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YEAH, HOUSTON, WIR HABEN BÜCHER!

e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

TEXTOS NÃO-LINEARES - texto 02

Ananindeua, 09 de julho de 2014.

“Se eu falar sobre o que não entendem
Poucos escutam, muitos se ofendem
A verdade é que não há verdade
Tudo é porque não há não ser”
– Matanza, “Quem Leva a Sério o Que?”, A Arte do Insulto, 2006.


Certamente, das reclamações que meine Mutter mais deve ter escutado a meu respeito é que não sei conversar e que só falo besteira na roda de conversa quando estou com gente mais velha que eu. Algumas das conclusões que cheguei foram:
Essas pessoas tem razão, sou realmente um merda pra conversar;
Essas pessoas tem razão, sou realmente um merda pra conversar – ainda mais com gente fora do meu meio;
Essas pessoas tem razão, eu sou um realmente merda pra conversar – ainda mais com gente fora do meu meio, ainda mais se não lerem as mesmas coisas que eu.

Como percebido, são conclusões complementares. Ei, eu falo sobre armas, guerras e videogames porque escrevo sobre armas, guerras e videogames e as consequentes recepções, assimilações e devoluções a nível de cultura, tecnologia, ciência e sociedade. Eu falo sobre filmes pornôs porque consumo muita pornografia, e leio sobre a mesma, tanto a nível de reportagem quanto (atualmente) de Belas Letras e/ou Teoria da Literatura (não sou nenhuma Suellainy ou Paola, mas eu não me passo por ignorante). Eu falo de mitologia e culturas antigas porque é um assunto que me enche os olhos.
Mas e ai? E as outras pessoas, “as fora do meu meio e que não leem as mesmas coisas que eu”? elas ficam putas porque não falo do cotidiano delas, e, quando consigo, não é do mesmo nível que elas – eu admito não ter cacife e conhecimento suficiente para tanto, oras. E elas ficam mais putas ainda quando eu faço a ligação entre o que elas falam e eu falo, é como se estivesse dando com um livro sagrado de alguma crença nas caras delas. Sim, é isso que acontece. Eu invejo o Sonho-Desperto porque ele consegue fazer isso de forma sutil, agradável e até mesmo “inclusiva” (sim, eu odeio este termo); quer dizer, muita gente que conheço faz isso. Ai que, apesar de escrever sobre, não consigo florear, sou muito técnico e escolho os piores exemplos para serem utilizados – e/ou também existe o fato de como o Robson me disse uma vez, as pessoas ficam putas de como eu abordo tais assuntos, de uma forma “violenta” e “insultosa”. Como dito, “conclusões complementares” (e fodasse*, eu disse a mesma coisa por perspectivas diferentes).
Creio eu que as pessoas “fora do meu aquário” não estão prontas para ouvirem certas “verdades”** e tratarem sobre estas, e assim, “inverdades” e estereótipos e tabus são passados adiante, justamente pelo erro de conversar sobre. Isso sem contar o fato do “Outro”, de ver somente o lance pela sua perspectiva e não dá de outrem. Dois exemplos muito legais são a curra que a Alemanha deu no Brasil ontem, que serve muito bem ser o primeiro exemplo: pimenta nos rabos dos outros é refresco, mas quando upam nos nossos? Já o segundo (eu queria falar disso desde a primeira vez que ouvi falar no assunto) é a presepada do MEC em ampliar o FIES*** pro strictu sensu (i.e., Mestrado e Doutorado, respectivamente). Rum, o que teve gente soltando purpurina pelo cu quando soube, achando a Oitava Maravilha da face de Gaia, não ‘tá no gibi. Eu nem conto procês que agora é que o cão vai chupar a mangueira inteira com esse tiro de Stinger**** que a gestão Dilma deu no próprio pé, que eu num duvido nada que foi prevendo re-eleição (plano de contingência caso desse merda na Copa? talvez, eu não tinha pensado nisso até esse momento, mas seria um plano muito furado, uma vez que não cobre nem a metade da galera cujo voto faz diferença). Eu não sou contra tal medida, sério, acredito que seja uma boa iniciativa, mas tirar do papel é que vai ser o caralho de asa, ainda mais considerando o poder das universidades públicas no país e serem poucas as particulares de verdadeiro renome em território nacional*****. Sim, me chamaram de “coxinha”, “reaça” e o cacete quando expus tais fatos, mas um dos fatos é que o abismo entre o ensino superior brasileiro particular e público vai aumentar ainda mais. Não que não existam particulares com mais estrutura do que as públicas – isso é fato – mas Mestrado e Doutorado são fundados em PESQUISA e não em retorno financeiro IMEDIATO no qual as particulares se baseiam. Isso ainda vai dar um circo muito valendo e quero ver como a próxima gestão vai lidar com essa cagada. E quero ver como a galera vai discutir isso daqui a uns dez, quinze anos.
Talvez eu seja de fato e realmente um maldito catastrofista (¿talvez? hah! veja o post Catastrofistas dos Dias Modernos, de janeiro de 2010). Sim, eu tenho meu quê de otimismo, mas eu fiquei velho (só na idade, nem tanto na mentalidade), cínico e filho da puta – quer dizer, mais cínico e mais filho da puta. Mas é verdade mesmo, só dá pra conversar com meus pares e alguns de fora mesmo. Ainda não decidi, muito menos parei pra pensar se isso é bom ou ruim, afinal tenho conversado praticamente as mesmas coisas com as mesmas pessoas a mais de dez, vinte anos e só agregando mais gente pra poder falar praticamente as mesmas coisas. É, eu curto ficar “no meu aquário”, bastante até, mas sim, eu me divirto tirando as pessoas dos delas, e olha que não faço isso propositalmente. Um assunto vai puxando outro, outro, outro, já foi.....

