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e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

quarta-feira, 30 de abril de 2008

FABÍOLA – part drei / EDUCAÇÃO – parte dois

FABÍOLA – part drei
[poema ainda sem título]
Será que eu vou ter que tatuar ou escrever na minha testa
O quanto eu te quero
Pedaços de bolos e poemas não são suficientes?
Serão precisos bolos inteiros e antologias poéticas?
Eu já tomei banhos de chuva pensando nisso
Até estou quase gripado
“Como conquistar você?”
Eu sou, assumidamente, um idiota patético ridículo
Que atualmente mal está comendo e dormindo
Pensando em sua professora de língua alemã
“Como conquista-la? Como conquista-la?”
Eu perco a noção, a estabilidade, as estribeiras...
Quanto mais frio faz, mais me sinto idiota pensando nisso.
Se eu estivesse somente de bermuda, como eu sempre fico na chuva
na Alemanha ou na Escandinávia ou na Rússia
ou na Groenlândia ou na Sibéria ou no Norte do Canadá
ou no Alasca ou na Antártida ou no Círculo Polar Ártico
como sentir-me-ia?
Eu gostaria de saber o que tudo isso significa:
Qual é o verdadeiro sentido de gostar de alguém?
Qual é o verdadeiro sentido de querer alguém?
Não estou te pedindo para ficar comigo para que eu possa entender
Só estou te pedindo para iluminar minhas idéias
Para que eu faça... (para que nos façamos?)... ficarmos juntos...!
Onde estão
seus Olhos e seus Olhares e seus Gestos e sua Voz
além de ministrando aulas de língua estrangeira?
Eu simplesmente fico sem palavras...
Zapeando canais durante toda a madrugada...
Se te deixa mais confortável
Saiba que, quando bebo pra cair atualmente, não é pra esquecer que eu gosto de você
Nem que me sinto como se estivesse num breu completo
Só de pensar que não sei o que fazer pra poder ter você
(Ainda não sei se isso é bom ou ruim!).
Ah, onde Você está?, onde você está
além de em meus pensamentos
e em sonhos mais belos?
Apenas Seu primeiro nome e Seus sobrenomes
E Seu primeiro nome que digo para mim mesmo.
“Você pensa em mim o mesmo tanto que penso em você
... do mesmo modo...
Que penso em você
todo o dia
o dia todo?”
Eu sinto falta de seu olhar quando não vejo e quando não é para mim!
Um dia... será que, um dia, sentirei falta do cheiro e do gosto de sua pele?
Atualmente, logo atualmente que eu não queria que meu coração quisesse alguém
Até que você apareceu.
Eu devo te culpar por me sentir mal por pensar em você o dia todo?
Eu devo te agradecer por me sentir melhor por querer somente você e não quaisquer outra mulher na Terra?
Não podemos escolher quem queremos:
?Isso é bom ou ruim?
O que alunos e estudantes devem fazer para conquistar suas Professoras?
Aprender a dançar, cozinhar, cantar, lavar, passar, dirigir e massagear
e tudo o que o Verdadeiro-Amante-Perfeito deve saber?
Como não se negar e, ao mesmo tempo, agradar totalmente a Mulher que se quer/deseja?
Pensar na resposta dessa pergunta é como ter espinhos rasgando as mãos e pregos rasgando os pés e lâminas rasgando a pele...
Por favor, não queira se sentir assim!
Ah, eu peço e suplico e imploro:
Seja minha augusta e venerável Senhora, Ama e Rainha
trajando negro e escarlate e dourado!
Com uma coroa de flores nos cabelos
e o mais incrivelmente belo dos vestidos já confeccionados!
Eu imploro com minh’alma Sagrada Rainha: Salve-me!
Eu suplico com meu coração, Augusta Senhora: Socorre-me!
Devolva meu coração, minha alma e minha sanidade altamente duvidosa!
Ah, professora de língua germânica, só de pensar:
em seus olhos e em suas mãos e em seus lábios...
e em suas curvas e em sua pele e em seus cabelos...
Ah, como só de pensar em tudo isso me impede de cair
em verdadeira tristeza e inegável depressão
e incomensurável e honesta solidão...
“Mas como conquista você, Professora?”
A resposta dessa pergunta ser-me-á o brilho do sol
e o completo fim da chuva!

:: .. :: .. :: escrito entre a madrugada dos dias 24 e 29 de abril de 2008 :: .. :: .. ::






Nome da postagem: EDUCAÇÃO – parte dois
Esta postagem contem duas reportagens da revista Nova Escola, de outubro de 2006 – mês dos 10 anos de morte de Renato Manfredini Júnior, vulgo RENATO RUSSO, vocalista e letrista da Legião Urbana–, edição n.º 195, ano XXI. Na verdade, é uma reportagem e um ensaio. Espero que vocês gostem!

A sociedade em busca de mais tolerância
Cabe à escola contribuir para que crianças com Down e outras deficiências não sejam discriminadas e possam aprender como as demais
Por Meire Cavalcante mcavalcante@abril.com.br

Helena, personagem de Regina Duarte na novela Páginas da Vida, da Rede Globo, vai á reunião de pais na escola da filha Clara, 6 anos (interpretada por Joana Mocarzel, 7 anos), que tem síndrome de Down. Ansiosa, ela aguarda a distribuição dos trabalhos para ver a produção da menina. Mas qual não é a sua surpresa ao ver que ela na tem uma pasta. Furiosa, a mãe percebe que a filha não fez as mesmas atividades dos demais e que passou o tempo todo brincando de massinha e no parquinho – longe dos colegas, para não se machucar. Revoltada, ameaça denunciar a professora ao Ministério Público e, ao conversar com a diretora, descobre que alguns pais quiseram tirar os filhos da escola por causa de Clara. Essas cenas, exibidas no mês passado [i.e.: esta reportagem é de outubro de 2006] foram as primeiras em que a menina foi discriminada na escola.
A novela, que vai ao ar em horário nobre, está despertando o público para a questão do preconceito, inclusive em sala de aula. Mesmo depois de 18 anos da promulgação da Constituição, que prevê “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”, alguns diretores e professores acreditam que alunos com deficiência não conseguem aprender e, em classe, devem apenas brincar e passar o tempo. Há ainda pais que não aceitam os filhos se relacionando ou estudando com “retardados”, pois acham que isso baixa a qualidade do ensino. Outros acreditam que a deficiência é doença e que os “anormais” devem ser evitados.
Além de enfrentar a pressão da família dos alunos, muitos educadores têm de aprender a lidar com o próprio preconceito. “Isso deveria ser trabalhado desde a formação inicial. Se a inclusão é garantida por lei, com podem os professores sair da faculdade sem conhecer o assunto?”, questiona a produtora de cinema Letícia Santos, mãe da pequena Joana, que estuda em escola regular desde a Educação Infantil. Letícia e o marido, o cineasta Evaldo Mocarzel, acreditam que a participação da filha na novela contribui para diminuir a intolerância contra a síndrome de Down.

Comportamento aprendido
Educadores, diretores, pais, estudantes: nenhum deles nasce com preconceito. A intolerância é assimilada e fomentada pela sociedade, muitas vezes resistente quando se trata de lidar com as diferenças. “A discriminação surge da necessidade que temos de qualificar as coisas e os indivíduos dentro do que é socialmente normal”, diz Dorian Mônica Arpini, do departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul. As crianças só repetem as atitudes dos adultos em relação ás pessoas com deficiência e ao papel que estas desempenham na sociedade.
“Desde as civilizações primitivas, o homem se organiza socialmente centrado em si mesmo. com base nisso, ele julga os demais pelas roupas que usam, pelos alimentos que consomem, por sua história e por sua moral”, afirma o sociólogo Eladio Antonio Oduber Palencia, do Instituto de Educação Superior de Brasília. “Os grupos são formados de acordo com a classe social, idade, cultura, religião, região onde vivem, estética”, explica. As chamadas comunidades de referência pressionam as demais e ensinam atitudes como o deboche. Para Palencia, quando uma pessoa ocupa uma posição que, pela normalidade, não faz sentido, surge o estranhamento. “Certa vez perguntaram a uma empresária negra se ela era esportista, pois estava bem-vestida em um restaurante caro”, conta.
O primeiro passo para combater a intolerância é aceitar que ela existe. Em uma pesquisa feira pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, em São Luís, apenas 25% dos familiares de crianças com deficiência dizem tê-la aceito quando receberam a notícia. Isso demonstra o despreparo e a falta de informação. A mesma pesquisa aponta que 22% das famílias só identificaram a deficiência da criança quando ela tinha entre 3 e 10 anos. “A resistência às pessoas com deficiência é fruto do desconhecimento sobre o assunto. Só quem tem mais contato sabe que elas podem se desenvolver se forem motivadas”, afirma a pesquisadora Terezinha Moreira Lima, uma das autoras do levantamento.
Os números mostram ainda que 61% das crianças com deficiência já sofreram algum tipo de discriminação em diferentes situações, inclusive na escola. No entanto, apenas 38,7% das responsáveis tomaram providências.

O papel da Educação
A escola, portanto, é um local em que é necessário combater o preconceito. “Alguns pais acham que a escola inclusiva anda para trás porque o ensino piora com alunos com deficiência”, diz Palencia. “Como vivemos num mundo em que todos querem competir para ter sucesso, talvez andar para trás, no sentido de diminuir um pouco esse compasso frenético, seja positivo.” Ele lembra que, normalmente, quando bate o sinal na hora da saída, todos correm alucinados em direção à porta da sala: “Se há um colega em cadeira de rodas, porém, eles aprendem a esperar, a ajudá-lo e acompanhá-lo.”
A inclusão ensina a tolerância para todos os que estão diariamente na escola e para a comunidade. “A chegada das crianças está provocando uma grande reflexão”, observa Dorian. Por isso, os especialistas afirmam que a inclusão escolar é uma revolução silenciosa. Para que ela aconteça, no entanto, toda a equipe deve pensar em conjunto. A idéia precisa estar incluída na proposta pedagógica e levar todos a conhecer melhor o assunto. Quando não há informação, se torna angustiante para o professor receber esse aluno e lidar com ele. O trabalho em equipe leva todos os educadores e funcionários a desempenhar de maneira mais eficiente seu papel nessa área.
Windyz Ferreira, coordenadora do projeto Educar na Diversidade, do Ministério da Educação, publicou em 2003 a pesquisa Aprendendo sobre os Direitos da Criança e do Adolescente com Deficiência, da organização sem fins lucrativos Save the Children Suécia, que luta pela disseminação dessas práticas no mundo todo. “Em vez de só levantar números, procuramos coletar depoimentos de jovens, pais, parentes, professores e outros profissionais sobre o preconceito e a violação dos direitos humanos”, explica Windyz.
Em um desses relatos, a mãe de um menino de 13 anos com deficiência mental diz que ele era tratado como palhaço pelos outros estudantes. “Certa vez, colocaram um papel com o desenho de um pênis em suas costas. Enquanto ele andava, os alunos e até os funcionários riam dele. Então o tirei da escola.” Uma garota de 18 anos, com deficiência física, conta: “Quando comecei a estudar, me olhavam como se eu tivesse uma doença contagiosa e alguns me chamavam de aleijada; quase todos os dias, chegava em casa chorando”;
Escola não é lugar de sofrimento e humilhação. Por isso, os professores e funcionários precisam adotar posturas conscientes e coerentes com seu papel de formadores (leia o quadro abaixo). “Quem pode dizer onde terminam as possibilidades de aprendizado de quem tem possibilidades de aprendizado de quem tem deficiência? Só com as portas da escola abertas é que poderemos saber. Por isso, ela é tão importante”, conclui Dorian.

