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YEAH, HOUSTON, WIR HABEN BÜCHER!

e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

terça-feira, 14 de abril de 2020

MPH - análise e crítica da HQ

ouvindo: R.E.M., Reckoning, de 1984. 

este post é amorosa e especialmente dedicado ao cantor, instrumentista e compositor brasileiro Antônio Carlos Moraes Pires, vulgo MORAES MOREIRA, nascido em 1947 e falecido ontem 

“A amizade não está atrelada à intersubjetividade; não é uma relação entre sujeitos – capazes de contratar entre si e, por meio disso, delimitar, uma identidade e a fundação de uma societas – mas é uma ‘des-subjetivação no coração mesmo da sensação mais íntima de si’. Isto é, mais do que um espaço categorial, para o qual se predicaria a qualidade de ser amigo, a amizade se atém ao próprio fato da existência. Porém, tal existir, ao com-sentir a existência do amigo, é já sempre prenhe de uma potencia política: ‘a amizade é a condivisão que precede toda divisão, porque aquilo que há para repartir é o próprio fato de existir, a própria vida. E é essa partilha em objeto, esse com-sentir originário que constitui a política.”
– Susana Scramim e Vinicius Nicastro Honesko, no prefacio de O Que É O Contemporâneo? E Outros Ensaios, do filósofo italiano Giorgio Agamben.

e tem o roteirista escocês Mark Millar, que escreveu Procurado, Supremos (os Vingadores que se dão o devido respeito), Guerra Civil, Liga da Justiça, X-Men Ultimate, Monstro do Pântano, Juiz Dredd, Canon Fodder[1], Sonic the Hedgehog[2] e – meus títulos favoritos dele – Quarteto Fantástico, Quarteto Fantástico Ultimate, 1985 (QUE COMENTEI AQUI!), Authority, O Legado de Júpiter e American Jesus[3]. e tem seu Millarworld[4], que, de lá que saíram títulos como Kick-Ass (do qual saiu o spin-off Hit-Girl que eu, particularmente acho uma bosta), os próprios O Legado de Júpiter e American Jesus (a própria, já que é uma mulher – mais detalhes no texto específico), O Círculo de Júpiter, Chrononauts (FODA DEMAIS!), Kingsman: Secret Service (QUE EU CONSIDERO A MAIOR MERDA INÚTIL DO UNIVERSO) e Starlight (que baixei mas ainda não li, FAIL!). eu, muitíssimo particularmente, gostei mais do reboot de Kick-Ass tendo uma mulher negra, Patient Lee, veterana do Afeganistão, vestindo o traje e partindo pra cima do crime organizado do Novo México.
e também tem MPH.


MPH, cuja arte é assinada por Duncan Fegredo (Hellboy, Star Wars, Clube da Luta, Tarzan On the Planet of the Apes[5]) com cores de Peter Doherty (Godzilla, Shaolin Cowboy, O Legado de Júpiter) – e com capas variantes de Jordie Bellaire (Os Projetos Manhattan, The Massive, Batman), Greg Tocchini (Hinterkind[6], Red Sonja, Fundação Futuro), Shay Plummer (Prometheus, Corpos, Archie vs Predator [!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!]) e Paul Pope (Cerebus[7], Quarteto Fantástico, Cavaleiro das Trevas III - A Raça Superior[8]), que, são maravilhas à parte, logo também sendo apresentadas aqui – foi publicada em cinco volumes bimestrais pela Image entre maio de 2014 e fevereiro de 2015, tendo três das coisas que adoro e quase sempre andam indissociáveis: Ficção Científica, Guerra Fria e Corrida Armamentista. sendo, ademais, uma história típica de quando a Sessão da Tarde ainda prestava.o arco fechado conta a história de “Roscoe” Rodriguez, Chevy Chase, Rosa Jiggy “Baseball” Cruz, sendo que Rosa é namorada de Roscoe e irmã de Baseball e Chevy melhor amigo de Roscoe, e todos moradores da periferia (“é periferia [em qualquer lugar]”, como disse Edivaldo Pereira Alves, artisticamente conhecido como Edi Rock) de uma Detroit[10] já falida e sem perspectiva de melhoras.
Roscoe tem sonhos, que não são pequenos, e quer levar todo mundo que quer bem pra vencer junto com ele, só que, PRA VARIAR, ele se mete com as pessoas erradas, seu muy amigo o cagueta para a polícia para ter uma chance com Rosa e, olha só!, (Roscoe) vai preso. na penitenciária, conhece Celdric, um atravessador de entorpecentes, que lhe apresenta o MPH (cujo significado do acrônimo nunca é esclarecido no corpo da obra), que lhe confere ultravelocidade e OLHA SÓ, Roscoe pega o beco e vai acertar as contas com Samurai Hal, que (Roscoe) acredita ter lhe caguetado e depois fazer uma vida nova Rosa, Chevy e – por que não? – Baseball, quando os três passando a agir como Robins Hood, limpando bancos e dando uma porcentagem a desconhecidos.
a cagada ensaiada já começa ai porque Chevy não é consultado sobre isso, visto que as decisões são cabidas somente a Roscoe e Rosa, que também decidem não mais roubar depois que Baseball desaparece do nada. na verdade Baseball vive cheirado e usa MPH junto (cada um dos quatro tem uma cota de pílulas) e, em uma invasão alopradamente audaciosa à Casa Branca, os efeitos do MPH são cortados devido à presença da cocaína no organismo do carniça. ai, encurralado em um banheiro, ele mete toda sua cota na mente e corre tão rápido que vai parar em algum lugar desconhecidos dos EUA em MIL NOVECENTOS E TRINTA E UM.
essa parte é interessante pra caralho porque alguém dos 4[10] tem acesso ao nome do Sr. Springfield, em um relatório de um departamento criado justo para determinar paralelos da Corrida Armamentista com sobre-humanos e como deter – permanentemente – a super-equipe. e é “Sr. Springfield” que é o centro da narrativa, já que a começa e a termina, visto que, supervisionado pelo agente Cutler, parte em encalço dos jovens. 
“qual a origem do Sr. Springfield?”
durante a Corrida Armamentista – período da Guerra Fria onde tanto armas nucleares quanto outras novas categorias de material bélico foram desenvolvidas e estocadas pelos países antagônicos da Guerra Fria, do mesmíssimo modo que germânicos e bretões alemães e fizeram antes da Primeira Guerra Mundial – muitos países estudaram como produzir causadoras de “dano controlado”. até que os franceses, no maior projeto ultrassecreto deste ínterim histórico e dirigido pelo cientista Henri Troyat, descobriram como fazer seres humanos correrem mais rápido até mesmo que um SR-71 Blackbird, o supersônico mais potente dessa época.mas o cara sabendo que iam fazer merda com os resultados obtidos e não querendo que chegassem ao poder tanto de estadunidenses quanto de soviéticos, quitou do projeto e destruiu sistematicamente todos os dados registrados. 
“mas e o MPH?”
conclui-se que ele fez porção única pra alguém e como as coisas importantes param nas mãos de quem não deve...