E, para terminar, eu me espocava de rir daquele comercial com as crianças “eu nunca vi o Brasil ganhar uma Copa. Brasil, ganha a Copa pra mim”. Ai um comentarista diz hoje no jornal da manhã “devemos ter mais pena das crianças que viram o jogo e ficaram traumatizadas vendo o Brasil perdendo como perdeu da Alemanha e numa Copa em casa”. Só te pergunto o seguinte, jogador: que tal a gente pensar na criançada que morreu por não ter hospital porque estádios estavam sendo ampliados para a Copa, e na criançada que teve pais mortos nas ampliações destes estádios ou cujos pais morreram por não terem hospitais para a ampliação destes? Hum? Que me diz?

Catastrofismo. Cinismo. Filha da putice.



Bem-vindo às Arestas da Calçada.



* erro proposital.
** ver a letra que abre este post.
*** o Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do Ministério da Educação criado em 1999 e destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em instituições não gratuitas. Podem recorrer ao financiamento os estudantes matriculados em cursos superiores que tenham avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação. Fontes <http://sisfiesportal.mec.gov.br/fies.html>, <http://www3.caixa.gov.br/Fies/FIES_Estudantes.asp> e <http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/FIES2000.pdf>.
**** Míssil oficialmente conhecido como FIM-92A do tipo terra-ar projetado pela fabricante de armas General Dynamics em 1967 e fabricado em massa pela Raytheon Missile Systems no mesmo ano, sendo utilizado até hoje por tropas tanto dos Estados Unidos quanto de outros países desde maio de 1982, durante a Guerra das Malvinas (entre 2 de abril e 14 de junho do referido ano) e foi utilizado inclusive no Afeganistão (1979-1989), Kargil (1999), Iugoslávia (1991-2001) e Angola (1975-2002). Tem a função de dar às tropas terrestres uma maneira de lidar com aviões e helicópteros voando a baixas altitudes, sendo guiado por infravermelho – i.e., consegue travar o alvo no calor que o motor da aeronave produz, é chamado de localizador “passivo” porque, ao contrário de um míssil guiado por radar, não emite ondas de rádio para “ver” seu alvo. Fontes: <http://armasvoadoras.blogspot.com.br/2009/03/fim-92-stinger.html> e <http://www.howstuffworks.com/stinger.htm>.
***** alguém ai disse PUC? alguém ai disse Mackenzie? alguém ai disse Luterana?

segunda-feira, 7 de julho de 2014

über gestern......