Combater o preconceito...
> Garante o cumprimento dos direitos da criança.
> Dá ao aluno com deficiência a mesma oportunidade que têm os demais.
Reação dos familiares ao saber da deficiência da criança
73%
Não aceitam imediatamente
25% Aceitam
2% Rejeitam

Onde há preconceito*
Família 27,4%
Escola 20,9%
Igreja 7%
Vizinhança 68,1%
Transporte coletivo 40,9%
Hospitais 9%
Ruas, praças e locais públicos 4,5%
*Do total de crianças que já sofreu discriminação (respostas múltiplas).
Fonte: Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, de São Luís.

Atitudes do educador que inclui
? Procura conhecer a legislação que garante o direito à Educação das pessoas com deficiências.
? Exige auxílio, estrutura, equipamentos, formação e informações da rede de ensino.
? Deixa claro aos alunos que manifestações preconceituosas contra quem tem deficiência não serão toleradas.
? Não se sente despreparado e, por isso, não rejeita o aluno com deficiência.
? Pesquisa sobre os deficientes e busca estratégias escolares de sucesso.
? Acredita no potencial de aprendizagem do aluno e na importância da convivência com ele para o crescimento da comunidade escolar.
? Organiza as aulas de forma que, quando necessário, seja possível dedicar um tempo específico para atender às necessidades específicas de quem tem deficiência.
? Se há preconceito entre os pais, mostre a eles nas reuniões o quanto a turma toda ganha com a presença de alguém com deficiência.
? Apóia os pais dos alunos com informações.

Fonte: Aprendendo sobre os Direitos da Criança e do Adolescente com Deficiência, Save the Children Suécia

QUER SABER MAIS?
CONTATO
>> Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Luís,
r. Isaac Martins, 84, 65010-690, São Luís, MA, tel. (98) 3214-1073
BIBLIOGRAFIA
>>Direitos das Pessoas com Deficiência,
Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, 342 págs., Ed. WVA, tel. (21) 2493-7610, 40 reais
>> Inclusão Escolar – O Que É? Por quê? Como Fazer? , Maria Teresa Eglér Mantoan, 96 págs., Ed. Moderna, tel. 0800-172-002, 12,50 reais
>> Sociedade Inclusiva: Quem Cabe no seu Todos?, Cláudia Werneck, 236 págs., Ed, WVA, 30 reais
>> Violência e Exclusão, Dorian Mônica Arpini, 206 págs., Ed. Edusc, tel. (11) 6436-3011, 28,40 reais
INTERNET
No site www.scslat.org, entre no link Publicadores e faça o download da pesquisa Aprendendo Sobre os Direitos da Criança e do Adolescente com Deficiência







esta postagem foi escrita ao som dos álbuns São Paulo Chaos da banda paulista de hardcore Blind Pigs, do ano de 1997; Sonho Médio, de 1998, da banda de hardcore cearense capixaba conhecida no mundo todo – ou seja, o Dead Fish; e, por fim, A Arte do Insulto, dos cariocas do Matanza, de 2006.

“Rápido garçom, me traga seu melhor whisky / Esse seu amigo aqui só tem mais meia hora / Até que diabo descubra que morri / E venha me levar embora // Desculpe garçom pela pressa / Mas eu não tenho outra saída / Eis todo meu dinheiro / Traga-me tudo em bebida // O pouco tempo que me resta / Que seja bem aproveitado / Não faço questão de festa / Mas quero estar embriagado // Nada eu levo da vida / O que eu tenho é o que há no meu carro / Meus vinte melhores amigos / Estão num maço de cigarros // Adeus meu bom amigo / Adeus e muito obrigado / Espero beber contigo / No bar que há lá do outro lado.”“Whisky Para Um Condenado”, Matanza, do A Arte do Insulto

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sábado, 19 de abril de 2008

EDUCAÇÃO – parte um

A partir desta postagem, vou colocar algumas reportagens da revista Nova Escola – uma das melhores publicações da Editora Abril – que achei muito do cacete e creio que ajudarão alguns profissionais da área de educação, que não recebe a atenção necessária dos governantes de nosso país. A primeira matéria se chama O que você espera deles? , e foi tirada da revista Nova Escola de abril de 2005, número 181, ano 20, e eu gostaria muito de dedicá-la para as minhas grandes e veneráveis professoras / amigas / conselheiras Maria Luiza Ferro Santana, Maria Edilena Carvalho e Patrícia Nogueira Coelho e Regina Célia Andrade Matos e, por fim, Shirley Boller [do estado do Paraná]. Ich höffe Sie lieben! Espero que elas gostem! E vocês também.
Enjoy!


O QUE VOCÊ ESPERA DELES?
Se só de olhar você já deduz que este ou aquele aluno não vai aprender, pode apostar: ele não vai mesmo. Para evitar que a profecia se realize, é preciso superar essa primeira impressão. E acreditar que todos podem ter sucesso
Por Meire Cavalcante

Suponha que você se inscreveu em um curso de dança. Na primeira aula, o professor ensina os passos básicos e você, que anda com o esqueleto enferrujado, não tem um desempenho dos melhores. Ele percebe sua dificuldade e faz aquela cara de quem diz: “Você não leva o menor jeito”. Nas aulas seguintes, o professor não lhe dá muita atenção nem se empenha nas explicações. Mas não poupa elogios aos que parecem ter nascido pra dançar. Como você se sentiria numa situação como essa? Provavelmente se julgaria um fiasco, sairia do curso ou desistiria de dançar. Agora, tente imaginar o peso dessa situação nos ombros de seus alunos, sejam eles crianças ou adolescentes. Desanimador, não?
Esse pré-julgamento do professor, que leva muitas vezes ao fracasso dos estudantes, tem um nome pomposo: profecia auto-realizadora – fenômeno mais freqüente do que se imagina e que provoca sérias conseqüências. É verdade. A forma como o aluno é visto e tratado por quem deve ensiná-lo pode virar uma bola de neve. Ao acreditar que a criança é incapaz, o professor provoca nela uma adaptação às baixas expectativas. Feito isso, o aluno realmente não aprende. Para que todos tenham a mesma oportunidade de se desenvolver na escola, é essencial refletir sobre a sua postura diante da turma. Depois, convencer-se de que todos são capazes de avançar. Assim, você não só combate o fracasso escolar mas evita que talentos sejam desperdiçados.

Reconhecer preconceitos é o começo
É consenso entre estudiosos da profecia auto-realizadora que o professor deve se auto-avaliar sempre. “Todos somos preconceituosos e isso não é defeito. Construímos nossos preconceitos com base em experiências familiares e sociais”, afirma o psicoterapeuta Carmem Maria Andrade, professora da Faculdade Metodista de Santa Marta, no Rio Grande do Sul.
O preconceito nada mais é do que um conceito antecipado sobre algo. E nem sempre ele é negativo. Quer um exemplo? Quando você diz a alguém que é muito bom no que faz porque se graduou em certa universidade, significa que você criou o conceito antecipado de que lá só se formam bons profissionais. “Os pré-julgamentos, no entanto, não podem ser utilizados para machucar ou prejudicar alguém”, alerta Carmem. Isso ocorre, por exemplo, ao crer que um jovem que mora na favela não tem a mesma capacidade que o de classe média.
Em 1967, Carmem realizou uma pesquisa com 100 professores de escolas municipais, estaduais e particulares. “Observando o trabalho dos educadores, identifiquei 22 tipos de preconceitos manifestados em relação às crianças”, diz ela. A origem socioeconômica, a estrutura familiar e até o vestuário eram motivos de discriminação. Dez anos mais tarde, ela localizou 98 dos professores e repetiu o procedimento. “Na segunda vez, identifiquei 24 tipos de preconceito.”
A professora concluiu que ainda é preciso discutir muito o assunto. “De nada adiantam grandes campanhas contra o preconceito na mídia se, na convivência diária, não mudamos nossa prática”, afirma. Carmem conta que a manifestação mais freqüente das duas pesquisas era a discriminação racial. Certa vez, ela ouviu uma professora perguntando para outra quantos negros tinha em sua sala. A resposta foi impactante: “No primeiro bimestre eram três, mas consegui ficar só com um!”

O retrato do aluno vem da avaliação
Além dos aspectos básicos, as atitudes da garotada também estimulam os professores a formar opiniões deturpadas. Crianças e jovens manifestam comportamentos que, sem dúvida, refletem um pouco da sua personalidade, mas que de forma alguma determinam suas capacidades cognitivas. Durante uma pesquisa realizada em escola pública de São Paulo, a psicopedagoga Maria Cristina Mantonanini pediu aos professores que separassem os alunos bons dos ruins. Resultado, cerca de 40% das crianças foram consideradas ruins. “Avaliei todas elas e constatei que nenhuma tinha problemas cognitivos. O desenvolvimento intelectual das crianças dos dois grupos era semelhante. Isso deixou muitos professores espantados.” Para Maria Cristina, índices altos como esse são indício de que as estratégias em sala devem ser revistas. “Ao separar bons e ruins, a maioria não utiliza critérios pedagógicos e cognitivos, limitando-se apenas a observar atitudes.”
Se uma criança chega suja, fala demais ou é agressiva não significa que é incapaz de aprender. Foi o que descobriu Ana Lígia Malaquias. Há alguns anos, ela lecionava para turmas de aceleração em uma escola pública do Rio de Janeiro. As crianças traziam um histórico de fracasso e eram vistos como casos perdidos. Entre elas estavam cinco irmãos, o terror da escola. Elas falavam muito, eram indisciplinados, tiravam notas péssimas e nem certidão de nascimento tinham.
Duas garotas dessa família foram para a turma de Ana Lígia. “Eu tinha ouvido muitos comentários ruins sobre o comportamento e o rendimento dos irmos. Quando entrei na sala, já tinha criado as piores expectativas em relação às meninas”, conta. Para Júlia e Karina* [nota: *Os nomes foram trocados para preservar a identidade dos estudantes], a atitude de Ana Lígia não era novidade. Afinal, já carregavam o estigma de péssimas alunas. Elas nunca participavam das atividades, eram muito tímidas – às vezes agressivas – e não faziam amizade com ninguém.
Certa vez, durante uma aula na sala de leitura, as meninas sumiram. As duas estavam atrás do teatrinho de fantoches; uma com um livro no colo e um boneco na mão; a outra, prestando atenção na história que a irmã contava. “Naquele dia, percebi que, mesmo faltando às aulas, elas tinham entendido a proposta como os outros. Só faltava uma oportunidade que eu não estava dando”, admite. Hoje, quando Ana Lígia pega uma turma nova, primeiro conhece bem todos e depois lê os históricos e conversa com os antigos professores. “Assim, evito pré-julgamentos injustos.”

