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YEAH, HOUSTON, WIR HABEN BÜCHER!

e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

quarta-feira, 19 de junho de 2019

[mais um] POEMA [sem título] ESCRITO NO BUZÃO

ai que fui ao Cine Sesc do Ver-O-Peso ver o documentário Viver Para Lutar - Episódio 1- Punk, Anarquismo e Feminismo: As Minas dos Anos 90, dirigido, escrito e editado pela brasileira Marina Knup (ver capa do doc, anúncio em Belém + e teaser abaixo) e acabei escrevendo esse poema no ônibus no caminho. não sei de onde tocou um sertanojo universotário e acabei juntando CPM22 e Bad Religion e Metallica e Belchior (aind’esse mês vou começar a postar as letras dos álbuns de estúdio do Belchior, que me dizem vai ficar foda, né?) na mesma poesia, mesmo texto, poema... foda-se, vocês entenderam.

então é isso ai.
quanto ao poema...

[¡sem título!]
se tu não vieres, o céu vai desabar
se tu não estiveres, o céu vai desabar
se tu não voltares, o céu vai desabar...!
se tu vieres
se tu estiveres
se tu voltares
quem vai segurar, quem segura o teu céu...?
isso se já não estiveres de joelhos,
o vendo desabar, em chamas...!
quando não tiver remos e motor
guiar a canoa literalmente no braço
a conduzindo rio adentro.
desaba o castelo de cartas...
desaba o céu de/em lágrimas...
caem do céu os reis e rainhas de nada
com suas coroas e armas enferrujadas
trazendo desolação e sofrimento
a todos os seres cientes de si em todas as pátrias!
o céu está sobre nós ou já caiu?
o céu ainda está sobre nós ou já caiu?
até quando o céu estará sobre nós
antes de cair?
ou já caiu há tanto tempo
que a mágoa e o desespero
são os mesmos há tanto tempo
que não lembramos mais, por mais e mais forte que tentemos,
de como era o mundo
antes do céu cair?

:: 19 de junho de 2019 ::



e sim, o documentário é fodástico! assistam, assistam, assistam!

terça-feira, 18 de junho de 2019

POEMA CPM22ÍSTICO – poema

POEMA CPM22ÍSTICO

eu não espero em vão ninguém voltar
eu não espero em vão alguém que não vai voltar...
eu não espero a gente se (re)encontrar...
eu não espero a gente voltar a se falar...
eu não espero, eu não devo esperar:
eu sei que tem dias que nunca vão chegar
assim como tem dias que terminam
mesmo se negando a terminar.
se vai piorar, piora logo e não me enrola...!
se for terminar, termina logo e não me enrola...!
será que não era hora?
será que não era mesmo pra funcionar?
é só mais esse poema cpm22ístico e nunca mais vou te perguntar.
já basta meu trabalho pra me enlouquecer
e, de brinde, minha dissertação pra terminar
e protocolar pro colegiado aprovar
e eu defender e me livrar e titular
e ir embora e deixar tudo isso pra trás:
(re)começar nunca é fácil mas vai ter que rolar,
não funfar não é uma opção.
aceitar o fim e aprender com isso
aceitar que não dá certo e aprender com isso
também fazem parte da revolução.
faz parte da revolução aprender continuamente a mais difícil lição
– não sofrer em vão.


:: 18 de junho de 2019 ::

segunda-feira, 17 de junho de 2019

DEAD FISH – PONTO CEGO – 2019

DEAD FISH
PONTO CEGO
2019
A INEVITÁVEL MUDANÇA
(Ric Mastria / Marcão Melloni / Alyland / Álvaro Dutra / Rodrigo Lima)
A narrativa vinda do colonizador
Tingiu de branco nossa história
E sem escrúpulo omitiu e apagou
O outro lado da moeda
Mas cada dia mais
Janelas vão se abrir
E a diversidade vai brilhar ao Sol

O passado frágil corre pra se proteger
Tranca a porta e fecha as cortinas
O presente do futuro que tem que acontecer
Chega e se pronuncia
E logo ao escutar
A voz de outro alguém
O velho se põe a gritar
Espernear, tenta abafar
A inevitável mudança

Do ponto cego da história brotam vozes de resistência e de luta
Quando o oprimido finalmente se expressa o resto, cala e escuta
Tirando aqueles que nunca querem ouvir
Fecham os olhos e sonham com aquilo que nunca mais será

Nunca mais será

SANGUE NAS MÃOS
(Rodrigo Lima / Ric Mastria / Marcão Melloni / Álvaro Dutra)
Sim, foi golpe!
Orquestrado
Por sorrisos velhos e apertos de mão
Rumo ao passado
A esperança das ruas de 2013
Catalizou aquele grande acordo nacional
Com o Supremo e com tudo
Pra estancar uma sangria
Em nome da família
E de um torturador

Motivo de vergonha, indignação
Os gritos que ecoam das janelas
O lado certo da história
Não tem sangue nas mãos

Uma jovem democracia
Acorrentada nos porões
Pra que velhos ratos
Possam voltar a reinar
Comprando a justiça
Não há corrupção
Entre brancos e ricos
Pois ninguém é julgado
E a vida segue

Motivo de vergonha, indignação
A cumplicidade das panelas
O lado certo da história
Não tem sangue nas mãos

Em cada casa, um ponto cego, um cidadão se levantou
Abriu a porta do armário e o preconceito se espalhou
Quando o passado volta à moda em nome de um torturador
O sonho médio é vestir a carapuça do opressor
E achar que tem poder