Sobre o último Pavulagem junino - o de ontem, pode ser resumido pelo trecho de “Clube dos Canalhas”, do Matanza:

“Farra para tudo é um bom remédio
Só um idiota completo morre de tédio
Queremos todo dia tudo isso que a vida tem de bom”



(sim, eu tô bêbado em todas as fotos, mas isso não importa - não agora)

Bis zu dem fuckin breakin neuen Post!"

quinta-feira, 3 de julho de 2014

TEXTOS NÃO-LINEARES - texto 01

Ananindeua, 02 de julho de 2014

Ouvindo: Raimundos, Cantigas de Roda, 2014.

Sim, faz um bom tempo que não escrevo um texto grande aqui, uma reflexão, estas porras. Sim, eu tenho alguns poemas e contos que postei aqui, mas... É, é verdade, eu tenho protelado em escrever algo de fato aqui.
Eu ‘tava refletindo mais cedo sobre as velhas presepadas de rixas na academia e das presepadas esquerda x direita, coxinhagem, etc. que vejo alguns amigos quebrando o pau, seja pessoalmente, seja via Facebook – este tendo se tornado um verdadeiro campo de batalha sobre tal putaria.
Ok. (Vai ser um texto bem desorganizado e não-linear porque ainda não estruturei meu pensamento sobre isso de forma linear estes tempos essa porra vai assim mesmo)

Marx é um saco, eu não vejo muito sentido no que ele escreve, aplicabilidade dos estudos dele menos ainda. O que eu li d’O manifesto do partido comunista é algo legal, quanto a ser aplicável já são outros quinhentos. Esse pessoal que chupa a rola dele pra tudo me deixa puto. Freud é outra puta, mas pena que fuderam os conceitos do cara, ainda mais o pessoal que diz que QUALQUER PORRA é “recalque”. “[escolha alguma coisa e coloque aqui]” é recalque de [especifique uma classe de pessoas e coloque aqui]” NÃO É ARGUMENTO, PORRA! No momento que a pessoa se vale de tal argumento, não merece a minha atenção nem a minha conversa. Isso e o tal de “beijinho no ombro”. Não beije meu ombro, BEIJE MINHA ROLA! 
(desabafo de leve pra começar)
Ai as rixas...
Pessoal das Humanas (‘tô me valendo a nível de “maiorias esmagadoras” [isso inclui nego que conheço e que a carapuça vai servir muito bem quando ler isso]) diz que o pessoal das Exatas é alienado, apolitizado, tecnocrata, sistemático, entre outras. Nego de Exatas (aqui vale a mesma observação anterior) diz que o pessoal de Humanas reclama demais por besteira, é muito utópico, prolixo, estagnado, etc. etc. etc. Mas ai... Eu conheço nego de Humanas que NÃO CONSEGUE SEQUER conversar com alguém de Exatas, mas não vejo o contrário, olha. ‘Tá certo que sou da Literatura, mas, por ter “criação CEFETeana”, consigo conversar com nego das Exatas super de boas – coisa que não vejo entre muito amigo meu do meu curso, apesar de ser nerdão, nerd daqueles que os outros nerds querem cair matando de porrada. O Tailson, olha, formado em Pedagogia, mas por ter estudado muita filosofia, consegue caminhar entre os dos mundos muito bem (e, sim, eu o invejo por isso [não sei se existe inveja saudável, mas foda-se]).
O Gabriel de Ávila Othero, da PUC-RS, falou isso, dessas rixas – mas bem alto. Eu achei que era sacanagem. Não era. É sério, sério a ponto de me deixar... A ponto do pessoal dizer: “caralho, Garou, como tu se metes com esse povinho travado de Letras?” e/ou “caralho, Garou, como tu se metes com esse povinho idiota de Exatas?” e porras assim....
Uma vez, postei alguma coisa no Facebook sobre quererem indicar o Paulo Coelho pro Nobel de Literatura e uns amigos esnobaram, dizendo que o Nobel não era parâmetro pra literatura (bem, eu também não considero, mas premiaram o Böll, os irmãos Mann, o Kipling [sim o britânico Rudyard Kipling {1865-1936}, autor de O Livro da Selva, de 1894], o Hemingway, o Yeats, o Hesse, o Eliot, o Russell, o Camus, o Saramago, a Sachs, o Neruda, o Llosa, o Shaw, o Grass e o Canetti, então eu calo a boca). Ai veio a perola “afinal, quem precisa de Prêmio Nobel?”
Ah, claro. Somos o ÚNICO país “subdesenvolvido emergente” que NÃO TEM NOBEL EM PORRA NENHUMA (não, pera, ainda não pesquisei se alguém dos Tigres Asiáticos ou do Oriente Médio têm). Ou somos preteridos ou roubados – e o que não falta é exemplo. Não precisamos de um Nobel mesmo? Ah, claro, temos os medalhistas olímpicos de Matemática, Química e Física, que parecem ser os únicos que o pessoal de Humanas respeita mesmo sem ter noção alguma das disciplinas em questão.
Creio eu que o mal seja o quanto o povo dessas áreas não se reconheçam como complementares, um querendo provar a superioridade sobre o outro não ajuda em porra nenhuma.


