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YEAH, HOUSTON, WIR HABEN BÜCHER!

e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

quinta-feira, 14 de março de 2013

AO DIA DA POESIA……………………

Ouvindo: Bambix, Crossing Common Borders, de 1996

“O poeta é o deus poderoso de um mundo paralelo; a palavra, sua criatura. ‘Com a palavra’ – disse Cecília Meireles – ‘exerço meu domínio sobre o mundo’. O poeta é o Senhor absoluto dos neologismos, imune a intolerância inquisitorial dos guardiões da língua portuguesa por conta da licença poética. É o tradutor da palavra de Deus, provido de talento inerente: o dom. Embora Deus tenha feito o homem sua imagem e semelhança, o Criador não fala a língua da criatura, apenas os poetas e os anjos celestes codificam sua mensagem em versos. A poesia é, portanto, a palavra de Deus sussurrada pelos seus ventríloquos, ecoada dos seus oráculos, psicografada pelos seus médiuns, vaticinada pelos seus profetas. Parodiando certo versículo, o amor divino reside naquele que fala a língua de alguns homens e dos anjos. Imortais, eternos como as divindades, esses homens, os poetas, não morrem. Eles passam a viver nas suas obras.”
– Extraído do texto “POESIA: instrumento revolucionário”, inscrito no IV Concurso de Redação para Professores, promovido pela Academia Brasileira de Letras e Folha Dirigida em 2004.


Como hoje é Dia da Poesia, eis mais uma declaração braba!

[por enquanto sem título]

SENTIMENTOS são diferentes tipos de explosivos
E as pessoas são diferentes edificações
No meu caso, é saudade em formato de trinitrotolueno
Corretamente distribuído por um prédio inteiro.
Saudade = dinamite
Frustração = fiação elétrica
Que interconecta tudo e está sempre a um minuto de destruir o que conheço como mundo...!
Isso tudo não me impede de viver, de comer, de continuar e de fuder
Mas ela é uma das primeiras imagens que me vêm quando começo a escrever...
Palavra fora do discurso que sempre aparece no contexto
Mesmo que eu não duvide ser devidamente evitado ao estar fora do meio...
Antes o gozo uno agora um átomo de urânio após a fissão
Agora o gozo para ser completo: o átomo de carbono com outros diferentes que formam cadeias completas fechadas e funcionais.
Rainha de outro rei, Senhora de outro vassalo
Cidade sempre recém-erigida, novos upgrades à perspectiva de vida e ao conhecimento de mundo sempre recém-adicionados
E será... E será que vão preencher a turbina retirada do foguete?
O tempo é a betoneira que produz concreto que preenche o buraco.
Inveja só faz o mundo parar se você quiser, mas compreenda que o mundo não precisa de ninguém para seguir em frente:
Corridas Armamentistas, Política Externa, Tsunamis-na-Economia!
A pergunta “por que não comigo?” me irrita (e as respostas mais ainda) mas não me impede de dormir...
Como medir a intensidade de explosivos que têm formatos de sentimentos?
Será que é possível medir paixões com escalas sísmicas?
Porque, cada vez que vos tenho em meu campo de visão, me sinto como um terremoto capaz de arrasar completamente Belém do Pará.

:: Prática de Ensino e Aprendizagem de Alemão, Prof.ª. Patrícia Möller-Steffen, 14 de março de 2013 ::




Bis zu dem breaking fuckin neuen Post!

domingo, 10 de março de 2013

CORRIGINDO A MANCADA: MATANZA –THUNDER DOPE – 2012

Ouvindo: Matanza, Thunder Dope, de 2012

E eis que eu simplesmente havia ESQUECIDO de postar aqui as letras d’álbum mais recente do Matanza, o Thunder Dope, lançado no final do ano passado (ver o post Formação... (Des)Formação...? Não-Formação!, de dezembro do ano passado).
Mas então eis aqui as letras.
Fuckin enjoy ‘em all

MATANZA
THUNDER DOPE
2012


GOREDOOM JAMBOREE
Night falls, evil comes
Trouble knockin indeed
Oh Lord! The curse of Tennessee!

Bad moon rising
Gives me a sign
It’s the country hardcore jamboree!

And the sun! No longer rises!
There’s no place! There’s no time!
You need to run! To save your head!
‘Cause you be dead! If I decide!

Exploding the whole country fair
Shotgun Willie! (Shotgun Willie!)
It's everywhere! (It’s everywhere!)

Hear the bullfrog
Croaking to the storm
It’s the country hardcore nightmare!

And the sun! No longer rises!
There’s no place! There’s no time!
You need to run! To save your head!
‘Cause you be dead! If I decide!


MATANZA EM IDAHO
Ye, ye, ye.
A coisa não vai bem
Não sobro quase nada de Sayem
O terror acabou com bufalo
O mal impera, o Matanza um Idaho

E o Matanza em Idaho
E o Matanza em Idaho


MULHER DIABO
Eis que surge vinda de lugar nenhum
E o tempo vai fechando ao seu redor
Se já não vai nada muito bem na vida do bebum
Com ela aqui só vai ficar pior
Eu te falo como é você para onde estiver
Você fica totalmente sem ação
Não consegue mais falar, como quem vê congelar
O momento que ela entra no salão

E vai beber, vai cair e levantar
E começar beber de novo
Só com muito sacrifício
Chega em casa de manhã
Ate ai tudo bem só que é todo dia sim outro também
E tudo isso é culpa da mulher diabo
Que me persegue a noite em tudo que lugar
Mas, se não fosse pelo chifre e pelo rabo, não iria me aguentar

Qualquer um se intimida se for pego em seu olhar
Sente toda sua sorte se esvair
Tava bem até ali e já começa ter azar
Do seu jogo você pode desistir

E vai beber, vai cair e levantar
Começar beber de novo
Só com muito sacrifício
Chega em casa de manhã
Ate ai tudo bem só que é todo dia sim outro também
E tudo isso é culpa da mulher diabo
Que me persegue a noite em tudo que lugar
Mas, se não fosse pelo chifre e pelo rabo, não iria me aguentar

