Postagem em destaque

YEAH, HOUSTON, WIR HABEN BÜCHER!

e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

sexta-feira, 27 de junho de 2014

[escrito recentemente........]

Ouvindo: Arraial do Pavulagem, Gente da Nossa Terra, 1995.

[¡sem título!]

“E da garota dos olhos castanhos já tivestes o melhor e o mais belo, e quanto mais longe dela estiveres, melhor e mais lindo isso vai-se tornar.”
– Herman Hesse, “Sonho de uma Flauta”, tradução de Angelina Peralva.

MEU erro foi ainda ter esperança
Permitir que ainda perdurasse
E me levasse até uma parede de concreto
E ai o resto....
Sim, eu deveria ter sumido de uma vez
Na verdade, não deveria nem ter insistido e, muito menos sequer ter começado...
Arquivar... Esquecer... Desaparecer... Recomeçar!
E assim os Nove Mundos surgem:
se me lembrar de você, simplesmente deixarei de ir e ouvir,
nunca tive muitos problemas em simplesmente cair fora!
Se eu fosse você, não me culpava por nada disso
mais um container de culpa não far-me-á diferença!
Só peço e desejo que sede feliz e vitoriosa
como nenhuma foi antes e nenhuma será depois
– e isso que acredito que alguém como vós mereceis!
E espero que tu, especificamente TU
destruas este poema após a leitura.


:: 24 de junho de 2014 ::

terça-feira, 17 de junho de 2014

MANCADA/HOMENAGEM

Era pra eu ter postado ESTE texto ontem – que postei no Faceboook até – e não o poema em questão, mas ai vai assim mesmo:

“A Alemanha continuaria como o principal centro da Física teórica e experimental, até início da década de 1930, quando muitos de seus cientistas (Hans Bethe, Otto Stern, Otto Hahn, Jack Steinberger) emigrariam para outros países da Europa e para os EUA, em fuga do regime nazista, ali implantado em 1933. A condição privilegiada de suas universidades (Berlim, Heidelberg, Göttingen, Munique, Frankfurt, Giessen) e dos seus laboratórios tornaria a Alemanha o incontestável foco irradiador das pesquisas dos fenômenos físicos, e para onde convergiam estudantes, professores e pesquisadores de várias partes do mundo. Sua liderança e sua influência eram reconhecidas internacionalmente. Boa parte do avanço teórico registrado nesse período teve a participação, exclusiva ou decisiva, de cientistas alemães (Planck, Einstein, Laue, Lenard, Stark, Born, Heisenberg, Hertz, Wien, Sommerfeld, Bothe, Hahn, Strassmann, Bethe, Franck), atuantes na Física quântica, na Relatividade e na Física nuclear. O alto nível da pesquisa continuaria, na Alemanha, no segundo período, como atestam as contribuições de Mössbauer, Jensen, Jensen, Von Klitzing, Ruska, Binning, Bednorz, Steinberger, Paul, todos agraciados com o Prêmio Nobel de Física no Pós-Guerra. A Sociedade Científica Kaiser Wilhelm se tornaria, depois da Guerra, no Instituto Max Planck, maior centro de pesquisa científica da Alemanha, e dos mais importantes do mundo.
(...) Planck, que recebera em 1918 o Prêmio Nobel de Física (PNF) por sua Teoria Quântica, assumiria, em 1930, a presidência da Sociedade Kaiser Wilhelm, principal instituição de pesquisa científica alemã, tendo a ela renunciado, em 1937, por graves divergências com o regime nazista, mas permaneceria no país durante toda a Guerra no intuito de preservar e resguardar a vida científica na Alemanha. Terminado o conflito, Planck seria reconduzido à presidência da Sociedade, a qual, em sua homenagem, hoje se chama Instituto Max Planck, um dos mais renomados centros científicos de pesquisa teórica.”
– Carlos Augusto de Proença Rosa, Física, In: ROSA, Carlos Augusto de Proença. História da ciência: a ciência e o triunfo do pensamento científico no mundo contemporâneo. Brasília: FUNAG, 2012.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

poema incompleto encontrado + votos de aniversário!

