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e ai que tenho três livros de autoria publicada que fiz praticamente tudo neles e vou fixar esse post aqui com os três pra download e todos...

sábado, 10 de fevereiro de 2007

POEMAS PARA MENINAS E DUAS CRATERAS LUNARES

Quase que esta postagem não sai! Espero que elas gostem!

[postagem escrita ao som do álbum duplo BBC Sessions, do Led Zeppelin. Agora começou a rolar You Shook Me, do disco 1].

[poema ainda sem título]
Por favor, minha querida, não vá se matar!
Por não passar no vestibular.
Eu não preciso te dizer:
Você não será a primeira
E nem será a última pessoa
A não ser aprovada no vestibular.
Como tantos, você vai chorar e se lamentar
E demorar a acreditar e aceitar
Que isso aconteceu também com você.
Chorar abertamente!
Esconder as lágrimas!
É impossível se esconder da tristeza e da decepção
E, principalmente, de você mesma!
Se isso não derrotar você
Deixará sua estrutura química igual a da liga de vanádio-titânio.
As manhãs que nascem nubladas...
As tardes que irrompem ensolaradas...
As noites que começam com chuva...
E apesar de:
todas as suas lágrimas com paladar de sal
toda a sua tristeza com sua não-aprovação,
toda a sua decepção consigo mesma,
O sol voltará a brilhar para você!
E esquentar seu rosto e seus cabelos,
E renovar sua esperança e sua determinação.
Renovar!
Reconstruir!
Re-estruturar!
E apesar de:
tudo que acontece e acontecerá com você
todas as pessoas que gostam realmente de você
mesmo se não chover mais!,
mesmo se não fizer mais sol!,
estarão sempre com você!
Mesmo que não estejam fisicamente –
as vontades
as mentes
os corações
todos os bons sentimentos bons –
farão que eles estejam para sempre com você!
... assim como eu...
...!assim como eu!...
...!assim como eu!...

E de todo o meu coração,
eu creio
eu acredito
eu tenho por certo
Que tu não morrerás antes de ouvir seu nome no rádio
E então celebrar!
sua aprovação no vestibular!

>> do 1º ao 15º verso = 14 de janeiro de 2007
>> do 16º verso ao verso final = 15 de janeiro de 2007



[agora está rolando I Can't Quit You Baby, a segunda música do disco 1]
[poema ainda sem título]
Esse poema só serve pra dizer
Que eu sempre vou estar bem perto de você.
Assim como todas as pessoas
todas as pessoas
Que, assim como eu,
gostam de verdade de você.
Hoje ao choveu tão forte
Mas, mesmo assim, e como sempre,
Ficou nublado e fez calor.
E as nuvens negras e as nuvens em tons de laranja e as nuvens acinzentadas
Indicando que
Ainda não anoiteceu completamente e
O entardecer ainda não acabou completamente.
Como são as manhãs e as tardes onde você está?!?
E difícil pra eu aceitar
Que o ano vai acabar amanhã!
Nem parece que vai terminar,
Parece que começou ontem...
Como será a passagem de ano para você
Longe dos braços de sua mãe?
Se você for chorar, por favor, não se esqueça!
De que todos os nossos pensamentos
e todos os nossos bons sentimentos bons
estarão junto com você!
Sendo assim:
nós e nossos corações estaremos junto com você!
Por que será que a saudade
Aumenta a distância entre as horas e os minutos e os dias
Nos massacrando cada vez mais?
Se você for chorar, por favor, não se esqueça!
Que nós estamos e estaremos
Com tantas saudades quanto você está e estará!
O tempo vai passar:
Dias
amanhecerão
entardecerão
anoitecerão
e repetirão este ciclo.
Você vai voltar:

salva
inteira
fortalecida.
Recomeçar e continuar!
Você sempre será Bem-Vinda ao Lar!
em nossos corações você sempre vai residir!

:: 30 e 31 de dezembro de 2006 ::
[observação: eu demorei tanto digitando este poema, que, enquanto eu digitava, tocou I Can't Quit You Baby, Communication Breakdown e Dazed and Confused]



[agora está rolando What Is And What Should Never Be]
ARISTARCHUS UND ERASTOTHENES
Ontem à noite adormeci
E, ao acordar, me vi aqui:
Dentro desta cratera maior do que um campo de futebol
Onde um campo de futebol caberia sem dificuldades.
Mas é possível ver a Terra daqui do fundo
– mas não o Sol!
E aqui sozinho não faz muita diferença do que quando estou só na Terra
A única diferença é que lá me sinto só
Mesmo com muita muita gente ao meu redor;
E, neste satélite natural, realmente
não há ninguém além de mim!
É uma sensação estranha, mas não me é estranha.
E o que não é estranho aqui?
Não tem vento, movimento, alimento
Somente pedras, rochas, crateras e areia.
Será que essa é a verdadeira solidão?
Se eu chorar, se eu cantar, se eu roncar
ninguém me escutará!
A luz incessante das estrelas e a visão da Terra
não servem de acalento à minha solidão.
Será que toda essa solidão que reside na Lua
É um presságio do que viverei se não mudar meus atos?
E será que depois de dormir
eu acordarei em casa
ou permanecerei para sempre
aqui?