Ela vai embora deixando os bebum pra trás
E o rastro de caos de destruição
Você olha esse rapaz arrasado e incapaz
De pensar em qualquer outra solução

E vai beber, vai cair e levantar
Começar beber de novo
Só com muito sacrifício
Chega em casa de manhã
Ate ai tudo bem só que é todo dia sim outro também
E tudo isso é culpa da mulher diabo
Que me persegue a noite em tudo que lugar
Mas, se não fosse pelo chifre e pelo rabo, não iria me aguentar


THUNDER DOPE RAILROAD
Porrada de frente com o caminhão
É um trem de ferro subindo a contra-mão
Tudo escuro e noutrora
Eu to no fundo do vagão

Se foi naquela hora em que morri
Eu me pergunto o que é que eu to fazendo aqui
Com esse maquinista dos diabos
Que não para mais de rir

Reto pra agonia do inferno e do terror
Estrada de ferro Thunder Dope Railroad
Reto pra agonia do inferno
Se eu vou, tu vai também

Eis que me aparece o condutor
Com um charuto e uma garrafa de licor
Com uma garçonete que está
Eternamente ao meu dispor

Lá ainda que há surpresa a se pagar
Eu resolvi que não vou mais me preocupar
Só espero que o inferno
Seja um ótimo lugar

Reto pra agonia do inferno e do terror
Estrada de ferro Thunder Dope Railroad
Reto pra agonia do inferno
Se eu vou, tu vai também


DEVIL HORSE
This is a song about Devil Horse, Devil Horse
The most strong blacktrunck of Stormville
This a song about Devil Horse, Devil Horse
And try to see how deep the hell is

And now it’s gone there’s no horse like him

So they made a whisky called Devil Horse
And try to see how deep the hell is

And now it’s gone there’s no horse like him

And since 1899
There’s Bad Moon Rising
Thunder from the skies
And trouble on the way

Take the same old train
Get to Dashville again
Hear the devil horse claim
Take a time of your fucking life
Of runaway


DASHVILLE CHAINSHAW MASSACRE
Gritaria e desespero em Dashville
Caos total, anarquia e tiroteio
Puta merda maior zorra do caralho
Incendiado o gabinete do prefeito

Dashiville Chainsaw Massacre

Era um inferno na festa do rodeio
Só porrada comendo pra todo lado
Tanta zona que nunca ninguém viu
E que deixou o oeste inteiro horrorizado


MY OLD FRIEND LIVER
My old friend liver,
He’s spinning around.
My old friend liver,
Don’t let me down.

My truck is stuck in the middle of nowhere,
I left my babe alone in town.
My old friend liver,
Don't let me down.

Goodbye my old friend, is time to go.
My head is empty, with alcohol.
I lost my babe, I need to drink.
So goodbye liver, please don't scream.

My old friend liver,
He’s spinning around.
My old friend liver,
Don't let me down.


COUNTRY CORE FUNERAL
Siga pela estrada da fazenda abandonada
Até o velho cemitério atrás do chaparral
Vai ver uma cruz invertida na entrada
Da casa derrubada onde acontece o ritual
Hora de cair no mal
É o country hardcore funeral

O dia acaba e tudo fica escuro de repente
Só abre o nevoeiro que aqui não é normal
O cheiro de enxofre que domina o ambiente
Indica que é chegado o convidado principal

Hora de cair no mal
É o country hardcore funeral

A casa grande da fazenda hoje é só ruína
Nos campos ao redor você só vê desolação
Havia uma capela ali no alto da colina
Certa noite pegou fogo sem nenhuma explicação

Hora de cair no mal
É o country hardcore funeral


DIE HILLIBILLY
Hey you! Come close to me boy
Won’t you try some cocaine?
Won’t you try some liquor?
It's so good, to die and drive insane

Die Hillbilly, die Hillbilly
Die and rest in pain
Die Hillbilly, die Hillbilly
Your cousin did the same

Don’t look at me
I’m not bad as you think
I’m just a businessman
Traveling Blues, you can call me dude
But I’m looking for stupid kind like you

Come on boy!


ALABAMA DEATH TENEBRIS
Alabama grindcore
Holy noise - death tenebris
Evil desecration
Conspiracy in Oklahoma hills
Down the graveyard
Insane rites of funeral

Chasing down a voodoo there
Death and despair down in New Orleans

Bloodshed under
The blackned lone star
Shadows over Mississipi
Night eternal on Arkansas
Down the graveyard
Insane rites of funeral


SUNDAY MORNING AFTER
Sunday morning after
All the drunkness and the blood spits
Bottles around my pillow
An ashtray taste and a headache
Like I have never had

Sunday morning after
I’m afraid to open my eyes and see
Who the hell sleeps by my side?
Coz I can’t remember
What the fuck a did last night

Sunday morning after
One more night of butchery
Hangover is happiness
Compared to what I see
A godamned fuckin little girl
Very ugly and fat
Wakeup now coz I need to buy
Some cigarrettes


SHE’S EVIL (BUT SHE’S MINE)
There goes my baby
One more time in jail
Judge said death by
Hanging without bail
Oh, Lord, could you please
To explode this shit away

The streets of Mesa Verde
Are quiet at night
Everybody sleeps
Just the perfect time
The noise will be loud enough
To wake up the town
Tearing down this prison
Makes me really proud

She’s evil but she’s mine
At this point we combine
I don’t care she stinks
Nor what she drinks
It’s “rainning blood” time
And a “before you see the light”
She’s so drink or die

Early by the morning
Was everything ok
We were drinking coffee
Enjoying the day
I asked to her
Where’s the rest of the dynamite
She left as a gift
In the cell block number nine


PANE NOS QUATRO MOTORES
Pane,
Nos quatro motores.
Aviso ao aos senhores,
Que vamos todos morrer!!!

Esqueçam,
Saídas de emergência,
Com essa turbulência,
Explodiremos no chão!!!