Atitudes que caracterizam a profecia
Durante sua pesquisa, Maria Cristina ouviu relatos de crianças conformadas com o fracasso e que acreditavam na incapacidade atribuída a elas. “Muitas falavam que não davam para o estudo ou que a professora dizia que não conseguiriam aprender.” A pesquisadora conta que 84% dos estudantes considerados ruins chegavam para falar com ela apreensivos, tinham dificuldade de falar de si mesmos e medo de errar. Já os avaliados como bons eram curiosos e mostravam muita desenvoltura e confiança ao se expressar.
Apesar de alguns professores serem explícitos, Maria Cristina acredita que, para condenar um aluno, não é preciso dizer que ele não vai aprender. Basta, por exemplo, ignorar quando ele tenta dar uma resposta ou nunca chamá-lo à lousa para uma atividade. “Se a criança tenta participar e é criticada, ela não vai tentar uma segunda vez, acreditando que todos sabem mais que ela”, explica. Esse tipo de conduta do professor não prejudica apenas o rendimento e a autoconfiança do aluno. Pode também minar suas chances de se socializar.
Para a professora Carmem, a escola estimula a competitividade de tal forma que, quando a turma observa a atitude discriminatória do professor, passa a ridicularizar o colega que tem dificuldades. “Ninguém quer ser amigo daquele aluno. Muito menos oferecer ajuda a ele para resolver problemas”, afirma. Assim, cria-se na sala um ambiente propício para a desigualdade, em que o estudante excluído passa a ser responsável pelo fracasso. Essa dinâmica pressupõe que só não aprende quem não quer ou não se interessa.
A atitude do professor em sala é tão poderosa e facilmente percebida pela turma que não é possível escondê-la. Por isso, não adianta combater o problema afirmando – mesmo sem acreditar – que uma criança vai conseguir se sair bem. Ao contrário, essa estratégia pode ser tão negativa quanto a profecia auto-realizadora. São dois os motivos: ter um sentimento pelo aluno e demonstrar outro pode gerar nele um grande desconforto; e, se ele aceitar essas afirmações positivas, pode se decepcionar ao criar expectativas sobre si que não são reais.

O professor pode mudar a situação
O professor em relação aos estudantes às vezes é tão marcante que, ao encontrar um professor com uma postura diferente, muitos se admiram. “Quando entrei sorrindo pela primeira vez em uma sala considerada problemática, um aluno me perguntou se eu ia ficar com eles de verdade”, conta Lael Keller, professora da Universidade do Estado de Minas Gerais, em Passos. Em 1995, ela dava aulas de Educação Especial na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) – onde hoje é supervisora –, quando foi convidada a assumir uma turma de 1ª série em uma escola pública regular.
O curioso é que não havia nenhuma criança em deficiência na classe – e Lael logo percebeu isso. “Fui convidada por minha experiência em Educação Especial. A escola já tinha tentado de tudo com aquela turma”, lembra Lael. O grupo era um retrato do fracasso – e a culpa, atribuída às crianças. Na sala, encontravam-se todos os repetentes, os indisciplinados e os que tinham dificuldade de aprendizagem. Sem avaliação e propostas pedagógicas adequadas, eles eram imprudentemente diagnosticados como portadores de distúrbios mentais e de comportamento.
Apesar de não achar adequado reunir todos em uma mesma turma, a professora buscou a melhor maneira de alfabetizá-los e de tirar das costas deles o peso de afirmações inconseqüentes como “você é burro”. Os pais, cansados das reclamações, já acreditavam na burrice dos filhos e nem tentavam ajuda-los. “Por isso, dava deveres que os alunos podiam resolver sozinhos. Era emocionante ver o orgulho que tinham ao entregar a tarefa pronta no dia seguinte”, revela Lael.
Ela propôs atividades lúdicas e dinâmicas fora da sala e trabalhou com jogos e projetos, sempre observando as dificuldades e analisando o conhecimento de cada um. Com isso, podia planejar as atividades mais adequadas. As melhores surgiram a partir do meio do ano. Os pais, surpresos com a reviravolta na vida escolar das crianças, enchiam a professora de presentes. “Eu me sentia mal com os agrados, pois aquilo era apenas a minha obrigação.”
Ao mesmo tempo que não acreditam nos alunos, muitos professores também não confiam na própria capacidade de ensinar. Maria Cristina Mantonanini percebeu que, ao encaminhar uma criança ou adolescente a especialistas, como o médico ou o psicólogo, muitos professores se sentiam diminuídos, como se o magistério não desse conta do recado. Em seu livro Professores e Alunos Problema: Um Círculo Vicioso, ela afirma que “o professor que só consegue enxergar no aluno a falta – a dificuldade, aquilo que ele não sabe e deveria saber – faz o mesmo consigo próprio!”
Lael já recebeu na Apae muitas crianças com diagnósticos errados. As escolhas encaminhavam os estudantes para se livrarem dos “problemas”. “O professor deve entender que casos de saúde são resolvidos por um médico, que questões emocionais podem ser amenizadas por um terapeuta e que quem doutrina o processo de aprendizagem é ele”, ressalta Maria Cristina. Ela destaca que a consciência do valor do magistério aumenta a confiança dos educadores na própria capacidade e também na dos estudantes. A prova está na conclusão de sua pesquisa. Todos os alunos que ates haviam sido considerados ruins foram aprovados. “Isso só aconteceu porque os professores, nas longas reflexões que fizeram, perceberam que podiam intervir no processo de aprendizagem com base nos conhecimentos de sua profissão.”

METODOLOGIA TAMBÉM INTERFERE NA APRENDIZAGEM
Nem todos os alunos que fracassam são vítimas da profecia da auto-realização. Em muitos casos, as estratégias de ensino é que não se mostram adequados. Segundo a pesquisadora Maria Cristina Mantonanini, é possível traçar um caminho seguro para descobrir em que medida as dificuldades de um estudante são ou não decorrentes de sua atitude em relação a ele. A primeira coisa que o professor tem que fazer é avaliar seus preconceitos e adotar uma postura diferente, acreditando nas crianças e nos jovens. Em seguida, analisar a porcentagem da classe que considera ter problemas de aprendizagem. “Em uma turma homogênea de 30 ou 35, é normal ter um ou dois com reais necessidades especiais”, afirma Maria Cristina. O sinal de alerta deve piscar quando, por exemplo, quase metade não estiver aprendendo – como no caso da escola em que ela realizou sua pesquisa. “Esse talvez seja o momento de o professor rever a metodologia utilizada para ensinar.” Claro, ao lançar mão de diversos métodos e atividades, será mais fácil descobrir quem, de fato, tem problemas de aprendizagem. Isso diminui os riscos de encaminhamentos desnecessários a especialistas.

COMO EVITAR OS “RÓTULOS”
Observe quais critérios você utiliza ao avaliar uma turma. Para mudar de postura, é fundamental perceber os próprios preconceitos e de que forma a bagagem individual que você traz interfere na sua prática.
Debata sobre o assunto com seus colegas nas reuniões pedagógicas. Isso estimula uma reflexão mais profunda da equipe e, conseqüentemente, uma mudança de conduta.
Aprenda a lidar com as diferenças e incentive o direito à diversidade a turma.
Evite relacionar as capacidade de aprendizagem das crianças a características físicas ou comportamentais. A família, a etnia, a religião, a atitude, a aparência e a classe social, econômica ou cultural de um aluno não determinam se ele pode ou não avançar.
Propicie oportunidade iguais de crescimento para todos os alunos, mas sempre observando as necessidades individuais. Um planejamento adequado permite que cada um progrida no seu ritmo.
Acredite sempre que todos são capazes de aprender.

QUER SABER MAIS?
>> ANA LÍGIA MALAQUIAS COUTINHO, e-mail: aligia@click21.com.br >> LAEL KELLER, email: keller@passosuemg.br >> MARIA CRISTINA MANTOVANINI, e-mail: mcrismantovanini@uol.com.br

BIBLIOGRAFIA
>> ENSAIOS PEDAGÓGICOS: COMO CONSTRUIR UMA ESCOLA PARA TODOS?, Lino de Macedo, 168 págs., Ed. Artmed, tel. (11) 0800 703-3444, 34 reais >> PROFESSORES E ALUNOS PROBLEMA: UM CÍRCULO VICIOSO, Maria Cristina Mantonanini, 173 págs., Ed. Casa do Psicólogo, tel. (11) 3034-3600, 21 reais





[esta postagem foi escrita ao som dos álbuns Se Julgar Incapaz Foi O Maior Erro Que Cometeu da banda de punk rock Bulimia – composta só por mulheres –; Tocar e Protestar, da banda cearense de hardcore Sociedade Armada e Restos de Nada, da banda clássica de punk rock da década de 1980 de mesmo nome].

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terça-feira, 15 de abril de 2008

FABÍOLA - part zwei

NACHFRAGE:: PEDIDO
Glänzen Sie in mein Himmel, Stern! :: Brilhe em meu céu, Estrela!
ich gehe mein Herz wenn Sie geben das Ihr. :: eu dou o meu coração se Você der o seu.
Sie sind in meine Träume :: Você está em meus sonhos
und wann werden Sie sind erreichbar meine Küsse? :: e quando estarás ao alcance de meus beijos?
meine Augen glänzen sehen die Ihre? :: meus olhos brilham ao verem os seus?
Sagen Sie mir: wie müß ich machen :: Me diga: como devo proceder
zu Sie werden mein ewig Glanz Sonne? :: para que tornes-Te meu sol de brilho eterno?
Ah, Sie all un Sie wie ein all! :: Ah, Você Toda e Você como um Todo!
Ah, mein Herz gebrochen! :: Ah, meu coração partido!
Gestatten Sie mir sein nur und einsam Ihr! :: Permita-me ser só e somente Seu!
können Sie hören wann ich sage Ihr Name? :: podes ouvir quando digo o Seu nome?
können Sie hören wann ich frage mir :: podes ouvir quando me pergunto:
„wenn werden können wir, endlich, sein zusammen?“ :: “quando poderemos, finalmente, estarmos juntos?”
Bitte, lassen Sie nicht mir weit von alles ich will :: Por favor, não me deixe longe de tudo que desejo
ein Mal alles ich will nun sind Sie! :: uma vez que tudo o que quero é Você!
Glänzen Sie mit all Ihre Energie, :: Brilhe com toda sua energia,
Erblinden Sie mir mit Ihr Feuereifer, :: Me cegue com o seu fulgor,
Verbergen Sie mir von wer will mir schlecht :: Me esconda de quem me quer mal
mit Ihre sterblich Angst. :: com seu ódio mortal.
Wann Ihr Herz und mein werden ein? :: Quando Seu coração e o meu tornar-se-ão um?
Wann Ihre Hände und meine werden zwei? :: Quando Suas mãos e as minhas tornar-se-ão duas?
Wenn Ihre Küsse und meine werden viel? :: Quando Seus beijos e os meus tornar-se-ão muitos?
Bitte, Stern, antworten Sie mir: :: Por favor, Estrela, me responda:
„wann werden wir endlich unsere?“ :: “quando seremos finalmente nossos?”

:: .. :: .. :: escrito na madrugada do dia 14 de abril de 2008 :: .. :: .. ::

sábado, 12 de abril de 2008

FABÍOLA!

[poema ainda sem título]
O que fazer pra não quebrar a cara?
Acho que vou... estou 90% crente de que vou me arrebentar contra um muro outra vez.
Eu só olho e fico mais confuso...
Se me perguntarem o que eu vi nela, não vou saber responder.
Acho que foi o todo, ou não-sei-o-que que só eu consigo ver mas que não consigo explicar.
Nem sei o que sinto por ela, mas sei que é bom
E estou começando a achar que isso vai ferrar comigo.
Isso não me tira o sono porque já estou anestesiado
Se isso é bom ou ruim eu ainda não determinei...
Eu ainda não gosto tanto dela assim
Para vê-la quando fecho os olhos ou no fundo dos copos.
Talvez seja melhor expulsá-la agora de meus sonhos enquanto ainda posso
Para não ficar mais magoado do que já estou
E atrasar as obras intermináveis de reconstrução de meu coração
Uma vez que ele será implodido outra vez.
Não é a primeira vez que essa droga acontece:
Querer uma professora como estrela mais bela e brilhante de meu céu!
E, todas as vezes que isso aconteceu, um arranha-céus como o Empire State Building caiu na minha cabeça.
Somente eu quebrei a cara, ficando com a tristeza e com a decepção e com a raiva acumulada.
Mas eu nunca vou ficar sozinho:
A vokda, a cachaça, o uísque e o rock’n’roll, a literatura e os meus verdadeiros amigos
Sempre, da maneira deles, vão estar comigo!