:: 24 de janeiro de 2007 ::
:: Aristarchus e Erastothenes são nomes das duas crateras lunares citadas no conto A Sentinela, do escritor e romancista inglês Arthur C. Clarke, um dos grandes nomes da Ficção Científica do século XX. O autor – Arthur C. Clarke – se baseou neste conto – escrito em 1951 – para escrever o roteiro do filme 2001: Um Odisséia no Espaço, de 1968, do diretor americano Stanley Kubrick, falecido em 2004. eu achei este conto no volume 38 da série Para Gostar de Ler (da qual já li praticamente todos os volumes), chamado (obviamente) Histórias de Ficção Científica, publicado pela Editora Ática (a editora oficial desta série), em 2006. Muito Obrigado / Very Thanks / Vielen Dank / Domo Arigato Goizamasu Lucas Pontes por ter me emprestado esse livro. ::
:: agora está rolando Travelling Riverside Blues ::



[nota final: Mábia Maria Alcântara Duarte, foi realmente demais encontrar você de novo nos dias da 3ª fase da prova da UFPa. esse ano é o nosso!]


espero que vocês tenham curtido!
até a próxima!

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

TEMPESTADE! AGUACEIRO!

em 07 de Fevereiro de 2007
01:30:06 a.m.

Eu sabia que isso aconteceria.
Mas não assim.
Eu sempre soube que era verdade. Que é verdade.
Mas não sabia que ela viria à tona desta maneira.

Eu sempre soube que não sou “parte real” da minha família devido pensar, sentir e acreditar do jeito que penso, sinto e acredito e, principalmente, encaro o mundo ao meu redor. A partir de meu Ensino Médio, percebi, entendi e concluí que, definitivamente, não sou como Mamãe e Raquel. Só não consegui ver que isto trazer-me-ia tantos problemas. [é, eu realmente odeio ser comparado a elas e – o pior de tudo – quando elas me comparam com alguém – e, em muitas das vezes, é com alguém que me dá ânsia de vômito e náuseas só de lembrar que existe].

Raquel (minha irmã) começou a trilhar seu verdadeiro rumo na vida: foi morar em Manaus na casa do irmão de mamãe para trabalhar na nova “Metrópole da Amazônia”. Como se já não bastasse me sentir, no mínimo, mal pra caralho, com um miserável sentimento de incompletude (que eu só tinha sentido antes por somente duas pessoas até agora) e todos os outros sentimentos que essa... porra... trouxe e ainda tive que suportar......

