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YEAH, HOUSTON, WIR HABEN BÜCHER!

e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

REGINA, LET'S GO!

15 de fevereiro de 2008
(observação: esta postagem foi feita ANTES da postagem The Stonewall Celebration Concert, mas só agora está sendo postada, porque só agora consegui acabar de traduzir essas letras!)

13 de janeiro de 2008
Heil, Heil!
Abaixo estão as letras do álbum 11:11 da cantora e pianista russa REGINA SPEKTOR, e as traduções das letras em questão. Meus ouvidos estão quase rachando de tanto escutar este álbum, de tão bom que eu o achei. Espero que vocês também gostem! A propósito, eu gostaria de agradecer a minha conhecida KEILA FUKUSHIMA por ter me apresentado esta cantora – e por ter me enviado este álbum pelo MSN também, he, he, he! Domo Arigato Gozaimashita, Kei-chan! Eu também gostaria de agradecer ao meu grande amigo Elias Silva Nascimento por ter me cedido à internet da casa dele preu poder pegar todas as letras deste álbum (fui eu que fiz todas as traduções, diga-se logo) e também ter downloadeado de lá os álbuns Ao Vivo – Outs, do Noção de Nada, e o primeiro álbum-solo do Renato Russo, The Stonewall Celebration Concert, de 1994 [futuramente, todas as letras deste álbum e todas as suas respectivas traduções estarão aqui - assim que eu achá-las no meio do mundareu de papéis que tem no meu quarto]. Enquanto isso, com vocês, Regina Spektor. enjoy!
:: LOVE AFFAIR :: CASO DE AMOR ::
There was a love affair in this building :: havia um caso de amor nesse edifício
The kind of love affair, which every respectable building must keep as a legend :: do tipo de caso de amor no qual todo edifício respeitável deve manter como uma lenda
Slowly festering through an innocent by the way or have you heard :: infestando lentamente através de um inocente como você deve ter ouvido
He was perfect except for the fact that he was an engineer and mothers prefer doctors and lawyers... :: ele era perfeito exceto pelo fato de que era um engenheiro e mães preferem médicos e advogados...

Yet despite this imperfection he was clean looking and respectable looking :: apesar dessa imperfeição ele era limpo e respeitável ao se olhar
And you'll never find a mother who doesn't appreciate a natural man :: e você nunca vai achar uma mãe que não aprecie um homem natural
So he grew healthy aloe Vera plants by the window :: então ele plantou saudáveis plantas aloe Vera na janela
Healthy teeth in his mouth :: denteS saudáveis em sua boca
Healthy hair on his head :: cabelos saudáveis em sua cabeça
He grew healthy wavy brown hair on his head :: nasceram cabelos ondulados saudáveis em sua cabeça
The kind that babies always go for with sticky little fingers :: do tipo que os bebês sempre apontam com o dedinho


:: REJAZZ ::
Thought I'd cry for you forever :: Pensei que ia chorar por você pra sempre
But I couldn't so I didn't :: Mas eu não pude, então não chorei
People's children die and they don't even cry forever :: E os filhos das pessoas morrem e nem elas choram pra sempre
Thought I'd see your face in my mind for all time :: pensei que ia ver sua face na minha mente o tempo todo
But I don't even remember what your ears looked like :: Mas agora eu nem me lembro como eram as suas orelhas

And the clock still strikes midnight and noon :: O relógio continua a tocar meia-noite e meio-dia
And the sun still rises and so does the moon :: O Sol continua a nascer e a Lua também
Birds still migrate south and people move on :: Os pássaros ainda migram pro Sul e as pessoas se mudam
Even though I'm no longer in your arms :: Mesmo que eu não esteja mais em seus braços
Thought the mountain would crumble :: Pensei que as montanhas iam se desintegrar
And the rivers would bend :: E os rios iam mudar de direção
But I thought all wrong and the world did not end :: Mas eu pensei tudo errado e o mundo não acabou
Guess the maps will just have to stay the same for a while :: Acho que os mapas vão simplesmente continuar os mesmos por um tempo
Didn't even need therapy to rehabilitate my smile :: Nem sequer precisei de terapia pra reabilitar meu sorriso
Rehabilitate my smile :: Reabilitar meu sorriso

Thought I'd cry for you forever :: Pensei que ia chorar por você pra sempre
But I couldn't so I didn't... :: Mas eu não pude, então não chorei


:: BACK OF A TRUCK :: PARTE DE TRÁS DO CAMINHÃO ::
She lifted the monument in her monumental arms :: Ela levantou um monumento em seus braços monumentais
She was the Mother Superior with her carry-on luggage charms :: Ela era a Madre Superior com seu encanto alvoroçado na bagagem
She was this androgynous powder nosed girl next door :: Ela era essa andrógina vizinha metida
She had eaten her dog and she was back for more :: Ela tinha comido seu cachorro e era de mais do que pra trás
Back for more, back for more :: Mais do que pra trás, mais do que pra trás
Oh she was back for more, some more, yes please, some more :: Oh ela era mais do que pra trás, um pouco mais, sim por favor, um pouco mais

Her gym teacher thought himself a sweat-socked demi-god :: O professor do ginásio se pensou como um semi-deus de meias suadas
And her geraniums thought themselves an alien pod :: E os gerânios* dela se imaginaram como um bando de animais alienígenas
And her front porch gave way beneath the classified weight :: E a varanda de frente deu caminho abaixo da altura classificada
And when an ambulance came they said it’s much too late :: E quando a ambulância chegou eles disseram que era tarde demais
Oh it’s much too late, oh it’s much too, much too late :: Oh era tarde demais, oh era demais, muito tarde
Oh it’s much too late, how late? Very late, too late. :: Oh era tarde demais, quão tard? Muito tarde, tão tarde.

Now the people of New Guinea and the people of L.A. :: Agora as pessoas de Nova Guiné e de Los Angeles
Have been pen pals for years cause they both hate ballet :: Têm sido correspondentes por anos porque os dois odeiam balé
Only the pandas and bears have made a clean getaway :: Somente os pandas e ursos fizeram uma fuga limpa
But the news bulletin claims it's gonna be okay :: Mas o caderno de notícias diz que vai ficar tudo bem
Now Miss Lucy had a sweatshop where the immigrants worked :: Agora a senhorita Lucy tem loja ou fábrica que explora os empregados onde os imigrantes trabalham
Problem was they all turned to pumpkins at the twelve o’clock stroke :: O problema é que todos viraram abóboras quando o relógio tocou à meia noite
Promptly confiscated by police precinct number X :: Prontamente confiscado pela polícia do distrito policial número X
That was when the alien geraniums demanded the facts :: E foi quando as plantas alienígenas informaram os fatos
No violence, of course, no violence, no violence, of course :: Sem violência, claro, sem violência, sem violência, claro
Hey no violence, of course, of course, why yes, off course :: Hey sem violência, claro, claro, por que sim? Mas é claro!
I mean, I mean, of course, why yes, of… of course :: Eu quis di... quis dizer CLARO! Com certeza! Por que sim?! É..é.. É claro!

Here the story gets hazy and the hair gets too long :: Aqui a história fica perigosa e os cabelos ficam longos demais
And the T.V. gets quiet as we hear a real bad song :: E a televisão fica em silêncio como se ouvíssemos um som ruim de verdade
The mothers get whiskey and the girlfriends get tongue :: As mães pegam um uísque e as namoradas ganham voz
And there’s a back of a truck selling smoke free lungs :: E tem uma carreta vendendo pulmões livres de fumaça
And there’s a back of a truck selling alien pods :: E tem uma carreta vendendo bandos de animais alienígenas
And there’s a back of a truck selling game show hosts :: E tem uma carreta vendendo apresentadores de programas de televisão
And there’s a back of a truck selling the souls of the dead :: E tem uma carreta vendendo as almas dos mortos
And there’s a back of a truck selling crumb free bread :: E tem uma carreta vendendo pães sem miolo
This is New York! :: Essa é Nova Iorque!
Now there’s a back of a truck selling the back of a car :: E a parte de trás de um caminhão está vendendo a parte de trás de um carro
And there’s a back of a car selling roadway maps :: E a parte de trás do carro vendendo mapas de rodovias
And there are roadway maps selling a back of a head :: E os mapas de rodovias vendendo a parte de trás de uma cabeça
Hey how much for that back of a head, man? :: Hey, quanto custa essa parte de cabeça, cara?
Hey wait a minute, hey wait a minute :: Hey espere um minuto, hey espere um minuto!
Wait a minute that’s… wait a minute that’s my back of a head :: Espere um minuto essa é… Espere um minuto essa é a parte de trás da minha cabeça!
Hey you can’t sell that man, that’s my back of a head :: Hey você não pode vender isso cara, é uma parte da minha cabeça!
Hey, hey sell it back to me, man, sell it back to me :: Hey, hey venda isso pra mim de volta, cara, venda pra mim de volta
Hey it’s, it’s my m-m-m-m-m-m-mine :: Hey isso é, isso é me m-m-m-m-m-m-meu
* gerânio é uam espécie de planta


:: BUILDINGS :: PRÉDIOS ::
He was a husband who drove his wife home drunk from the parties :: Ele era um marido que guiava sua esposa bêbada pra casa depois das festas
He was a husband who drove his wife home :: Ele era um marido que guiava sua esposa bêbada pra casa
And in the car he would gently lean her head on the side door window :: E ele gentilmente apoiaria a cabeça dela na janela da porta do carro
And in the bathroom he would hold her hair back and hope, saying: :: E no banheiro ele seguraria o cabelo dela pra trás e tinha esperanças, dizendo:

They build buildings oh they build buildings oh they build buildings :: Eles constroem prédios, oh. Eles constroem prédios, oh. Eles constroem prédios
So tall these days :: tão altos nos dias de hoje

And in the morning she'd wake up and crouch recollections all day :: E de manhã ela acordaria e humilhantes recordações o dia todo
But she would always always wake up the next morning :: Mas ela sempre sempre acordaria na manhã seguinte
And he'd take one look at her a say baby that's ok :: E ele daria uma olhada pra ela e diria: "oh, está tudo bem!"
And her conscience would issue yet another last warning, saying; :: E a consciência dela continuaria pesada ainda, outra última adventência, dizendo:

They build buildings oh they build buildings oh they build buildings :: Eles constroem prédios, oh. Eles constroem prédios, oh. Eles constroem prédios
So tall these days :: tão altos nos dias de hoje

And she would ask for time and she'd ask for time :: E ela pediria tempo, pediria tempo
And she would ask for time and she would beg for time :: Ela pediria tempo, ela imploraria por tempo
And she would beg for time and beg for time and call it a gift :: E imploraria por tempo, imploraria por tempo e chamaria isso de dádiva
And he would give her time and he'd give her time :: E ele daria o tempo dela e ele daria o tempo dela
And he would give her time and he'd give her time- :: E ele daria o tempo dela e ele daria o tempo dela-
But time is not given and time is not taken :: Mas tempo não é algo que se pode dar
It just sifts through its sift :: Ele só se espalha através da peneira dele

And it was coffee and coffee and coffee and coffee and coffee and coffee some more :: E era café e café e café e café e café e café e algo mais
He'd go to work and she'd take a sick day and rot at the core :: Ele iria trabalhar e ela ficaria um dia doente no âmago
And by the time he came back she'd scrub the bathroom and make it smell like pine :: E até lá ele volta e teria lavado o banheiro e feito ele cheirar a pinho
It would be almost as if nothing had happened and he'd give her time, saying: :: E isso seria como se nada tivesse acontecido e ele daria o tempo dela, dizendo:

They build buildings, oh they build buildings, oh they build buildings :: Eles constroem prédios, oh.Eles constroem prédios, oh. Eles constroem prédios
Oh don't they build buildings, oh they build buildings :: Oh, eles não constroem prédios?.Oh, eles constroem prédios
They build buildings so tall these days :: Eles constroem prédios tão altos nos dias de hoje
And she would ask for time and shed ask for time :: E ela pediria tempo, pediria tempo
And she would ask for time and she would beg for time :: Ela pediria tempo, ela imploraria por tempo
And she would beg for time and beg for time and call it a gift :: E imploraria por tempo, imploraria por tempo e chamaria isso de dádiva
And he would give her time and he'd give her time :: E ele daria o tempo dela e ele daria o tempo dela
And he would give her time and he'd give her time- :: E ele daria o tempo dela e ele daria o tempo dela-
But time is not given and time is not taken :: tempo não é algo que se pode capturar
It just sifts through its sift :: Ele só se espalha através da peneira dele