Ouvindo: Neil Young, Live At Massey Hall 1971, de 2007


ANÁLISE E PROJETO E EXECUÇÃO DE FUNDAÇÕES
[¡interminado!]

SAUDADE e ausência e perda
E tudo isso de uma só vez
Alimentando hidroelétricas e usinas nucleares –
Levantar da cama todo dia!
Sétimo semestre, terceiro ano
Não importam as nomenclaturas e terminologias:
Dois podem não sofrer do mesmo modo
Mas sofrem assim mesmo e ininterruptamente
Seja pelo o que for, seja o que for...!
Pensem em muito, façam e executem mais ainda
Não se permitam pensar
Não se permitam lembrar
Se o tamanho do problema é o tamanho que dão e ele
Tentem fingir EM VÃO que ele não é convosco!
Em vão... não se deteriorar
Em vão... não se atomizar em diferentes velocidades
Em vão...
Mudou tanta coisa; só não imaginamos o quanto
Graxa nas engrenagens, óleo no motor...
Para o bem e par ao mal, mudança de costumes...
Dizes com tanta certeza do que acontecerá conosco e, mais do que principalmente, com Vossa pessoa...
Em queda livre da estação espacial, não consigo através das nuvens e das chamas...
Aquisição e Perda de Liberdade, Aquisição e Perda de Felicidade:
Perder? Deixar de lado? Fingir que NADA ACONTECEU?
Já havia quase me esquecido do quão é frustrante não ter perspectiva estabelecida na graduação que estou cursando
Tentando aceitar que não somente abrirás mão de boa-vontade de Vossa felicidade mas que recusarás a Vossa própria pessoa
Por imposição de terceiros que impões que seres; todavia sem sequer conhecer Vosso coração!
Por favor, poderias Vos fazer o favor de serdes o que quiseres?!?
Sozinha porque queres... Solidão por escolha própria...
Autoimplosão diária, dia seguinte reconstruída...
Porque tão desiguais?
O Sussurro e o Trovejar que chegam ao mesmo resultado
Se somos tão bons juntos, porque nos agradarmos seguindo separados mundo paralelos por nós criados...?
Acredito eu que... Só Vos permitir ser feliz até o ponto que podes ter o controle em Vossas mãos?
Porque quando a reação se instabiliza com a adição de um determinado reagente com o formato de uma oração contendo pronome pessoal, verbo e predicado verbal
Com o “simples” poder... de apagar uma megalópole ou tirar um planeta de sua órbita natural...
Porque... com o simples executar de um simples dizer...
O reator foi perfurado de modo ao reparo ser inexequível...
Acelerar o processo de cada um de nós se guardar em si e tomar seu próprio caminho...!
E agora...? E agora o que fazer com tal sentimento?
Como (com)viver e seguir em frente com tal átomo de Urânio sendo dividido em reação Hahn-Straßmann-Meitner
Indefinida e continuamente e anda manter as estruturas....?
(Con)viver com isso, seguir em frente, passos (não) tão lineares a ponto de marcar concreto e metal...
Mas não... Não a ponto de impedir sentir/ter...
Sentir...
Ter...
Saudades de Vós:
... esparramada em minha como se fosse a Vossa
Ou tão ou mais à vontade quanto na Vossa
E ainda devidamente adormecida;
... profundamente adormecida e entretida no sono das mais belas Princesas
Com a luz do final de tarde iluminando Vossas curvas despidas –
Como se não chovessem Fat Boys e não houvessem crises econômicas,
... de Vossos olhos falando mais que a voz
Mais vivos, gesticulando mais avidamente, prestes a consumir um submarino em chamas...


:: primeiro semestre de 2012 ::



“FELIZ ANIVERSÁRIO!!!” e “MUITAS FARRAS NA VIDA!!!” para: FÁBBIO FARINHA AYRES e PALOMA SILVA DA COSTA!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

TERMINADO ESTES DIAS........

