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YEAH, HOUSTON, WIR HABEN BÜCHER!

e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

quarta-feira, 27 de abril de 2005

APOLOGIA!

em 26 de abril de 2005, terça-feira, às 14:53:40
Hails!
Quem não morre sempre posta para o seu blog!

Faz uma cara (trad.: “um certo tempo” ou “muito tempo”) que não escrevo nada, não é?
É, apesar de não estar estudando o suficiente para a maldita prova do TRE e mais para a prova que tive que fazer ontem, de Materiais de Construção – cujos materiais em questão eram cimento, agregados, cal aérea e gesso (os dois primeiros não tenho dificuldade pois já estudei outrora). Eu até que estava estudando os dois últimos tópicos em questão – que já tinha lido a respeito, mas nunca estudado –, mas os dois primeiros, puta que pariu do caralho... O teste em questão não foi difícil, foi mesmo foda: a primeira questão era sobre endurecimento da cal aérea e suas propriedades quando misturada com uma argamassa (que eu, honestamente, poderia ter me saído melhor); a segunda era sobre o mecanismo que proporcionava ao gesso uma resistência ao fogo, e por qual razão ele (o gesso) era importante na produção do cimento (modéstia à parte, eu me saí muito bem nesta questão); a terceira era sobre como diminuir o calor de hidratação do cimento utilizado na obra, qual o cimento mais apropriado para a construção de uma barragem a margem de um rio e explicar o que era tempo de pega do cimento (honesta e francamente, eu poderia ter me saído muitíssimo bem nesta questão, caso TIVESSE ME LEMBRADO O QUE ERA CALOR DE HIDRATAÇÃO); a quarta e última questão era sobre a aplicação de agregados na obra e perguntava se o acréscimo de 200% de brita em relação ao peso do cimento poderia comprometer a resistência a barragem da questão anterior, além de justificar a resposta CLARO que eu me dei bem nesta última questão. Eu não tirei duas notas boas em uma disciplina chamada Dosagem Experimental do Concreto para me dar mal neste tipo de questão, né?). Agora é só esperar pelo resultado, que vai chegar próxima Segunda-feira.
Quanto à semana passada, além de estudar pra essa maldita avaliação, eu descobri que estou passando por um puta de um bloqueio criativo, que me impede de escrever poesia e criar qualquer coisa no mínimo regular quando pego na guitarra (este último fator talvez seja porque estou sem violão, já que os melhores riffs que criei foram com o violão, e na guitarra, só quando estava – ou está – ligada com um pedal de distorção). Isso é uma merda!!!
Na Sexta-feira, pra variar, fui no Centur renovar um livro e pegar um outro de qualquer leitura que fosse. O (livro) renovado é Come Sing, Jimmy Ho, da Katherine Paterson, que fala sobre um moleque que quer ser cantor de rádio; o outro se chama Poesias, e é meio que uma antologia de um poeta norte-americano do meio do século passado, chamado Thomas Sterns Elliot, ou simplesmente T.S. Elliot. Os poemas foram reunidos e traduzidos por Ivan Junqueira, e espero que nenhum professor ou professora de Literatura Brasileira e/ou Portuguesa pegue este livro (ou qualquer outro de Mr. Elliot), senão vai falar que a poesia dele e isso e aquilo, menos que ela (a poesia) é densa e complexa, além de deveras sarcástica e irônica com a sociedade americana e européia da época (pelo menos, foi isso que eu percebi quando os li).


Hoje, eu estava lendo uma entrevista na IstoÉ, de 23 de Março deste ano, cuja capa é o “escritor (?!?) brasileiro que mais vende no mundo”, Paulo Coelho, em uma reportagem, sobre o seu novo “livro”, que faço questão de não citar o nome aqui. Como eu disse na postagem O Mundo Ainda Não Acabou, eu prefiro as “frases de impacto” dele do que os livros. Vamos ao que interessa: lá (na revista) tem uma reportagem com uma professora e pesquisadora de Harvard e que foi ex-assessora de governo do Bill Clinton (aquele que comeu a Moncia Levinsky, lembra[m]?), Jessica Stern, que também é formada em Química pelo MIT (ou Massachusetts Institute of Technology, ou, em bom português, Instituto de Tecnologia de Massachusetts), e é uma das maiores especialistas em terrorismo e armas em destruição em massa do mundo. Agora, vou colocar a entrevista na íntegra, e os trechos em negrito são que achei muito bons! Espero que você[s] curta[m]!!!
ISTOÉ – Como a sra. analisa o atentado que matou o ex-primeiro-ministro do Líbano, Rafik Hariri?
STERN – Os assassinos, sem sombra de dúvida, queriam tirar Hariri do cenário antes das eleições que acontecem em maio. Ainda não dá para dizer se há alguma conexão com o Hezbolah (grupo radical xiita libanês apoiado pela Síria [e nome de uma banda de HC formada por alunos do Colégio Santa Catarina de Sena]). O que se sabe é que os extremistas disseram que puniram o ex-primeiro-ministro por suas ligações com a Arábia Saudita. Hariri renunciou em outubro do ano passado em razão de uma disputa interna do governo. Ele queria a retirada das tropas sírias do Líbano.

ISTOÉ – A sra. acredita que a guerra do Iraque transformou o país num pólo do terrorismo?
STERN – Não importa o que venha a acontecer, mas é o fato é que a invasão do Iraque propiciou o surgimento de um novo tipo de terrorista que acumulou muito mais experiência. Esses terroristas são uma combinação de criminosos comuns, ex-soldados de serviços de inteligência e militantes islâmicos radicalizados que vêm do mundo inteiro para o Iraque. A troca de experiência é definitiva para entender os novos crimes de terrorismo no mundo.

ISTOÉ – Então a política de George W. Bush no Iraque contribuiu para o aumento do terrorismo?
STERN – Foi o próprio Osama Bin Laden que disse isso. Ele agradeceu ao presidente Bush, dizendo que a invasão do Iraque e a má performance da economia americana o ajudaram. Agora, se formos invadir outro país muçulmano, como o Irã, Bin Laden poderá agradecer novamente a Bush. Às vezes, uma resposta violenta aos ataques pode levar à formação mais rápida de outros terroristas, como aconteceu no Iraque. A invasão foi um desastre, um grande erro do governo americano, porque, até então, o país não tinha nada a ver com o terrorismo internacional (Essa é mesmo muito boa!!! E as Guerras do Vietnã e da Coréia? E o embargo econômico imposto à Cuba? E as duas bombas atômicas jogadas sobre o Japão? Eu só quero saber se tudo isso também não são formas de terrorismo. Como um antigo professor meu – Sr. Wilson Mousinho – de Geografia disse “o terrorismo só passa a ser o que é quando afeta as nações detentoras de poder mundial.”). E agora tem (como se não tivesse no passado). Apesar disso, Bush vem mudando sua abordagem depois que assumiu o segundo mandato. A Casa Branca admite agora que não é mais possível agir unilateralmente, como fez no Iraque, quando os EUA chegaram a ofender os aliados ocidentais. O nível de arrogância era altíssimo, mas hoje já percebemos uma mudança. Washington agora diz que precisa de seus aliados. Para combater o terrorismo, os EUA precisam da cooperação de todos os governos, porque este é um fenômeno ao mesmo tempo global e nacional.

ISTOÉ – Os terroristas seqüestram estrangeiros no Iraque o fazem por quais razões políticas, ideológicas ou por dinheiro?
STERN – Por todas essas razões. Mas não devemos confundir o criminoso que seqüestra pessoas no Iraque com os muçulmanos comuns que gostariam em uma sociedade islâmica. Alguns radicais preferem matar para chegar a uma sociedade islâmica, outros não. É preciso fazer uma distinção entre os terroristas e os muçulmanos contrários à violência, mas que desejam um Estado islâmico.

ISTOÉ – Por que uma pessoa se torna terrorista?
STERN – Pelos mesmos motivos do seqüestro: dinheiro, ideologia ou religião. No início de minhas pesquisas, eu acreditava que os terroristas ingressavam nessas organizações por convicções religiosas ou ideológicas. Mas depois eu descobri que existe uma gratificação emocional quando o indivíduo recebe uma nova identidade dentro de uma organização. É muito compensador ter uma identidade, ser reconhecido depois de ter sido severamente humilhado. Mas existem também aqueles que fazem atentados por dinheiro. Para estes, quanto maior for o pagamento que recebem, mais importante se sentem. Afinal, os rendimentos de um terrorista em um país de Terceiro Mundo correspondem aos de uma grande empresa. Há muitos membros de grupos extremistas que deixam suas organizações porque não conseguem fazer muito dinheiro, mas também tem aqueles que se decepcionam com seus líderes. E alguns terroristas nunca deixaram de ser terroristas, até porque não temos a capacidade de mudar a cabeça deles. Essa mudança, se houver, será interna, virá deles mesmos.

ISTOÉ – Em seu livro – Terror em Nome de Deus – por que os militantes religiosos matam – a respeito dos governos que não conseguem atender às demandas sociais abrem espaço para as práticas terroristas. Como se dá isso?
STERN – O Hamas (Movimento de Resistência Islâmica, grupo palestino da Cisjordânia), criou e mantém uma extensa rede de serviços sociais para a população palestina carente. Quando o Estado não se faz presente entre os despossuídos, abre-se espaço para o terrorismo, que usa esse sistema de proteção social para recrutar militantes. Essa idéia parece ser um tanto de esquerda, mas não é. É o mesmo sistema usado pelas gangues americanas. (eu adorei este trecho final)

ISTOÉ – Por falar nisso, como a sra. vê os grupos Hamas e Jihad? (este, em português, significa guerra santa)
STERN – Quanto mais se avança no processo de paz, maior a chance de novos atentados, dos dois lados. Freqüentemente notamos nas negociações para a paz que alguns membros das organizações terroristas desistem dos métodos violentos. Eles dizem assim: ‘‘Tudo bem, eu desisto do terrorismo, já fiz a minha parte.’’ Mas outros, os chamados terroristas “profissionais’’, ficam furiosos e preferem não abandonar esses métodos. Vimos isso acontecer com o Exército Republicano Irlandês (IRA). Não podemos nos esquecer que há radicais dos dois lados: dos palestinos e dos israelenses. Judeus extremistas, como alguns colonos, são contrários ao desmantelamento dos assentamentos nos territórios palestinos. Eles já se envolveram em pequenas batalhas com as Forças de Defesa de Israel e a tendência é que isso continue.

ISTOÉ – Como são formados os novos grupos do terror?
STERN – Hoje, uma maneira importante de atrair jovens para essas organizações é através da internet. Esse método está se tornando bastante comum. E isso não acontece apenas com o recrutamento da rede Al-Qaeda de Osama Bin Laden ou uma organização terrorista em especial. Estamos notando o surgimento de um grande movimento terrorista mundial quer não é apenas composto por grupos armados como o Taleban ou o Jihad. Assistimos ao surgimento de pequenas células terroristas espalhadas pelo mundo. Em muitos casos, esses grupos de autofinanciam, até porque ataques terroristas que usam homens-bomba, por exemplo, não demandam muita verba. A não ser em grandes ataques como o do 11 de setembro, em que foram necessários muito dinheiro e muito planejamento, fazer terror hoje é barato. Por outro lado, é interessante notar que à medida os extremistas vão envelhecendo, se torna maior a tendência de eles trocarem os métodos violentos pela ação política. Por isso, geralmente as ações terroristas são executadas por jovens.

