes” é outro assunto pra outro post.
[2] sim, também vou comentar esse filme aqui. em verdade, tem um caralhal de filme pra comentar aqui.
[3] o primeiro ainda não vi, o segundo eu vi e “beleza, muito bom, muito foda, ‘tá valendo, mas cadê o horror cósmico lovecraftiano que vocês viram nele? num tem naum”.
[4] no alto de minha formação de cientista da religião (senti muito nojo e asco de mim agora), também incluo o item mitologia.  
[5] por mais que os europeus chiem, gritem, chorem, o caralho, dos povos germânicos surgiram QUASE todos os atuais europeus tem uma exceção aqui e ali, como, POR EXEMPLO, os gregos (advindos dos micênicos), os finlandeses (de origem suomi) e praticamente todos os eslavos. não considero turco exatamente europeu, de mesmo modo que não considero tocantinense exatamente nortista.
[6] vou providenciar hoje mesmo essa página nesse site.
[7] PRA QUÊ AINDA FAZEM FILME DO BATMAN, CARA?!?
[8] obrigatório para um caralho! 
[9] eu gostava do filme Top Gun antes de estudar propaganda ideológica e como se desdobra no cinema.
[10] a verdadeira definição de “filme totalmente desnecessário” é esse filme.
[11] “inventei” agora essa palavra, um extintor de incêndio no seo coo se não gostaste.
[12] em algum post deste blog eu expliquei o que é esta compilação, procura ai que tu encontras ou seja, te vira.
[13] tem diferença nisso ai, mas não sou eu que vou explicar.
[14] líder de um povoado escandinavo pré-medievo. os termos relativos à nobreza só são utilizados propriamente valendamente só a partir da formação dos primeiros estados nacionais europeus, o que ainda demoraria para um caralho para acontecer.
[15] lá por 1919, 1920, por ai.
[16] ela ‘tá no mencionado A Bruxa, e faz uma voz no longa de animação Playmobil e na adaptação pro cinema filme d’Os Novos Mutantes, como a Ilyana Rasputin (não vou ver porque, pra mim, este grupo tem a mesma relevância d’Os Novos – i.e., NENHUMA!).
[17] “par romântico” são as picas do Dredd e do Mandingo simultaneamente no teu ânus.
[18] acrônimo de Reinaldo José Lopes.










¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
¡¡¡DEM!!!
¡¡¡BREAKIN!!!
¡¡¡FUCKIN!!!
¡¡¡NEUEN!!!
¡¡¡POST!!!

sexta-feira, 7 de junho de 2019

SOBRE PESQUISAS DOENTES MENTAIS NA ACADEMIA E GREVE QUE ACONTECE NESTAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO

ouvindo: Balzac, The Last Men On Earth (1995), Deep Teenagers From Outerspace (1997), 13 Stairway The Children Of The Night (1998) e Zennou-naru Musuu-no Me Ha Shi Wo Yubi Sasu (2000).

eu nem ia postar nada hoje, mas esse questionamento que vi no Twitter merece uma perspectiva
meu parceiro AVNER, lá de História da UFPA, vai dar uns tecos nesse texto: como ele também curte um monte de merda nerd e é oriundo de periferia, ele sabe muito melhor que eu que não basta curtir merda nerd sem ter acesso à mesma, e como este acesso a essas merdas acaba sendo uma merda socialmente excludente

foto nossa sem bebida? ISSO NON ECZISTE!

desde cedo eu sou um tremendo dum privilegiado, sempre tive brinquedos bons, roupas boas, acesso a tudo quanto é merda nerd de cultura pop (ainda que eu tenha aversão perene ao segundo termo [“cultura ‘pop’”] e me afastado por n motivos do meio “nerd”), videogame, HQ, brinquedo, boneco, camisa, filme, tivemos videocassete em casa desde cedo [essa é uma outra história que até escrevi sobre pra postar aqui e preciso postar aqui], curso de inglês, curso de informática, computador em casa, alugava filme direto blá blá blá blá. demorou realmente uma cara até eu notar que nem todo mundo podia ter o que eu tinha e foi um puta choque de realidade do caralho notar isso. demorou mais ainda notar que, apesar de não ter frescura pra dormir em qualquer lugar e comer o que tivesse pra comer, nem sempre compensava pras pessoas (talvez essa não seja a regra ainda não pensei suficientemente sobre isso, admito).

