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YEAH, HOUSTON, WIR HABEN BÜCHER!

e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

ALLIES – CRÍTICA DA HQ

ouvindo: Metal Gear Solid Original Game Soundtrack, de 1998.

dia desses ai num desses encontros casuais que eu ‘tava procurando HQ nova pra ler quando deveria estar escrevendo dissertação (só pra variar, mas foda-se, minha pesquisa é sobre HQ mesmo), encontrei no Invisíveis HQ uma produzida só por mulheres chamada ALLIES. achei a premissa do caralho e, pelos nomes das autoras – Natalia Devova, Alina Erofeeva e Victoria Vinogradova – na descrição, pensei “caralho, essa porra é russa” “ou feita por russos em outra parte da Europa” “ou feita por russos residentes nos Estados Unidos” “ou feita por descendentes de russos que habitam os Estados Unidos” eu? doente? retardado? não, imagina. procurei aqui e ali na internet pra fazer esse post e eis que a porra é mesmo made in Federação Russa.
IN VODKA WE TRUST
na verdade, Allies não é uma HQ que começa do zero, mas dá pra começar a ler do zero. (Allies) é continuação de uma chamada Red Fury, também da editora Bubbles, mas escrita pelo editor-chefe desta, Artem Gabrelyanov, com arte de Denis Popov e Oleg Okunev, este último também responsável pelas capas e arte-final; e cores de Anastasiya Katerinich.
as nove edições de Red Fury, publicadas altamente irregularmente entre novembro de 2015 e julho de 2018 
POIS BEM! Allies é uma HQ de espionagem com ficção científica que novidade, olha, ‘tô realmente admirado com a criatividade desses caras. e, quando se fala em HQ de espionagem, claro que temos que falar de
 Metal Gear Solid ‘tá, sim, sou suspeito pra falar sim, mas vou falar mesmo porque o blog é meu e foda-se
Spy vs Spy SE NÃO CONHECE, RAPA DAQUI, CARALHO
Elevator Action (não é HQ mas é obrigatório também se não concorda, vá se fuder)
Queen & Country, do mestre Greg Rucka, para a Oni Comics
Xeque-Mate, a agência de espionagem da DC, criada pelo roteirista e editor Paul Kupperberg (Vigilante, Mulher-Maravilha, Liga da Justiça) e pelo desenhista Steve Erwin (Exterminador, Grimjack, Jornada nas Estrelas) em 1988, mas que quase ninguém sabia de onde veio, parou de paraquedas na clássica e saudosa DC2000, da Abril Jovem, e pra onde foi porque raramente dava as caras por aqui pelo país (mas, bem, então quer dizer que faziam o trabalho deles muito bem porque ninguém sabia nada sobre eles, porra)
Viúva Negra, a.k.a. Natalia Alianovna Romanova, ocidentalmente chamada de Natasha Romanoff, mas é a Viúva da Era de Prata da Marvel, sendo a primeira Claire Voyant, cuja primeira aparição foi na revista Mystic Comics #4, de agosto de 1940, ainda da Timely Comics. a primeira aparição da Viúva Negra Natasha Romanoff, na Tales of Suspense #52, de abril de 1964
Mistica, a.k.a. Raven Darkhölme, criada pelo roteirista Chris Claremont DISPENSA APRESENTAÇÕES e pelo artista David Cockrum, considerada a mutante mais perigosa do mundo, cuja primeira aparição foi na revista  Ms. Marvel #16, de maio de 1978, e só começou a detonar mesmo a Marvel dois números depois, ainda no mesmo ano

as 13 edições até agora de Allies, também publicadas irregularmente pela Bubbies entre março de 2017 e setembro de 2018
‘tá, mas qual é o papo de Allies , além de ser sequência de Red Fury e ser uma espionagem com ficção científica escrita por Natalia Devova, com arte de Alina Erofeeva (somente capa na edição 12), Marina Privalova (nas edições 5 a 7) e Anna Rud (a partir da edição 12) ; e; sendo colorida por Victoria Vinogradova (até a edição 11) e Anastasia Troitskaya (a partir da edição 12); publicada pela editora russa Bubble, por fundada em 2011 pelo roteirista de quadrinhos (já mencionado) Artem Gabrelyanov?
Nika Chaikina, apresentada em Red Fury, foi a melhor ladra de seu tempo e foi convocada pela Agência de Controle Internacional – criada nos anos 1940 – para ser uma agente secreta e prevenir ou terminar conflitos ao redor do globo, como a Crise dos Misseis em Cuba. então essa Agência lhe imbui o já manjado pra caralho trabalho de recuperar o Santo Graal e impedir que caia em mãos erradas.
clichê do caralho, né?
Allies começa com Chaikina presa em uma instalação médica SEM AS PERNAS que perdeu no fim de Red Fury, sendo torturada por alucinações e memórias, que não sabe quais são reais ou não até em um momento, descobrir-se que ela e sua antiga equipe – Lotta, Arthur, Josh e Johnny – estão presos em algum lugar por August van der Holt, seu antagonista, que desejava para si o Santo Graal.
então que entra em cena John Simmons, que encontra Jessica Rodriguez, rival de Chaikina, e pede sua ajuda para salvar Chaikina e seu pessoal das maõs de Holt essa sequência lembra muito, a cutscene de conversa de Campbell e Solid em Metal Gear Solid, para que Solid vá cumprir a missão em Shadow Moses.
no começo 