MPH é precisa na crítica social, ao capitalismo, à amizade (sim!, até a ela! não à toa a citação que abre esse post), até onde nossos valores se aproximam e se afastam de quem consideramos como iguais, e ao que decidimos fazer com as oportunidades que nos são dadas e como temos que nos adaptar a mudanças altamente bruscas nos planos (sim, à guinada brusca que Rosa e Roscoe dão quant’ao sumiço de Baseball [CUJO FINAL É REALMENTE FANTÁSTICO PRA CARALHO])

e tu terás que ler até o final pra saber quem é o Sr. Springfield, o que comprova minha hipótese de que essa obra é realmente uma homenagem – particular, pessoal, tocante, emocionante – ao Quarteto Fantástico. 
mas será que, pelo que acontece com Baseball, é uma ode ou um plágio à série francesa Universal War, do quadrinista francês Denis Bajram, da editora francesa Soleil, que, no mínimo, vale demais pra caralho à pena?
“essa é a parte que lhe cabe”: ler MPH e responder.





[1] não, NÃO é o anime dirigido pelo Katsuhiro Otomo.
[2] eu deveria ficar admirado por existirem HQs do Sonic, só que não.
[3] ♪♫We've got the American Jesus
Bolstering national faith,
We've got the American Jesus
Overwhelming millions every day.

He's the farmer's barren fields, (In God)
The force the army wields, (We trust)
The expressions on the faces of the starving millions. (Because he's one of us)
The power of the man, (Break down)
The fuel that drives the clan, (Cave in)
He's the motive and the conscience of the murderer. (He can redeem your sins)
He's the preacher on TV, (Strong heart)
The false sincerity, (Clear mind)
The form letters that's written by the big computers. (And infinitely kind)
The nuclear bombs, (You lose)
The kids with no moms (We win)
And I'm fearful that he's inside me. (He is our champion!)

We've got the American Jesus
See him on the interstate. (We've got the American Jesus)
We've got the American Jesus
Exercising his authority!

We've got the American Jesus
Bolstering national faith, (We've got the American Jesus)
We've got the American Jesus
Overwhelming millions every day.♫♪
[4] que convieram de chamar por essas bandas de “Millarverso”.
[5] FUDIDO PRA CARALHO, APROVADO E RECOMENDADO!
[6] SÉRIE FODERAÇA QUE VALE PRA CARALHO A CONFERIDA! não li nada anterior do Ian Edginton, mas ele mandou fudidamente bem pra caralho nesse cenário de Shadowrun, que deve ser leitura obrigatória pra todo mundo que curte esse RPG!
[7] a magnus opus do canadense Dave Sim, publicada entre 1977 e 2004.
[8] ainda não tive coragem pra ler essa porra. e do jeito que ‘tô de nariz torcido pos supers da DC, não lerei tão tão tão cedo.
[9] se não tocar a PA NA NA NA NAM PA NA NA NA NAM na sua cabeça ao ler essa palavra, vaza daqui.
[10] eu até hoje ‘tô me perguntando se é uma homenagem MarkMillariana a sua época no Quarteto Fantástico, vist’a formação da equipe – lendo, tu haverás de entender.
[11] que já comentei por aqui algumas vezes também!









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segunda-feira, 13 de abril de 2020

[mais um poema produzido sobre foto do instagram]

[¡sem título!]
só é lembrado pelo estado pra mandar conta de água e de energia elétrica.
só é lembrado pelos políticos em período eleitoral.
em algum lugar nas redondezas uma igreja católica
mas é certo haver um templo neopentecostal improvisado
mais ainda um mercadinho ou mesmo dois
cujos donos sabem que não podem competir ferrenhamente.
são casas simples, mas caso se preste melhor atenção
são palácios
cujos habitantes são pessoas simples mas não simplórias 
que, se pudessem, ali não morariam
mas que todavia diariamente agradecem por ter onde morar.
e também por ter o que comer
e por poder levantar da cama a cada dia.
os dias, à exceção de quando chove, são iguais:
o sol colossalmente e rispidamente entre as nuvens belo
surgindo belo
aos fins de tarde, mesmo depois das seis da tarde, e começandas manhãs
afirmando o avermelhar dos tons de vermelho
das telhas
e tijolos
e da terra batida seca das ruas e espaços entre as casas.

:: escrito entre 11 e 13 de abril de 2020 ::
:: sobre foto de Adrielle dos Santos Bachega postada em sua conta do Instagram em 9 de janeiro de 2019 ::

domingo, 12 de abril de 2020

HIKARI NO MACHI - análise e crítica do mangá

ouvindo: R.E.M., Murmur, de 1983.

eu ‘tava vendo as novas do Instagram quando vi no perfil da Ray Serrano esse mangá aqui, o Hikari no Machi, do Inio Asano, que, muitíssimo convenientemente, a Panini titulou como A Cidade da Luz (é bem bom quando os títulos traduzidos fazem muito sentido e principalmente não precisa de subtítulo)
enrolei um tempão pra comentar porque ‘tava produzindo contos e poemas e lendo contos e poemas – a fluminense Ana Cristina Cesar Cruz (1951-1983[1]) anda muitíssimo me aprazendo a nível de poesia e Meisterin Colasanti[2] e Meisterin Maranhão[3] continuam sendo dos melhores entre os melhores. conhecem um livro chamado Histórias de um Novo Tempo (O novíssimo conto brasileiro), antologia organizada e editada pelo cartunista brasileiro de origem fluminense Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, muitíssimo mais conhecido como Jaguar, e publicado pela Codecri[4]? aprovo e recomendo pra caralho, leiam sem medo porque vale pra caralho alho alho!
Histórias de um Novo Tempo (O novíssimo conto brasileiro), de 1977, antologia organizada e editada pelo cartunista Jaguar, publicado pela Codecri, abrangendo contos de Julio Cesar Monteiro Martins, Luiz Fernando Emediato, Domingos Pellegrini Jr, Caio Fernando Abreu, Jeferson Ribeiro de Andrade e Antonio Barreto [5].