COMENTÁRIO DO AVNER:

estudei em escola particular até o final do ensino médio, quando fui pro CEFET vagabundar pra caralho e fazer dois cursos técnicos no meio tempo que não ‘tava matando tempo, fiz judô (no CEFET também), fiz um ano e meio de universidade particular (os motivos que não continuei já valem um só post) no ínterim que cursei UFPA, fiz curso livre de alemão, cursei norueguês (bem esse já era totalmente de grátis devido um esquema Instituto de Geociências da UFPA-União Europeia e se tinham dois ou três alunos do referido instituto na turma, era muito), nunca me faltou porra nenhuma, dificilmente me falta algo e, se eu ‘tô fudido na minha atual situação, a culpa é única e exclusivamente MINHA (mas já falei tanto disso em tantos posts que não vou me estender nesse tópico) não, isso nunca me impediu de pegar uns pescotapas dos canas em determinadas situações. afinal este ainda é um país segregacionista em níveis social, racial, sexual e intelectual, etc etc etc, não?

COMENTÁRIO DO AVNER:

entrei no CEFET em 2001 e depois de idas e vindas entre na UFPA em 2009 e na FIBRA, blá, blá, blá, todo mundo que frequenta aqui sabe disso. pegay uma greve logo de cara no CEFET no segundo semestre e uma quando estava fazendo Edificações, em 2005 (lembram que eu disse que tava sendo o maior vagabundo master do universo, eu devia ter cursado Estradas em 2 e Edificações em 2, mas fui ser vagabundo pilantra safado, deu no que deu....) aos trancos e barrancos fui conseguindo terminar tudo, isso porque eu tinha (tenho, ainda tenho) condições gente muito mais fudida que eu, que me considera zilierherdário, terminou tudo direitinho e eu fui ficando me fudendo pelo caminho pá, pá, pá, já falei isso no parágrafo anterior.
ai que pegay a primeira greve na UFPA em 2012, bateu aquele desespero do caralho porque eu tinha entrado pra me formar em tempo hábil e isso fuderia todos os meus planos e, como previsto, fudeu os meus planos mas essa greve eu levei totalmente a sério porque sabia de cabo a rabo o que ‘tava acontecendo e defendi o movimento com unhas e dentes não devido meus professores serem a favor da greve, mas porque vi que era necessário fazê-lo.

COMENTÁRIO DO AVNER:

ai que eu sempre li HQ, jogay videogame, escrevi pra caralho e li pra caralho, fui jogar RPG lá pelos meus dezesseis anos, esse monte de merda. e quando comecei a beber igual um filho da puta ai que aumentou meu tanto de conhecidos que lê HQ pra caralho, joga videogame pra caralho, escreve pra caralho, lê pra caralho, joga RPG pra caralho e...... não foi diferente quando entrei na Federal um monte de cretinos comedores de livro e HQ, escritores de tudo quanto era porra, jogadores de todos os tipos de RPG e cardgames. E FOI UMA MARAVILHA, eu não tinha morrido mas tinha chego ao Valhalla.
mas como nem tudo são flores de lótus, tinha porra de militontos políticos partidotarios. e piores que os do CEFET, MUITO PIORES em MUITOS níveis. se eu já tinha um ranço fudido dos caras no CFT, eu passei a

sábado, 12 de novembro de 2016

Ouvindo: Motörhead, Bad Magic, 2015.

Creio eu que uma estrela morre a cada dizer “desocupem a universidade porque os outros alunos querem estudar” (isso na melhor das hipóteses). Estudar Introdução aos Processos de Ensino e Aprendizagem e Filosofia da Educação ninguém quer, né?