Biz zu dem breakin fuckin neuen Post!

sexta-feira, 8 de março de 2013

LETRAS-UFPA 01-2013

“Yeah, cant you hear my motor heart?
You are the ones that start it!”
– Foo Fighters, “Generator”, There Is Nothing Left To Lose, 1999

 

PARABÉNS AOS NOVOS LICENCIADOS EM LETRAS DA UFPA!
EDU, BOCÃO, FERNANDINHA, ROBGOL, MAE, LAÍSE E ARTUR – CARPE FUCKING DIEM!!!
VOCÊS SÃO FODA!!!

Ei, Albert – feliz aniversário, Irmão-Lobo!!! 

domingo, 3 de março de 2013

FRAUEN UND HERREN - DAS ENDE DER DIPLOMARBEITE!

Ouvindo: Bad Religion, True North, 2013

Seguem abaixo, as Considerações Finais do meu Trabalho de Conclusão de Curso aprovadas pelos meus Orientadores.
Ou seja: FIM DE PAPO! Agora é traduzir pro alemão e defender!

***

CONSIDERAÇÕES FINAIS

“Estamos no outono. Dos veteranos, já não há muitos. Sou o último dos sete colegas que vieram para cá.
Todos falam de paz e armistício. Todos esperam. Se for outra decepção, eles vão se desmoronar, as esperanças são muito fortes; é impossível destruí-las sem uma reação brutal. Se não houver paz, haverá revolução.”

– Erich Maria Remarque, Nada de Novo no Front, 1929, tradução de Helen Rumjanek

Como se pôde perceber no decorrer deste estudo, o objetivo deste foi analisar como as Histórias em Quadrinhos tratam da produção de tecnologia e ciência desenvolvidas no século XX com ênfase na Corrida Armamentista entre EUA e URSS de forma não somente fantasiosa – porém calcada na tecnologia existente na época –, mas também clarividente de como estas tecnologias podem, poderiam ou mesmo não deveriam ser, influindo de forma decisiva na(s) sociedade(s) onde é(são) utilizada(s), transformando suas realidades sempre de modo intenso e irreversível.
Talvez se pense que tal discussão não seja necessária no curso de Letras, entretanto é preciso que seja considerada por duas razões – sendo que a primeira delas e grande parte da segunda foram de conclusões alcançadas nesta pesquisa.
1 - As realidades apresentadas neste gênero textual (nas HQs) estão tão convergentes com as realidades de seus autores e as mudanças de paradigmas científicos quanto as narrativas em prosa, mesmo se considerando a aqui abordada e estudada literatura de ficção científica, cuja maioria de autores é crítica ora sutil ora mordaz dos sistemas vigentes e acontecimentos de suas épocas – característica também marcante dos Quadrinhos deste seu estabelecimento como mass media (ECO, 2011) ainda na primeira metade do século XX.
2 - Uma vez que a utilização de HQs como recurso pedagógico para o ensino de diversas disciplinas se tornou uma tendência quase ao nível de regra, devemos considerar que a utilização de Metal Gear Solid (ou até mesmo MGS: Sons of Liberty) certamente não seria a escolha inicial correta para o ensino de quaisquer disciplinas, mesmo que sua narrativa abranja quase todas as disciplinas do atual currículo escolar – a não ser como um exemplo bastante consistente, como, por exemplo, de geopolítica ou biologia. A explicação consiste na forma que tais conteúdos estão inseridos no corpo da história e, os professores, em sua posição de formadores de opinião e senso crítico a partir da disciplina em questão, devem saber como orientar seu alunado a perceber tais abordagens (muitas vezes sutis) nestas narrativas cujos elementos fantásticos são aceitáveis. Em outras palavras: ser apaixonado por Histórias em Quadrinhos não significa necessariamente saber como utilizá-las em sala de aula. Em contraparte do(a) professor(a) ter um vasto conhecimento sobre tal universo, é preciso que haja tato na escolha da obra a ser utilizada com a classe. É sempre importante lembrar: “Não se esqueça que nem todos têm a sua bagagem de conhecimento e sua percepção de mundo formada a partir desta bagagem.”Sendo assim, aponto a necessidade tanto da reflexão quanto da discussão de como nos permitimos ser dependentes pela tecnologia em nosso cotidiano, mesmo que tais maquinários, muitos deles já praticamente extensões de nossos corpos e mentes, agora nos sejam indispensáveis devido as rotinas estabelecidas pelos tempos modernos e suas idiossincrasias. Logo, a pergunta “para onde iremos?” passa, deste momento em diante, a ter duas alterações pertinentes e igualmente válidas: “nos permitiremos ser escravos da ciência que criamos para nos servir na construção de uma sociedade mais igualitária?” ou “conseguiremos ser senhores de nós mesmos, independentes (ou minimamente dependentes) dessas mesmas criações?”
A Ficção Científica e a Literatura Fantástica respondem tais perguntas de diferentes maneiras – agradáveis ou não. Mas não cabe à humanidade procurar estas respostas nos livros e nos Quadrinhos, uma vez que as respostas muitas vezes cabem ao que não deve ser feito quanto ao futuro. Minha sugestão, como o apaixonado por HQs e por ficção cientifica, é que haja um estudo mais abrangente da história em seus diversos aspectos, e que estes sejam levados em consideração para que erros não sejam novamente cometidos.

Durante as inúmeras leituras e releituras deste trabalho, foi impossível perceber a quantidade sempre crescente de perguntas e o esforço hercúleo de respondê-las, mesmo que outras questões fossem levantadas, tornando-o, possivelmente um interminável jogo de gato e rato.
De fato, é sempre um desafio levar questionamentos feitos a partir de paixões para o meio acadêmico e sustentá-los de forma devida, não permitindo que tome o formato de um artigo para mídia especializada ou a transcrição da conversa de uma roda de velhos amigos.
Em suma, tal como Nada de Novo no Front, a série Metal Gear, segundo o próprio Hideo Kojima, é um manifesto pacifista (Hao, 2002). Eu, particularmente acredito que paz e amor somente não salvarão a humanidade de si própria. Todavia, creio que, caso houvesse mais tempo e menos complicações para amarmos uns aos outros – independente de todas as diferenças – um bom primeiro passo para que isso aconteça já terá sido dado.