ISTOÉ – Como está a rede Al-Qaeda hoje? E como vê a atuação de Abu Mosab al-Zarqaqi (suposto representante de Osama Bin Laden no Iraque)?
STERN – É muito difícil dizer o que é a rede Al-Qaeda hoje. Temos informação de que paquistaneses estão indo para o Iraque como membros da rede. Mas, sinceramente, acho que ninguém sabe ao certo quem são os novos integrantes da Al-Qaeda. Até porque existem voluntários para realizar atentados no mundo inteiro em nome da Al-Qaeda, sem exatamente pertencer à rede. O que podemos dizer com certeza é que hoje a Al-Qaeda se transformou em um grande movimento. Quanto a Al-Zarqawi, ele afirma estar trabalhando pelos objetivos da Al-Qaeda. Não sabemos exatamente se isso é verdade, porque não há como comprovar que ele foi aceito por Osama Bin Laden como um dos líderes da organização. Foi o próprio Zarqawi que anunciou essa aliança e não sabemos se ela é verídica.

ISTOÉ – Governos do Irã e do Paquistão apoiam grupos terroristas?
STERN – Não sei muito sobre o Irã, mas minha intuição é de que há espaço para esse apoio. Em muitos governos, existem departamentos, ministérios ou secretarias que fomentam mercenários ou terroristas. (será que nos EUA também não?). Geralmente, são subgrupos dos serviço de inteligência. Isso não se observa apenas no Irã e no Paquistão, mas também na Indonésia. O governo diz que tem uma política anti-terror, mas parte de seu serviço de inteligência está operando de forma contrária. Às vezes isso é de conhecimento governamental e às vezes isso é feito de maneira obscura. Na Indonésia, além do serviço de inteligência, setores da polícia estão apoiando grupos terroristas. E esse é um jogo muito perigoso.

ISTOÉ – Que situações são mais propícias para o desenvolvimento do terrorismo?
STERN – Sabemos que a pobreza, por exemplo, pode ser uma razão para o crescimento do terrorismo em um país, mas não necessariamente em todos. É mais difícil o terrorismo se desenvolver nas autocracias (segundo o Dicionário Globo: “Governo absoluto exercido por uma única pessoa; governo despótico [Do grego, autokrateia]”) e nas democracias. Paradoxalmente, o terrorismo tende a florescer em democracias que se tornam autocracias ou em regimes autoritários que estão se democratizando. Existem várias teorias que explicam o porquê desse fenômeno. Num país que está iniciando processo de democratização, costuma ser bastante alto o nível de frustração, aí o clima para ações violentas. Já nas autocracias é mais fácil conter o terrorismo dentro das fronteiras deste país ou fora dele. Hoje o terror tornou-se um produto de exportação de alguns países, como o Egito. O governo egípcio conseguiu controlar o terrorismo em seu território, mas não pôde impedir que terroristas egípcios agissem em outros locais. Esses terroristas acham mais fácil combater um inimigo externo, como os Estados Unidos, do que ter que enfrentar seu próprio governo, que consideram ser anti-Islã. É mais fácil crucificar os Estados Unidos, um aliado do governo egípcio. É mais fácil crucificar os Estados Unidos, um aliado do governo egípcio, do que enfrentar a administração do presidente Hosni Mubarak, por exemplo. Mas se houver uma abertura dor regime egípcio, certamente surgirão atentados dentro do país. O mesmo acontece com a Arábia Saudita.

ISTOÉ – A sra. acredita que o terrorismo tende a crescer no futuro?
STERN – Sim, o terrorismo só tende a aumentar. Não há como derrubar os Estados Unidos por métodos convencionais... (maldito patriotismo norte-americano. Todavia, essa é uma maldita verdade...)
ISTOÉ – E quais são as maneiras para se combater o terrorismo? (eu achei muito interessante a forma que ela fecha a entrevista. Muito mesmo!)
STERN – Não podemos eliminar todos os terroristas do mundo. Por isso temos que nos preocupar com quem se torna terrorista. Se prestarmos mais atenção do fato de o Ocidente estar deliberadamente humilhando o Oriente, este já será um grande passo. Se também questionarmos o montante de dinheiro que se gasta em uma guerra como a do Iraque, em que milhares de pessoas morreram desnecessariamente, e como esse dinheiro poderia ser usado em ações que exatamente evitassem essa situação, provavelmente teríamos melhor resultado. Uma das ações mais importantes é fazer a distinção entre criminosos radicais e muçulmanos comuns. Dentro do grupo dos muçulmanos comuns existem seculares, moderados e fundamentalistas contrários às ações violentas para se alcançar um Estado islâmico. Esses muçulmanos comuns precisam ser integrados à sociedade internacional, e a democracia é um bom caminho para essa integração (democracia? onde? pode[m] ter certeza que ela não deve estar falando nem do Brasil, muito menos dos EUA). Por outro lado, como menciono em meu livro, devemos estar mais preparados para a guerra psicológica, para desfazermos a auto-imagem do terror. Temos que mostrar aos militantes que seus líderes são corruptos, e não sagrados, como imaginam.

(os EUA são um país de malucos mesmo. Eu acabei de saber pelo programa da Sônia Abraão – aquela do A Casa é Sua, da RedeTV! – que [infelizmente não consegui saber a razão] uma menina NEGRA de CINCO ANOS foi presa dentro de sua escola e levada algemada para a cadeia. Você[s] tinha[m] que ver o semblante de agonia e de desespero da garotinha. Só lá mesmo. Eu vou ver se entro em contato com algum conhecido para saber o motivo dessa porra, e depois posto aqui)


Esta postagem é carinhosa e respeitosamente dedicada a Vera Lúcia Akikó Vieira Kobayashi, que, depois de um ano e meio, voltou a pôr os pés em Belém do Pará. É, eu conversei com ela, que falou como vai a sua vida na cidade mais rock’n’roll do nosso país, e berço de bandas como Legião Urbana, Capital Inicial, Detrito Federal, Plebe Rude e Raimundos. Espero que ela leia esta postagem!!!

A frase do dia é de autor por mim desconhecido, mas é assim “Que é mais difícil não é escrever muito; é dizer tudo, escrevendo pouco.”. Caso você[s] ache[m] o autor desta (frase) por favor, me diga[m]!!!!

Espero que você[s] tenha[m] curtido!!!
Até a próxima!!!

sexta-feira, 15 de abril de 2005

TOTENS TRIBAIS

16/04/05 11:55:15
Espero que esteja tudo bem com você(s) quando estiver(em) lendo esta postagem.

Vamos aos assuntos do dia!

1°: Segunda-feira, minha irmã me mostrou uma foto de uma barata que foi encontrada em uma tubulação de águas pluviais da cidade de Sorocaba (SP), por um funcionário do SAAE (que eu não sei o que diabos significa), que ao entrar em uma boca-de-lobo para manutenção, teve a sua perna mordida pela dita cuja. Claro que o cara não hesitou em matar a dita cuja: ou era ela ou a perna dele!!! O animal mede aproximadamente 60 cm e pesa uns 5 kg (caralho!!!), e foi encaminhado para estudo no zoológico Quinzinho de Barros. O biólogo que o recebeu ficou surpreso e disse que, certamente, é de uma espécie desconhecida da ciência, ou mesmo uma mutação genética de um animal menor. Porra nenhuma!!! Os Garou sabem a verdade: É um avatar do Totem da tribo dos Andarilhos do Asfalto – que é a Barata, símbolo de adaptação, sobrevivência e persistência – que foi encontrado!!! É a prova que somente nós, os Andarilhos do Asfalto, e os Roedores de Ossos permaneceremos depois do Apocalipse e a Terra será nossa!!! Mesmo assim, já foi comprovado que, após uma guerra nuclear, dois dos seres vivos sobreviventes serão os ratos (filhos do Totem Rato, dos Roedores) e as baratas (filhos do totem Barata, dos Andarilhos) – então, nós sobreviveremos!!! (‘Cê[s] não deve[m] estar entendendo nada sobre isso de Garou, Andarilhos, Roedores e totens, não é? Veja[m] mais detalhes sobre estas viagem nos livros de RPG Lobisomem: O Apocalipse, Livro da Tribo: Andarilhos do Asfalto, Livro da Tribo: Roedores de Ossos, The Velvet Shadow: Book of Umbra).

Talvez, você(s) pense(m) que eles estivessem malvestidos (assim como EU me visto para ir à maioria dos lugares que não me são de suma importância), revelando suspeitos contrastes com o vestibulando comum (só se for nos vestibulares do Sul e do Sudeste. Toda prova que eu fui fazer, pelo que percebi, eram pouquíssimas as pessoas que se vestiam formalmente para fazer vestibular. Eu mesmo o fiz quando fiz em 2003 para Engenharia Elétrica, quando fui fazer as duas provas vestido de preto. Nas outras, fui como quem vai vestido pra ir numa videolocadora ou somente para jogar videogame com os amigos fim-de-semana). Pois não estavam vestido to tipo “largados”, mas, como qualquer jovem que pertença à classe média (a qual eu e 99% dos meus amigos e conhecidos INDUBITAVELMENTE não pertencemos) se veste, já que eles pertencem à esta classe, e são filhos de um Engenheiro Mecânico em questão. A verdade é: nada justifica este ato da polícia gaúcha. Só porque eles eram negros e estavam correndo ao portão de prova, enquanto outros que corriam para fazer o teste em questão eram brancos, e, por isso, não foram bruscamente parados e detidos.

Para terminar, hoje é o Dia do Desenhista. Parabéns a feras como João Bento, Maurício de Souza, Joe Bennett (o único brasileiro que sobrou na Marvel – e ele é paraense!!!), Ziraldo, Carlos Zéfiro, Laete, Glauco, Fernando Gonzales, Angeli, Will Eisner, Bob Kane, John Romita Sr. e John Romita Jr., Frank Miller, Bill Waterson, Bill Siekenwickz, Charles Schulz, Steve Ditko, Alex Ross, Moebius, Serpieri, Yoshiuki Sadamoto, Akira Toriyama, Goseki Kojima + a todas as pessoas que desenham para sobreviver!!!!
Como eu prometi, aí está o poema . Espero que você[s] curta[m]. talvez, eu não sei, você[s] se identifique[m], mas.... eu não sei, cara[s]. eu mão sei.


TINGINDO O DIA DE NEGRO
As nuvens se tornam cada vez mais densas
Não importa em que horário esteja
Ao amanhecer, ao entardecer, ao anoitecer
O objetivo é sempre o mesmo
O objetivo é chover.
Sempre chove no dia do fim
Sempre chove no dia do fim
Ou o dia começa... ou o dia termina lindo
Céus azuis sem nuvens.
Céus negros sem nuvens
somente com estrelas.
E nunca sabemos o que pensar
Só que sentiremos muita falta
De quem se foi.
E então Deus tinge o dia de negro
Para que nós possamos colori-lo novamente
Das cores que nos fazem felizes realmente
Até que aprendamos a rir e a sorrir outra vez
Como era antes da chuva.
E então Deus tingiu aquele dia de negro
Fazendo pares de olhos tornarem-se vermelhos
E então, chega! É hora de seguir em frente
E apenas olhar para trás para não esquecer-se jamais.