Ouvindo: Neil Young & Crazy Horse, The Complex Sessions, de 1995


“IZE”

Ela com os pés na areia
Vendo os drakkars sumirem
Sumirem de vez... Onde Litoral e Mar... Litoral e Mar se fazem Um só
Não mais vistos e ela
Ela queria estar lá com eles

O vento esvoaça seus cabelos para frente
Mal sente o rio subir e cobrir seus tornozelos
Mal sente o vento frio entrar em suas narinas
Quebrar em seu rosto

Seus olhos não turvam...

Seus olhos não turvam como Rios
Ao lembrar
Cabelos em Negro
Quando seus cabelos lisos cobriram a barba dele
Faz tanto Tempo... Faz quanto...?

Agora Ize reza à Vaca Audumbla
Para enfim voltar a sentir
Agora enquanto Ize segue o Cortejo
Se amaldiçoa em não saber mais
Se quer ou não que ele volte

E hoje de manhã, lá estava ela...
Lá estava Ize novamente
Sol frio, pés na areia, maré crescente
Os olhos outrora constantemente sorridentes
– agora de um castanho indiferente – 
Contemplavam onde Litoral e Mar...
Litoral e Mar se fazem Um

Os olhos castanhos de Ize não turvam...

Ize não pode ouví-lo dizer o nome dela antes de dormir...


:: maio e junho de 2014 ::






“FELIZ ANIVERSÁRIO!!!” e “MUITAS FARRAS NA VIDA!!!” para: KYARA DE NAZARÉ LIMA FURTADO e JOSÉ LEONARDO MARTINS!!!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

REFLEXÃO DO DIA

Se não me engano, algum filósofo disse em algum momento que o que diferencia os humanos dos outros seres vivos é a percepção de si mesmo e do mundo e realidade ao seu redor. Então eu soube que um filhote de rinoceronte se recusa a dormir sozinho após a morte da mãe. 
Então eu penso: “então, Sr. Filósofo-Cujo-Nome-Alguém-Terá-Que-Me-Lembrar, você estava errado” e concluo: “a partir de hoje, não considero mais o substantivo ‘Animal’ como ofensa ou pejorativo, uma vez que somos tão viscerais e sentimentais quanto eles.”
Grato.

terça-feira, 20 de maio de 2014

CANÇÃO PARA KARLA!

FIM DE TARDE NUBLADO AMARELADO, AVERMELHADO E CINZENTO

“Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que, no meu mundo, algo se perdeu”
– Os Paralamas do Sucesso, “Seguindo Estrelas”, Longo Caminho, 2002.


EU ‘TAVA VENDO ALGUMAS FOTOS SUAS HOJE. Faz tanto tempo que acho que esqueci o cheiro de seus cabelos e não sei mais como é a maciez de sua pele quando está junto à minha. Ainda lembro, eu ainda consigo lembrar de seu sorriso luminoso como uma supernova, de seus olhos sorrindo vários sorrisos em particular, do desagrado em sua testa franzida, das suas bochechas infladas indicando irritação, das mãos inquietas de ansiedade.
Ainda vou lembrar do cheiro de seus cabelos depois que você saía do banho?
Ai então a foto, aquela foto. Rio de Janeiro, lembra? Não lembro o evento, você sempre dizia o nome mas lembro perfeitamente que eu não somente estava na cidade, mas bem próximo a você quando aquela foto foi batida, tão perto que poderíamos ter nos visto, esbarrado. “Minha mão na sua mão”, não é o que diz a música (qual música?)? Mas mãos em mãos muito depois, muito antes de seus lábios nos meus. Tudo sempre tão planejado mas a graça do primeiro beijo é não sê-lo – como o nosso não foi. Estava chovendo, lembra? Eu não sabia que fazia tanto frio em Pernambuco. Muito ao contrário daquela tarde da foto...
Quantas tardes desde aquela tarde? Quantos pores-de-sol desde quando sorristes teu nome da primeira vez?
Ontem... É sempre como se fosse ontem... Você com as sandálias nas mãos e pés afundados na areia enquanto seus tornozelos quebravam ondas de mar azul... A mesma tarde...
Lembro de te ver acordar... De te ver dormir... Aqui... Os circuitos não fazem som, não é possível ouvir estrelas nascendo e morrendo... Tão próximas e tão distantes...
Você, Karla... Tão próxima e tão...

