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e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O FIM DO MUNDO É AGORA: EPEL 2012

Ouvindo: Machine Head, Through The Ashes Of Empires, de 2004.


“Quem vai poder reconhecer
Certezas que viraram pó?
Abandonar o que conquistou
Escolhas que não tem retorno...

Se arrepender por cometer os mesmos erros outra vez”
– Dead Fish, “Exílio”, do álbum Um Homem Só, de 2006.


E o EPEL 2012, que tinha TUDO pra ser um evento inesquecível por estar em sua 15ª edição, REALMENTE se tornou algo inesquecível, de um modo ou de outro pra todo mundo que participou.

Pra mim? Ah, foi legal re-encontrar pessoas legais do ano passado – como Raimundo e Klinsmann do campus UFPA-Castanhal – e conhecer gente nova e altamente pertinente e interessante – Charles, André, Noêmia e Adenilson, do mesmo UFPA-Castanhal; Mr. Kaius(you are a fucking dude, man! Irmão-Lobo PRA SEMPRE a partir de agora!), Karen e Raimundo Neto (a comunicação de vocês dois sobre o conto de Frau Colasanti foi incrível!) – UEPA-Belém –; Juliana e Carmélia – UFPA-Marabá.

Bom, que se foda-se, vou dar minha visão pessoal da coisa. Meu blog, né?

07.02.2012
A viagem foi do caralho. Não dá pra negar. Eu ADORO a companhia do Tailson e da Suellainy e Lucão + Robson + Raimundo + Pojo são inegavelmente grandes presenças também. Lamentavelmente, Renata e Muitas-Garras não puderam ir por motivos pessoais fodidamente tensos. E, sinceramente, não sabia eu que tinha TANTO NOOB nas Letras-UFPA-Belém porque parece que a maioria deles foi no buzão. E haja álcool no bonde e haja chaminés fora dele. E foi muito legal enfim conhecer tal Kaius que Paloma tanto falava sobre!

08.02.2012
Como “não havia nada a se fazer”, Tail, Rob, Sue e eu fomos dar um passeiozinho legal pela cidade. Quando eu morei lá, ou eu ‘tava trabalhando ou ‘tava bêbado ou vice-versa e, conseqüentemente, não tinha tempo pra fuçar a cidade. Demos um chega à orla, comemos pra caralho e até o diabo dizer chega almoçamos, tomamos um uisquinho e demos mais algumas voltas pela orla, zanzamos pela cidade. Foi algo muito legal, diga-se logo. Quando voltamos à UFPA, ficamos jogados lá pela área verde e falamos muito sobre muita coisa e rimos bastante inclusive. No momento de irmos ao alojamento em questão, é que as cagadas começaram, pois, ao tirarmos nossos pertences do buzão para levar aos quartos, meus coturnos e os CENTO E CINQUENTA REAIS de equipamento técnico HAVIAM SUMIDO! Entrei em desespero, e, como eu já ‘tava meio ligado devido a um mini Velho Barreiro qu’estava entornando, ai mesmo que a coisa piorou. Quando não achei o resto de minhas cosias, deu-se a merda – fui beber mais. Uma péssima decisão, realmente.

09.02.2012
O primeiro dia foi todo me remoendo sobre a cagada ultrabrutal do dia anterior, conseqüente do tanto que havia bebido sozinho, que não fazia idéia do que seja, porque só haviam me contado coisas por partes e só COMECEI a fazer idéia porque Paloma me contou HOJE via MSN timtim por timtim das presepadas que são realmente impublicáveis, fora o sermão que ela, com toda a razão do mundo, derrubou o céu na minha cabeça. Eu ‘tava me arrumando pra ir embora – não ia agüentar Lucas, Paloma e Chico me cortando com palavras e olhares; já passei muito por isso pra saber oi quanto isso é péssimo (e, bem, eu merecia mesmo) –, foi Marcelo e Suellainy que me convenceram a ficar. Mas as coisas ficaram muito tensas. Acreditem, demorou MUITO pro dia seguinte chegar. As coisas ficaram bem menos tensas tanto quando, com um pessoal de Castanhal e Paragominas, fomos dar uma (outra) volta pela cidade quando Tail e eu sentamos pra conversar sobre o que enfim seria o trabalho (mas impossibilitados de fazermos um handout devido à falta de notebook já que a prima dele viajou e esqueceu de devolver o dele a tempo e isso FUDEU a gente) assim como com a primeira festa do evento.