eu uso o título original porque li um scan, e pontua-se que tradução da Panini[6] é um compilado dos oito volumes publicados originalmente no Japão na revista Sunday GX, da editora Shogakuka,entre abril de 2004 e janeiro de 2005. e, no meu entender, ter lido O Edifício, do mestre William “Will” Erwin Eisner (1917-2005), ajudou a dar uma clareada fudida quanto ao que Asano quis explanar em como a vida... VIDAS acontecem ao redor de uma edificação (no caso de Asano, de um condomínio composto por vários prédios), no final sendo este ou não a personagem principal da obra.
O Edifício, de Will Eisner, publicada no Brasil em fevereiro de 1989 no volume 8, da série Graphic Novel, da Abril Jovem

enquanto n’O Edifício os personagens secundários (sim, Monroe Mensch, Gilda Green e P. J. Hammond – AH, CARALHO! VAI LÁ LER ESSA PORRA, VAI, QUE NÃO VOU CONTAR A HISTÓRIA NÃO!) só se encontram no final do texto, em Hikari no Machi eles basicamente se esbarram aqui e ali, ainda que nem todos morem no condomínio popularmente conhecido como Cidade da Luz, localizado na antiga cidade rural de Asahimura, localizado a 223,6 km de Tóquio, e assim nomeado por assentada ser em uma planície que pode ser plenamente iluminada pela luz do sol ao amanhecer.
tal qual no paralelo (na verdade, antecessor) estadunidense, é um compilado de histórias, simultaneamente, paralelas e transversais que, todavia, se encontram em pontos MUITÃO específicos, que tu terás que prestar MUITA atenção que sacar onde estão estes pontos. e isso é legal pra caralho porque são afinadas como crônicas urbanas com uma pegada de absurdo que – seria possível dizer? – só são criveis nos gêneros de ficção, estando lá, nas entrelinhas, dando na sua cara ou pegando na sua bunda (a escolha é sua!). as temáticas abordadas – suicídio, falta de perspectiva, abandono, desesperança e o fim, eminente e inescapável fim –também me recordaram muitão a coletânea de contos Histórias de Grandeza e de Miséria, por serem narrativas do tipo “todo mundo conta quando ninguém ‘tá ouvindo” e alguma vez a gente se depara e fica “caralho, doido, e agora, doido?”.
Histórias de Grandeza e de Miséria, paradidático da L&PM, de 2003, com contos e crônicas de Caio Fernando Abreu, Dalton Trevisan, João Antônio, Lygia Fagundes Telles, Moacyr Scliar, Murilo Rubião, Nélida Piñon e Sérgio Faraco[7][7.1]

o final é loco, cara. amarra tudinho com um teor fantástico maravilhoso que só a ficção é capaz de proporcionar. eu entendi como pra levar o leitor de volta a sua realidade, do mesmo jeito que ele é trazido à história. [o final] não é somente loco, como igualmente sublime, nem parece que tu leste 187 páginas acompanhando a professora de ensino infantil Kaori não, não é Saori, vá tomar no seu cu, o menino Taiki[8], o meliante Houchi e seu amigo Satoshi – que criam o bebê Momoko[9] –, a menina complexada por sua altura e peso Nishiyama, a avuada Higashi, o piá protopsicopata Tasuku e seu amor não-correspondido Haruko, o mangaká Notsu e sua esposa Sayo. são personagens de mangá, mas vai saber se/quepoderiam ser as pessoas com quem viajaste no ônibus qualquer dia desses[10]?
Hikari no Machi não é fácil, creio, nem para quem está acostumado a ler mangá – HQ ad genericum, pontuo. isto posto, digo que é uma leitura obrigatória pra consumidores do gênero. não é, tampouco, indicada pra quem ‘tá começando na área (a não ser que de idade avançada e que tenha a cabeça MUITO aberta), e MUITO MENOS pra criança, servindo esse aviso pr@s aleijad@s mentais que creem toda e qualquer HQ ser pra criança. porque não é não, ainda mais Hikari no Machi.
leia Hikari no Machi – mas segure sua onda no processo.



e eu ‘tô bem felizão porque essa minha primeira crítica/análise que sai esse ano ANTES das dez da noite!!!!!!



[1] ano do meu nascimento, F O D A - S E ! ainda bem que não foi no mesmo dia e mês!
[2] Marina Colasanti, escritora e tradutora e artista plástica ítalo-brasileira QUE DISPENSA APRESENTAÇÕES.
[3] Haroldo Lima Maranhão (1927-2004), escritor, jornalista e advogado brasileiro. MEU CONTERRÂNEO, DIGA-SE LOGO.
[4] que, a saber, também publicava o famosaço semanário brasileiro O Pasquim – veiculado entre 1969 e 1991, objetivando crítica ao então regime militar vigente no Brasil – fundado pelo próprio Jaguar, pelo não menos mestre ZIRALDO e também pelo jornalista, escritor, compositor e pesquisador brasileiro Sérgio de Oliveira Cabral Santos e pelo jornalista Tarso de Castro (1941-1991).
[5] estes escritores colaboravam com O Pasquim.
[6] de 2017, realizada por Lídia Isava.
[7] na minha opinião, foi uma das melhores escolhas do o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para ser utilizado como livro paradidático
[7.1] o FNDE é uma autarquia criada pela Lei nº 5.537, de 21 de novembro de 1968, e alterada pelo Decreto–Lei nº 872, de 15 de setembro de 1969, sendo vinculada ao Ministério da Educação, que visa desenvolver políticas educacionais desse ministério.
[8] o papel dele é interessantemente intrigante, fique ligado!
[9] ‘tá, sim, claro, lembrei da Musa do Instagram Mariah Mallad ao ver o nome.
[10] sim, claro, Japão, Japão NÃO é Brasil, mas tu me entendeste.










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sábado, 11 de abril de 2020

SE ESSA LUA FOSSE MINHA – poema/paródia

SE ESSA LUA FOSSE MINHA
se essa lua, se essa lua fosse minha
eu não deixava, eu não deixava minerar
porque, se minerar, ela perde sua massa de órbita
e pode na Terra, e pode na Terra desabar

mas a Lua cair na Terra não é algo tão ruim
porque com a vida humana pode acabar
curando assim a Terra dessa doença
já que somos um vírus que só sabe se propagar
e como não fazemos diferença para o universo
que diferença nossa extinção fará?

se essa lua, se essa lua fosse minha...
eu não deixava, eu não deixava minerar...

