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YEAH, HOUSTON, WIR HABEN BÜCHER!

e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

POEMAS PERDIDOS EM CADERNOS: SEM TÍTULO PARA A DANIELLE

Esse poema já ‘tava pronto mas, como peguei meu caderno hoje, resolvi postar logo. É pra uma guria que conheci no ENEH.
E, sim!, espero de verdade que ela goste!
(e acho que a Ina Becker vai ficar puta por ter usado uma frase dela, mas vai o agradecimento logo no final)

[sem título]

Um Minuto, um Pra Sempre
Um Pouco Tempo, um “Infinito Particular”
Pequeno momento pra sempre
E olho pra sua foto
E sinto o peso suas pernas sobre minhas coxas
Sim, e eu me sinto bem
E olha minha vontade de ouvir sua voz novamente.
Você pode não achar
Mas sua voz pra mim é música
E quando suas mãos nas minhas novamente?
E quando novamente nossos narizes juntos
E nossas bocas próximas?
Perto demais da entrega total
mais próximo ainda de um beijo que poderia mudar Tudo?
Tudo? O que é o Tudo e o que Mudaria?
Becker disse que beijos abrem as pernas e revelam a alma
Coração aberto? Alma desnuda?
Aberto onde e Onde começa?
Um país continental de distância mas sempre próximos
Ah! Novamente suas Palavras com Som, Cheiro e Sabor aos meus ouvidos...!
Ah! Flores no formato de suas Mãos ao alcance das minhas
E Versos no formato de seu Rosto e de seu Corpo próximos
aos meus...!
Quanto tempo até a Próxima Vez?
Haverá Próxima Vez? E, se houver, serei o Capitão do Barco do Bem-Querer
Rumo ao Seu e ao Seu Coração?
Então?
Outra vez...
Mais uma vez...
Em Tempo Real e não em um ENEH,
Mas em um Mundo (nosso?) (como / tal qual em um ENEH).
Rios cruzados uma vez entrelaçados
Cientes de si mesmos
“Existirá outra vez?” à mente pelo menos
uma vez por dia
(muitas vezes ao dia)...!
Mais uma vez “Infinito Particular” por um Período (bem) mais longo do que o inicial...!
Mais Pequenos-Momentos-Para-Sempre...
Quadros em pareces, Curtas-metragens
Roteiros e Crônicas confeccionados a quatro mãos.
Ah! Uma vez suas Pernas sobre minhas coxas...
Ah!
E, da próxima vez, onde quer que seja –
Seu Corpo sobre o meu, adormecido
(minhas mãos acariciando) Seus Cabelos cobrindo Seu Rosto
no meu peito.

Será?


:: Universidade Federal do Pará, setembro de 2013 ::
:: „danke schön“: Tinara Rodrigues Becker ::

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

UMA FOTO FAZ UM CONTO.................

Ai que vi esta foto no mural da Lívia Franco Mendes e ai que hoje escrevi este conto nas aulas de Prática do Ensino e Aprendizagem e Psicolinguistica (só faltam estas duas pra eu me formar). E AINDA BEM QUE ELA GOSTOU!

ENTARDECER

“ela para e fica ali parada
olha-se para nada
(paraná)
fica parecida
(paraguaia)
para-raios em dia de sol”
– Engenheiros do Hawaii, “Parabólica”, Gessinger, Licks & Maltz, 1992.


Ela sentada parecia uma pintura, só à mesa, em silêncio e perdida em pensamentos, cabelos vermelhos cobrindo as orelhas e caindo sobre os óculos de grau, de armação fina e que casavam muito bem ao seu rosto. Pés sobre sandálias de dedo, ora cruzados, ora passados um no outro, unhas feitas, as palmas dos pés juntos, palmas dos pés pelas canelas até os joelhos. Uma das mãos na testa, semi-aberta, polegar passando pelas articulações doutros dedos, a unha polegar indo e voltando pelas outras; a outra segurando um canudinho, a outra metade dentro do copo, voltas e voltas. Olhos castanhos baixos, olhando para dentro deste copo, olhando para lugar nenhum, a mão na testa, inquieta, abrindo e fechando, sinais com os dedos, olhos baixos, ignorando o bar, o mundo, as pessoas, o fim de tarde ensolarada. Ao lado do copo, um crachá com uma foto (a dela) com o cordão enrolado organizadamente. Ao lado do crachá, um sabre de luz com as medidas de suas mãos. Aparentemente ignorado, era de uma família onde crianças aprendiam a falar e a andar ao mesmo tempo que eram versadas no uso de tais artefatos. Ela era atraente, mas não destoava do cenário, e o sabre evitava cortejos e aproximações indesejadas – e ela não estava ali para tanto. Após ver o que vira, precisava de um momento só, sem Conselho, amigos, família, mestre: só consigo mesma. As voltas no suco de frutas davam voltas em suas memórias e pensamentos, mais perguntas e incertezas do que respostas, para onde depois daquele dia, daquela tarde? Fim de tarde ensolarada, pele morena e olhos de um castanho quase do sol se pondo. O mesmo pôr-de-sol em Geonosis, onde o anoitecer tornou-se eterno para muitos de seus irmãos e irmãs, inclusive para muitos soldados da então República e os mercenários Mandalorianos – até mesmo o que roubara seu coração. Após aquela tarde que a enfim consagrara como Cavaleira, todos os dias eram-lhe insuportavelmente longos demais. Após Geonosis, todo pôr-do-sol fazia perder-se e tornar-se absorta em profunda e ímpar melancolia. Olhos castanhos baixos, voltas e voltas no suco de frutas.