***








bis zu breaking fucking neuen Post!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

LEMBRANDO VELHOS E (NÃO TÃO) BONS TEMPOS

Ouvindo: Neil Young, Praire Wind, de 2005

Duas coisas aconteceram aqui em casa hoje que me abriram o apetite pro post de hoje...



A *primeira*... A Raquel comentou com animal imundo do inferno do neto do namorido da coroa (e mais alguém até, acho que foi com o namorado dela, sei lá, foda-se) de que eu apanhava na escola e ela respondia a onda. É, eu confirmei a história. Eu me fudi mesmo e valendo. PORÉM, isso foi no Ensino Fundamental, sendo que, no Médio, tirei a forra valendo do grau anterior. Bati, zoei, humilhei, empurrei de escada, dei cadeirada, bati com a porta na cara, dei com a cara de nego em parede/porta/viga/telefone, empurrei na frente de ônibus com o sinal aberto, dei voadeira, coloquei fogo em calça ou camisa com a pessoa ainda dentro.
Ou seja, toquei o caralho valendo no Ensino Médio, dei a forra mesmo. Mas foda-se, né? Vai se fuder que eu ia passar o resto da vida apanhando na escola. Não, imensamente grato mas, disso,  eu ‘tô passando. E passei muito bem.
Esse negócio de bullying, pra mim, mesmo terminando uma licenciatura, é coisa de gente fraca. Toquei o terror na cabeça de muita gente (infelizmente não mudei muita coisa, devo dizer) e também fui perseguido valendo. Mas e ai? Sobrevivi e ‘tô aqui. E todo mundo que me zoava ‘taí também, vivendo suas vidas, casados, com filhos, trabalhando, etc. e tal. É por isso que essa mulecada cresce com um monte de merda na cabeça, porque, ó, tem tudo na mão, não sabe conviver com desafio e muito menos fazer as coisas sobre pressão e, por conseguinte, leva o cacau na universidade e além, porque, no Ensino Superior, a maioria esmagadora dos professores só passa a mão na cabeça do individuo pra dar contra uma parede de concreto. Ai, ó, dá no que dá no estágio, no trabalho, no casamento, e ai fode tudo.
Se dependermos dessa geração, ‘tamos perdidos, isso sim.
Mas nada paga a cara da mamãe ao ouvir/saber o que eu fiz no Ensino Médio...
/rindoaltopraporra/


E mudando completamente de assunto.


A *segunda* tem o mesmo animal imundo do inferno “neto”, que, volta e meia, mer pede umas HQs pra ler. É, volta e meia, passo alguma coisa pro maldito dar uma lida. É sempre bom cultivar nova geração de leitores. Acho que foi na segunda ou na terça que passei a graphic novel Magnetar, do Astronauta (que até tenho que falar aqui sobre), escrita e desenhada pelo Danilo Beyruth.
A história de hoje assim foi
[ele] “Rafa, Rafa, tem quadrinho ai?”
[eu] “Só no computador.”
Aí lembrei que tenho umas coisas impressas que são do caralho – Delírios Cotidianos, do Charles “Heinrich Karl Bukowski” Bukowski e do Matthias Schultheiss (falei aqui em Voltando do Buraco [4]), Mr. Natural e Meus Problemas com as Mulheres, do Robert Crumb (idem), e, pra completar um encadernado do Star Wars, com o arco Meu Irmão, Meu Inimigo (roteiro de Rob Williams [Juiz Dredd, Justiceiro MAX: Peguem Castle, Caça-Fantasmas], arte de Brandon Badeaux [Lanterna Verde, Arma X, Super-Homem: Homem de Aço] e Michel Lacombe [One Blood Year, Justiceiro, Warrior Nun Areala] e cores de Wil Glass [The Chronicles of Conan, Buffy the Vampire Slayer] – ver capa abaixo) completo.
E, olha só, o filho da puta não deixa as HQs de lado?!? Caralho, isso me deixou MUITO PUTO!!! COMO O RETARDADO VIRA A CARA PRA BUKOWSKI, CRUMB E STAR WARS?!? Acredito que deve a conversão dele ao protestantismo tenha fundido o cérebro dele pra HQ, só pode.
Não, ‘pera.
O Lucão (Eurico Lucas Cruz Bezerra, da UFPA) é protestante e lê HQ. Então só me resta pensar “WTF porra é essa?”
Até comentei isso com o Master Fyoda (i.e.: Adriano Araujo, do CEFET), e ele até zoou: “Deixa o cara com a nova saga da Marvel dele” (é, deu pra rir). O caso é que, na idade desse puto, eu já lia de tudo um muito. E, como Fyoda e eu concluímos, na nossa época, não tínhamos acesso a internet e esse montão de sites pra baixar não somente HQ de qualidade, mas também música e filme. Tínhamos que ralar bonito, tirar dinheiro donde não tínhamos, gravar e regravar clipe da MTV (época do Disk e do Top 10 ou Top 20), gravar e regravar fitinha de CD e LP emprestado ou na casa do amigo (conheço alguns que gravavam direto na loja na maior e melhor cara de pau do mundo), gravar programa/show/documentário/entrevista, rolava o “comércio ilegal” de HQ, revista pornô e fitinha K7, além dos empréstimos que a emprestava e rezar pra pessoa devolver.
Ou seja, era foda, mas era divertido. Não que agora não seja ótimo ter tudo arquivado em HDs internos ou externos e/ou em CD-R’s e DVD-R’s, baixado de tudo quanto é lugar da net.
Os tempos mudam, não?



Os tempos mudam e eu tenho um caralho de coisas pra ler pra fechar buracos no conteúdo do meu TC’ e só me falta coragem e disposição pra ler e fazer os textos em questão.

E, paralelo a HQ e TCC, comendo com farinha: O Erotismo, do francês Georges Bataille (1897-1962). Tradução de Antonio Carlos Viana. L&PM, 1987, 260 páginas.
(e, sim, essa leitura ‘tá tunando ainda mais minha mente já pervertida!)



Por hoje, é isso.

Bis zu dem breaking fuckin neuen Post!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

[mais uma] VITÓRIA DS LOBOS!!!!