Então vamos aos questionamentos e desarmamentos.
Teu centro ‘tá ocupado? Não? Não reclama e toca o barco.
Pararam as aulas do teu PPG? ‘Tá? Não reclama e toca o barco.
O projeto de pesquisa que fazes parte parou? Não? Não reclama e toca o barco.
Teu TCC ‘tá atrasado? ‘Tá? Vai botar em dia!
Teu PPTCC ‘tá atrasado? ‘Tá? Vai botar em dia!
Tens algum artigo teu atrasado? ‘Tá? Vai botar em dia!
Tem matéria acumulada? Tem? Vai botar em dia!
Não tem como estudar em casa? Não? O que não falta por ai é biblioteca.
Não gosta de estudar sozinho/a? Vai fazer grupo de estudo com o pessoal. Grupos de filósofos da Idade Antiga e Clássica e povos de Clubes dos Livros da metade do século passado mandam lembranças e te saúdam.
Algum/a amigo/a ou conhecido/a teu/tua não tem o conteúdo de alguma disciplina? Vai ajudar!
Algum/a amigo/a ou conhecido/a teu/tua ‘tá fudido/a em alguma disciplina? Vai dar uma força se tu souberes da dita!
Teu/Tua professor/a aderiu à greve? Vai encher o saco dele/a com todas as dúvidas que tu tens das tuas leituras. A maioria dos professores viaja pra só-Gaia-sabe-onde pra não ser incomodado por aluno. Enfie os polegares e os dedos médios nos cus deles/as pra eles/as ficarem ligados/as e aprenderem quem é que manda. Faça os salários deles/as valer o aumento.
Por fim, tem um monte de material que ainda não ‘tá na internet pro pessoal! Vai escanear e upar! Todo mundo quer na mão mas ninguém quer upar pro povo!
Logo, só fica aos-Deuses-dará quem quiser! Dê o seu jeito!

Por fim, é muito fácil chamar quem luta pra conseguir e/ou manter direitos sociais pra todo mundo: “desocupados”, “vagabundos”, “safados”, etc etc etc. mas ir pra linha de frente ninguém quer. É cômodo por demais usufruir de direitos conquistados por poucos para todos e ainda desmerecer a luta dos caras.
Não reclame de uma luta por todos. Porque eles todos também lutam por você.
Reflita sobre isso.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A LIÇÃO DO DIA

“Hey, we think so supersonic
And we make our bombs atomic
Or the better quite neutronic
But the poor don't see a dime
Nowadays the air's polluted
Ancient people persecuted
That's what mankind contributed
To create a better time”
– Helloween, “Eagle Fly Free”, Keeper of the Seven Keys: Part II, 1988.