[sim, falta terminar, mas deu curto no meu cérebro sobre esse assunto]

TEXTOS NÃO-LINEARES - texto 01

Ananindeua, 02 de julho de 2014

Ouvindo: Raimundos, Cantigas de Roda, 2014.

Sim, faz um bom tempo que não escrevo um texto grande aqui, uma reflexão, estas porras. Sim, eu tenho alguns poemas e contos que postei aqui, mas... É, é verdade, eu tenho protelado em escrever algo de fato aqui.
Eu ‘tava refletindo mais cedo sobre as velhas presepadas de rixas na academia e das presepadas esquerda x direita, coxinhagem, etc. que vejo alguns amigos quebrando o pau, seja pessoalmente, seja via Facebook – este tendo se tornado um verdadeiro campo de batalha sobre tal putaria.
Ok. (Vai ser um texto bem desorganizado e não-linear porque ainda não estruturei meu pensamento sobre isso de forma linear estes tempos essa porra vai assim mesmo)

Marx é um saco, eu não vejo muito sentido no que ele escreve, aplicabilidade dos estudos dele menos ainda. O que eu li d’O manifesto do partido comunista é algo legal, quanto a ser aplicável já são outros quinhentos. Esse pessoal que chupa a rola dele pra tudo me deixa puto. Freud é outra puta, mas pena que fuderam os conceitos do cara, ainda mais o pessoal que diz que QUALQUER PORRA é “recalque”. “[escolha alguma coisa e coloque aqui]” é recalque de [especifique uma classe de pessoas e coloque aqui]” NÃO É ARGUMENTO, PORRA! No momento que a pessoa se vale de tal argumento, não merece a minha atenção nem a minha conversa. Isso e o tal de “beijinho no ombro”. Não beije meu ombro, BEIJE MINHA ROLA! 
(desabafo de leve pra começar)
Ai as rixas...
Pessoal das Humanas (‘tô me valendo a nível de “maiorias esmagadoras” [isso inclui nego que conheço e que a carapuça vai servir muito bem quando ler isso]) diz que o pessoal das Exatas é alienado, apolitizado, tecnocrata, sistemático, entre outras. Nego de Exatas (aqui vale a mesma observação anterior) diz que o pessoal de Humanas reclama demais por besteira, é muito utópico, prolixo, estagnado, etc. etc. etc. Mas ai... Eu conheço nego de Humanas que NÃO CONSEGUE SEQUER conversar com alguém de Exatas, mas não vejo o contrário, olha. ‘Tá certo que sou da Literatura, mas, por ter “criação CEFETeana”, consigo conversar com nego das Exatas super de boas – coisa que não vejo entre muito amigo meu do meu curso, apesar de ser nerdão, nerd daqueles que os outros nerds querem cair matando de porrada. O Tailson, olha, formado em Pedagogia, mas por ter estudado muita filosofia, consegue caminhar entre os dos mundos muito bem (e, sim, eu o invejo por isso [não sei se existe inveja saudável, mas foda-se]).
O Gabriel de Ávila Othero, da PUC-RS, falou isso, dessas rixas – mas bem alto. Eu achei que era sacanagem. Não era. É sério, sério a ponto de me deixar... A ponto do pessoal dizer: “caralho, Garou, como tu se metes com esse povinho travado de Letras?” e/ou “caralho, Garou, como tu se metes com esse povinho idiota de Exatas?” e porras assim....
Uma vez, postei alguma coisa no Facebook sobre quererem indicar o Paulo Coelho pro Nobel de Literatura e uns amigos esnobaram, dizendo que o Nobel não era parâmetro pra literatura (bem, eu também não considero, mas premiaram o Böll, os irmãos Mann, a Bachmann, o Hemingway, o Grass e o Canetti, então eu calo a boca). Ai veio a perola “afinal, quem precisa de Prêmio Nobel?”
Ah, claro. Somos o ÚNICO país “subdesenvolvido emergente” que NÃO TEM NOBEL EM PORRA NENHUMA (não, pera, ainda não pesquisei se alguém dos Tigres Asiáticos). Ou somos preteridos ou roubados – e o que não falta é exemplo. Não precisamos de um Nobel mesmo? Ah, claro, temos os medalhistas olímpicos de Matemática, Química e Física, que parecem ser os únicos que o pessoal de Humanas respeita mesmo sem ter noção alguma das disciplinas em questão.
Creio eu que o mal seja o quanto o povo dessas áreas não se reconheçam como complementares, um querendo provar a superioridade sobre o outro não ajuda em porra nenhuma.