Ouvindo: Green Day, American Idiot, 2004

Eu nem ia postar nada aqui tão cedo, mas como o Lucão me deu o toque dum evento lá em Mnas Gerais (“oh, Minas Gerais...!”), decidi mandar o resumo do meu TCC. E olha só...

O TRABALHO PASSOU!!!!!

IV SELL – UFTM*
SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS
ENSINO E PESQUISA: O DIÁLOGO DAS LINGUAGENS

site oficial do evento: http://sell.letras.uftm.edu.br/

Eis o print da carta-aceite!
E eis o resumo do trabalho!
A RECEPÇÃO DA CORRIDA ARMAMENTISTA PELAS NARRATIVAS EM ARTE SEQUENCIAL ATRAVÉS DE METAL GEAR SOLID

Rafael Alexandrino Malafaia (UFPA)
rafael_garou@yahoo.com.br

A presente comunicação é referente ao Trabalho de Conclusão de Curso homônimo que objetiva apresentar o processo de recepção das contribuições de cunho científico e tecnológico desenvolvidas e utilizadas pelos militares durante o período histórico conhecido como “Corrida Armamentista” – contido no imaginário conhecido como A Guerra Fria, cujos principais personagens foram os Estados Unidos da América (ainda hegemônicos econômica e militarmente) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (atualmente conhecida como Federação da Rússia) e perdurou de 1947 a 1991 –, por meio das produções artísticas denominadas Narrativas em Arte Sequencial, popularmente conhecidas como “Histórias em Quadrinhos”. O objeto escolhido, para tanto, é a série de histórias em quadrinhos Metal Gear Solid, de 2004, cujo roteiro do estadunidense Kris Oprisko e arte do australiano Ashley Wood tem como base o jogo eletrônico homônimo de 1998 pertencente à série Metal Gear, idealizada, escrita e dirigida pelo designer japonês de jogos eletrônicos Hideo Kojima. Para isso, enfatiza-se o conceito de Narrativa em Arte Sequencial, termo cunhado por Will Eisner (1985); o debate levantado por Moacy Cirne (1970) sobre a concepção estético-literária de tais narrativas e o papel ideológico que este gênero exerce na sociedade contemporânea; questões histórico-sociais demarcadas por Álvaro de Moya (1970) no tocante às histórias em quadrinhos, e um levantamento histórico sobre tal período, além de apresentar possíveis respostas de como tal convergência é possível através de um diálogo entre autores, de como este campo de produção artística assimila e debate os processos de revoluções científicas atuais e anteriores, e entrega tal resultado ao público consumidor.

Palavras-chave: Metal Gear Solid. Narrativas em Arte Sequencial. Corrida Armamentista.

Recursos para apresentação: Data-show.


VALEU, LUCÃO! POR ESSA E POR OUTRAS QUE EU TE AMO, IRMÃO-LOBO!!!




Bis zu dem breaking fucking neuen Post!
*UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro, que fica na cidade de Uberbaba, Minas Gerais. mais infos sobre a autarquia em http://www.uftm.edu.br/

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

(RE-)EMERGINDO........

Ouvindo: Heresia 666, Ad Vindictam, de 2011
Bebemoração dos meus 30 anos – Mr. eu, Mr. Alberto, Mr. Trilha-de-Sangue, Mr. Tropeço, Mr. Jeanzão, Mrs. Gisa, Mr. Maurice, Mr. Canção-da-Amargura e Mr. Ehtero (danke fucking schön für das Foto, Frau Barros!)
2ª Barca de Noé na casa do Frango – Mr. Kaius, Mr. Frango e Mr. eu (danke fucking schön für das Foto, Frau Barros!)
Festa de aprovação na UFPA da Lorena Gaia!
 Fazendo cospobre de Thor com alguns dos 300 de Esparta no Bloco do Urubu!
 
Depois de mais de um mês, quase e praticamente dois, eu volto. Já não era sem tempo e tem muita coisa que passou que não relatei: festa dos meus 30 anos (a todos que vieram – sou-vos imensamente agradecido), a 2ª Barca de Noé (vocês-foram-foda-!), a aprovação da Gaia e do Lobo na UFPA, o Bloco do Urubu domingo último, com Alan, Amanda, Giselda, Jeanzão, Fernandinha, Lilian, Mexicano, Morte + Gabi, Claudia, Dentinho e mais uma pá de gente que eu não via fazia tempão + o aniversário da Annie.
Mais cedo ou mais tarde, ‘tô postando algo aqui de novo!
 (e a última animação do Batman – The Dark Knight Returns, do ano passado – ‘TÁ-MUITO-DO-CARALHO-!)



Bis zu dem breaking fucking neuen Post!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

[mais um] POEMA ESCRITO NA HORA DA AULA!

VELOCIDADE E PESO E ACELERAÇÃO
TODOS somos crentes
Que a humanidade não tem salvação
Dançando na rave
Antes da inegável auto-destruição.
Porque, na verdade, não passamos de um imenso caso perdido
Se você for parar e prestar bastante atenção
Vai enfim perceber que, na realidade, 'tá todo mundo fudido.
Eu, por exemplo, ainda não sei o que quero, só o que não vou fazer
Mas, na verdade, não tenho mais tempo e não posso me dar o luxo pra parar pra escolher!
O caso não é falta de perspectiva:
O caos se baseia do fato em não saber o que quero da vida!
E então me descubro como um motor
Movido a frustração, raiva, desespero e amor
Funcionando sem parar
Trabalhando sem parar
Sendo alimentado imediatamente
Diariamente, Incessantemente, Continuamente
Funcionando sem parar
Trabalhando sem parar!
Usina de energia movida a saudade, arrependimento e pesar
Sentimentos destruidores que fazem o mundo funcionar
FUNCIONAR!

:: 18 de dezembro de 2012 ::
:: Ensino e Aprendizagem de Língua Alemã II, Prof.ª. Esp. Patrícia Moeller-Steffen ::

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

BALANÇO DA FESTA: BARCA DE NOÉ: A LIGA ETERNA

Ouvindo: Cro-Mags, Alpha Omega, de 1992.