Eu simplesmente não deveria mais me importar/admirar com o quanto as pessoas... A maioria delas faz o que faz e são o que e como são.
A minha lição aprendida hoje que eu gostaria de compartilhar é que calçadas capinadas são como bolos – todo mundo quer ver pronto e usufruir, mas pouquíssimos se dispõem a fazê-los. E ainda tem, sempre tem nego pra olhar torto e com reprovação quem o faz.
Mazuh caralhu, olha. Como se nego fosse superior a outrem que não capina ou faz outros serviços braçais. Mas creio que criou-se um ar de superioridade por parte de quem não o faz que chega ao paradoxo do “não preciso fazer mas preciso feito, tenho dinheiro para fazê-lo mas não quero me dispor a fazê-lo”. Isso sem contar o “eu não estudei pra capinar/lavar/passar/cozinhar”. Ah, tu não podes mas contratar o serviço de outrem ‘tá de boa mesmo tu urrando desesperado(a) quase sem grana? (E nem entrarei no mérito da jornada dupla/tripla de trabalho realizada por mulheres e muitíssimos homens).
Posso dizer que fomos criados para isso? Fomos? Estamos sendo? Desde quando era uma criança, ouvi dizer que estamos sendo/fomos criados para sermos “pessoas de verdade”. Olha aí as “pessoas de verdade” – querem pronto, não querem fazer e ainda fazem pouco de quem faz. “Estuda pra sair dessa vida.” “Olha, estuda pra não acabar assim.” “Estuda pra não acabar daquele jeito.” “Tal pessoa é assim porque não estudou.” E inúmeros afins e congêneres. E inúmeros dedos apontando. “Ulha” essa criação... Esse “amor ao próximo” me provoca repugnância e náuseas...
Ó, caralho. Deixa eu te dizer. Capinar não far-te-á menos [sua profissão aqui]. Lavar não far-te-á menos [sua profissão aqui]. Passar não far-te-á menos [sua profissão aqui]. Cozinhar não far-te-á menos [sua profissão aqui]. Em suma: AJUDAR NA TUA CASA NÃO REDUZIR-TE-Á ENQUANTO PROFISSIONAL DA TUA ÁREA.
Creio eu que, em algum momento, nos perdemos pelo caminho a ponto de não saber onde e como voltar para corrigir essa séria falha de visão e compreensão acerca do decréscimo e superestima de profissões. Em algum ponto em específico – talvez na Revolução Industrial –, começou o processo de nos tornarmos tão dependentes e cegos talvez que precisemos ser extintos para entender o que aconteceu e onde erramos sobre isso.
Isso é porque, segundo muitos, “evoluímos”. “Estamos no topo da cadeia alimentar.” Uhum. Somos o ápice. “Somos desenvolvidos.”
Até onde eu sei, aprendi e tomo como exemplo teórico e prático, isso não é evolução e desenvolvimento. Pode ser muita coisa mas definitivamente não é evolução e desenvolvimento. “Antes da iluminação, carregar água e cortar madeira”, tem um proverbio que vi num livro muito muito tempo atrás, “Depois da iluminação, carregar água e cortar madeira”. O Iluminismo iluminou tanto que nos cegou a ponto de esquecemos de como carregar água e cortar madeira? 
Eu queria não ficar admirado e assustado com tudo isso. Mas eu respiro fundo e continuo fazendo bolo... Quer dizer...
Continuo capinando. E fá-lo-ei enquanto me for possível e tiver forças para tanto.
Sem mais.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Super ideia do dia: já que o pessoal ‘tá reclamando tanto do material didático do MEC, que tal deixar as escolas particulares – mais as escolas militares – à própria sorte enquanto as geridas pelo estado continuam com os conteúdos antigos? Já pensaram a caralhada que vai ser? A cagada ensaiada totalmente excelente?
Vai ser linda!

terça-feira, 30 de agosto de 2016

O indivíduo:
- Nunca entrou em uma universidade pública, AFIRMA que todo mundo que vem de lá, é necessariamente de esquerda;
- Acredita que todo mundo que não é direita, é AUTOMATICAMENTE de esquerda;
- Acredita que quem critica os críticos do PT, é AUTOMATICAMENTE petista;
- Não prestou atenção nas aulas de História e Geografia (ou não estava mesmo lá), e AFIRMA que o doutrina-se o comunismo durante estas (e nem faz ideia do que seja comunismo e/ou socialismo, além da velha presepada de “onde foi que o comunismo/socialismo funcionou?”);
- Nunca estudou história, teoria e crítica da Literatura, e AFIRMA que esta é pervertida e alienante;
- Não sabe nem o nome completo do/a professor/a e o que ele/a passa pra ir dar aula, e o/a DECLARA como “vagabundo/a maconheiro/a que ensina o que é comunismo na escola”;
- Vomita que Filosofia (e demais Ciências Humanas) é inútil e desnecessária, mas NÃO CONHECE as bases do pensamento crítico das ciências que estuda;
- Não conhece os próprios direitos trabalhistas e chama de vagabundo quem faz protestos pelos seus, defendendo a truculência da polícia.

Ou seja, não dá pra defender. Muito menos levar a sério.
Faça os favores à humanidade de parar de externar suas opiniões torpes sobre o que tu não sabes ou então se matar mesmo.
Filho(a) da puta.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