10.02.2012
O mini-curso sobre Romantismo foi algo muito que meio na doida, mas ainda bem que a galera gostou. Preparamos o esquema faz dois meses, mas não fizemos handouts. Pra falar a verdade, não fizemos de fato PORRA NENHUMA e a parada funcionou muito melhor do que pensávamos. Devíamos ter tirado fotos das caras do pessoal na sala quando eu estuprei suas pobres mentes, falando de Romantismo alemão no seco, da transição do Sacro Império Romano Germânico para a República da Alemanha, falando dos irmãos Schlegel, do Hölderlin e a Tradução enquanto Criação, do Kant, do Schiller, do Goethe, Novalis e a Blaue Blume, do Heine, e, por fim, não desconsiderando aos anteriores todavia mais relevante ao mini-curso, Ernst Theodor Amadeus Hoffmann. Tail não foi menos cabeçudo do que eu, ao falar sobre as características do Romantismo nas três literaturas. E quem perguntou e fez comentários, fez alguns bastante pertinentes sobre o assunto. Nem parecer que falamos duas horas, e sim umas três ou quatro. E o melhor de tudo: todo mundo gostou muito. As coisas pareciam estar começando a melhorar. Nem tanto, Tail teve que ir embora no mesmo dia e isso me entristeceu bastante. Não somente, mas também outras coisas que, por motivos de compromisso, não posso dizer aqui, mas que me deixaram muito fudido de humor também. Mas foi legal andar sozinho na chuva pela cidade, tal como foi muito bom tomar banho de chuva com Sue na quadra da escola onde era o alojamento (morra de inveja, Paloma! RÁ). Quanto à festa da noite....... Nos divertimos muito também (Tail fez falta!).
Nota: depois de tomar UM banho, vou estender minha toalha no “quarto” e lá eu dou de cara com meus coturnos, meu maquinário e a barraca que o Robson havia me emprestado (uma vez que eu não havia levado colchão e havia “sumido” junto com minhas coisas). Obviamente, fiquei MUITÍSSIMO FELICÍSSIMO PRA CARALHO com tal coisa, mas, ainda assim, querendo matar alguém. Foi o guri da outra sala que viu meus coturnos e mais a sacola de maquinário. Os primeiros, ele já havia lembrado que eram meus, mas ele decidiu levar tudo porque havia perguntado de quem era na sala e só recebeu respostas negativas. Mesmo não indo com a cara do guri, ser-lhe-ei eternamente e além grato por tal ato de boa vontade. E foi divertido demais ficar zanzando de coturnos, camiseta dos Ramones, boné pra trás e bermudas na festa, anarquizando geral.
Diálogo da noite:
[humano estúpido]: Quilômetros, tu não vai (sic) se vestir de mulher, não?
[Quilômetros-a-Pé]: Tu ‘tás ficando é doido, muleque. Eu já passei vergonha aqui, agora é a vez dos outros.
[humano estúpido]: Ô, não fala isso.
[Quilômetros-a-Pé]: Pra porra. Eu já fiz meu papel de ridículo aqui, agora é a vez dos outros. Como se não fosse uma celebração ao ridículo tanto o cara fazer merda enquanto bêbado quanto se vestir de mulher e ir a um desfile. Pelo menos, PRA MIM, é.
[humano estúpido]: Credo, tu é (sic) preconceituoso.
[Quilômetros-a-Pé]: Eu não tenho problemas com homossexuais. ISSO seria preconceito. Tenho com a idéia de diversão se vestir com trajes do sexo oposto. Eu não curto. Quem curtir, eu vou zoar mesmo. Fora que tenho amigos homossexuais que têm REPULSA a sequer CONSIDERAR a idéia de se vestirem de mulher. Eu já sou taxado por ser gay, ainda vou me dar o trabalho de me vestir de mulher. Muito obrigado mas foda-se.
[humano estúpido]: Credo, tu é (sic) podre.
[Quilômetros-a-Pé]: Não aceita o pensamento diferente? Faz um favor – mete uma bala na tua cabeça.