terça-feira, 15 de outubro de 2019

pra hoje temos poesia, pra hoje tem-se novamente poesia

ouvindo: Bachmann-Turner Overdrive, Bachmann-Turner Overdrive, de 1973.

TALVEZ O PROBLEMA, TALVEZ O PROBLEMA
talvez o problema seja eu me importar demais.
talvez o problema seja eu não me importar mais 
que as outras pessoas.
talvez o problema seja eu nunca ter me preocupado mesmo.
talvez o problema seja eu nunca ter visto mesmo problema
talvez o problema seja eu ser um eterno inadequado.
talvez o problema seja eu nunca ter procurado de 
verdade o meu espaço.
talvez o problema seja eu ouvir demais o que dizem.
talvez o problema seja eu não ouvir suficientemente ninguém
qual o verdadeiro problema afinal?
será que existe algum problema
se é, se é qual?
talvez o problema seja eu nunca ter parado pra pensar
realmente pra onde tudo isso vai no final.
talvez o problema seja eu não prestar pra nada.
talvez o problema seja eu querer ser tanto algo
que não consigo ser porra nenhuma de fato.
talvez o problema seja muito café
talvez o problema seja não beber muito café
já que o álcool em si
que eu não deveria nem ter começado
já passou do nível permitido ou como as pessoas normais dizem
“normalmente aceitável”
“socialmente aceitável”
talvez o problema seja eu querer tanto dar certo que 
no fim ou dá certo ou não dá certo o suficiente 
ou dá tudo errado miseravelmente 
ou mesmo o problema eu não me importar devidamente 
que fique fudido quando o negócio não sai como o esperado.
talvez o problema...
qual   o problema...
            o problema...
esse negócio de “não pensar no problema faz o problema ir embora”
só faz o problema piorar.
talvez o problema fonte de todos os problemas seja eu.
qual a solução...?
será que há solução...?


:: 14 de outubro de 2019 :: 

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

voltando à programação normal: i.e., POESIA

ouvindo: Uriah Heep, Living the Dream, de 2018.

era pra eu fazer a crítica de Criminal, né?
ERRADO!!!
vou postar um que escrevi hoje logo depois de almoçar que achei o resultado final do caralho
FUCKIN ENJOY IT!

ESSA GENTE, ESSA GENTE
– parte um
comer em vasilhas e em tigelas
comer em frigideiras e em panelas
comer em copos de sorvete ou em panelas

e tem gente aí, tem que gente que não tem o que comer

e tem gente aí, tem que gente que não tem onde comer

e tem gente aí, gente que não tem o que comer e onde comer

tem gente, tem gente
e tem gente ai que reclama quando tem o que comer
não é o que quer comer
e tem gente ai que reclama quando tem onde comer
não é onde quer comer
e tem gente ai que reclama quando tem o que comer e onde comer
tem gente, tem gente
gente e gente

gente que eu não quero ficar perto dessa gente que não agradece

gente que eu não quero ficar perto dessa gente que não reconhece
que tem privilégio
enquanto tem gente que não sabe nem o que é
privilégio
e só quer ter um teto
e prato 
quer ter prato e um teto
ter o que colocar no prato
quer ter o que colocar no prato
mesmo que não tenha onde deitar depois do que comer 
o que tem no prato

eu já não quero ficar perto de mim que dirá perto dessa gente

eu já não quero mais ficar perto de mim que dirá perto dessa gente
essa gente, essa gente

essa gente, essa gente
essa gente, essa gente
essa gente, essa gente

gente, gente
gente e gente
gente, gente
gente e gente

:: 14 de outubro de 2019 :: 

domingo, 13 de outubro de 2019

CRIMINAL, MARVEL, LÍNGUA NO CU E GRITARIA

ouvindo: Uriah Heep, Demons and Wizards, de 1972.