:: para Lívia Franco Mendes ::
:: 16 de setembro de 2013 ::
:: agradecimentos ao Sr. João Paulo Leão ::

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

[por ora, sem título]

“Com ela em paz, sem mais ninguém” 
– Matanza, “Mesa de Saloon”, Santa Madre Cassino, 2001.

O FATO: UMA GUERRA TERMINA COM UM LADO VENCEDOR E OUTRO PERDEDOR. O primeiro humilha o segundo antes de enfim subjuga-lo ou o humilha enquanto o subjuga. Um reino inteiro havia sido tomado e anexo a outro, mas não sem um verdadeiro oceano de sangue ter lavado ambos territórios e outro de lágrimas de mães e pais ter assolado as regiões. Há muito, o conflito começara, há muito não sabiam mais pelo que lutavam.
Em uma manhã que os clérigos previram ser ensolarada, a execução. A casa real triunfante ordenou que fosse com a armadura real. Como as tradições ordenavam, a armadura do rei devia ser vestida pela esposa, pela mãe e pela primeira filha. A esposa, por ser a mulher a quem prometia honra e ajudá-lo-ia a guardar e manter as tradições. A mãe, por trazer reis ao mundo e, junto ao pai, ensinar as tradições. A filha, por ser a próxima e em seu tempo, executar tais rituais. Mas não mais genitora e sem descendente e a esposa ainda batia às mãos no marido quando a tentava ajudar. “Nam”, ela dizia, “humpf!”, contrariada. Do lado de fora, soldados esperavam-os para o campo. Então, o último beijo antes de saírem.
Não trocaram palavra até o local. Ambos pares de mãos coçavam por não estarem juntos neste trajeto. Afoitos. Inquietos. Sedentos. Entretanto controlados. Ela alguns passos frente a ele – com um soldado a cada lado –, mas às mesmas passadas. Uma ama a cada lado, a dois passos atrás dela. Uma delas não havia dormido. Rei e rainha não conseguiram dormir. Um reino inteiro mal pregara os olhos desd’a noite anterior. O casal passara a noite zanzando pelo castelo, sem rumo, até ver o amanhecer, na torre mais alta. Então...
“Finalmente!”, o conquistador dissera. “Vocês demoraram muito! Que descortês!”, ironizou. Ele olhou com o rabo do olho para sua senhora. E eis que o novo soberano proferira um imenso discurso sobre as novas terras, novos súditos, novas perspectivas do futuro do reino enquanto expandido, liberdade, amor, governo, futuro. Um discurso tão pomposo e garboso que até sua mulher e seus súditos estavam entediados, que dirá os “novos súditos”... O sol estava alto e nem o conquistado aguentava mais a ladainha e esperava logo pelo seu inevitável devido ao calor incomum que os deuses resolveram conceder aquela manhã. Nenhuma nuvem no céu.
“Ah! Você!”, disse o conquistador. “Antes de tudo, deixe-me dizer...” Agora o quê, deuses?, o conquistado pensou, tal como todos os outros. Puxou a espada e apontou ao condenado. “Eu nunca gostei desse monte de pelo que você tem no rosto, sabe?”, começou. “Para quê?” Olhares de reprovação como estrelas surgindo no firmamento. Sorrisos se abrindo discretamente sob elmos. As pontadas podiam não ser sentidas na armadura, mas eram direto no ego e na vontade do até então soberano. “Que dignidade e virtude existem em não permitir que os outros vejam seu rosto?”, andava em círculos ao redor dele. E o calor... “Então, meu caríssimo derrotado”, estendeu a mão, a esposa foi até ele e entregou-lhe o que parecia ser uma... Tesoura de podar árvores. “Vossa pessoa tem duas opções bem simples”, passava o indicador, o médio e o anular da mão direita nas lâminas: “ou morre barbudo, como o animal que eu – e todos os aqui presentes – duvidamos que seja”, pegou o artefato pelas lâminas e o ofereceu pelo cabo ao conquistado, “ou morre com o rosto de um homem digno e decente, respeitando a nobreza de seu sangue e família”. Abriu sorriso mais escarnecedor e enojador que nunca haverá igual.
O dono da longa barba espessa e escura como trevas impenetráveis tomou o item da mão de seu adversário. Olhou-o muito bem. O pegou e o admirou como se fosse uma espada de fino trato que deve ser somente carregada mas nunca usada de fato. Balançou a cabeça afirmativamente algumas vezes. “Nada mal”, como era como dissesse, “parece ter um bom fio”. O “diretor da peça” se divertia muito e não escondia isso, talvez pelo fato de a etiqueta não permitir que risse como o chacal que era e que certamente riria em seus aposentos, após os ocorridos. Sua esposa o reprovava por perder tempo em algo tão supérfluo. Antes de perder pai e mãe no campo de batalha, via a guerra como algo desnecessário e infantil; após, era a maior incentivadora de envio de tropas ao front. A esposa do inimigo não chegou a conhecer a mãe, morta no parto; o pai morreu para salvá-la durante o sítio de seu feudo por tropas inimigas. Reprovava o marido por pensar pouco antes de agir. O viu jogando o item para o alto.
Antes que caísse, soberanos se olharam em olhos. Toda a guerra passou pelos olhos dos dois naquele momento. Para espanto geral, ao pegá-lo, o conquistado rasgou a um só golpe destruidor e preciso a própria garganta, antes de partir como um raio para cima do inimigo entonando o grito de guerra de seu povo. Antes que soldados fincassem lanças em suas costas para retirá-lo de cima de seu soberano, o mesmo já estava caído ante a escadaria do castelo, engasgado em seu próprio sangue, com o item cortante alojado até o cabo atravessando-lhe o espaço entre o gogó e o inicio da caixa torácica. Sangue real banhava vestes de cetim e veludo.
“Eu morrerei antes de ver meu povo escravizado e rastejando ante a ti”, o rei ainda conseguia gritar enquanto fincava a tesoura. “E tu, mais imundo e abjeto dos seres, morrerá antes de ver meu povo subjugado pelo vosso!”
E saiu antes de cair com o peso sobre os joelhos. “Se um dia morrer, Sophy”, ele disse a ela uma noite, “que seja em vossos braços”. Olhava para o céu azul sem nuvens. Mãos e barba vermelhas como os cabelos dela. Só sentiu os braços dela ao redor dele quando ela o chamou pelo nome e não por “meu senhor”. Ela colocou a cabeça dele junto ao seu busto enquanto descansava o queixo sobre a cabeça recentemente sem pelos. Mãos juntas pela última vez. Olhos fechados juntos pela última vez.