Buscando um inimigo
Fomenta a paranoia e o faz pra confundir
Buscando um inimigo
Aponta a arma pra si
E é assim que começa

Motivo de vergonha, indignação
Os gritos que ecoam das janelas
O lado certo da história
Não tem sangue nas mãos

POBRES CACHORROS
(Marcão Melloni / Ric Mastria / Rodrigo Lima)
Pelas passarelas de concreto
O idiota, o cidadão de bem
Desfila com seus cachorros de marca
Acessórios do status quo
Fetiche do autoritário
A rédea curta em suas mãos
Subordinado adotado
Pra aliviar sua tensão

Pobres cachorros

Aperta o passo, aperta o laço
Mostrando quem é de quem
Correção educativa
Não se aprende sem sofrer
Aperta o passo, aperta o laço
Sufocado com poder
Liberdade limitada
Vigilância para o bem

Pobres cachorros

Destruir pra dominar
Agredir e avançar
Quem é mais irracional
Nada vai sobrar

Retornando para o ponto cego
Posto de volta em seu lugar
Humilhado, preso e castigado
Sem ninguém pra lhe ouvir chorar

Confinado, segregado
Trancado de 9 às 6
Neurose alimentada
A violência vai vencer

Pobres cachorros

Destruir pra dominar
Agredir e avançar
Quem é mais irracional
Nada vai sobrar

Pobres cachorros

NÃO TERMINA ASSIM
Não

Não, não quero ouvir o que você diz
E nem ler as suas regras
Testando minha paciência ao limite de explodir
Eu quero fazer no meu tempo
Chegou minha hora de falar
Cansei de ouvir sua perfeição
Sua higiene me insulta
E seu medo e pudor me fazem rir
É assim, a partir de agora
Poder em minhas mãos

Sim!!
Se a sua voz ainda é mais alta
O que você tem de certo se tornou isso aqui
Sim, o meu caminho é diferente
E sou eu quem vai trilhar

SOMBRAS DA CAVERNA
(Marcão Melloni / Ric Mastria / Rodrigo Lima)
Privilegiada visão
De frente pra tela
Escolhe achar real
Simplista, plausível
Pra que pesar?
Elege a ilusão

Só existe o que vê
E o que vê é só o que há
A todo o resto é permitido suprimir e eliminar
Mas as sombras da caverna permanecerão lá

O medo e a ambição
Buscam um aliado
Pra manter tudo igual
Enfrenta fantasmas com munição
Quem julga nunca sangrar

Só existe o que vê
E o que vê é só o que há
A todo o resto é permitido suprimir e eliminar
Mas as sombras da caverna permanecerão lá

Conveniente ponto cego
Isolados psicóticos, no partido do eu primeiro
Remediados criminosos

O MELHOR EM UM
(Marcão Melloni / Ric Mastria / Rodrigo Lima)
Passa o muro, passa a grade
Passa a porta, passe a chave
Fique à vontade como sempre fez
Financiado privilégio
Ele é nosso, o mérito venceu

Parece que hoje vai chover
Veja a verdade na TV
Quatro paredes e o chão sagrado
Onde vigoram suas leis

Bom dia entre dentes
No território onde nada é informal
Orgulho decadente

Unitário, paralelo
Sem contato, ponto cego
O silêncio onde ecoa uma só voz
Sem saída pra evitar contágio
Soberano em seu lugar

Certezas sem questionamentos
A voz que não se faz ouvir
Qual valor em ser o melhor em um?

Confortável, nos limites
Porta afora inimigos
Outras vozes, outros egos
Conglomerado de ruídos

Cada porta
Cada um
Cada qual seu próprio rei

Certezas sem questionamentos
A voz que não se faz ouvir
Qual o valor em ser o melhor em um?

DOUTRINA DO CHOQUE
(Marcão Melloni / Ric Mastria / Rodrigo Lima)
Na guerra não convencional
Na doutrina do choque
O predador neoliberal
Faz a festa
Do Deus mercado e capital desregularizado
Se alimentam oligarcas

Pros senhores do mundo
Multipolaridade
Tirar dinheiro de suas mãos
Reserva de petróleo
Que não lhes cabe parte
Necessita intervenção

A guerra híbrida não usa força militar
Vigia e explora pontos vulneráveis
Pra impor ou se opor, pra tomar o poder
Interfere no processo eleitoral
Vulgo golpe

Atrás do orgulho nacional
Em nome do progresso
O predador neoliberal
Faz a festa
Novo sistema laboral
Fábrica de escravos
Prioriza oligarcas

Desorientação reduz a resistência
A classe média faz a sua parte
Jogando sujo contra a corrupção
De emergente à subserviente

Abrindo espaço para o Chicago boy
Privatizar todas estatais
Favorecer os ricos às custas dos pobres
Eliminar programas sociais
Arma na mão pra garantir a paz
Do virtual ao institucional

Destruir para lucrar com a reconstrução
Trocar de dono
No ponto cego está toda a população
Meros inquilinos
Empreendendo, pagando a conta
Pro bem-estar de poucos

Na guerra não convencional
Na doutrina do choque
O predador neoliberal
Faz a festa
Devorando tudo até não sobrar nada
Capitalismo do desastre

ETIQUETA SOCIAL SUV’S (STUPIDS UTILITY VEHICLE)
(Marcão Melloni / Ric Mastria / Rodrigo Lima)
Distribuída ordem na vertical
Protege suas vidas
Na mira das armas
Filhos, pais e mães
Prevalecem os seus

Se a morte humana te torna melhor
Se esse holocausto te faz bem
No mundo egocêntrico das SUV’s
Quem matou?
Quem morreu?