::..::..:: 09 de abril de 2008 ::..::..::
::..::..:: obrigado Danielli Bessa ::..::..::

terça-feira, 8 de abril de 2008

MUITO MAIS POSTAGENS ATRASADAS!

CORAÇÃO PARTIDO TRIDESTILADO
Faz muito tempo que não sei o que é não estar de ressaca e dormir só de manhã:
Todo fim de semana andar quilômetros atrás de bebida, tabaco e diversão.
Eu me odeio por ainda sentir a sua falta!
Eu te odeio por ainda sentir a sua falta!
Não digo mais seu nome mas ainda sonho com você...
Não digo mais seu nome antes de dormir para que somente eu possa ouvir,
mas ainda vejo você algumas vezes quando fecho os olhos
ou no fundo dos copos cheios de birita ou vazios.
Eu bebo debaixo de chuva e com o sol a pino...!
Só Deus sabe como consigo voltar pra casa da qual minha mãe quer me expulsado por eu ter me tornado o que sou.
Ainda bem que você e nenhuma que veio antes ou depois está aqui pra ver
Este vagabundo alcoólatra que me tornei:
Bebendo praticamente todo dia pra morrer mais rápido.
Não me preocupo mais se alguém ainda se importa ou não
Mesmo porque eu mesmo nem me importo mais.
Não quero que você morra – eu só quero te esquecer completamente e de uma vez por todas.
Toda vez que eu encho a cara não é só pra me divertir
É pra te esquecer também!
Pra você eu estou morto e enterrado e apagado do passado –
Porque Gaia não permite que você seja isso para mim?
Você era tão bonita e por você, somente por você eu poderia até parar de beber
Mas tenho certeza absoluta de que você não vai mais voltar
Então só me resta seguir em frente e tomando todas em homenagem a minha incomensurável estupidez.
Eu sou um dos primeiros a chegar e só saio depois do último cigarro ser fumado até o filtro e não tiver mais uma gota de bebida nos copos e nas garrafas.
Eu não vou casar e ter mulher, filhos, família, casa e emprego.
Deus é Pai e não padrasto e não vai me permitir viver para ter isso tudo;
E nem se eu quisesse, nem poderia – também pudera, com essa vida que eu levo
Sem horário e regras a de comer, dormir e viver
Dormindo e lendo muito, sem nenhum exercício físico, ouvindo rock’n’roll o dia todo e me embriagando um dia depois do outro.
E será que você ainda sorri com os olhos o sorriso mais belo deste mundo
Quando quem você gosta de verdade está no seu campo de visão?
Por favor, eu imploro, faça suas malas e se vá embora de uma vez por todas de minha mente e de meu coração!
Você ter ido embora sem olhar para trás influiu bastante no que eu sou hoje e isso eu devo admitir.
Eu fiquei com a literatura e com a bebida, com as lágrimas, com o rock’n’roll e com a solidão.
Eu tenho quase certeza absoluta que não lerás este poema até o final ou mesmo lê-lo-á
Mas eu precisava botar tudo isso pra fora.

:: 07 de abril de 2008 ::
:: Vielen Dank zu: Annie, Shir und Renata ::

sábado, 8 de março de 2008

[mais um] poema perdido e incompleto

[poema ainda sem título!]
[esboço!]
[ainda falta terminar!]

Não dormir pensando:
em seus olhos
em seu rosto
em seu sorriso
no tom de sua pele
nos seus beijos que nunca provei
nos seus braços onde nunca me deleitei
nas suas mãos que nunca toquei...
significa...
significa que estou apaixonado por você?
Por favor, Mãe Terra, diga-me que Não!
Eu imploro, Mãe Terra, permita que Não!
Ah, Ann!, seu rosto e seus olhos e sua boca...
Ah, Annie!, sua pele e seus cabelos e suas mãos...
E eu sonhei com você está madrugada inteira
com muita roupa, coberta da cabeça aos pés, em uma teocracia
com o mínimo de roupas, em um balneário
com roupa alguma, como as capas das revistas
Por favor, meu anjo, não me pergunte/indague/questione porque sonho com você!
Não me pergunte por qual razão e por quais razões
sonho com você e imagino você sorrindo para mim
(em meus sonhos e em minha imaginação
seu sorriso é mais radiante e poderoso do que o sol seu sorriso...
seu rosto quando você está sorrindo é mais radiante e poderoso do que o sol)
ajeitando seus cabelos negros
com as mãos com os pés descalços em contato direto com a areia de praia
cimento betuminoso usinado a quente
superfície de estrada vicinal
bloquetes de concreto feitos com cimento Portland
Como poderei implorar-te e suplicar-lhe a ser minha e somente minha,
minha Augusta e Reverenciável e Venerável Senhora, Ama, Dona e Rainha
Estrela única A Brilhar em meu céu:
se nunca tive aos meus ouvidos o som de sua voz?,
aos meus olhos o brilho dos seus?,
em minhas mãos o calor e o toque e o tamanho da suas?
Como, minha caríssima e queridíssima e estimadíssima Ann,
querer Você e Você Toda e Você Como Um Todo
somente vendo você por fotos e conversando com você sem ouvir a sua voz?
Annie!, Annie!, Annie!
Não permita que eu me afogue nestas dúvidas cruéis
Eu imploro com todo o meu coração, Augusta Senhora: Salve-me!
Eu suplico com toda a minha alma, Sagrada Rainha: Socorre-me!
Devolva meu coração, minha alma e minha sanidade altamente duvidosa!
Prefiro morrer Bêbado!
do que afligido e massacrado e torturado
pensando (o) porque (de) querer/quero desejar/desejo alguém que nunca tive a meus olhos antes!

quarta-feira, 5 de março de 2008

FIGHT FOR YOUR DAMMIT RIGHTS!

Esta postagem é dedicada à minha amiguíssima LAURA HAIDÉE SILVA FACÓ, que está esperando seu primeiro filho. De todo o meu coração – detonado por causa de vestibular, mulheres, cigarros e bebidas alcoólicas destiladas –, espero que você seja melhor mãe do que sua mãe foi pra você e pro seu irmão!



A reportagem abaixo foi retirada da revista Info Exame n.º178, de novembro de 2001 e permanece atual como na mesma época em que foi publicada! Só é preciso contextualizar o texto para os nossos dias, para a sua cidade e para a sua situação e então... E, como diria o Badauí, em O mundo dá voltas: “Nem tudo mudou” (risos).
Enjoy!

10 toques para escapar do inferno do suporte técnico
Comparados com os automóveis, os produtos de tecnologia pessoal ainda estão na época do Ford bigode. É preciso entender muito de computação para não cair nas armadilhas das assistências técnicas
POR AIRTON LOPES, CARLOS MACHADO, EDUARDO KALNAITIS, LÚCIA REGGIANI, MARCELO KAZUO, RODRIGO PREUSSLER E SILVIA BALIEIRO

“Quanto melhor a tecnologia, menos é preciso saber dela.”
MICHAEL BLOOMBERG, DONO DE UM IMPÉRIO DE INFORMAÇÕES ONLINE

Hoje os computadores e seus satélites – as impressoras, os scanners, as webcams, os modems – estão, num certo sentido, na fase em que os automóveis estavam na época do Ford bigode. Nos anos 20, Bloomberg gosta de lembrar, era preciso saber como as máquinas de quatro rodas funcionavam para poder corrigir seus inúmeros problemas. Era comum ter carros parados com o capô aberto e motoristas examinando o motor. Quem não conhecia mecânica não podia pegar uma estrada. Com o tempo, a tecnologia automotiva amadureceu, a eletrônica embarcada avisa que o tipo de problema está para acontecer, e os serviços de socorro 24 horas são abundantes e eficientes. Hoje se dirige com tranqüilidade sem saber absolutamente nada da tecnologia dos carros. Já no caso dos produtos de informática, especialmente de computação pessoal, a fase da tecnologia está mais para o capô aberto do Ford bigode.
Usuário avançado perde finais de semana e vara noites para resolver sozinho problemas de hardware e software, para evitar cair no inferno do suporte técnico. Usuário leigo fica à mercê das assistências técnicas. E seja o que Deus quiser. INFO se disfarçou sobre a pele de um consumidor comum para checar até onde vão os problemas atualmente. O que nós enfrentamos em São Paulo em duas assistências técnicas autorizadas da HP, uma das melhores companhias de tecnologia do mundo, um ícone na nossa redação e uma das marcas mais respeitadas e admiradas pelos consumidores brasileiros, dá uma idéia dos riscos corridos por quem cai na mão de um suporte técnico hoje em dia no Brasil.
Pegamos uma impressão de jato de tinta Deskjet 890, que estava funcionando perfeitamente no INFOPLAB, e soltamos de propósito um cabo de ligação ao cartucho de tinta. A primeira assistência técnica, a Texto, no bairro de Pinheiros, foi correta: religou o cabo, eliminou o defeito, cobrou por 30 reais pelo orçamento e sugeriu fazer uma limpeza e ajustes por 80 reais.
Voltamos a desconectar o cabo e enviamos a impressora para a segunda assistência, On Time Solutions, no bairro de Moema. A empresa propôs trocar a placa Head drive e o absorvente de tinta, além de fazer uma limpeza geral e a lubrificação. Perco da brincadeira: 425,50 reais, equivalente a 50% do preço do valor de uma impressora HP nova do mesmo padrão. Isso por um equipamento que só tinha um cabo desconectado! Mas o pior ainda estava por vir.
Enviamos a mesma impressora, em perfeitas condições de uso, apenas com o cabo desencaixado, para a TecnoSet, no bairro de Indianópolis. A assistência se prontificou a trocar duas peças: Door Actuator e a placa DJ890CX. O orçamento: 852,50 reais, equivalente ao preço de uma impressora HP novinha em folha, do mesmo padrão! O pesadelo não parou por aí. A impressora voltou quebrada de verdade para a redação. Religamos o cabo, mas ela nunca mais funcionou.

