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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

SOBRE O DIA DO ESTUDANTE

Graças à Lais Meyer Helena Caparroz, acabei de descobrir que o tal “Dia do Estudante”, no Brasil, foi criado em homenagem à fundação dos dois primeiros cursos de ciências jurídicas do país, em 11 de agosto de 1827, por D. Pedro I (ver http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LIM/LIM-11-08-1827.htm). Todavia, o referido documento não faz referência a quaisquer outros estudantes. Então... Por que o tal dia? Só o pessoal de Direito estuda? Não à toa que é o Dia do Advogado e não Dia do Estudante propriamente dito. (parando por aqui senão pessoal vai dizer que é um ataque aos caras, e o texto não é sobre isso)
Eu lembro muitíssimo bem que todo “Dia do Estudante”, os professores sempre encontravam uma maneira nova de ferrar a gente valendo e até riam quando falávamos do tal dia. Quando questionava com meus amigos sobre, TODOS falavam a mesma coisa. Ou seja, “Pros professores tudo”, já pro alunado... Não ‘tô desmerecendo os professores, longe de mim fazê-lo devido o esforço hercúleo para nos formarem mediante condições indubitavelmente escrotas. Mas... Ai eu penso...
Citarei somente quatro dos casos mais acentuados do descaso com a educação no Brasil:
- a cagada ensaiada totalmente excelente do Escola Sem Partido, onde todo mundo se joga merda e não chega à conclusão alguma, deixando a entender que o pessoal não quer dar aula e sim militar suas causas ideológicas dentro de sala (claro que não é, mas esse zumzumzum pros desinformados/leigos...);
- professores universitários “lutando” por melhores salários mas descaradamente pouco se fudendo tanto pra melhorar a didática quanto se o alunado aprende de fato sua(s) disciplina(s) ou não (e nota-se que são sempre os piores professores que exigem melhores salários, já é de lei, isso sem contar os que têm mil coisas por fora e querem reclamar logo do salário do Estado);
- o assédio de professores a alunos e alunas (“ah, só homem é estuprador em potencial”, ‘tá, vai acreditando que “só homem assedia aluna”, VAI LÁ SÓ TU);
- por fim, o Estado se valendo de seu braço armado e seu braço midiático para invalidar a luta dos que querem estudar de fato e validar somente seus interesses escusos e torpes, ao contrário do dito “bem geral”, previsto pelo melhor livro de piadas já redigido – a Constituição de 1998 da República Federativa do Brasil.

Dia do Estudante?
Não me façam rir.










[Sim, tem a filosofia do “um dedo que aponta e três apontam contra”. Eu admito que fui verdadeiramente e extremamente relapso, desdenhoso e filho da puta na graduação quanto às disciplinas da licenciatura, só fazia mesmo pra me livrar e foda-se. Todavia, eu não entrei pra ser professor e sim tradutor ou teórico literário mesmo (a Licenciatura não serve SOMENTE para formar professores, que fique logo bem claro – se tu acreditas nisso, pare de ler o texto aqui) e acabei enveredando pela revisão e consultoria de textos acadêmicos (sim, apesar de todos os pesares, eu gosto do que faço), por isso eu nem tchum pras aulas e pro estágio “obrigatório”. Certo. Ai alguém dir-me-á que eu sou “parte do problema da crise da educação”. Alto lá. Eu nunca disse que queria ser professor. Eu disse, Carol? Eu disse, Tail? Não lembro de ter dito. Logo, eu não sou exceção tampouco regra, e sim caso totalmente isolado.]

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