:: MARY ANN ::
Miss Mary Ann :: Senhora Mary Ann
kept her man :: mantinha seu marido
in porcupine gloves, in porcupine gloves :: em luvas de porco-espinho, luvas de porco-espinho
and on that day :: e naquele dia
as scheduled :: conforme o horário
they made porcupine love, porcupine love :: eles fizeram amor de porco-espinho, amor de porco-espinho

so stiff and stuck and prickly :: Tão formal, tola e espinhosamente
he came in and then back out quickly :: ele vinha pra dentro e depois pra fora rapidamente
but lord not any quicker than according to plan :: mas, Deus! Nada mais rápido do que o de acordo com o plano
like a soldier, one foot in front of the other :: como um soldado, um pé na frente do outro

Miss Mary Ann :: Senhora Mary Ann
had a man :: tinha uma homem
named Stan, Stan Buttler :: chamado Stan, Stan Butler
he had no antlers :: ele não tinha chifres
he had no center :: não tinha centro
he had no enter and he had no exit :: ele não tinha entrada e nem saída

his hair was short and prickly :: O cabelo dele era curto e espetado.
he came in and then back out quickly :: ele vinha pra dentro e depois pra fora rapidamente
but lord not any quicker than according to plan :: mas, Deus! Nada mais rápido do que o de acordo com o plano
like a soldier, one foot in front of the other :: como um soldado, um pé na frente do outro

and how he loved her apple pies, :: E como ele amava as tortas de maçã dela,
how he loved her meat loaf, :: como ele amava as massas de carne dela,
how he loved her chicken breasts, :: como ele amava os peitos de frango dela,
how he loved her pudding, :: como ele amava o pudim.
served promptly at eight o'clock, :: servido pontualmente às oito horas.
served promptly at seven :: servido pontualmente às sete
served promptly at ten o'clock, :: servido pontualmente às 10 horas.
and promptly at eleven heaven :: servido pontualmente às 11 céu

Miss Mary Ann :: Senhora Mary Ann
kept her cans :: mantinha suas latas
in alphabetical order :: em ordem alfabtética
Miss May Ann :: Senhora Mary Ann
began to have :: começou a ter
some thoughts of murder :: alguns pensamentos assassinos

Miss Mary Ann :: Senhora Mary Ann
started to think :: começou a pensar
real hard about her future :: sobre o seu verdadeiro futuro
Miss Mary Ann :: Senhora Mary Ann
preferred her meat :: preferiu que a carne dela
to be freshly butchered :: para ser servida fresca

oh she killed him rather quickly :: oh ela o matou rapidamente
man that woman was truly sickly :: o homem da mulher realmente adoentada
mas, Deus! Nada mais rápido do que o de acordo com o plano
like a soldier, one foot in front of the other :: como um soldado, um pé na frente do outro

and how he loved her apple pies, :: E como ele amava as tortas de maçã dela,
how he loved her meat loaf, :: como ele amava as massas de carne dela,
how he loved her chicken breasts, :: como ele amava os peitos de frango dela,
how he loved her pudding, :: como ele amava o pudim.
served promptly at eight o'clock, :: servido pontualmente às oito horas.
served promptly at seven :: servido pontualmente às sete
served promptly at ten o'clock, :: servido pontualmente às 10 horas.
and promptly at eleven heaven :: servido pontualmente às 11 céu

Miss Marry Ann :: Senhora Mary Ann
kept her man :: mantinha seu marido
in porcupine gloves, in porcupine gloves :: em luvas de porco-espinho, luvas de porco-espinho
and on that day :: e naquele dia
as scheduled :: conforme o horário
they made porcupine love, porcupine...-ah-ah-ah-ah-ah-apchu! :: Eles fizeram amor de porco-espinho, amor de porco-espi...-ah-ah-ah-ah-ah-apchu!


:: FLYIN' :: VOANDO ::
I went flyin' out of my window :: Eu saí voando pela minha janela
I went flyin' out of my window :: Eu saí voando pela minha janela
Been caught doin' it once or twice :: Fui pega fazendo isso uma ou outra vez
But it feels so real nice :: Mas parece tão legal
Oh it feels so real nice :: Oh parece tão legal

Saw the earth and I saw the sky :: Vi a Terra e eu vi o céu
Saw the earth and I saw the sky :: Vi a Terra e eu vi o céu
Been caught doin' it once or twigh :: Fui pega fazendo isso uma ou outra ve...
But it feels so real nigh :: Mas parece tão lega...
Oh it feels so real nigh :: Oh parece tão lega...
Oh it feels so real nigh :: Oh parece tão lega...

Went to school with them boring teachers :: Fui à escola com professores entediantes
Who thought they was all my preachers :: Que pensaram ser meus pregadores
So I went starin' out of my window :: Então eu saía encarando pra fora da minha janela
I went starin' out of my window :: Saía encarando pra fora da minha janela
Been caught doin' it once or twice :: Fui pega fazendo isso uma ou outra vez
But it feels so real nice :: Mas parece tão legal
Oh it feels so real nice, ::
Oh it feels so real nice, that I might even do it again :: Oh parece tão legal que talvez eu faça de novo

One of them took me with him to sleep :: Um deles me levou pra dormir consigo
Said not to make a peep :: Disse-me pra não soltar um pio
Said it'll be a secret we keep :: Então eu não soltei um pio
So I didn't make a peep :: Disse que seria um segredo só nosso
Kissed my cheek and rubbed my feet :: Beijou minha bochecha e massageou meus pés
But his kissin' didn't taste so sweet :: Mas seus beijos não eram tão doces
Told him I just wanted to sleep :: Disse pra ele que eu só queria dormir
So he got mad :: Então ele ficou bravo
And he got madder, and he got maddest of them all :: E ficou mais bravo e ficou bravíssimo e mais bravo ainda

Sent me flyin' out of his window :: Mandou-me voando pra fora da sua janela
Sent me flyin' out of his window :: Mandou-me voando pra fora da sua janela
Not caught once, not caught twice :: Não fui pega nem uma nem outra vez

And I've been flyin' ever since and I've been flyin' in the skies... :: E tenho estado voando desde então e tenho voado pelos céus...


:: WASTESIDE :: LADO PERDIDO ::
I was sleeping by the wasteside of tomorrow :: Eu estava dormindo no lado perdido do amanhã
But its better than sleeping by the wasteside of today :: Mas era bem melhor que dormir no lado perdido de hoje
All the barbershops and funeral-homes were open :: Todas as barbearias e casas funerárias estavam abertas
And the customers were coming and the business was doing great :: E os fregueses estavam vindo e os negócios estavam indo bem

I was sleeping by the wasteside of tomorrow :: Eu estava dormindo no lado perdido do amanhã
Just dreaming dreams and drooling on my bed :: Simplesmente sonhando sonhos e babando na minha cama
All the people in my town would be born :: Todas as pessoas na minha cidade deviam ter nascido
Then they'd get themselves a little hair cut :: E eles dariam uma cortadinha em seus próprios cabelos
And then promptly after they'd be dead :: E então, pontualmente, eles estariam mortos depois

I was sleeping by the wasteside of tomorrow :: Eu estava dormindo no lado perdido do amanhã
When a drunk girl awoke me on the train :: Quando uma garota bêbada me acordou no trem
But I did not see her stumbling and I did not hear her mumbling :: Mas eu não a vi errando e não a ouvi resmungando
As I dubbed myself a passenger :: Como eu me considerei uma passageira
And kindly stepped away :: E uma amável partida pra longe

I was sleeping by the wasteside of tomorrow I was sleeping :: Eu estava dormindo no lado perdido do amanhã, eu estava dormindo
I was sleeping I was sleeping by the wasteside of tomorrow :: Eu estava dormindo, eu estava dormindo no lado perdido do amanhã
I was sleeping by the wasteside of tomorrow of tomorrow :: Eu estava dormindo no lado perdido do amanhã, do amanhã
Ladies and gentlemen :: Senhoras e senhores
I was just sleeeeee-ahhhhhhhhhhhhhhh :: Eu estava simplesmente dormiiiiiin-dooooooooooooooo

I was sleeping by the wasteside of tomorrow :: Eu estava dormindo no lado perdido do amanhã
But it's better than sleeping by the wasteside of today :: Mas era bem melhor que dormir no lado perdido de hoje
All the barbershops and funeral-homes were open :: Todas as barbearias e casas funerárias estavam abertas
And the customers were coming and the business :: E os fregueses estavam vindo e os negócios
Was :: estavam
Doing :: indo
Great... :: bem...


:: PAVLOV'S DAUGHTER :: FILHA DE PAVLOV ::
The grave diggers getting stuck in the machine :: Os coveiros estão se prendendo à máquina
Pickings getting slim, slimmer :: Produtos de roubos ficando finos, mais finos
I hear them say my name :: Eu os ouço dizer meu nome
Regin-ah, regin-ah, regin-a-ah :: Regi-na, regi-na, regi-na

Yes I’m putting the boulder to my ear :: Sim, estou colocando seixo ao meu ouvido
And I still can't hear :: E aind anão consigo ouvir
Whadya think I was an amateur :: O que eu pensei que era uma amadora
Playin’ with my temperature... :: Brincando com minha temperatura…

If I hear another song about angels :: Se eu ouvir outra canção sobre anjos
If I see another feather on the dumb-box :: Se eu ver outra plumagem nesta caixa estupida
I’m gonna go to Babylon and get me some whiskey :: Eu irei até Babilônia e me consiga um pouco de uísque
Gonna go to Babylon and get me some whiskey now... :: Irei até à Babilônia e consiga um pouco de uísque para mm agora
If I hear another song about angels :: Se eu ouvir outra canção sobre anjos
If I see another feather on the dumb-box :: Se eu ver outra plumagem nesta caixa estupida
I’m gonna go to Babylon and get me some whiskey :: Eu irei até Babilônia e me consiga um pouco de uísque
get me some whiskey :: me consiga um pouco de uísque
get me some whiskey :: me consiga um pouco de uísque
get me some whiskey now :: me consiga um pouco de uísque agora

My name is Lucille and I know how you feel :: Meu nome é Lucille e eu sei como você se sente
I live downstairs :: Eu vivo no térreo
I hear you taking out your garbage :: Eu te ouço levando o lixo pra fora
I hear you loving your girlfriend :: Eu te ouço amando sua namorada
I hear you loving yourself too :: Eu ouço você se amando também
I hear you flushing your toilet :: Eu te ouço consertando seu banheiroI hear you turning your thoughts off :: Eu ouço você mudando seus pensamentos
I turn mine off too :: Eu me torno minha também
The only thing I hear is you :: A única coisa que eu escuto é você
And you don't sound nice and you don't sound right :: E você não soa agradável e você não soa correto
And you don't sound nice and you don't sound right :: E você não soa agradável e você não soa correto

My name is Lucille and I know how you feel :: Meu nome é Lucille e eu sei como você se sente
I live downstairs :: Eu vivo no térreo
I hear you taking out your garbage :: Eu te ouço levando o lixo pra fora
I hear you loving your girlfriend :: Eu te ouço amando sua namorada
I hear you loving yourself too :: Eu ouço você se amando também
I hear you turning your thoughts off :: Eu ouço você mudando seus pensamentos
I hear you turning your thoughts off :: Eu ouço você mudando seus pensamentos
And it get’s quiet... :: E isto se aquieta…

Pavlov’s daughter woke up in the morning :: A filha de Pavlov acordou de manhã
Heard the bell ring :: Ouvir o soar do sino
And something deep inside of her made her want to salivate :: E lago bem fundo dentro dela a fez querer salivar
So she lay there drooling on her pillow :: Então ela deitou lá
So she lay there, the sun skimming her skin, and drooling on her pillow :: Então ela deitou lá

Pavlov’s daughter :: A filha de Pavlov
And it was far away and hazy like a dream :: E estava longe e como um sonho
Not a dream, but the ocean, :: Não um sonho, mas o oceano,
Not the ocean, but forever... :: Não o oceano, mas para sempre...

