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YEAH, HOUSTON, WIR HABEN BÜCHER!

e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

sobre os (não-)ateus e/ou (não-)drogados e/ou (não-)militantes da universidade pública

a pessoa fala de consumo de drogas dentro da universidade pública como se consumir drogas fizesse parte de processo avaliativo das disciplinas e como se a renovação da matrícula a cada semestre dependesse do consumo periódico/constante de drogas.
¿sabem quem fala esse tipo de merda, que se consome drogas dentro da universidade pública com a mesma habitualidade de quem bebe água? 
quem não sabe que bebida alcoólica também é droga, que remédio pra dormir também é droga, que tem todo um lobby político-econômico da indústria de bebidas e da indústria farmacêutica pra criminalizar o consumo de outras drogas, nem sabe onde fica o campus de uma universidade pública mais próximo da sua casa, não sabe como uma universidade pública funciona porque nunca estudou em uma e, no máximo, só se informa do que acontece no mundo pela internet. geralmente, através de conteúdo altamente duvidoso. sim, se deve duvidar de tudo, mas tem conteúdo que não dá não. fora que esse pessoal, esse mesmíssimo pessoal ai não sabe ler uma porra de um trabalho, quer logo julgar o trabalho pelo título, ao invés de ir lá ao resumo e ver do que se trata tampouco, a porra da introdução do trabalho. não menosprezando menosprezando sim e foda-se, mas esperar o quê de quem, né non?
“ah, mas eu estudei em uma universidade pública” 
egresso de universidade pública que fala isso era o que, na minha época de CEFET, chamávamos de “número de matrícula”: entra/va mudo e sai/a calado. só sabe/sabia chegar à sala de aula e ir embora, só frequenta/va evento na instituição pra pegar carga horário. sabe/sabia, no máximo, no máximo, caminho da secretaria e do refeitório. ‘tá/‘tava errado? não, não ‘tá/‘tava. ‘tá errado quando quer se meter a dizer “na minha época da universidade”, quando nem viveu sua “época da universidade”. faz o favor pra todo mundo de ir se fuder, vai. 
“na minha época, só tinha militante comunista” sem saber nem que porra é comunismo, apesar de que, realmente, militante, independente da ideologia[1], é chato para um caralho. “tinha muito marxista”, marxista é um bicho muito chato e muito emocionado, mas o “número de matrícula” sabe nem que porra é marxismo, não sabe citar uma obra, um texto, um mísero ensaio. “eu só tive professor doutrinador”, pessoa sabe nem que porra é doutrinação e, mesmo tendo pai professor ou mãe professora (ou não), não sabe que professor mal tem tempo pra se coçar, que dirá pra se preocupar em doutrinar outrem. “pessoal só queria saber de greve” sabe nem pelo que o pessoal fazia greve, caralho. “pessoal fazia troça de mim porque eu era/sou cristão” pessoal tem mais o que fazer do que perseguir alguém pela sua religião, tanto que tem evento eclesiástico dentro dos liceus e geral nem tchum, totalmente foda-se. mazagora o que eu vi de fresc@ enchendo a porra do saco quando teve evento de religião afro-brasileira, CARALHO.
pessoal pensa que, na universidade pública, pessoal não tem o que fazer e vai fazer os outros virarem ateus e/ou drogados e/ou militantes[2] pra queimar o filme do ensino superior. deixa eu contar um segredo pra vocês: sabem quem vira ateu e/ou drogado e/ou militante na universidade pública? isso mesmo, quem já tem predisposição pra virar ateu drogado militante e só precisava dum insert coin, press start pra sê-lo. isso quando @ alecrim não deixa sua religião e vira drogado e/ou militante. isso quando @ alecrim já não entrou ateu e/ou drogado (viciado em remédio pra dormir ou pra qualquer outra porra também é ser drogado sim e vai se fuder se tu pensas o contrário)  e/ou militante. ninguém, NINGUÉM vai te amarrar, pegar as drogas e enfiar tua goela abaixo ou ameaçar matar tua família ou cancelar tua matrícula se tu não usares drogas, se tu não abandonares tua religião ou se tu não ingressares em algum movimento (geralmente, o movimento estudantil[3]).

eu já não gostava de militante antes de ingressar no CEFET, os militantes que conheci no CEFET me fizeram gostar menos ainda de militante. quando ingressei na UFPA, os militantes que conheci através dos meus amigos fizeram eu pegar um indiscutível, inexorável e insofismável RANÇO de militante. muito mais porque eu andava bebia igual um filho da puta que viu o time perder o campeonato em casa mesmo tendo a vantagem e descobriu que é corno assim que chegou em casa com gente que andava com esses caralhos que fez muita gente me confundir com eles, o que me fez perder oportunidades de estágio e de comer muita mulher[4]. se fiquei puto com isso?
NÃO, IMAGINA, FIQUEI FELIZ PARA UM CARALHO COM ISSO. PODEM TER CERTEZA DISSO!