segunda-feira, 20 de junho de 2016

pra começar a semana

Só pra começar a semana, eu gostaria muitíssimo íssimo íssimo que a geral me dissesse onde tá essa “Doutrinação marxista nas universidades”, porque eu passei 4,5 anos na UFPA e não vi isso, tem amigo meu que passou 8, 9, 10 anos, virou pedra ou cachorro ou gato e o pessoal nem tchum pra Karl Marx (1818-1883), o viam e o veem como um cagão (sim, eu compartilho dessa perspectiva - me julguem). No máximo, era um autor aqui e ali que falava do barbudo E OLHE LÁ. Até o pessoal de História e Filosofia que eu conheço: “ah, o Marx? Ah, o Marx. Falando de teórico de verdade e sério agora. Então...” Dai vocês tiram.
Fico é puto com esse pessoal nem tá na universidade e viaja, falando esse monte de merda. “Ai, a universidade pública isso”, “Ai, a universidade pública aquilo”, “Fechem os cursos de Humanas porque não servem pra nada”, “A universidade só vai prestar depois que privatizar” e mais um monte de merda que me deixa doente.
Façam um favor à humanidade e parem de generalizar as IPES (Instituições Públicas de Ensino Superior) pelos movimentos estudantis, porque faz muito tempo que eles não nos representam de fato. Querem julgar o que acontece dentro dos muros do liceu? Façam parte do liceu e depois vocês falam, julgam e a puta que pariu toda. Enquanto não, fiquem nas de vocês e falem somente sobre o que vocês entendam. É fato inegável/inexorável/indubitável que o ensino no Brasil precisa de uma reforma e de um reset MONSTRO começando justamente pelo Ensino Superior, e tenham certeza de que não serão vocês que vão ajudar, ainda mais com essas opiniões e comentários cu acerca do que acontece aqui/lá dentro.
Mas
Peraí
Pensando bem
Com essas argumentações ai, melhor vocês ficarem nas de vocês mesmo sem opinar porra nenhuma sobre porra nenhuma que é mais negócio.
E tenho dito.
caralho

sexta-feira, 27 de maio de 2016

sobre o ESTATUTO e o REGIMENTO GERAL da UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

“Art. 1º A Universidade Federal do Pará – UFPA é uma instituição pública de educação superior, organizada sob a forma de autarquia especial, criada pela Lei nº 3.191, de 2 de julho de 1957, estruturada pelo Decreto nº 65.880, de 16 de dezembro de 1969, modificado pelo Decreto nº 81.520, de 4 de abril de 1978.
§ 1º A UFPA goza de autonomia didático-científica, disciplinar, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, nos termos da lei e do presente Estatuto.
§ 2º A UFPA caracteriza-se como universidade multicampi, com atuação no Estado do Pará e sede e foro legal na cidade de Belém.

Art. 2º São princípios da UFPA:
I. a universalização do conhecimento;
II. o respeito à ética e à diversidade étnica, cultural e biológica;
III. o pluralismo de idéias e de pensamento;
IV. o ensino público e gratuito;
V. a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;
VI. a flexibilidade de métodos, critérios e procedimentos acadêmicos;
VII. a excelência acadêmica;
VIII. a defesa dos direitos humanos e a preservação do meio ambiente.

Art. 3º São fins da Universidade Federal do Pará:
I. estimular a criação cultural e o desenvolvimento do pensamento crítico e reflexivo, de forma a gerar, sistematizar, aplicar e difundir o conhecimento em suas várias formas de expressão e campos de investigação científica, cultural e tecnológica;
II. formar e qualificar continuamente profissionais nas diversas áreas do conhecimento, zelando pela sua formação humanista e ética, de modo a contribuir para o pleno exercício da cidadania, a promoção do bem público e a melhoria da qualidade de vida, particularmente do amazônida;
III. cooperar para o desenvolvimento regional, nacional e internacional, firmando-se como suporte técnico e científico de excelência no atendimento de serviços de interesse comunitário e às demandas sócio-político-culturais para uma Amazônia economicamente viável, ambientalmente segura e socialmente justa.”
 – do Título I: Dos Princípios e Finalidades do estatuto da Universidade Federal do Pará, 28 de junho de 2006.