:: 11 de abril de 2020 ::
:: cantar no mesmo ritmo de “Se Essa Rua Fosse Minha”, composta por Mario Lago (1911-2002) e Roberto Martins (1909-1992) em 1936 ::

sexta-feira, 10 de abril de 2020

poema pra Musa Inspiradora? sim, vai ter outro sim

ouvindo: Anti-Corpos, Contra Ataque, de 2014

[!sem título!]
fazendo como Frau Colasanti ensinou
desenhar seu rosto com flores
mas com a variação morfológica e estrutural
de também incluir conchas
e esperando que sintas a existência
destas gravuras
a cada vez que estas
regradas pela chuva
e que a cada temporal
seu aroma de primeiro banho do dia.
melhor seria se não fossem
desenhos em páginas avulsas
de fotocópias e impressões que não vingaram
de apostilas não mais utilizadas
a ser amontoadas lado a lado
desenhos não com flores
desenhos muito menos com conchas
e sim com esferográficas
algumas pela metade
outras lá pelo fim
que talvez
nunca verás
ou – caso, sim, quão rapidamente e
facilmente esquecerás?

:: 09 de abril de 2020 ::

quinta-feira, 9 de abril de 2020

poema escrito ontem pra uma Musa Inspiradora]

[¡sem título!]
olhos, deneuveanos olhos 
fotos, deneuveanas fotos 
formas, o quão deneuveanas tuas 
formas?
seria, tua voz seria
igualmente deneuveana
ou mesmo (mesmo então mesmo) em 
sussurros?
olhos... claros-entardecido-
chuvosos
quando
quando claro-amanhecidos
ensolarados
como eles contemplam os dias
que mesmo amanhecendo
ensolarados
ainda que estejam
sejam
entardecidos
entardeceres?
deneuveas em tardes deneuveantes...
deneuvearás em manhãs deneuveísticas
aqueles momentos meio-termo
que o sol força para ressaltar-se entre as nuvens
mas permitem somente elas ser
iluminadas
e tu, tu toda plena
deneuveamente plena
deneuveamente
em si mesma.

:: 08 de abril de 2020 ::

quarta-feira, 8 de abril de 2020

ANIARA - análise e crítica do filme

ouvindo: Plínio  Marcos, Balbina De Iansã, de 1971

“Estou perdido, sei que estou
Cego para assuntos banais
Problemas do cotidiano
Eu já não sei como resolver

Sob um leve desespero
Que me leva, que me leva daqui”
– Capital Inicial, “Leve Desespero”








(vou postar todos os posteres pra cinema porque eu gostei de todos e foda-se se tu não gostares)
vamos de Aniara porque eu gostei da crítica e porque hoje é Dia da Astronomia[1] – sendo esta uma das mais antigas ciências executadas e estudadas pelo ser humano, tratando de corpos celestes e fenômenos que se originam fora da atmosfera do planeta Terra – e porque eu também pesquiso e escrevo ficção literária, foi até tema do último conto que escrevi.
Aniara é um filme sueco-dinamarquês de 2018, escrito e dirigido pelos suecos Pella Kagerman e Hugo Lilja sobre o poema épico homônimo[2] de outubro de 1956 do escritor sueco vencedor do Nobel de Literatura Harry Martinson (1904-1978)[3] e produzido por Annika Rogell, para os estúdios Meta Film Stockholm, Moretti Films, iaplay, Film Capital Stockholm Fund & Gotlands Filmfond e Ljud & Bildmedia.

“O QUE ME CONTAS DE VOSMECÊ, ANIARA?”
Aniara é um verbete de origem grega que significa “triste” e “desesperado”[4], sendo que “triste” é um adjetivo que caracteriza muito bem o filme – “melancólico” seria melhor adequado. 
como em Wandering Earth (filme chinês que critiquei NESTE vídeo do meu canal), catástrofes naturais estão ferrando o planeta e a humanidade está com dias contados no planeta e, ao contrário do visto no texto chinês, há Aniara, uma nave (que mais parece uma peça de Lego ou um pente de memória RAM[5]) de cruzeiro que levará gente que tem MUITA GRANA até Marte, que já foi colonizada e minimamente suficientemente adaptada para receber pequenas populações humanas (i.e., terraformada).viagem de três semanas, coisa rápida – pros padrões da época, que não é dita em momento algum (o que tomei por bastante conveniente).
sabe o que é Lei de Murphy, abiguinh@? é um corolário que preconiza que 
Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.

“ah, mas é isso que acontece em Aniara?” 
hell yeah, cara. não que tenham celebrado a embarcação como um novo Titanic. todavia, ao invés de um fucking iceberg, um parafuso atingiu uma fresta do casco, chegando ao reator principal, desencadeando uma pane que forçou a ejeção do combustível nuclear, para que, caso outro imprevisto, não resulte em um acidente maior ainda.e lá o capitão Gary Francis Cane Cherone (Arvin Kananian) diz que houve um problema técnico e que usarão a gravidade de outro planeta para voltar à trajetória original e isso não deve levar mais do que dois anos, e não há necessidade de desespero.
AHAM, ‘TÁ OK.
não, não é ESTE Cherone

“mas um parafuso, porra?”
considere que, se conseguem tirar da Terra à Lua Marte em três semanas, é porque a viagem espacial evoluiu pra caralho, né? e, se entre Terra e Lua já tem LIXO ESPACIAL PARA CARALHO[7], imaginem o que não teria de entulho entre a Terra e Marte, que é uma distância 598,2728124024555 vezes maior que da Terra a seu satélite natural.
e se faz necessário pontuar que vemos a narrativa pela ótica de Mimarobe (Emelie Jonsson), a controladora da sala conhecida como Mima, computador dotado de inteligência artificial desenvolvido para liberar os tripulantes de todas suas mágoas e frustrações, as substituindo por sentimentos agradáveis – para melhorar o humor d(urante) a viagem.
os problemas começam quando o tédio e a frustração decorrente da nova duração estipulada de viagem começam a se tornar insuportáveis e TODO MUNDO quer usar a porra da Mima AO MESMO TEMPO. Mimarobe avisa ao capitão que pode dar merda, ele diz que pode ajudar, mais ainda quando ela diz que não há esperança alguma de acontecer o que ele disse ao resto da tripulação, visto que a colega de quarto de Roberta Twelander (Anneli Martini), a astrônoma alcoolatra e frustrada com a vida desde seu divórcio após 31 anos de casamento, havia lhe dito que não havia corpo celeste algum para contornarem para retornar à vicinal de origem. e, olha só a putaria!, Herr Kaptain diz que a alta cúpula dos diretores da nave pretendem transformar esta em um planeta (SÓ QUEM JÁ VIU ISSO EM HISTÓRIAS DO QUARTETO FANTÁSTICO E LEMBROU DO MUNDO BÉLICO LEVANTA A MÃO BEM ALTO!).
agora relê lá o adágio e agora vai pro começo do parágrafo anterior e agora vem a segunda parte do caos: pessoal fica loco oco oco, vai se desestressar com a Mima e ela
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH, BANDO DE HUMANO MALDITOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO, EU NÃO AGUENTO MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIS VOCÊEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEÊS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
explode e mata todo mundo que ‘tava na sessão, provocando comoção geral e precisavam de algum BODE EXPIATÓRIO e como Libidel (Jennie Silfverhjelm) critica Mimarobe por retirar todo mundo da máquina, sem saber o que ‘tava acontecendo de fato, escolheram ninguém mais ninguém menos que a
sim
ela mesma
Mimarobe

sempre precisam de um bode expiatório, não?

