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YEAH, HOUSTON, WIR HABEN BÜCHER!

e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Embora as palavras sejam compreendidas mais pelo uso semântico do que pela terminologia, esta última é uma ajuda para definir o rito. A palavra latina ritus é uma ajuda sânscrito-védica rta (rita), a força da ordem cósmica sob a qual velam divindades como Varuna. É a estrutura normal das coisas, do que acontece no cosmo e na vida humana (com um matiz mais moral, rita foi substituída depois por darma).
– José Severino Croatto, A Expressão Religiosa: O Rito, 2010.

Escrevendo aqui meu PP e rindo sozinho lembrando agora do monte de retarddoido aleijado mental que se dizia “tr00 leitor de mangá” que mão curte Lobo Solitário porque “o desenho é muito feio, muito rabiscado e sem precisão nenhuma”, enquanto que o cara do Samurai X era o “mangaká supremo”. 
P O R R A
eu queria desenhar feio/rabiscado/sem precisão nenhuma como o Goseki Kojima

(p.s.: Nobuhiro Watsuki não é um autor ruim – a meu ver, só o traço shojo que descaracterizou a narrativa de Rurouni Kenshin e me faz preferir os filmes à HQ e principalmente às animações)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

“É a diversidade que deve ser salva, não o conteúdo histórico que cada época lhe deu e que nenhuma poderia perpetuar para além de si mesma. E necessário, pois, encorajar as potencialidades secretas, despertar todas as vocações para a vida em comum que a história tem de reserva; é necessário também estar pronto para encarar sem surpresa, sem repugnância e sem revolta o que estas novas formas sociais de expressão poderão oferecer de desusado. A tolerância não é uma posição contemplativa dispensando indulgências ao que foi e ao que é. É uma atitude dinâmica, que consiste em prever, em compreender e em promover o que quer ser. A diversidade das culturas humanas está atrás de nós, à nossa volta e à nossa frente. A única exigência que podemos fazer valer a seu respeito (exigência que cria para cada indivíduo deveres correspondentes) é que ela se realize sob formas em que cada uma seja uma contribuição para a maior generosidade das outras.”
– Claude Levi-Strauss, “O duplo sentido do progresso”.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

“Se a ciência é a reunião de fatos, teorias e métodos reunidos nos textos atuais, então os cientistas são homens que, com ou sem sucesso, empenharam-se em contribuir com um ou outro elemento para essa constelação específica. O desenvolvimento torna-se o processo gradativo através do qual esses itens foram adicionados, isoladamente ou em combinação, ao estoque sempre crescente que constitui o conhecimento e a técnica científicos.”
– Thomas Samuel Kuhn (1922-1996), “Um Papel Para A História”. Tradução de Beatriz Vianna Doeira e Nelson Boeira.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

eu tava pensando uma presepada muito absurda aqui agora com os meus botões
“como gente desajustada, locomization, fora dos padrões, fazia pra arrumar sexo casual sem essa facilidade internet que a internet nos proporciona?”
devia ser uma putaria muito grande, olha, pessoal devia ser mestre ninja nível 100000000000
“A razão pela qual, muitos de nós nos envolvemos em atividades musicais, de composição, execução ou escuta, é que a música consegue despertar emoções profundas e significativas. Estas emoções podem variar desde o ‘simples’ deleite estético diante de uma construção sonora e desde emoções como alegria e tristeza.”
- John A. Sloboda, em tradução de Beatriz e Rodolfo Ilari.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Super ideia do dia: já que o pessoal ‘tá reclamando tanto do material didático do MEC, que tal deixar as escolas particulares – mais as escolas militares – à própria sorte enquanto as geridas pelo estado continuam com os conteúdos antigos? Já pensaram a caralhada que vai ser? A cagada ensaiada totalmente excelente?
Vai ser linda!
“Há um lugar especial no inferno para mulheres que não ajudam umas às outras! Talvez devamos corrigir essa afirmação: há um lugar especial no inferno para mulheres (e homens) que pensam que meio milhão de crianças mortas é um preço razoável a se pagar por uma intervenção militar que arruína um país, e que ao mesmo tempo calorosamente apoiam os direitos das mulheres e das minorias em casa…”
– Madeleine Albright, no programa 60 Minutes do canal CBS de 12 de maio de 1996.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

O indivíduo:
- Nunca entrou em uma universidade pública, AFIRMA que todo mundo que vem de lá, é necessariamente de esquerda;
- Acredita que todo mundo que não é direita, é AUTOMATICAMENTE de esquerda;
- Acredita que quem critica os críticos do PT, é AUTOMATICAMENTE petista;
- Não prestou atenção nas aulas de História e Geografia (ou não estava mesmo lá), e AFIRMA que o doutrina-se o comunismo durante estas (e nem faz ideia do que seja comunismo e/ou socialismo, além da velha presepada de “onde foi que o comunismo/socialismo funcionou?”);
- Nunca estudou história, teoria e crítica da Literatura, e AFIRMA que esta é pervertida e alienante;
- Não sabe nem o nome completo do/a professor/a e o que ele/a passa pra ir dar aula, e o/a DECLARA como “vagabundo/a maconheiro/a que ensina o que é comunismo na escola”;
- Vomita que Filosofia (e demais Ciências Humanas) é inútil e desnecessária, mas NÃO CONHECE as bases do pensamento crítico das ciências que estuda;
- Não conhece os próprios direitos trabalhistas e chama de vagabundo quem faz protestos pelos seus, defendendo a truculência da polícia.