Separando e arrumando livros, eis que me deparo com o Estatuto e Regimento Geral da Universidade Federal do Pará – aprovado em sua integralidade pelo Conselho Universitário da supracitada instituição em 28 de junho de 2006 –, publicado no ano de 2009 (ano de meu ingresso na referida IFES). 
Não lembro a situação, do porquê em algum dia do ano de 2010, fui à gráfica da universidade, mas acabei pegando um exemplar pra mim e o lendo todo em uma semana ou duas (mesmo considerando o tanto de coisa que tinha pra ler da graduação). E, acreditem, tê-lo lido ajudou muito em muita coisa durante meu ínterim na universidade. 
A meu ver – e por motivos óbvios – , devia ser leitura obrigatória de todos os graduandos e pós-graduandos e professores e servidores da instituição. 
Sem mais. 
HAIL!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

FORMAÇÃO... (DES?)FORMAÇÃO...? NÃO-FORMAÇÃO!

Ouvindo: Matanza, Thunder Dope, 2012

“A coisa não vai bem
Não sobro quase nada de Sayem
O terror acabou com Bufallo
O mal impera o Matanza um Idaho”
– Matanza, “Matanza em Idaho”, Thunder Dope, 2012

Apesar de ter me divertido com os amigos mesmo com a casa dedetizada e indo da casa de amigo em amigo (Frango e Inezita, supervaleu pela pré!) e estar ouvindo direto o novo do Matanza (Thunder Dope, uma compilação das primeiras demos da banda), ainda tive que fazer uns trabs pra serem entregues aqui na UFPA esta semana.
Ensino e Aprendizagem de Alemão II, ministrada por Frau Patrícia Moeller-Steffen e por Frau Patricia Wetteskind. Até ai, ok. Até ai, ok, que me fudi fazendo plano de aula pro ensino de Literatura e Lingüística de língua alemã pra alunos da graduação de língua alemã e ai sou muito severamente tolhido, devido, segundo Frau Steffen, a ementa da disciplina não compreender o ensino dos supracitados campos de estudo e sim SOMENTE do idioma, dos processos e estratégias de ensino e aprendizagem do mesmo para alunos do curso livre e de escolas públicas e particulares que tenham língua alemã em seus currículos.
Mas... PERAÍ! O curso não é de LICENCIATURA? Até onde eu bem sei, o mesmo deveria formar TAMBÉM professores dos supracitados campos. Então pra que e porque teríamos as disciplinas referentes aos mesmos? Perda de tempo? Gastos indevidos e previamente conscientes de dinheiro público por parte da universidade? Sacanear os graduandos? Acho que é tudo isso junto e muito mais. Ou eu posso estar errado. Ou não? Formação de professores, certo? Não devia abranger a competência de formar professores pras três esferas – Fundamental, Médio e Superior? “Não, é preciso haver uma especialização para que sejam formados professores do Ensino Superior”. E a base da formação fica onde? No meu cu? Não mesmo. Então creio que seria uma boa mudar o nome do curso pra Licenciatura em Letras: Formação de Professores SOMENTE de Língua Alemã para Cursos Livres e Graduação. Assim, logo na inscrição pro processo seletivo da Universidade Federal do Pará, os candidatos já sabem do que o curso se trata e já se vê logo liberto de disciplinas “inúteis”, como as de Literatura e Lingüística. “Ah, mas tem que ter a formação gramatical e literária para se adquirir e desenvolver o idioma para que possa ser enfim ministrado”. Não foi isso que eu vi durante meu período de graduação, sério. Em momento algum.
Agora ‘tô começando a entender o desdém da maioria dos professores em ministrar Literatura e Lingüística na faculdade, desdém que contagia e impregna a maioria esmagadora dos graduandos, vide os Trabalhos de Conclusão de Curso voltados em sua maioria esmagadora para o Ensino & Aprendizagem. Pergunta quem quer ser professor de universidade e perceba a resposta. Agora faz isso com o pessoal da FALE. Diferença brutal, não?
Agora começo a entender porque ‘tão tirando disciplinas dos dois campos do Projeto Pedagógico da faculdade. Se os professores não incentivam ensino (“toma e passa com o que der”), pesquisa (“não formamos pesquisadores-professores, formamos somente professores”) e produção acadêmica (sem comentários) nos mesmos, pra que ter? Bem como disseram muito tempo atrás e, volta e sempre repetem, o curso ‘tá se tornando Licenciatura em Pedagogia com Ensino de Língua Estrangeira. Evolução pro curso? “2010, watch it go to fire”*
O que eu fico muito mais puto da vida é que eu tinha feito as porras dos P.A.s (planos de aula) justamente pro pessoal que já tem uma porra dum conhecimento prévio do idioma alemão. “Não, você tem que entender...” Entender... Começar a entender que estamos perdendo tempo tendo formação literária e lingüística? É preciso ter pra que, não vamos ministrar mesmo? Oficina de Ensino de Literatura? HA HA HA HA
Não me façam rir...
Como se já não bastassem os s MELHORES estágios SEMPRE serem pro pessoal de PORTUGUÊS, ainda me vêm com mais essa. Estágios R-E-M-U-N-E-R-A-D-O-S.
Essa veio – na minha opinião – pra completar o pacote, com os estágios não-remunerados e a falta de Latim na grade curricular no curso de Língua Estrangeira. Não tem disciplinas suficientes e tempo suficiente pra formar professores? Aumenta o tempo do curso e coloca as disciplinas! Pronto! Porém, a pergunta é: “Isso é interessante pra quem?” Pode ser pros alunos uma minoria esmagada e sem voz, não vejo interesse nos níveis superiores do ensino superior, Ministério da Educação incluso. Peraí! Existe interesse?