e a piloto que Mimarobe julgava ser sem coração e sem sentimentos, Isagel (Bianca Cruzeiro), é a que intercede em seu favor e então..... ficam juntas (E COMO FICAM, HA HA HA) e Isagel fica grávida em um dos rituais de celebração à Mima (já canonizada por um culto pagão celebrante à natureza criada pela máquina em questão), onde rolam orgias onde ninguém é de ninguém.estaria tudo lindo, maravilindo e maravilhoso se Isagel já não estivesse seriamente mentalmente debilitada. e dá pra piorar?
sempre dá, ‘cê sabe.
lá pelo quarto ano, descobrem uma sonda de combustível que pode ser alcançada por Aniara em cerca de quatorze meses e lá vai o fuckin Cherone dar esperanças pra galera e claro que dá merda porque não há tecnologia, não conseguem acessar a energia lá contida. Roberta se cansa dessa merda e quita desse projeto. Cherone a mata por insubordinação quando ela dá a real, dizendo que não aceitará mais hipocrisia por parte dele a cena do corpo dela sendo jogado ao espaço é poética (e eu me vi quando ela, deitada, pegou champagne de uma caixa de plástico ao lado da cama[8], sentindo inveja, MUITA INVEJA). e após Mimarobe fazer um senhor feixe de elétrons FODA que reproduz a paz de espirito produzida por Mima para que Isagel não se sentisse tão fora de si, Isagel se mata e ao filho delas.ainda que o infante não apareça, é uma cena, no mínimo, por assaz fudidamente angustiante pra porra. e o “mundo” (i.e., vida) acaba pra ela ai. e o filme ainda tem lenha pra queimar, pois, ao 24º ano em permanência no veículo, ele se torna o que Twelander previra, um caixão, um sarcófago.
e CINCO MILHÕES
NOVECENTOS E OITENTA E UM MIL 
E QUATROCENTOS E SETE 
ANOS
DEPOIS
Ainara chega à constelação de Lira, e vê-se um planeta que aparenta ter as mesmas condições da Terra de gerar vida.que coisa, não?

o filme não é chato, tampouco monótono. sim, é lento mas não é chato, tampouco monótono – a fotografia de Sophie Winqvist Loggins e a edição de Björn Kessler, Pella Kågerman e Michal Leszczylowski fazem totalmente a diferença na hora de criar uma atmosfera perene de “caralho, vai dar merda, mas vai acontecer o quê?”, sendo que SEMPRE vai aparecer algo que vai te deixar puto quando estiveres se “acostumando” com a última cagada feita.
se eu fosse escolher um filme pra comparar Aniara, seria Lunar – ainda que o estadunidense seja muito mais dinâmico e movimentado –, devid’os níveis de stress e frustração que nuna baixam sequer estabilizam, só vão aumentando, o que, estando personificado em Mimarobe, acontece muitas vezes nas nossas vidas: não importa o quanto tu se fodas, sempre estarás prestes a se fuder mais ainda (mesmo que ela tenha dito ao capitão que seria necessário desligar Mima por um período para lhe dar tempo de descarregar as memorias ruins acumuladas e este cagar pra ela).
e, por fim, como a mesma Roberta fala para Mimarobe, tanto Aniara quanto seus tripulantes são porra nenhuma no universo e nada do que façamos conta no plano geral das coisas. “ah, mas a minha religião...” tua religião não vai impedir de tu, eu, quem teve a ideia de criar blogs pra geral falar merda na internet sermos alguma REALMENTE RELEVANTE PARA O COSMOS e isso dá uma das sensações de impotência mais filhas da puta que já tive na vida.
Aniara é sobre o papel do ser humano na Terra e no universo, algo a qual tu não podes ser/ficar impassível. ou seja, é um filme que merece a conferida.

[1] vi no perfil da UFPA no Instagram.
[2] “Aniara: uma revisão do homem no tempo e no espaço”, em tradução literal do sueco.
[3] QUE SURPRESA UM ESCRITOR DE FICÇÃO CIENTÍFICA GANHAR UM NOBEL JUSTAMENTE POR UMA OBRA DE FICÇÃO CIENTÍFICA!
[4] pra caso se perguntes o porquê da citação do Capital Inicial.
[5] acrônimo de Random Access Memory, i.e., Memória de Acesso Randômico, i.e., memória que possibilita o acesso aos arquivos armazenados em dispositivos eletroeletrônicos, como computadores e telefones celulares.
[6] “Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha um parafuso
tinha um parafuso no meio do caminho
no meio do caminho tinha um parafuso.” 
[7] para melhores informações sobre lixo espacial ao redor da Terra, consultar
Detrito Federal Espacial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Detrito_espacial

Carlos Cardoso. Veja em tempo real tudo que há em órbita (exceto os aliens, claro)
https://meiobit.com/348601/stuff-in-space-veja-em-tempo-real-tudo-que-ha-em-orbita-na-terra-lixo-espacial-catalogo-publico/

Régis Rodrigues. Quanto lixo há na órbita terrestre? 
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/lixo-espacial.htm

A.J. Oliveira. Mais de 90% dos objetos em órbita são lixo espacial
https://super.abril.com.br/ciencia/mais-de-90-dos-objetos-em-orbita-sao-lixo-espacial/

A missão para acabar com o lixo espacial
https://www.dw.com/pt-br/a-miss%C3%A3o-para-acabar-com-o-lixo-espacial/av-48433979

[8] revi a cena umas dez vezes para ter certeza que era champagne e não vômito, mas ‘inda creio que seja champagne COM vômito naquele vasilhame.