:: 11 de setembro de 2013 ::

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

PEQUENA ODE.......

[sem título]


Se fizerem uma pintura sua, tem uma auréola na sua cabeça
E também uma estrela olhando pra você.
Não sou cristão, mas você é a resposta das preces -
Cachorros filhos da puta especiais como você não são encontrados em esquinas...
Eu não tento mais entender como encontro gente como você...
Se meus amigos da UFPA e do CEFET te conhecessem
(QUANDO eles te conhecerem!)
Vão te amar e te idolatrar e até os ouço dizer não sem motivo:
“Caralho, Leo, você é um cara muito foda!”
Impossível não te pedir não nos matar de preocupação
Gente como você veio pra fazer barulho e ser ouvido.
Insatisfação e raiva e frustração são os motivos condutores?
Melhorar tudo pra todos e não pra alguns poucos!
Cara, cadê você? Aí em Belo Horizonte.
'Tô aqui em Belém, fecho os olhos e te ouço falar algo e até com as mãos
Ai bate a saudade e dá vontade de chorar.
Talita, Clau, Júlia, Elisiane, Juh e eu temos inveja e ciúme verdadeiros e saudáveis da Danielle, da Camila, do Guto, do Rodrigo e do Ricardo 
Porque eles 'tão sempre bem perto de você...!
Cara, cadê você? Nas nossas melhores memórias:
Uma semana é uma vida inteira e sempre teremos isso conosco.
Será que vai demorar muito pra nos termos todos como uma matilha?
Cante para nós com suas risadas e sua felicidade e bem-querer contagiantes de forma que fiquemos doentes e nunca queiramos melhorar.
Tudo vai melhorar, um dia vamos nos ver de novo
Ah, seus abraços novamente e suas lágrimas que não quebrarão os nossos corações!
Não lembro mais como nos conhecemos mas isso não importa mais agora...
O que importa? Importa é o Agora e o que temos agora conosco
E que nós te amamos e não te desejamos nada menos e nada além do que o MELHOR!
Obrigado pra sempre por aparecer pra nós
E muito mais ainda por nos acolher e estar conosco onde iremos: 
Nosso Grande Amigo e Nosso Grande Irmão LEO!

:: para João Leonardo Martins ::
:: 11 de setembro de 2013 ::
:: aula de Prática de Ensino e Aprendizagem de Alemão, Prof.ª Odinéia Bastos Amaral ::
:: „Danke fucking schön“: Edson Augusto, Juh Garmonbozia, Elisiane Cordeiro, Júlia Helane, Camila Reis, Danielle Brito, Rodrigo Marques, Ricardo, Talita Ricieri e Claudinei de Freitas ::