VOLTANDO 
pessoal da direita diz que “o pessoal da esquerda controla a narrativa da universidade pública” e quer colocar gente lá pra “assumir o controle dessa narrativa[5]”. um excelentíssimo exemplo dessa patifaria é “ah, mas o professor de esquerda não gostou do meu trabalho e não deixou passar, disse pra eu fazer outro”.
eu até achava isso frescura e mania de perseguição. ai fui ver uns trabalhos ai de “gente de ‘direita’” e PUTA QUE PARIU, DOIDO, só tema sem pé nem cabeça, totalmente desconexo da realidade acadêmica e do que seu curso propõe. o homo universitarius padrão já não gosta de ler material acadêmico, convenhamos, é um fato que TODO MUNDO sabe e NINGUÉM nega. o homo universitarius de direita lê menos ainda e acaba fazendo uma merda maior ainda, acaba fazendo um trampo de conclusão de curso só pra se livrar mesmo. ‘tá errado? não, não ‘tá.
mazessa galera ai, essa mesma galera que lê muito menos do que o habitual, que caga pra pesquisa (mesmo que não queira enveredar pela pesquisa, mesmo porque ninguém é obrigad@ mesmo), que não sabe de PORRA NENHUMA que ‘tá acontecendo no lugar que assiste aula, que só sabe o nome de quem ‘tá ministrando disciplina porque é obrigatório fazê-lo que também propaga esse tipo de merda: “pessoal usa droga como quem bebe água e diz ‘bom dia’”; “na minha época, só tinha militante comunista”; “tinha muito marxista”; “eu só tive professor doutrinador”; “pessoal só queria saber de greve”; “pessoal fazia troça de mim porque eu era/sou cristão” e mais uma lista de bobagens que só é pra passar raiva. geralmente, essa galera é a que mais faz mais merda quando ninguém ‘tá vendo e deixa na surdina, criticando abertamente quem faz com todas as letras possíveis e em caixa alta e neon que dá pra ver de high above fields of marte[7]. NÃO IRONICAMENTE E NÃO COINCIDENTEMENTE, esse pessoal, esse mesmíssimo pessoal também é o mesmíssimo pessoal que não sabe ler uma porra de um trabalho, julga o trabalho pelo título, ao invés de ir ao resumo e ver do que se trata porque não entendeu o título; tampouco, a porra da introdução do trabalho. mas como falei, esperar o quê de quem? que fossem os Josés Maria Bassalo[8] e as Sônias Albuquerque[9] de suas gerações? não, né, porra? não mesmo. “não” em todas as línguas faladas pela nossa espécies, em todos os períodos até o da confecção deste texto. 
pessoal da direita quer colocar gente na universidade pública pra “assumir o controle da narrativa” pra quebrar a academia pelo lado de dentro pra poder sucatear pra poder justificar privatização da mesma. longe de mim dizer que gente de direita não pode cursar universidade pública, porque ela é – TEORICAMENTE É, DEVERIA SER[10] – de todos para todos e para todos e uma das graças do liceu é justamente a diversidade (ainda que com seríssimos limites e seríssimas restrições, porque ninguém merece bolsominion, lulaminion, neonazi[11], ancap[12], socialista lambedor de rabo da URSS com camisa do Che Guevara[13] e liberal privatista[14]) é a graça da academia.
podem até me chamar de teórico da conspiração[15], paranoico[16], o caralho que for isso nos coloca em rota de colisão, estamos em rota de colisão[17], mas do jeito que o direitista/liberal brasileiro médio é gerado e concebido por uma chocadeira queimada, césio-137 no lugar do cérebro e uma tara incurável/intratável por privatização, não se pode-se duvidar jamais dessa possibilidade. ademais, sabem gosta duma doutrinaçãozinha de leve e no jeitão? isso mesmo, direitista. preciso lembrar do projeto “escola sem partido”? as escolas confessionais são controladas por esquerdistas/progressistas[15]? pois então.
DISCLAIMER: VAI SE FUDER SE TU VIERES COM O PAPO DA “AH, MAS A ESQUERDA TEM A ‘IDEOLOGIA DE GÊNERO’ QUE QUER QUE TODO MUNDO ACEITE”!
vai ter gente que vai falar das aceitações de indivíduos que não são “facilmente” aceitáveis? sim, vai. indivíduos que foram historicamente e socialmente marginalizados e ignorados e que SÃO historicamente e socialmente marginalizados e ignorados. não vou cair na hipocrisia de que a esquerda também marginaliza e ignora muitos destes indivíduos e não os usa quando lhe convém, porque sim, a esquerda marginaliza e ignora muitos destes indivíduos e só os usa quando lhe convém. não precisei de ninguém pra me dizer isso porque eu vi e já fui massa de manobra quando eu ainda não era ciente disso e não era conveniente pra muita gente que eu tivesse ciência disso.
PORÉM, não quer preto na universidade? vai ter preto na universidade. não quer indígena na universidade? vai ter indígena na universidade. não quer mulher trans na universidade? vai ter mulher trans na universidade. vai ter pardo, mameluco, estrangeiro, portador de necessidade especial, o caralho que for na universidade porque sim. TODO MUNDO SE FODE PAGANDO IMPOSTO PRA TODO MUNDO ESTAR NA UNIVERSIDADE SIM E PORQUE SIM.
“ah, mas a universidade não é lugar pra esse tipo de gente” – quem diz “pessoal usa/va droga como quem bebe água e diz ‘bom dia’”; “na minha época, só tinha militante comunista”; “tinha muito marxista”; “eu só tive professor doutrinador”; “pessoal só queri/a saber de greve”; “pessoal faz/ia troça de mim porque eu era/sou cristão” e mais uma lista de bobagens que só é pra passar raiva vai dizer. tenho uma excelentíssima e maravilhosíssima notícia pra mim e uma péssimíssima e horribilíssima notícia pra esse tipo de gentalha: A UNIVERSIDADE É LUGAR PRA ESSE TIPO DE GENTE TAMBÉM SIM E PORQUE SIM, POR MAIS QUE VOCÊS NÃO QUEIRAM E VOCÊS NÃO TEM QUE QUERER PORRA NENHUMA.

quem ficar incomodado com isso, pode ir pra Ucrânia ou pra (Terror)Israel, os dois países estão aceitando brasileiros. aqui não vão fazer falta.


quer ser ateu? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
quer ser religios@? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
quer ser drogad@? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
quer ser militante? seja, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.
não quer fazer universidade? não faça, mas não encha a porra do saco d@ abiguinh@.

sim, viver em comunidade é uma merda, mas o máximo que podemos fazer é facilitar a vida de todo mundo, começando por não escrotizar a vida de todo mundo e pra todo mundo
sim, a teoria é uma maravilha.
sim, falar é mais fácil do que fazer.



postagem dedicada ao Prof. Dr. José Maria Filardo Bassalo[18] (1935-2015), que eu tive a indizível honra de conhecer quando ainda vivo; a toda que conheci de movimento estudantil que não foi otári@ comigo quando eu ‘tava na graduação[19] e a tod@s @s junkies que conheci em igual interim.
¡vocês foram e são, no melhor sentido da palavra, foda! .





¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
¡¡¡DEM!!!
¡¡¡BREAKIN!!!
¡¡¡FUCKIN!!!
¡¡¡NEUEN!!!
¡¡¡POST!!!










[1] existem direitas e existem esquerdas, mas isso é conversa pra outro post.
[2] militante de direita ou militante de esquerda, ambos são igualmente insuportáveis para um caralho.
[3] queria mandar aqui um grande “HAIL AND KILL!” pra todo mundo que conheci de movimento estudantil que não era otári@ e não foi otári@ comigo.
[4] como se já não fossem suficientes meus defeitos e péssimos hábitos da época pra queimar meu filme gratuitamente.
[5] se vocês soubessem a raiva que tenho da ressignificação desse termo para utilização nesse contexto...
[6] outra conversa pra outro post.
[7] malz, não deu pra não fazer a referência.
[8] José Maria Filardo Bassalo (1935-2015), engenheiro civil pela Escola de Engenharia do Estado do Pará, bacharel em Física pela Universidade de Brasília; mestre e doutor em Física pela Universidade de São Paulo. 
[9] Sônia Cristina de Albuquerque Vieira, doutora e mestra em Ciências Sociais, com ênfase Antropologia pela Universidade Federal do Pará; e licenciada plena em Ciências da Religião pela Universidade do Estado do Pará.
[10] tem que espancar neonazi até suástica nazi virar cata-vento. nem dá pra fazer ração pra bicho com carne de neonazi porque o bicho vai ficar envenenado e, posteriormente, imprestável pra qualquer uso.
[11] eu já falei que ancap não é gente e sua opinião é automaticamente desconsiderada em qualquer situação? ancap não é gente e sua opinião é automaticamente desconsiderada em qualquer situação.
[12] ironicamente esse pessoal seria morto no regime soviético e/ou pelo Che Guevara.
[13] idem nota 11.
[14] teórico da conspiração e conspiracionista são a mesma coisa? não sei, responde ai nos comentários. 
[15] paranoicuzão ou paranoicuzinho?
[16] idem nota 7.
[17] sim, EXISTEM DIFERENÇAS entre esquerdistas e progressistas. sim, também é outra conversa pra outro post.
[18] curiosidade curiosa: ele foi avô de um maluco que fez segundo e terceiro anos do ensino médio comigo, inclusive.
[19] podem até me chamar de “maldito hipócrita do caralho” porque namorei com duas, a Heiđrun, a Ina e a Annie. eu falei pra caralho delas aqui em muitos e muitos posts.