[sim, falta terminar, mas deu curto no meu cérebro sobre esse assunto]

quarta-feira, 2 de julho de 2014

HAIL UFPA!


Minha mãe, amigos, professores, Irmãos-e-Irmãs-de-Matilha estudaram lá, este foi o grande impulso para que eu enfim chegasse lá e enfim me formasse. Chorei, sofrei, até adoeci mas não tive menos motivos para vibrar, comemorar e celebrar com meus pares. Em nenhum lugar, o sol brilha como na UFPA porque Nenhum desafio será grande ou assustador o suficiente se eu tiver vocês comigo.
E... Apesar de todos os pesares, a UFPA não me foi somente uma universidade, mas também uma grande fonte de ensinamentos que levarei para a vida toda, porque é lembrando de onde se veio que se sabe para onde se irá! Eu SEI de onde vim!

HAIL, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

[escrito recentemente........]

Ouvindo: Arraial do Pavulagem, Gente da Nossa Terra, 1995.

[¡sem título!]

“E da garota dos olhos castanhos já tivestes o melhor e o mais belo, e quanto mais longe dela estiveres, melhor e mais lindo isso vai-se tornar.”
– Herman Hesse, “Sonho de uma Flauta”, tradução de Angelina Peralva.

MEU erro foi ainda ter esperança
Permitir que ainda perdurasse
E me levasse até uma parede de concreto
E ai o resto....
Sim, eu deveria ter sumido de uma vez
Na verdade, não deveria nem ter insistido e, muito menos sequer ter começado...
Arquivar... Esquecer... Desaparecer... Recomeçar!
E assim os Nove Mundos surgem:
se me lembrar de você, simplesmente deixarei de ir e ouvir,
nunca tive muitos problemas em simplesmente cair fora!
Se eu fosse você, não me culpava por nada disso
mais um container de culpa não far-me-á diferença!
Só peço e desejo que sede feliz e vitoriosa
como nenhuma foi antes e nenhuma será depois
– e isso que acredito que alguém como vós mereceis!
E espero que tu, especificamente TU
destruas este poema após a leitura.


:: 24 de junho de 2014 ::

terça-feira, 17 de junho de 2014

MANCADA/HOMENAGEM

Era pra eu ter postado ESTE texto ontem – que postei no Faceboook até – e não o poema em questão, mas ai vai assim mesmo:

“A Alemanha continuaria como o principal centro da Física teórica e experimental, até início da década de 1930, quando muitos de seus cientistas (Hans Bethe, Otto Stern, Otto Hahn, Jack Steinberger) emigrariam para outros países da Europa e para os EUA, em fuga do regime nazista, ali implantado em 1933. A condição privilegiada de suas universidades (Berlim, Heidelberg, Göttingen, Munique, Frankfurt, Giessen) e dos seus laboratórios tornaria a Alemanha o incontestável foco irradiador das pesquisas dos fenômenos físicos, e para onde convergiam estudantes, professores e pesquisadores de várias partes do mundo. Sua liderança e sua influência eram reconhecidas internacionalmente. Boa parte do avanço teórico registrado nesse período teve a participação, exclusiva ou decisiva, de cientistas alemães (Planck, Einstein, Laue, Lenard, Stark, Born, Heisenberg, Hertz, Wien, Sommerfeld, Bothe, Hahn, Strassmann, Bethe, Franck), atuantes na Física quântica, na Relatividade e na Física nuclear. O alto nível da pesquisa continuaria, na Alemanha, no segundo período, como atestam as contribuições de Mössbauer, Jensen, Jensen, Von Klitzing, Ruska, Binning, Bednorz, Steinberger, Paul, todos agraciados com o Prêmio Nobel de Física no Pós-Guerra. A Sociedade Científica Kaiser Wilhelm se tornaria, depois da Guerra, no Instituto Max Planck, maior centro de pesquisa científica da Alemanha, e dos mais importantes do mundo.
(...) Planck, que recebera em 1918 o Prêmio Nobel de Física (PNF) por sua Teoria Quântica, assumiria, em 1930, a presidência da Sociedade Kaiser Wilhelm, principal instituição de pesquisa científica alemã, tendo a ela renunciado, em 1937, por graves divergências com o regime nazista, mas permaneceria no país durante toda a Guerra no intuito de preservar e resguardar a vida científica na Alemanha. Terminado o conflito, Planck seria reconduzido à presidência da Sociedade, a qual, em sua homenagem, hoje se chama Instituto Max Planck, um dos mais renomados centros científicos de pesquisa teórica.”
– Carlos Augusto de Proença Rosa, Física, In: ROSA, Carlos Augusto de Proença. História da ciência: a ciência e o triunfo do pensamento científico no mundo contemporâneo. Brasília: FUNAG, 2012.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

poema incompleto encontrado + votos de aniversário!

Ouvindo: Neil Young, Live At Massey Hall 1971, de 2007


ANÁLISE E PROJETO E EXECUÇÃO DE FUNDAÇÕES
[¡interminado!]

SAUDADE e ausência e perda
E tudo isso de uma só vez
Alimentando hidroelétricas e usinas nucleares –
Levantar da cama todo dia!
Sétimo semestre, terceiro ano
Não importam as nomenclaturas e terminologias:
Dois podem não sofrer do mesmo modo
Mas sofrem assim mesmo e ininterruptamente
Seja pelo o que for, seja o que for...!
Pensem em muito, façam e executem mais ainda
Não se permitam pensar
Não se permitam lembrar
Se o tamanho do problema é o tamanho que dão e ele
Tentem fingir EM VÃO que ele não é convosco!
Em vão... não se deteriorar
Em vão... não se atomizar em diferentes velocidades
Em vão...
Mudou tanta coisa; só não imaginamos o quanto
Graxa nas engrenagens, óleo no motor...
Para o bem e par ao mal, mudança de costumes...
Dizes com tanta certeza do que acontecerá conosco e, mais do que principalmente, com Vossa pessoa...
Em queda livre da estação espacial, não consigo através das nuvens e das chamas...
Aquisição e Perda de Liberdade, Aquisição e Perda de Felicidade:
Perder? Deixar de lado? Fingir que NADA ACONTECEU?
Já havia quase me esquecido do quão é frustrante não ter perspectiva estabelecida na graduação que estou cursando
Tentando aceitar que não somente abrirás mão de boa-vontade de Vossa felicidade mas que recusarás a Vossa própria pessoa
Por imposição de terceiros que impões que seres; todavia sem sequer conhecer Vosso coração!
Por favor, poderias Vos fazer o favor de serdes o que quiseres?!?
Sozinha porque queres... Solidão por escolha própria...
Autoimplosão diária, dia seguinte reconstruída...
Porque tão desiguais?
O Sussurro e o Trovejar que chegam ao mesmo resultado
Se somos tão bons juntos, porque nos agradarmos seguindo separados mundo paralelos por nós criados...?
Acredito eu que... Só Vos permitir ser feliz até o ponto que podes ter o controle em Vossas mãos?
Porque quando a reação se instabiliza com a adição de um determinado reagente com o formato de uma oração contendo pronome pessoal, verbo e predicado verbal
Com o “simples” poder... de apagar uma megalópole ou tirar um planeta de sua órbita natural...
Porque... com o simples executar de um simples dizer...
O reator foi perfurado de modo ao reparo ser inexequível...
Acelerar o processo de cada um de nós se guardar em si e tomar seu próprio caminho...!
E agora...? E agora o que fazer com tal sentimento?
Como (com)viver e seguir em frente com tal átomo de Urânio sendo dividido em reação Hahn-Straßmann-Meitner
Indefinida e continuamente e anda manter as estruturas....?
(Con)viver com isso, seguir em frente, passos (não) tão lineares a ponto de marcar concreto e metal...
Mas não... Não a ponto de impedir sentir/ter...
Sentir...
Ter...
Saudades de Vós:
... esparramada em minha como se fosse a Vossa
Ou tão ou mais à vontade quanto na Vossa
E ainda devidamente adormecida;
... profundamente adormecida e entretida no sono das mais belas Princesas
Com a luz do final de tarde iluminando Vossas curvas despidas –
Como se não chovessem Fat Boys e não houvessem crises econômicas,
... de Vossos olhos falando mais que a voz
Mais vivos, gesticulando mais avidamente, prestes a consumir um submarino em chamas...