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

CANÇÃO PARA TALITA - conto de Garou sobre o XXXII ENEH

CANÇÃO PARA TALITA


NÃO ESTAVA MAIS ESCURO DENTRO DA BARRACA POR CAUSA DA ILUMINAÇÃO EXTERIOR DO BARRACÃO DA ESCOLA DE SAMBA. Dormiam de boca aberta, roncando em uníssono cada um a seu tom, ela com a cabeça e uma das mãos no peito dele, e ele com um dos braços ao redor dela, com os corpos colados. Não sabiam que horas eram, só sabiam que estavam lá.
Ele acordou com o balanço da barraca, ela com os gritos – algo acontecia lá fora. Até que ouviram algo parecido a... Uivos. Ele reconheceu alguns dos timbres na hora, até que ouvira seu nome naquela linguagem. “Fique na barraca”, ele disse – praticamente lhe ordenando –, já vestindo uma bermuda, “e não saia para nada até eu vir te buscar”, a beijou antes de sair. Era possível ver somente os contornos dos corpos e dos cabelos castanhos desgrenhados da menina.
O pandemônio. “A Batalha do Apocalipse começou e ninguém me avisou?”, ele disse. Pessoas correndo de um lado para outro e os Garou que sabia que estavam presentes já estavam em combate. Barracas em chamas, corpos jogados ao chão. “Ela está aqui em algum lugar!”, ele ouviu o brado feminino que liderava o ataque. Seu sangue gelou. “Quilômetros, faça alguma coisa”, Camila Suave-como-um-Córrego, Ahroun dos Filhos de Gaia da Universidade Federal de Santa Maria, ordenou sem pestanejar. Era um ataque coordenado de Espirais Negras, Malditos, Fomori e outras... Coisas que nunca havia visto antes. Ela havia lhe dito que os Garou do caern UFRJ estava a caminho mas que estavam resolvendo outra complicação no mesmo.
Júlia Último-Ás, Theurge Andarilha do Asfalto da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Anderson Derruba-Boi, Ahroun Fenrir da Universidade Federal de Santa Maria, Leo Cartada-Certeira, Galliard Andarilho do Asfalto da Universidade Federal de Minas Gerais, Rodrigo Semente-no-Concreto, Ragabash Andarilho do Asfalto da Universidade Federal de Minas Gerais, Claudinei Fonte-do-Verso, Galliard Fenrir da Universidade Estadual de Londrina, Dannyllo Berserker, Ahroun Andarilho do Asfalto da Universidade Estadual de Londrina, agiam sob a batuta de Juliana Assine-Bem-Aqui, Philodox Andarilha do Asfalto da PEMB, e Wanessa Dívida-de-Honra, Philodox Galliard Presa de Prata da Universidade de São Paulo. Eram poucos Garou para conter um ataque daquele porte e, para falar a verdade, eles nem sabiam porque se proteger. Havia um outro alojamento para abrigar os encontristas do mesmo evento e lá haviam outros lobisomens; todavia, na melhor das hipóteses, também estavam sob ataque. Para o azar deles, alguns Parentes já haviam sido mortos.
Embaixo de cobertas e com os olhos mareados de lágrimas, Talita ouvia os uivos de guerra dos Garou já em Crinos combatendo seus antagonistas e dos inocentes sendo mortos. Ao fechar os olhos novamente, viu índios e colonizadores em guerra. Entre eles, Parentes e Garou de todas as tribos, Vampiros, alguns Magi tradicionalistas e inclusive os da casa que seria conhecida como Tecnocracia (mas não saberia reconhece-los). E os viu. Um italiano levando sua mulher e filho – ambos indígenas – para o mais longe que poderia. E sendo perseguidos até que pai e mãe foram mortos. Um branco pegou a criança. A olhou bem. Entregou para uma mulher. Talita abriu os olhos.
Ascendeu em branco. Revelou-se com o mais límpido e furioso dos uivos. Semente-no-Concreto, Fonte-do-Verso e Assine-Bem-Aqui já haviam caído, Quilômetros-a-Pé lutava para se salvar e salvar a pele de Suave-como-um-Córrego (que ajudava Cartada-Certeira, lamentando por Rodrigo). A linha de frente era composta por Último-Ás, Derruba-Boi e Dívida-de-Honra. Quando a Ponte da Lua dos Garou da UFRJ foi aberta, eles foram encobertos por um clarão que engoliu todo um bairro da cidade do Rio de Janeiro. Ao desfalecer do iluminar, ela irrompeu com os mais belos pelos e olhos castanhos, como as árvores mais antigas das florestas mais perdidas.
“É ela”, foi a última coisa se ouviu de um dos inimigos. Com a graça de uma bailarina e a precisão de um samurai, foi derrubando um a um, deixando estupefatos todos os Urrah presentes. Nada em pé além dela, que não permitiu um escapar para levasse a mensagem a seus mestres. Ao final, os Garou de Gaia se reuniram ao redor dela, que voltara a forma humana, sendo acolhida por Quilômetros.
“Lita?”
“Rafael?”, ela perguntou. “O que aconteceu?”
“Essa pergunta é nossa, menina”, disse Derruba-Boi. Júlia ajoelhou-se frente a menina. “Somos muitos gratos a você, visse?”, seu sotaque era fortíssimo mas agradável. “Não é todo dia que somos salvos por uma Garou em sua Primeira Mudança”.
“O que eu sou?”, Talita perguntou.
Eles se entreolharam. “É uma longa história”, Camila sorriu, pegando docilmente em seus ombros, “agora você precisa descansar antes de saber”.
“Eu tive um sonho”. Todos levantaram as orelhas e viraram na direção dela. “Índios e colonizadores em guerra”, ela começou, já tinha atenção geral, “não sei onde, um branco levou sua mulher e bebê, os dois índios, até bem longe. Eles foram mortos, entregaram o bebê para uma mulher.”
“Talita”, Quilômetros pediu, “mostre as palmas das suas mãos”.
A jovem, ainda tremendo, estendeu as mãos e mostrou as palmas – Rafael segurou a direita e Camila a esquerda. Nelas, o pictograma da tribo outrora conhecida como Croatan entalhado como se em klaive. Todos perderam as palavras. Após minutos, Wanessa foi a primeira a falar.
“Puta que pariu. Por Mãe Gaia em toda sua misericórdia e piedade.”
Alguns Andarilhos se entreolharam, sem saber o que acontecia.
“Senhoras, senhoritas e senhores e todos os Garou presentes”, Camila disse, “temos aqui a última Croatan”, ela continuou.
“E, nos acreditem”, Dívida-de-Honra completou, “agora sim, começa a Batalha do Apocalipse.”


:: 06 de setembro de 2013 ::
:: sobre o XXXII Encontro Nacional de Estudantes de História ::

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

“VOU BEM ALI E JÁ VOLTO...!”