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segunda-feira, 6 de abril de 2020

[mais um] poema sem título

[sem título]
que dia é esse que raia
                                que não raia
pra todos?
pra muita gente é o fim do mundo não ir
pra muita gente essa gente só faz existir
a cada dia que raia
indo percorrendo o mundo
e não ter pra onde ir.
o dia que raia
eu raio mas não relampejo e trovejo
e limpo a pia antes de tomar café.
eu raio e onde raia a menina
(aquela pra quem tenho uma piscina que só transborda poesia)
antes de arrumar coragem pra ficar em pé?
pra onde foi o mundo
que não raia mais
ou está esperando
de roupas novas, sem barba, só calma, escondido
em um boteco esquecido
até voltar a coragem
de raiar?

:: 04 de abril de 2020 ::

domingo, 5 de abril de 2020

BELCHIOR – MELODRAMA – 1987

BELCHIOR
MELODRAMA
1987
– todas as letras e músicas de Belchior, exceto onde indicado
DE PRIMEIRA GRANDEZA
Quando eu estou sob as luzes
Não tenho medo de nada
E a face oculta da lua
Que era minha aparece iluminada
Sou  
o que escondo sendo uma mulher
Igual a tua namorada
Mas o que vês
Quando mostro estrela de grandeza  
inesperada

Musa, deusa, mulher, cantora e bailarina
A força masculina atrai não é só ilusão
A mais que a  
história fez e faz o homem se destina
A ser maior que Deus por ser filho de adão

Anjo, herói, prometeu,  
poeta e dançarino
A glória feminina existe e não se fez em vão
E se destina à vida, ao gozo, a mais do que  
imagina
O louco que pensou a vida sem paixão

ABUCANEIRA
(Caio Sílvio, Belchior, Gracco)
Alá-lá-ô que calor! Alá-lá-ô (2x

Alô, alô, mozuelas que sueltam la papaya!
Caiam por cima de mim,
caiam por  
cima de mim!
Jambalaia, eu topo essa vaia! Tomara que caia,
caia por cima de mim,
caia por cima de mim!

Suando  
- soando uma salsa Caymmi, e sem sair do bem-bom
um rum, bumbuns... Um hum, hum com Valdir Calmon
Haiti, ai de mim! Suriname, ai de ti! Uma lambada a l'amour!
Botha pra fora - apartheid! Áfricas do Sul!

Alá-lá-ô, que calor

Bucaneiras e guantanameras de José Marti!
Mi corazón guarani,
Peri beija Ceci
Indios, blancos,  
criollos - los colores de la amistad
la liberdad com tesón e voluntad!

TODO SUJO DE BATOM
Eu estou muito cansado
Do peso da minha cabeça
Desses dez anos passados (presentes)
Vividos entre o sonho e o som
Eu estou muito cansado
De não poder falar palavra
Sobre essas coisas sem jeito
Que eu trago em meu peito
E  que eu acho tão bom

Quero uma balada nova
Falando de brotos, de coisas assim
De money, de banho de lua, de ti e de mim
Um cara tão sentimental

Quero uma balada nova
Falando de brotos, de coisas assim
De money, de banho de lua, de ti e de mim
Um cara tão sentimental

Quero a sessão de cinema das cinco
Pra beijar a menina e levar a saudade
Na camisa toda suja de batom

DANDY
Mamãe quando eu crescer
Eu quero ser artista
Sucesso, grana e fama são o meu tesão
Entre os bárbaros da feira
Ser um reles conformista
Nenhum supermercado satisfaz meu coração

Mamãe quando eu crescer
Eu quero ser rebelde
Se conseguir licença
Do meu broto e do patrão
Um gandhi dandy, um grande
Milionário socialista
De carrão chegou mais rápido à revolução

Ahh! Quanto rock dando toque, tanto blues
E eu de óculos escuros vendo a vida e mundo azul

Mamãe quando eu crescer
Eu quero ser adolescente
No planeta juventude
Haverá vida inteligente?
Plantar livro, escrever árvores
Criar um filho feliz
Um porquinho pra fazer de novo tudo o que eu já fiz

Ahh! Quanto rock dando toque, tanto blues
E eu de óculos escuros vendo a vida e mundo azul

EXTRA COOL
Latino-América libre!
La Mamma Africaribe!

Extra cool,
a década da decadência!
Onda blue,
o verde não  
violência!
Soul e sul,
Latino-América libre!
Que lundu,
La Mamma Africaribe!

Ai! Ai! Ai! Ai! Quanto sol!
o mundo  
nu para breve!
Tou em greve
Cansongs em portunhol!
Olha a dança
vingando a nossa esperança, çá, çá, çá!
Saia da  
roda a baixeza
- crime de lesa-beleza!

Armada só de luz, papoula a manhã!
Desarmement!
Je chant quelle etoile  
rouge... En passant!
Allons, enfants! Alons, enfants!

Tao eterno,
que tudo o mais vá pro inferno! Oh! Folia!
Tão moderno,
Pierrot, Le Fou! Anarquia!
Toque o deus Pan
new bossa e Cubanacán
Fortaleza! A flor do heavy, a leveza,
e o beijo noir-neon de uma fã!
Armada só de luz, papoula a manhã!

Desarmement! 
Je chant quelle etoile rouge... En passant!
Allons, enfants! Alons, enfants! 
Allons, enfants! Alons, enfants!
Desarmement! Alons, enfants!
Desarmement! Alons, enfants!
Desarmement! Desarmement!
Desarmement! Desarmement!

EM RESPOSTA A CARTA DE FÃ
Baby, respondo enfim
aquela carta de fã
que você mandou pra mim.

Sabe, quase que eu ia fazendo a canção  
tropical que você me pediu.
Mas quem sou eu, mentalidade mediana, para imitar Jorge Ben?
Por favor, não confunda as coisas! toda a canção e vulgar!
Eu é que sou um cara difícil de domesticar.
Gato violento e cruel? ora, ora!
Você já ouviu falar em política? oh! não.

Poema, o que e um poema? Isto não é do meu tempo
Tempo de sex drug and rock and roll, computador!
Mas não se engane! sou do poetariado,
Um roqueiro fingido, estreando a vida fácil, meu amor.
Obrigado pelo brando do subúrbio, pelo garoto de aluguel.
Não sou nenhum Alain Delon!
Pra terminar meu livro de cabeceira para ler com todo o corpo
e aquele de que fala a elegia de Donne.