:: primeiro semestre de 2012 ::



“FELIZ ANIVERSÁRIO!!!” e “MUITAS FARRAS NA VIDA!!!” para: FÁBBIO FARINHA AYRES e PALOMA SILVA DA COSTA!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

TERMINADO ESTES DIAS........

Ouvindo: Neil Young & Crazy Horse, The Complex Sessions, de 1995


“IZE”

Ela com os pés na areia
Vendo os drakkars sumirem
Sumirem de vez... Onde Litoral e Mar... Litoral e Mar se fazem Um só
Não mais vistos e ela
Ela queria estar lá com eles

O vento esvoaça seus cabelos para frente
Mal sente o rio subir e cobrir seus tornozelos
Mal sente o vento frio entrar em suas narinas
Quebrar em seu rosto

Seus olhos não turvam...

Seus olhos não turvam como Rios
Ao lembrar
Cabelos em Negro
Quando seus cabelos lisos cobriram a barba dele
Faz tanto Tempo... Faz quanto...?

Agora Ize reza à Vaca Audumbla
Para enfim voltar a sentir
Agora enquanto Ize segue o Cortejo
Se amaldiçoa em não saber mais
Se quer ou não que ele volte

E hoje de manhã, lá estava ela...
Lá estava Ize novamente
Sol frio, pés na areia, maré crescente
Os olhos outrora constantemente sorridentes
– agora de um castanho indiferente – 
Contemplavam onde Litoral e Mar...
Litoral e Mar se fazem Um

Os olhos castanhos de Ize não turvam...

Ize não pode ouví-lo dizer o nome dela antes de dormir...


:: maio e junho de 2014 ::






“FELIZ ANIVERSÁRIO!!!” e “MUITAS FARRAS NA VIDA!!!” para: KYARA DE NAZARÉ LIMA FURTADO e JOSÉ LEONARDO MARTINS!!!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

REFLEXÃO DO DIA

Se não me engano, algum filósofo disse em algum momento que o que diferencia os humanos dos outros seres vivos é a percepção de si mesmo e do mundo e realidade ao seu redor. Então eu soube que um filhote de rinoceronte se recusa a dormir sozinho após a morte da mãe. 
Então eu penso: “então, Sr. Filósofo-Cujo-Nome-Alguém-Terá-Que-Me-Lembrar, você estava errado” e concluo: “a partir de hoje, não considero mais o substantivo ‘Animal’ como ofensa ou pejorativo, uma vez que somos tão viscerais e sentimentais quanto eles.”
Grato.

terça-feira, 20 de maio de 2014

CANÇÃO PARA KARLA!