Ouvindo: a discografia dos Zumbis do Espaço

“Já andei em todos os lugares
Já cruzei os sete mares
Espalhando o ódio e o horror
Caminhando e matando
Tudo o que for encontrando
Mato tudo e mato todos onde eu vou”
– Zumbis do Espaço, “Caminhando e Matando”.

É ISSO AI, POVÃO!
Mais uma viagem, mas um desafio – mais um evento acadêmico defender produção acadêmica!

Destino: Rio de Janeiro, capital do estado homônimo.

Eu não vou pedir para que não se entristeçam e nem que não fiquem preocupados, é impossível não ficar. Porém, a felicidade e orgulho que eu tenho ciência que tendes de mim é maior que isso e é justamente isso que me conforta! 
É um desafio, é algo empolgante. É sempre tudo muito novo e é sempre como se eu fosse a Belo Horizonte: pessoas novas, lugares novas, sensações antigas mas completamente renovadas. E, apesar de quase me cagar de ansiedade e expectativa, eu adoro me sentir vivo deste modo.

E lá vamos nós, e lá vamos nós de novo e outra vez...


“We’re half way there... Take my hand, we’ll make it swear!
Living on a prayer!”
– Bon Jovi, “Livin’ On A Prayer”, Slippery When Wet, de 1986

“O mundo começa agora – 
Apenas começamos.”
– Legião Urbana, “Metal Contra As Nuvens”, do álbum V, de 1991

“Sasha ensinou ao menino que a preparação, os conhecimentos e a disciplina podiam enfrentar quase todas as formas de perigo, e que o perigo corretamente encarado não era algo que o homem tivesse que temer.”
– Tom Clancy, A Caçada ao Outubro Vermelho, 1984


E porque eu amo vocês todos e vocês estarão comigo lá em todos os momentos.
E, me acreditem, nada poderia ser mais importante pra mim do que isso.
E prometo não voltar ultra-fudido como voltei de Florianópolis.


(pera, ‘tô tentando não chorar)


E....... E começou a tocar “Batalhão das Estrelas”, do Arraial. E ai não deu pra segurar....


Eu vou ali ao Trigésimo-terceiro Encontro Nacional de Estudantes de História, no Rio de Janeiro... Apresentar uns trabalhos, sabem?


Já volto. Não comecem a festa sem mim.




amo vocês

domingo, 18 de agosto de 2013

GRANDES VITÓRIAS E UM GRANDE DIA

“Entre promessas e despesas
Apostas e certezas
Cada vez mais”
– CPM22, “Apostas e Certezas”.

Depois de embromar até o fim da vida para terminar o artigo completo do trabalho Registros literários e cinematográficos da guerra sussurrada: a Guerra Fria em “A Caçada ao Outubro Vermelho”, de Tom Clancy e John McTiernan para ser apresentado semana que vem no XXXII Encontro Nacional de Estudantes de História (ver Vamos ao Encontro do Mais Forte: XXXII Encontro Nacional de Estudantes de História), nada melhor do que ter a visita dos Irmãos-Lobos pra tomarmos uma e falarmos um milhão de merdas e ENFIM conseguir enviar o artigo pro pessoal da Cientifica do evento em questão.
Eis as fotos da presepada!






(p.s.: acabei de mandar o artigo terminado pra publicação e recebi a confirmação de recebimento! A ou seja PEGA, PORRA! MAIS UM ARTIGO PUBLICADO!!!!)

Immortal, Luke, Marcos (seja bem-vindo pela primeira vez em casa!), Chuva-Vermelha-de-Sangue, Ize (grato pra sempre por ter revisado a versão final do artigo);, Ina, Lena (ibidem), Alex (idem ibidem)ESSE É PRA VOCÊS, PORRA!!!!

sábado, 17 de agosto de 2013

WAR: BATALHAS MITOLÓGICAS ou “RODA PUNK SEGUIDA DE MONTINHO DESTRÓIER!”

Quase não é mais sábado e ‘tô dando uma passada 1-2 pra dizer que Tailson e Sullivan e eu ‘tamos nos matando jogando o jogo de tabuleiro War: Batalhas Mitológicas. ‘Tamos na segunda partida e matando o canil inteiro a grito.
Algumas das fotos (a resolução da câmera né das melhores, mas um programa que a Paola me arrumou já me dá uma forra muito extrema! meus agradecimentos aqui a ela!)





Hora de voltar pra pedreiragem!

(e, sim!, junta mais de dois nerds e é selado só sair merda! vide o título deste post!)


‘Til breakin fuckin neuen Post!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

MEUS AMIGOS SÃO FODA!

Ouvindo: Bad Religion, New Maps of Hell, de 2007

Porra, quando eu acho que meus amigos não podem fazer mais, eis que fazem um BLOG narrando algumas “narrativas” me tendo como PERSONAGEM CENTRAL DAS MESMAS, vê se pode? Não sei porque ainda me surpreendo, sério...!

Eis o dito cujo!




Enjoy!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

VOLTANDO DOS MORTOS POR ALGO QUE VALE À PENA: WALL-E

Ouvindo: Neil Young, Old Ways, de 1985.

Hoje de madrugada, já quase amanhecendo, enfim consegui terminar de ver o famoso WALL-E.