uma decepção atrás da outra
Fizemos o teste com uma impressora HP porque essa é a marca líder no Brasil. Pelo mesmo critério, testamos assistências técnicas autorizadas da Compaq, a maior fabricante de desktops do país, de acordo com os critérios do IDC [n.b.g.: IDC significa ]. No caso das assistências Compaq, o teste não chegou a ser propriamente um passeio, mas não registrou problemas graves.
A primeira parada foi decepcionante. Levamos um micro Compaq Presario 4640 com problemas no modem à assistência técnica autorizada DMI, no bairro do Brooklin. O modem. O modem funcionava com o acesso da iG, mas não com o do UOL. Uma semana de enrolação, ainda não havia nem sinal de orçamento. Pegamos o micro de volta e o levamos à Compway, na Vila Mariana, e à ServTécnica, na Vila Mariana. As duas fizeram o orçamento rapidamente, propuseram a reinstalação do software da máquina, foram autorizadas a fazer o conserto, mas... devolveram o micro exatamente como ele tinha ido: com o modem funcionando com o iG, mas não com o UOL. Quando reclamamos, as assistências técnicas argumentaram que o problema não era do modem, já que ele funcionava com o iG. O nó, afirmaram, estava no servidor. Ambas tinham razão: contatado o UOL, o problema foi resolvido trocando a linha de acesso, depois de 40 minutos de exercício de tentativa e erro com o help desk do provedor.
Não se pode negar que hardware e software tenham avançado muito e aberto um mundo novo de possibilidades que antes não existiam. Os avanços podem ser resumidos numa palavra: Internet. Alguém vive sem a Web hoje em dia? As máquinas também estão mais estáveis, os programas ganharam interfaces e tutoriais didáticos, e há montanhas de recursos para resolver problemas em caso de barbeiragem dos usuários. Mesmo assim, ainda é preciso saber muito do funcionamento de máquina e programa para não ficar na mão.
Em primeiro lugar, produtos e serviços de informática, no geral, estão longe de ser amigáveis. Em segundo, mesmo as melhores empresas não vão a fundo de tornar a vida do usuário mais fácil. Os manuais não dão conta de tudo que é possível explicar. Eis um exemplo com o Word 97 e 2000, um programa da Microsoft extremamente popular. Se você tiver que fazer uma tabela muito grande, vai notar que o Word não deixa fazer mais que 63 colunas. Esse é um limite – mas em nenhum lugar da Ajuda do programa está dito que um limite existe, de forma clara ou obscura. Você quebra a cabeça horas a fio e só vai achar o número máximo de colunas no suporte online da Microsoft, em inglês, mais precisamente no Knowledge Base (http://search.suport.microsoft.com/kb). São textos adequados a profissionais e usuários avançados. É mole para o usuário leigo?
Buscar ajuda nos sites e call centers das maiores empresas de tecnologia também é dureza. Vasculhando as páginas de 45 delas, descobrimos que achar o telefone do suporte pode exigir muita navegação, como nos sites do Autodesk e da Computer Associates. Tirar dúvidas sobre produtos e serviços é ainda mais complicado para muita gente em sites que mantém FAQs apenas em inglês, caso da Compaq, ou com uma pequena parte em português e o grosso em inglês, como a Microsoft, a Oracle e a IBM. Alguns sites só saem da média e dão informações bastante suspeitas. É o caso, por exemplo, da HP e do UOL.
Suporte por e-mail também tem suas complicações. É oferecido por várias empresas, mas a resposta costuma demorar. Em teste realizado pela INFO em agosto, com 28 empresas, apenas treze responderam em 24 (Adobe, Kodak, Casio, HP, Lexmark, Acer, Fujitsu, Conectiva, IBM, Itautec, Sony, Oliveti e Gradiente), nove levaram até cinco dias (Nikon, Dell, Epson, Metron, Microsot, Ericsson, Motorola, Phillips e 3Com) e as demais não deram sinal de vida durante duas semanas (Elgin, LG, Lotus, Macromedia, TCE e Xerox). Quem pode esperar tanto?
O consumidor, muitas vezes, é “empurrado” para as assistências técnicas por falta de informação. Aí, cai numa selva com alta margem de risco. O que se pode para escapar disso. O que se pode fazer para escapar isso, ou pelo menos aliviar os problemas quando bater à porta da assistência técnica se torna inevitável? Não existe seguro contra incompetência e falta de escrúpulos, mas algumas providências ajudam a evitar males maiores. Para não deixar que o suporte técnico vire um pesadelo, fique atento a esses dez pontos:

1 Peça referências – Antes de escolher uma assistência técnica, converse com quem entende do assunto ou pelo menos já teve alguma experiência em casos semelhantes. A pesquisa INFO de credibilidade de marca é uma ferramenta útil nessas horas. Os cadastros dos Procons também ajudam: é possível checar se há reclamações de consumidores contra as empresas em questão. Sites de defesa do consumidor servem igualmente como referência. (veja o quadro “Com a boca no trombone”, mais abaixo.)

2 Mantenha em ordem a documentação de seus equipamentos – Guarde toda a papelada enviada junto com os produtos, das especificações e manuais às notas fiscais. Ter à mão as informações básicas ajuda muito os técnicos na hora da consulta ao suporte. No caso de um computador, anote as especificações (fabricante, modelo, número de série, processador, memória etc.), todo o software instalado, todos os periféricos conectados, o que você estava fazendo e que programa estava usando quando o problema aconteceu. Não se esqueça de copiar as mensagens de erro com todos os detalhes.

3 Faça backup regular de seus arquivos – Uma solução drástica para erros de computadores é reformatar o disco rígido. Para começar do zero sem dor, é preciso uma cópia de segurança completa. Além disso, guarde todos os seus CDs de programas num único lugar, e cultive o hábito de fazer cópias dos downloads da internet.

4 Dê manutenção às máquinas – Se você gosta de instalar emuladores e programas velhos, considere a possibilidade de agregar à sua pilha de softwares um programa de manutenção e solução de problemas de disco rígido, como Norton Utilities, da Symantec, First Aid e Nus & Bolts, da Network Associates. Faxinas periódicas no disco são recomendáveis.

5 Só compre no exterior produtos com assistência técnica garantida no Brasil – Uma empresa pode ter subsidiária aqui, mas isso não significa que ela não tenha sido importado por ela, principalmente se diz respeito aos notebooks. Lembre-se que as empresas não costumam ter grandes estoques de peças, e a importação dos componentes é sempre demorada.

6 Prefira as assistências técnicas autorizadas pelo fabricante – Nunca mande produtos no prazo de garantia que não seja a assistência técnica autorizada, para não perder a garantia – são noventa dias por lei, mas muitos fabricantes oferecem prazos maiores. A Dell, por exemplo, dá um de garantia on site para PCs domésticos. Se aparecer defeito durante a garantia, reclame por escrito, detalhando o problema, e protocole a reclamação. O fabricante tem trinta dias para corrigir. Passado esse prazo, você pode exigir a troca do produto, abatimento no preço ou o dinheiro de volta. O prazo de garantia de noventa dias vale tanto para o fabricante quanto a assistência técnica.

7 Exija orçamento detalhado por escrito – Observe se já estão os dados do prestador de serviço, desde o início do conserto, prazo de entrega, preço, forma de pagamento e descrição do que está sendo realizado. Orçamento tem validade de dez dias, prazo em que nada pode mudar: a menos que você concorde. Se o orçamento for cobrado, a assistência tem a obrigação de informar o valor antes de receber o aparelho.

8 Detalhe a descrição do defeito – O problema que você detectou deve estar bem descrito na ordem de serviço. Assim a assistência não poderá alegar que é um defeito novo, se após o conserto o problema continuar. A ordem de serviço deve dizer o que foi realizado, o pagamento e a data de entrega. Lembre-se que é obrigatório o uso de peças originais novas – peças recondicionais ou produzidas por terceiros precisam da autorização expressa do consumidor.

9 Não aceite serviço malfeito – Se a máquina voltar do conserto só com parte dos problemas resolvidos, você tem o direito de exigir a reexecução do serviço, o abatimento no preço ou a restituição do valor pago. Caso contrário, corra ao Procon ou ao Juizado Especial Cível de sua cidade.

10 Guarde uma lista de técnicos – Registre os contatos com o suporte. Em empresa desorganizada é comum, num terceiro ou quarto contato, um técnico pedir para você testar uma solução que o primeiro recomendou. Se sentir que o técnico não está ajudando, peça para falar com o supervisor.

Como sempre acontece em estatísticas no Brasil, o número de pessoas com problemas de suporte técnico é uma incógnita. Têm-se, no máximo, dados parciais. No Procon de São Paulo, entre janeiro e julho passados, 152 pessoas não conseguiram resolver seus problemas com os fabricantes de PCs e outros equipamentos e pediram ajuda ao órgão. A maioria (82) se queixou de produtos com defeito. Outros tiveram problemas com a garantia (20) e a entrega (18). Boa parte desses casos foi resolvida com acordos entre consumidores e as empresas. É o melhor caminho para os dois lados. Para o consumidor, que não precisa perder tempo e dinheiro com processos na Justiça para garantir seus direitos básicos. Para as empresas, porque não há dinheiro para recuperar um nome sujo no mercado.


com a boca no trombone
Alguns sites podem ser úteis na hora de elogiar ou reclamar de produtos e serviços
No mundo real, quando alguém passa por coma dos direitos de um consumidor, costuma-se apelar para órgãos como Decon, Idec e Procon. No mundo virtual já começaram a aparecer vários sites para extravasar a ira, elogiar quem merece quando é bem tratado ou simplesmente narrar experiências.

Ivox
www.ivox.com.br
Aqui é possível encontrar avaliações populares de diversos produtos e serviços. Ao todo são sete categorias, incluindo uma de informática. A intenção é torná-lo visita obrigatória para todas as pessoas que pretendem comprar qualquer tipo de produto na Web. Quem quer comprar um scanner, por exemplo, pode obter nesse endereço a opinião de outros consumidores falando a respeito de diferentes marcas no mercado.
Criado em abril deste ano, o Ivox recebe por dia cerca de 350 opiniões e já acumula um acervo de 30 000 em seu banco de dados.

(Des)confiômetro
www.desconfiometro.com.br
Fez uma compra numa loja virtual e não recebeu o produto até hoje? Ficou sabendo depois de um mês que o CD que você adquiriu há um mês não está disponível no estoque do site? Ou o atendimento de um site impressionou pela facilidade da compra e pela rapidez de entrega? Seja qual for a sua opinião – positiva ou negativa – ela pode ser incluída nesse site. O desconfiômetro não faz a avaliação de produtos, mas sim dos serviços oferecidos pelas empresas. São 21 categorias de lojas. Na área de informática são listadas 107 empresas, entre elas Super Oferta, ShopIBM e Big Store.

Sako Cheio
www.sakocheio.com.br
Nesse site o usuário pode opinar sobre cerca de 4 700 produtos e serviços divididos em oito categorias, que vão desde carros até computadores e Internet. O endereço foi criado em março desse ano. A apesar do nome, o Sako Cheio não tem somente opiniões de pessoas que estão de saco cheio por terem comprado gato por lebre. Todos podem dar notas de zero a 10 para o que desejarem.
As avaliações negativas sobre uma determinada loja, são enviadas para a mesma, que responde através do site. “Queremos ser um SAC virtual para todas as empresas”, diz o CEO do Sako Cheio, André Barone.

E-Bit
www.ebit.com.br
Aqui estão cadastradas 320 lojas virtuais, entre endereços bastante conhecidos como Submarino, Lojas Americanas, Amélia, Ponto Frio e Microsite. Em todos os sites conveniados o e-bit inclui na página de conclusão das comprar um banner convidando o usuário a preencher uma pesquisa de avaliação da loja. Essa pesquisa leva em consideração dez quesitos, com os quais os clientes avaliam o site. Com base nas notas, as lojas são premiadas com medalhas de outro, prata ou bronze. Para garantir a legitimidade das respostas, os questionários só podem ser preenchidos ao final de uma compra. “Somos um site de avaliação e não de opinião”, diz o presidente do e-Bit, André Sapoznik.

Quero reclamar
www.ivox.com.br
Como o próprio nome já diz, esse site é próprio para fazer a sua reclamação. Um vasto cadastro de queixas inclui 1 822 empresas do mundo real ou virtual. Na hora de dar sua bronca o usuário pode escolher entre uma empresa, um produto, um serviço ou até com a própria vida. Todas as queixas são acompanhadas de uma resposta das empresas envolvidas. O próprio site se encarrega de procurar as empresas para dar um retorno aos usuários. Caso não queira fazer uma reclamação e sim um elogio, há um espaço especial para isso, a seção Quero Indicar.





Agora sim!
Vamos à Luta por Nossos Direitos por Computadores Melhores!
Computadores em ótimo funcionamento para todos!