The grave diggers getting stuck in the machine :: Os coveiros estão se prendendo à máquina
Pickings getting slim, slimmer :: Produtos de roubos ficando finos, mais finos
I hear them say my name :: E os ouço dizendo meu nome
Regin-ah, regin-ah, regin-a-ah :: Regi-na, Regi-na, Regi-na

Yes es I’m putting the boulder to my ear :: Sim, estou colocando seixo ao meu ouvido
And I still can't hear :: E aind anão consigo ouvir
Whadya think I was an amateur :: O que eu pensei que era uma amadora
Playin’ with my temperature... :: Brincando com minha temperatura…

If I hear another song about angels :: Se eu ouvir outra canção sobre anjos
If I see another feather on the dumb-box :: Se eu ver outra plumagem nesta caixa estupida
I’m gonna go to Babylon and get me some whiskey :: Eu irei até Babilônia e me consiga um pouco de uísque
Gonna go to Babylon and get me some whiskey now... :: Irei até à Babilônia e me consiga um pouco de uísque agora
If I hear another song about angels :: Se eu ouvir outra canção sobre anjos
If I see another feather on the dumb-box :: Se eu ver outra plumagem nesta caixa estupida
I’m gonna go to Babylon and get me some whiskey :: Eu irei até Babilônia e me consiga um pouco de uísque
get me some whiskey :: me consiga um pouco de uísque
get me some whiskey :: me consiga um pouco de uísque
get me some whiskey now :: consiga um pouco de uísque para mm agora

My name is Lucille and I know how you feel :: Meu nome é Lucille e eu sei como você se sente
I live downstairs :: Eu vivo no térreo
I hear you taking out your garbage :: Eu te ouço levando o lixo pra fora
I hear you loving your girlfriend :: Eu te ouço amando sua namorada
I hear you loving yourself too :: Eu ouço você se amando também
I hear you flushing your toilet :: Eu te ouço consertando seu banheiro
I hear you turning your thoughts off :: Eu ouço você mudando seus pensamentos
I turn mine off too :: Eu me torno minha também
The only thing I hear is you :: A única coisa que eu escuto é você
And you don't sound nice and you don't sound right :: E você não soa agradável e você não soa correto
And you don't sound nice and you don't sound right :: E você não soa agradável e você não soa correto

My name is Lucille and I know how you feel :: Meu nome é Lucille e eu sei como você se sente
I live downstairs :: Eu vivo no térreo
I hear you taking out your garbage :: Eu te ouço levando o lixo pra fora
I hear you loving your girlfriend :: Eu te ouço amando sua namorada
I hear you loving yourself too :: Eu ouço você se amando também
I hear you turning your thoughts off :: Eu ouço você mudando seus pensamentos
I hear you turning your thoughts off :: Eu ouço você mudando seus pensamentos
And it get’s quiet... :: E isto se aquieta…

As quiet as an ambulance checking out the neighborhood :: Tão quieto como uma ambulânica checando a rua
Waiting for the blade to slip and that final blow, :: Esperando pela lâmina que desliza e a desgraça final
but nothing happens, it's a cruel joke :: mas nada acontece, é uma piada cruel
As ironic as a ticker tape parade over the rain forest, :: Tão irônico quanto um desfile de gala na floresta da chuva,
As ironic as a ticker tape parade over my head, :: Tão irônico quanto um desfile de fala sobre a minha cabeça,
As ironic as a ticker tape parade over my head going down stream... :: Tão irônico quanto um desfile de gala sobre a minha cabeça caindo continuamente...
To where...it isn't... Even... Real...rain... At...all... :: Para onde... não é... Mesmo.... Chuva... Real... de modo... algum...

:: 2.99 BLUES ::
Somewhere far away where I roam :: Algum lugar distante daqui eu vago
There live my buffalo twin in :: Lá vive meu búfalo gêmeo
In our twin buffalo home, sweet home :: Em nossa lar do búfalo gêmeo, doce lar
He takes good care of my native son :: Ele cuida bem do meu filho nativo
And he calls me by my native name :: E ele me chama pelo meu nome nativo
He, he even lets us drink spring water on Sundays :: Ele, ele até nos deixa beber a água da primavera nos domingos
2.99, 2.99 a gallon :: 2.99, 2.99 por galão
2.99, 2.99 a gallon :: 2.99, 2.99 por galão

And somewhere further down the road :: E em algum lugar mais além Estrada abaixo
Where I also roam :: Onde eu vago mais
There lives my caterpillar cousin :: Onde vive minha prima caterpillar
Beneath a fancy engraved tomb head stone :: Abaixo de um
In the middle of his southern town :: No meio da cidade do sudoeste
Beneath a cemetery burial plot :: Abaixo de um cemitério funeral
And he, he don't pay rent no more, no more :: E ele, ele não paga mais aluguel, não mais
But he sure likes, he sure likes the spot :: Mas é certo que ele gosta, é certo que ele gosta
He sure likes the spot, likes the spot :: É certo que ele gosta, ele gosta
He sure likes the spot, likes the spot :: É certo que ele gosta, ele gosta
He sure likes the spot, likes the spot :: É certo que ele gosta, ele gosta

But in the furthest place I've ever known :: Mas o lugar mais distante que eu já conheci
Where even I so rarely roam :: Onde mesmo eu vaguei tantas raras vezes
There lives a boy who just come back from war :: Onde vive um garoto que veio justamente de volta da guerra
His flesh was wounded but he made it back home :: Sua carne estava ferida mas ele voltou para casa
His mother calls him by his given name :: Sua mãe o chamou pelo seu nome dado
And the neighbors whisper how he prefers to be alone :: E os vizinhos sussurram o quanto ele prefere ficar sozinho
And he gets, he gets nightmares about boys :: E ele tem, ele tem pesadelos com garotos
Dripping blood sold for 2.99 2.99 a gallon :: Gotejando sangue para venda por 2.99 2.99 o galão
Come on just 2.99 2.99 a gallon :: Venha é 2.99 2.99 por galão
Pay up yours 2.99 2.99 a gallon :: Pague seus 2.99 2.99 por galão

But when I get me all real tired :: Mas quando eu fico totalmente cansada
And I got no more strength to roam :: E não tenho mais força para vagar
I catch me a horse driven carriage ride :: Eu me prendo ao cavalo que leva a carruagem
From a local man named Ethan Frome :: De um homem da localidade chamado Ethan
He don't say much as he tips his hat :: Ele não diz muito quanto inclina seu chapéu
And he carries his body as heavy as lead :: E ele carrega seu corpo tão pesado quanto chumbo
And he could have been flying through the snow on his sled :: E poderia ter voado sobre a neve em seu trenó
But he wife was in bed and the horses had to be fed :: Mas ele, sua esposa estava na cama e os cavalos tinham que ser alimentados
Besides it's 2.99 2.99 a story :: Do lado é 2.99 2.99 por história
Come on just 2.99 2.99 a gallon :: Venha é 2.99 2.99 por galão
Pay up yours 2.99 2.99 a story :: Pague seus 2.99 2.99 por história
Come on baby 2.99 2.99 a story :: Venha, querido 2.99 2.99 por história
Come on yours :: Venha é seu
2.99, 2.99, 2.99, 2.99, 2.99, 2.99, 2.99
2.99, 2.99, 2.99, 2.99, 2.99, 2.99, 2.99....
Oh, 2.99 2.99 a story :: Oh, 2,99, 2,99 por história
Pay up yours 2.99 2.99 a story :: Pague a si 2,99 2,99 por história
Pay up yours 2.99 2.99 a story :: Pague a si 2,99 2,99 por história
Oh man it's just 2.99 2.99... a gallon ::

:: BRAILLE ::
She was lying on the floor and counting stretch marks :: Ela estava deitada no chão e contando estrias
She hadn't been a virgin and he hadn't been a god :: Ela não tinha sido uma virgem e ele não tinha sido um deus
So she named the baby Elvis :: Então ela deu ao bebê o nome Elvis
To make up for the royalty he lacked :: Para compensar a realeza que lhe faltava

And from then on it was turpentine and patches :: E daí pra frente eram solvente e adesivos
From then on it was cold Campbell's from the can :: E daí pra frente era sopa fria da lata
They were just two jerks playing with matches :: Eles eram só dois bobos brincando com fósforos
Cause that's all they knew how to play :: Porque isso era tudo que eles sabiam como brincar

And it was raining cats and dogs out side of her window :: E estava chovendo gatos e cães* do lado de fora da janela
And she knew they were destined to become sacred road kill on the way :: E ela sabia que eles estavam destinados a serem atropelados na estrada
And she was listening to the sound of heavens shaking :: E ela estava ouvindo o som do céu sacudindo
Thinking about puddles, puddles and mistakes :: Pensando sobre poças, poças e erros

And from then on it was turpentine and patches :: Porque têm sido solvente e adesivos
From then on it was cold Campbell's from the can :: E daí pra frente era sopa fria, fria da lata
They were just two jerks playing with matches :: Eles eram só dois bobos brincando com fósforos
Cause that's all they knew how to play :: Porque isso era tudo que eles sabiam como brincar

Elvis never could carry a tune :: Elvis nunca conseguiu ser afinado
She thought about this irony as she stared back at the moon :: Ela pensou sobre esta ironia enquanto voltava a observar a lua
She was tracing the years with her fingers on her skin :: Ela estava traçando os anos com seus dedos na pele
Saying why don't I begin again :: Dizendo "por que não começo de novo?"
With turpentine and patches :: Com solvente e adesivos
With cold Campbell's from the can :: Com sopa fria, fria da lata
After all I'm still a jerk playing with matches :: Depois de tudo ainda sou uma boba brincando com fósforos
It's just that he's not around to play along :: É só que ele não está por perto para brincar
I'm still an asshole playing with matches :: Ainda sou uma idiota brincando com fósforos
Blowing out my wishes blowing out my dreams :: Soprando meus desejos, soprando meus sonhos
Just sitting here and trying to decypher what's written in Braille upon my skin... :: Apenas sentada aqui e tentando decifrar o que está escrito em braile sobre minha pele…
* “raining cats and dogs”: chovendo muito, “caindo um pé d’água”


:: I WANT TO SING :: EU QUERO CANTAR ::
I want to sing to you my love :: Eu quero cantar para você o meu amor
My only love and happiness :: Meu único amor e felicidade
Don't be so blue so blue my love :: Não fique tão triste tão triste meu amor
Take off your shoes take off my dress :: Tire seus sapatos tire meu vestido
I want to sing to you my love :: Eu quero cantar para você o meu amor
My only love and happiness :: Meu único amor e felicidade
Don't be so blue so blue my love :: Não fique tão triste tão triste meu amor
This too shall pass this too shall pass :: Isso também passará, isso também passará

But tell me, what have I done to deserve you? :: Mas me diga, o que eu fiz para te merecer?
Must have done something cause that's how it works :: Eu devo ter feito algo, pois é assim que funciona
Must have been kind to kittens and birds, :: Devo ter sido muito gentil com gatinhos e passarinhos,
In a previous life must have thought happy thoughts... :: Em uma vida anterior eu devo ter tido pensamentos felizes...

'Cause there, you were there right beside me :: Porque lá, você estava lá do meu lado
Then somehow inside me while inside myself :: E então, de alguma maneira, estava ao mesmo tempo dentro de mim
Books on the shelf thoughts on the shelf :: Livro nas estante, pensamentos idem
Hands to myself, I should definitely keep my hands to myself :: Mãos para mim, eu, defintivamente, deveria manter minhas mãos em mim

Love is a dangerous pastime :: Amor é um passatempo perigoso
Caught between madness and gladness of flight :: Adquirido entre a loucura e a alegria do vôo
Nothing is wrong and nothing is right :: Nada é errado e nada é certo
Falling asleep in your arms every night :: Adormecendo em seus braços todas as noites

But Love's such a strange situation :: Mas o amor é aquela situação estranha
E ninguém está aqui, ninguém ouve
Full of frustration and anger and fear :: Cheio de frustração e raiva e medo
Everything's tears :: Tudo são lágrimas
Nobody hears :: Ninguém ouve
Nobody's here, and nobody hears... :: Ninguém está aqui, e ninguém ouve

I want to sing to you my love :: Eu quero cantar para você o meu amor
My only love and happiness :: Meu único amor e felicidade
Don't be so blue so blue my love :: Não fique tão triste tão triste meu amor
Take off your shoes take off my dress :: Tire seus sapatos tire meu vestido
I want to sing to you my love :: Eu quero cantar para você o meu amor
My only love and happiness :: Meu único amor e felicidade
Don't be so blue so blue my love :: Não fique tão triste tão triste meu amor
This too shall pass, this too shall pass... :: Isso também passará, isso também passará...