A princípio, não achei TODA aquela coisa que TODO mundo diz, mesmo o enredo sendo muito bom (com as ótimas referências, indo do pequeno clássico inesquecível de Sessão da Tarde Um Robô em Curto Circuito, de 1985, os clássicos 2001 e Star Wars [ainda mais que a Industrial Light & Magic trabalhou em conjunto com a Pixar nos efeitos visuais, tendo colaboração DIRETA do próprio George Lucas + a LucasFilm ajudou na trilha sonora] até mesmo ao Wandal Savage, do desenho da Liga da Justiça, e inclusive a Lobisomem: O Apocalipse) com uma temática muito relevante, mas quando é produção da Disney diretamente... Todavia, durante a apresentação do créditos finais, é que o filme mostrou seu valor de fato: as animações a aquarela e óleo narrando o segundo renascer do Homem sobre a Terra e a homenagem aos jogos de videogame da Atari me fizeram ir dormir com (muitas) lágrimas nos olhos.

Além do entretenimento, o cinema – quando quer! – não deixa de cumprir suas funções primordiais: ser ARTE e POESIA VISUAL! Steve Jobs provou ser um dos últimos visionários tecnológicos que não abandonaram o lado humano (caralho! já pensou ele e o Lucas trampando juntos em um filme?!?!?!? se, em WALL-E, eles fizeram tudo aquilo, imagina em algo feito DIRETO pelos dois!!!) e que servia de modelo para não-permissão do homem moderno ser engolido e consumido pela ciência e a tecnologia no processo nada sutil se revela a quem está disposto a ver.


Sim, WALL-E é foda. A forra que eu sempre esperei da Disney e não decepcionou.

Tenham um excelente dia, senhoras e senhores.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

VAMOS AO ENCONTRO DO MAIS FORTE: XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDANTES DE HISTÓRIA

Ouvindo: Matanza, Thunder Dope, 2012

TRÊS TRABALHOS ENVIADOS!
TRÊS TRABALHOS APROVADOS!


... E OLHOS AMENDOADOS FITARAM O CÉU ENEGRECIDO: A PRÚSSIA MILITARISTA VISTA ATRAVÉS DO ANIMÊ CANNON FODDER, DE KATUSHIRO OTOMO

Rafael Alexandrino MALAFAIA (UFPA)
rafaelgarou@gmail.com

Durante a enfim unificação da Alemanha, em 1871, liderada pelo primeiro-ministro Otto Leopold Eduard von Bismarck-Schönhausen (1815 – 1898), e depois do Sacro Império Romano Germânico – Sacrum Romanum Imperium ou Heiliges Römisches Reich –, que perdurou do século XI até o início do século XIX, houve a máquina de guerra e conquista conhecida como Königreich Preußen, ou, em bom português, o Reino da Prússia, o mais importante Estado do então Kaiserlich Deutsches Reich, o Império Alemão. Considerando tal premissa histórica, esta sessão objetiva apresentar algumas das idiossincrasias históricas e sociais de tal estado germânico a partir das caracterizações destas presentes no episódio Cannon Fodder, dirigido e escrito pelo roteirista e desenhista de mangás (histórias em quadrinhos feitas no Japão e seu estilo próprio de desenho) e diretor de animês (desenhos animados de origem japonesa) Katsuhiro Otomo (1954-), que está presente na coleção Memories, de 1996, organizada e roteirizada pelo mesmo.

Palavras-Chave: Animê, Reino da Prússia, Katsuhiro Otomo.


“HOLD MY BREATH AS I WISH FOR DEATH”: SITUANDO “ONE”, DO METALLICA, NO CONTEXTO HISTÓRICO DA I GUERRA MUNDIAL UTILIZANDO A OBRA “NADA DE NOVO NO FRONT”, DE ERICH MARIA REMARQUE

Bruno Carlos Oliveira NEVES (UFPA)
chuvavermelha@gmail.com
Rafael Alexandrino MALAFAIA (UFPA)
rafaelgarou@gmail.com

O crítico literário e artístico alemão Walter Benjamin (1892-1940) em seu ensaio A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, de 1936, faz referência ao escritor e ativista político italiano iniciador do movimento artístico e literário conhecido como Futurismo, Filippo Tommaso Marinetti (1876-1944), quando este alça conflitos bélicos ao nível de referencial artístico inspirador – fato tomado como verdade ao considerar-se a intensa produção cultural durante todos os períodos belicosos da história humana, vide o que fora produzido em Música, Cinema, Literatura e, por fim, Histórias em Quadrinhos. Considerando estes pressupostos, os proponentes desta comunicação utilizar-se-ão da obra Nada de Novo no Front, escrita pelo alemão Erich Maria Remarque (1898-1970), em 1929, para situar historicamente a letra de “One”, da banda estadunidense Metallica, dentro do imaginário conhecido como a I Guerra Mundial, ocorrida entre 1914 e 1918, que eclodiu a partir não somente de vários pequenos conflitos no continente europeu, mas de rixas históricas do período do imperialismo entre as principais nações europeias do período, tendo como estopim a morte do conde Frederico Franco e as consequentes declarações de guerra entre países como Alemanha, Inglaterra e França. Em suma, objetiva-se tratar de como tal peleja influenciou a literatura através desta obra literária em específico (mesmo considerando que Remarque tenha participado da mesma como soldado do então Império Alemão) e a música do período pós-moderno, e como pode haver um paralelo aceitável entre elas.

Palavras-Chave: Metallica, Nada de Novo no Front, I Guerra Mundial.