Ou seja, não dá pra defender. Muito menos levar a sério.
Faça os favores à humanidade de parar de externar suas opiniões torpes sobre o que tu não sabes ou então se matar mesmo.
Filho(a) da puta.

sábado, 27 de agosto de 2016

DO POEMA POMBA DO JORDÃO

DO POEMA POMBA DO JORDÃO

O céu – um sino.
A lua – língua.
Mãe – pátria minha.
Eu – bolchevique.

Onde tudo é amigo,
Tudo lindo, rindo,
Eu canto o fim do
Mundo antigo.

Alto e bom som
Retumbe na tua 
Tumba o sino azul
Como aquela lua.

Mundo de amar,
É boa a espera.
Ouço no ar
Nova era.

:: Sierguéi Iessênin ::
:: 1918 ::
:: Tradução de Augusto de Campos, 1985 ::

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Aviso à gringalhada no Brasil pras Olimpíadas: se brasileiro é mal-educado em viagens ao exterior, então aguentem o tranco ao visitarem o Anfitrião. O ditado não diz “em Roma, aja como os Romanos”. Agora, adivinhe quem são os Romanos da vez. Ser hospitaleiro não é sinônimo que aguentaremos todas as presepadas que vocês farão/fazem aqui.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

“Atualmente, os países em desenvolvimento estão sofrendo uma enorme pressão, por parte das nações desenvolvidas e das políticas internacionais de desenvolvimento controladas pelo establishment, para adotar um a série de ‘boas políticas’ e ‘boas instituições’ destinadas a promover o desenvolvimento econômico. Segundo essa agenda, ‘boas’ são as políticas prescritas pelo chamado Consenso de Washington em geral. Entre elas figuram políticas macroeconômicas restritivas, a liberalização do comércio internacional e dos investimentos, a privatização e a desregulamentação. ‘Instituições boas’ são, essencialmente, as existentes nos países desenvolvidos, sobretudo nos anglo-saxônicos. Entre as instituições-chave, incluem-se a democracia, a burocracia ‘boa’, o Judiciário independente , a forte proteção aos direitos de propriedade privada (inclusive a intelectual) e uma governança empresarial, transparente e orientada par a o mercado, assim como instituições financeiras (inclusive um banco central politicamente independente).
(...) discute-se muito se as políticas e instituições recomendadas são deveras convenientes para os atuais países em desenvolvimento. Mas o curioso é que numerosos críticos, que questionam a aplicabilidade de tais recomendações, dão com o ponto pacífico que essas políticas e instituições ‘boas’ foram efetivamente adotadas pelos países desenvolvidos quando estes ainda estavam em processo de desenvolvimento.
Por exemplo, aceita-se amplamente que a Grã-Bretanha veio a ser a primeira superpotência mundial graças à política de laissez-faire, ao passo que a França ficou relegada ao atraso em razão de uma política intervencionista. Do mesmo modo, é comum admitir-se que os Estados Unidos abandonaram o livre-comércio em favor da protecionista tarifa Smoot-Hawley e que o início da Grande Depressão (1930) foi, como disse Bhagwati (1985 , p.22, n.10), o famoso economista partidário do livre-comércio, ‘a lei mais notória e expressiva da estupidez anticomércio’. Outro exemplo da certeza de que os países desenvolvidos chegaram a esse status econômico graças às políticas e instituições ‘boas’ encontra-se na freqüente divulgação de que, sem a Lei de Patentes e os demais direitos de propriedade intelectual, eles não teriam gerado as tecnologias que os levara m à prosperidade. O National Law Center for Inter-American Free Trade (1997, p.l), com sede nos Estados Unidos, proclama que ‘[o] registro histórico nos países industrializados que outrora estavam em desenvolvimento demonstra que a proteção à propriedade intelectual foi um dos mais poderoso s instrumentos do desenvolvimento econômico, do aumento das exportações e da difusão de novas tecnologias, da arte e da cultura’. E assim por diante.
Será, no entanto, verdade que as políticas e instituições tão recomendadas aos países em desenvolvimento foram adotadas pelos desenvolvidos quando se achavam em processo de desenvolvimento? Mesmo em termos superficiais, não faltam indícios e evidências históricas fragmentária s sugerindo o contrário. E possível que alguns saibam que, contrariamente à sua natureza nos séculos XVIII ou XX, o Estado francês do século XIX foi essencialmente conservador e não-intervencionista. Também é provável que estejam informados sobre as elevadas tarifas praticadas pelos Estados Unidos, pelo menos a partir do fim da Guerra de Secessão. Uns poucos terão ouvido dizer que o banco central norte-americano, o Federal Reserve Board, foi criado bastante tardiamente, nada menos que em 1913. E é possível que uma ou duas pessoas saibam até que, no século XIX, a Suíça se alçou à categoria de líder mundial em tecnologia sem contar com uma só Lei de Patentes.
À luz dessas prova s contrárias à visão ortodoxa da história do capitalismo, cabe indagar até que ponto os países desenvolvidos não estão procurando esconder o ‘segredo de se u sucesso’. (...) vários elementos de informação histórica que contradizem a visão ortodoxa da história do capitalismo e oferecem um quadro abrangente, embora conciso, das políticas e instituições de que os países desenvolvidos se servira m quando estavam em processo de desenvolvimento. Em outras palavras, o que este livro pergunta é: com o os países ricos enriqueceram de fato?
A resposta mais sucinta é que ele s não seriam o que são hoje se tivessem adotado as políticas e as instituições que agora recomendam às nações em desenvolvimento. Muitos recorreram ativamente a política s comerciais e industriais ‘ruins’, com o a de proteção à indústria nascente e a de subsídios à exportação – práticas hoje condenadas ou mesmo proscritas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Antes de se tornarem completamente desenvolvidos (ou seja, antes do fim do século XIX e do início do XX), eles possuía m pouquíssimas dessa s instituições agora consideradas tão essenciais aos países e m desenvolvimento, inclusive as mais ‘básicas’ com o os banco s centrai se a responsabilidade limitada.
Se for esse o caso, as nações desenvolvidas não estarão se valendo do pretexto de recomendar políticas e instituições ‘boas’ unicamente para dificultar o acesso o dos países sem desenvolvimento às política se instituições que elas implementaram no passado a fim de alcançar o desenvolvimento o econômico?”
– Ha Joon Chang, Como os países ricos enriqueceram de fato?, 2003. Tradução de Luis Antônio Vieira de Araújo.