Fim de tarde nublado amarelado, avermelhado e cinzento.
– Bisa, porque a senhora ‘tá chorando? – a menina perguntava com um sotaque nordestino muito carregado a avó, sentada em um banco frente ao imenso mar castanho com um texto recém-impresso em uma das mãos.

“Eu sempre vou estar perto de você.”
Gilnei


:: para Karla Fernanda Falcão Rodrigues de Fraga e Gilnei Daniel :: 


:: 19 e 20 de maio de 2014 ::

quinta-feira, 15 de maio de 2014

SOBRE O VOLTAR AO JUDÔ....

“Seja paciente, sem má vontade e pense que o mínimo que podemos fazer é não dificultar sua vinda mais do que a Terra dificulta a chegada da primavera quando ela se anuncia.”
- trecho de carta de Rainer Maria Rilke para Franz Xavier Kappus, tradução de Pedro Süssekind.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

“CHAMOU PAVULAGEM, VAQUEIRO?! TERRA VAI TREMER!”

“CHAMOU PAVULAGEM, VAQUEIRO?! TERRA VAI TREMER!”



DATAS DOS CORTEJOS
15 DE JULHO DE 2014
22 DE JUNHO DE 2014
29 DE JUNHO DE 2014
06 DE JULHO DE 2014

mais informações em: Instituto Arraial do Pavulagem

terça-feira, 15 de abril de 2014

PRIMEIRO PRESENTE DE FORMATURA!!!

PRIMEIRO PRESENTE DE FORMATURA: A ENFIM PUBLICAÇÃO O ARTIGO DO XXIII FÓRUM ACADÊMICO DE LETRAS!!!


QUANDO AS ANIMAÇÕES IMITAM O REAL: MERMAID, DE OSAMU TEZUKA, E A REPRESSÃO À PRODUÇÃO CULTURAL DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO





SIEG FUCKING HEIL, BABIES!!!


QUE VENHA À FORMATURA!!!!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

ÀS VESPÉRAS!!!!

Local: Universidade Federal do Pará;Centro de Evento Benedito Nunes
Primeiro Ensaio da Solenidade de Formatura!
PRIMEIRAS FOTOS!!!







QUE VENHA A SOLENIDADE!!!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

CANÇÃO PARA CAROLINA [título provisório]

CANÇÃO PARA CAROLINA
[título provisório]

Ela se odiava verdadeiramente por não conseguir se despedir da mãe e das irmãs menores. O padastro nunca mais lhe dirigira a palavra. Podia ter dormido a noite anterior em casa mas preferiu amanhecer na casa de uma amiga, devido à festa que lá ocorrera.
Nunca saberia que uma Iêda fosse cair sobre sua casa, matando suas familiares. Até então não tinha opinião sobre a guerra. “Quantas pessoas têm o azar de ter sua casa destruída por um módulo de combate após combate aéreo?”, chegou a se perguntar. Chegou a considerar a idéia de se alistar, mas o porte físico e a má-vontade para quase tudo a convenceram do contrário.
Lembrou que uma das irmãs menores disse que seria piloto “quando fosse do tamanho da Carolina”. Queria chorar, mas não podia; olhou para as amigas na platéia – tinham uma faixa imensa com seu nome. Segurou forte a mão do pai enquanto mordia o lábio inferior. Enfim seria a próxima a ser chamada. 
Enfim a formatura.
“Mãe”, sussurrou em latim, “eu queria que a senhora estivesse aqui.”



:: 21 de fevereiro de 2014 ::

sábado, 11 de janeiro de 2014

“HEY, MÃE...!”