Um dia, eu ‘tava pensando... refletindo que as pessoas dão mais valor (obviamente) à língua portuguesa do que as estrangeiras - principalmente o alemão. Foda-se, tem gente que sabe que a Casa de Estudos Germânicos está presente na UFPA, mas que ignora completamente a graduação, a considerando completamente inútil/desnecessária à universidade (oh, ironia e estupidez! mas que estou começando a meio que concordar com isso).
Existem cursos que são necessários, porém as pessoas não dão o devido valor, como Filosofia e Sociologia, que trabalham com a alienação. O foda é que parte dos próprios escalões superiores, a idéia (e a execução a mesma) de que é melhor investir em medicina q traz resultados a curto prazo à população e não faz as pessoas pensarem - e isso é muito perigoso.
E é isso que vejo de camarote acontecer com a licenciatura de Língua Alemã na UFPA. Isso me apavora, isso me enfurece, isso me deixa completamente de mãos atadas e completamente sem ação, sem saber para onde direcionar minha raiva, a não ser terminar o curso o mais rápido possível e me livrar logo de tudo isso. Acordar de um pesadelo que durou todo este tempo.


Porque, isso... Sim, estamos vivendo acordados em um pesadelo.







Bis zu dem breakin fuckin neuen Post!

* “Do the Evolution”, Pearl Jam, Yield, 1998, letra de Eddie Vedder e música de Stone Gossard.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

IFE’s AT WAR! (minha perspectiva da situação tensa pra porra)


Ouvindo: Detrito Federal, Guerra, Guerrilha, Revolução, de 2002.

“Do you hear revolution’s call?
It’s time to fight our own denial
Warmongers keep us locked in fear
Invoke the past, a moment of tears

An ugly truth
Put forth by our youth
Under the threat of patriotic brute, so

Use your rage
It is a weapon
We must now engage

Let trumpets sound our call
Or by their lives we will fall

Gnash down our teeth in hate and sing”
– Machine Head, “Clenching The Fists Of Dissent”.