:: até a próxima ::

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

poema ainda sem título [outro]

[poema ainda sem título]
Você me perguntou
Se eu penso em morrer ou me matar
E eu não hesitei em responder
Que não há um dia em que eu não pense nisso
Todos os dias penso em cair fora daqui -
Cair fora daqui de uma vez por todas!
Eu penso muito nisso, eu penso muitíssimo nisso
Se é o que você quer realmente saber de verdade!
Se bem que eu gostaria mesmo é de morrer de tanto beber
Mas ainda não cheguei ao ponto certo
(ou eu desmaio antes ou sempre tem alguém pra me parar!).
Não precisa se torturar pensando nisso:
Eu faço isso por nós dois!
Não precisa mais se preocupar com isso:
Eu já deixei de me preocupar comigo
e se as pessoas ainda se preocupam mais ou não!
Pode chamar de egoísmo
Pode chamar do que quiser!
Que eu vou continuar gostando de você por seres legal comigo do jeito que você é!
Eu me sinto castigado pela vida por ainda demorar a decidir se devo amadurecer ou não...
Eu me sinto realmente e estou realmente frustrado
Por ainda não ter conseguido e sempre ter falhado miseravelmente todas as vezes em que tentei
Então por isso, meu anjo, não se admire se eu re-encontrar minha auto-estima
Somente no rock'n'roll, na literatura e na bebida.
Eu não vivo pra beber, mas beber também me faz seguir em frente
Nem que seja caindo e levantando, aos trancos e barrancos, vomitando e desmaiando.
Eu devo me desculpar por ser honesto com você/
Eu deveria te pedir para não chorar lendo isso
(porque eu acho que você vai chorar ou já está chorando)?
Esse sou eu de verdade: ame ou deixe.
Só pra terminar:
Eu respeito de verdade o que você sente por im (seja lá o que seja)
Mesmo não sentindo
Mesmo não sentindo mais isso por mim mesmo.

:: :: :: para Anne Rose Aragão :: :: ::
:: :: :: escrito em 27 de fevereiro de 2008 :: :: ::

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

texto: A MORTE

[o texto abaixo foi retirado – com algumas alterações óbvias – da segunda edição do livro Filosofando: introdução à filosofia, das professoras Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, da Editora Moderna, no ano de 1993.
A verdade é que eu coloquei este texto aqui é porque tenho pensado muitíssimo no assunto MORTE em si. Depois de uma conversa via MSN com a Ann (Anne Rose Aragão), eu tenho pensado muito, muito mesmo nisso – tanto quando eu era adolescente ou quando certa pessoa me deixou. Não que seja culpa da Ann, porque não é!!!, mas eu estava pensando mesmo nisso por causa da prova da UFPa e por outros motivos, mas... eu não sei...
Bem, eu já falei muito de morte neste blog – vide postagens como (Des)Casos de Família, Baluartes Juvenis, entre outras que não estou lembrado agora...
Mas enquanto isso, enjoy!]


A MORTE

Quem ensinasse os homens a morrer, os ensinaria a viver.
– Montaigne

O que se tornou perfeito, inteiramente maduro, quer morrer.
– Nietzsche

Só há um problema filosófico verdadeiramente sério: é o suicídio. Julgar se a vida merece ou não ser vivida, é responder a uma questão fundamental da filosofia.
– Camus

01 . A morte como enigma
A morte é o destino inexorável de todos os seres vivos. No entanto, só homem tem consciência da própria morte. Por se perceber finito, o homem aguarda com ansiedade o que poderá ocorrer após a morte. A crença na imortalidade, na vida depois da morte, simboliza bem a recusa da própria destruição e o anseio de eternidade.
Estudos a respeito dos primórdios da nossa civilização relacionam o aparecimento das primeiras angústias metafísicas do homem ao registro dos sinais de culto aos mortos. Portanto a morte se apresenta desde o início como uma fronteira que não significa apenas o fim da vida, mas o limiar de outra realidade instigante porque ininteligível, além de atemorizada.
A morte daqueles que amamos e a iminência da nossa própria morte estimula a crença a respeito da imortalidade. Segundo Jaspers, “existe algo em nós que não se pode ser suscetível de destruição”. Por isso é inevitável que desde o início da cultura humana o recurso da fé religiosa tenha aplacado o temor diante do desconhecido.
Através dos tempos, a consciência religiosa tem oferecido um conjunto de convicções que orientam o comportamento humano diante do mistério da morte (nota do dono do blog: isso é um eufemismo para UM BANDO DE MENTIRAS COVARDES!): quer seja pelos rituais de passagem dos primitivos quer seja nas religiões mais elaboradas, pelos preceitos do viver terreno para garantir melhor destino à alma. Por isso, a angústia da morte tem levado à crença na imortalidade e na aceitação do sobrenatural, do sagrado, do divino.

02 . As mortes simbólicas
O homem não tem, contudo, consciência apenas da morte enquanto fim da sua vida. O conceito de finitude o acompanha em tudo que faz: é significativa a imagem mítica do deus Cronos (Tempo) devorando os próprios filhos.
A morte, como clímax de um processo é antecedida por diversas “formas de morte” que permeiam o tempo todo a vida humana. O próprio nascimento é a primeira morte, no sentido de ser a primeira perda, a primeira separação. Rompido o cordão umbilical, a antiga e cálida simbiose do feto no útero materno é substituída pelo enfrentamento do novo ambiente.
A oposição entre o velho e o novo repete-se indefinidamente a primeira ruptura e explica a angústia do homem diante do seu próprio dilaceramento interno; ao mesmo tempo que anseia pelo novo, teme abandonar o conforto e a segurança da estrutura antiga a que já se habituou.

03 . A filosofia e a morte
No diálogo Fedon, Platão descreve os momentos finais da vida de Sócrates antes de sua execução, quando discute com os discípulos a respeito da ligação entre corpo e alma. Sendo o corpo um estorvo para a alma, a serenidade do sábio diante da morte é o reconhecimento de que a separação significa a libertação do espírito.
No decorrer da história da filosofia, muitas vezes os pensadores trataram explicitamente a respeito da morte e da imortalidade da alma, mas essa questão está na raiz de toda a filosofia e, mesmo quando não se discute diretamente sobre a morte, ela se situa no horizonte de toda reflexão filosófica. É nesse sentido que Platão afirma ser a filosofia uma reflexão da morte, e Montaigne diz que “filosofar é aprender a morrer”. Pois se a filosofia é uma das formas de transcendência humana, pela qual refletimos a respeito de nossa existência e destino, a discussão sobre a morte não pode ser estranha.
Segundo Heidegger, o ser do homem como possibilidade, como projeto, o introduz na temporalidade. Isso não significa apenas que o homem tem um passado e um futuro e que os momentos se sucedem passivamente uns aos outros; significa que o futuro se revela como aquilo para o qual a existência transcende. O existir humano consiste no lançar-se contínuo às possibilidades, entre as quais se encontra justamente a situação-limite representada pela morte, a qual possibilita o olhar crítico sobre o cotidiano. É nesse sentido que podemos considerar o homem um “ser-para-a-morte”.
Para Heidegger, só o homem autêntico enfrenta a angústia e assume a construção da sua vida. O homem inautêntico foge da angústia, refugia-se na impessoalidade, nega a transcendência e repete os gestos de “todo o mundo” nos atos cotidianos. No mundo massificado do homem inautêntico, até a morte é banalizada, e dela se fala como se fosse um acontecimento genérico, longínquo e impalpável. A impessoalidade tranqüiliza e aliena o homem, confortavelmente instalado num universo sem indagações. Há a recusa de refletir sobre a morte como um acontecimento que nos atinge pessoalmente.
Sartre, referindo-se à sua infância em As palavras, diz “A morte era a minha vertigem porque eu não amava viver: é o que explica o terror que ela me inspirava. (...) Quanto mais absurda a vida, menos suportável é a morte”.
Na teoria sartiana, ao contrário de Heidegger, a consciência da morte retira todo significado á morte é a “nadificação” dos nossos projetos, a certeza de que um nada total nos espera. E conclui pelo absurdo da morte e, simultaneamente, da vida, que é uma paixão inútil.
Mas seja a morte considerada, como em Heidegger, algo que dá sentido á vida; ou, como Sartre, a dimensão do absurdo, o que nos intriga é a recusa que o homem contemporâneo manifesta em abordar a temática do morrer humano. Em nenhum tempo a recusa do enfrentamento da própria finalidade da própria finitude foi tão visível. Muitas podem ser as explicações dadas por antropólogos, sociólogos, psicólogos, que certamente fecundarão a matéria de reflexão dos filósofos. O que não podemos é deixar de pensar na morte: vejamos por quê.