REGISTROS LITERÁRIOS E CINEMATOGRÁFICOS DA GUERRA SUSSURRADA: A GUERRA FRIA EM “A CAÇADA AO OUTUBRO VERMELHO”, DE TOM CLANCY E JOHN McTIERNAN

Rafael Alexandrino MALAFAIA (UFPA)
rafaelgarou@gmail.com

A presente sessão temática tem como objetivo demonstrar o reflexo do imaginário conhecido e estudado como A Guerra Fria, assimilando a tensão existente na época entre seus países participantes, os Estados Unidos da América e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, e as conseqüências de tal embate para o mundo da época na obra A Caçada ao Outubro Vermelho – tanto a obra literária, escrita pelo estadunidense Tom Clancy, em 1984, e sua adaptação homônima para o cinema, dirigida por John McTierman, em 1990. Para tanto, faz-se uma análise do período em questão a partir de autores como Hobsbawm (1995) e Arbex Junior (1997) e um levantamento da produção literária do mesmo para que a análise conjunta de filme e livro seja seguramente executada, com o fim de que haja uma leitura da Guerra Fria por tais mídias, tendo a supracitada obra como eixo do estudo.

Palavras-Chave: Caçada ao Outubro Vermelho, Guerra Fria, Semiótica.


XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDANTES DE HISTÓRIA
24 A 31 DE AGOSTO DE 2013
RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO - BRASIL


Mais informações em: http://www.eneh.uerj.br/


VAMOS AO ENCONTRO DO MAIS FORTE!!!

sábado, 15 de junho de 2013

“VAMOS AO ENCONTRO DO MAIS FORTE!”: XXIV FÓRUM ACADÊMICO DE LETRAS – BOA VISTA, RORAIMA, BRASIL

A XXIV edição do Fórum Acadêmico de Letras (FALE) foi em Boa Vista, capital do estado de Roraima, e lá fui pr’outro lado do Brasil, depois de uma verdadeira epopeia pra conseguir tanto passagem quanto ajuda de custo e quase que ainda perco a viagem por estupidez de terceiros, apresentar trabalhos (Het Achterhus e/ou The Diary of Anne Frank: variações e percepções da obra O Diário de Anne Frank segundo a Estética da Recepção [que seria junto com a Annie Medrado, mas ela não pôde ir por problemas pessoais muito tensos que a deixaram muitíssimo putíssima da vida, mesmo resignada com o fato de não poder ir] e “Lá do alto deve ser bonito”: uma visão da chegada do ser humano ao espaço sideral através da HQ Le complexe du chimpanzé, que fora apresentado no Encontro Paraense de Estudantes de Letras deste ano).
E, sim, apesar da viagem de ida ter sido tranquila e a de volta ter sido uma agonia e um verdadeiro teste de paciência (mesmo que as duas tenham parecido berçários de tanto bebê que foi levado por mães e tias e avós), o evento foi do caralho e compensou ter ido (mesmo tendo voltado antes do final do dito cujo): conheci pessoas novas, uma cidade nova, uma universidade (aparentemente) bem-estruturada e ainda pude me divertir. Pows, isso foi muito foda!

Kathlen (uma menina de Letras da UFRR), Amanda e eu na noite de abertura do evento.

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E como não poderia ficar pro final do evento, deixei este texto pra ser lido no encerramento do evento (e espero que seja mesmo).

Boa noite! Saudações! Salve, salve!

Odeio despedidas. Sério. As palavras nunca são suficientes. Por isso, o texto. Que também não será suficiente. Resumirei em agradecimentos. Mas não antes de dizer que este, até agora, foi de muito longe, o melhor evento que já participei.
Mesmo contando com a presença física de minha amiga Amanda Ariana (Gaia vos abençoe! Obrigado por ter vindo!) e de meu amigo Robson e apesar de não ter a presença física de muitos de meus Irmãos-Lobos e minhas Irmãs-Lobas, o humor e a simpatia tanto dos integrantes da CO quanto de outros participantes, além das maravilhosas surpresas durante minha estada no evento só me fazem corroborar o fato deste ser, a partir de agora, ser louvável e inesquecível do qual sempre terei verdadeiro orgulho em dizer que participei. Hagda, Bia, Andrei, Erica e Enderson: eu olho pra vocês e vejo Maely, Ian de Freitas, Evileny, Alan Pojo e Ricardo, que, junto a discentes e docentes, fizeram tudo o que lhes foi possível e impossível para que o FALE na Universidade Federal do Pará fosse memorável. Vocês são os melhores (e nunca permitam que os convençam do contrário!) e sempre os levarei comigo com as melhores lembranças e estimas. Não vos desejo nada menos do que o melhor e que vocês tenham vidas maravilhosas e incríveis. É isso que eu acredito que vós mereceis.
Professor Thomas Massao Fairchild, por tornar tal evento e reunião possíveis – não é somente um evento de pesquisadores na graduação e na pós, mas inclusive um encontro de desbravadores na busca incessante de um ideal maior: a árdua e constante afirmação e consolidação da pesquisa científica no curso de Letras no Brasil. A meu ver, o senhor é um referencial e ideal a todos os discentes de tal graduação na UFPA que se dedicam à pesquisa na graduação.
Professora Maria Odileiz Sousa Cruz e a toda a equipe que tornou o XXIV Fórum Acadêmico de Letras algo real e sólido, justamente por ter aceitado tal desafio e prosperado e triunfado sobre o mesmo, além da verdadeira disposição em ajudar e preocupação com o bem-estar de todos no evento. Canções de Honra e Glória sempre serão cantadas a vosso respeito por tal empreitada.
Professora Patricia Moeller-Steffen, por sempre acreditar e nunca duvidar de minhas capacidades e sempre me ajudar no que fosse possível para eu sempre chegar mais longe (como aqui e agora), mesmo que colidamos de frente e discordemos em muitas situações e problemáticas.
Professor Cláudio Maurício Flores Morales, Professor Luiz Guilherme dos Santos Júnior e Professora Sandra Mina Takakura, tudo o que foi dito antes a Frau Steffen e a Herr Fairchild também se aplica a vós, e mais duas palavras que certamente entendereis as entrelinhas: Metal Gear.
Tailson, Breno, Denize, Maria e Anna; a todos que amo e vieram profundamente enraizados em minhas lembranças e coração; a meus professores: Vindi, vidi, vincit. Vim, vi, vencemos!. Sem mais.
A todos os presentes no evento, já disse Rodrigo, do Dead Fish, em “Contra Todos”: “somos nós contra todos e nós vamos vencer!” Nós somos a Revolução!
Ângela Maria Alexandrino Maia, minha mãe, estrela-guia e objetivo condutor, base sólida, e céu: nunca saberei como começar e nunca como terminar a dizer o quão e como vos sou grato.
Para enfim terminar de me agradecer e me despedir, cito Ronaldo Silva que, frente ao Arraial do Pavulagem, recita no final de “Batalhão das Estrelas”: “No Arraial que é do Sol / No Arraial que é da Lua / No povo na rua, no meu guarnecer / Canta, Vardé, Vardé das Cuieiras / Deu estrondo lá fora / E, quando eu for embora, contrário / Nesse ‘adeus’ é que tu choras”.
E eu digo: “Quando eu for embora, contrário; nesse ‘adeus’, sou eu quem chora”.