:: SUNSHINE :: LUZ DO SOL ::
Mr. Sunshine in the morning :: Sr. Raio do Sol na manhã
In the morning light :: Na luz da manhã
Won't you come down from the ceiling :: Você não vem do teto?
Won't you stay the night :: Você não vai passar a noite?
Baby won't you stay the night :: Baby, você não vai passar a noite?

In the summer I remember days so long and hot :: No verão eu lembro de dias tão longos e quentes
These past weeks it has been raining :: Nas últimas semanas tem chovido
And now my song's a flood :: E agora minha canção é uma inundação
Baby now my song is a flood :: Baby, agora minha canção é uma inundação

You've been driving down that same road :: Você tem dirigido a mesma estrada
Road rage in your eyes :: Raiva da estrada nos seus olhos
So won't you come down from the ceiling :: Então você não vem do teto?
Won’t you hear my cries :: Você não ouve meus gritos?
Won’t you hear my cries :: Você não ouve meus gritos?





Kei-chan e Elias, esta postagem é pra vocês!
até à próxima!

terça-feira, 20 de maio de 2008

... É SOMENTE TRISTEZA

sei lá... bateu uma doida e, na madrugada de terça pra quarta, comecei a escrever o poema abaixo. acho que.... não sei... eu apenas escrevi... do primeiro [“Você chegou junto com o sol de fim-de-tarde”] ao vigésimo-nono verso [“Mas quando o sol os reclama, ele é inclemente.”], foi tudo de uma só porrada! do trigésimo [“Agora é inverno permanente sem nenhuma prévia de término”] pro final, foi feito durante a aula de língua alemã [é, eu cheguei à conclusão que as coisas que escrevo fluem muito bem quando estou assistindo aula de alguma coisa – só que ainda não descobri se isso é bom ou ruim!!!!].
eu tive um trabalho do cão para não incluir de modo algum as palavras saudade, perda, tristeza, solidão, derrota e morte, e sim apenas analogias e metáforas diretas e indiretas a essas condições. não foi fácil! porém, o resultado me foi deveras satisfatório!
a propósito, (o poema abaixo) não fala somente da perda da mulher amada, mas também é uma referência/crítica ao que acontecendo com o planeta atualmente. para quem joga Lobisomem, isso pode soar muito como o lance da Harano – ou seja, o pesar inexplicável, uma saudade inexprimível por coisas inomináveis, um lamento por aquilo que ainda não está perdido totalmente. Tanto os Garou quanto os outros Bête [outros metamorfos do Mundo das Trevas, como os Gurahl {homens-urso}, Mokolé {homens-dragão} sentem pela atuação situação de Mãe Gaia e o presente Apocalipse que está acontecendo. [mais informações sobre Garou, Betê, Harano e Apocalipse, ler Lobisomem: O Apocalipse]enjoy!




[poema ainda sem título]Você chegou junto com o sol de fim-de-tarde
E se foi junto com o sol a pino da manhã
Seu sorriso agora só permanece registrado
Em fotografias e em minha memória...
Ah, o seu sorriso luminoso como o sol!
E os seus olhos, ah, os seus doces e tenros olhos
Eu ainda vejo quando fecho os meus olhos cheios de lágrimas.
O que serão das coisas sem você por aqui?
Tudo o que sonhamos juntos
Tudo o que planejamos juntos
Tudo o que idealizamos juntos
Foi implodido e explodido e destruído
Porém isso, não importa quão forte seja a chuva,
isso tudo não será levado de mim!
Nem mesmo os destroços!
Eu caio de tão bêbado por aí por não saber o que fazer
para não sentir mais a sua falta.
Para aceitar completamente o fato de que você não vai mais
Não vai mais voltar para todos nós que te amávamos tanto...
que ainda te amamos tanto...!
De vez em quando madrugo na casa de seus pais deitado em sua cama
lembrando de você toda, de como você era
Como era ótimo estarmos juntos... como dois e um.
Ainda procuro seu cheiro pelo ar... acabei aprendendo os nomes dos perfumes que você usava.
Que saudades!, de seus cabelos cheirosos, de sua pele macia e de sua risada sonora.
É sempre como se fosse ontem... eu chorando ao pé de sua cama com minhas mãos segurando as suas mãos pequenas
e alisando suas unhas pontudas.
Todos os dias nascem nublados
Mas quando o sol os reclama, ele é inclemente.
Agora é inverno permanente sem nenhuma prévia de término
O que você diria se visse, se pudesse ver tudo isso agora?
O que eu não daria, com certas reservas, para podermos estar juntos agora e para sempre?
Corvos, urubus, flores negras, desertos, mares poluídos, cadáveres, destroços...
Não vá embora, nunca vá embora, só me mostre como sair desta interminável tempestade!
Se eu pôr uma concha em um de meus ouvidos
eu ouvirei, pelo menos uma última vez, o som de sua voz?

:: .. :: .. :: escrito em 14 de maio de 2008 :: .. :: .. ::





:: .. :: .. :: bis bald! :: .. :: .. ::
:: .. :: .. :: ‘til the next! :: .. :: .. ::
:: .. :: .. :: até a próxima! :: .. :: .. ::

quinta-feira, 15 de maio de 2008

FABÍOLA - part vier

[poema ainda sem título]
Fabíola, Fabíola
seja a mulher da minha vida!
Fabíola, Fabíola
nem que seja por um dia!
Fabíola, Fabíola
quando você será minha e somente minha
Fabíola, Fabíola
nem que seja somente por um dia?

:: .. :: .. :: 14 de maio de 2008 :: .. :: .. ::

quarta-feira, 7 de maio de 2008

LUZ DOS TEUS OLHOS

LUZ DOS TEUS OLHOSTodas essas luzes brilhando:
Indicando o quê?
Início? Fim? Chamados de Socorro?
Ou simplesmente
Incêndios provocados por Bombardeios?

Todas essas crianças
brincando com granadas e metralhadoras...!
Todos estes governantes
brincando com países em um jogo de tabuleiro!

Iluminação antes da Destruição Total
Estátuas enferrujadas de ideologias derrotadas
Crianças, é hora de banhar-se com sangue
em lagos de sangue de minorias dos países desenvolvidos.

Todas essas luzes apagando:
São sonhos sendo destruídos
E esperanças sendo esmagadas...!
Bebês de metal que nascem para morrer
E matar mães que esperam bebês de carne!

Todos esses prédios caindo
esses corações sendo partidos!
Todas essas lágrimas rolando
inchando seu rosto

gritos de dor que ecoam sem serem escutados

:: escrito em 20 de dezembro de 2007 ::

::::::::::::::
[letra ainda sem título]
Condição de terror
Segurança ausente
A situação está quente ao redor do globo
Estado Civil ameaçado por pessoas
Que não querem perder seus lares
Matando crianças e explodindo lugares
Onde há grande concentração humana.
Você não é inocente
Se é de um povo que oprime outro.
Estado é essência
Paisagem é aparência
Estado pré-existente constantemente
Modificado/Reformulado/Articulado/Planejado
Paisagem formada por objetos físicos
Objetos Técnicos/Humanos/Naturais.
Armas sendo vendidas para semi-alfabetizados
Para tomar o poder ou ajudar a manter
Um regime ditatorial e autoritário.
Pessoas morrem de fome todos os dias
Enquanto toneladas de alimentos
Se estragam se silos de metal carcomido.
Terrorismo cultural
Terrorismo psicológico
Terrorismo informacional
Em todas as formas de Terrorismo
Nada sai inteiro
Sempre surgem mortos e feridos.
Mas você não é inocente
Se é de um povo que oprime outro.

::::::::::::::
[ainda sem título]
[falta terminar]

Não procure: meu rosto em fotografias
Não procure: minhas pegadas pelo chão
Não procure: minhas lágrimas em travesseiros
Por favor, apague o que sobrar de mim em seu coração

Chegou a hora - a hora de partir
não olhar para trás
Apague de mim o que houver de mim em você
meu rosto, minha voz, meus traços
Não vai adiantar você vir atrás
vir me procurar
Eu me apaguei, apaguei meus rastros
justamente para você não não me encontrar

Não procure: meu cheiro em roupas
Não procure: minhas impressões digitais em livros
Não procure: meus sorrisos (vazios) em lembranças
Não procure: minha voz nas canções que eu amava

A partir de hoje eu não vou morar mais
dentro das memórias de sua mente
dentro das memórias de seu coração
Suas tentativas de me ver e me sentir e me ouvir
todas as vezes que você fechar seus olhos e seus ouvidos
serão totalmente em vão

Este é o momento de começar a viver sem mim
De entender que o meu lugar não é e nunca foi com você

segunda-feira, 5 de maio de 2008

BLEEDING IN A BOX

Aqui estão todas as letras do novo álbum do trio holandês de hardcore BAMBIX, chamado Bleeding In A Box, lançado em março desse ano. Assim que possível, estarei disponiobilizando as traduções das letras! Sejam pacientes e aproveitem!


BAMBIX ... Bleeding In A Box ... 2008

UNDER THE MOON
I went from Hellmond to LA
With a backpack of hypocrisy
Pointing me the way
to the ultimate blasphemy
flew right back to france
my courage dropped right in my pants
so I headed back home
only to be sent away
so I tried to hunt it and grab it
as long as I had it
I didn’t care what I lost
integrity I couldn’t see
but all the negativity
already shaken off
pointing the finger
to those that lingered
hung around for too long
the cities looked the same to me
I might as well be constantly
Simply on the run
it was the song of the moon
we were on fire
under the moon
we shared desires
under the moon
we got inspired
under the moon
where we fell down
the dark side of the moon
didn’t grab me
neither did your words
a fresh look of what
supposed to be out there
i simply overheard
Got my paycheck
Then I headed
Back to where I had begun
To a track where I had once laid back
And I started to run

BOOTLE
She came from the States that’s what she said
I didn’t really know where that was at
Guess all she really wanted was my heart
She peeled off everything I wore
Right from the top to the core
Guess all she really wanted was my heart
But I’m pathetic, I have no sense
How can she like me so intense
We watched the sun drop, red over blue
Edges blurred and there we lay
Could almost sense what se was gonna say
As we lay there totally nude
I want a big big bottle of beer
Lying there on the bricks
Wishing she would play more licks
But all she ever wanted was my heart
A really splendid great come-on
Clinging right to my arm
But all she ever wanted was my heart
A happy exhale is what I took
When she showed me her picture-book
Guess we were ready for second base
Then like rain through my dreams
She grabbed me and started to scream
She was not ready after all
So come on, get me one
Or even better make it two
I want a big big bottle of beer.