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

A/ÀS GERAÇÕES QUE SE PERDE[RA]M EM SI

 ouvindo: Mutant Strain, Murder Of Crows, 2023.

“Overburdened, underwhelmed, their ethical decree
That’s your moral compass but what good is it to me?” 
– Bad Religion, “True North”
apesar de todos os meus defeitos e péssimos hábitos, eu já tinha um ranço gratuito de gente velha/idosa desde que eu era muleque. tenho quarenta anos e, dependendo do velho por perto, prefiro que fique em silêncio mesmo. algo que sempre me deixa, desde sempre, encaralhado para um caralho é cumprimentar alguém com uma ofensa ou comentário depreciativo e gente velha/idosa tem o péssimo habito de ser personagem épica[1] nisso.
passar dos anos, só foi agravando, ainda mais quando eu soube da “justificativa” “não, é só brincadeira, pra descontrair, pra entrosar, pra quebrar o gelo” pra comportamentos e falas preconceituosos/depreciativos de diversos vieses, que, se prestarmos bastante atenção, (estes comportamentos e falas) vão se sendo repetidos indefinidamente entre as gerações a ponto de ser naturalizados, culturalizados[2], socializados e, resultantemente, imperceptíveis a ponto de não considerar uma avaliação e ulterior (auto)correção de quem os profere. e então, velh@/idos@ ficar de uma frescura extrema quando recebe o mesmo tratamento, e alguém (quando não, amigo teu ou parente teu ou afins de proximidade) “ah, tem idade pra ser teu pai, tua mãe, avó, avô; isso que tu estás fazendo é falta de respeito”.
aham. “falta de respeito”. ‘tô sabendo.
como o trem piorou de forma colossal quando ingressei o ensino superior, quando conheci uns muitos professores que deveriam levar um beijo de .12 em cada joelho por dia antes de saírem de casa pra ministrarem aula pra aprenderem a respeitar aluno – não respeitavam seus favoritos, que dirá os seus que não eram. então, agora, corno vai vir e dizer “ah, tal professor não é assim não”. aham. “não é” pra caralho também, eles que não se ouviam falando e/ou não eram tratados assim. nesse instante, nota-se que isso faz parte de uma cultura tão enraizada do professor universitário médio/padrão ser naturalmente cretino que povo nem se sente que isso acontece. sim, certo, é assunto pra outro post[3].
chegando onde eu queria chegar de fato com essa postagem...
agora fudid@ vem me dizer pra ter pena dos idosos que foram presos pelos ATOS TERRORISTAS do oito de janeiro do ano corrente. 
como é que esse pessoal, essa velharada, falava pra gente mesmo? 
“se estivesse em casa, isso não ter acontecido”
“boa romaria faz, na sua casa vive em paz”
dependesse de mim, apodreciam todos na cadeia nas mesmíssimas condições que um monte de gente que rouba pra comer fica só porque roubou pra comer e não tem o caso acelerado na justiça enquanto empresário que dirige bêbado e mata alguém, paga uma fiança, sai pela porta da frente e sem ser fichado[4]. eu nem vou entrar na seara dos policiais militares que fazem a mesmíssima coisa em serviço e dá em nada pra eles “porque ‘estavam em serviço’ e essas coisas acontecem”, porque também é outra discussão para outro momento. 
“ah, mas [meu pai, minha mãe, avô, avó] ‘tá preso em condições subhumanas, não ‘tá tomando o remédio, não tem o que comer; chora todos os dias, querendo voltar pra casa.” 
FODA-SE, MEO ERMAUM!
como é que esse pessoal falava mesmo? 
“direitos humanos para humanos direitos”
“direitos humanos esterco da vagabundagem”
“direitos humanos é coisa de esquerdista vagabundo”

depois das prisões[5], eles, seus parentes e correligionários (todos de índole tão golpista e terrorista quanto, perceba-se) ficaram chorando nos meios de comunicação “direitos humanos, cadê os direitos humanos?” “aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaain, como é que deixam essas pessoas viverem nessas condições?” POR FAVOR, NÉ, PORRA?!
exprime minha opinião sobre esse bando de vagabund@s desocupad@s 01
exprime minha opinião sobre esse bando de vagabund@s desocupad@s 02 
exprime minha opinião sobre esse bando de vagabund@s desocupad@s 03