Rafael Alexandrino Malafaia
Boa Vista, Roraima, 14 de junho de 2013.


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Foto em um bar próximo ao alojamento onde ficamos “hospedados”. Da esquerda pra direita: Ingrid (USP), Robgol (UFPA), eu, Larissa (UFF) e Amanda.

Por favor, seus caralhos, voltem inteiros!



Bis zu dem breaking fucking neuen Post!
Amanhã: primeiro Arrastão do Arraial do Pavulagem Junino de 2013!

sábado, 1 de junho de 2013

EXATAMENTE NESTE MOMENTO AQUI EM CASA..............................

EXATAMENTE NESTE MOMENTO AQUI EM CASA..............................


Tomando uma e colocando a conversa em dia com o Reinaldo “Frota” Barros antes de ir à casa do Immortal!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

DA IMPORTÂNCIA DA LITERATURA (e pra não dizer que esqueci o blog........)

“O senhor olha para fora, e é isso sobretudo que não devia fazer agora. Ninguém pode ajuda-lo e aconselhá-lo, ninguém. Há apenas um meio. Volte-se para si mesmo. Investigue o motivo que o impele a escrever; comprove se ele se estende as raízes até o ponto mais profundo de seu coração, confesse a si mesmo  se o senhor morreria caso fosse proibido de escrever. Sobretudo isso: pergunte a si mesmo na hora mais silenciosa da madrugada: ‘preciso escrever?’ Desenterre de si mesmo uma resposta profunda. E, se ela for afirmativa, se o senhor for capaz de enfrentar essa pergunta com um forte e simples ‘Preciso’, então construa sua vida de acordo com tal necessidade; sua vida tem que se tornar, até na hora mais indiferente e irrelevante um sinal e um testemunho desse impulso. Então se aproxime da natureza. Procure, como o primeiro homem, dizer o que vivencia o que ama e perde. Não escreva poemas de amor; evite a princípio aquelas formas que são muito usuais e muito comuns: elas são as mais difíceis, pois é necessária uma forca muito grande e amadurecida para manifestar algo de próprio onde há uma profusão de tradições boas, algumas brilhantes. Por isso, resguarde-se dos temas gerais para acolher aqueles que seu próprio cotidiano lhe oferece; descreva suas tristezas e desejos, os pensamentos passageiros e a crença em alguma beleza – descreva tudo isso com uma sinceridade íntima, serena, paciente, e utilize, para se expressar, as coisas de seu ambiente, as imagens de seus sonhos e os objetos de sua lembrança. Caso o seu cotidiano lhe pareça pobre, não reclame dele, diga para si mesmo que não é poeta bastante  para evocar suas riquezas; pois para o criador não há nenhum problema e nenhum ambiente pobre, insignificante. Mesmo que estivesse em uma prisão, cujos muros não permitiriam que nenhum ruído do mundo chegasse a seus ouvidos, o senhor não teria sempre a sua infância, essa riqueza preciosa, régia, esse tesouro das recordações? Volte a ela sua atenção. Procure trazer à tona as sensações mais submersas desse passado tão vasto; sua personalidade ganhará firmeza, sua solidão se ampliará e se tornará uma habitação à meia-luz, da qual passa longe o burburinho dos outros.”
– Rainer Maria Rilke para Franz Xavier Kappus, 17 de fevereiro de 1903, tradução de Pedro Süssekind

quarta-feira, 1 de maio de 2013

MINI-REUNIÃO DE AMIGOS!

Na foto: eu, Sr. e Sra. Trilha-de-Sangue, Issa-chan e respectivo namorado (faltou Lil, Neuton, Alan e Amanda, mas tudo ok).

Local: Meu Garoto da Frei Gil.