ai que meu cu acaba de cair da bunda ao saber que Criminal, o atual título que ‘tô comendo com farinha, de um selo estadunidense chamado Icon, que completou recentemente este ano quinze anos de idade PERTENCE À PORRA DA MARVEL COMICS.

eu, besta besta besta CERTO, AGORA TU CONTAS A NOVIDADE, NÉ, CARA?!?, jurava que essa porra era da Image (já que tinha baixado de um site que é especializado em títulos desta casa) ou mesmo da Dark Horse, pelo padrão absurdo de qualidade. foda-se, doido, pensava que era de qualquer editora estadunidense ai, MENOS DA PORRA DA MARVEL, já que os títulos mais violentos/adultos que tinha ciência eu era o fucking Justiceiro e essa fase do Hulk escrita pelo Al Ewing e desenhada pelo meu conterrâneo Joe Bennett até então!
The Immortal Hulk, de Al Ewing e Joe Bennett
pode melhorar?
claro que pode sim, né?
maior surpresa ainda é que outros títulos que eu tinha lido e também ficado maravilhado – The Book of Lost Souls (de Joseph Michael Straczynski DISPENSA TODO E QUALQUER TIPO DE APRESENTAÇÃO), Empress (do Mark Millar e do Stuart Immonen [Inferno, Ultimate X-Men, Vingadores]), Incognito (também da dupla Brubaker-Phillips), Powers, Scarlet MUITO OBRIGATÓRIA DEMAIS PRA CARALHO e The United States of Murder Inc. (todas do Bendis) – são igualmente todos da mesma casa.
The Book of Lost Souls, do Straczynski com arte de Colleen Doran (He-Man and Masters of the Universe, Star Wars Galaxy, Mulher-Maravilha)
Empress, de Mark Millar e de Stuart Immonen
Incognito, também da dupla Brubaker-Phillips
 Powers, escrita pelo Bendis e arte de Michael Avon Oeming (Thor, B.P.R.D., Red Sonja, Juiz Dredd)
Scarlet, escrita pelo Bendis e arte de Alex Maleev
[ALGUÉM AI DISSE “ALIAS”?!?]
The United States of Murder Inc., da mesma equipe
‘tá, sim, eu admito que lembrei da Epic, o selo adulto da Marvel e me odiei pra caralho por não relacionar que os caras da editora poderiam fazer algo novo e melhor saindo total do universo de supercretinos uniformizados, como quase conseguiram no selo MAX, sendo os melhores títulos a já citada Alias e Justiceiro da fase Garth Ennis (que culminou naquela merda de Franken-Castle que já comentei algumas vezes por aqui).
selo Epic já poderia figurar na história das comics por ter publicado na América tanto alguns títulos do mestre Moebius quanto Akira da primeira vez (foi essa edição que a Globo usou pra publicar no Brasil), a adaptação pra HQ do romance Neuromancer. mas também, ó, tinha muita coisa fudida da casa.
primeira edição de Akira pela Epic, de agosto de 1988
Neuromancer, roteiro de Tom de Haven e arte de Bruce Jensen sobre romance de William Gibson
Groo, A Guerra da Luz e das Trevas, Void Indigo, Elektra: Assassina QUE DISPENSA TODA E QUALQUER FORMA DE APRESENTAÇÃO POR SER OBRIGATÓRIA, Xenozoic Tales (que, sob o título Cadillacs and Dinosaurs, se tornou ESSE game do arcade mesmo e essa série de animação mesma que tu estás pensando), Hellraiser de Clive Barker, Raça das Trevas de Clive Barker, Pinhead vs. Marshal Law (PUTA QUE PARIU, HEIN?!?), a FUCKING NECESSÁRIA OBRIGATÓRIA E ATEMPORAL Dreadstar, a própria Marshall Law, foi muita merda valendo demais que tem que ser lida.


