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YEAH, HOUSTON, WIR HABEN BÜCHER!

e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

quarta-feira, 5 de abril de 2017

poema sem título de 05 de abril de 2017

[!sem título!]

NÃO me leve a mal, deixa eu te levar pra minha cama...!
Não me tire dúvidas, deixa eu tirar as suas roupas!
Hoje amanheceu nublado, ainda está nublado –
Não consegui mais dormir, não ‘tô acostumado a frio assim.
Eu quero um aquecedor pessoal do tamanho do seu corpo!
Com penas como as suas
E braços como os seus.
Duvido sentir frio com sua buceta e peitos ao alcance de minhas mãos e minha boca.
Como sentir frio com sua buceta e peitos ao alcance das mãos e da boca
ainda mais da Mulher que se deseja
como eu te desejo?
Mesmo que não seja reciproco, ah, deixa, eu te entendo:
Masturbação sempre esteve aí e vai perdurar até muito depois de nós.
O tempo vai passar, nós vamos passar...
Eu quero me aquecer abraçado no seu corpo...
Eu quero me aquecer passando a língua em todo o seu corpo!
Não quero café na cama, quero ser acordado com um boquete
e logo depois
“Vamos dar uma rapidinha antes de eu sair pra trabalhar!”.
Pode soar machista, rude, agressivo e mesmo sexista
Mas almejo sentires minha língua pelo lado de dentro da garganta
tendo como portal sua vagina.
Não faça essa cara de moça recatada lendo sem graça
Tu não me enganas não:
Queres e gostas mesmo de estar avermelhada
Tendo uma morte em vida:
A Melhor Morte: desfazer-se em Suor de Tanto Gozar!
Não me dê soluções, me dê a oportunidade de te comer como tu mereces e precisas sê-lo.
Não me traga esperança, me traga seu corpo com roupas fáceis de tirar.
Uma das certezas insofismáveis do universo
É que não sou um desses machos tristes que pagam de fodões
Mas não passam de vermes arrotando valentia que se cagam todos
Ao encontrar Mulheres maiores e melhores que eles
Como inquestionavelmente és perante a mim.
Então este sou eu: pronto e disposto a ser sacrificado em Seu Nome, Honra, Glória e Devoção!
Não me mostre estimativas e expectativas, me mostre o corpo irrequietamente escondido sobre estes tão finos trajes.
Não me apresente novas perspectivas e autores, me apresente como realmente és, sem batom e maquiagem e quinquilharias e penduricalhos.
Venha me aquecer, enfim deixar eu te conhecer...
Unamo-nos e sejamos tanto um micro-ondas quanto uma pira cerimonial
e nunca mais sentir frio. 

:: 04 de abril de 2017 ::

terça-feira, 4 de abril de 2017

“Não se troca de moradia facilmente, pois não é fácil abandonar nosso próprio mundo. A casa não é um objeto, "uma máquina dentro da qual se vive"; é o universo que o homem constrói para si mesmo, imitando a criação paradigmática dos deuses, a cosmogonia. O ato de construir e o de instalar numa nova moradia são, de certa forma equivalentes a um novo começo, uma nova vida. E cada começo repete o começo primordial, quando o universo viu a luz pela primeira vez. Mesmo as sociedades modernas, com o seu alto grau de dessacralização, as festividades e o júbilo que acompanham o ato de estabelecer-se numa casa nova, ainda preservam a lembrança da exuberância festiva que, há muito tempo, marcava o incipit vita nova.”
- Mircea Eliade (1907-1988), “A casa como centro do mundo”. IN: Ocultismo, bruxaria e correntes culturais - ensios entre religiões comparadas. Trad. Noeme da Piedade Lima Kingl. Belo Horizonte: Interlivros, 1979.

quarta-feira, 29 de março de 2017

“Take your men now and ride down that ridge and strike them hard, or their left flank! Don’t ask – I know it’s mad but we’re finished anyway. Now go dammit and peace be in your black soul.”
Conan, the Barbarian.
[!sem título!]