:: obrigado Márcio Lins de Carvalho, Elias Silva Nascimento, José Rafael Pimentel Barata e Daniel Vieira de Pina Carvalho ::
:: inspiração do poema: o Estágio 40 da obra Neon Genesis Evangelion – escrita e desenhada por Yoshiyuki Sadamoto – chamado Tingindo o Entardecer de Negro ::



Frase do dia: “A tarefa mais difícil é aprender a esquecer quem aprendemos a gostar.” É uma puta verdade, 'cê[s] não acha[m]?!? Se é...

Espero que você[s] tenha[m] curtido!!!
Até a próxima!!!

terça-feira, 12 de abril de 2005

BALUARTES JUVENIS

11/04/05 10:42:24

Espero que esteja tudo bem com você(s) quando estiver(em) lendo esta postagem. A vida vai muito bem, obrigado. Eu vou levando a porra da vida na base dos chutes: estudando aqui, dormindo ali, pensando um monte de merdas que ficam se atropelando, bebendo, fumando, discutindo com a minha mãe, lendo umas HQ’s. Essa é a porra da vida que – eu assumo com todas as letras! – eu não agüento mais viver!

Pra começo de conversa, semana passada, ao ir pro Centur, renovar aquele livro de Código Civil (que comentei em Piadas de Mau Gosto), descobri que, naquela semana (do dia 06/04 [Quarta-feira] até ontem [10/04/2005]), eles passariam um documentário chamado Teen Spirit – Um Tributo a Kurt Cobain. Claro que fui ver – tanto na Quinta-feira [07/04/] quanto ontem, o último dia –, já que o Nirvana fez parte da minha adolescência e as letras do Kurt influenciaram bastante a minha poética. Cara[s], o documentário foi muito foda, e a única coisa que matou foram as legendas; tinham uns momentos que os entrevistados falavam um monte de coisas e: ou as legendas correspondentes ao que ele falava não apareciam na tela ou apenas uma legenda ficava na tela, enquanto ele [o entrevistado em questão] falava e falava e falava. Mas isso não tirou o brilho do documentário, que DEVIA ter sido passado nessa época, porém no ano passado (mas, assim como este ano, de grátis, entrada franca), quando a morte dele (eu particularmente acho que ele foi assassinado a mando da cachorra daquela vagabunda daquela vadia daquela mulher dele, a Courtney Love) fez dez anos. Mas, honesta e sincera e francamente, eu queria que um grande amigo meu, que faleceu em 2000 (mais detalhes na segunda parte da postagem (Des)Casos de Família) chamado Rosinaldo Costa Melo estivesse aqui para poder ver essa pérola. Cara[s], ele simplesmente AMAVA o Nirvana e sabia cantar todas as músicas. Eu ainda ‘tô pra ver um cara ou uma garota que goste tanto do Nirvana quanto ele gostava. Ele podia não ter grana pra adquirir tudo o que saía sobre os caras, mas.... Ele era do caralho, um dos melhores amigos que já tive. E... já chega, já chega.
Logo após o término da película, eu me perguntei “Porra, a filha dele [Frances Bean Cobain] já deve estar com uns 11 anos (ela nasceu em janeiro ou e fevereiro de 1993). Imagina quando ela tiver com uns 16, 17, 18 anos e ver este vídeo sobre o pai, ou pegar aquelas biografias não-autorizadas pra ler, ou até o (ótimo, incrível e fantástico Mais Pesado Que O Céu – Uma Biografia de Kurt Cobain, do Charles R. Cross, que teve colaboração da vadia citada anteriormente, que cedeu parte dos diários de Kurt) pra ler e pra ver. O que será que ela vai pensar?”

Eu até fiz um texto que fala sobre o Nirvana e a influência dele nas vidas das pessoas que ouviam o som deles. Ele foi escrito de uma só vez em uma viagem de volta dentro de um ônibus da linha Maguari enquanto eu voltava do cinema. Não me perguntem a razão, mas ele (o texto) se chama Onde Não Existe Carnaval. Ele é assim:

ONDE NÃO EXISTE CARNAVAL


“Eu tenho um coração.”– Renato Russo, na letra de “Aloha”, presente no álbum A Tempestade ou o Livro dos Dias, de 1996

Às vezes, na vida de todas as pessoas, nós apenas sentimos, sem saber explicar estes sentimentos em relação ao mundo e às pessoas ao nosso redor, e, inclusive e acima de tudo, a nós mesmos e como encaramos tudo o que vivemos.
Todavia, algumas pessoas têm o maravilhoso Dom de expressar estes sentimentos em forma de pintura, dança, poesia, música, etc. e algumas poucas realmente conseguem expressá-los em poesia e em música, e, através das mesmas, juntas e de uma só vez, conseguem abrir e tocar os nossos corações de tal maneira que nunca mais esqueceremos.
Ele conseguiu de tal forma fazer isso com os adolescentes do início da última década do século passado – e ainda consegue fazer com muitos jovens de hoje, apesar dos Linkins Parks e Evanescences da vida – que ainda permanece e para sempre estará como um ícone que se mantém intocado como seus imortais antecessores, que – ao contrário dele – partiram sem dizer adeus, e – como ele – de forma trágica e estúpida. Aparentemente e para sempre sem uma razão aceitável.
Mito. Herói. Amigo. Rebelde. Louco. Contestador. Adorável. Amoroso. Delicado. Determinado. Muitos adjetivos pelos quais pode-se defini-lo. Tão igual e tão diferente de nós. Porém, através de seus atos e de suas obras, não permitia que nos sentíssemos (e que nos sintamos) sozinhos. Tal qual em canções de outras bandas, ao ler-se algumas de suas letras, é possível concluir “eu não estou sozinho! Eu não sou o único/a única a me sentir assim no mundo!”, de tal forma que era (e é) impossível não se sentir aliviado, e, ao mesmo tempo, entorpecido. Não é todo dia que uma banda consegue fazer uso com suas canções. É realmente impossível não ter se sentido pelo menos uma vez na vida como ele se sentiu e descreveu em suas letras, possuidoras de incomum capacidade de consolar, emocionar, enlouquecer, acordar, assustar, destruir, querer gritar bem alto – tudo isso junto e muito, muito mais!!! Bem, seria muito lugar-comum, demasiadamente simples confirmar isso; entretanto como já dito: “é mais fácil falar do que sentir.” E como é...
Ele servirá de guia para futuras gerações de jovens solitários, inconformados, incompreendidos e desorientados, com um mundo todo contra eles. Pois eles terão o mais importante: as músicas e as letras, e – o mais importante – a essência e os sentimentos presentes nas mesmas para orientá-los. Assim como ele – e como todos nós – terão seus corações e deverão ouvi-los, quando a razão e a lógica não forem suficientes para se resolver os problemas que a vida traz e nos joga na cara.
Seu nome é Kurt Donald Cobain, ou simplesmente Kurt Cobain, que, junto a Krist Novoselic e Dave Grohl – separadamente, já que juntos, formavam o NIRVANA – marcaram seus nomes na história da música, e, com suas canções, as vidas de muitos e muitas jovens, para o bem ou para o mal. E esses muitos e essas muitas fazem absoluta e concreta questão de não pensar o que seria caso o trio vindo de Seattle não tivesse aparecido sob os holofotes o mesmo surgido, já que suas vidas podem ser divididas em “antes do Nirvana” e “depois do Nirvana”. Impensável.
Afinal, tudo tem um fim. Inclusive as “explicações” de como Kurt, Krist e David conseguiram mudar os cursos dos rios chamados música e mentalidade juvenil, porém, escrita com todo o coração, após o assistir de um tributo aos mesmos, que foi um dos maiores “power trios”, tal qual os Três Patetas, o Cream, o Jimi Hendrix and the Experienced, Krisiun, Engenheiros do Hawaii até 1993, entre muitos outros.
Mas, eu não sei. Eu, sinceramente e honestamente, espero de todo o meu coração detonado por causa de cigarros e de (adoráveis e amáveis e destruidores e assassinas) bebidas alcóolicas (desculpem, mas eu AMO beber, entretanto nem sempre o que se ama é bom e faz bem – meus neurônios mortos e minha coordenação motora afetada que o digam) que este texto possa fazer sentido para alguém; um sentido honesto, verdadeiro e sincero e tudo o mais que possa tocar um coração, assim como as canções do Nirvana tocaram o meu, já que sou humano e, como tal, sinto raiva, angústia, medo, fraqueza, desespero, afeto, respeito, orgulho, tristeza e todos os sentimentos que somente nós, as mais fantásticas e estúpidas criações que Deus pôs na Terra, podem desfrutar e aprender com elas.
Kurt, Krist, Dave: Nirvana, obrigado por tudo!
Kurt, onde você estiver, espero que tenha conhecimento desta (“humilde”? “modesta”?) homenagem de um fã, que tentou, ao menos, traduzir em palavras, o que ele e muitos fãs por todo o mundo sentem por você e por sua obra.
Atenciosamente,
Rafael Alexandrino Malafaia

Eu também fiz um poema, escrito em 12 de setembro de 2002, chamado Para o Nosso Amigo Kurt Cobain. Espero que você[s] gostem!

PARA O NOSSO AMIGO KURT COBAIN
Quando estou triste
Quando estou com raiva
E ouço você cantar
Eu fico cantar
Ê, eu fico bem
E não quero que ninguém
Venha me explicar a razão
O porque
De toda vez que ouvir suas músicas
Lembrar de “vida”
Lembrar de “esperança”
Lembrar de “coisas boas”
Então tenho certeza
Que vou ficar bem
Que vou ficar legal
Aconteça o que acontecer
Venha o que vier
E algo muito bom me diz
Que onde você está
Esteja onde você estiver
Você está muito bem
Você está bem legal


Na próxima postagem, vou colocar um poema chamado Tingindo O Dia De Negro, que fala justamente sobre pessoas que já disseram “tchau” e o impacto que isso causa na gente.