“Ontem, eu percebi
Ontem, o que eu fiz?
Não sei porque
Mas nada mudou
Nada mudou
Foi melhor assim”
– CPM22, “Ontem”

E domingo último teve uma festa na casa do Marcelo “Frango” Pontes – A Barca de Noé: A Liga Eterna (esse nome ficou FODA! valeu, Kai!), reunindo uma parte do povo de Letras da UEPA (eu ‘tava lá de gaiato enxerido porque fui eu que dei a idéia da festa!). Foi bem legal, eu me diverti bastante e aloprei bastante na bebida, só pra variar e ainda conheci umas pessoas novas (Heil, Herr Gleiser), além de conhecer melhor certas peças (Heil, Herr Arthur Ribeiro) e ver uma pessoa que...... Mas, apesar de todos os pesares (andar pra cima e pra baixo atrás de vagabundo e ainda ter feito uma pilha de outras cosias antes [lavar louça e roupa e terminar trabalhos pra entregar na UF ontem e hoje]), foi bem legal.
Frango, Kai, Paola, Arthur, Cleyson, Jade, Muriel, Momó, Marco, Aelson, Kemmel e Paloma – agradecido pelo domingo inesquecível (e devia ter tocado bem mais rock and roll!)!


Fotos: Paola Barros e Muriel Lobato!

 Agradaeçam a estes três vagabundos a festa ter ido pra frente e funcionado: Marcelo + eu + Kaius!
Arthur Gressler, eu, Arthur Ribeiro, Cleyson, Marcelo e Kaius: tá-tá-tá-HEY! tá-tá-tá-tá-HEY!

NÃO ME PERGUNTEM!

eu, Gressler, Marcelo e Ribeiro: segundo Marcelo, “parece capa de banda de rock!!! ficaria firme se o Malafaia não tivesse coçando a bunda dele na hora da foto!!” eu tava guardando uma carteira de cigarros, mas agora vai ficar o dito pelo não-explicável.

Na foto: Paloma, Muriel, Jade, Glesser, Kaius e Marcelo (tira o pé da tamap do isopor, caralho!)

Paola e eu: cunhada e cunhado, o melhor de dois mundos!
 “E este, este é o Mataaaaaaaaaaaanza!” 

Eu (que preciso aprender a sorrir mais em  fotos) + Momó (representante da UFPA) + Marcelo (nosso agente duplo na UEPA)

Muriel (com minha camisa que ainda quero de volta), Paloma, Gabrielly, Paola e Jade.

Em pé: Arthur, Kai, eu (caralho! isso é um sorriso ou uma cara de mal?!?), Momó, Marcelo e Paola (ainda se arrumando rpa foto); abaixo: Cleyson e Páloma (coxas!)!




E “FELIZ ANIVERSÁRIO!!!” e “MUITAS FARRAS NA VIDA!!!” para:  TALITA EWALD WUERGES + ÊNIO PINHEIRO (este da Família CEFET) + ANA SINAREGA!!!!









Bis zu dem breakin fuckin neuen Post!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

FORMAÇÃO... (DES?)FORMAÇÃO...? NÃO-FORMAÇÃO!

Ouvindo: Matanza, Thunder Dope, 2012

“A coisa não vai bem
Não sobro quase nada de Sayem
O terror acabou com Bufallo
O mal impera o Matanza um Idaho”
– Matanza, “Matanza em Idaho”, Thunder Dope, 2012

Apesar de ter me divertido com os amigos mesmo com a casa dedetizada e indo da casa de amigo em amigo (Frango e Inezita, supervaleu pela pré!) e estar ouvindo direto o novo do Matanza (Thunder Dope, uma compilação das primeiras demos da banda), ainda tive que fazer uns trabs pra serem entregues aqui na UFPA esta semana.
Ensino e Aprendizagem de Alemão II, ministrada por Frau Patrícia Moeller-Steffen e por Frau Patricia Wetteskind. Até ai, ok. Até ai, ok, que me fudi fazendo plano de aula pro ensino de Literatura e Lingüística de língua alemã pra alunos da graduação de língua alemã e ai sou muito severamente tolhido, devido, segundo Frau Steffen, a ementa da disciplina não compreender o ensino dos supracitados campos de estudo e sim SOMENTE do idioma, dos processos e estratégias de ensino e aprendizagem do mesmo para alunos do curso livre e de escolas públicas e particulares que tenham língua alemã em seus currículos.
Mas... PERAÍ! O curso não é de LICENCIATURA? Até onde eu bem sei, o mesmo deveria formar TAMBÉM professores dos supracitados campos. Então pra que e porque teríamos as disciplinas referentes aos mesmos? Perda de tempo? Gastos indevidos e previamente conscientes de dinheiro público por parte da universidade? Sacanear os graduandos? Acho que é tudo isso junto e muito mais. Ou eu posso estar errado. Ou não? Formação de professores, certo? Não devia abranger a competência de formar professores pras três esferasFundamental, Médio e Superior? “Não, é preciso haver uma especialização para que sejam formados professores do Ensino Superior”. E a base da formação fica onde? No meu cu? Não mesmo. Então creio que seria uma boa mudar o nome do curso pra Licenciatura em Letras: Formação de Professores SOMENTE de Língua Alemã para Cursos Livres e Graduação. Assim, logo na inscrição pro processo seletivo da Universidade Federal do Pará, os candidatos já sabem do que o curso se trata e já se vê logo liberto de disciplinas “inúteis”, como as de Literatura e Lingüística. “Ah, mas tem que ter a formação gramatical e literária para se adquirir e desenvolver o idioma para que possa ser enfim ministrado”. Não foi isso que eu vi durante meu período de graduação, sério. Em momento algum.
Agora ‘tô começando a entender o desdém da maioria dos professores em ministrar Literatura e Lingüística na faculdade, desdém que contagia e impregna a maioria esmagadora dos graduandos, vide os Trabalhos de Conclusão de Curso voltados em sua maioria esmagadora para o Ensino & Aprendizagem. Pergunta quem quer ser professor de universidade e perceba a resposta. Agora faz isso com o pessoal da FALE. Diferença brutal, não?
Agora começo a entender porque ‘tão tirando disciplinas dos dois campos do Projeto Pedagógico da faculdade. Se os professores não incentivam ensino (“toma e passa com o que der”), pesquisa (“não formamos pesquisadores-professores, formamos somente professores”) e produção acadêmica (sem comentários) nos mesmos, pra que ter? Bem como disseram muito tempo atrás e, volta e sempre repetem, o curso ‘tá se tornando Licenciatura em Pedagogia com Ensino de Língua Estrangeira. Evolução pro curso? “2010, watch it go to fire”*
O que eu fico muito mais puto da vida é que eu tinha feito as porras dos P.A.s (planos de aula) justamente pro pessoal que já tem uma porra dum conhecimento prévio do idioma alemão. “Não, você tem que entender...” Entender... Começar a entender que estamos perdendo tempo tendo formação literária e lingüística? É preciso ter pra que, não vamos ministrar mesmo? Oficina de Ensino de Literatura? HA HA HA HA
Não me façam rir...
Como se já não bastassem os s MELHORES estágios SEMPRE serem pro pessoal de PORTUGUÊS, ainda me vêm com mais essa. Estágios R-E-M-U-N-E-R-A-D-O-S.
Essa veio – na minha opinião – pra completar o pacote, com os estágios não-remunerados e a falta de Latim na grade curricular no curso de Língua Estrangeira. Não tem disciplinas suficientes e tempo suficiente pra formar professores? Aumenta o tempo do curso e coloca as disciplinas! Pronto! Porém, a pergunta é: “Isso é interessante pra quem?” Pode ser pros alunos uma minoria esmagada e sem voz, não vejo interesse nos níveis superiores do ensino superior, Ministério da Educação incluso. Peraí! Existe interesse?