BASICAMENTE, Vos quero e desejo nua em minha cama
Mesmo que seja ou de bruços ou dormindo ou pronta para fazer-se Un.
Almejo subir de Vossos anelas a Vossos cotovelos e então voltar com meus indicadores
simultaneamente
A correr com o nariz e boca Vossos ombros às orelhas
E então desbravar Vossa barriga e tórax com as pontas dos dedos e logo descer de Vossa boca à virilha à parte interna desatas e das coxas
e então voltar.
Em suma, estás muitíssimo agradável a meus olhos.
Como Vos disse:
Encontra-Vos de acordo e molde de Mulher que aprecio e insofismavelmente prefiro em meus braços e beijos e beijos e cama para dormir junto abraçado.
E então idealizar-Vos e querer-Vos vestindo somente óculos
(e saltos inclusive? e saltos muitíssimo possivelmente também).
Somados todos estes fatores apresentados
[todavia não devidamente teoricamente situados]:
Como não querer-Vos e me proibir de desejar-Vos comigo – ter Vosso corpo como ar e alimento e objeto mundano então sacralizado através de hierofania (teofania) –
e então
enfim
FINALMENTE
alcançar a Experiência do Transcendente ao ter-Vos em contato e alcance, uma vez que sois, enquanto Sacralizada, relacionada em Si ao universal e ao Todo e então somente Vós?
Como não objetivar devorar-Vos [canibalizar-Vos?] carnalmente, intelectualmente, espiritualmente e sagradamente do corpo para enfim e cérebro e banhar-me e embeber de Vosso sangue e suor
através de somente um processo e uma única metodologia
a fins de alcançar obter e possuir a anteriori Vosso Interior e Aura e a posteriori Vosso Poder divino/sacro configurado em Conhecimento?
Logo e por fim, Vós encarnada Musa de indubitável sacro:
Sois Vós que quero e desejo e almejo
Mesmo que seja ou de bruços ou pronta a ser Una (ao devoto). 

:: 28 e 29 de março de 2017, Tópicos Temáticos I, Prof. Dr. Etienne Alfred Higuet e Prof. Dr. Gustavo Soldati Reis ::

terça-feira, 28 de março de 2017

“Cada descoberta de um fato histórico conhecido, e toda nova interpretação de um já conhecido, ou se ‘encaixará’ na concepção geral predominante, enriquecendo-a e corroborando-a por esse meio, ou então acarretará uma sutil ou até uma fundamental mudança na concepção geral predominante, lançando assim novas luzes sobre o que era conhecido antes. Em ambos os casos, o ‘sistema que faz sentido’ opera como um organismo coerente, porém elástico, comparável a um animal vivo quando contraposto a seus membros individuais; e o que é verdade nas relações entre monumentos, documentos e um conceito histórico geral nas humanidades, é igualmente verdadeiro nas relações entre fenômenos, instrumentos e teoria nas ciências naturais.”
– Erwin Panofsky, “Introdução: A História da Arte como uma Disciplina Humanística”. IN: Significado nas Artes Visuais. Trad. Maria Clara F. Knesse e Jacó Ginsburg, com revisão de Mary Amazonas Leite de Barros. São Paulo: Perspectiva, 2014.

quinta-feira, 23 de março de 2017

POEMA ESCRITO NA AULA DE INTRODUÇÃO ÀS CIÊNCIAS DA RELIGIÃO

[!sem título!]

NÃO vou dar uma de hipócrita e não dizer
Que sois Vós maravilhosamente linda
E que sou malditamente verdadeiramente absurdamente
sortudo e abençoado!
Por estar na mesma sala que Vós
ao alcance dos olhos e no raio de alcance de Vossa voz.
Há muitíssimo a ser dito e escrito
Todavia sou impedido a posteriori por respeito a Vosso marido
E a priori por não saber quase nada sobre Vós
Desbocando/decorrendo
em respeito à Vossa pessoa.

Mas
mas

brilhe eternamente incessantemente aos meus olhos
na condição pétrea e imutável de Intocada e Intocável
enquanto durar este período de lato sensu neste Programa de Pós-Graduação. 

:: 23 de março de 2017, Introdução às Ciências da Religião, Prof.ª Dr.ª Daniela Cordovil Correa dos Santos ::

terça-feira, 21 de março de 2017

“Parto do estado conjunto abrangente de fatos que constitui a base sólida de toda reflexão sobre ciências humanas. Ao lado das ciências naturais, e partindo das tarefas da própria vida, desenvolveu-se por si mesmo e de maneira espontânea um grupo de conhecimentos ligados uns aos outros por meio da comunhão de seu objeto. Tais ciências são a história, as ciências econômica e jurídica e a ciência do estado, a ciência da religião, o estudo da literatura e da poesia, da arquitetura e da música, das visões de mundos dos sistemas filosóficos e, por fim, a psicologia. Todas essas ciências descrevem, narram, julgam e formam conceitos e teorias em relação ao mesmo grande fato: a espécie humana.”
– Wilhelm Dilthey (1883-1911), “A construção do mundo histórico nas ciências humanas”. Trad. Marcos Casanova. São Paulo: Editora UNESP, 2010.