Usar de sangue derramado pra justificar
Autoajuda, gasolina
Seu sadismo classicista

Atropele pobres marginais
Na velocidade da luz
Sua ética do tanto faz
Tornando mais leve a cruz

O conservadorismo hipócrita do pregador
Elege seus bolsos
A justiça tira a venda e escolhe o vilão

Quem se encarcerou na estupidez
Da própria coerência é refém
Quem comprou com egoísmo
Que receba a prestação
Sem classe, vitimismo, sem razão
Acima de tudo sempre foi você
E no ponto cego enxergar
A tragédia prevista

Motores potentes pro bem
Na velocidade da luz
Golpistas prudentes não veem
O abismo que os matará

Pra onde for o desprezo
Ele voltará
Sem motivo, assustando
O troco a pagar
Em bólidos onde nem a temperatura é real
Não vislumbra o horror
Que escolheu colher

Pra onde for o desprezo
Ele voltará
Com motivo, assombrando
O troco a pagar
Em bólidos onde nem a temperatura é real
Não vislumbra o horror
Que escolheu colher

APAGÃO
(Marcão Melloni / Ric Mastria / Rodrigo Lima)
Fez-se o tumulto
E a desinformação
Daí surgiu a oportunidade
Se instala o medo
E a insensatez
Que não aflige quem tem muro e grade

Quando alguém vier bater
A sua porta a noite
E não tiver a quem recorrer
Como será?

Quando o discurso
É posto em ação
Daí talvez já seja muito tarde
No ponto cego
O grito é em vão
A vida tem suas fatalidades

Quando alguém vier bater
A sua porta a noite
E não tiver a quem recorrer
Como será?

Cegando o bairro e o estado
Cegos de cima a baixo
Incentivando a privada em detrimento de todos
Uma cagada liberal
Imediatista imoral
O fascismo informal
Noite infértil, escura, longa e fria

O grito é em vão

Os absurdos
Em meio ao apagão
A quem foi dada legitimidade?
Cegos e surdos
Em meio ao apagão
A vida tem suas fatalidades
Batendo a sua porta
Em meio a escuridão
Ninguém ouve ou vê

JANELAS
(Marcão Melloni / Ric Mastria / Rodrigo Lima)
Janelas abertas
Mentes fechadas
Cortinas bonitas
Ideias erradas
A luz que não penetra a escuridão
Escolhas que restringem a visão

Panorama limitado

Uma depravada
Especulação
O preço é alto
Ganância ambição
A água que chega para destruir
Encharca as plantas que não tem raiz

Receitas fabricadas
Pra esclarecer
Humanos sem olfato e sem cor

Se um dia a luz entrar
E revelar os erros dessa existência
Mostrando sombras
O que é real
E não se pode esconder

Uma vida mensal
Entre quinas e contas
Nas paredes seguras
Dessa não-relação

No ponto cego é fácil disfarçar
O cheiro podre de todo andar

Se um dia o Sol entrar
E não aquecer
Só a noite vai morar
Dentro deste ser

MESSIAS
(Marcão Melloni / Ric Mastria / Rodrigo Lima)
Bom dia, grupo! Olha a notícia
Sentimental e alarmista
Que desperta indignação
E aponta um inimigo
Bom dia, grupo! Olha a notícia
Gráficos e estatísticas
Condizentes com a intuição
O inimigo é culpado

Em meio à crise
Sacramentado salvador
Se quer acreditar

Unidos pelo ódio
A um mesmo inimigo
Que belo sentimento
Fazer parte da tribo

Preste atenção ao demagogo
Há trinta anos nesse jogo
Ele agora é a salvação
Ele agora é a salvação

Sem diálogo, nem projetos
Dando graças ao ódio e ao medo

Em meio à crise
Autoritário opressor
Vem pra contagiar

A epidemia se espalhou
Por todos os lados
A mentira viralizou
Tornou-se real
O horizonte é o ponto cego
Quando se olha só para si

É o preço que se paga

Se a democracia estiver
Entre o rei e o que ele quer
É a caneta ou a espada
Que prevalecerá

Em meio à crise
Autoritário opressor
Vem pra contagiar
Sacramentada pós verdade
Rebanho pronto pra aceitar
Criados pra matar
Aplaudindo o salvador

RECEITA PRO FRACASSO
(Marcão Melloni / Ric Mastria / Rodrigo Lima)
Congele o investimento em saúde e educação
Reduza a idade de trancá-los na prisão
Desigualdade aumenta, a repressão também
Uma guerra de classes beneficia a quem?