avó de uma chegada minha do ensino médio virou doida de quartel e ‘tava no 8.01.2023. certo dia, essa chegada colocou umas fotos temporárias no grupo do ensino médio[6] de uma festa da família dela que ‘tava rolando perto de um Líder no qual só gente “lisa” mora perto[7] e “vovó... zona” com uma FUCKING tornozeleira eletrônica na canela. pois, em belo e determinado momento, ninguém mais, ninguém menos que a FUCKING PF bate lá pra saber porque FUCKING MOTIVO a velha não ‘tava na casa dela aquele horário, depois das 21h30, e levou metade da festa presa porque não queriam deixar a velha ir em cana de novo. infelizmente, muitíssimo infelizmente, o trem não apareceu na tv porque gente com muita grana abafou porque muita gente na mesma condição que a “vovó... zona” foi no balaio presa porque ‘tava na mesmíssima condição.
se vocês acreditam que os tempos (ditos pós-)modernos estragaram nossos jovens e nossas crianças (ver os incels, femcels, embelezos, esquerdomachos, esquerdominas, ancaps, esquerda cirandeira, channers), digo para prestarem a devida atenção para quanto e como estes mesmíssimos tempos estragaram (muitos d)os velhos e (d)os idosos, sendo que, se tem uma coisa pra qual a internet foi bastante útil, foi pra mostrar o quanto velhice não é sinônimo de acúmulo de sabedoria, visto o quanto essa velharada foi estimulada a mostrar o quanto o brasileiro médio – independente da idade, do grau de instrução, do credo e da região[8] – é conservador e preconceituoso a ponto de assustar o próprio brasileiro médio.  
se tivermos – “nós”: a parcela da geração X nascida na década de 1970[9], os millenials[10], as gerações W[11] e Dragon Ball Z[12]– , que levar um ensinamento de gente velha/idosa em consideração, que seja este “seja uma pessoa melhor do que eu sou, seja uma pessoa melhor do que eu fui”.
os tempos presentes, portanto, mostraram que há dois desafios. o primeiro consiste em não permitirmos que os jovens e as crianças sigam pelo mesmo rumo que essa velharada. o seguinte é não nos permitirmos (sim, nós, geração X, millenials et geração W) ser o que esta “melhor idade” foram e são. a crise na economia, na sociedade e no clima resultam de muitas das decisões deles (o quanto isso é culpa do capitalismo também é assunto para outro post) e não podemos nos omitir do quanto gerações X, Y, W e Z somos tanto quanto culpados. 
não posso precisar se perdemos o norte, se nunca tivemos um norte ou se ele chegou, algum dia, a existir. mas talvez tenha passado da hora de fazermos o da nossa geração, o do nosso agora porque os das gerações anteriores à X se mostraram inúteis, desprovidos e de sentido e significado, além de não-ressignificáveis. não dá pra dizer que não é uma coisa ruim.
a única certeza que consigo inferir é: se não quisermos ser os velhos chatos do futuro, temos que corrigir pra ontem nossos hábitos e os das gerações vindouras, porque uma solução os-sofrimentos-do-jovem-wertheriana não vai resolver e é tudo que a extrema-direita e a esquerda radical conservadora[13] quer: tod@s @s rebeldes, insurgentes, descontentes, crític@s e dissidentes à ela[s] @s fora de seu[s] caminho[s], facilitando sua vitória.
essa é mais uma luta entre tantas, que não reduz as outras, porque faz parte das outras e as outras fazem parte delas.
jamais esqueçamos: a revolução começa a partir da crítica e da autocrítica, enquanto plano das ideias e ação. nada é incriticável. é possível não ser chato e não passar pano pra nada. começando por nós mesmos.




¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
¡¡¡DEM!!!
¡¡¡BREAKIN!!!
¡¡¡FUCKIN!!!
¡¡¡NEUEN!!!
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[1] trad. “personagem com habilidade lendária em alguma habilidade”.
[2] sim, essa palavra existe.
[3] isso se eu já não tiver escrito sobre isso em algum momento a anteriori.
[4] vocês sabem de qual (terrorista) deputado federal goiano estou falando, mas tem mais exemplos disso do que estrelas cujos brilhos vemos à noite quando dá pra conseguir ver.
[5] prisões estas que deveriam levar todos os militares envolvidos, inclusive; serem enquadrados, demitidos, tornados civis e presos; porque, se depender da justiça militar – essa sim a verdadeira vergonha do serviço público brasileiro, o verdadeiro e inconteste amontoado de vagabundo desocupado inútil por metro quadrado da América Latina – nenhum vai preso; no máximo, afastado e ainda recebendo pra isso, POR MÊS, mais do que muito assalariado vai ganhar em uma vida todo dia.
[6] como é de conhecimento geral, não dá pra tirar print de fotos temporárias.
[7] sim, consideremos o quão um imóvel fica valorizado quando um supermercado grande passa a fazer parte das proximidades, ainda mais quando é bairro “nobre”.
[8] Tocantins não fica no norte do Brasil; na verdade, é um ponto cego. quem nasce no RJ, ES, SP, PR, SC e RS é SUDESTINO!
[9] a geração X compreende todo mundo nascido entre 1960 e 1980. também tenho que pontuar aqui que não teve geração baby boomer na América Latina, Ásia, África, Europa Oriental e Oceania, sendo um fenômeno sociocultural exclusivo da América Anglo-Saxã e Europa Ocidental.
[10] minha geração, diga-se logo; também alcunhada de geração Y, sendo todo mundo nascido entre 1980 e 2000.
[11] todo mundo nascido entre 1990 a 2000.
[12] todo mundo nascido entre 1990 a 2010.
[13]  romance publicado originalmente sob o título Die Leiden des jungen Werthers, em 1774, de autoria do romântico alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832).
[14] sim, existem progressistas conservadores! não abre teu olho pra ver se tu não rodas nas mãos deles!

segunda-feira, 29 de maio de 2023

CANÇÃO PARA LAÍS

 ouvindo: ouvindo: Krigshoder, Krig I Hodet, de 2020.


[esse texto ‘tá sendo upado aqui porque não coube todo no instagram]

e com vocês, os quarentões que você ama, respeita e venera. os melhores de seus mundos, povos, culturas e grupos sociocomunitários. 
se tivéssemos marcado de nos encontrar, a gente não teria conseguido e ainda ficaria puto um com o outro, mas ainda bem que calhou de nos encontrarmos de forma totalmente aleatória. até o momento de escrita desse texto, eu ainda não sei como, sendo os dois chorões que somos, não choramos quando nos vimos – eu quero acreditar que estávamos tão cansados, famintos (¿mas quando e em qual momento ela e eu não estamos com fome?) e neurados (¿mas quando e em qual momento ela e eu não estamos neurados?) que não conseguimos chorar, dada à situação.
a Laís (eu gosto de chama-la de “Hel” ou de “LH” creio que só eu a chame de tais formas], eu posso dizer isso sem quaisquer tipos de equívocos, foi, por muito, muito tempo, a melhor amiga não-presencial que tive. ela sabe de MUITA COISA que até alguns dos meus melhores amigos de infância e/ou adolescência não sabem e também tenho a cota de podres dela que ela prefere que muita gente não tenha conhecimento. por muito, muito tempo e em muitas, muitas situações, apesar da distância continental, fomos as únicas pessoas que tivemos para nos apoiar, em virtude de situações, no mínimo, caralhentas para caralho que passamos em nossos locais de residência ou viagens.
eu posso dizer sem quaisquer tipos de equívocos que a LH é uma das melhores pessoas que conheço, que posso chamar de amiga e que eu não poderia ter vindo à SP sem tê-la visto e trocado uma ideia com ela pessoalmente. posso dizer, inclusive, que sou uma pessoa melhor por causa dela, das coisas que aprendi e aprendo com ela, tanto que ela é uma responsável direta por eu ter estreitado ainda mais meus laços com mi madre, muito do meu atual trato com a mamãe é resultado direto do que a LH me ensinou a partir da relação dela com seus pais (ela certamente não sabia dessa parte e queria ver a cara dela quando ler isso).
não sei quando vou voltar aqui. eu sei que serei uma pessoa melhor quando isso acontecer. eu sei que voltarei daqui uma pessoa muito melhor do que quando vim, em virtude de tudo que passei e aprendi nesse quadrimestre. eu certamente não teria conseguido sem muita coisa do que LH me orientou fazer e NÃO fazer. eu sei que LH será uma pessoa mais fantástica, maravilhosa e incrível do que já é e do que quando nos conhecemos. eu querer ser uma pessoa melhor diariamente, creio, é uma resposta e homenagem à vontade inexorável e inesgotável da Laís em querer ser sempre melhor do que no dia anterior, pra ela, pro Luís [marido dela, a saber] e pras pessoas ao redor dela. posso dizer, insofismavelmente, que venci na vida tendo alguém como ela como amiga e poder me referir a ela como tal acabei de lembrar que nunca parei pra pensar se ela pensa o mesmo ao meu respeito, mas ai eu penso qual a relevância disso.
agora é hora de voltar pra casa, com as melhores lembranças daqui. infelizmente não dá pra levar os trens e os metrôs e as lojas de tudo a preços “acessíveis”. queria eu, muitíssimo e somente Mãe Gæa sabe o quanto, poder abraçar a LH antes de entrar no avião antes de voltar pro Pará. mas a gente vai reunir de novo, eu sei, só não sabemos quando. 
mas vamos.