“Hey mãe!
Eu tenho uma guitarra elétrica
Durante muito tempo isso foi tudo
Que eu queria ter

Mas, hey mãe!
Alguma coisa ficou pra trás
Antigamente eu sabia exatamente o que fazer

Hey mãe!
Tem uns amigos tocando comigo
Eles são legais, além do mais
Não querem nem saber
Mas agora, lá fora
Todo o mundo é uma ilha
A milhas e milhas e milhas
De qualquer lugar

Nessa terra de gigantes
Eu sei, já ouvimos tudo isso antes
A juventude é uma banda
Numa propaganda de refrigerantes

As revistas, as revoltas, as conquistas da juventude
São heranças, são motivos
Pras mudanças de atitude
Os discos, as danças, os riscos
Da juventude
A cara limpa, a roupa suja, esperando que o tempo mude

Nessa terra de gigantes
Tudo isso já foi dito antes
A juventude é uma banda
Numa propaganda de refrigerantes

Hey mãe!
Já não esquento a cabeça.
Durante muito tempo
Isso foi só o que eu podia fazer
Mas, hey, mãe!
Por mais que a gente cresça
Há sempre coisas que a gente não pode entender

Por isso, mãe
Só me acorda quando o sol tiver se posto
Eu não quero ver meu rosto
Antes de anoitecer
Pois agora lá fora
O mundo todo é uma ilha
A milhas, e milhas, e milhas

Nessa terra de gigantes
Que trocam vidas por diamantes
A juventude é uma banda
Numa propaganda de refrigerantes

Nessa terra de gigantes
Que trocam vidas por diamantes
A juventude
é uma banda
numa propaganda de refrigerantes

Hey mãe.....”
– Engenheiros do Hawaii, “Terra de Gigantes”, do álbum A Revolta dos Dândis, de 1987, letra e música de Humberto Gessinger
 
 

 
 
 
 
 


 

Desd’a hora que o Alexandre terminou de dar o upgrade na minha guitarra (vide fotos), eu não via a hora de chegar em casa (ainda tive que dar um chega a casa do Weiß_Ulf e do Alex, respectivamente) e testar a dita cuja. E ENFIM o investimento e a espera valeram a pena!!! O som tá fodaço demais nas três posições de chave (braço, ponte e os dois captadores ligados) e eu ainda nem usei pedal algum! (p.s.: fora que a loja onde o Alex me levou pra comprar o material tem coisa boa e barata!)
Semana que vem, dar uma lixada e dar o up final (pintar de preto!).
Agora, manolagem...
Agora é hardcore na veia!


Lendo com afinco:  
À Procura de Kadath, do estadunidense Howard Philips Lovecraft. Tradução de Celso Pacionik para a Iluminuras. O cara não é Der Meister a toa!


Bis zu dem breaking fucking neuen Post!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

DIA DE PAGAMENTO!

“De manhã, o cemitério tinha mais mortos do que aqueles que recebera em trinta anos de existência. Uma única pessoa lá não estivera, não matara nem profanara sepulturas: fora o bêbedo Belmiro.
Entrando numa venda, meio aberta, e nela não encontrando ninguém, enchera uma garrafa de parati e se deixara ficar a beber sentado na margem do Tubiacanga, vendo escorrer mansamente as suas águas sobre o áspero leito de granito – ambos, ele e o rio, indiferentes ao que já viram, mesmo à fuga do farmacêutico, com o seu Potosi e o seu segredo, sob o dossel eterno das estrelas.”

– Lima Barreto, A nova Califórnia.

Hoje foi dia de pagar conta em lotérica e a fila estava menos do que... [escolha algum adjetivo bem tenso e coloque aqui]. ‘Tava uma fila tão foda deu pra terminar o livro que falei no post de ontem (Antologia do conto brasileiro: do Romantismo ao Modernismo). Mas depois ai fui visitar o Palavras-Prateadas e botamos a prosa em dia. Chegando aqui, ainda encontrei o Bean e falamos sobre o que vamos fazer tanto quanto a nosso projeto de banda quanto a nível acadêmico.