11.02.2012
Comunicações? Não deu pra ver as que me interessavam (mas, como dito antes, Marina Colassanti entre faces: o Feminino e o Maravilhoso no conto “A Moça Tecelã”, apresentada pela Karen e pelo Neto, da UEPA, foi MUITO EXCELENTE!). Eu mesmo tinha duas pra apresentar e, caso eu diga que estas foram dois verdadeiros desastres a seus ministrantes, não vai chegar nem perto do que foi de fato. E, obviamente, isso deixou Paloma e eu ULTRA-PUTOS-DA-VIDA-! E ainda bem que Renata não estava lá senão aí mesmo que não ia prestar. O resto do dia foi bem tranqüilo, com exceção da parte que eu desabei de cansaço mas não conseguia dormir, entre numa crise de tristeza extrema por tudo que havia acontecido lá, mas não conseguia chorar (isso foi foda!). Mas foi só tomar uns remédios em modo combo que acabei melhorando.
Pior foi na plenária final que eu morri tossindo que nem um filho da puta devido o tanto que tinha fumado, ainda mais em uma cidade mortalmente empoeirada. Quando entrei naquela sala com ar-condicionado, foi o fim. Sai de lá tossindo, fudido! Quando vi, já estava tossindo sangue! Mãe de Gaia! SANGUE! Quase que eu me fodo de jeito. Sério.
A festa final foi muito legal, a melhor de todas, eu diria. Mas eu já ‘tava muito neurado e muito cansado pra curtir. Só queria ir pra casa. Fora que haviam umas coisas que haviam deixado o clima meio que insustentável, insuportável. Foi um alívio quando tudo terminou e entramos naquele ônibus pra voltar. A viagem foi uma merda, mas até que nos divertimos bastante.


E, mesmo me divertido como me diverti – sim!, esta é uma das viagens que eu preferia ter ficado em casa! Eu ainda previ que ser-me-ia um desastre, de um modo ou de outro (é, foi culpa minha mesmo, eu causei todo o meu mal-estar).

EPEL 2012 FROM HELL! Vamos ver o que nos aguarda em Castanhal-2013!







Hã?
O que?
O show do Matanza?
FODA-SE! Não fiquei tão perto do palco quanto no Dead Fish ou no Bambix mas tenho a obrigação de dizer que O SHOW FOI FODA DEMAIS!!!
Sem mais







Hora de voltar a dormir, fazer este post fudeu comigo mais do que a viagem de volta e o show do Matanza!

Um comentário:

Roney Gomes disse...

Eu te compreendo, não direi que compreendo perfeitamente porque emprego um grande significado a essa tal palavra, perfeição. Mas digamos que eu tenha uma certa noção do que se passou contigo.

Dias antes de tornar a estas terras, fiz algo semelhante, bebi muito e o vexame veio. Tive uma viagem desagradável, sentindo uma vergonha odiosa e uma certa dose de raiva de mim mesmo.

Refletindo melhor sobre o que fiz, acabei por decidir levantar a cabeça. Digo, ignorar esse evento e me portar como o homem que acredito ser, encarando quaisquer possíveis consequências ainda por vir.

Todos são muito rigorosos com pequenos deslizes alheios, mas extremamente complacentes com os próprios. Muitos bebem, se embriagam terrivelmente e fazem muita estupidez. Eu não me importo com isso, eu ignoro, eu tenho a inteligência necessária pra desconsiderar coisas que alguém fez enquanto bêbado.

Não recebo o mesmo tratamento. Sendo assim, eu resolvi ser calmo, paciente. E a partir de hoje ignorar a hipocrisia alheia.

Com a vinda da sobriedade, e tendo feito a reflexão apropriada, só resta mandar - compassadamente - todos esses escandalizados e ofendidos irem à puta que lhes pariu. Pois todos são filhos da mesma vadia que é essa doutrina do politicamente correto.

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