segunda-feira, 20 de março de 2017

“[...] um modelo é uma entidade natural ou artificial, relacionada de alguma forma à entidade sob estudo ou a alguns de seus aspectos. Esse modelo é capaz de substituir o objeto (entidade) em estudo (isto é, de servir como uma ‘quasi-entidade’ relativamente independente), e de produzir (sobre essa investigação) certos conhecimentos mediados concernentes à entidade sob estudo.”
– Irinéa de Lourdes Batista, A teoria universal de Fermi: da sua formulação inicial à reformulação V-A. São Paulo, 1999.

domingo, 19 de março de 2017

Reflexão da madrugada: ver brasileiro criticando negativamente Multiculturalismo é o mesmo que ver judeu nazista, africano celebrando a Conferência de Berlim e chinês e coreano enaltecendo a invasão de seus países pelos japoneses.

sábado, 18 de março de 2017

“Quanto a mim, jamais presumi que meu espírito fosse em nada mais perfeito do que os do comum; amiúde desejei mesmo ter o pensamento tão rápido, ou a imaginação tão nítida e distinta, ou a memória tão ampla ou tão presente, quanto alguns outros. E não sei de quaisquer outras qualidades, exceto as que servem à perfeição do espírito; pois, quanto à razão ou ao senso, posto que é a única coisa que nos torna homens e nos distingue dos animais, quero crer que existe inteiramente em cada um, e seguir nisso a opinião comum dos filósofos, que dizem não haver mais nem menos senão entre os acidentes, e não entre as formas ou naturezas dos indivíduos de uma mesma espécie.”
– René Descartes (1596-1650), O Discurso do Método. Trad. Maria Ermantia Galvão com revisão de Monica Stahel.

quarta-feira, 15 de março de 2017

“a atomização e compartimentalização dos campos do saber - com as conseqüentes separação e especialização - é resultado de um preconceito cientista ou positivista, atualmente em vias de ser superado. O modelo que tende a impor-se atualmente não visa mais à redução de cada setor do saber a algumas proposições simples das quais o resto possa ser deduzido (Descartes), mas está mais atento à complexidade e às múltiplas interrelações e interconexões. Exige complementaridade, dialética, inter- e transdisciplinaridade dos métodos e dos conteúdos.”
– Etienne A. Higuet, “A teologia em programas de Ciências da Religião”. IN: Revista Eletrônica Correlatio n. 9 - Maio de 2006.
“(...) creio caber a seguinte pergunta: como entender, por exemplo, o surgimento das sociedades modernas ocidentais, a organização do mundo do trabalho, a eficiente burocracia do aparelhamento estatal, bem como as formas de produção do sistema capitalista sem associar tais fenômenos a um modelo de ciência? Certa racionalização do mundo dar-se-ia, e este era o postulado, na mesma proporção em que as imagens religiosas do mundo fossem desaparecendo. Diante do que tenho tentado afirmar, é importante perceber que se um determinado modelo científico conseguiu estabelecer seus estatutos e tais estatutos são tomados, pelo menos no Ocidente, como posicionamento universalista de validação da racionalização do mundo e de orientação humana, e que tal processo ao menos se apresentava como resultado radical do desencantamento das imagens religiosas do mundo, posso afirmar que a religião, diante da moderna compreensão de ciência, não se configurava como outra coisa senão como uma questão heterônoma ao próprio trabalho da ciência e à nova concepção de humano. Ou seja: depois de enfraquecido todo sentido que a religião emprestava ao mundo e à vida, era necessário relegá-la à extrema indigência.”
– Douglas Rodrigues da Conceição, “A religião em cena: perspectivas de investigação”. IN: Horizonte, Belo Horizonte, v. 9, n. 23, p. 883-896, out./dez. 2011.