Um dia, eu ‘tava pensando... refletindo que as pessoas dão mais valor (obviamente) à língua portuguesa do que as estrangeiras - principalmente o alemão. Foda-se, tem gente que sabe que a Casa de Estudos Germânicos está presente na UFPA, mas que ignora completamente a graduação, a considerando completamente inútil/desnecessária à universidade (oh, ironia e estupidez! mas que estou começando a meio que concordar com isso).
Existem cursos que são necessários, porém as pessoas não dão o devido valor, como Filosofia e Sociologia, que trabalham com a alienação. O foda é que parte dos próprios escalões superiores, a idéia (e a execução a mesma) de que é melhor investir em medicina q traz resultados a curto prazo à população e não faz as pessoas pensarem - e isso é muito perigoso.
E é isso que vejo de camarote acontecer com a licenciatura de Língua Alemã na UFPA. Isso me apavora, isso me enfurece, isso me deixa completamente de mãos atadas e completamente sem ação, sem saber para onde direcionar minha raiva, a não ser terminar o curso o mais rápido possível e me livrar logo de tudo isso. Acordar de um pesadelo que durou todo este tempo.


Porque, isso... Sim, estamos vivendo acordados em um pesadelo.







Bis zu dem breakin fuckin neuen Post!

* “Do the Evolution”, Pearl Jam, Yield, 1998, letra de Eddie Vedder e música de Stone Gossard.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

LA OSS GÅ!*: ARTIGOS E QUADRINHOS

Ouvindo: Cro-Mags, The Age of Quarrel, de 1986

Estes dias eu bebi tanto estes dias (só não bebi mais porque passei uma boa parte do domingo com Denize) que nem consegui ir à UFPA ontem e hoje. É, isso tem me fudido valendo mas não vem ao caso comentar porque tem gente querendo arrancar meu couro por causa disso.
Mas vamos às ótimas do dia depois da que me deixou puto.

O EMPUTECIMENTO
Porra, eu ‘tava pensando em fazer uma análise sociológica e psicolingüista da letra de “Afasia”, do Dead Fish (do álbum homônimo, de 2001). Ai um dos meus orientadores me manda um mail com o link duma tese de Doutorado dum vagabundo lá da PUC-PR que já havia feito A MESMA COISA! Caralho, eu fiquei MUITO ENCARALHADO COM ISSO!!!!
Agora vou investir em alguma uma análise de alguma letra dos Zumbis do Espaço ou do Gangrena Gasosa segundo uma vertente da teoria da literatura chamada Estética do Grotesco. ‘Bora ver no que vai dar essa merda. Mas, como eu disse à Ize mais cedo, creio que este seja um trabalho em vão, pois banca alguma de avaliação aceitaria essa porra (o Neuton e eu ‘távamos até zoando um tempo ai, dizendo que éramos os únicos caras de todo o curso de Letras no Brasil que curtem Gangrena e Zumbis).

AS HQ’s DO DIA
Sociedade da Justiça - Dossiê Liberdade

Mais uma do Túnel do Tempo da DC Comics. Mini-série em duas edições com roteiro de Dan Jolley (Doutor Estranho, Micronauts, Dentes-de-Sabre) e Tony Harris (Starman, Homem de Ferro, Ex Machina), arte de Tony Harris e Ray Snider (Mulher Maravilha, Supergirl, Obergeist: Ragnarok Highway), com cores de Matt Hollingsworth (Justiceiro). A narrativa se baseia nos vigilantes Batman, Coruja, Relógio e a Canária enfrentando as forças do Eixo durante a II Guerra Mundial e um contrabandista que interceptou um dossiê que pode mudar os rumos do conflito. Muito do caralho e vale muito a pena. Publicado no Brasil pela Mythos, com tradução e adaptação de Fernando Bertacchini.

Máquina de Combate - US War Machine
Olha. Não é ruim...
Mentira.
É uma merda e eu apaguei a pasta antes de terminar de ler o arco todo porque o desenho é escroto pra caralho e a história é muito mal desenvolvida. O Chuck Austen (X-Men, Elektra, Authority), que assina roteiro e arte, já devia ter sido preso em um container de material radioativo e jogado no fundo do oceano, porque, caralho................ E o animal ainda tem sobrenome de uma das maiores escritoras de língua inglesa, a Jane Austen (1775-1817).
É, e a música do AC/DC também é infinitamente superior a este.... a esta.....