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

ALTE SCHEIßE... (NICHT SO?) NEUE SCHEIßE

ouvindo: Iguanacondas, Mudda Fuggin Big Wave, de 2022.

[tanto pra treinar quanto pra trabalhar eu tenho pego pra ouvir umas paradas novas de crust punk, noise punk e até uns trens eletrônicos, maioria do Japão e da Europa Oriental. comentarei aqui assim que possível...! ]

“comentarei aqui assim que possível” deveria ser o novo nome desse blog, né? que que vocês dizem tem uma pica do Kid Bengala de filme e HQ aqui pra comentar, visto que o blog praticamente se resumiu a isso, mesmo apesar da série CPM22, do mês passado, e ainda tenho que terminar as séries Garotos Podres e Pitty. talvez eu faça a série Blind Pigs e a série Gritando HC. não vou falar dos filmes que vou comentar, deix’eu falar das HQs.

Suicide Squad: Get Joker!
, roteiro de Brian Azzarello e arte de Alex Maleev, publicado originalmente entre outubro de 2021 e maio de 2022 pela DC Comics. 
Les Beaux Etés
, roteiro de Zidrou e arte de Jordi Labefre, publicado originalmente entre 2015 e 2021 pela Dargaud.
L’Obsolescence programmée de nos sentiments, também de Zidrou, com arte de Aimée de Jongh, publicado originalmente em 2018 pela Dargaud Benelux.
Apache Delivery Service
, roteiro de Matt Kindt, com arte de Tyler e Hilary Jenkins, publicado originalmente entre janeiro e abril de 2022 pela Dark Horse Comics.
Sea of Sorrows
, roteiro de Rich Douek, arte de Alex Cormack e capas de Erica Rose Levine, publicado originalmente entre novembro de 2020 e março de 2021 pela IDW.
Ultramega
, roteiro e arte de Jamees Harren, publicado originalmente entre março e junho pela de 2021 pela Image Comics.
Moonshine
, roteiro de Brian Azzarello arte de Eduardo Risso e capas de Frank Miller, publicado originalmente entre outubro de 2016 e novembro de 2021 pela Image Comics, tendo 28 capítulos.
The Last God
, roteiro de Phillip Kennedy Johnson e Riccardo Federici, publicado originalmente entre 2019 e 2021 pela DC Comics. 
Believers
, arte e roteiro de Naoki Yakamoto, publicado originalmente em 1999 na revista Big Comic Spirits, da editora Shogakukanm tendo 22 capítulos.





não sei quando vou postar mas antes do primeiro turno das eleições pra presidente e governo deste ano todas estas vão rolar.
é isso.







¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
¡¡¡DEM!!!
¡¡¡BREAKIN!!!
¡¡¡FUCKIN!!!
¡¡¡NEUEN!!!
¡¡¡POST!!! 

sábado, 13 de agosto de 2022

POR QUE BRASILEIROS FALAM PORTUGUÊS E NÃO ESPANHOL – texto de Tomas Pueyo

ouvindo: James Horner, Apollo 13 (Music From The Motion Picture), de 1995.






Por que os brasileiros falam português e não espanhol?[1]

texto de Tomas Pueyo, engenheiro pesquisador escritor espanhol.
tradução para o brasileiro, e devida revisão, de Rafael Alexandrino Malafaia 
data de publicação: 12 de agosto de 2022.

Isso acontece devido à rotação da Terra e da distância entre Porto Rico e Cabo Verde 
1494[2]
Apenas 6 anos antes, em 1488, Portugal descobriu um caminho para o Oceano Índico passando abaixo da África. Se eles pudessem estabelecer uma rota comercial para as Índias, poderiam quebrar o monopólio muçulmano da Rota da Seda e ficar loucamente ricos. Algo que também era do interesse dos espanhóis
Contudo, apenas 2 anos antes, em 1492, a Espanha descobriu[3] a América enquanto procurava outra rota para as Índias[4]. E Portugal também queria entrar no jogo.
Após algumas negociações[5], assinam o Tratado de Tordesilhas: o caminho oriental seria assumido por Portugal, à Espanha caberia o caminho ocidental.
Porém... Qual será o limite entre as 2 esferas de influência? Eles se estabelecem no ponto médio entre as ilhas da Espanha no Caribe e as ilhas de Portugal na costa oeste da África. Ou seja, Cabo Verde.
Caso as ilhas do Caribe ou Cabo Verde fossem movidas para leste, ou o Brasil para oeste, teriam caído do lado espanhol e falariam espanhol até hoje[6].
Infelizmente, esta linha dá a ponta brasileira da América para Portugal. Mas eles não sabem disso, porque o Brasil ainda não foi descoberto[7]!
Em outro mundo, Portugal teria mantido seu foco na África e na Ásia, e a Espanha na América por tanto tempo que a Espanha teria alcançado e conquistado o Brasil. Difícil lutar contra esse tipo de afirmação depois de comprovações históricas.
Mas Portugal estava prestes a descobrir[8] o Brasil de forma independente! Por causa da rotação da Terra.
1500. 6 anos depois de Tordesilhas. Os portugueses tropeçam[9] no Brasil sem procurá-lo. Por quê?