Bom, agora falemos dum vagabundo que todo mundo que lê HQs mainstream deve conhecer: JONAH HEX, criado por John Albano (1922-2005) e Tony DeZuniga (1932-2012) para a estadunidense DC Comics e sua primeira aparição foi na revista All-Star Western #10, de 1972. resumindo o cara: mulherengo, beberrão, exímio atirador e um grande filho da puta que não deixa barato pra ninguém. Logo e obviamente, o titulo pertence ao selo Vertigo, responsável pelas títulos adultos da DC (sendo o grande trunfo da editora sobre a Marvel).
Ontem de noite, dando aquela fuçada no Gibiscuits (um dos blogs favoritados deste), baixei a mini em cinco partes Os Cavaleiros do Verme e Tal (que eu tava esperando sair completa pra baixar todas de uma vez), escrita por Joe R. Lansdale (Conan, Quarteto Fantástico, H.P. Lovecraft's The Dunwich Horror), desenhada por Tim Truman (Gavião Negro, Star Wars, Conan) e arte-finalizada por Sam Glanzman (Turok, Sargento Rock) (links nas capas). Como além do bom e velho faroeste-fodendo-o-mundo-inteiro-à-base-de-sangue-e-violência-e-destruição típico das histórias do Hex, volta e meia, ele passa por algo bem doente mental valendo – que é o caso desta mini.
http://gibiscuits.blogspot.com.br/2013/09/jonah-hex-os-cavaleiros-do-verme-e-tal.html
http://gibiscuits.blogspot.com.br/2013/09/jonah-hex-os-cavaleiros-do-verme-e-tal_24.html
http://gibiscuits.blogspot.com.br/2013/11/jonah-hex-os-cavaleiros-do-verme-e-tal.html
http://gibiscuits.blogspot.com.br/2013/12/jonah-hex-os-cavaleiros-do-verme-e-tal.html
http://gibiscuits.blogspot.com.br/2013/11/jonah-hex-os-cavaleiros-do-verme-e-tal_23.html

Resumo resumidaço: após meter o caralho na quadrilha de Jack Barriga de Fogão, Hex, depois de ter  encontrado outros dois errantes, encontra uma “minhoca gigante” no deserto (começou a putaria!). Junto ao outro errante, junta-se a fazendeiros cujo terreno já tinha sido atacado pelas criaturas, e o dono do local explica ao pistoleiro que os monstros eram resultado de um estupro de uma mulher humana por um ser uma raça subterrânea. Hex conclama os fazendeiros a tomar a ofensiva, lançando um ataque ao sistema de túneis subterrâneos, onde os antepassados da raça subterrânea viveu (mano, você não vai acreditar no que ler!) para tocar o caralho nos mesmos.
Sim, o final, só pra não fugir da rotina, é doentio.
Passe longe se seu caso for histórias cabeça.

Para terminar: “FELIZ ANIVERSÁRIO!!!” e “MUITOS ANOS DE VIDA!!!” a CAMILA CRUZ, CAROLINA “PITTY” NUNES e HENRIQUE “OZZY” TAVARES!!!


Inté!!!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

INDUSTRIALIZAÇÃO DISTRITAL

Ouvindo: Green Day, Dookie, de 1994.

“De onde eu venho
Você não vai acreditar
E o pouco que tenho
Gastei pra vir aqui te buscar

Lá o tempo parece passar devagar
E quando eu venho
Me dá vontade de voltar

E a minha casa você vai ver
Sem portão e sem TV
E os meus vizinhos me emprestam
As tiras do jornal

E ainda assim falta você
Ainda assim falta você

No fim da dia todos poem as cadeirinhas
Pra sentar e conversar
De como foi o dia
Aqui neste lugar

E ainda assim falta você
Ainda assim falta você

Vou voltar, voltar pra você, San Ronalda
Vou voltar, voltar viver, San Ronalda”
– Caqui, “San Ronalda”, do álbum Dia de Sorte, 2003.

Hoje fui tirar minha enésima carteira de identidade. Onde? Em um fim de mundo aqui em Ananindeua conhecido como DISTRITO INDUSTRIAL, a Terra Natal dos grandes Irmãos-Lobos Alanzinho, Silmara (ainda do Anchieta) e Rodrigo “Bob Rock” Marchand. Não é difícil encontrar um lugar quando você sabe pra quem perguntar onde o local fica (valeu, Alan! valeu, Paloma!).
E.................. Tem algo de verdadeiramente poético naquela “terra desolada”.... Deve ter sido num lugar desses que o Green Day escreveu “Welcome to Paradise”, do Dookie (de 1994). Também não teve como não lembrar de “Alagados” (do álbum Selvagem?, dos Paralamas, de 1986). E “Subúrbio Operário”, dos Garotos Podres (do Pior Que Antes, de 1988). É, só dessas três mesmo...