Frágeis soluções
A pressão faz o sangue ferver
Alimentando frustrações
Receita pro fracasso

Busque um emprego com a terceirização
Pode negociar direto com o patrão
Aceite a migalha e nem pense em reclamar
Pois sempre terá outro querendo seu lugar

Alimente o próprio ego
Tudo mais é um ponto cego
Além da limitação
Inútil argumentação
Propague a insegurança
E o medo vai crescer

O medo vira ódio
O ódio busca um alvo
Receita pro fracasso
Salve-se quem puder

Polarize
Emburreça
Mexa a massa
Leve ao fogo

Frágeis soluções
A pressão faz o sangue ferver
Alimentando frustrações
Receita pro fracasso

Aproveite para consumir
Desenfreadamente
Todo e qualquer recurso
Humanos vão prevalecer
E essa é a receita

DESCENDO AS ESCADAS
(Marcão Melloni / Ric Mastria / Rodrigo Lima)
Descendo as escadas
A vida alheia entretém
São Paulo machuca e a solidão também
Venda casada, a solução final
Numa história vazia a empatia se desfez
Em corredores, cultos e ações
Comportamentos afetados por lições
Se faz valer sempre o mais forte
Em nome do perdão, deuses fazem reféns

Dedo no gatilho, sempre a reação
Encarar escolhas, enfrentar o depois
Interpretar a vítima pronto pra matar
Não se deve contestar

Não vai adiantar
Tentar esconder
No ponto cego neutro e seguro
Que encontrou
Dentro de um vazio
Que não cicatrizou
E não vai denunciar
Nem se mostrar cruel

Do branco da parede
Determinada perfeição
Insultos inanimados, uma vida sem som
Por trás das evidências, uma moral sem cor
Escuridão humana travestida de ação

Mãos sob controle, ocupam a visão
Hipnose em massa, assimilação
Interpretar a vítima pronta pra morrer
É preciso compreender

Não vai adiantar
Tentar esconder
No ponto cego neutro e seguro
Que encontrou
Dentro de um vazio
Que não cicatrizou
E não vai denunciar
Nem hesitar
Em se mostrar cruel

Água empoçada, rigidez, torpor
Discurso de casta, modelo importado
Baixa tolerância, alta infração
Seguindo a hierarquia e vivendo em negação

Não vai justificar
Roubar pra empreender
Cuspir, bater a porta
Ordenar quando convém
Comércio a sangue frio
Sofrimento é transação
E não vai denunciar
Nem se mostrar cruel

domingo, 16 de junho de 2019

QUADRINHO DA SEMANA: PORT OF EARTH

Ouvindo: Neil Young & Crazy Horse, Comes a Time, 1978.

como eu [‘tô] pesquis[and]o Quadrinho, eu vou mesmo falar pra caralho de Quadrinho nessa porra porque ainda é meu blog e eu ainda mando nessa caralha. e o Quadrinho da vez é Port of Earth, do selo Top Cow, da Image, que eu acabei de ler a edição 9.
Port of Earth é uma porra que a gente poderia encontrar ou na Vertigo ou na Dark Horse ou mesmo por uma editora europeia ou mesmo uma porra de mangá (não vou comentar mangá tão cedo nessa porra, ‘tô estudando tanto isso que não consigo ler nem meu Forschungsobjekt, que dirá um por fora!). na Marvel? não me fode, velho. o maior desfavor feito à nona arte em toda sua história foi a Disney ter comprado a Casa das Ideias. mas isso não vem ao caso.
o que vem ao caso é que o Quadrinho de hoje é altamente fudido e esfrega no asfalto torrado o caralho de sol tamanho meio dia da Almirante Barroso torando a cara de tod@ filh@ da puta que diz que HQ é coisa de criança, sem sentido, essas porras.
nosso queridíssimo estimadíssimo amadíssimo físico teórico e cosmólogo britânico Sir Stephen William Hawking (1942-2018) disse uma coisa muito da sua maravilhinda que tod@ cretin@ retardad@ que defende índiocídio e massacre de populações nativas e se considera o Mr./a Ms. Capitalismo/Liberalismo não vou citar anarcocapitalismo porque anarcocapitalista nem é digno de ser chamado de ser vivo deve ter ciência:

“Se recebermos um sinal de um planeta como o nosso, não deveríamos responder de imediato e sim somente quando tivermos condição de nos defender de quem enviou este sinal. Se os extraterrestres nos visitassem, o resultado seria mais importante do que quando Cristóvão Colombo chegou à América, o que não foi positivo para os índios americanos. Extraterrestres evoluídos poderiam talvez ser nômades e querer conquistar e colonizar os planetas que forem conhecendo.”

como uma ex minha, a LH, diz “fodaralho, né?”
agora imaginem chega uma porra de um grupo transnacional, chamado simplesmente de “Consórcio” Honda, ao nosso planetinha de merda e propõe colocar um porto intergaláctico na baía de Manhattan e nos oferece tecnologias geradoras de energias que prometem revolucionar a humanidade e acabam QUEBRANDO o sistema econômico do planeta. simplesmente os caras chegam, oferecem o negócio, a gente otário aqui aceita, achando que ‘tá no lucro (porque tem que ser MUITO OTÁRIO pra aceitar isso e acreditar estar no lucro) e pá! 
isso mesmo
DÁ MERDA
PRA COMEÇAR, os aliens que vêm ao planeta inventam de querer passear por onde não devem, tendo contato com os humanos e é criada uma organização chamada Agência de Segurança da Terra, a fins de proteger os aligenígenas palavra criada pelo meu amigão Sulivan Minhoca, sempre falo dele por aqui DOS HUMANOS. não falo o resto da história porque ainda não acabou.
essa ideia muito doente mental do multiverso veio da cabeça de um cara muito doente mental do multiverso chamado ZACK KAPLAN (que também escreveu a não-menos maravilinda porradaria recomendada Eclipse, também pela Top Cow, que infelizmente já terminou) e é magnanimamente desenhada e encapada ou seja, ele faz as capas das revistas pelo Andrea Mutti (Wolverine, Star Wars [PORRA, DOIDO, NÃO VAI CHEGAR MINHA VEZ DE TRABALHAR NESSA HQ DO STAR WARS, NÃO, PORRA?], Justiceiro). tal como em Eclipse, o Kaplan dá uma porra de uma aula de política e de sociologia, além de apresentar o que gente doida disposta a tocar fogo no mundo faz em situação extrema quando tem treinamento adequado (i.e., merda das grandes).: ai que eu eu quero saber só onde tem “infantilidade” nessa narrativa, olhe...