terça-feira, 14 de março de 2017

FAREEDA - primeiro poema escrito no mestrado

FAREEDA

E então vejo Vossas fotos
E então ouço Vossa voz
E então me pergunto:
– Como será Vós despida, de bruços, sobre a cama, semi-coberta por um lençol, na quase escuridão?
– Como Vossos olhos brilham quando estás gozando?
– Como será Vosso rosto quando Vos falta ar em Vosso momento de gozo?
– Quais Vossos sons enquanto escalam com a boca e o nariz
estabelecendo um posto avançado em Vossa virilha e cintura tendo minhas orelhas aquecidas por Vossas coxas
e de lá
então subir por Vossa barriga, partindo de Vosso umbigo,
galando terreno a alcançar Vossos seios
os cartografando até o ponto do cume dos mamilos
e então voltar para percorrer Vossos ombros
para finalmente conhecer Vosso pescoço e orelhas?
Apresentados e levantados estes questionamentos
então minha boca à Vossa (muito possivelmente) seca
meus olhos aos Vossos... então fogo baixo ou luz de sirenes
e, finalmente minhas mãos às Vossas e dedos entrecruzados e as palmas de Vossos pés de meus joelhos até meu tórax e o trajeto inverso a Vosso desejar
e então
Comunhão
Unificação
Adesão
Conversão
Mediação
Harmonização
Momento transcendental de encontro entre devoto e Musa
entre inspirado e Inspiração Verdadeira
– uma nova caracterização da Epifania?
A execução do Sagrado pelo Sacro
e Poético-Literário.
A execução do Sagrado pelo conjunto do Sacro e do Humano
A execução do Sagrado pelo conjunto do Sacro e do Poético
A execução do Sagrado pelo conjunto do Sacro e do Literário
A execução do Sagrado pelo Uno composto pelo Sacro e pelo Humano e pelo Poético e pelo Literário.
A execução do Humano pelo conjunto do Humano e do Sacro
A execução do Humano pelo conjunto do Humano e do Poético
A execução do Humano pelo conjunto do Humano e do Literário
A execução do Humano pelo Uno composto pelo Sacro e pelo Humano e pelo Poético e pelo Literário.
A execução do Poético pelo conjunto do Poético e do Sacro
A execução do Poético pelo conjunto do Poético e do Humano
A execução do Poético pelo conjunto do Poético e do Literário
A execução do Poético pelo Uno composto pelo Poético e pelo Sacro e pelo Humano e pelo Literário.
A execução do Literário pelo conjunto do Literário e do Sacro
A execução do Literário pelo conjunto do Literário e do Humano
A execução do Literário pelo conjunto do Literário e do Poético
A execução do Literário pelo Uno composto pelo Literário e pelo Sacro e pelo Humano e pelo Poético.
E então Vós comigo, dormindo ou acordada, após Vosso gozo
e finalmente Vós a meu braços e guardar
e então o fim do dia enquanto o mundo termina em chuva!

:: 14 de março de 2017 ::
:: Centro de Ciências Sociais e Educação da Universidade do Estado do Pará, aula de Seminários de Pesquisa, do Prof. Dr. Douglas Rodrigues da Conceição ::
:: Fareeda (variação “Faridah”) é um nome feminino árabe que significa “Única”, “Incomparável”, “Pérola/Gema Preciosa”; a meu ver, como autor e tradutor, não seria ruim traduzir o título para “Pérola Incomparável” para este contexto poético em específico. ::

sábado, 11 de março de 2017

Affonso Romano de Sant’anna, “O Homem e o Objeto - parte 11”

“Como o homem faz o objeto
e o objeto que o completa,
num duplo esforço operário,

pode se dar que outro homem
inverta as regras do jogo
de modo mais que arbitrário
e transforme o homem
em menos-homem: objeto
donde extrai sangue e salário. 

A luta, portanto, é dupla
e se reduz neste aspecto:
– contra o homem e o seu domínio
e a escravidão do objeto.

No entanto, se o objeto
nos tece em torno a grade,
pode, ao contrário tornar-se
a chave da liberdade.

E de repente nos livra
de um modo mais que completo,
e do que era um homem escravo
ressurge um homem arquiteto,
capaz de erguer seu destino
conforme o queira em projeto.”
– Affonso Romano de Sant’anna, “O Homem e o Objeto - parte 11”. IN: SANT’ANNA, Affonso Romano. Poesia reunida: 1965-1999. Porto Alegre: L&PM, 2007.

quarta-feira, 1 de março de 2017

“[...] as pessoas dizem que ele é apenas um louco inofensivo. Seu quarto está cheio de livros de tipos mais calmos e pueris, e hora após hora ele tenta se perder em suas fracas páginas. Tudo o que ele quer da vida é não pensar. Por algum motivo o ato de pensar lhe é muito terrível, e tudo o que possa agitar a sua imaginação o faz, fugir de como uma praga.”
– Howard Phillips Lovecraft, “O Descendente”, 1926. IN: A tumba e outras histórias. Trad. Jorge Ritter.