FIM DE TARDE NUBLADO AMARELADO, AVERMELHADO E CINZENTO

“Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que, no meu mundo, algo se perdeu”
– Os Paralamas do Sucesso, “Seguindo Estrelas”, Longo Caminho, 2002.


EU ‘TAVA VENDO ALGUMAS FOTOS SUAS HOJE. Faz tanto tempo que acho que esqueci o cheiro de seus cabelos e não sei mais como é a maciez de sua pele quando está junto à minha. Ainda lembro, eu ainda consigo lembrar de seu sorriso luminoso como uma supernova, de seus olhos sorrindo vários sorrisos em particular, do desagrado em sua testa franzida, das suas bochechas infladas indicando irritação, das mãos inquietas de ansiedade.
Ainda vou lembrar do cheiro de seus cabelos depois que você saía do banho?
Ai então a foto, aquela foto. Rio de Janeiro, lembra? Não lembro o evento, você sempre dizia o nome mas lembro perfeitamente que eu não somente estava na cidade, mas bem próximo a você quando aquela foto foi batida, tão perto que poderíamos ter nos visto, esbarrado. “Minha mão na sua mão”, não é o que diz a música (qual música?)? Mas mãos em mãos muito depois, muito antes de seus lábios nos meus. Tudo sempre tão planejado mas a graça do primeiro beijo é não sê-lo – como o nosso não foi. Estava chovendo, lembra? Eu não sabia que fazia tanto frio em Pernambuco. Muito ao contrário daquela tarde da foto...
Quantas tardes desde aquela tarde? Quantos pores-de-sol desde quando sorristes teu nome da primeira vez?
Ontem... É sempre como se fosse ontem... Você com as sandálias nas mãos e pés afundados na areia enquanto seus tornozelos quebravam ondas de mar azul... A mesma tarde...
Lembro de te ver acordar... De te ver dormir... Aqui... Os circuitos não fazem som, não é possível ouvir estrelas nascendo e morrendo... Tão próximas e tão distantes...
Você, Karla... Tão próxima e tão...

Fim de tarde nublado amarelado, avermelhado e cinzento.
– Bisa, porque a senhora ‘tá chorando? – a menina perguntava com um sotaque nordestino muito carregado a avó, sentada em um banco frente ao imenso mar castanho com um texto recém-impresso em uma das mãos.

“Eu sempre vou estar perto de você.”
Gilnei


:: para Karla Fernanda Falcão Rodrigues de Fraga e Gilnei Daniel :: 


:: 19 e 20 de maio de 2014 ::

quinta-feira, 15 de maio de 2014

SOBRE O VOLTAR AO JUDÔ....

“Seja paciente, sem má vontade e pense que o mínimo que podemos fazer é não dificultar sua vinda mais do que a Terra dificulta a chegada da primavera quando ela se anuncia.”
- trecho de carta de Rainer Maria Rilke para Franz Xavier Kappus, tradução de Pedro Süssekind.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

“CHAMOU PAVULAGEM, VAQUEIRO?! TERRA VAI TREMER!”

“CHAMOU PAVULAGEM, VAQUEIRO?! TERRA VAI TREMER!”



DATAS DOS CORTEJOS
15 DE JULHO DE 2014
22 DE JUNHO DE 2014
29 DE JUNHO DE 2014
06 DE JULHO DE 2014

mais informações em: Instituto Arraial do Pavulagem

terça-feira, 15 de abril de 2014

PRIMEIRO PRESENTE DE FORMATURA!!!

PRIMEIRO PRESENTE DE FORMATURA: A ENFIM PUBLICAÇÃO O ARTIGO DO XXIII FÓRUM ACADÊMICO DE LETRAS!!!


QUANDO AS ANIMAÇÕES IMITAM O REAL: MERMAID, DE OSAMU TEZUKA, E A REPRESSÃO À PRODUÇÃO CULTURAL DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO





SIEG FUCKING HEIL, BABIES!!!


QUE VENHA À FORMATURA!!!!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

ÀS VESPÉRAS!!!!

Local: Universidade Federal do Pará;Centro de Evento Benedito Nunes
Primeiro Ensaio da Solenidade de Formatura!
PRIMEIRAS FOTOS!!!







QUE VENHA A SOLENIDADE!!!