übrigens e por fim, a empresa estadunidense de entretenimento multiplataforma Skybound Entertainment, fundada e capitaneada por Robert Kirkman (sim, o autor de The Walking Dead, Invencível Veículos, Battle Pope e a primeira fase de Zumbis Marvel que agora é o pica das galáxias executivo chefe de operações da Image, braço direito do presidente Todd McFarlane) vai fazer uma série live action da HQ pra ser transmitida pelo canal anal de streaming Amazon (yeah, O Homem do Castelo Alto, Mr. Robot, Philip K. Dick’s Electric Dreams SE FUDER, DOIDO, ESSA SÉRIE É MUITO PERFEITA PRA CARALHO!!!, Seinfeld, Preacher, American Gods, The Office). tecnologia tem, o que não falta por ai é roteirista que pode mandar muito bem e a Amazon Studios não é conhecida por fazer material escroto (vide O Homem do Castelo Alto). agora é esperar pra ver se vai rolar mesmo.

e essa postagem é de todo coração dedicada a um dos mestres do cinema que faleceu anteontem: FRANCO ZEFIRRELLI, diretor de clássicos como Romeu e Julieta (1968), Irmão Sol, Irmã Lua (1972), Hamlet (1990, com Mel “Mad Max” Gibson), e Chá com Mussolini (1999).


e é isso aí e eu vou tentar dormir um porquinho porque ainda tem primeiro Pavulagem Junino desse ano e por nada que eu quero perder essa raid!





BIS ZU DEM BREAKIN FUCKIN NEUEN POST!!!

sexta-feira, 7 de junho de 2019

SOBRE PESQUISAS DOENTES MENTAIS NA ACADEMIA E GREVE QUE ACONTECE NESTAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO

ouvindo: Balzac, The Last Men On Earth (1995), Deep Teenagers From Outerspace (1997), 13 Stairway The Children Of The Night (1998) e Zennou-naru Musuu-no Me Ha Shi Wo Yubi Sasu (2000).

eu nem ia postar nada hoje, mas esse questionamento que vi no Twitter merece uma perspectiva
meu parceiro AVNER, lá de História da UFPA, vai dar uns tecos nesse texto: como ele também curte um monte de merda nerd e é oriundo de periferia, ele sabe muito melhor que eu que não basta curtir merda nerd sem ter acesso à mesma, e como este acesso a essas merdas acaba sendo uma merda socialmente excludente

foto nossa sem bebida? ISSO NON ECZISTE!

desde cedo eu sou um tremendo dum privilegiado, sempre tive brinquedos bons, roupas boas, acesso a tudo quanto é merda nerd de cultura pop (ainda que eu tenha aversão perene ao segundo termo [“cultura ‘pop’”] e me afastado por n motivos do meio “nerd”), videogame, HQ, brinquedo, boneco, camisa, filme, tivemos videocassete em casa desde cedo [essa é uma outra história que até escrevi sobre pra postar aqui e preciso postar aqui], curso de inglês, curso de informática, computador em casa, alugava filme direto blá blá blá blá. demorou realmente uma cara até eu notar que nem todo mundo podia ter o que eu tinha e foi um puta choque de realidade do caralho notar isso. demorou mais ainda notar que, apesar de não ter frescura pra dormir em qualquer lugar e comer o que tivesse pra comer, nem sempre compensava pras pessoas (talvez essa não seja a regra ainda não pensei suficientemente sobre isso, admito).

COMENTÁRIO DO AVNER:

estudei em escola particular até o final do ensino médio, quando fui pro CEFET vagabundar pra caralho e fazer dois cursos técnicos no meio tempo que não ‘tava matando tempo, fiz judô (no CEFET também), fiz um ano e meio de universidade particular (os motivos que não continuei já valem um só post) no ínterim que cursei UFPA, fiz curso livre de alemão, cursei norueguês (bem esse já era totalmente de grátis devido um esquema Instituto de Geociências da UFPA-União Europeia e se tinham dois ou três alunos do referido instituto na turma, era muito), nunca me faltou porra nenhuma, dificilmente me falta algo e, se eu ‘tô fudido na minha atual situação, a culpa é única e exclusivamente MINHA (mas já falei tanto disso em tantos posts que não vou me estender nesse tópico) não, isso nunca me impediu de pegar uns pescotapas dos canas em determinadas situações. afinal este ainda é um país segregacionista em níveis social, racial, sexual e intelectual, etc etc etc, não?