Espero que vocês tenham curtido!
Cuide[m]-se bem!!! Até a próxima!!!

domingo, 3 de abril de 2005

PIADAS DE MAU GOSTO

sábado, 2 de abril de 2005
13:36:20
Hail, Hail!
Espero que esteja tudo bem com você(s) enquanto estiverem lendo esta tosqueira do caralho. E aí? Como foi a semana? A minha foi um ó! Poderia ser melhor! Sinceramente, eu gostaria de ter algo legal pra postar aqui (acreditem, não aconteceu nada interessante o suficiente comigo pra poder ser postado em um blog tão “bacana” quanto o meu [risos]), a não ser que estou estudando pra maldita prova do TRE (Tribunal Regional Eleitoral, para quem não sabe). Cara(s), EU NÃO AGÜENTO MAIS ESTUDAR ESSA PORRA! É MUITA MERDA PRA MINHA CABEÇA!!! Imagine(m) o seguinte: é um monte de ladainha que os caras que “sabem das coisas” poderem usar seus “plenos poderes” para poderem ferrar aqueles que não sabem das coisas que eles sabem. Caralho, tem cada estatuto e cada lei que eu diria que é uma piada, e, caso alguém me dissesse que existissem, não acreditaria nem pelo caralho – não se não os tivesse lido, diga-se logo. É cada coisa que, puta que pariu do caralho....
Quinta-feira passada (31/03/2005), fui ao Centur (nome “popular” da Biblioteca Pública Artur Viana) pra pegar uns livros emprestados, e, pra variar, ler umas HQ’s (você[s] sabe[m] que eu não vivo sem HQ’s!) novas. Quanto aos livros: Código Civil (Forense Universitária, 985 páginas), de R. Limongi Franca, e mais um de Introdução à História da Filosofia, para a minha irmã. “Quais foram os Quadrinhos que eu li?” No Coração da Tempestade (ótima e fantástica são apenas diminutivos para definir esta obra-prima) do mestre Will Eisner – falecido em fevereiro último –, além de umas Hellblazer e umas SuperAventuras Marvel (infelizmente já falecida), pra poder ler umas aventuras das antigas boas fases do Thor e do Justiceiro.
Código Civil? Eu peguei este livro pois nele estão contidos o Código Civil em questão, Códigos Complementares, além da (tcharam-tcharam) Constituição da República Federativa do Brasil. Grande, não? Eu peguei este livro por causa destes DOIS motivos! Porra, eu pensei “este aqui deve ser bom! Tem Código Civil e Constituição Federal. Então ‘tá ótimo!”. Beleza. Quando estou no ônibus, indo pra casa, eu abro na Constituição da República Federativa do Brasil e vejo um papel escrito “faltando as páginas 171 a 188”. Ou seja, do ARTIGO PRIMEIRO até o ARTIGO CENTÉSIMO-SEPTUAGÉSIMO-SEGUNDO!!! Caralho, esses caras não valem nada mesmo. É o fim, cara(s), é o fim. Todavia, foi nesta Constituição da República Federativa do Brasil que eu encontrei algumas coisas (bem) engraçadas, como o Artigo Duzentos e Vinte e Sete, no Capítulo VII, o DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE E DO IDOSO (ou seja, para os caras que fizeram este capítulo, esses caras são tão inúteis e imprestáveis que têm que ser colocados em somente UM capítulo, ao invés de dedicar um pra cada um). Bem, vamos ao Artigo, que é assim (não se admire[m] se começar[em] a rir quando estiver[em] lendo):

Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

Agora, vamos aos Parágrafos Um e Dois deste Artigo

Parágrafo 1°: O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança e do adolescente, admitida a participação de entidades não governamentais e obedecendo aos seguintes preceitos:
(...)
II - criação de programas de prevenção e atendimento especializado para os portadores de deficiência física, sensorial ou mental, bem como de integração social do adolescente portador de deficiência, mediante o trabalho e a convivência, e a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos.
Parágrafo 2°: A lei disporá sobre normas de construção dos logradouros e dos edifícios de uso público e de fabricação de veículos de transporte coletivo, a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência.

Agora, vamos a algo tão engraçado quanto o já citado. É o Capítulo VIII, o DOS ÍNDIOS.

Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições e dos direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.

Para fechar (há, há, há) a “Seção Comédia” de hoje, os Parágrafos referentes a este capítulo, com exceção do Sétimo – além do Artigo 232, do mesmo Capítulo. Enjoy it! (divirta[m]-se!)
Parágrafo 1°: São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.
Parágrafo 2°: As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas dos solos, dos rios e dos lagos nela existentes.
Parágrafo 3°: O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes asseguradas participação nos resultados da lavra, na forma da lei.
Parágrafo 4°: As terras de que trata esse artigo são inalteráveis e intransponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis.
Parágrafo 5°: É vedada a remoção dos grupos indígenas, salvo ad referendium do Congresso, em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em riso sua população, ou no interesse da soberania do País, após deliberação do Congresso nacional, garantido, em qualquer hipóteses, o retorno imediato logo após que cesse o risco.
Parágrafo 6°: São nulos e extintos, não produzindo efeitos jurídicos, os atos que tenham por objetivo a ocupação, o domínio e a posse das terras a que se refere este artigo, ou a exploração, ou a exploração das riquezas naturais dos solos, dos rios e dos lagos nela existentes, ressalvando relevante interesse público na União, segundo o que dispuser lei complementar, não gerando a nulidade e a extinção direito a indenização ou a ações contra a União, salvo, na forma da lei, quandoas benfeitorias derivadas da ocupação de boa-fé.

Art. 232. Os índios, suas comunidades e organizações são parte legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses, intervindo o Ministério Público em todos os atos do processo.

Por hoje, é só. Você[s] quer[em] dar umas boas risadas? Basta abrir a Constituição da República Federativa do Brasil nos capítulos que citei aqui e comparar a realidade do país. Eu garanto que você(s) vai(vão) se divertir pra caralho! Enjoy it!

Hoje não tem frase do dia. Entretanto, vou colocar este diálogo do Fera (pra quem não sabe, Henry McCoy, personagem da formação original dos X-Men – composta também por Garota Marvel [Jean Grey], Homem de Gelo [Robert Drake], Ciclope [Scott Summers] e Anjo [Warren Worringhton III]–, criados por Stan Lee e Jack Kirby em, 1968) com Mary Jane – a Mulher-Aranha de uma realidade alternativa, que pode ser encontrado na história Um Segundo Adeus, presente na X-Men Extra do mês de Março deste ano. O diálogo (que encerra a história) é este:
Fera: Só posso afirmar o que lhe disse, MJ. Elas se foram. Mary, você está bem?
MJ: Tô.
Fera: Está mesmo?
MJ (com os olhos rasos de lágrimas): Não, mas falar assim me ajuda.

Espero que você(s) tenha(m) curtido!!!
Se cuide(m) – cuide(m) bem de você(s) mesmo(s)!!!
Até a próxima!!!

segunda-feira, 21 de março de 2005

MELANCOLIA ABSOLUTA

domingo, 20 de março de 2005
23:00:21
Hails!
Espero que esteja tudo bem com você(s) quando estiver(em) lendo esta postagem. Eu vou muito bem, obrigado. Bem, na medida no possível, é bom que se diga logo.
Que mal lhe (vos) pergunte: qual foi a última vez que você(s) leu(leram) ouviu(iram) ou assistiu(iram) alguma coisa que o(s) fez chorar? Aquela coisa que deixa o coração extasiadamente feliz ou incomensuravelmente triste? Sei lá, uma canção que faz lembrar da pessoa que se amava, um trecho de um livro que faz lembrar de uma situação (boa ou ruim) que foi vivida, coisas assim, você(s) sabe(m)..........

A última vez que isso aconteceu comigo foi hoje, quando estava uma OBRA-PRIMA dos Quadrinhos em meu poder. A história começa da seguinte maneira:
Ontem à noite, lá pelas dez e meia, onze horas, fui beber com uns amigos meus lá do PAAR. Bebida vai, bebida vem, até que onde estávamos bebendo (que é uma Lan House, eu até joguei um pouco de Need For Speed: Underground; eu não sabia que estava tão ruim!) tem um local onde a banda de uns cãonhecidos nossos tocam (eles têm uma banda de metal chamada NorthWild; formação: Caco [guitarra], Diego [vocal], Rafael [bateria] e Robbie "Ass Master" [baixo]. De vez em quando, eu traduzo umas letras deles do português para "a língua oficial do metal", o inglês) que fui para dar uma olhada, e - pasmem! - depois de dar uma fuçada por lá, acabei achando a obra-prima em questão, chamada Reino do Amanhã, escrita por Mark Waid e desenhada por ninguém menos do que Alex Ross (que desenhou outras obras-primas, como Super-Homem: Paz na Terra [eu tenho!], Mulher-Maravilha: Espírito da Verdade [eu tenho!], Shazam: O Poder da Esperança! [eu tenho!], Liga da Justiça: Liberdade e Justiça [AINDA não tenho!] e Batman: Guerra ao Crime [que AINDA não tenho também] [obs.: todas elas além de {belamente} desenhadas por Mr. Ross, foram {magistralmente} escritas por Paul Dini]. Logo supus que elas pertenciam a um amigo meu, o Sullivan (que, como eu, é apaixonado por HQ’s - ver o 8 e o 9 parágrafos da postagem passada - (Des)Casos de Família - para mais detalhes sobre o figura). Mas é claro que o cara me emprestou!!! Pô, mas eu cheguei tão chapado em casa (não tanto quanto eu gostaria), mas não consegui ler as belezuras..
Hoje de manhã. De manhã, Não, já que já estava perto do meio-dia, né? Mamãe me pediu pra comprar $0,50 de cheiro verde na feira. Fui lá e aproveitei pra ler, no caminho, Terra X: O Mundo Mutante (escrita por e desenhada por; saiu em 1998, mas não pela então proprietária dos direitos da Marvel Comics no Brasil, a Abril Jovem, e sim pela Mythos Editora, que fez um trabalho fantástico a publicando: em formato americano e papel especial - quem dera se a Abril fizesse isso para todas as suas edições especiais, como a já citada Reino do Amanhã [quem dera se eles tivessem dado a Reino o mesmo tratamento que Marvels (também desenhada por Ross), Paz na Terra, Espírito da Verdade, O Poder da Esperança!, Liberdade e Justiça {que foi publicada pela Panini} e Guerra ao Crime receberam na época de suas respectivas publicações]). Infelizmente, só consegui a primeira edição de O Mundo Mutante com o Sullivan, pois fiquei extremamente curioso pra saber o que vai acontecer a partir da segunda parte desta saga.
Ao voltar, peguei as quatro edições de Reino, sentei no sofá da sala e comecei a ler. Até que chegou um grande amigo da "velha guarda", chamado Armando Monteiro de Souza Júnior (o cara que citei no décimo parágrafo de O Mundo Ainda Não Acabou). "Nóis colocou" a conversa em dia sobre uns assuntos e umas merdas que futuramente hão de requerer nossa atenção. Mostrei pro cara, e ele, também, ficou extremamente curioso para ler esta saga. Logo após sua partida, me joguei de novo no sofá para acabar de ler o diamante que eu tinha em mãos. E, a cada página lida, eu tinha a certeza cada vez mais renovada de que tudo que falaram em revistas especializadas ou não e das ótimas críticas que meus conhecidos versados em Cultura de Quadrinhos teceram sobre esta obra.
Ao terminar [suspiro profundo], eu não sei, entende(m), eu simplesmente não sei o que aconteceu comigo, mas lágrimas começaram a verter de meus olhos. Tive que esconder meu rosto para que mamãe e Raquel [minha irmã] não me vissem assim. Uma das últimas coisas que quero no mundo é que elas duas me vejam chorando por causa de quadrinhos - se elas já falam uma infinidade de merdas sobre as coisas que leio, não quero nem imaginar o que elas diriam se me vissem às lágrimas por causa das Comics [quadrinhos]. Tem vezes que eu acho que só elas não se importam com quem eu sinto. É, muitas vezes, elas me dão motivos realmente plausíveis para acreditar nisso. Com as revistas em mãos, fui até meu quarto, fechei a porta, sentei na borda da minha cama, pus as revistas ao meu lado, e desatei a chorar. Chorar de verdade. ‘Tá certo que não chorei como quando a japonesa me deixou, mas, caralho.................
Eu não vou mentir pra você(s), mas não é tão ruim se sentir assim, não é mesmo. “Às vezes é bom se sentir ruim”, entende(m)? Se sentir mal pra poder curtir melhor a vida e as coisas que se tem - sejam elas boas ou ruins, pra poder se sentir melhor que está vivo, inteiro, enquanto tem um monte de gente fudida, sem membros (superiores ou inferiores) ou sem dinheiro pra poder viver. Como diria Humberto Gessinger (mas eu já gosto de citá-lo, não?) em "Infinita Highway": "Se tanta vive sem ter como viver". É isso, entende(m)?
Bom, é isso. Espero que você(s) tenha(m) entendido a mensagem.