E hoje se completam 93 dias da greve dos professores das Universidades Federais de toda a República Federativa do Brasil. “O que eles querem?” Não somente aumento salarial, mas inclusive reforma do plano de carreira e melhores condições de ensino. E quem toma no cu bonito? Os graduandos recém-ingressos, os intermediários e os prestes a se formar (categoria que estou incluso).
“Como chegamos a isso?”
Nossa grande e querida presidenta tirou verbas da Educação, da Saúde e de mais um monte de setores dinheiro pra entregar pra União Europeia pra mostrar que o Brasil tem força no cenário internacional. Todo mundo sabia que isso seria um tiro de bazuca no pé, seja a curto prazo, seja a longo prazo. E haja boato de greve desde então, sempre se fortalecendo e amedrontando cada vez mais.
E, pows! GREVE! Desde 18.05.2012 ao dia atual. E toma-lhe-te paralisação imediata no país todo sem dó nem piedade e foda-se. Não me entendam mal - não ‘tô de modo algum criticando NEGATIVAMENTE a atitude dos caras. Porque, na minha concepção (o blog é meu e, se quiser, pare de ler aquim mesmo), eles têm mais é que ligar o foda-se no último nível e botar o pé na porta mesmo, requerindo ajustes trabalhistas pra ontem, ainda mais considerando que todo mundo (principalmente os políticos que ‘tão cagando e andando pra eles) ganha mais do que eles e ainda riem da situação.
“Beleza?” “E agora?”
Se você for aluno de alguma IFE e estiver desempregado, que nem eu, ‘cê ‘tá fudido. Eu admito com todas as letras que invejo com todas as letras meus amigos que tão empregados em alguma coisa, porque esse negócio de “estar de férias por tempo indeterminado e ainda liso” não é vida pra ninguém. Esse negócio e só comer, dormir, ler e ver filme não é vida pra ninguém. Fora que essa porra de passagem de ônibus a r$ 2,20 DEFINITIVAMENTE NÃO COLABORA! (se eu tenho meia passagem? não, foi roubada [eu falei disso no post Uma merda........ uma merdacom um pequeno porém..............................., de junho deste ano] e, como os servidores técnico-administravos da UFPA já tinham aderido à greve [eles voltaram semana passada], não tinha como dar entrada [vou logo amanhã ver isso, diga-se logo]).
E ai fomos ao ENEL, voltamos do ENEL, rolou o IFNOPAP (o cartaz está postado em Certos Motivos, de abril do ano corrente) e nada ainda dos grevistas entrarem em acordo com o governo, devido o Ministério do Planejamento só oferecer acordos nada menos do que canalhas e extremamente ofensivos. Ah, soma-se a isso o fato da mídia fazer os grevistas parecerem um bando de crianças choronas a troco de nada, fazendo o protesto perder muito de seu apelo e credibilidade frente ao grande público que está vendo o caso/caos por fora.
E, apesar de todos estes pesares – e de concordar em gênero, número e grau com tal movimento –, eu queria me formar este ano, sabe? Eu me fudi muito valendo pra fazer tudo certinho (mesmo reprovando umas matérias ai e me fudendo valendo pra pagar) e completar tudo certinho nos 8 semestres dentro dos 4 anos e ai dá uma dessas. Muitíssimo e verdadeiramente frustrante-para-caralho não somente para mim, mas também para um mundo inteiro de universitários pelo pais afora, devo admitir com todas as letras possíveis. É meio como se nada tivesse valido à pena e o esforço fosse todo por água abaixo no final. E é esse o respeito que o Governo Federal tem pelos universitários e professores e pesquisadores e toda a puta que pariu que faz parte da classe docente e discente. É aí que começo a entender o porque da galera que pega a bolsa do CNPq cai fora do país pra terminar o curso e/ou fazer a pós e acaba dando uma banana pro pessoal daqui e ficando por lá mesmo, seja pra onde for. É ai que lembro que o pior está por vir – a Copa do Mundo de 2014.




 

 
Ah, as Estaduais vão entrar em greve também que eu soube estes dias. Aqui, neste caso a UEPA, a “universidade que nunca entra em greve” (seus memórias-curta do caralho! 2002 e 2005 não contam, não?). E, bem, caralho, a gente (das UF’s daqui [UFPA, IFPA {antigo CEFET, antiga ETFPA} e UFRA {antiga FCAP}) ‘tavamos até que felizes para caralho pelos caras não compartilharem de nossa triste sina e ai tem uma dessas. “Bem-vindos ao clube”, lamentamos vos receber.


“O Brasil é o pais do futuro”?!? Meu pau de óculos tomando um dry martini. Mexido e não batido.



Posso estar errado, equivocado ou não em todo o texto acima. Ou simplesmente ter vomitado o maior texto sem-sentido já publicado.
Foda-se, meu blog, minha opinião.

A sua você faz o favor de colocar nos comentários porque muito me interessa.





Bis zu breaking fucking neuen Post!