COMENTÁRIO DO AVNER:

entrei no CEFET em 2001 e depois de idas e vindas entre na UFPA em 2009 e na FIBRA, blá, blá, blá, todo mundo que frequenta aqui sabe disso. pegay uma greve logo de cara no CEFET no segundo semestre e uma quando estava fazendo Edificações, em 2005 (lembram que eu disse que tava sendo o maior vagabundo master do universo, eu devia ter cursado Estradas em 2 e Edificações em 2, mas fui ser vagabundo pilantra safado, deu no que deu....) aos trancos e barrancos fui conseguindo terminar tudo, isso porque eu tinha (tenho, ainda tenho) condições gente muito mais fudida que eu, que me considera zilierherdário, terminou tudo direitinho e eu fui ficando me fudendo pelo caminho pá, pá, pá, já falei isso no parágrafo anterior.
ai que pegay a primeira greve na UFPA em 2012, bateu aquele desespero do caralho porque eu tinha entrado pra me formar em tempo hábil e isso fuderia todos os meus planos e, como previsto, fudeu os meus planos mas essa greve eu levei totalmente a sério porque sabia de cabo a rabo o que ‘tava acontecendo e defendi o movimento com unhas e dentes não devido meus professores serem a favor da greve, mas porque vi que era necessário fazê-lo.

COMENTÁRIO DO AVNER:

ai que eu sempre li HQ, jogay videogame, escrevi pra caralho e li pra caralho, fui jogar RPG lá pelos meus dezesseis anos, esse monte de merda. e quando comecei a beber igual um filho da puta ai que aumentou meu tanto de conhecidos que lê HQ pra caralho, joga videogame pra caralho, escreve pra caralho, lê pra caralho, joga RPG pra caralho e...... não foi diferente quando entrei na Federal um monte de cretinos comedores de livro e HQ, escritores de tudo quanto era porra, jogadores de todos os tipos de RPG e cardgames. E FOI UMA MARAVILHA, eu não tinha morrido mas tinha chego ao Valhalla.
mas como nem tudo são flores de lótus, tinha porra de militontos políticos partidotarios. e piores que os do CEFET, MUITO PIORES em MUITOS níveis. se eu já tinha um ranço fudido dos caras no CFT, eu passei a

quinta-feira, 6 de junho de 2019

DESOLATION JONES: MADE IN ENGLAND – análise da HQ

ouvindo: Rato Suicida HxCx, Diizgrhäcerhä!!! Käus Vyvü!, de 2003 + HC-137, Made in GO, de 1993


faz uma cara que baixei essa HQ – lá pelo meio do ano passado, creio – porque gostei da sinopse e porque vi o nome do Warren Ellis na capa. raramente esse desgraçado decepciona e a arte do James H. Williams III (Promethea, Juiz Dredd, Batman, Wolverine) casa bem pra caralho com essa proposta do autor de história de detetive noir na Los Angeles Cidade Proibida do novo milênio, e a colorização do Jose Villarrubia (Quarteto Fantástico, X-Factor, CAGE, Motoqueiro Fantasma, Conan) fecha o kit lindamente.

***

falando no Jose Villarrubia, eu vi na biografia dele que ele também coloriu uma HQ que ‘tô a fim de ler faz uma cara, chamada Cuba: Minha Revolução, publicada pela Vertigo em 2010, escrita pela ativista política e escultora Inverna Lockpez (ela também meteu a cara em umas HQs, também da Vertigo, como Chicano expressions: a new view in American art, de 1986 e Grotto of the Virgins, do ano seguinte, e The Migrations of Meaning, de 1992 – ambas também desenhadas por  Dean Haspiel [Anti-Herói Americano, Coisa {sim, o do Quarteto Fantástico}, Capitão América: Branco, Vermelho e Azul, e uma antologia chamada Negative Burn que toda a galera do underground fala que é do caralho mas ainda não tive a oportunidade de ler e vou até procurar pra baixar essa porra pra ver se é tudo isso mesmo], que OLHA SÓ A CÃOIMSSIDÊNÇIA!, é responsável pela arte de Cuba), não que eu vá muito com a cara da história de Cuba, mas ‘tô curioso justamente pra saber o que uma obra produzida nos EUA fala sobre a ilhota. e ainda vou ler ouvindo Buena Vista Social Club. vão vendo.
outra “comic de esquerda” que ‘tá muitão na minha vontade é Laika, do britânico Nick Abadzis (que trabalhou “SÓ” na canônica 2000 AD) e publicada em 2007 pela estadunidense First Second obrigatória pra caralho pra todo mundo que curte corrida espacial e ficção científica e todas essas porras correlacionadas.

***

essa (HQ) é da WildStorm, editora fundada pelo Jim “X-Men” Lee em 1992 com o Brandon Choi (Deathblow, Gen13, Stormwatch, os próprios WildC.A.T.s) e que foi comprada pela DC em 1998 e cujo universo foi “assimilado” pelo universo super-heroico da editora muitos muitos muitos anos depois mas não fizeram a cagada ensaiada que a Marvel está fazendo com o Conan após retomar seus direitos que estavam com a Dark Horse. e como nesta última citada, a WildStorm lançou muita merda fudida da melhor qualidade, como Red (FUDIDA PRA CARALHO!) e Tokyo Storm Warning (ambas do Warren Ellis), Arrowsmith (Kurt Busiek e Carlos Pacheco), Ex Machina (Brian K. Vaughan)Astro City (também do mestre Busiek), Danger Girl (J. Scott Campbell e Andy Hartnell), Steampunk (Chris Bachalo e Joe “I KILL GIANTS” Kelly), A god Somewhere (John Arcudi e Peter Snejbjerg – uma porra valendo pra caralho essa comic, procurem ler que é fudidamente foda!) e The Maxx (Sam Kieth). ou seja, não esperem nada convencional .