04 . Aspecto histórico-social da morte
As sociedades tribais e tradicionais
Observando a história e os diversos povos, verificamos que o sentido da morte não é sempre o mesmo. a maneira pela qual um povo enfrenta a morte ou o significado que lhe dá refletem de certa forma o sentido que ele confere à vida. Os pólos antagônicos vida e morte não são excludentes, pois são formas dialéticas inseparáveis.
No mundo tribal, a morte não é propriamente um problema. Ela não é enfocada do ponto de vista da morte de um indivíduo, mas se acha integrada nas práticas coletivas de culto aos mortos, aos ancestrais.
O homem primitivo se acha de tal forma envolvido na comunidade que o seu ser, não tendo o centro em si mesmo, se faz por meio da participação no todo coletivo. Como o eu se afirma pelos outros, o existir do primitivo é essencialmente relacional, e a individualidade se encontra envolvida pela totalidade maior da comunidade. Por isso a morte não é percebida como dissolução, o morto apenas muda de estado e passa a pertencer á comunidade dos mortos, o que é viabilizado por “rituais de passagem” adequados à ocasião. “Vivos e mortos, totem e deuses, antepassados, participam de uma mesma realidade vital”. Não há nenhuma idéia de aniquilamento, e os mortos podem retornar ao mundo dos vivos durante o sono destes e por meio de aparições.
Nas sociedades tradicionais, fortemente marcadas pela predominância a vida comunitária, ocorre algo semelhante. Como são sociedades relacionais, onde o indivíduo se encontra numa totalidade mais importante que ele, já uma série de cerimônias e rituais que cercam o evento da morte. Isso não significa que seja fácil morrer (muito ao contrário!), mas sim que a morte não é banalizada porque se acha inserida no cotidiano das pessoas como um evento importante.
Evidentemente, essas cerimônias variam conforme os costumes, mas vamos relembrar algumas delas, típicas das pequenas cidades, até ainda na primeira metade do século XX.
Os parentes, vizinhos e amigos acompanham a agonia do moribundo. Geralmente o doente permanece em casa, atendido pelo médico da família. As cerimônias são procedidas conforme a religião do morto: dependendo disso, chama-se o padre para dar a extrema unção, de preferência quando há lucidez, sem falsos escrúpulos de que o doente perceba a proximidade da morte.
Ao morrer, geralmente seu caixão é colocado sobre a mesa da sala de jantar e diante dele passarão os parentes, conhecidos e transeuntes ocasionais, velando-se o defunto noite adentro. O morto é chorado e freqüentemente relembrado. A ausência é assinalada pelo luto, cuja duração varia conforme o tipo de parentesco em algumas regiões, a viúva deve guardá-lo pelo resto da vida. Um conjunto de atos determinados socialmente – como visitas ao cemitério, missas para a alma do morto, flores, visitas de pêsames, cartas de condolências – ajuda os parentes a atravessar o período doloroso da perda e a reintegração à vida normal.
A negação da morte
Um fenômeno diferente vem ocorrendo há cerca de cinqüenta anos (n.d.b.: como eu disse no começo da postagem, o livro de onde foi retirado este texto é de 1993!), como resultado do processo de urbanização dos centros industrializados. A grande cidade cosmopolita impiedosamente destruiu os antigos laços, fragmentando a comunidade em núcleos cada vez menores e instaurando extremo individualismo.
As pessoas vivem no ritmo acelerado imprimido pelo sistema de produção e não têm tempo para os velhos e os doentes. A medicina, cada vez mais especializada, se ocupa desse “marginais” da sociedade – porque reduzidos à improdutividade – que são transladados para hospitais “a fim de melhor assistidos”. Se, por um lado, são tratados em ambientes assépticos e com técnicas sofisticadas que prolongam a vida (n.d.b.: essa foi ótima! de verdade! me avisem quando falarem sério!), por outro lado não escapam à solidão e à impessoalidade do atendimento. Os enfermeiros e médicos são eficientes (n.d.b.: essa também foi excelente!), mas o moribundo se encontra afastado da mão amiga, da atenção sem pressa nem profissionalismo.
Quando morrer, o velório geralmente é feito no necrotério, para o qual não se costuma levar crianças, as quais crescem à margem dessa realidade da vida, nunca vêem um morto, nem um cemitério.
O francês Philippe Ariès aborda essas questões no clássico História da morte no Ocidente. Nele se refere ao psicólogo Geoffrey Gorer, que escreveu um estudo com o título provocativo de “A pornografia da morte”, no qual mostra como a morte se tornou um tabu, substituindo o sexo como principal interdito: “Antigamente dizia-se às crianças que se nascia dentro de um repolho, mas elas assistiam à grande cena das despedidas, á cabeceira do moribundo. Hoje, são iniciadas desde a mais tenra idade na fisiologia do amor, mas, quando não vêem mais o avô e se surpreendem, alguém lhes diz que ele repousa num belo jardim por entre as flores”.
A “obscenidade” em falar da morte se torna grava quando se trata dos doentes terminais, ou seja, daqueles que não escaparão da morte próxima. É comum tal fato ser escamoteado: os parentes, com a cumplicidade dos médicos, escondem do paciente sua doença letal e o fim próximo. Nem diante da iminência da morte ousamos falar dela.
A tentativa de ocultamento da morte talvez explique a sofisticação das funerárias americanas que “tomam conta do morto”. Medard Boss, médico e psicanalista suíço, diz: “Nunca esquecerei minhas visitas aos ‘Funeral Homes’ americanos, nos quais os defuntos são maquilados, um cigarro é colocado em suas bocas, e ao lado se tocam fitas gravadas com discursos que os falecidos pronunciaram outrora”.
O antropólogo brasileiro Roberto da Matta também se refere ao fato de os mortos serem colocados em caixões acolchoados de cetim que lembram uma cama confortável: “O que seria tudo isto, senão um modo radical de livrar-se do morto, transformando-o em alguém que realmente dá a impressão de repousar?”
Por que será que o homem contemporâneo escamoteia assim a morte? Talvez porque a dificuldade que ele sente para lidar com a morte esteja relacionada com a sua incapacidade para lidar com a vida.
O homem urbano, individualista, massacrado pelo sistema de produção, obrigado a desempenhar funções que não escolheu e num ritmo que na é o seu, acha-se muito distante daquilo que poderíamos considerar uma boa qualidade de vida. Independentemente do progresso técnico atingido, são altos os níveis alienação humana no trabalho, no consumo, no lazer.
Mais ainda, a insensibilidade com relação à morte individual tem paralelo com a inconsciência referente ao destino do planeta. Pela primeira vez na história da humanidade a morte ultrapassa a dimensão do indivíduo e ameaça a sobrevivência de todos.
Por isso, é preciso resgatar, no mundo atual, a consciência da morte, o que não deve ser entendido como preocupação mórbida, doentia do homem que vive obcecado pela morte inevitável. Tal atitude seria pessimista e paralisante. Ao contrário, ao reconhecer a finitude da vida, reavaliamos nosso comportamento e escolhas, e podemos proceder a uma diferente priorização de valores.
Por exemplo, se tomamos como valores absolutos o acúmulo de bens, a fama e o poder, a reflexão sobre a mortalidade torna ridículos esses anseios, privilegiando outros valores que nos dão maior dignidade. Essa mesma reflexão, no nível planetário, nos ajuda a questionar os falsos objetivos do progresso a qualquer custo.
A consciência da morte nos ajuda a questionar não só se nossa vida é autêntica ou inautêntica, mas também se faz sentido o destino que os povos legaram para seus herdeiros.





Preparem-se! Esta é a primeira de muitas matérias que vou postar aqui que falam sobre morte e assuntos similares!
Myrcea (esteja você onde estiver!), Elias, Hela, Manu, Lili, Frauen Elza und Elizete, Minhoca e Leandro – essa postagem é pra vocês!

:: ‘til the next! ::

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

EDITORES DE TEXTO DO LINUX!

"vi" é a sigla para "Visual Interface". A origem desse nome se deve ao fato de que, quando o vi foi criado - no começo da década de 80 -, não era comum existirem editores de textos como nos dias de hoje. Naquela época, digitava-se um texto mas não se podia vê-lo!
Comandos basicos do editor vi.

A sintaxe para executar o vi é a seguinte:
$ vi [nome_do_arquivo]

Uma vez carregado o vi, segue abaixo uma lista dos principais comandos:
Observação: Para passar para o modo comando pressione ESC.

Comandos basicos de inserção de texto:
i Insere texto antes do cursor
a Insere texto depois do cursor
r Insere texto no início da linha onde se encontra o cursor
A Insere texto no final da linha onde se encontra o cursor
o Adiciona linha abaixo da linha atual
O Adiciona linha acima da linha atual
Ctrl + h Apaga o ultimo caractere

Comandos basicos de movimentação:
Ctrl+f Move o cursor para a próxima tela
Ctrl+b Move o cursor para a tela anterior
H Move o cursor para a primeira linha da tela
M Move o cursor para o meio da tela
L Move o cursor para a última linha da tela
h Move o cursor um caractere a esquerda
j Move o cursor para a proxima linha
k Move o cursor para linha anterior
l Move o cursor um caractere a direita
w Move o cursor para o início da próxima palavra (Ignora a pontuação)
W Move o cursor para o início da próxima palavra (Não ignora a pontuação)
b Move o cursor para o início da palavra anterior (Ignora a pontuação)
B Move o cursor para o início da palavra anterior (Nao ignora a pontuação)
0 Move o cursor para o início da linha atual
^ Move o cursor para o primeiro caractere não-branco da linha atual
$ Move o cursor para o final da linha atual
nG Move o cursor para a linha n
G Move o cursor para a última linha do arquivo

Comandos básicos para localizar texto:
/palavra Busca pela palavra ou caractere em todo o texto
?palavra Move o cursor para a ocorrencia anterior da palavra
n Repete o ultimo comando / ou ?
N Repete o ultimo comando / ou ?, na direção reversa
Ctrl+g Mostra o nome do arquivo, o número da linha corrente e o total de linhas

Comandos básicos para alteração de texto:
x Deleta o caracteer que está sob o cursor
dw Deleta a palavra, da posição atual do cursor ate o final
dd Deleta a linha atual
D Deleta a linha a partir da posição atual do cursor ate o final
rx Substitui o caractere sob o cursor pelo especificado em x (é opcional indicar o caractere)
Rx Substitui a palavra sob o cursor pela palavra indicada em x
u Desfaz a ultima modificação
U Desfaz todas as modificações feitas na linha atual
J Une a linha corrente a proxima
s:/palavra1/palavra2 Substitui a primeira ocorrência de "palavra1" por "palavra2"

Comandos para salvar o texto:
:wq Salva o arquivo e sai do editor
:w [nome_do_arquivo] Salva o arquivo corrente com o nome especificado
:w! [nome_do_arquivo] Salva o arquivo corrente no arquivo especificado
:q Sai do editor
:q! Sai do editor sem salvar as alterações realizadas




Em 1992, foi criado o vim (Vi IMitator), um clone fiel ao vi, porém com muitas outras funcionaliades, que só foram sendo adicionadas. Algum tempo depois, o vim passou a ser chamado de 'Vi IMproved' (vi melhorado).
O vim é um dos editores de textos mais utilizados no mundo Unix. Em alguns sistemas, existe um link simbólico (/bin/vi) apontando para o /usr/vim. Em outros, o /bin/vi é o executável, só que executa diretamente o vim. Muita gente acha que usa vi, mas na verdade utiliza o vim, e eles têm algumas diferenças.
O vim é um editor de textos muito poderoso, uma vez que pode: abrir vários arquivos ao mesmo tempo, possui sistema de autocorreção, auto-identação, seleção visual, macros, seleção vertical de texto, uso de expressões regulares, sintaxe colorida, e muito mais. Ele não é exclusivo do Unix, ou seja, pode ser executado em outras plataformas, como Amiga, MacOS, Sun, Windows entre outras.
Existe também o gvim, que é o vim em modo gráfico (graphic vi improved), com todas as funcionalidades do vim em pleno funcionamento, o que muda é apenas o modo gráfico mesmo.
O vim possui vários modos, ou seja, estados em que ele se encontra. São eles: modo de inserção, comandos, linha de comando, visual, busca e reposição.


Modo de inserção e de comandos
Para identificar o modo (estado) do vim, basta visualizar o rodapé da tela.
Agora, indo para a prática. Para executar o vim, deve-se utilizar:
$ vi Abre o vim vazio, sem nenhum arquivo e exibe a tela de apresentação.
$ vi arquivo Abre o arquivo de nome “arquivo”.
$ vi arquivo + Abre o arquivo de nome “arquivo”, com o cursor no final do mesmo.
$ vi arquivo +10 Abre o arquivo de nome“arquivo”, com o cursor na linha 10.
$ vi arquivo +/Copag Abre o arquivo de nome“arquivo”, na primeira ocorrência da palavra Copag.

Ao executar o vim, ele inicia diretamente em modo de comando. Para comprovar, é só olhar na última linha (rodapé) e não vai haver nada lá. Isso quer dizer que o usuário não conseguirá escrever nada, pode digitar a vontade que só vai ouvir beeps. Para começar a escrever, deve-se pressionar “i” no teclado. O vim entra em modo de inserção, que se comprova (como dito anteriormente) pelo rodapé da tela, onde fica a seguinte marcação:
- - -- INSERT --

Suponha que você já digitou o bastante, e quer salvar, por segurança. Pressione a tecla ESC para voltar em modo de comandos. Aqui estão os comandos para salvar/sair:
:w Salva o arquivo que está sendo editado no momento.
:q Sai.
:wq Salva e sai.
:x Idem.
ZZ Idem.
:w! Salva forçado.
:q! Sai forçado.
:wq! Salva e sai forçado.

Caso o usuário tenha editado uma boa quantidade de textos e queira salvar:
:w

Agora, quer voltar a editar o texto: i

É importante lembrar que utilizando o “i” para inserção, a mesma se inicia inserindo texto antes do cursor. Abaixo estão outros subcomandos de inserção de texto:
A Insere o texto no fim da linha onde se encontra o cursor
o Adiciona uma linha vazia abaixo da linha corrente
O Adiciona uma linha vazia acima da linha corrente
Ctrl + h Apaga último caractere à esquerda

Voltando ao modo de comando:.
Os subcomandos abaixo servem para movimentação pelo texto:
Ctrl + f Passa para a tela seguinte.
Ctrl + b Passa para a tela anterior.
H Move o cursor para a primeira linha da tela.
M Move o cursor para o meio da tela.
L Move o cursor para a última linha da tela.
h Move o cursor para caractere a esquerda.
j Move o cursor para linha abaixo.
k Move o cursor para linha acima.
l Move o cursor para caractere a direita.
w Move o cursor para o início da próxima palavra (não ignorando a pontuação).
W Move o cursor para o início da próxima palavra (ignorando a pontuação).
b Move o cursor para o início da palavra anterior (não ignorando a pontuação).
B Move o cursor para o início da palavra anterior (ignorando a pontuação).
0 (zero) Move o cursor para o início da linha corrente.
^ Move o cursor para o primeiro caractere não branco da linha.
$ Move o cursor para o fim da linha corrente.
nG Move o cursor para a linha de número "n"(substituir n pelo número da linha)..
G Move o cursor para a última linha do arquivo.