 A Volta do Mar
Os portugueses foram pioneiros na navegação atlântica e, logo, perceberam que os ventos e as correntes marítimas eram tão fortes e consistentes que a maneira mais rápida de viajar exigia um grande desvio para aproveitá-los. Por exemplo, voltando da Índia, foi mais rápido chegar perto da América.
Os portugueses descobriram isso porque perceberam que os ventos e as correntes formavam um “giro” no Atlântico Norte.
Portanto, assumiram que o inverso era verdadeiro no Atlântico Sul. Eles estavam certos[10].
O conhecimento português de ventos e correntes era tão forte que, na primeira vez que Bartolomeu Dias[11] contornou a ponta de África, não se apercebeu que tinha porque estava muito longe da costa! Ele viu o Cabo da Boa Esperança no caminho de volta.
Com o tempo, os portugueses entenderam melhor os ventos, as correntes e a geografia da África, e começaram a entrar no Atlântico Sul para contornar a ponta da África. Até que tropeçaram no Brasil.
O Brasil  foi perfeito para Portugal pelas seguintes questões:
 • Do lado bom do Tratado de Tordesilhas;
 • Um pit stop perfeito para os navios
 • Um fonte perfeita para obtenção de madeira;
 • Eles poderiam usar seu comércio de escravos vindos da África[12] para transportar[13] escravos para as plantações brasileiras.
O vídeo a seguir enseja uma sensação arrepiante da escala do comércio de escravos da época:
300 years of slave trade in 2 minutes, do canal de Tomas Pueyo.

E por que existem giros no Atlântico? Por causa da rotação da Terra. É a Força Coriolis[14].
Então, para resumir:
1. O Brasil pertencia à esfera de influência de Portugal porque, para defini-la, Espanha e Portugal tomaram o ponto médio entre Cabo Verde e as ilhas espanholas do Caribe no Tratado de Tordesilhas;
2. A rotação da Terra causa a força de Coriolis, que faz com que os giros do Atlântico, o que tornou útil para navios da Europa para a Ásia passarem pelo Brasil em seu caminho abaixo da ponta da África.

Ou seja, os brasileiros falam português e não espanhol porque o Brasil caiu na esfera de influência de Portugal devido à distância entre o Caribe e Cabo Verde; e Portugal encontrou o Brasil e precisava dele por causa dos giros atlânticos causados pela rotação da Terra.





[1] pra mim, a gente fala BRASILEIRO e eu poderia comprovar através de n estudos, mas isso não vem ao caso agora. é assunto pra outro post;
[2] ano de nascimento do daimyō Takeda Nobutora (falecido em 1574), pai do Takeda Shingen. sim, o personagem principal do jidaigeki homônimo do Yokoyama Mitsuteru (1934-2004), publicado em 1987 pela Kodansha;
[3] “descobriu”, isso é assunto pra outro post também;
[4] TAMBÉM procurava, né?
[5] após MUITAS negociações, observa-se;
[6] não sei se fico feliz ou triste com isso;
[7] idem nota 3;
[8] ibidem;
[9] aspas infinitas nesse “tropeçou”;
[10] o método cientifico funcionando no .12!
[11] Bartolomeu Dias (1450-1500), navegador português;
[12] segundo o presidente que tu elegeste, os portugueses nunca foram à África. logo, não tem explicação lógica para países africanos terem o português como língua nativa. isso TAMBÉM é assunto pra outro post, ainda mais sobre a questão das línguas mater destes países colonizados;
[13] no original, Herr Pueyo usa o verbete “bring”, que seria “trazer”, mas utilizei “transportar”, visto que o autor não o escreveu enquanto estava no Brasil;
[14] segundo a Prof.ª. Dr.ª. Irene Maria Fonseca Strauch, docente do curso de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, esta força inercial descoberta pelo engenheiro, matemático e cientista francês Gaspard-Gustave de Coriolis (1792-1843). enquanto o movimento de translação, o movimento de rotação é uma propriedade absoluta, tornando possível determinar que, se um corpo está ou não em rotação, sem relacioná-lo à posição de qualquer outro objeto, porque há forças associadas apenas ao movimento de rotação. Coriolis então notou que uma dessas duas forças (a outra é a já conhecida força centrífuga) tratava da circulação da atmosfera e dos oceanos no planeta a partir do estudo dos vetores velocidade e aceleração para um referencial em rotação (não-inercial), quando observados de um referencial fixo (inercial).





REFERÊNCIAS CONSULTADAS
STRAUCH, Irene Maria Fonseca. A Matemática da Força de Coriolis. Disciplina de Matemática Aplicada. disponível em: http://www.mat.ufrgs.br/~betta/textos_files/F_Coriolis.pdf. acessado em 13 de agosto de 2022.










‘tá sim eu sei que ‘tô com um monte de post atrasado e tals e que preciso postar, mas esse aqui PRECISAVA MUITO ser upado.
eu gostaria muitíssimo de dedicar esse post a todos meus chegados e a todas minhas chegadas da área de Letras, a todos meus chegados e a todas minhas chegadas da área de História e ao pessoal do grupo Tretas Tradutórias, do Facebook (Steff, Gisele, Lia, Rafa, Erik,’ tô falando com vocês, porra!).






¡¡¡BIS!!!
¡¡¡ZU!!!
¡¡¡DEM!!!
¡¡¡BREAKIN!!!
¡¡¡FUCKIN!!!
¡¡¡NEUEN!!!
¡¡¡POST!!!

domingo, 31 de julho de 2022

THE MAN WHO FELL TO EARTH – crítica e análise da série

ouvindo: GISM, Detestation, de 1983.
era pra ter tido mais postagens este mês mas apareceu muito trampo pra fazer e escrevi muitos contos, então não deu não. ‘bura ver mês que vem que acontece.

“It’s a matter of prescience,
No, not the science fiction kind.
It’s all about ignorance,
And greed and miracles for the blind.
The media parading, disjointed politics
Founded on petrochemical plunder,
And we’re its hostages.” 
– Bad Religion, “Kyoto Now!”

The Man Who Fell To Earth
, série de televisão de 2022, criada por Jenny Lumet[1] e Alex Kurtzman (Star Trek, Transformers, Watchmen, Cowboys & Aliens). produção conjunta da Secret Hideout, Timberman/Beverly, StudioCanal e CBS. distribuído pela Paramount.

pra entender a série The Man Who Fell To Earth, deste ano. é preciso, inicialmente, ver e entender três filmes. sendo estes, nessa ordem O Dia em que a Terra Parou – que comentei NESTE POST –, O Homem que Caiu na Terrae Starman.
O Dia em que a Terra Parou
, de 1951, dirigido por Robert Earl Wise (1914-2005), roteiro de Edmund Hall North (1911-1990), sobre o conto O Mestre Sou Eu, de 1940, escrito por Hiram Gilmore “Henry” Bates (1900-1981). produzido e distribuído pela 20th Century Fox.
O Homem que Caiu na Terra
, de 1976, dirigido por Nicolas Jack Roeg, roteiro de Paul Mayersberg, sobre o livro homônimo de Walter Stone Trevis. produzido e distribuído pela British Lion Films.
Starman
, de 1984, dirigido por John Carpenter e roteiro de de Bruce Ansile Evans (Assassinos[2], Conta Comigo[3]) e Raynold Gideon (Paixão Eterna, A Ilha da Garganta Cortada[4]). produção conjunta da Industrial Light & Magic e Delphi II Productions. distribuído pela Columbia Pictures.