Red, do Warren Ellis
Tokyo Storm Warning, do Warren Ellis
Arrowsmith, da dupla Kurt Busiek e Carlos Pacheco
Ex Machina, do Brian K. Vaughan
Astro City, também do mestre Busiek
Danger Girl, da dupla J. Scott Campbell e Andy Hartnell
Steampunk, da dupla Chris Bachalo e Joe “I KILL GIANTS” Kelly
A god Somewhere, da dupla John Arcudi e Peter Snejbjerg
The Maxx, do Sam Kieth


SOBRE A HQ:
Made in England não, não é o álbum homônimo do Elton John lançado em 1995 foi publicada pela WildStorm entre julho de 2005 e junho de 2006, em edições bimestrais. eeeeeeeeeeeeeeeeeeee só ‘tô comentando o primeiro arco do personagem, já que o seguinte, To Be in England, não foi finalizado por motivos de só o Ellis, o Villarrubia, Danijel Zezelj (Capitão América e Desolation James foram as únicas HQs que ele desenhou fora da Europa, dei uma guaribada em seus trabalhos feitos in der alten Welt e o cara manda pra caralho, no mínimo) (que entrou no lugar do Williams, mas o traço é tão cabível à narrativa quanto do seu antecessor) e a WildStorm sabem.
Michael “Desolation” Jones é um agente aposentado do MI-6, o serviço secreto britânico, que o submeteu a um experimento que consistia em passar um ano acordado (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!), vendo somente cenas de morte, dos mais variados tipos (EU OUVI UM “CLOCKWORK ORANGE” POR AI?!?), a ponto de não sentir/demonstrar medo, remorso ou qualquer outra emoção, além de matar pessoas, muitas vezes com as próprias mãos, e até mesmo adversários maiores e mais fortes, ainda conservando os reflexos da sua época de agente de campo. “em compensação”, o cara ficou fuderosamente fudido, não pode ficar muito tempo exposto à luz do sol (a ponto de usar uma máscara de oxigênio e óculos escuros), é sexualmente impotente e ferradamente hiperalgésico. lindo, não? logo, o cognome “Desolation” não é nada à toa.
AI QUE, depois de se isolar na capital mundial dos doentes mentais excêntricos do caralho (sim, isso mesmo, Los Angeles) é contratado por um militar reformado das forças armadas dos EUA, o coronel Nigh, através do intermédio do Jeronimus Corneliszoon (que aparece na história, ninguém é citado nesta sem aparecer, nem que seja em uma porra de recordação), que é um quase morto vivo pela pura graça dos deuses da cosmologia budista, porque não o querem em nenhum dos dezesseis (!!!!!!!) Naraka.
QUAL É A PRESEPADA? esse coronel consegue os filmes pornográficos caseiros estrelados por ninguém mais ninguém menos que ADOLF HITLER e contrata Herr Jones pra os recuperar.e lá vai nosso amigo Desolation Jones se meter numa parada tipo 8mm (sim, o filme com o Nicolas Cage, de 1999, dirigido pelo Joel “Um Dia de Fúria” Schumacher e escrito por Andrew Kevin Walker [série de TV Contos da Crypta, Se7en, A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, O Esconderijo])) mas com negos ligados à agências de inteligência militar, já que o próprio Jones é mantido secretamente pelo governo estadunidense, junto a ex-agentes de outras instituições de mesmo viés do mundo todo (se eu ficaria admirado com isso atualmente? não mesmo).
a MELHOR PARTE é que as três filhas do ser cadavérico (o contratante do Jones, não o próprio) estão disputando a herança do pai e tirar a outra da jogada. não dá pra falar mais do que isso sem estragar a surpresa. sendo história do Warren Ellis, já que não tens que partir do princípio de “CARALHO, VELHO, ISSO NÃO É POSSÍVEL” mas que, dentro da narrativa DELE, é possível SIM. não são.... não tem reviravoltas mirabolantes – as porras dos plot twists –, uma das melhores coisas de narrativas ellisianas são as camadas em cima de camadas e depois todas interagirem entre si de forma que não fique algo cagado e/ou mesmo atropelado. isso, me acreditem, é uma aula de roteiro, dessas sobreposições de camadas sem cagalhações ou atropelos (outro mestre nessa técnica é o FUCKING Jonathan FUCKING Hickman, que deu AQUELA forra necessária na Marvel na segunda metade da década passada e na primeira metade dessa corrente, que o FUCKING Jason FUCKING Aaron tem que carregar nas costas sozinho, apesar dos constantes foras violentos da editora vou escrever um post só sobre isso, fiquem ligados!), as críticas descaradas ao american way of life (sim, estão lá, estão lá, descaradas e nas entrelinhas) e um zilhão de teorias da conspiração que tem seus muitos quês de verdade. NA MINHA OPINIÃO, ele deve sentar numa mesa com a porra do Grant Morrison e pega as ideias morrisonias descartadas e as melhora absurdamente (sim, eu ‘tô falando merda, eu sei).
penúltimo Bodhisattva de roteiro da Marvel e atualmente só lançando maravilindeza na Image: FUCKING Jonathan FUCKING Hickman
ATUAL Bodhisattva de roteiro da Marvel Comics: FUCKING Jason FUCKING Aaron
um dos Mestres do Universo: FUCKING Grant FUCKING Morrison
no mais, não precisa sacar do universo da WildStorm pra curtir essa mini, todas as referências estão lá mas não precisa OOOOOOOOOOOOOH!, sacar Authority, Stormwatch, WildC.A.T.s, Planetary, esse monte de porra.saber de tudo isso ajuda pra caralho, zera a HQ no 100% maaaaaaaaaaaaaaaas não precisa, velho. dá pra curtir Made in England independentemente e lindamente.
por fim, Made in England agradar-te-á se não estás procurando história espalhafatosa de HQ, nada compromissado e sério, alívios cômicos que façam teus problemas ser menores e personagens que sejam possíveis se identificar. é, a mensagem ‘tá lá, a crítica social ‘tá lá, a crítica à indústria da pornografia ‘tá lá, mas não te força a ser crítico à pornografia e parar com seus hábitos de consumo quanto à mesma. creio que a intenção do Ellis nem foi essa ao escrever (OU FOI?!?). se tu queres uma história coesa e que faça sentido dentro de si mesma, que tenha porra de começo e meio e fim, um protagonista que deixe NEURADO, uma história que no fim te deixe “QUE PORRA INCRÍVEL FOI ESSA QUE ACABEI DE LER?!?”, pega que tem isso lá. é HQ pra quem gosta de HQ, porra, não é pra quem lê HQ esperando pra ser adaptada pra outro meio, outra mídia, vá tomar no cu.