A frase do dia é "Maravilhas nunca faltaram ao mundo; o que sempre falta é capacidade de senti-las e admirá-las.” Eu, particularmente, não sei de quem é, e espero que alguém possa me dizer de quem é. Mas, assim mesmo, espero que você(s) tenha(m) gostado.
Quanto à sugestão de banda, ultimamente tenho ouvido bastante uma dupla dos anos 60 - da mesma época do The Doors (Ave, Morrison!), Grateful Dead e Jefferson Airplane - chamada Simon & Garfunkel (originalmente Paul Simon & Arthur Garfunkel), que têm algumas canções fantásticas, maravilhosas como The Boxer, “Cecilia, “Bridge Over Troubled Water”, “The Leaves Are Green”, “Kathy’s Song, For Emily, Wherever I May Find Her, “Song for the Asking”, “April Come She Will, entre MUITAS outras. Eu ouço esse som desde, sei lá, dezesseis anos, e, desde quando ouço, eu me apaixonei na hora.

Espero que você(s) tenha(m) curtido!!!
Até a próxima!!!

sexta-feira, 18 de março de 2005

(DES)CASOS DE FAMÍLIA

18:37:18
Hails!
Espero que esteja tudo bem com você[s] quando estiver[em] lendo isso. E aí? Como vai a vida? A minha ‘tá indo: sem emprego, sem dinheiro e sem mulher (e acredite[m] se quiser: sem punheta também!). Isso não é vida. Claro que tudo estaria MUITO MELHOR se eu tivesse dinheiro, uma namorada (bonita e gostosa, é claro!), um emprego bacana (dentro da minha área do Técnico, diga-se logo), um pedal de distorção onde eu pudesse ligar minha guitarra, e - pra terminar os projetos de realização pessoal - ter uma bateria pra poder tocar um bom HC. Sem contar que seria ótimo se e tivesse passado na prova da UFPA (confuso[s]? leia[m] as postagens O Mundo Ainda Não Acabou e Esperança, respectivamente, para saber do que estou falando); ótimo, não – ótimo é diminutivo. Seria FANTÁSTICO, EXCELENTE, MARAVILHOSO, pra dizer o mínimo.


Isso serve de introdução para um dos principais assuntos desta postagem.
Você[s], por algum acaso, já sentou[aram] e par ou[aram] para ver aquele programa que passa no SBT, de Segunda à Sexta, que passa antes do Chaves (um dos baluartes televisivos da minha infância e que perdura até hoje; repita[m] junto comigo: Hails, Roberto Gomes Boloñoz), chamado Casos de Família, que é até apresentado pela (coroa gostosa) da Regina Volpato, que apresenta uns quebras firmes entre familiares, sejam eles pais e filhos, mães e filhas (muito freqüente), esposos e esposas (muito freqüente também), pais e filhas, mães e filhos (muito raro, pelo menos, desde quando comecei a assistir este programa) e coisas assim, com temas como Ela Não Pensa no Futuro (que foi o de hoje; tinha até uma loirinha muito gata de 15 anos chamada Luana, que até se parece com a p*** da Avril Lavigne, que é uma puta de uma ingrata que trata a mãe dela [que aparenta ter sido muito bonita na juventude] pior do que o trato do cachorro que pertence à minha irmã. Mãe, se a senhora ler isso algum dia [o que eu acho MUITO improvável], saiba que: EU SOU GRATO DE TODO MEU CORAÇÃO POR TODAS AS COISAS BOAS QUE A SENHORA FAZ PRA MIM), Caia na Real! Pare de Sonhar, Ele(a) É Muito Preguiçoso(a), Afinal, O Que Você Quer da Vida? e coisas assim. Caralho, cara[s], eu achei que eu era o pior de todos, o mais vadio, o mais preguiçoso, o mais desinteressado, o mais sem-noção; todavia, quando assisto este programa, percebo que tem gente que É MUITO PIOR do que eu - ao menos, nos aspectos que o tema do programa em questão pede. Puta que pariu, eu vejo cada coisa lá que... caralho, não tem nem como comentar aqui.
Mamãe vive reclamando deste programa, dizendo que eu só perco o meu tempo o assistindo. Mas, ainda bem que ela não o faz, pois, com os temas que ele tem, eu estaria condenado á morte. Eu até sei o que ela diria: “você quer acabar como eles, é? Eu sei que não quer. Então faz alguma coisa, se move. Você não pode acabar assim, como eles!” (é estranho dizer, mas acabei de lembrar daquele parágrafo de O Mundo Ainda Não Acabou, que fala sobre o carão que a coroa me deu sobre estagnação e falta de perspectiva [na dúvida qual é? é o décimo-terceiro parágrafo]).
Apesar de todos os pesares e concluindo. Aquele programa, apesar de tudo, é legal. Parabéns pelo programa, Regina. E também por me mostrar que não importa o quanto eu seja ruim, SEMPRE VAI TER ALGUÉM PIOR DO QUE EU. Rê [olha esta intimidade!], caso você queira entrar em contato para algum contato ou conversa sobre o que está escrito aqui, escreve para rafaelgarou@gmail.com, ok?


Para terminar o assunto “mamãe”. Apesar de todas as mancadas que a SUPER vem dado ultimamente, a assinatura da mesma ainda vale à pena (como eu disse no parágrafo anterior, “apesar de todos os pesares (e de todas as reportagens absurdas que não estão à altura da SUPER, mas, que, assim mesmo, foram publicadas na revista)”. Segunda-feira, se não me engano, chegou o boleto de Renovação de Assinatura. Eu perguntei pra ela, na mesma noite, se renovaria a assinatura. Resposta? “Não, não vou. Não dá nenhum tipo de retorno. Cultura não é pra pobre. Pobre tem é que ter comida na mesa e dinheiro pra poder pagar as contas”. Você[s] deve[m] imaginar a cara que fiz ao ouvir isso. Então, questionei-lhe se não renovaria a assinatura da IstoÉ ou, já que acabaria [assinatura da] SUPER, poderia fazer da Scientific American ou da National Geographic (que são muito do caralho também; a primeira então nem se fala, já que lembra a SUPER na boa época, quando era muito mais CE [Ciências Exatas] e CB [Ciências Biológicas] do que CH [Ciências Humanas] e LA [Letras e Artes]). Na noite da Terça-feira, questionei-lhe novamente sobre as assinaturas, e ela, novamente, deu a mesma resposta.
Valeu! Muito Obrigado! A Burguesia Venceu! É isso mesmo que eles querem que nós, desprovidos de recursos e os mais desprovidos de recursos do que nós querem que pensemos. É por isso que a porra do país escroto no qual vivemos não vai pra frente.
É o fim, cara[s]. É O Fim!


Quanto ao último assunto desta postagem: eu estava conversando com uns amigos meus no PAAR, e um deles [um grande sacana chamado Daniel Sullivan Queiros Mascarenhas, que é um cara muito foda] falou que tinha sonhado que havia se enforcado em uma corda que estava no quarto dele, e depois tinha ido ao Canteiro (ponto de encontro da turma do PAAR que curte rock’n’roll), e começou a conversar com os caras, mas ninguém falava com ele. Até que o pulha voltou à sua casa e se viu lá, roxo, com a língua de fora. MAS É CLARO QUE EU FIQUEI EM PÂNICO QUANDO ESCUTEI AQUILO, já que, quando eu tinha dezessete anos (ano longínquo ano de 2000), um grande amigo meu havia se matado porque não agüentava mais viver depois de tudo que acontecera com ele. Foi horrível, cara[s]. Imagine[m] o que um impacto disso causaria na mente de um moleque de DEZESSETE ANOS. ‘Tá certo que alguns parentes meus já haviam morrido, mas aquilo... [suspiro profundo] Nenhum deles era tão próximo a mim e criado um laço de amizade tão forte quanto eu e ele (ou qualquer amigo meu da época) havíamos criado. Foi um choque, uma porrada escrota pra caralho - tanto que faltei uma semana direto na aula (na época, eu fazia Convênio, o último ano do antigo Segundo Grau), e, mesmo quando eu voltei, ainda fiquei muito azedo. Azedo de verdade por causa disso.
Os caras, principalmente o Sullivan, se assustaram, e trataram logo de me acalmar, pois eu havia começado a gritar “Porra, pára com essa porra. Não fala uma coisa dessas nem de brincadeira!” Então, ele se mancou da merda que havia dito, pois eu falei o que eu havia passado, e tratou de se desculpar pelo fato. Espero que nenhum deles tenha ficado puto ou coisa assim comigo, mas, mediante as circunstâncias passadas........................................
Tem duas letras do CPM 22 que exprimem muito bem como ele deve ter se sentido antes de ir (“Atordoado” e “Amigos Perdidos”, do álbum Chegou a Hora de Recomeçar, de 2002) e uma do Legião Urbana (“Love in the Afternoon”, do O Descobrimento do Brasil, de 1993). Claro que ele se sentia muito “A Via Láctea” (de A Tempestade ou O Livro dos Dias, de 1996, ano de morte do Renato). Ele AMAVA o Nirvana e eu acho que somente “Dumb” (do In Utero, de 1993) se encaixa na situação dele antes que....... você[s] já sabe[m], né? E é claro que as letras destas músicas estão disponíveis pra você[s] copiar[em] e usar[em] como quiser[em]

AMIGOS PERDIDOS
O mundo está mesmo louco
Pra que te levar assim
Sem ao menos me dar um tempo?
Terminar o que não teve fim

Não dá mais para agüentar
Aonde isso irá chegar
Por causa de um erro de alguém
Sem um porque?
Se é que existe um por quê

Parar de me perguntar
Por que aconteceu assim
Muitos passarão por isso
Não quero pensar assim!

Enquanto isso eu vejo aqui
Disposição pra conseguir
Por tudo que ele sonhou
Com um por quê
Sem um porque?
Se é que existe um por quê!

:: cpm22 ::
:: chegou a hora de recomeçar ::
:: 2002 ::



ATORDOADO
Foram-se os dias
Manhãs, tardes e noites a esperar.
Toda uma vida
Esperança de uma chance pra mostrar.
Desiludida
A ponto de tentar tudo apagar de uma só vez.
Buscando ainda
Dignidade e respeito.
Uma saída
Pra um momento de desespero.
Com as mãos vazias e a mente atormentada a ponto de tudo arriscar.

E agora o que sobrou?
Tristeza é o que ficou?
Achar uma maneira de sair daqui!

Atordoado ele se foi
Dizendo que não agüentou
Cobranças de um mundo o qual não entendeu jamais.
Atordoado ele se foi
Parece que não mais voltou
Desistiu de tentar mais uma vez aqui.

Nada pode lhe parar
Voltar a ver o sol nascer
Tudo o que possa alcançar
Será que é tarde pra viver?

:: cpm22 ::
:: chegou a hora de recomeçar ::
:: 2002 ::



LOVE IN THE AFTERNOON
É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais.

Quando eu lhe dizia:
- Me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada,
Você sorriu e disse:
- Eu gosto de você também.

Só que você foi embora cedo demais
Eu continuo aqui, com meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
Um dia de chuva, um dia de sol
E o que sinto não sei dizer.

- Vai com os anjos! Vai em paz.
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade até a próxima vez.

É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais.