Super-Homem vs Exterminador do Futuro
Cara. Não é ruim. DÁ PRA LER! Posso até dizer que ‘tá no mesmo nível de qualidade de RoboCop vs Exterminador do Futuro, do Frank Miller e do Walter Simonson no roteiro e na arte e o Klaus Janson na arte-final. E, porra, não dá pra falar mal do Alan Grant como roteirista, né? Eu sou fã dele. Mas a arte e capas do Steve Pugh (Grimjack, Hellblazer, Santo dos Assassinos) e arte-final parcial (que fez as parte que o Pugh não fez, dá pra sacar pelo traço) do Mike Perkins (Tharg's Future Shocks, Juiz Dredd, Lanterna Verde vs. Aliens [passe MUITO LONGE deste!]) deixam MUITO a desejar, tal como as cores do Dave Stewart. Publicação em conjunto pela DC e pela Dark Horse e publicada no Brasil pela Abril Jovem, em novembro de 2000, com tradução e adaptação de Fernando Bertacchini. A história? Super-Homem impede que um Exterminador mate Sarah e John Connor e uma série de Exterminadores é enviada para dar conta do problema. E ai que começa a presepada, porque Kal-El é enviado a uma Metropolis futurista para destruir a Skynet e daí a história segue. É bem legal, mas a arte tira muito do mérito da obra.

Freddy vs Jason vs Ash
Em 2003, fui ao cinema com uma namorada ver Freddy vs Jason, e admito que fiquei bastante decepcionado – achei que o filme fosse ser muito mais violento. Nesta HQ, os dois tocam o terror, e, de quebram ainda Ash, da série Uma Noite Alucinante, entra na putalhada. Ele precisa encontrar o Necronomicon e destruí-lo de vez. Como? Indo a Crystal Lake, onde se depara com Jason, cujas ações são manipuladas por Freddy. Era pra essa porra ser uma continuação do Freddy vs Jason, mas tudo bem. O desenho do Jason Craig (Evil Ermie) né lá essas coisas, mas o roteiro do James Kuhoric (Army of Darnkess, 9-11: Emergency Relief) em cima da história do Jeff Katz ‘tá muito valendo! E este video ai no YouTube até que é engraçado, olha.

A ÓTIMA DO DIA
Lembram dos posts 5… 4… 3… 2… 1… I Seminário de Linguagens, Tecnologias e Práticas Docentes! (de 10.09.2012) e I Seminário de Linguagens, Tecnologias e Práticas Docentes! Segundo e Último Dia! (de 11.09.2012)?!?
Estávamos até conformados, acreditando que não teria mais nada, só certificado e olhe lá.
E, hoje de manhã, recebo um e-mail da Profª. MSc. Sandra Mina Takakura, informando que VAI TER PUBLICAÇÃO DE ARTIGOS DOS TRABALHOS APRESENTADOS!!!!!
YEEEEEEEEEEEEEEAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


As consequências científico-tecnológicas da corrida armamentista EUA-URSS na narrativa gráfica Metal Gear Solid, sozinho, e Het Achterhuis e/ou Anne no Nikki: variações e percepções da obra o Diário de Anne Frank segundo a Estética da Recepção, com a Annie. E anda tem o Frankenstein, o prometeu moderno: o horror precursor da ficção científica, do Tailson; Edgar Allan Poe com Interface na Tradução, do Matheus; O anti-colonialismo através da linguagem cinematográfica: tensões identitárias no filme “Mestres Loucos”, de Jean Rouch, do Prof. MSc. Luiz Guilherme; Cronotopia na favela: estudo sobre a construção da relação espaço-tempo em “Morro da Favela”, da Profª. MSc. Takakura; Poéticas orais/impressas na Amazônia: um diálogo entre Milton Hatoum e Betty Mindlin, da Danieli Pimentel; A perspectiva do letramento no ensino de língua alemã para crianças, da Adriane e da Samara; Didatização: o processo de aprendizagem na língua estrangeira para crianças em situação de vulnerabilidade social, do Leandro (orientado pela Profª. MSc. Roseane Cordeiro de Castelo Branco); A importância da língua estrangeira na efetivação do aprendizado da criança na sua formação cultural, da Tassia e o Reflexões para um ensino dialógico de gêneros, do Arthur Ribeiro. E... Bem... Os das outras pessoas que apresentaram lá também!

E eu ‘tô feliz pra porra! RÁ! RÁ! RÁ! UHU! HELL YEAH!!!  

Agora deixa eu terminar meu artigo do MGS pra poder começar o da Anne Frank!









Bis zu dem breakin fuckin neuen Post!

*La Oss Gå!: do norueguês, “vamos lá!”

sábado, 1 de dezembro de 2012

A PRIMEIRA TARDE DE DEZEMBRO: I FESTIVAL DE RUGBY DO PARÁ

Ouvindo: Razzia, Ausflug mit Franziska, 2008


Apesar o jogo não ter começado na hora marcada (às 14 hrs) e da chuva porrada, valeu à pena ter esperado pra ver o PRIMEIRO jogo OFICIAL de Rugby na cidade de Belém do Pará (I Festival de Rugby do Pará + Desafio Grão-Pará de Rugby), que rolou hoje, lá na Escola Superior de Educação Física (também conhecida oficial como Campus III da Universidade do Estado do Pará, que faz parte do Centro de Ciências Biológicas e Saúde [CCBS], porém este engloba apenas o curso de Educação Física).


O jogo foi organizado pela Acemira Rugby Belém, que disputou tanto no masculino quanto no feminino, com a Associação Maranhão de Rugby (ver os folders acima).


E, bem, eu achei muito do caralho ver ao vivo. Muito diferente do que pela TV ou pelo YouTube, mas tudo bem, tudo bem.

Valeu, pessoal! Vocês salvaram meu sábado que eu devia me matar lendo apostila pra matéria da Steffen pra próxima terça-feira!

Mais infos em: http://acemirarugbybelem.blogspot.com.br/







Bis zu dem breakin fuckin neuen Post!