MOUNT NEVEREST
At some base-camp is where we began
An expedition to where we will end
Setbacks conquered and glimpses of gold
Overwhelmed by the power it involved
But all the money it will bring
Then I can’t choose what to sing
So all the lyrics need rewriting
I will never loose my soul
Won’t get rich from rock’n roll
So be it.
Large and clear views revealed what we had
We set up camps did a lot of attempts
Well disposed for attacks from the mob
Going up and down Succeeded to our top
But all the money it will bring
Then I can’t choose what to sing
So all the lyrics need rewriting
I will never loose my soul
Won’t get rich from rock’n roll
So be it
All the spirit that we got just by playing our songs
All the people that we met who would gladly sing along
Gave us everything we wanted
And sometimes even more
Gave us the power. that’s what we did it for
We are ready for the party
Come up now we’re gonna wreck the place
We are ready for the party
Come up now, let’s celebrate these days

BLEEDING IN A BOX
If pleasure comes like in a box of candy
I will wait
And if it’s a familiar taste
Then I won’t suffocate
I would rather believe all the words that you said
And never question why
I went blind but I can hear
You never said goodbye
Did you tell the world that you were bleeding
You sold your love and entertained
All it did was eating you away
Did you tell the world that you were bleeding
You sold your soul and then you came
All I did was believing
How could you believe all the shit that’s been said and
Never question why
In my real world and in my time
You’d already passed me by

LEAVE LUKE BE
‘Kicked to the curb, what a good place to be
Read Luke 17’
The Seventeen sounds really good to me
But I leave Luke be
They tell me God hates me
Above all sinners who sin
If they think they can change me
They might as well begin
Let’s spread the power every hour killing the killer
I’m so sick of it all one less crazy nut to worry about
They forgive you murder and rape
But when you kiss your friend
And really tightly hold her hand
They just can’t understand
They stand there waving flags
When someone has died
They’re supposed to love their neighbour
I must have missed the disclaimer
Let’s spread the power every hour killing the killer
I’m so sick of it all one less crazy nut to worry about

TINY TUNES

No time to panic baby
No time to relax now
I ain’t got money baby
And I’m freaked out now
But I’ve got a tiny tune for you
I’d like to play it if I may
I’ve got a tiny tune for you
Don’t wanna be in control now
I’m a freak that’s what I am
Ain’t got no possessions baby
The one that’s possessed I am
I’ve got a tiny tune for you
I’d like to play it if I may
I’ve got a tiny tune for you
I hated you this morning
But I love you right now
I have the super touch yeah
So can we go down
I’ve got a tiny tune for you
I’d like to play it if I may
I’ve got a tiny tune for you
Down to the city
Down to the hall
Down to the centre of it all
Down to the bushes
Down to the bust
Down to the river of lust
I’ve got a tiny tune for you
I like to play it if I may
I’ve got a tiny tune for you

DIRTHPATH
They haunt you, will they ever let you go?
Will they give you the possibility to know?
Can’t even hug you, arms wrapped around your back
It’s the love that you lack that drags you down
Put a pillow on your ears
You pull the curtains from the wall
To keep the voices out
To bury your head
They haunt you, will they ever let you go
Will they give you the possibility to know?
Can’t even hug you, arms wrapped around your back
It’s the love that you lack that drags you down
Put a pillow on your ears
You pull the curtains from the wall
To keep the voices out
You wanna get back
You wanna get back where you belong
Where are the cages they put you in
Where are the keys to the doors
Guess that means I won’t see you anymore
Where are the ropes that they tied you with
What have they done to your head
It’s in the pain of the words you said

TYRA BANKS
Feeling like a robot
Miss you my dear best friend
Always ready for a walk
Oh so Small but angry
could lick your genitals
it didn’t really matter
you couldn’t talk
You barked at the car that
Came with such crazy speed
You thought you could easily win
You weren’t old, your tricks were new
You never let me down
Could find the streets without a map
And now I am without you
nobody seems to care
The city has not burned into flames
Well, the car won and you lost
You with your scruffy hair
The last game you ever played
Tyra Banks I wish I would see your face back here again
Tyra Banks I truly loved you
I hope in heaven you’ll have all the cookies you want
A warm bed and a bitch up front
Tyra Banks I miss you Tyra Banks where are you
Tyra Banks

EASY COME EASY GO
[falta encontrar a letra]

YOU AND ME
I don’t listen when you’re telling me
That I try to rule your world
I find it hard just to be with you
I find it hard to let you go
When I stare at that picture
The way you wore your hair
I can not let go the memories that we shared
We got separated, but we were born to be
We were sworn together, like you and me
I’ve been thinking ‘bout the moments
As far as I can see
you had me in your hand
where I wanted to be
How I waited every moment
You were always gone
gaining back the time
That I had won
I see through all the memories
I hid you from the heart
I blocked down all the answers
Hidden in the dark
I wanna be beside you
Not only for a week
Cuz every time I see you
My knees go weak.
You and me
But those days have gone now
The circus has not closed
The lions will not get me
You are not a ghost
The bearded lady sees you
The Siamese are we
Bound but not together
Like you and me

VIVA LAS VEGANS
As a starter I would like a brilliant pig
That roams around in dirt and tries hard to dig
In a stupid mind where we all can see
That the future won’t depend on only me
Viva Las Vegans
Harder and bigger and meaner
Then I’d like to try a Lakenfelder cow
Who dresses up so nice and never lets me down
Make it burn hard cuz I like the pungent stench
Of death made ugly hidden behind a fence
Viva Las Vegans - Harder and bigger and meaner
You put your money where your mouth is
Only come for those up front
I know you said it would be easy
To have a bleeding heart for lunch
And when the veins stop dripping
i see a meadow full of dirt
blue eyes that hurt
Viva Las Vegans
harder and bigger and meaner
I’m angry
I’m bleeding

ALWAYS
We have always been so close
Though days go by so soon
And I’ve always had the urge to slip
Right in my mamma’s shoes
She sat there waiting for the stars
Pointing where they were
When I got sick she told me stories
Things I never heard
put a blanket and a pillow
on a bed of shining suns
We have always been so close
Though time runs out like hell
Those soft whispers in a nightmare’s night
Of darken days to come
The acceptance, and the need
For comfort would be there
The suddenly appearance
Of the ones…..
Always, yeah always
Always find the roads where I once came from
Always yeah always
Will shine
Waving by the window
Giving a big kiss
Wishing we would have some more time
Never been that easy
But for that life of bliss
The biggest of the biggest hearts would wish

TO NOT DO
Well you heard about Jimmy
Jimmy knew what to do
He drew his feet up on the bed without taking off his shoes
He attempted to look really cool
He was the smart-ass clever motherfucker in school
With his body into balance
And his mind in shape
He told his friends to record every football
game that was played and
All the episodes of ‘the Office’
So he wouldn’t miss a thing
And in the meantime he would show
His family and the world how rough he is
And with his mind gone
Hey Jimmy, we’re waiting for you man
We’re losing all the games without you
Our new goalie really sucks ass
Do come back fast
When Jimmy came back his plants had all died
Cuz his parents had forgotten all about them
His team got put way back to minor league
And Jimmy looked bleak cuz his life had had its peak
With his body into balance
And do it over
And do it over again
And do it over again
Not to be told to do as they told him
Not to be told to do as they told him
To not do.




:: .. :: .. :: 'til the next! :: .. :: .. ::
:: .. :: .. :: mach gut's Sich! :: .. :: .. ::

sexta-feira, 2 de maio de 2008

EDUCAÇÃO – parte três

Eu deixei este ensaio para “fechar” esta série de postagens com reportagens da revista Nova Escola devido este ser direcionado principalmente aos Professores e às Professoras. Eu sempre deixei muitíssimo claro aqui que eles e elas sempre foram, sempre são e sempre serão meus heróis por tudo que fazem e representam e que fizeram de bom por mim. Eles são a base de tudo e, lembrem-se de que antes de existirem técnicos, médicos, advogados, engenheiros, dentistas, cientistas, existem eles e elas – então são eles que devem ser honrados e lembrados! Sieg Heil für die Lehrer und die Lehrerin!


“Para os professores nada? Tudo!”
Ou porque é preciso festejar quem ensina a ler e reescrever este mundo
Por Luiz Carlos de Menezes

Em outubro é festejado nosso dia e esta edição de NOVA ESCOLA apresenta os vencedores do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10, que representam milhões de colegas. Mas podemos perguntar por que nós devemos ser festejados. Já que há Dia das Mães, dos Pais, do Índio, do Soldado, por que não Dia do Professor? Creio que a razão para sermos festejados é não nos esquecermos de como somos importantes, de como o maior equívoco de qualquer professor é subestimar sua importância.
A escola sempre foi um dos principais espaços públicos e hoje é um dos últimos. Os jovens têm nela o mais direto diálogo com uma instituição da sociedade, e somos nós que devemos garantir que essa oportunidade não se frustre. Sempre vimos a missão de promover conhecimentos, habilidades, gosto pela cultura, compreensão humana, confiança na vida, mas essa responsabilidade, que já era grande, ficou maior e mais difícil. Tornaram-se mais complexas as competências gerais para a vida, e a rapidez com que tudo se transforma exige o aprendizado contínuo, assim como novos métodos, para cumprimos essas tarefas. Há, contudo, mudanças ainda mais profundas.
Nosso mundo se tornou mais imprevisível e, de certa forma, menos esperançoso, e isso nos desafia a produzir ilhas de solidariedade e coragem nas escolas, num mar de individualismo e insegurança. No passado, educar significava conduzir para o futuro e quem educava tinha que conhecer o caminho para avançar com segurança. Hoje, não estão claros os rumos da sociedade e nem sequer sabemos o que significarão as palavras trabalho e emprego quando nossos alunos forem adultos.
No mundo que nos cabe reinventar, a escola não deve selecionar alguns, como no passado, mas promover todos: não segregar em níveis, mas valorizar as diferenças; não domesticar para a obediência, mas emancipar para a participação. Só que isso é mais fácil de prescrever do que praticar, já que não a escola não é mais um oásis de cultura e de valores, e sim parte da mesma complicada sociedade.
Felizmente, para missão tão difícil, podemos nos inspirar em educadores que perceberam há mais tempo a insuficiência da velha escola para construir um futuro que valha a pena. Lembro aqui de dois deles, que homenageio em reconhecimento a tudo o que me ensinaram: Maria Nilde Mascellani, que criou a rede dos Gráficos Vocacionais, notáveis escolas públicas paulistas que eu gostaria muito de ver reeditadas, e Paulo Freire, com quem tive o privilégio de manter uma longa amizade. Há meio século, em ambientes e condições muito diferentes, tanto ela quanto ele começaram a reinventar a escola e a Educação. Sob a direção de Maria Nilde, os alunos aprendiam juntos a investigar o mundo e a encontrar suas vocações, ou seja, ela educava pela prática da cidadania. Já Paulo Freire desenvolveu uma compreensão superior da leitura, que não se resume à reprodução de frases prontas, mas envolve uma leitura do meio social e natural por meio de um diálogo essencial, construtor da própria consciência.
Ter testemunhado o ativo humanismo desses dois notáveis seres humanos, profundamente singulares e ao mesmo tempo universais, me dá a confiança de que o magistério faz sentido, mesmo quando os rumos não estão claros. Educar em circunstâncias incertas, como as de hoje, torna nosso trabalho mais importante, não menos. Para que estejamos seguros disso, devemos ser generosamente festejados: “Para os professores nada? Tudo!”

Luiz Carlos de Menezes (pensenisso@abril.com.br) é físico e educador da Universidade de São Paulo e acredita que todos os professores devem compreender que a construção do mundo depende de cada um deles


[esta postagem foi escrita ao som dos álbuns Suffer, de 1988, e Against The Grain, de 1990, da banda californiana de punk rock Bad Religion, uma lenda viva do punk mundial!]