E cedo demais
Eu aprendi a ter tudo o que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu, que tive um começo feliz
Do resto não sei dizer.

Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre, mas eu sei
Que você está bem agora
É só que este ano
O verão acabou
Cedo demais.

:: legião urbana ::
:: o descobrimento do brasil ::
:: 1993 ::



A VIA LÁCTEA
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Mas não me diga isso
Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela parecerá uma lágrima
Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor
Mas não me diga isso
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia não é
Eu nem sei por que me sinto assim
Vem de repente, um anjo triste perto de mim
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado por pensar em mim
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser quem eu sou
Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim
Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim

:: legião urbana ::
:: a tempestade ou o livro dos dias ::
:: 1996 ::



DUMB :: Estúpido
I’m not like them (Não sou como eles)
But I can pretend (Mas posso fingir)
The sun is gone (O sol já sé foi)
But I have a light (Mas tenho uma luz)
The day is done (O dia acabou)
But I’m having fun (Mas estou me divertindo)

I think I’m dumb (Acho que sou um estúpido)
But I think I’m just happy (Ou talvez eu seja apenas feliz)
I think I’m just happy (Acho que sou apenas feliz)

My heart is broke (Meu coração está quebrado)
But I have some glue (Mas tenho um pouco de cola)
Help me to inhale (Me ajude a inalar)
And to mend with you (E a fazer as pazes com você)
We’ll float around (Flutuaremos)
And hang out in on clouds (Passaremos um tempo nas nuvens)
Then we’ll come down (Depois desceremos)
And we’ll have a hangover... have a hangover (E ficaremos de ressaca... ficaremos de ressaca)

Skin the sun (Descasque o sol)
Fall asleep (Adormeça)
Wish away (Deseje longe)
The soul is cheap (A alma é barata)
Lesson learned (Lição aprendida)
Wish me luck (Me deseje sorte)
Soothe the burn (Alivie a queimadura)
Wake me up (Me acorde)

I’m not like them (Não sou como eles)
But I can pretend (Mas posso fingir)
The sun is gone (O sol já sé foi)
But I have a light (Mas tenho uma luz)
The day is done (O dia acabou)
But I’m having fun (Mas estou me divertindo)

I think I’m dumb (Acho que sou um estúpido)

:: nirvana ::
:: in utero ::
:: 1993 ::




(segundo o Jornal Nacional, o Brasil é o país que mais sofre de acidente de armas de fogo no mundo, o que tem maior de armas de fogo ilegais no mundo todo - ISSO É UMA MERDA!)

A frase do dia é de uma poetisa chamada Ana Paula Nascimento Ramos, e é assim: “Lembre-se!!! Quando pensar em ferir alguém, lembre-se que você pode estar dentro do coração desse alguém.”

Cuide[m]-se bem!!!
Até a próxima!!!

terça-feira, 8 de março de 2005

ESPERANÇA

Hails!
Espero que esteja tudo bem com você[s] quando estiver[em] lendo esta merda. E o fim-de-semana? Beleza? O meu foi... (como dizer?) aturável só não foi UMA MERDA, pois aluguei um show do Pearl Jam domingo – o Live at Wembley Arena (pra quem não sabe, fica em Londres, que é a capital da Inglaterra), e que foi gravado durante a tour (turnê) do álbum Binaural, lançado em maio de 2000. Na verdade, este show é pirata, sendo oficial somente o CD, que fora lançado junto com todos os outros shows da parte européia desta tour. Intenção? Sacanear os pirateiros, já que aquela época, a pirataria ‘tava com tudo. Será que alguém AINDA lembra do quebra-pau do Metallica contra o Napster?

Voltando ao show do PJ: Caralho, foi lindo ver clássicos como “Sometimes”, “Hail, Hail”, “MFC/Untitled”, “Off He Goes”, “Light Years”, “Corduroy” (eu já lhe[s] disse que AMO essa música? Não? EU AMO ESSA MÚSICA), Thin Air”, “Dissident”, “Even Flow”, “Daughter” (outra das minhas favoritas), “Smile” (sem palavras, cara[s], sem palavras...), “Nothingman”, “State of Love and Trust”, “Rearviewmirror” (música bacana + música pesada + letra bacana + melodia do caralho = Rearviewmirror. Repita[m] junto comigo: “I gather speed from you fucking with me / Once for an all I’m far away / Hardly to believe / The shades are finally RAISED”), “Elderly Woman Behind a Counter in a Small Town” (junte o comentário de “Corduroy” com o comentário de “Smile” – esta é minha opinião sobre esta canção), “Last Exit”, e, por fim, “Black” e “Alive”. Claro que tem outras músicas no meio, todavia, estas são AS MAIS importantes pra mim.

Agora, vamos ao assunto principal desta postagem.
Esta madrugada eu tive um sonho, e era o seguinte.
Eu estava fazendo a minha prova do PSS 3. E EU estava me vendo no momento antes de abrir a prova do Primeiro Dia. Até que a sirene começa a tocar, indicando o começo da prova, e me vejo começando a prova. Sem oração, sem preces e sem nada. E então me vejo no Segundo Dia fazendo a mesma merda, porém também vejo a Tânia (uma amiga minha da época Anchieta [1998-1999-2000], que foi minha fiscal de sala. Não convêm dizer aqui qual curso ela faz na UFPA) e o Igor (Nogueira de Carvalho, amigo meu, irmão da Cíntia, que cursava Mineração no CEFET – assim como eu, ele não passou também), que estavam lá, na mesma sala.
Então, concluí o seguinte: eu não passei por ter zerado Biologia e por ter me acabado em Física e Literatura (que fique bem claro, eu me ACABEI, eu não ZEREI esta matéria), mas por ter me esquecido de Deus nos dias da Última Fase. Imagine[m] só: eu ENCHI O SACO DELE até o dia da prova. No PS1 e no PS2, então... QUANDO eu ia estudar. Pra resumir, EU ENCHI O SACO DELE DESDE ANTES DE FAZER CURSINHO ATÉ A VÉSPERA DOS DIAS DO PSS 3. E então, nos dias do vamos-ver-quem-é-que-passa-mesmo, EU ESQUEÇO DELE.
Eu não valho nada mesmo!!!
Eu mereço morrer por causa disso!!!
Só me matando mesmo!!!
Tanto trabalho... tanto esforço... tanta dedicação (‘tá certo que se comparar a minha com a de certas pessoas que conheço, ela simplesmente NÃO FOI NADA) para quê? PARA NADA!!! Eu não consigo acreditar que fiz isso. É uma merda você culpar tal coisa pela sua falha, quando VOCÊ é o verdadeiro culpado pela mesma. Realmente... Sinceramente... Essa não é a primeira vez (é a TERCEIRA – será que eu tenho amor próprio?) que me sinto assim, e posso garantir-lhe[s] que esta não é a MELHOR SENSAÇÃO DO MUNDO. Honestamente, é UMA DAS PIORES.... Espero que você[s] nunca venha[m] a se sentir assim.
Agora que aprendi com o erro, já sei O QUE NÃO FAZER este ano em relação a vestibular. Eu tenho a VONTADE. Eu tenho a DETERMINAÇÃO. Eu tenho o CONHECIMENTO. Eu tenho a FORÇA. Eu tenho os MEUS AMIGOS. Eu tenho o ARSENAL(obs.: apostilas e livros). Agora só falta a FÉ!!!

AGORA SÓ É MANDAR VER NESTA PORRA DE VESTIBULAR!!!

Por enquanto é só. Espero que você[s] tenha[m] gostado... e aprendido alguma coisa com esta minha experiência, ok?

A frase do dia não é bem uma frase, mas uma citação de “Ontem”, do CPM22 (música presente no álbum Chegou a Hora de Recomeçar, de 2002), que se aplica exatamente á esta situação: “Eu só queria voltar no tempo / Pra corrigir todos os meus erros / Eu só queria estar bem perto de mim mesmo.”


Cuidem bem de você[s] mesmo[s]!!!
Até a próxima!!!

sábado, 26 de fevereiro de 2005

O MUNDO AINDA NÃO ACABOU

Hails!
Espero que esteja tudo bem com você[s] quando estiver[em] lendo este troço. Sabe[m], é incrível como, às vezes, as pessoas – mesmo com a melhor das intenções, acabem fodendo com o nosso humor e a nossa vontade – conseguem detonar com os nossos sonhos e com as coisas boas que esperamos, mesmo que estas terminem na mais absoluta merda.

“Por quê?” Acho que você[s] me perguntará[ão]. No último dia 18, saiu o resultado do vestibular de 2005 da Universidade Federal do Pará, que foi considerado o mais difícil (fodido, diga-se logo) dos últimos dez anos. Eu estava crente que havia passado, mas, como sou um ás da Disciplina Biologia, levei o caralho na prova! Ao contrário das minhas expectativas, tirei uma boa nota em Redação (apesar dela ter sido uma bela merda), mas, se não fosse por Biologia.... Pena que, infelizmente!, não haverá repescagem no mesmo curso, já que meus contatos na universidade disseram-me e garantiram-me que TODOS os aprovados se matricularam. Eu até que tinha uma esperança (bem pequenininininha, diga-se logo) de ser chamado, devido ter ficado entre os cinco primeiros após o último colocado (50º de 50 vagas), porém, sendo assim (fodeu-se).......


Agora, vamos à merda...
Na madrugada anterior ao resultado, eu tive muitas dificuldades pra dormir. A ansiedade era tanta, que fui conseguir pegar realmente no sono lá pelas cinco e meia, seis horas da manhã, quando estava quase amanhecendo. Às oito e meia, por aí, o namorado da minha irmã ligou do estágio dele, dizendo que tinha visto na net que eu havia passado. Caralho, cara[s], na hora pulei da cama e comecei a comemorar e a gritar feito um maluco (eu sou maluco, claro; porém, fiquei mais ainda, com uma porra de notícia dessas, né?). Vesti uma bermuda, uma camiseta (a famosa “que-só-falta-andar”, que, certamente e indubitavelmente, todas as garotas com quem já me deitei desde setembro de 2001, conhecem), peguei meu RG e umas moedas e corri pro Cyber Café mais próximo pra averiguar a informação (antes que eu me esqueça, saí sem tomar café). Caralho!, no primeiro, nada de abrir o site da UFPA, onde estava o maldito resultado. Eu estava tão anestesiado que mandei e-mails pra quase todos os meus conhecidos dizendo que eu havia passado e coisa e tal. Ansiedade é foda! Puta merda! E haja bater perna de Cyber em Cyber pra ver se, em algum, abria o maldito site – porra nenhuma.
Cheguei em casa dizendo isso, e afirmando: “porra, eu conheço o cara desde moleque, e o cara não ia sacanear comigo com isso. Não ia mesmo”. E haja quebrar ovo na minha cabeça, me jogar trigo – até maizena me jogaram... o bom é que nem haviam tocado na minha barba e no meu cabelo. Lá pelas dez e meia, mamãe fala: “já está em Geofísica”. O.k. (a propósito, a outra grande esperança do CEFET pra 2005 também não passou – infelizmente), ouvi Geofísica (onde também três amigos meus não passaram: Michelly Thays, Roger Cruz e Marcelo Moraes), Bacharelado e Licenciatura em História, e, finalmente Letras, iniciando por Letras: Língua Portuguesa (Diurno) – curso no qual meu amigo Anderson José Costa Coelho passou –, seguido de Letras: Língua Portuguesa (Noturno) – o qual Herondina “Herondina's Song” não passou -, Letras: Língua Alemã – infelizmente Kyara (amiga minha do CEFET, que fez Metalurgia, assim como o Roger) e Franklin não passaram –, Letras: Língua Francesa, e, FINALMENTE!, Letras: Língua Inglesa. Nome atrás de nome atrás de nome e nada da porra do meu nome!!! (a propósito, a irmã de uma grande amigo meu, chamada Percília Viviane Melo Lourinho, passou no mesmo curso que eu - surpresa, não?!?).