Xenozoic Tales, de Mark Schulz (Predador, Aliens, Star Wars, Super-Homem)
o game Cadillacs and Dinosaurs, desenvolvido pela Capcom em 1993
a série em animação, homônima, produzida pela Nelvana no mesmo ano
Groo, de Sérgio Aragonés, Stan Sakai e Mark Evanier EU NÃO DEVIA NEM ESTAR TE EXPLICANDO ISSO
 A Guerra da Luz e das Trevas, escrita pelo poeta e novelista estadunidense Tom Veitch (Star Wars, Superman) com arte de Cam Kennedy (Lobo, Justiceiro, Nick Fury, Star Wars)
Void Indigo, roteiro de Steve Gerber (Sr. Milagre, Cyberforce, Hulk) e arte de Val Mayerik (muitos livros de RPG e cartas de Magic: The Gathering)
Elektra: Assassina
Hellraiser de Clive Barker, vários artistas e roteiristas sobre obra homônima do novelista e
estadunidense Clive Barker 
Raça das Trevas de Clive Barker, vários artistas e roteiristas sobre obra homônima do novelista estadunidense Clive Barker
Marshal Law, escrita por Pat Millis (2000 AD, Doctor Who, Juiz Dredd) e arte de Dennis O’Neill (2000 AD, A Liga Extraordinária, Juiz Dredd) 
Pinhead vs. Marshal Law, pela mesma equipe
Dreadstar, do mestre Jim Starlin QUE TAMBÉM E IGUALMENTE DISPENSA APRESENTAÇÕES

é, sim, foi uma surpresa foda essa, botei minha língua no cu mas a vida é essa merda ai mesmo.a gente vai morrer e não vai saber de tudo.vamos morrer e não vamos ver de tudo isso, muitas vezes, me deixa muitíssimo aliviado, pontua-se.
quanto a Criminal, ainda esse mês falo da série, assim que eu terminar de ler tudo o que baixei dela.






BIS ZU DEM BREAKING FUCKIN NEUEN POST!!!!

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

poemas.... rio... mar... mulher....

Belém do Pará é uma cidade litorânea de rio
infelizmente Belém do Pará não é uma cidade litorânea de mar
apesar, apesar
de cada rio ser extenso e largo que parece que cada rio é um mar.

o coração só desemboca no mar
o coração de quem já viu o mar.

ver uma mulher nua é ver o mar 
esse mar não é para todos 
só pode ver               quem a mulher-mar deixar 
só pode nadar          quem a mulher-mar deixar 
só pode viver dele quem a mulher-mar deixar. 

                                          eu tenho uma coisa que não tendes: 
                                          a imagem de Vossos beijos aos meus. 

                                          tenho algo que não tendes: 
                                          a imagem de permitires Vos contemplar enquanto mar. 

                                          tendes algo que não tenho: 
                                          todos os segredos do mundo todos
                                          sub-i-mersos
                                          em Vosso corpo. 

que a cada poema que lerdes a partir 
a partir de agora 
seja eu Vos beijando 
com as minhas mãos em Vossa cintura 
e minha testa colada 
à Sua. 

cada beijo é mundo 
que começa e termina em si 
mesmo. 

                                          ao contrário do beijo
                                          o mar é um mundo que só começa 
                                          e é em si mesmo. 
                                          ao contrário do beijo 
                                          o mar é um mundo que só começa 
                                          e é em si mesmo 
                                          a mulher.




:: 03 e 04 de outubro de 2019 ::

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

poemas – para dançarinas – escritos em ônibus

ouvindo: Sodom, Obsessed by Cruelty, de 1986.

Vós
e Teu corpo e Vossa presença e 
Voz?
não no Messenger porque não sei se usais
não no Whatsapp por eu não ter Vosso número

à(a) essa hora online na DM do Instagram?

na do Twitter não porque faz anos que não usas

não entrarás no ônibus que eu me encontro para ir ao liceu
tampouco no liceu que estou indo apresentar trabalho
muito menos na sala onde acontecerá este seminário

inutilmente emvãomente 
procuro em cada ponto de ônibus 
Vosso rosto 
também a cada vez que o ônibus para 
em decorrência ao sinal vermelho

estareis Tu? estarás 
Vós
em qual carro indo na mesma direção ou na
contrária do outro lado da avenida ou em uma
paralela interligada por uma 
travessa?

não estareis em casa, à(a) minha cama em minha 
cama, me esperando, da mes’maneira que não 
estiveste lá quando eu saí ou mesmo saíste antes 
de mim.

onde estais a quanto está o clima?
onde estás também não dá vontade de ver as notícias 
porque, a cada edição de cada jornal de cada emissora, é, no 
mínimo, uma mulher assassinada ou espancada pelo 
parceiro, causando-Vos cada vez mais desânimo de viver?

onde estareis Tu à(a) esta leitura: somente 
Vós acordada e com a 
cidade dormindo?
onde estarás Vós quando enquanto 
deitada e eu lendo para Vós o que para 
Vós (segundo meus olhos Vos d)escrevi?


:: Guajará Ver-O-Peso Centenário, 03 de outubro de 2019 ::