:: .. :: .. :: mach’s gut Sich! :: .. :: .. ::
:: .. :: .. :: Bis Bald! :: .. :: .. ::

quarta-feira, 30 de abril de 2008

FABÍOLA – part drei / EDUCAÇÃO – parte dois

FABÍOLA – part drei
[poema ainda sem título]
Será que eu vou ter que tatuar ou escrever na minha testa
O quanto eu te quero
Pedaços de bolos e poemas não são suficientes?
Serão precisos bolos inteiros e antologias poéticas?
Eu já tomei banhos de chuva pensando nisso
Até estou quase gripado
“Como conquistar você?”
Eu sou, assumidamente, um idiota patético ridículo
Que atualmente mal está comendo e dormindo
Pensando em sua professora de língua alemã
“Como conquista-la? Como conquista-la?”
Eu perco a noção, a estabilidade, as estribeiras...
Quanto mais frio faz, mais me sinto idiota pensando nisso.
Se eu estivesse somente de bermuda, como eu sempre fico na chuva
na Alemanha ou na Escandinávia ou na Rússia
ou na Groenlândia ou na Sibéria ou no Norte do Canadá
ou no Alasca ou na Antártida ou no Círculo Polar Ártico
como sentir-me-ia?
Eu gostaria de saber o que tudo isso significa:
Qual é o verdadeiro sentido de gostar de alguém?
Qual é o verdadeiro sentido de querer alguém?
Não estou te pedindo para ficar comigo para que eu possa entender
Só estou te pedindo para iluminar minhas idéias
Para que eu faça... (para que nos façamos?)... ficarmos juntos...!
Onde estão
seus Olhos e seus Olhares e seus Gestos e sua Voz
além de ministrando aulas de língua estrangeira?
Eu simplesmente fico sem palavras...
Zapeando canais durante toda a madrugada...
Se te deixa mais confortável
Saiba que, quando bebo pra cair atualmente, não é pra esquecer que eu gosto de você
Nem que me sinto como se estivesse num breu completo
Só de pensar que não sei o que fazer pra poder ter você
(Ainda não sei se isso é bom ou ruim!).
Ah, onde Você está?, onde você está
além de em meus pensamentos
e em sonhos mais belos?
Apenas Seu primeiro nome e Seus sobrenomes
E Seu primeiro nome que digo para mim mesmo.
“Você pensa em mim o mesmo tanto que penso em você
... do mesmo modo...
Que penso em você
todo o dia
o dia todo?”
Eu sinto falta de seu olhar quando não vejo e quando não é para mim!
Um dia... será que, um dia, sentirei falta do cheiro e do gosto de sua pele?
Atualmente, logo atualmente que eu não queria que meu coração quisesse alguém
Até que você apareceu.
Eu devo te culpar por me sentir mal por pensar em você o dia todo?
Eu devo te agradecer por me sentir melhor por querer somente você e não quaisquer outra mulher na Terra?
Não podemos escolher quem queremos:
?Isso é bom ou ruim?
O que alunos e estudantes devem fazer para conquistar suas Professoras?
Aprender a dançar, cozinhar, cantar, lavar, passar, dirigir e massagear
e tudo o que o Verdadeiro-Amante-Perfeito deve saber?
Como não se negar e, ao mesmo tempo, agradar totalmente a Mulher que se quer/deseja?
Pensar na resposta dessa pergunta é como ter espinhos rasgando as mãos e pregos rasgando os pés e lâminas rasgando a pele...
Por favor, não queira se sentir assim!
Ah, eu peço e suplico e imploro:
Seja minha augusta e venerável Senhora, Ama e Rainha
trajando negro e escarlate e dourado!
Com uma coroa de flores nos cabelos
e o mais incrivelmente belo dos vestidos já confeccionados!
Eu imploro com minh’alma Sagrada Rainha: Salve-me!
Eu suplico com meu coração, Augusta Senhora: Socorre-me!
Devolva meu coração, minha alma e minha sanidade altamente duvidosa!
Ah, professora de língua germânica, só de pensar:
em seus olhos e em suas mãos e em seus lábios...
e em suas curvas e em sua pele e em seus cabelos...
Ah, como só de pensar em tudo isso me impede de cair
em verdadeira tristeza e inegável depressão
e incomensurável e honesta solidão...
“Mas como conquista você, Professora?”
A resposta dessa pergunta ser-me-á o brilho do sol
e o completo fim da chuva!

:: .. :: .. :: escrito entre a madrugada dos dias 24 e 29 de abril de 2008 :: .. :: .. ::






Nome da postagem: EDUCAÇÃO – parte dois
Esta postagem contem duas reportagens da revista Nova Escola, de outubro de 2006 – mês dos 10 anos de morte de Renato Manfredini Júnior, vulgo RENATO RUSSO, vocalista e letrista da Legião Urbana–, edição n.º 195, ano XXI. Na verdade, é uma reportagem e um ensaio. Espero que vocês gostem!

A sociedade em busca de mais tolerância
Cabe à escola contribuir para que crianças com Down e outras deficiências não sejam discriminadas e possam aprender como as demais
Por Meire Cavalcante mcavalcante@abril.com.br

Helena, personagem de Regina Duarte na novela Páginas da Vida, da Rede Globo, vai á reunião de pais na escola da filha Clara, 6 anos (interpretada por Joana Mocarzel, 7 anos), que tem síndrome de Down. Ansiosa, ela aguarda a distribuição dos trabalhos para ver a produção da menina. Mas qual não é a sua surpresa ao ver que ela na tem uma pasta. Furiosa, a mãe percebe que a filha não fez as mesmas atividades dos demais e que passou o tempo todo brincando de massinha e no parquinho – longe dos colegas, para não se machucar. Revoltada, ameaça denunciar a professora ao Ministério Público e, ao conversar com a diretora, descobre que alguns pais quiseram tirar os filhos da escola por causa de Clara. Essas cenas, exibidas no mês passado [i.e.: esta reportagem é de outubro de 2006] foram as primeiras em que a menina foi discriminada na escola.
A novela, que vai ao ar em horário nobre, está despertando o público para a questão do preconceito, inclusive em sala de aula. Mesmo depois de 18 anos da promulgação da Constituição, que prevê “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”, alguns diretores e professores acreditam que alunos com deficiência não conseguem aprender e, em classe, devem apenas brincar e passar o tempo. Há ainda pais que não aceitam os filhos se relacionando ou estudando com “retardados”, pois acham que isso baixa a qualidade do ensino. Outros acreditam que a deficiência é doença e que os “anormais” devem ser evitados.
Além de enfrentar a pressão da família dos alunos, muitos educadores têm de aprender a lidar com o próprio preconceito. “Isso deveria ser trabalhado desde a formação inicial. Se a inclusão é garantida por lei, com podem os professores sair da faculdade sem conhecer o assunto?”, questiona a produtora de cinema Letícia Santos, mãe da pequena Joana, que estuda em escola regular desde a Educação Infantil. Letícia e o marido, o cineasta Evaldo Mocarzel, acreditam que a participação da filha na novela contribui para diminuir a intolerância contra a síndrome de Down.

Comportamento aprendido
Educadores, diretores, pais, estudantes: nenhum deles nasce com preconceito. A intolerância é assimilada e fomentada pela sociedade, muitas vezes resistente quando se trata de lidar com as diferenças. “A discriminação surge da necessidade que temos de qualificar as coisas e os indivíduos dentro do que é socialmente normal”, diz Dorian Mônica Arpini, do departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul. As crianças só repetem as atitudes dos adultos em relação ás pessoas com deficiência e ao papel que estas desempenham na sociedade.
“Desde as civilizações primitivas, o homem se organiza socialmente centrado em si mesmo. com base nisso, ele julga os demais pelas roupas que usam, pelos alimentos que consomem, por sua história e por sua moral”, afirma o sociólogo Eladio Antonio Oduber Palencia, do Instituto de Educação Superior de Brasília. “Os grupos são formados de acordo com a classe social, idade, cultura, religião, região onde vivem, estética”, explica. As chamadas comunidades de referência pressionam as demais e ensinam atitudes como o deboche. Para Palencia, quando uma pessoa ocupa uma posição que, pela normalidade, não faz sentido, surge o estranhamento. “Certa vez perguntaram a uma empresária negra se ela era esportista, pois estava bem-vestida em um restaurante caro”, conta.
O primeiro passo para combater a intolerância é aceitar que ela existe. Em uma pesquisa feira pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, em São Luís, apenas 25% dos familiares de crianças com deficiência dizem tê-la aceito quando receberam a notícia. Isso demonstra o despreparo e a falta de informação. A mesma pesquisa aponta que 22% das famílias só identificaram a deficiência da criança quando ela tinha entre 3 e 10 anos. “A resistência às pessoas com deficiência é fruto do desconhecimento sobre o assunto. Só quem tem mais contato sabe que elas podem se desenvolver se forem motivadas”, afirma a pesquisadora Terezinha Moreira Lima, uma das autoras do levantamento.
Os números mostram ainda que 61% das crianças com deficiência já sofreram algum tipo de discriminação em diferentes situações, inclusive na escola. No entanto, apenas 38,7% das responsáveis tomaram providências.

O papel da Educação
A escola, portanto, é um local em que é necessário combater o preconceito. “Alguns pais acham que a escola inclusiva anda para trás porque o ensino piora com alunos com deficiência”, diz Palencia. “Como vivemos num mundo em que todos querem competir para ter sucesso, talvez andar para trás, no sentido de diminuir um pouco esse compasso frenético, seja positivo.” Ele lembra que, normalmente, quando bate o sinal na hora da saída, todos correm alucinados em direção à porta da sala: “Se há um colega em cadeira de rodas, porém, eles aprendem a esperar, a ajudá-lo e acompanhá-lo.”
A inclusão ensina a tolerância para todos os que estão diariamente na escola e para a comunidade. “A chegada das crianças está provocando uma grande reflexão”, observa Dorian. Por isso, os especialistas afirmam que a inclusão escolar é uma revolução silenciosa. Para que ela aconteça, no entanto, toda a equipe deve pensar em conjunto. A idéia precisa estar incluída na proposta pedagógica e levar todos a conhecer melhor o assunto. Quando não há informação, se torna angustiante para o professor receber esse aluno e lidar com ele. O trabalho em equipe leva todos os educadores e funcionários a desempenhar de maneira mais eficiente seu papel nessa área.
Windyz Ferreira, coordenadora do projeto Educar na Diversidade, do Ministério da Educação, publicou em 2003 a pesquisa Aprendendo sobre os Direitos da Criança e do Adolescente com Deficiência, da organização sem fins lucrativos Save the Children Suécia, que luta pela disseminação dessas práticas no mundo todo. “Em vez de só levantar números, procuramos coletar depoimentos de jovens, pais, parentes, professores e outros profissionais sobre o preconceito e a violação dos direitos humanos”, explica Windyz.
Em um desses relatos, a mãe de um menino de 13 anos com deficiência mental diz que ele era tratado como palhaço pelos outros estudantes. “Certa vez, colocaram um papel com o desenho de um pênis em suas costas. Enquanto ele andava, os alunos e até os funcionários riam dele. Então o tirei da escola.” Uma garota de 18 anos, com deficiência física, conta: “Quando comecei a estudar, me olhavam como se eu tivesse uma doença contagiosa e alguns me chamavam de aleijada; quase todos os dias, chegava em casa chorando”;
Escola não é lugar de sofrimento e humilhação. Por isso, os professores e funcionários precisam adotar posturas conscientes e coerentes com seu papel de formadores (leia o quadro abaixo). “Quem pode dizer onde terminam as possibilidades de aprendizado de quem tem possibilidades de aprendizado de quem tem deficiência? Só com as portas da escola abertas é que poderemos saber. Por isso, ela é tão importante”, conclui Dorian.

Combater o preconceito...
> Garante o cumprimento dos direitos da criança.
> Dá ao aluno com deficiência a mesma oportunidade que têm os demais.
Reação dos familiares ao saber da deficiência da criança
73%
Não aceitam imediatamente
25% Aceitam
2% Rejeitam

Onde há preconceito*
Família 27,4%
Escola 20,9%
Igreja 7%
Vizinhança 68,1%
Transporte coletivo 40,9%
Hospitais 9%
Ruas, praças e locais públicos 4,5%
*Do total de crianças que já sofreu discriminação (respostas múltiplas).
Fonte: Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, de São Luís.

Atitudes do educador que inclui
? Procura conhecer a legislação que garante o direito à Educação das pessoas com deficiências.
? Exige auxílio, estrutura, equipamentos, formação e informações da rede de ensino.
? Deixa claro aos alunos que manifestações preconceituosas contra quem tem deficiência não serão toleradas.
? Não se sente despreparado e, por isso, não rejeita o aluno com deficiência.
? Pesquisa sobre os deficientes e busca estratégias escolares de sucesso.
? Acredita no potencial de aprendizagem do aluno e na importância da convivência com ele para o crescimento da comunidade escolar.
? Organiza as aulas de forma que, quando necessário, seja possível dedicar um tempo específico para atender às necessidades específicas de quem tem deficiência.
? Se há preconceito entre os pais, mostre a eles nas reuniões o quanto a turma toda ganha com a presença de alguém com deficiência.
? Apóia os pais dos alunos com informações.