Só Deus sabe o quanto eu fiquei puto com isso...................... e quem passou pela mesma merda também............................

Eu não tenho palavras para descrever minha raiva, angústia, desespero, tristeza e tudo o mais. Não tem como definir o que senti – NÃO TEM!!! Tomei um banho pra ver se me livrava destes sentimentos, todavia........ Peguei o que sobrara da grana que tinha pego para fuçar o resultado e imprimí-lo, caso fosse de meu agrado, chamei um outro vizinho meu – o Marcelo Jorge Luz Mesquita, praticamente um irmão pra mim, já que crescemos juntos e passamos por um sem-número de coisas boas e de coisas ruins juntos -, que havia compartilhado comigo toda essa merda de vestibular, já que ele me acompanhou há muito tempo, já outrora fizemos vestibular juntos. Fomos em um outro Cyber (pelo qual eu já havia passado) e vimos o resultado. Foi quando descobrimos que o figura havia visto no site do DAVES, onde estavam os APROVADOS À TERCEIRA FASE, não no site da UFPA, onde estavam os APROVADOS NA TERCEIRA FASE. Foi o fim da picada, cara[s], o fim..... Nem é preciso dizer que lembrei na hora dos e-mails que havia enviado para os “cãonhecidos” (como o Raul Batista do Nascimento [ver Como Estragar o Primeiro Dia do Seu Ano Novo], que havia feito o mesmo curso que eu, e, que, como eu, também não passou), né? Imagina a minha cara quando eu os encarar novamente.......

É, cara[s]. Aquele dia foi indo e vindo entre a casa do Anderson (onde trataram de tirar logo minha barba [teve até filar pra tirar] e fizeram uma puta de um corte moicano) e a do Albert (onde estava rolando a festa do Ronaldo). Teve um instante que vim em casa pra buscar os CD’s do Foo Fighters (There is Nothing Left to Loose – de 1999 {que – assim como o Nimrod, de 1995, e o Insomniac, de 1997, do Green Day, e o In Concert, do Creedence Clearwater Revival – já me serviu de trilha sonora pra muitas trepadas com principalmente você[s]-sabe[m]-quem} -, e o One by One, de 2002 [que contém a bela pedrada Times Like These”, cuja letra e respectiva tradução estão na postagem Como Estragar o Primeiro Dia do Seu Ano Novo]) do Albert, e, ao sair de casa, encontrei outro amigo meu, o Armando (acreditem, é preferível ter um cara desses como amigo do que como inimigo; ainda bem que ele é meu amigo), que viera me perguntar se eu havia passado. Não precisei responder, ele vira a resposta na minha cara. Fomos conversando até o casa do Allie (Albert), de lá, ele foi só pra Deus sabe onde. Continuei por lá mesmo, tomando uma cachaça ali, comendo por um pouco acolá, e só. É até incrível que eu não tenha chegado realmente chapado e me vomitando como nos dois resultados anteriores da Federal....

(p.s.: eu vou contar-lhe[s] um segredo: foi ótimo quando dormi a primeira noite sem barba. Caralho, eu não havia dormindo tão bem daquela maneira há muito tempo. Acho que também foi por causa do "peso" que tirei das costas, ou sei-lá-o-quê, mas tudo bem, assim mesmo)

Dia seguinte: Sábado. Quando fui passear por aí, “tentar recomeçar a vida” (ei, isso é uma ironia), fui na casa de umas amigas minhas (Márcia Danielle “esposa” e Carol – que são irmãs, diga-se logo), e, de lá, fomos ver uma conhecida nossa (amiga delas e minha conhecida) que tinha passado em Psicologia. No trajeto, encontrei umas figuras da escola de onde eu fazia Cursinho, e, quando os mesmos me viram de cabeça raspadas, ficaram surpresos, e uns inclusive disseram “caralho, esse cara só ia ler revistas em quadrinhos, conversar e dormir em sala! E como é que ELE passou e EU não? Isso não é justo!. Se eu me diverti – ao menos – com isso? Pode[m] ter certeza disso...... O resto do dia correu normalmente. Encontrei outros figuras, uns passaram, a maioria não, mas tudo bem. Fazer o quê? Pensando pelo lado bom (claro que sempre existe um lado bom), a vida não acabou e todo ano tem vestibular, e não tem limite de idade. Não é como prova de instituições militares, que têm limite de idade.

Como foi minha semana? Antes de saber que não haveria repescagem pro meu curso, estive vivendo como vivia antes do resultado (mas sem a ansiedade de esperá-lo, é claro): dormindo até meio-dia ou mais, acordado até quatro ou cinco da manhã lendo (na maioria das vezes), vendo televisão (poucas vezes, em 98% delas, vendo MTV, é claro) ou jogando algum troço no PC, como Age of Empires, ou algum do SuperNintendo ou do Mega Drive (por emuladores, é claro. Os meus favoritos do SNES eram os clássicos Metal Warriors, Sonic Wings e R-Type; enquanto que os do MD eram os veneráveis After Burner [toda a trilogia], Truxton, Streets of Rage e X-Men). E, antes que eu esqueça: levando sermão da mamãe todos os dias por estar estacionado no tempo, enquanto que todos os caras que fizeram Segundo Grau comigo ou depois de mim já estavam se formando ou mesmo entrando na universidade, enquanto eu dormia até meio-dia, lia quadrinhos e livros sem sentido [você{s} acredita{m} que ela chamou a Odisséia e a Ilíada de LIXO? Foi o fim, cara{s}, foi o fim....) e nem trabalhava. É, é foda você ouvir a verdade verdadeira de verdadeira, ainda mais quando ainda nem acordou direito, estando mais dormindo do que acordado (isso é puro sarcasmo, não?).

Pra terminar, eu não gosto muito da minha cara sem barba. Sinceramente, EU NÃO GOSTO DA MINHA CARA QUANDO ESTOU SEM BARBA. Entretanto, vou ter que ficar este semestre sem a mesma, pra poder arrumar um emprego decente (pra poder sustentar meus vícios, é claro) e uma namorada também (pra mim, não tem graça curtir a vida a vida sem mulher, não tem mesmo. ‘tá certo que os amigos + a birita são legais, porém chega uma hora que se vê que isso não é tudo. afinal, é isso... Mulher é demais e eu não vivo sem mulher).

A propósito, eu achei um poema que escrevi pra você[s]-sabe[m]-quem em julho do ano passado. Na moral, eu acho que foi uma das MELHORES COISAS que já escrevi desde quando comecei a me dedicar seriamente a escrever poesia. Eu estava conversando com uma amiga minha (a Senhorita Garou, devido um poema que escrevi pra ela assim que nos conhecemos, chamado Marília Garou-Fahrenheit - o primeiro de muitos que fiz pra ela, como “O Império Austríaco, “Barreira de Lágrimas, “Os Salões Oníricos, “Jennifer Ware”, entre outros), e disse-lhe que, depois que entrei no CEFET – e principalmente quando conheci a “japa girl” – passei a escrever coisas muito superiores a que eu fazia no Segundo Grau. Ela confirmou, dizendo que era um amadurecimento (pelo menos, nisso, eu cresço, né?). O poema que disse está aí e espero que você[s] curta[m] .

SENTIMENTOS ESCRITOS EM MUROS (PEDAÇOS DE LEMBRANÇAS)
Pedaços de poemas quebrados como vidro
Restos de fotografias no fundo de latas de lixo
Sonhos e planos despedaçados
Na memória superbondeados
Perdidos no passado.
Desnecessário dizer que ainda sinto sua falta.
O perfume que minha irmã usa é o mesmo que
Você raramente usava.
Sei que devo te deixar pra trás
Como você disse que me deixou
Mas a memória permanece
Impressa em fotografias e caligrafias
E em todo o resto que sobrou.
Baganas de cigarros, comas alcoólicos
Risadas e piadas, e achávamos que o mundo era nosso:
Nunca foi e nunca vai ser.
Talvez eu volte a ser feliz de verdade
Se puder te ver mais uma vez.
Apenas mais uma vez.
Lembranças não têm formato
Mesmo assim ocupam espaço
Como livros em estantes,
Cartas em baús e livros em armários.
Cemitérios de lembranças
Concretagens de esperanças
Até tudo ser esquecido completamente.
E então no fim
Sentimentos e pensamentos eles vão... se esvaem...
Sentimentos e lembranças elas vão... se esvaem...
Sentimentos e lembranças elas vão... se dissipam...
... se dissipam... até não sobrar... mais nada...

:: 26 de julho de 2004 ::



A frase do dia é “Cada pessoa tem um tesouro que está esperando por ela.”, é do Paulo Coelho. Sinceramente, eu prefiro as “frases de impacto” dele do que os livros. Mas as perguntas que certamente você[s] vai[vão] se fazer é “qual será a porra do meu tesouro?” e “o que diabos tenho que fazer para chegar até ele?”. As perguntas são fáceis de serem feitas; mas, as respostas, para serem obtidas................

Se cuide[m]. Até a próxima!!!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2005

CARNAVAL, CARNAVAL, CARNAVAL... E EU FICO TRISTE QUANDO CHEGA O CARNAVAL

Em 10 de Fevereiro de 2005; 12:37:39
Hail, Hail!!!
Espero que esteja tudo bem com você(s) quando estiver(em) lendo esta porra. E aí, como foi a porra do carnaval pra você(s)? O meu? Um grande programa de índio, já que passei-o vendo filmes pornôs (cara[s], tem umas “frases de impacto” [isso é, obviamente, uma ironia] nestes filmes, que, caralho, são verdadeiras “pérolas” da filosofia...), gravando videoclipes na MTV (FINALMENTE gravei o videoclipe de Perfeição na MINHA casa. Esse videoclipe é LINDO, FANTÁSTICO, MARAVILHOSO, LOUCO e etc. e etc. e blá e blá e blá e... puta que pariu do caralho, esse clipe é muito foda), bebendo e jogando RPG com uns amigos. O pior é que não tinha cigarro e nem mulher, e isso foi uma merda. O mais pior (isso existe?) é que não consegui ficar chapado em nenhum dos dias, ao contrário dos caras. Eu acho que o mais cedo que eu fui dormir foi cinco e meia da manhã, e o mais cedo que fui acordar foi lá pelas duas e meia da tarde. Caralho, isso não é porra de vida pra se viver. E eu não agüento mais usar a justificativa “porra nenhuma. Eu ‘tô de férias, eu estudei pra caralho pro vestibular (que é uma puta mentira. Eu não estudei porra nenhuma comparado a figurões como o Albert Neongen, a Aline Karsgaard, a você[s]-sabe[m]-quem, à Ellen Cristina, ao Márcio [o designer do visual deste weblogger] e... puta que pariu, a muita gente boa e dedicada de verdade, ao contrário de mim) e, agora, posso fazer o que quiser e coisa e tal.” EU NÃO AGÜENTO MAIS ESSA PORRA!!! Eu ‘tô louco pra que chegue logo a porra do resultado, tanto pra tirar a porra da minha barba, que já ‘tá me incomodando pra caralho, quanto para saber logo a porra do resultado pra saber se eu passei nesta merda ou não. Eu não sei no que penso mais: se é nesta merda ou em... porra... você[s] sabe[m] de quem estou falando. É UMA MERDA! ISSO É REALMENTE UMA MERDA DO CARALHO! O que é pior? Ficar pensando nesta merda de vestibular? Ficar pensando em quem nem se interessa se ganhei uma cadeira na Academia Brasileira de Letras ou morto em uma explosão experimental de uma bomba de fusão? Caralho, tá foda, porra, puta que pariu, não tem acordo: isso não é vida, cara[s]. Isso não é vida!