JORNAL BLUES (CANÇÃO LEVE DE ESCÁRNIO E MALDIZER)
Nesta terra de doutores, magníficos reitores, leva-se a sério a comédia!
A musa-pomba do Espírito Santo – e não o bem comum! – Inspira o bispo e o Governante.
Velhos católicos, políticos jovens, senhoras de idade média,
- sem pecado abaixo do Equador - fazem falta e inveja ao inferno de Dante.
Tão comum e tirar-se daqui qualquer coisa que eu também tiraria o chapéu a vontade.
Aos cidadãos respeitáveis, donos de nossas vidas, pais e patrões do país.
Mas em vez tiro o lenço... Não para enxugar, portuguesmente, a saudade...

Mas pra saudar num Ciao! Quem me expulsa de casa! Dar um “viva, excelência!” E tapar o nariz!
Não, não quero contar vantagem mas já passei fome com muita elegância.
E uns caras estranhos – ordens superiores! Já invadiram minha casa... Mas com muito respeito!
Diabo de profissão! Ganhar com o suor de meu gosto o bendito pão e o gim das crianças!
Noblesse oblige! Eu talvez seja o cara que você ama odiar, inimigo do peito!

Cá em casa quem morre se torna querido, tido e havido por justo e inocente.
Mas pode ir tirando o cavalo da chuva que eu não vou nessa de morrer só para agradar vocês.
Aluno mal comportado, pela regra da escola, devo ser reprovado...sumariamente
Mas não faz mal. Deixo os louros ao poeta! Lauras e o que me importa! Quero o meu  dinheiro no fim do mês!

Mas que poeta idiota! Canções tão tocantes dão sempre uma nota raramente vulgar!
Atentado à Moral e aos Bons Costumes, lapido diamantes, não falsos brilhantes.
Kitsch elegante que te mente elegantemente! Oh! Abre alas que eu quero passar!
There's no business like soul business! There’s no Political solution, meus caros estudantes!

Tá todo mundo comido, lavado, passado, bronzeado... Ora, muito obrigado!
Só eu não venço na vida, não ganho dinheiro, não pego mulheres, não faço sucesso!
O velho blues me diz que, ateu como eu, devo manter os modos e o estilo...Réu confesso!
Eles vão para a glória sem passar pela cama... Ou jesus não me ama ou não entendo nada do riscado!

Não toques esse disco! Não me beijes, por favor!
Meu professor de filosofia me dizia que eu viveria sempre adolescente
Hoje, qualquer mulher, assim que me abandona, já me tem por durão, mesmo sabendo que mente.
Desculpem! Infelizmente não sou à prova de som nem de amor...de amor...
de amor...de amor....de amor... de amor... de amor... de amor... de amor

LUA ZEN
No mar de Malibu
Paira uma lua azul
A mesma praia blue
De Honolulu

Há de haver aí
Mais de um Havaí
Lua cheirando a luar
E a abacaxi

Numa savana africana
O luar-luz no capim
Lamento babuíno, o hino
Do pai primata em mim

Ó, Cerejeira do Japão
A nuvem nô, gueixa e bonsai
Purpura pura a murmurar:
Madame Butterfly!

Sob a palmeira neon
Eu danço nu, como é bom
No litoral tropical
Além do bem e do mal

Pra Santiago de Cuba
Se vai de lua e bongô
Mil lantejoulas, New York
Lugar comum de metrô

OS DERRADEIROS MOICANOS
Nós somos uns pobres diabos sul-americanos, ô, ô, ô, ô
Os derradeiros moicanos, ô, ô, ô

Perís, Cecis, Guaranis – um glamour de índios de Chateubriand
Tambores tão bons, uns quantos radares, antenas de raça tantã
Voz de palmas: palmeiras, batidas! Dançar ao som de uma só mão
Pra nós da geral - macacos geniais! - fora do carnaval não há salvação
Lá em São Luís, cristão infeliz, o bom selvagem aprende francês
Pra ler (e escrever!) o poema do Brasil no original, pela primeira vez!
E nesses brasis – um paris tropical – Henri Salvador de Martinique!
Dans l’esprit de la danse une chance! Vive la France antarctique!

Uns brancos de alma negra... des masques cubistes, africaines, decor...
Uns pretos no branco e uns brancos no preto-americanamente bicor
Uns barrocos, baianos do sul, com tudo sutil e sensual:
De terno de linho, chapéu de palhinha – belos como Dorival
Verão (do verbo ver) o verão (estação) que, quem vier, viverá
Dans les tristes tropiques, dans les beaux pays de lá bás
E nesses Brasis – um Paris tropical – le maracatu atomique
Dans l’esprit de la danse une chance! Vive la France antarctique!

Alavantú, nossa gangue, a quadrilha do sangue danse lá en arrière
Que sonhamos, nos campos, Duchamp, Picasso e Rimbaudelaire
Canibales tropicales en parade autour de la tour Eiffel
Dans mon ile - tabaco de cuba pour messieur le colonel
Domingos, Sivuca, Gonzaga no acordeón, nossos clochards
Brilhe o belga Jacques Brel, já que bel nisso não é de brilhar.
E nesses Brasis – um Paris tropical! tous les voix de l'Afrique!
Dans l'esprit de la danse une chance! Vive la France antarctique!

TOCANDO POR MÚSICA
Aluguei minha canção
Pra pagar meu aluguel
E uma dona que me disse
Que o dinheiro é um deus cruel

A minh’alma esteve a venda
Como as outras do lugar
Só que ninguém me comprou
Pois só eu quis me pagar

Os anos verdes são negros
Como era verde o meu vale de lágrimas

Hoje eu não toco por música
Hoje eu toco por dinheiro
Na emoção democrática
De quem canta no chuveiro

Faço arte pela arte
Sem cansar minha beleza
Assim quando eu vejo porcos
Lanço logo as minhas pérolas

Os anos verdes são negros
Como era verde o meu vale de lágrimas





e “FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!” e “MUITAS FARRAS NA VIDA!!!” pro meu grande amigo VITOR HUGO AUZIER LIMA!!!!











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sábado, 4 de abril de 2020

OPERAÇÃO INVASÃO - análise e crítica do filme

ouvindo: Anti-Flag, Mobilize, de 2002, e The Terror State, de 2003 

novamente o Rodolfo (que me indicou o Koe no Katachi) faz a indicação de filme pro blog, o indoneso-estadunidense Operação Invasão, de 2011, escrito e dirigido por Gareth Evans (o também nada fraco Merantau; um dos diretores do V/H/S 2; o excelente curta-metragem Samurai Monogatari) e produzido em conjunto pelo estúdio estadunidense XYZ Films e pelo indonésio Pt. Merantau Films, sendo distribuído na Indonésia pela SinemArt e no resto do mundo pela parceria Sony Pictures Classics/Stage 6 Films. no Brasil chegou direto no DVD.

enquanto tu acreditas que os EUA dominavam o filão policial fodão contra todo um cartel, os asiáticos mostraram – novamente! – que não sabem brincar pra fazer qualquer coisa e fodem desgraçadamente bem no gênero, e isso desd’a época do C R Á S S I C O Police Story.
como Herr Meister Eduardo EduLove, a pessoa que tenho como referência pra esse tipo de filme aprovou a recomendação e deu aquele aval cinco estrelas, ‘bora pro filme.