Green Day, “Welcome to Paradise”, do álbum Dookie, de 1994
 
Os Paralamas do Sucesso, “Alagados”, do álbum Selvagem?, de 1986
Garotos Podres, “Subúrbio Operário”, dos Pior Que Antes, de 1988


Eu achei, de primeira, estranho pra caralho, mas depois... Sei lá... Melancólico... Visceral... Algo bem punk, bem heavy metal, um celeiro de bandas desses estilos. As pessoas, feições, sorrisos, a apatia. Até a forma que o sol brilha lá parece ser diferente do resto dos outros lugares. Uma sensação de “acabou a III Guerra Mundial e o mundo recomeça exatamente mais ou menos desse modo – Distrito Industrial”. Deve ser foda crescer em um lugar assim. Deve ser foda viver em um lugar assim. Eu posso estar errado.
E, sim, eu gostei do lugar.

(mas admito que ter visto uma faixa onde se lia em letras garrafais “PREZENTE de Deus” em uma loja logo na entrada do bairro me fez querer furar os olhos)


PRA TERMINAR:
1
 
Lendo com afinco: Antologia do conto brasileiro: do Romantismo ao Modernismo, da coleção Lendo & Relendo, da Moderna. Autores como Dalton Trevisan, Machado de Assis, Clarice Lispector, Lima Barreto e Álvares de Azevedo (eu morria e não sabia que esse caralho também escrevia em prosa!) marcam presença nessa antologia fodaça organizada  pelo Douglas Tufano (e ainda bem que não tem o culhão do Guimarães Rosa).

2
Quadrinhos recomendados?
Balas Perdidas, de David Lapham (Feras [que também e ultramegafodônica pra caralho], Justiceiro vs. Demolidor: Meios e Fins) no argumento e arte. Mini em três partes com tradução de João Paulo Lian Branco Martins, a.k.a. Jotapê Martins para a Via Lettera. Altamente destruidor, o coração fica na boca no fim de cada história. Altamente recomendado se você gosta de violência crua mas que não seja gratuita.  
Aliens Mutantes, de Bill Plympton no argumento e arte. Volume único traduzido por Ederli Fortunato para a Conrad. As palavras “Surreal” e “Sublime” e “Chapante” definem. Também quer esperar o quê de um maluco que fazia vinhetas para a MTV-USA? (se você acompanhava a MTV-Brasil até idos de 1999 vai saber do que estou falando). Não perca a oportunidade de ler nenhuma das duas caso tenha a oportunidade..

3
“FELIZ ANIVERSÁRIO!!!” e “MUITOS ANOS DE VIDA!!!” a RAFAELA DA PAIXÃO GURJÃO e ADRIANO “FYODA” ARAUJO!!! Y0U 4R3 FUCK1NG 0N3S!!!!



É isso ai!

Bis zu dem breakin fucking neuen Post!

domingo, 5 de janeiro de 2014

LET THE ZUEIRA-2014 BEGINS!!!!

Ouvindo: Blue Öyster Cult, Blue Öyster Cult, de 1972

E lá vou eu à casa de Herr Muitas-Garras pra gravarmos um piloto de podcast pra “termos um norte” dum projeto altamente doente mental que vamos colocar nos trilhos ainda este semestre que pretende SÓ mudar a forma que as pessoas vêem os nerds e como estes se vêem (nada pretensioso, não?). Vamos juntar a patota de nerds alcoólatras vagabundos doentes mentais mais umas participações especiais e ai, ó, o mundo que se cuide porque não vamos deixar barato...
(sim, eu já to muito doido na foto!)
A PROPÓSITO, Minhoca, Márcia e Magrão, a reunião ontem na casa do Minhoca foi do caralho. Valeu demais!!!!


(ah, a Annie Medrado fez aniversario ontem e eu nem disse nada aqui. Bem: “FELIZ ANIVERSÁRIO, ANN!!! TUDO DE BOM PROCÊ!!!”)


Bom, deixa eu ir enquanto ainda tá fazendo sol!!!

Bald!!!