(a propósito, você[s] já viu[viram] um seriado chamado “Felicity”, que, em português, significa “Felicidade”. Isso ‘tá passando agora na TV [canal? SBT], enquanto ‘tô digitando esta postagem. Eu não ‘tô me concentrando nisso, é claro, mas, pelo o que eu ‘tô vendo, é uma merda! Já me falaram isso e não tinha posto fé nenhuma, pois não tinha assistido. Agora que assisti... Puta merda).

(como estou boca-suja hoje, não? Desculpe[m], é meu humor...)

em 13 de fevereiro de 2005; 15:12:02
Hails!
Como foi o fim-de-semana pra você[s]?!? O meu teve os seus poréns, mas, com certeza, o álcool e os meus amigos compensaram.
Infelizmente (no meu ponto de vista), uma amiga minha [muito gostosa, por sinal] foi lá pra Serra dos Carajás, estagiar pra lá, já que passou na prova da Vale do Rio Doce para Técnicos Estagiários. O nome dela é Cíntia Carvalho Nogueira, ele é formada em garim... quer dizer, em catar pedr... quer dizer, em Mineração pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Pará. Mas... meus parabéns à ela. Que ela ganhe muito dinheiro por lá sem ter que se aborrecer e fazer muito esforço [coisa que acho MUITO DIFÍCIL de acontecer. Pelo que meus amigos e conhecidos que já foram pra lá dizem, estagiário lá é pior do que escravo, sendo assim...]. Mas, vamos ao que interessa: a festa de despedida dela foi muito do caralho. Comida de primeira, bebida de primeira [não tinha muita bebida alcóolica, mas o.k.], som de primeira, quanto às muié... lá tinha umas bonitas e coisa e tal, mas as mais bonitas mesmo estavam muito arredias. Ao menos, ficou uma no meu “grupinho de conversa”, a Helen de Paula, uma morena linda coxuda quadrilzuda, que, assim como eu e Cíntia, é formada pelo Cefet, no curso Sensoriamento Remoto [obs.: o “grupinho” também era formado pelo Raul e pelo Sávio, dois amigos meus de campo de concentr..., quer dizer, de Cursinho]. Mas é claro que tinha muita gente lá do Cefet, inclusive uns figuras que eu não via fazia uma cara (trad.: “há muito tempo”). A festa foi ótima, é claro e desnecessário dizer. Quando acabou, depois que despedimo-nos de Cíntia (sua garimpeira gostosa do caralho!), eu e Raul fomos andando pra um bar – onde estariam outros amigos nossos – chamado The Jack, onde só toca rock’n’roll. Claro que a gente ficou por lá e só fez acabar de encher a cara. De lá, cada um foi pro seu lado... ANDANDO. Foi uma pernada do caralho, mas, já que estávamos chapados mesmo, foi como ir da minha casa pra esquina. “Do The Jack pra onde?”, perguntaram. A resposta? “Vamos lá pro Caldos” (que é outro bar, que, certamente, estaria aberto naquele horário). E lá fomos. Porém, Raul e eu acabamos ficando lá pela frente e não entramos. Teve uma hora que ele foi embora e eu ainda fiquei por lá; porém, já que estava trêbado, fui “cochilar” no último degrau na arquibancada do Carnanindeua que ainda estava por lá. Ao acordar, o bar já estava quase fechando e todas as “peças” que eu conheço e que estavam lá já deviam estar dormindo. “Que horas eram?”. Devia ser lá pelas cinco da manhã, eu acho.

Em 14 de Fevereiro de 2005; 23:25:55
Cara[s], eu cheguei tão chapado da casa de um amigo meu, onde estava bebendo e matando as saudades do passado jogando em um Sega Saturno verdadeiros “crássicos” como X-Men: Children of Atom, After Burner Reloaded, The King of Fighers ‘97, Truxton [eu quase choro quando vi a tela de apresentação deste jogo, que foi um dos que marcaram o início da minha adolescência] e Pitfall. Eu nem sei que horas eu cheguei em casa, mas a mamãe disse que eu cheguei tão chapado que dormi até com a luz do meu quarto acesa.

A propósito, a [linda, maravilhosa, espetacular, fantástica] Ana Paula Arósio acabou de informar: Foi presa em Minas Gerais a grande vadia que conseguir DETONAR e ACABAR com a imagem do RPG, que já não era muito boa. Essa filha da puta do caralho “ofereceu a prima dela” em um ritual satânico (que os malucos devem “ter adaptado” do [tanto o suplemento nacional para Livro do Clã TremereVampiro: A Máscara quanto o suplemento importado para Vampiro: A Idade das Trevas, cujo módulo básico pode ser adquirido em nosso idioma]). Não é querer dizer nada não, mas, sinceramente e honestamente, de todo o meu coração, eu espero que essa vagabunda sofra bastante e tudo o que a prima dela passou.

Aline Silveira Soares, que foi morta nesta putaria, esta postagem é honrosamente dedicada a você. Que todos os jogadores de RPG da Terra honrem a sua memória!!!

Ei, o cara – cuja casa fui ontem jogar videogame e entornar – me emprestou uma fita dos garotos podres. Eu já cãonhecia algumas pérolas dos caras, mas, foi MUITO legal ouvir de novo coisas como Arriba! Arriba! (“Tenho algo a dizer / Sempre que ouço os lamentos / De um continente que geme de dor / “Tão longe de Deus... tão perto do Tio Sam’!”), Yankess, Go Home (“Através das suas armas / Ou da surra / Nos impõe a submissão / F.M.I. / Fome e miséria internacional / Fora daqui”), “Escola (“Nas escolas / Você aprende / Que seu destino já está traçado / Pois querem os transformar / Em cordeirinhos domesticados / Prontos para serem transformados / Em operários escravizados”), O Ocidente É Um Acidente (“Ocidente imperialista / Ocidente Colonialista / Ocidente capitalista / Ocidente... Moralista”) e - uma das minhas favoritas – “Surfista de Penico” (com o fantástico final “Mas quando eu crescer / Vou deixar esta de onda, / Eu quero mesmo é ser / Um piloto de carro-bomba!). Puta que pariu, é muito do caralho. Você(s) têm a porra de uma obrigação moral de ouvir estes clássicos, assim como as também famosas Johnny, Aos Fuzilados da CSN (“A cada passo desta marcha / Camponeses e operários / Tombam homens fuzilados / Mas por mais rosas que os poderosos matem / Nunca conseguirão deter a Primavera!”), Fernandinho Veadinho (“Quando ele era pequeno, era o maior bicha do colégio interno / Mas quando ele cresceu, resolveu tomar a linha / Aprendendo karatê pra bater nas meninas / Fernandinho viadinho”), Vou Fazer Cocô (“Enquanto você / De paletó e gravata / Aparece na TV / Diz coisas que não consigo entender! / O que quê eu faço? / Vou fazer cocô!”) e a mais famosa de todas: Papai Noel Velho Batuta.

Antes que eu me esqueça: eu já recebi a SuperInteressante deste mês, e, pra variar, eles continuam pegando no pé dos cristãos. Agora a bola da vez é o Santo Graal. Eu ainda não li, todavia... já ‘tô de saco cheio dessa merda. Desde 2001, se não me engano, pelo menos uma vez no ano, eles têm que falar algo sobre Cristianismo (se bem que eles podiam parar de uma vez quando falaram dos pentelhos dos Evangélicos). ‘Tá certo que o Cristianismo é uma puta de uma piada de mau gosto (pelo menos, ao meu entender, a maior da história da humanidade), mas JÁ CHEGA!!! E o pior que ainda que agüentar a minha mãe dizendo que o conflito entre judeus e palestinos é injustificável. Deus, tenha dó de mim para agüentar isso!!! Agora, mudando a metralhadora pra outro alvo: eu concordo em gênero, número e grau com o que disse Bruno Miquelino da Silva na seção Superpolêmica, a respeito da literatura no Brasil e seus “consumidores”. Nosso país seria MUITO MELHOR se todas as pessoas lessem mais (e também SE PUDESSEM fazê-lo, é claro – vide as taxas de analfabetismo e distribuição de renda, fora os preços dos livros). Eu não vou falar, dê[em]-se ao trabalho de ir atrás desta revista e leia[m] o que diz nela, e, de quebra, comece[m] a ler coisas decentes, a série Para Gostar de Ler, para começo de conversa. Como diria a vinheta da MTV, Desligue a TV e vai ler um livro (principalmente se for em horário de qualquer novela, se for da Globo, então...).
Pra terminar, vocês nem sabem. Eu ‘tava fuçando o meu antigo caderno qu’eu usava no Cursinho (bem, o que SOBROU dele – basta perguntar pra algumas pessoas que o viram que elas poderão te dizer a condição dele) e acabei achando... um poema que escrevi.......... pra você[s]-sabe[m]-quem. Ele [o poema] foi escrito entre 10 e 25 de Janeiro do ano corrente. Eu não valho nada mesmo... eu disse pra mim mesmo que nunca mais escreveria outro poema pra ela, mas.... espero que você[s] curta[m].

ÁRVORES DE NÍQUEL E IRÍDIO
Toda vez que penso em você
Sou pintado de azul da cor do céu.
Toda vez que lembro de você
Sou pintado de azul da cor do mar.
Toda vez que falo sobre você
Sou pintado de azul tal qual uma bata do Cefet-Pará.

Pensar
Lembrar
Falar
Sonhar
Nos menores gestos e nas mais simples ações
Você se faz presente .

Porém eu não me sinto mais azul
Ao praticar os verbos dos quatro primeiros versos
Da estrofe anterior à esta
Não tento mais me censurar
Todas às vezes que você me vem à mente
Mas ainda assim fazendo muita força
Para não chorar
E ou não cair em invejável tristeza e depressão
Toda vez que isso acontece,

O que devo fazer para não ser mais pintado de azul
Todas as vezes
Que penso em você, que falo sobre você?

Pintado de azul por ainda querer você muito bem?
O que devo fazer para não ser mais pintado de azul
por ainda querer
você?

:: 10 de janeiro de 2005 ::



A “frase do dia” é minha, e não é bem somente uma frase, mas também uma coisa a se pensar. Pronto[s]? Lá vai: “O mundo é uma piada de mau gosto, mas até as piadas de mau gosto têm sua graça”. Mandem seus comentários para rafael_garou@yahoo.com.br ou para rafaelgarou@gmail.com (pensando bem, mandem todos os seus comentários sobre este blog para um destes e-mails, ok?!?).

Até a próxima!!! – cuide[m] bem de você[s] mesmo[s]!!!