“QUAL SEU PAPO, OPERAÇÃO INVASÃO?”
o chefe do crime Tama Riyadi (Ray Sahetapy) tem um prédio de apartamentos no centro de Jacarta que é utilizado por bandidos de toda espécie que querem se esconder das garras da polícia.
o Sargento Jaka (Joe Taslim) e o Tenente Wahyu (Pierre Gruno) lideram a força especial da polícia chamada Departamento 88, à qual o agente novato Rama (Iko Uwais) é recentemente admitido, e cuja esposa aguarda o primeiro filho do casal. em verdade, é um grupo de novatos designados para este pelotão.
a grande quest do filme é pegar o Tama Riyadi, que está no último andar[1] para tanto a equipe é dividida para atacar em duas frentes e então invadir a edificação – uma parada à la Elevator Action, o game da Taito de 1983, mas sem os elevadores. a quest secundária é prender todos os maus elementos lá alojados, o que passa a ser foda quando Jaka permite que um guri (antes de ser morto pelo tenente) fuja e avise ao resto dos locais que os gambés se fazem lá presentes, sendo que outro termina de fuder tudo apertando um alarme silencioso (do caralho, não?!? não?!?).
Elevator Action, da Taito softwarehouse, de 1983
o negócio começa a ficar lindo SÓ QUE NÃO quando snipers começam a limpar o perímetro e agentes dentro do prédio cometem erros crassos, mais lindo ainda quando Wahyu diz a Jaka que ninguém do departamento de polícia de Jacarta foi informado da empreitada e a coisa mais linda do universo quando o próprio Riyadi convoca os moradores a arrasar os assaltantes.
e o que era um “joguinho” plataforma se torna um mezzo survivor mode mezzo beat ‘em up onde tudo joga a favor da história. as cenas onde não há diálogo ou quaisquer sons aceleram o batimento cardíaco a mais de mil esperando que porra vai acontecer e as lutas são altamente criveis do tipo “eu posso/consigo fazer isso se treinar igual um filho da puta corno que não tem mais o que fazer da vida” segundo o estilo “tem tudo junto e misturado foda-se essa merda, morre de uma vez, porra”.
e como vida de policial é sempre uma desgraça sem fim, ainda mais se for terceiro-mundista, o irmão de Rama, Andi (Donny Alamsyah), é subordinado a Riyadi, sendo além de um dos seus três principais mestres da guerra, um dos moradores do tal prédio. e se tu ficaste encacetado com a cuzeriagemzice do Wahyu, vou logo dizendo que foi ele que fez a parada toda pra tirar o Riyadi da jogada e ocupar o lugar dele, ainda que fosse preciso sacrificar uma equipe de elite inteira nas mãos de Andi e dos outros senhores da guerra Gofar (Iang Darmawan) e Mad Dog (Yayan Ruhian). eu admito que não dava moral pro MMA até ver ESSE quengo raparigo do Yayan Ruhian lutando, o cara simplesmente DESTRÓI! é uma máquina de baixar o cacete em nego metido à besta que dá gosto, lembrando quando o Wolverine diz pro Capitão América ou pro Hulk, “pode vir, posso passar o dia todo nisso”.
falando em luta, elas são muitíssimo bem coreografadas por Iko Uwais e Yayan Ruhian – o timing pra deixar o espectador louco, babando, quase gritando e quebrando a tela é absurdamente pontual – a partir do Pencak Silat, arte marcial traditional da Indonésia. ademais, fotografia – de Matt Flannery e Dimas Imam Subhono – e edição – de Gareth Huw Evans e Andi Novianto – ajudam bem pra caralho, sendo muito pontuais e não dando passos maiores que a perna, comprometendo o resultado final. as cenas onde há o efeito de bullet time não há o dito, já que é só a redução da velocidade da ação, retornando a uma das ideias estéticas principais do vídeo de “Freak on a Leash”, do Korn[2].
Pencak Silat, arte marcial traditional da Indonésia 
vídeo promocional de “Freak on a Leash”, do Korn

as climáticas musicais criadas por Fajar Yuskemal e Aria Prayogi são fudidas, mas há de se atentar aos movimentos em que não há nenhum som, é um “silêncio que precede o esporro” orappeano caralhoso que casou muito bem, muito bem. 
não, Operação Invasão não tem só parte boa: a primeira questão escrota é que o filme acaba. segundo que há uma equipe de soldados de Riyadi que, ao invés de se valer de armas de fogo, uma FUCKING MACHETE. logo a segunda parte ruim é MASTER OF UNIVERSO DANNY TREJO NÃO APARECER NA PORRA DO FILME!!!!
MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS foda-se essa merda, importante é que tu assistas Operação Invasão e comproves que filmes excelentes não envelhecem e sempre merecem aquela conferida especial.

MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS foda-se essa merda, importante é que tu assistas Operação Invasão e comproves que filmes excelentes não envelhecem e sempre merecem aquela conferida especial. ‘tá sim tem gente que o compara com o Dredd, de 2012, mas é total outra pegada. não comprem essa ideia de jerico não.
Dredd, de 2012, dirigido por Pete Travis, produzido por Alex Garland, Andrew Macdonald e Allon Reich; roteiro de Alex Garland sobre histórias do personagem homônimo

por fim e em vista que a Indonésia é um dos países que tem o Hinduísmo como religião oficial, apontar que, na mitologia hindu, Rama (nome o personagem principal Operação Invasão MAIS da oitava representação de Viṣṇu [Vishnu, o deus adormecido que tem o universo em seus sonhos e monta um leão quando acordado]), já que a personagem é policial e vai derrotar um chefão do crime. esse que já seria uma imagem terrena do rei-demônio Ravana, contra quem Rama vai lutar visando estabelecer novamente  a paz e a justiça na Terra.





[1] tá, sim, referência ao poema da Cecília;
[2] composta por Jonathan Davis, James Shaffer, Reginald Arvizu, Brian Welch e David Silveria; presente no álbum Follow the Leader, de 1998.










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