O Homem que Caiu na Terra é baseado no livro homônimo do estadunidense Walter Stone Trevis (1928-1984[5]), publicada em 1963. é um filme de 1976, dirigido por Nicolas Jack Roeg (1928-2018) (A Convenção das Bruxas[6], Eureka, Inferno ou Paraiso) e seu roteiro foi escrito por Paul Mayersberg. o livro eu pretendo ler ainda esse ano, mas não vou criar expectativa porque já tenho uma pica de coisa pra ler antes pra outros fins.
já Starman foi produzido pelo MICHAEL DOUGLAS[7] e quem era pra dirigir primeiro era o Adrian Lyne (9 ½ Semanas de Amor, Atração Fatal, Lolita), mas ele ‘tava trampando o OBRIGATÓRIO Flashdance, de 1983. depois era pra ser o Peter Hyams (TimeCop: Guardião do Tempo, Morte Súbita, 2010: o ano que faremos contato, Fim dos Dias, Deu a Louca nos Monstros). depois era pra ser o Tony Scott (1944-2018) (Top Gun, Um Tira da Pesada 2, Inimigo do Estado, Maré Vermelha, Jogo de Espiões). e então o projeto passou pras mãos do JOHN FUCKIN HELL MASTER OF UNIVERSE CARPENTER[8], com roteiro de Bruce Ansile Evans e Raynold Gideon, indo pros cinemas em 1984.
mas então que tem um documentário italiano chamado Starman, de 2020, dirigido e escrito por Gianluca Cerasola, contando a trajetória do astronauta italiano Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia[10], único europeu a ter comandado a Estação Espacial Internacional e o primeiro a realizar caminhadas espaciais.
Starman
, de 2020, dirigido e escrito por Gianluca Cerasola
EXCETO ESTE ÚLTIMO STARMAN, estas obras dialogam a questão do “visitante” extraterreste/alienígena/extraterráqueo/extraterreno vocês entenderam que vem à Terra com alguma missão que só pode ser realizada aqui, geralmente pra conscientizar nossa espécie que está cometendo suicídio social[9], ambiental, cientifico, tecnológico, o escambau. 

mas qual é o papo de The Man Who Fell To Earth, no fim das contas?
Chiwetel Ejiofor (Amstad, Quatro Irmãos, O Gângster, 2012, Perdido em Marte. Doutor Estranho) interpreta um extraterreste/alienígena/extraterráqueo/extraterreno vocês entenderam, oriundo do planeta Anthea, é enviado à Terra para descobrir/desenvolver uma tecnologia que salve o ecossistema de sua terra mater, destruída em decorrência de guerras nucleares. após uma referência/homenagem ao primeiro Exterminador do Futuro e outra a Mad Max e parar numa delegacia de polícia, ele toma o nome Faraday da oficial que o “atende”,  obviamente em homenagem ao físico britânico Michael Faraday (1791-1867).
como eu já sabia que tinha visto a cara dessa oficial em algum lugar, fui dar uma fuçada na ficha técnica da série e descobri que quem a interpreta , é a Martha Campbell Plimpton, que atuou SOMENTE n’Os Goonies[11] e também na ficção científica que não tem cara de ficção científica A Costa do Mosquito, de Peter “DEAD POETS SOCIETY” Weir (O ano que vivemos em perigo, Sociedade dos poetas mortos[12], A Testemunha, O show de Truman, Mestre dos mares), cujo roteiro foi baseado no romance homônimo de Paul Theroux, publicado originalmente em 1981.
Os Goonies
, de 1985, direção de Richard “Máquina Mortífera” Donner e roteiro de Chris Columbs, sob história de Steven Spielberg. produzido pela Amblin Entertainment e distribuído pela Warner Bros. Internacional.
A Costa do Mosquito
, de 1986, direção de Peter Weir e roteiro de Paul Joseph Schrader, baseado no romance homônimo de Paul Theroux. produzido pela Saul Zaentz Company e distribuído pela Warner Bros. Internacional.

então Faraday vai em busca de Justin Hammer Gravity Falls (Naomie Harris [007: Skyfall{13}, Moonlight, Mandela: Longo Caminho para a Liberdade]), física e engenheira formada pelo MIT, cuja tese de doutoramento é sobre uma nova tecnologia de produção de energia limpa, que poderia substituir os combustíveis fosseis (i.e., petróleo). após muitas pendengas e idas e vindas, e Faraday ter conhecido Joshua (Clarke Peters [K-Pax{14}, Marley & Eu, Um lugar chamado Nothing Hill]), pai de Justin, e Molly (Annelle Olaleye), unigênita da cientista, cientista como o pai, vão atrás de Hatch Flood (Rob Delaney [Deadpool 2, Rocketman{15}), cientista britânico que quase leva a empresa criada pelo pai, Cliver Flood (Laurie Kynaston), pro buraco..
essa empresa “familiar” se chama OriGen não confundir com a InGen, de O Mundo Perdido: Jurassic Park, cuja CEO é a irmã de Hatch, Edie não, não o mascote do Maiden (Sonya Blade Cassidy), mãe de Clive (Laurie Kynaston) e gestora com mão de ferro thatcheriana. os irmãos Fenris[16] são ferradamente encoxados assediados pelo agente da CIA Spencer Clay (Jimmi Page Simpson) para que os Hatch entreguem a ele Faraday porque sabe que Faraday o levará ao Thomas Jerome Newton (Bill Ward[17] Nighy) que – OLHA SÓ QUE COISA! – enviou o Faraday à Terra pra terminar a quest que não conseguiu fazer porque – OLHA SÓ QUE COISA!² – a CIA caiu em cima dele e fez de tudo para desacreditá-lo publicamente, o que o fez sumir do mapa e fuck off and die Central Intelligence of America. Clay despiroca valendazideia a ponto de tirar sua superior – Drew Barrymore Finch (Kate Mulgrew[18]) – da jogada, que o colocou n[est]a jogada, para conduzir a operação sozinho.
O Mundo Perdido: Jurassic Park
, de 1997, dirigido por Steven NÃO PRECISO DIZER QUEM É Spielberg e roteiro de David Koepp (Missão: Impossível, Quarto do Medo, O Efeito Dominó, trilogia Homens de Preto). sobre o livro homônimo de John Michael Crichton (1942-2008), publicado em 1995. produção conjunta da Amblin Entertainment e da Universal Pictures. distribuído pela Universal Pictures.