e é isso ai.
Desolation Jones: Made in England. leiam porque ‘tá valendo.

¡¡¡bis du dem breaking fucking neuen post!!!

quarta-feira, 5 de junho de 2019

tranquilo igual um grilo
de boa na lagoa
de terno no inferno
normal no degrau
cansado no passado
beleza na correnteza
no calor de Salvador
lerda na merda
sossegado no legado
tranquilo no asilo
sossegada na escada
de mal no Nescau
beleza em Veneza
sossegado no mercado
seguro no escuro
normal no hospital
só na festa da floresta
firmose na apoteose
seguro no muro
suavão no camburão
legal no bananal
na moral no matagal
irado no gado
beleza na mesa
se orienta na polenta
estranho como uma ranho
joinha na prainha
se pá no maracujá
relaxa na bolacha
realiza na brisa
relaxa na graxa
joia na jiboia
tudo certo no deserto
só de bem no armazém
tudo em cima na piscina
light na night
demoreba na budega
maneiro no puteiro
nice on the ice
a brisa no para-brisa
de boresta na palestra
legal pacas lá em Caracas
Stayle no baile
de bobeira na ladeira
avonts no Bronx
no grau do bacalhau
se toca na tapioca
de onda na ronda
relaxado no machado
se joga na ioga
é quente no dente
ossário no armário
comigo não tem perigo
conosco não há enrosco
de leve na neve
firmeza na represa
normal no astral
beleza na pobreza
susse que nem musse
suave na nave
tranquilo no mamilo
firmão no busão
bacana na banana
relex no durex
manso no balanço
só no sossego do morcego
esquema no cinema
na nata em La Plata
tranquilo igual um esquilo
normal no pantanal
maravilha igual sardinha com farinha
normal igual um pardal
a pampa na rampa
já é no jacaré

segunda-feira, 3 de junho de 2019

“Do ponto de vista dos críticos, uma consequência decorrente do caráter situado do conceito de religião é que ele, em vez de promover abordagens transculturais simétricas, acaba efetuando, justamente, o contrário: enquanto legatário da compreensão de mundo ocidental moderna, esse conceito normativo se configuraria, precisamente, como um entrave, reverberando ainda as intenções colonialistas do Ocidente. Nesse sentido, Timothy Fitzgerald afirma:

‘A construção de ‘religião’ e de ‘religiões’ como objetos de estudo global, transcultural, é parte de um processo histórico mais amplo do imperialismo, colonialismo e neocolonialismo ocidentais. Parte desse processo foi estabelecer uma distinção ideologicamente carregada entre o reino da religião e o reino da não-religião ou secular (FITZGERALD, 2000, p.08).

Em outros termos, uma vez que essa coisa chamada religião não existe objetivamente, o conceito fornece uma imagem distorcida da realidade. Por isso mesmo, ele não apenas deve ser colocado sob suspeita, mas abandonado. Com peculiaridades próprias de suas análises, W. Arnal e R. McCutcheon sugerem algo parecido. Em vez de se investigar isso que se alcunhou de religião, e que se encontra espalhado nas diversas comunidades humanas, os autores insistem que se inquira o que levou, nos últimos séculos, a se denominar parte da vida cultural humana com o conceito de religião. Nesse sentido, por meio da historicização da noção, os autores apontam que essa taxinomia é historicamente e geograficamente arbitrária, servindo a interesses ligados à emergência do estado liberal moderno. O conceito não poderia ser tomado de maneira naturalizada, como se fosse capaz de se referir a um fato de caráter universal – e mais, os estudiosos não deveriam mais empregá-lo. Se o conceito de religião é suspeito, imagine então como fica a pertinência de uma disciplina (ou área) que pretende se dedicar ao estudo desse objeto. Se não há algo como religião, também não faz sentido se defender a existência de um campo do saber que se dedica ao estudo desse objeto imaginário. Em termos mais claros, se não há religião, não faz sentido existir cursos de Ciência da Religião.”
– Frederico Pieper Pires, “Religião: limites e horizontes de um conceito”. In: Estudos de Religião, v.33, p.05-35, 2019.