Fonte: Aprendendo sobre os Direitos da Criança e do Adolescente com Deficiência, Save the Children Suécia

QUER SABER MAIS?
CONTATO
>> Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Luís,
r. Isaac Martins, 84, 65010-690, São Luís, MA, tel. (98) 3214-1073
BIBLIOGRAFIA
>>Direitos das Pessoas com Deficiência,
Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, 342 págs., Ed. WVA, tel. (21) 2493-7610, 40 reais
>> Inclusão Escolar – O Que É? Por quê? Como Fazer? , Maria Teresa Eglér Mantoan, 96 págs., Ed. Moderna, tel. 0800-172-002, 12,50 reais
>> Sociedade Inclusiva: Quem Cabe no seu Todos?, Cláudia Werneck, 236 págs., Ed, WVA, 30 reais
>> Violência e Exclusão, Dorian Mônica Arpini, 206 págs., Ed. Edusc, tel. (11) 6436-3011, 28,40 reais
INTERNET
No site www.scslat.org, entre no link Publicadores e faça o download da pesquisa Aprendendo Sobre os Direitos da Criança e do Adolescente com Deficiência







esta postagem foi escrita ao som dos álbuns São Paulo Chaos da banda paulista de hardcore Blind Pigs, do ano de 1997; Sonho Médio, de 1998, da banda de hardcore cearense capixaba conhecida no mundo todo – ou seja, o Dead Fish; e, por fim, A Arte do Insulto, dos cariocas do Matanza, de 2006.

“Rápido garçom, me traga seu melhor whisky / Esse seu amigo aqui só tem mais meia hora / Até que diabo descubra que morri / E venha me levar embora // Desculpe garçom pela pressa / Mas eu não tenho outra saída / Eis todo meu dinheiro / Traga-me tudo em bebida // O pouco tempo que me resta / Que seja bem aproveitado / Não faço questão de festa / Mas quero estar embriagado // Nada eu levo da vida / O que eu tenho é o que há no meu carro / Meus vinte melhores amigos / Estão num maço de cigarros // Adeus meu bom amigo / Adeus e muito obrigado / Espero beber contigo / No bar que há lá do outro lado.”“Whisky Para Um Condenado”, Matanza, do A Arte do Insulto

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sábado, 19 de abril de 2008

EDUCAÇÃO – parte um

A partir desta postagem, vou colocar algumas reportagens da revista Nova Escola – uma das melhores publicações da Editora Abril – que achei muito do cacete e creio que ajudarão alguns profissionais da área de educação, que não recebe a atenção necessária dos governantes de nosso país. A primeira matéria se chama O que você espera deles? , e foi tirada da revista Nova Escola de abril de 2005, número 181, ano 20, e eu gostaria muito de dedicá-la para as minhas grandes e veneráveis professoras / amigas / conselheiras Maria Luiza Ferro Santana, Maria Edilena Carvalho e Patrícia Nogueira Coelho e Regina Célia Andrade Matos e, por fim, Shirley Boller [do estado do Paraná]. Ich höffe Sie lieben! Espero que elas gostem! E vocês também.
Enjoy!


O QUE VOCÊ ESPERA DELES?
Se só de olhar você já deduz que este ou aquele aluno não vai aprender, pode apostar: ele não vai mesmo. Para evitar que a profecia se realize, é preciso superar essa primeira impressão. E acreditar que todos podem ter sucesso
Por Meire Cavalcante

Suponha que você se inscreveu em um curso de dança. Na primeira aula, o professor ensina os passos básicos e você, que anda com o esqueleto enferrujado, não tem um desempenho dos melhores. Ele percebe sua dificuldade e faz aquela cara de quem diz: “Você não leva o menor jeito”. Nas aulas seguintes, o professor não lhe dá muita atenção nem se empenha nas explicações. Mas não poupa elogios aos que parecem ter nascido pra dançar. Como você se sentiria numa situação como essa? Provavelmente se julgaria um fiasco, sairia do curso ou desistiria de dançar. Agora, tente imaginar o peso dessa situação nos ombros de seus alunos, sejam eles crianças ou adolescentes. Desanimador, não?
Esse pré-julgamento do professor, que leva muitas vezes ao fracasso dos estudantes, tem um nome pomposo: profecia auto-realizadora – fenômeno mais freqüente do que se imagina e que provoca sérias conseqüências. É verdade. A forma como o aluno é visto e tratado por quem deve ensiná-lo pode virar uma bola de neve. Ao acreditar que a criança é incapaz, o professor provoca nela uma adaptação às baixas expectativas. Feito isso, o aluno realmente não aprende. Para que todos tenham a mesma oportunidade de se desenvolver na escola, é essencial refletir sobre a sua postura diante da turma. Depois, convencer-se de que todos são capazes de avançar. Assim, você não só combate o fracasso escolar mas evita que talentos sejam desperdiçados.

Reconhecer preconceitos é o começo
É consenso entre estudiosos da profecia auto-realizadora que o professor deve se auto-avaliar sempre. “Todos somos preconceituosos e isso não é defeito. Construímos nossos preconceitos com base em experiências familiares e sociais”, afirma o psicoterapeuta Carmem Maria Andrade, professora da Faculdade Metodista de Santa Marta, no Rio Grande do Sul.
O preconceito nada mais é do que um conceito antecipado sobre algo. E nem sempre ele é negativo. Quer um exemplo? Quando você diz a alguém que é muito bom no que faz porque se graduou em certa universidade, significa que você criou o conceito antecipado de que lá só se formam bons profissionais. “Os pré-julgamentos, no entanto, não podem ser utilizados para machucar ou prejudicar alguém”, alerta Carmem. Isso ocorre, por exemplo, ao crer que um jovem que mora na favela não tem a mesma capacidade que o de classe média.
Em 1967, Carmem realizou uma pesquisa com 100 professores de escolas municipais, estaduais e particulares. “Observando o trabalho dos educadores, identifiquei 22 tipos de preconceitos manifestados em relação às crianças”, diz ela. A origem socioeconômica, a estrutura familiar e até o vestuário eram motivos de discriminação. Dez anos mais tarde, ela localizou 98 dos professores e repetiu o procedimento. “Na segunda vez, identifiquei 24 tipos de preconceito.”
A professora concluiu que ainda é preciso discutir muito o assunto. “De nada adiantam grandes campanhas contra o preconceito na mídia se, na convivência diária, não mudamos nossa prática”, afirma. Carmem conta que a manifestação mais freqüente das duas pesquisas era a discriminação racial. Certa vez, ela ouviu uma professora perguntando para outra quantos negros tinha em sua sala. A resposta foi impactante: “No primeiro bimestre eram três, mas consegui ficar só com um!”

O retrato do aluno vem da avaliação
Além dos aspectos básicos, as atitudes da garotada também estimulam os professores a formar opiniões deturpadas. Crianças e jovens manifestam comportamentos que, sem dúvida, refletem um pouco da sua personalidade, mas que de forma alguma determinam suas capacidades cognitivas. Durante uma pesquisa realizada em escola pública de São Paulo, a psicopedagoga Maria Cristina Mantonanini pediu aos professores que separassem os alunos bons dos ruins. Resultado, cerca de 40% das crianças foram consideradas ruins. “Avaliei todas elas e constatei que nenhuma tinha problemas cognitivos. O desenvolvimento intelectual das crianças dos dois grupos era semelhante. Isso deixou muitos professores espantados.” Para Maria Cristina, índices altos como esse são indício de que as estratégias em sala devem ser revistas. “Ao separar bons e ruins, a maioria não utiliza critérios pedagógicos e cognitivos, limitando-se apenas a observar atitudes.”
Se uma criança chega suja, fala demais ou é agressiva não significa que é incapaz de aprender. Foi o que descobriu Ana Lígia Malaquias. Há alguns anos, ela lecionava para turmas de aceleração em uma escola pública do Rio de Janeiro. As crianças traziam um histórico de fracasso e eram vistos como casos perdidos. Entre elas estavam cinco irmãos, o terror da escola. Elas falavam muito, eram indisciplinados, tiravam notas péssimas e nem certidão de nascimento tinham.
Duas garotas dessa família foram para a turma de Ana Lígia. “Eu tinha ouvido muitos comentários ruins sobre o comportamento e o rendimento dos irmos. Quando entrei na sala, já tinha criado as piores expectativas em relação às meninas”, conta. Para Júlia e Karina* [nota: *Os nomes foram trocados para preservar a identidade dos estudantes], a atitude de Ana Lígia não era novidade. Afinal, já carregavam o estigma de péssimas alunas. Elas nunca participavam das atividades, eram muito tímidas – às vezes agressivas – e não faziam amizade com ninguém.
Certa vez, durante uma aula na sala de leitura, as meninas sumiram. As duas estavam atrás do teatrinho de fantoches; uma com um livro no colo e um boneco na mão; a outra, prestando atenção na história que a irmã contava. “Naquele dia, percebi que, mesmo faltando às aulas, elas tinham entendido a proposta como os outros. Só faltava uma oportunidade que eu não estava dando”, admite. Hoje, quando Ana Lígia pega uma turma nova, primeiro conhece bem todos e depois lê os históricos e conversa com os antigos professores. “Assim, evito pré-julgamentos injustos.”

Atitudes que caracterizam a profecia
Durante sua pesquisa, Maria Cristina ouviu relatos de crianças conformadas com o fracasso e que acreditavam na incapacidade atribuída a elas. “Muitas falavam que não davam para o estudo ou que a professora dizia que não conseguiriam aprender.” A pesquisadora conta que 84% dos estudantes considerados ruins chegavam para falar com ela apreensivos, tinham dificuldade de falar de si mesmos e medo de errar. Já os avaliados como bons eram curiosos e mostravam muita desenvoltura e confiança ao se expressar.
Apesar de alguns professores serem explícitos, Maria Cristina acredita que, para condenar um aluno, não é preciso dizer que ele não vai aprender. Basta, por exemplo, ignorar quando ele tenta dar uma resposta ou nunca chamá-lo à lousa para uma atividade. “Se a criança tenta participar e é criticada, ela não vai tentar uma segunda vez, acreditando que todos sabem mais que ela”, explica. Esse tipo de conduta do professor não prejudica apenas o rendimento e a autoconfiança do aluno. Pode também minar suas chances de se socializar.
Para a professora Carmem, a escola estimula a competitividade de tal forma que, quando a turma observa a atitude discriminatória do professor, passa a ridicularizar o colega que tem dificuldades. “Ninguém quer ser amigo daquele aluno. Muito menos oferecer ajuda a ele para resolver problemas”, afirma. Assim, cria-se na sala um ambiente propício para a desigualdade, em que o estudante excluído passa a ser responsável pelo fracasso. Essa dinâmica pressupõe que só não aprende quem não quer ou não se interessa.
A atitude do professor em sala é tão poderosa e facilmente percebida pela turma que não é possível escondê-la. Por isso, não adianta combater o problema afirmando – mesmo sem acreditar – que uma criança vai conseguir se sair bem. Ao contrário, essa estratégia pode ser tão negativa quanto a profecia auto-realizadora. São dois os motivos: ter um sentimento pelo aluno e demonstrar outro pode gerar nele um grande desconforto; e, se ele aceitar essas afirmações positivas, pode se decepcionar ao criar expectativas sobre si que não são reais.