no fim das contas, no frigir dos ovos, no cantar do cisne, [a série] The Man Who Fell To Earth acaba sendo inicialmente e não somente uma continuação direta do filme homônimo. tudo que ‘tá na série ‘tá no filme do Roeg aparece diretamente e INdiretamente nessa série, mas não pegando o timing expressionista alemão do filme – ao contrário, centrando-se então na sci-fi fuckin hard, na qual físicos especialistas em eletromagnetismo e energias limpas, engenheiros mecânicos, engenheiros de produção, matemáticos, musicistas e engenheiros eletricistas deleitar-se-ão para um caralho e ISOCRONICAMENTE tratando racismo[19], misoginia, machismo, sexismo, etarismo, violência e abuso policial, tretas familiares quando tem muita grana pra caralho na jogada, crise na ciência, tretas diplomáticas, crise na tecnologia e questão ambiental  no .12 NA SUA CARA sem meias palavras de duplo sentido. Lumet e Kurtzman não têm medo algum de apedrejar todas as janelas possíveis e todas as discussões estão lá, muitas vezes, de forma simultânea que PROPOSITALMENTE não te deixam respirar até aparecer as letras dos créditos ao final de cada episódio. tem até uma zuada com a guerra na Ucrânazista, mas isso terás que descobrir sozinh@. 
[a série] The Man Who Fell To Earth não tem um ritmo linear, tem momento que tem que fazer muita força pra conseguir acabar o episódio e nem sempre a construção climática tem o resultado esperado. Faraday e Clay competem severamente pra saber qual personagem te deixa mais puto com o maior número de presepadas que aprontam. É VIRTUALMENTE E HUMANAMENTE IMPOSSÍVEL não odiar Edie Flood, que está totalmente dedicada odiada em fazer o espectador passar raiva, tal como É VIRTUALMENTE E HUMANAMENTE IMPOSSÍVEL não criar empatia pelos dramas e derrotas e frustrações de Justin Falls e Hatch Flood, muitíssimo mais pela primeira. Molly e Clive representam o espectador quanto a ser jogado no olho do furacão e se perguntar-se, continuamente, o que ‘tá acontece-ndo de fato a nível microscópico e a a nível macroscópico na série. a analista da CIA Lisa Simpson Dominguez (Joana Ribeiro) é a, a seu modo, verdadeira veia da Havan dessa temporada, muito mais que o retardoido do Clay, a Edie é caloura do parquinho perto dela e é isso que a salva de ser totalmente encarcada fist fucked with two mãos full hard full mode pela Finch[20]. por fim, mesmo que este quem vos fala já tenha morrido por dentro faz uma cara[21], É VIRTUALMENTE E HUMANAMENTE IMPOSSÍVEL não amar o Joshua Falls. se não criares nenhum apreço por este personagem, tu estás morto desde o momento que foste concebido ainda no ventre da tua mãe.
[a série] The Man Who Fell To Earth convence, e mais ainda se veres o filme homônimo antes ou depois de sacares a série, mesmo que funcionem muito bem de forma independente. não são obras “fáceis” e “acessíveis”, não só por serem ficção científica, mas por forçarem ao máximo o que o/a espectadora tem para poder pegar tudo que a[s] obra[s] te[ê]m a oferecer.dá pra abrir n discussões acadêmicas ou não sobre o que o Super Sentai Trevis, Roeg, Mayersberg, Lumet e Kurtzman botam na mesa com The Man Who Fell To Earth. se tu conseguires chegar ao sexto episódio e conseguir terminar, tu consegues fechar a temporada.
assista The Man Who Fell To Earth.
 




[1] já posso ficar admirado por ela ser filha do Sidney Arthur FUCKIN Lumet (1924-2011), cineasta estadunidense, responsável por filmes como O Veredicto, Serpico, Assassinato no Expresso Oriente e Negócios de Família;
[2] o dirigido pelo Richard Donner e estrelando o Stallone e o Banderas, cuja morte do personagem  foi RIDÍCULA, feat. PATÉTICA;
[3] FILME QUE DISPENSA APRESENTAÇÕES;
[4] não recomendo nem pra ver como passatempo porque não tem nada pra ver!
[5] MAZULHA ESSA COINCIDÊNCIA!
[6] CLÁSSICO OBRIGATÓRIO!
[7] DISPENSA APRESENTAÇÕES;
[8] idem
[9] não preciso dizer quem eu ‘tô citando;
[10] instituição intergovernamental criada em 1975 a partir da fusão da Organização Europeia de Desenvolvimento de Lançamento (no original European Launcher Development Organisation, de, acrônimo ELDO) – criada em 1960 – e da Organização Europeia de Investigação Espacial  (no original European Space Research Organisation, de, acrônimo ESRO) – criada em 1964 –, dedicada à exploração do espaço e atualmente com 22 Estados-membros;
[11] não conhece? se mata, cachorro imundo, faz esse favor rápidão vai, assiste e depois volta pra terminar esse texto;
[12] idem comentários 3 e 11;
[13] no qual ela foi a primeira preta a interpretar a famosa secretária Money Penny e pelo qual a Adele recebeu o Oscar de Canção Original;
[14] CARALHO, EU NEM LEMBRAVA MAIS DESSE FILME!
[15] tenho até que ver essa porra, mais um pra fazê-lo é ver esse bicho fazendo o Elvis Presley;
[16] não, não o totem da tribo escandinava do RPG Lobisomem: o Apocalipse e sim os irmãos Andrea e Andreas von Strucker, sobrinhos do Barão Werner von Strucker, criados pelo roteirista estadunidense Christopher Claremont e seu compatriota, o artista John Salvatore Romita, cuja primeira aparição foi na edição 194 de Uncanny X-Men, de junho de 1985; 
[17] referência óbvia tanto ao batera do Black Sabbath quanto ao cartunista homônimo ao baterista do Black Sabbath;
[18] eu sabia que conhecia essa caralha de alguma série. fui wikipediar sim, criei esse verbo agora, podem usar que não vou cobrar royalties e descobri que ela fez a capitã Kathryn Janeway em Star Trek: Voyager e a Rayner Fleming no CRÁSSICO do cine mentira Remo: Desarmado, mas Perigoso. sobre ele, rever o comentário 11;
[19] NÃO. EXISTE. RACISMO. REVERSO. EM. NENHUM. LUGAR. DO. MUNDO.
[20] preciso até ver esse filme com o Hanks, inclusive, uma hora rola;
[21] isso em si já dá uma série de postagens, e só postagem MONSTRA. mas não se iludam PORQUE ISSO NÃO VAI ACONTECER.










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