Copiando e colando textos no vim (utilizando o mouse)
É preciso selecionar o texto necessário com o botão esquerdo do mouse. Quando se for colar, é necessário saber que o texto será colado a partir de onde se encontra o cursor (esse que aparece, às vezes piscando e às vezes não, quando se está digitando). Para colar, depois de ter selecionado o texto, pode-se utilizar uma dessas opções:
1) Pressionando o botão direito do mouse;
2) Pressionando o botão direito + botão esquerdo juntos;
3) Pressionando o botão do meio do mouse (mouse de 3 botões);
Observação: Lembre-se que o vim deve estar no modo de inserção!

Usando o modo visual do vim
Entre no modo visual: v
Agora, utilize as teclas direcionais (setas) do teclado, para selecionar o texto desejado.
Pressione e cole, utilizando a tecla “p” (paste).

Como apagar um determinado texto:
Utilizando normalmente as teclas Backspace/Delete, ou entrando em modo visual (v) e pressionando a tecla Delete.
Pode-se remover até o final de uma palavra, utilizando: dw
Pode-se também remover até o final de uma frase: d$

Desfazendo uma ação
É claro que o usuário pode desfazer uma ação que considera errada, ou que errou ao digitar o texto. É só utilizar: u
Caso seja necessário voltar o texto na tela, utilizar o comando Ctrl + r.

Subcomandos para localização de texto
/palavra Procura pela palavra ou caracter acima ou abaixo do texto.
?palavra Move para a ocorrência anterior da palavra (para repetir a busca use “n”).
n Repete o último comando utilizando / ou ?.
N Repete o último comando / ou ? ao contrário (baixo para cima).
Ctrl+g Mostra o nome do arquivo, o número da linha corrente e o total de linhas.

Mais opções para remoção de caracteres
x
Apaga o caracter onde o cursor estiver.
dd Apaga a linha inteira onde o cursor estive
D Apaga a linha a partir da posição do cursor até o fim.
J Une a linha corrente à próxima.
:5dd Remove as próximas 7 linhas a partir da posição do atual do cursor (qualquer número).

Mais para copiar e colar
:yy Copia a linha onde o cursor se encontra.
:5yy Copia as próximas 5 linhas a partir da posição atual do cursor.
:p Cola o que foi copiado na linha abaixo do cursor atual.

Opções para substituição de textos
rCARACTER
Substitui o caracter onde o cursor se encontra pelo caractere especificado em CARACTER.
RTEXTO Substitui o texto corrente pelo texto digitado (sobrepõe).
cw Remove a palavra corrente para substituição.
cc Remove a linha corrente para substituição.
C Substitui o restante da linha corrente, esperando o texto logo após o comando.
J Une a linha corrente à próxima.
:s/velho/novo Substitui a primeira ocorrência de "velho" por "novo" na linha corrente.
:% s/velho/novo Substitui em todo o arquivo (%) a primeira ocorrência de “velho” por “novo” em cada linha.
:% s/velho/novo/g Substitui em todo o arquivo (%), todas (g) as ocorrências de “velho” por “novo”.
:% s/velho/novo/gc Igual ao anterior, mas pedindo confirmação para cada substituição.
:% s/^String[0-9]//gc Expressões regulares também funcionam, como no sed.
:% s/./\u&/gc Converte para maiúsculas (\u) o primeiro caractere (.) de cada linha.

Abreviações
:ab Mostra todas as abbr.
:abc[lear] Remove todos.
:iab Apenas para modo de inserção.
:iabc[lear] Tira todos de inserção.
:cab Apenas p/modo de comando ( : ).
:cabc[lear] Tira todos os modos de comando.
:una vc Tira ab para vc.

Observação: Pontuação, espaço ou o ENTER, disparam a expansão de uma abreviação. Porém, o comando Ctrl + [caractere] também pode ser usado, para expandir sem adicionar caracteres.

Opções para o comando SET
:set
autowrite aw
Salva a cada alteração.
backspace bs Comportamento backspace (1 ou 2).
errorbell eb Campainha de erro.
expandtab et Troca tab por espacos.
fileformat=dos ff Converte o arquivo para DOS.
hidden hid Preserva o buffer.
hlsearch hls Elimina a última procura.
ignorecase ic Case insensitive na busca.
incsearch is Ilumina procura enquanto digita.
laststatus=2 Mostra linha de estado.
lazyredraw lz Não redesenha em macros.
lines=N Número de linhas na tela.
magic Usar mágicas na procura de padrões.
number nu Mostra nº. da linha.
report=N Mostra aviso quando N linhas mudaram (0=sempre).
showcmd Mostra o comando que se está fazendo.
showmatch sm Mostra o casamento de {},[],().
smartcase scs Assume “noic” quando tiver maiúsculas.
textwidth=N Quebra de linha do texto.
undolevels ul=N Guarde os N últimos comandos para desfazer (padrão=1000).
vb t_vb= Retira o "beep" de erro.

Agora invertendo maiúsculas/minúsculas
5~ Inverte os 5 próximos caracteres.
g~$ Inverte todos os caracteres até o fim da linha.
seleciona, u Converte para minúsculas.
seleciona, U Converte para maiúsculas.
seleciona, ~ Inverte.

Observação: Onde está escrito “seleciona”, é para fazer utilizando o modo visual (v).

Aqui está o comando para definir coluna de quebra de linha (problema corriqueiro quando se inicia o aprendizado do vim): :set textwidth=N

Se você já estiver num arquivo pronto:
:set wm=5 O número 5 aqui são as colunas que serão “cortadas”.
gqG Até o final do arquivo.

Estes são os comandos que podem ser feitos pressionando a tecla "Ctrl" junto com uma tecla do alfabeto:
No modo de COMANDO:
Ctrl + A Incrementa um número (Add)
Ctrl + X Decrementa um número
Ctrl + S ScrollLock
Ctrl + L Redesenha tela
Ctrl + V Modo visual (Visual Vertical)
Ctrl + G Status do arquivo
Ctrl + M Início da próxima linha
Ctrl + E Linha abaixo sem mover cursor
Ctrl + Y Linha acima sem mover cursor
Ctrl + N Próxima linha (Next)
Ctrl + P Linha anterior (Previous)
Ctrl + F PageDown (Forward)
Ctrl + B PageUp (Backyard)
Ctrl + U PageUp / 2 (Up)
Ctrl + D PageDown / 2 (Down)

Agora, no modo de INSERÇÃO:
Ctrl + A Insere o último texto inserido
Ctrl + I TAB
Ctrl + S ScrollLock
Ctrl + H Backspace
Ctrl + T 2 tab's no início da linha (Two Tabs)
Ctrl + V Anula expansão do próximo caractere
Ctrl + J Enter - quebra de linha
Ctrl + M Enter - quebra de linha
Ctrl + L Redesenha tela
Ctrl + R Insere conteúdo do registrador [a-z] (Veja abaixo)
Ctrl + K Insere um dígrafo (Veja abaixo)
Ctrl + N Procura palavra no texto atual (Next)
Ctrl + P Procura palavra no texto atual (Previous)
Ctrl + Y Copia caractere que está acima (Yank)

caracteres especiais:
ga Mostra o código da letra sobre o cursor.
:dig Mostra todos os dígrafos disponíveis (tabela).

Exemplos: Para fazer um º, use Ctrl+K,-,o (“Ctrl” + “K” + “-” + “o”).
Para fazer um ½, use Ctrl + K, 1, 2 (“Ctrl” + “K" + “1” + “2”).


Trabalhando com arquivos e janelas múltiplas
Pode-se abrir múltiplos arquivos, por exemplo:
$ vim arquivo1 arquivo2

E pode alternar entre as janelas. Os comandos são:
:wn Grava o atual e vai ao próximo.
:wN Grava o atual e vai ao anterior.
:args Mostra todos os arquivos atuais.
:qa Sai de todas as janelas de uma vez.
:all Abre todos os arquivos em janelas individuais.

Comando chave das janelas = Crtl+W
j, seta abaixo Move para janela abaixo.
k, seta acima Move para janela acima.
o Apenas esta janela, fecha todas as outras (Only).
+, - Muda o tamanho da janela.
= Deixa todas as janelas com tamanhos iguais.


Os registradores
“[a-z] Use o registrador [a-z] para o próximo delete, cópia ou cola.
:reg Mostra o conteúdo de todos os registradores.
:reg [a-z] Mostra o conteúdo do registradores [a-z].
Observação: O [a-z] pode ser: 0-9a-z%#:.-="

Marcas:
m[a-z] Marca em [a-z] a posição corrente do cursor.
‘[a-z] Vai até a marca [a-z].
Vai até a posição anterior ao último pulo (alterna).
:marks Mostra as marcas ativas.


Fazendo gravação de seqüência de comandos
q[a-z] Inicia a gravação de uma seqüência no registrador [a-z].
q[A-Z] Inicia a gravação, adicionando no registrador [a-z].
q Pára a gravação.
@[a-z] Executa a seqüência do registrador [a-z] (5 vezes? 5@a)

Dica: Pode-se colocar o @[a-z] dentro da própria gravação do q[a-z]! Assim ele é executado recursivamente. Isso é muito útil quando há uma procura de padrões na gravação. Faz para todas as ocorrências.

Mapeamentos
:map :r!date Mapeamento em modo de comando.
:imap :r!date Mapeamento em modo de inserção.
:cmap r!date Mapeamento em modo linha de comando.
:vmap :r!date Mapeamento em modo visual.

Exemplos:
“html: negrito no trecho selecionado
:vmap d`pa # html: negrito no trecho selecionado

“liga/desliga autoIndent
:map ,si :set ai!:echo “autoIndent=”&ai

“mostrar os espaços em branco no fim das linhas
:map / *$^M

Através dos mapeamentos é possível “encurtar” comandos, ou seja, abreviá-los. Conheça as sintaxes:
Comment Ciano
Constant Roxo
Identifier Ciano
PreProc Azul escuro
Special Vermelho
Statement Amarelo
String Roxo
Type Verde
Todo Preto, fundo marrom
Error Branco, fundo vermelho
Ignore Preto, fundo preto! - esconde


Utilizando o recurso de expandtab
Mas, o que isso faz? Transforma todos os TABs em espaços. Pode-se ativar dentro do próprio vim, utilizando o comando: :set expandtabPara desabilitar: :set noexpandtab
Pode-se colocar também no arquivo ~/.vimrc a seguinte linha: set expandtab
O arquivo ~/.vimrc pode ser usado para muitas configurações, e essa é uma delas. Existe ainda o arquivo ~/.exrc.Pode-se incluir a saída de um comando no vim, utilizando:
:r!comando

Por exemplo: :r!rpm -q kernel incluiria o seguinte resultado, dentro do seu texto: kernel-2.4.18-3

Dicas diversas do vim:
:xit => Igual :wq, mas só grava se tiver sido alterado algo no arquivo.

:map N_ARQ ^R=expand("%:t:r")^M Imprime no arquivo o próprio nome do arquivo editado quando N_ARQ é digitado.

Como alinhar o texto:
:left texto à esquerda
:right texto à direita
:center texto centralizado

E para fazer uma busca de 2 palavras ao mesmo tempo:
/palavra1\palavra2
O vim é um editor de textos com centenas de opções, comandos, strings... Sendo assim, não é possível abordar tudo aqui. Por isso, a melhor maneira de conhecê-lo a fundo é usando-o.

Mais informações em http://www.malgon.net/site/?page_id=57


Esta postagem é especialmente dedicada aos meus grandes amigos Glauber Duarte Monteiro + Carlos Stéfano Sobrinho da Silva + Jorge Rodrigues Carvalho, que são os maiores apaixonados por Linux que eu conheço. You Are The Dudes!