O professor pode mudar a situação
O professor em relação aos estudantes às vezes é tão marcante que, ao encontrar um professor com uma postura diferente, muitos se admiram. “Quando entrei sorrindo pela primeira vez em uma sala considerada problemática, um aluno me perguntou se eu ia ficar com eles de verdade”, conta Lael Keller, professora da Universidade do Estado de Minas Gerais, em Passos. Em 1995, ela dava aulas de Educação Especial na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) – onde hoje é supervisora –, quando foi convidada a assumir uma turma de 1ª série em uma escola pública regular.
O curioso é que não havia nenhuma criança em deficiência na classe – e Lael logo percebeu isso. “Fui convidada por minha experiência em Educação Especial. A escola já tinha tentado de tudo com aquela turma”, lembra Lael. O grupo era um retrato do fracasso – e a culpa, atribuída às crianças. Na sala, encontravam-se todos os repetentes, os indisciplinados e os que tinham dificuldade de aprendizagem. Sem avaliação e propostas pedagógicas adequadas, eles eram imprudentemente diagnosticados como portadores de distúrbios mentais e de comportamento.
Apesar de não achar adequado reunir todos em uma mesma turma, a professora buscou a melhor maneira de alfabetizá-los e de tirar das costas deles o peso de afirmações inconseqüentes como “você é burro”. Os pais, cansados das reclamações, já acreditavam na burrice dos filhos e nem tentavam ajuda-los. “Por isso, dava deveres que os alunos podiam resolver sozinhos. Era emocionante ver o orgulho que tinham ao entregar a tarefa pronta no dia seguinte”, revela Lael.
Ela propôs atividades lúdicas e dinâmicas fora da sala e trabalhou com jogos e projetos, sempre observando as dificuldades e analisando o conhecimento de cada um. Com isso, podia planejar as atividades mais adequadas. As melhores surgiram a partir do meio do ano. Os pais, surpresos com a reviravolta na vida escolar das crianças, enchiam a professora de presentes. “Eu me sentia mal com os agrados, pois aquilo era apenas a minha obrigação.”
Ao mesmo tempo que não acreditam nos alunos, muitos professores também não confiam na própria capacidade de ensinar. Maria Cristina Mantonanini percebeu que, ao encaminhar uma criança ou adolescente a especialistas, como o médico ou o psicólogo, muitos professores se sentiam diminuídos, como se o magistério não desse conta do recado. Em seu livro Professores e Alunos Problema: Um Círculo Vicioso, ela afirma que “o professor que só consegue enxergar no aluno a falta – a dificuldade, aquilo que ele não sabe e deveria saber – faz o mesmo consigo próprio!”
Lael já recebeu na Apae muitas crianças com diagnósticos errados. As escolhas encaminhavam os estudantes para se livrarem dos “problemas”. “O professor deve entender que casos de saúde são resolvidos por um médico, que questões emocionais podem ser amenizadas por um terapeuta e que quem doutrina o processo de aprendizagem é ele”, ressalta Maria Cristina. Ela destaca que a consciência do valor do magistério aumenta a confiança dos educadores na própria capacidade e também na dos estudantes. A prova está na conclusão de sua pesquisa. Todos os alunos que ates haviam sido considerados ruins foram aprovados. “Isso só aconteceu porque os professores, nas longas reflexões que fizeram, perceberam que podiam intervir no processo de aprendizagem com base nos conhecimentos de sua profissão.”

METODOLOGIA TAMBÉM INTERFERE NA APRENDIZAGEM
Nem todos os alunos que fracassam são vítimas da profecia da auto-realização. Em muitos casos, as estratégias de ensino é que não se mostram adequados. Segundo a pesquisadora Maria Cristina Mantonanini, é possível traçar um caminho seguro para descobrir em que medida as dificuldades de um estudante são ou não decorrentes de sua atitude em relação a ele. A primeira coisa que o professor tem que fazer é avaliar seus preconceitos e adotar uma postura diferente, acreditando nas crianças e nos jovens. Em seguida, analisar a porcentagem da classe que considera ter problemas de aprendizagem. “Em uma turma homogênea de 30 ou 35, é normal ter um ou dois com reais necessidades especiais”, afirma Maria Cristina. O sinal de alerta deve piscar quando, por exemplo, quase metade não estiver aprendendo – como no caso da escola em que ela realizou sua pesquisa. “Esse talvez seja o momento de o professor rever a metodologia utilizada para ensinar.” Claro, ao lançar mão de diversos métodos e atividades, será mais fácil descobrir quem, de fato, tem problemas de aprendizagem. Isso diminui os riscos de encaminhamentos desnecessários a especialistas.

COMO EVITAR OS “RÓTULOS”
Observe quais critérios você utiliza ao avaliar uma turma. Para mudar de postura, é fundamental perceber os próprios preconceitos e de que forma a bagagem individual que você traz interfere na sua prática.
Debata sobre o assunto com seus colegas nas reuniões pedagógicas. Isso estimula uma reflexão mais profunda da equipe e, conseqüentemente, uma mudança de conduta.
Aprenda a lidar com as diferenças e incentive o direito à diversidade a turma.
Evite relacionar as capacidade de aprendizagem das crianças a características físicas ou comportamentais. A família, a etnia, a religião, a atitude, a aparência e a classe social, econômica ou cultural de um aluno não determinam se ele pode ou não avançar.
Propicie oportunidade iguais de crescimento para todos os alunos, mas sempre observando as necessidades individuais. Um planejamento adequado permite que cada um progrida no seu ritmo.
Acredite sempre que todos são capazes de aprender.

QUER SABER MAIS?
>> ANA LÍGIA MALAQUIAS COUTINHO, e-mail: aligia@click21.com.br >> LAEL KELLER, email: keller@passosuemg.br >> MARIA CRISTINA MANTOVANINI, e-mail: mcrismantovanini@uol.com.br

BIBLIOGRAFIA
>> ENSAIOS PEDAGÓGICOS: COMO CONSTRUIR UMA ESCOLA PARA TODOS?, Lino de Macedo, 168 págs., Ed. Artmed, tel. (11) 0800 703-3444, 34 reais >> PROFESSORES E ALUNOS PROBLEMA: UM CÍRCULO VICIOSO, Maria Cristina Mantonanini, 173 págs., Ed. Casa do Psicólogo, tel. (11) 3034-3600, 21 reais





[esta postagem foi escrita ao som dos álbuns Se Julgar Incapaz Foi O Maior Erro Que Cometeu da banda de punk rock Bulimia – composta só por mulheres –; Tocar e Protestar, da banda cearense de hardcore Sociedade Armada e Restos de Nada, da banda clássica de punk rock da década de 1980 de mesmo nome].

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terça-feira, 15 de abril de 2008

FABÍOLA - part zwei

NACHFRAGE:: PEDIDO
Glänzen Sie in mein Himmel, Stern! :: Brilhe em meu céu, Estrela!
ich gehe mein Herz wenn Sie geben das Ihr. :: eu dou o meu coração se Você der o seu.
Sie sind in meine Träume :: Você está em meus sonhos
und wann werden Sie sind erreichbar meine Küsse? :: e quando estarás ao alcance de meus beijos?
meine Augen glänzen sehen die Ihre? :: meus olhos brilham ao verem os seus?
Sagen Sie mir: wie müß ich machen :: Me diga: como devo proceder
zu Sie werden mein ewig Glanz Sonne? :: para que tornes-Te meu sol de brilho eterno?
Ah, Sie all un Sie wie ein all! :: Ah, Você Toda e Você como um Todo!
Ah, mein Herz gebrochen! :: Ah, meu coração partido!
Gestatten Sie mir sein nur und einsam Ihr! :: Permita-me ser só e somente Seu!
können Sie hören wann ich sage Ihr Name? :: podes ouvir quando digo o Seu nome?
können Sie hören wann ich frage mir :: podes ouvir quando me pergunto:
„wenn werden können wir, endlich, sein zusammen?“ :: “quando poderemos, finalmente, estarmos juntos?”
Bitte, lassen Sie nicht mir weit von alles ich will :: Por favor, não me deixe longe de tudo que desejo
ein Mal alles ich will nun sind Sie! :: uma vez que tudo o que quero é Você!
Glänzen Sie mit all Ihre Energie, :: Brilhe com toda sua energia,
Erblinden Sie mir mit Ihr Feuereifer, :: Me cegue com o seu fulgor,
Verbergen Sie mir von wer will mir schlecht :: Me esconda de quem me quer mal
mit Ihre sterblich Angst. :: com seu ódio mortal.
Wann Ihr Herz und mein werden ein? :: Quando Seu coração e o meu tornar-se-ão um?
Wann Ihre Hände und meine werden zwei? :: Quando Suas mãos e as minhas tornar-se-ão duas?
Wenn Ihre Küsse und meine werden viel? :: Quando Seus beijos e os meus tornar-se-ão muitos?
Bitte, Stern, antworten Sie mir: :: Por favor, Estrela, me responda:
„wann werden wir endlich unsere?“ :: “quando seremos finalmente nossos?”

:: .. :: .. :: escrito na madrugada do dia 14 de abril de 2008 :: .. :: .. ::

sábado, 12 de abril de 2008

FABÍOLA!

[poema ainda sem título]
O que fazer pra não quebrar a cara?
Acho que vou... estou 90% crente de que vou me arrebentar contra um muro outra vez.
Eu só olho e fico mais confuso...
Se me perguntarem o que eu vi nela, não vou saber responder.
Acho que foi o todo, ou não-sei-o-que que só eu consigo ver mas que não consigo explicar.
Nem sei o que sinto por ela, mas sei que é bom
E estou começando a achar que isso vai ferrar comigo.
Isso não me tira o sono porque já estou anestesiado
Se isso é bom ou ruim eu ainda não determinei...
Eu ainda não gosto tanto dela assim
Para vê-la quando fecho os olhos ou no fundo dos copos.
Talvez seja melhor expulsá-la agora de meus sonhos enquanto ainda posso
Para não ficar mais magoado do que já estou
E atrasar as obras intermináveis de reconstrução de meu coração
Uma vez que ele será implodido outra vez.
Não é a primeira vez que essa droga acontece:
Querer uma professora como estrela mais bela e brilhante de meu céu!
E, todas as vezes que isso aconteceu, um arranha-céus como o Empire State Building caiu na minha cabeça.
Somente eu quebrei a cara, ficando com a tristeza e com a decepção e com a raiva acumulada.
Mas eu nunca vou ficar sozinho:
A vokda, a cachaça, o uísque e o rock’n’roll, a literatura e os meus verdadeiros amigos
Sempre, da maneira deles, vão estar comigo!

::..::..:: 09 de abril de 2008 ::..::..::
::..::..:: obrigado Danielli Bessa ::..::..::

terça-feira, 8 de abril de 2008

MUITO MAIS POSTAGENS ATRASADAS!

CORAÇÃO PARTIDO TRIDESTILADO
Faz muito tempo que não sei o que é não estar de ressaca e dormir só de manhã:
Todo fim de semana andar quilômetros atrás de bebida, tabaco e diversão.
Eu me odeio por ainda sentir a sua falta!
Eu te odeio por ainda sentir a sua falta!
Não digo mais seu nome mas ainda sonho com você...
Não digo mais seu nome antes de dormir para que somente eu possa ouvir,
mas ainda vejo você algumas vezes quando fecho os olhos
ou no fundo dos copos cheios de birita ou vazios.
Eu bebo debaixo de chuva e com o sol a pino...!
Só Deus sabe como consigo voltar pra casa da qual minha mãe quer me expulsado por eu ter me tornado o que sou.
Ainda bem que você e nenhuma que veio antes ou depois está aqui pra ver
Este vagabundo alcoólatra que me tornei:
Bebendo praticamente todo dia pra morrer mais rápido.
Não me preocupo mais se alguém ainda se importa ou não
Mesmo porque eu mesmo nem me importo mais.
Não quero que você morra – eu só quero te esquecer completamente e de uma vez por todas.
Toda vez que eu encho a cara não é só pra me divertir
É pra te esquecer também!
Pra você eu estou morto e enterrado e apagado do passado –
Porque Gaia não permite que você seja isso para mim?
Você era tão bonita e por você, somente por você eu poderia até parar de beber
Mas tenho certeza absoluta de que você não vai mais voltar
Então só me resta seguir em frente e tomando todas em homenagem a minha incomensurável estupidez.
Eu sou um dos primeiros a chegar e só saio depois do último cigarro ser fumado até o filtro e não tiver mais uma gota de bebida nos copos e nas garrafas.
Eu não vou casar e ter mulher, filhos, família, casa e emprego.
Deus é Pai e não padrasto e não vai me permitir viver para ter isso tudo;
E nem se eu quisesse, nem poderia – também pudera, com essa vida que eu levo
Sem horário e regras a de comer, dormir e viver
Dormindo e lendo muito, sem nenhum exercício físico, ouvindo rock’n’roll o dia todo e me embriagando um dia depois do outro.
E será que você ainda sorri com os olhos o sorriso mais belo deste mundo
Quando quem você gosta de verdade está no seu campo de visão?
Por favor, eu imploro, faça suas malas e se vá embora de uma vez por todas de minha mente e de meu coração!
Você ter ido embora sem olhar para trás influiu bastante no que eu sou hoje e isso eu devo admitir.
Eu fiquei com a literatura e com a bebida, com as lágrimas, com o rock’n’roll e com a solidão.
Eu tenho quase certeza absoluta que não lerás este poema até o final ou mesmo lê-lo-á
Mas eu precisava botar tudo isso pra fora.

:: 07 de abril de 2008 ::
:: Vielen Dank zu: Annie, Shir und Renata ::