sábado, 13 de agosto de 2016

“Paraíso... Nós recebemos o paraíso e estamos transformando-o em um matadouro... Aonde quer que vamos...
Deixamos as coisas sangrando e gritando...
Estamos matando o mundo...
Devemos ser detidos... A Humanidade deve ser detida... Antes que não sobre nada...
Nós achamos que o mundo é nosso, mas... Oh, Deus... Nós caímos tanto...
E ainda...
Ainda... Não é... O fundo”
– Fera B’wana para Homem-Animal em “When we all lived in the forest” , Animal Men 04, de dezembro de 1988. Roteiro de Grant Morrison, arte de Chas Troug e Doug Hazlewood.
Publicado na DC 2000 Nº 6, de junho de 1990, sob o título “Quando todos vivíamos na floresta”.

[Sim, eu refiz a tradução a partir da HQ publicada no Brasil para algo mais inteligível se comparado à fala original do Fera B’wana.]
“Paraíso... Nós recebemos o paraíso e estamos transformando-o em um matadouro... Aonde quer que vamos...
Deixamos as coisas sangrando e gritando...
Estamos matando o mundo...
Devemos ser detidos... A Humanidade deve ser detida... Antes que não sobre nada...
Nós achamos que o mundo é nosso, mas... Oh, Deus... Nós caímos tanto...
E ainda...
Ainda... Não é... O fundo”
– Fera B’wana para Homem-Animal em “When we all lived in the forest” , Animal Men 04, de dezembro de 1988. Roteiro de Grant Morrison, arte de Chas Troug e Doug Hazlewood.
Publicado na DC 2000 Nº 6, de junho de 1990, sob o título “Quando todos vivíamos na floresta”.

[Sim, eu refiz a tradução a partir da HQ publicada no Brasil para algo mais inteligível se comparado à fala original do Fera B’wana.]

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

“reestruturar as formas de pensar os fundamentos do judô educativo na realidade considerando o modelo de pensamento sistêmico de Jigoro Kano, estruturado a partir da integração Oriente-Ocidente, tomando evidentemente o cuidado de reorganizar as referências conceituais emergentes para o momento histórico atual, pode ser pertinente se a intenção é integrar a sabedoria do Oriente e do Ocidente para dar ao homem a perspectiva da sabedoria da humanidade através da filosofia mundial”
– Sérgio Oliveira dos Santos, Trajetória das alterações nos sistemas simbólicos da luta de judô diante da linha evolutiva antropológico-filosófica das diferentes intencionalidades do homem nas lutas de origem japonesa, 2015.
livro completo aqui!