E o grande dia da viagem chegou,. Já não bastou ter passado por um monte de merda hoje (como levar o caralho na prova que tive de fazer), ter esperado um caralho dum ônibus que parecia nunca chegar na parada de ônibus para que eu fosse até o aeroporto; as coisas que eu sabia (e temia) que aconteceriam... aconteceram:
=> Eu não consegui me despedir decentemente de Raquel, já que, durante nosso “último” abraço, ela me disse “Cuida bem da mamãe, tá?”, e eu respondi: “Eu mal cuido de mim, quanto mais cuidar dela. Mas vou fazer o um possível”. E ela ficou puta comigo! Por eu ser sincero! Porra! Quando eu não conto a verdade, ela e mamãe ficam com raiva de mim, e, quando eu sou (estupidamente e notavelmente) sincero, elas ficam com raiva também. Vai entender....
=> Apesar de mamãe, Elzenir e filhas [ver a postagem A Day In The Life], o namorado de mamãe (José Guilherme Lima Gonçalves – que, apesar de não gostar, aprendi a respeitar [e a suportar]) e o afilhado de Raquel (cujo nome me recuso a escrever aqui – eu gosto taaaanto dele que quero dar um tiro de bazuca no meio da fuça do moleque) estarem lá, eu não me senti nem um pouco confortável e nem um pouco à vontade. Motivos:
1 – Eu simplesmente odeio o afilhado de minha irmã!
2 – Faz 9 anos (e alguma coisa) que mamãe está namorando com Guilherme. E, de 9 anos pra cá, ainda não me sinto 100% confortável na presença dele.
3 – A Verdade. Eu não consigo mais se sentir 1000% a vontade próximo a Elzenir, Elizandra e Emanuelly desde o que aconteceu a Rosinaldo [Timba Melo, citado nas postagens (Des)Casos De Família e Baluartes Juvenis] e também por causa de umas cagadas que aconteceram – muitas delas (eu admito!) por causa de umas coisas que aconteceram e eu, como sempre e variar só um pouqunho, não controlei minha boca e falei merda. E claro que isso fudeu tudo.... eu fudi tudo, como sempre. Eu não vou negar e tenho que admitir que eu consigo fuder tudo na maioria das vezes. Eu e minha bocarra de tubarão. Só me matando mesmo....
=> Mamãe, Elzenir, Raquel, Aline (amiga dela que também estava lá), Elzenir, Elizandra e Guilherme nunca admitirão, mas eu fui meio que posto de lado. Elas (e Guilherme) nunca admitirão porque não perceberam que fizeram isso. É, eu também “me pus de lado” na situação, devido não querer ir ao aeroporto para a despedida devido não gostar nem um pouco de aeroportos (motivo um: por lá ter uma livraria, no mínimo, fantástica e eu não ter um puto para não comprar nada ;;; motivo dois: muitas, mas muuuuuitas mulheres bonitas estarem lá – ver e não poder ter e.... [o resto vocês já sabem] é realmente uma tristeza!). Voltando ao assunto sobre eu ter sido posto de lado: eu me senti um verdadeiro estranho no ninho. Como diria James Douglas Morrison, mais conhecido como Jim Morrison, vocalista e letrista do The Doors: “a strange in a strange land”. É realmente uma merda me sentir dessa maneira. Tomara que o pessoal não tenha percebido. É FODA!
=> Apesar de toda a minha tristeza com a partida de Raquel, infelizmente, não consegui chorar. Se isso tem uma razão? A mais provável é que eu esteja guardando toda a minha frustração, raiva, tristeza e infelicidade para o dia do resultado do vestibular da UFPa deste ano e botar tudo pra fora de uma vez só de uma só vez. Para o meu próprio bem, é melhor nem imaginar o que acontecerá neste dia. Podem me chamar de egoísta e termos similares, porém... eu já sofri tanto por causa dessa merda de vestibular que...

Pois é. É isso.
Fora que, depois de dar uma verdadeira fuçada nas livrarias do aeroporto, fui procurar o pessoal... e nada! E fui dar outra volta para (tentar) encontrá-los, e, como da vez anterior, porra nenhuma! “Puta que o pariu do caralho, elas foram embora e me deixaram aqui, caralho!”, pensei. “É. Foda-se. Se elas me deixaram aqui, hora de ir embora”. E fui. Ao sair do edifício, percebi que estava chovendo, chovendo pacas! Depois de vestir minha capa de chuva e acender o último cigarro que eu tinha, fui embora. E aconteceu algo realmente patético, engraçado e tragicômico comigo.
No portão próximo à parada de ônibus, fiquei um tempo em “estado estático”, devido muitos carros estarem entrando ininterruptamente no aeroporto. Até que um carro (não lembro o tipo e nem o modelo da caranga) pára na minha frente. O vidro baixou e uma morena muito muito linda aparece e diz: “Ei, barbudo. Quer uma carona?”. É claro que eu fiquei sem ação! E então uma loura também muito muito linda surge ao lado da morena (a morena estava no banco do carona – e a loura na cadeira do motorista) e sorri pra mim também. Sem pensar duas vezes, respondi: “Porra, é claro que sim!”. Afinal, não é todo dia que uma morenaça e uma louraça te oferecem carona. Então a morena(ça) diz: “Quer carona mesmo? Entra aqui”, e abre a porta pelo lado de dentro, mas a deixa encostada para que eu possa abrir. Quando ponho um pé à frente e pegar a maçaneta da porta do carro (detalhe: a mão com a qual eu abriria à porta era a mesma na qual estava o cigarro - aceso), acontece a cagada das cagadas: a loira mete o pé no acelerador e arranca com tudo!, quase batendo na traseira de uma outra caranga que estava no estacionamento (do aeroporto). É óbvio que fiz a maior cara de cú do planeta Terra. “Caralho! Isso não pode estar acontecendo comigo! Puta merda!”, eu pensei.
Como se isso não fosse o bastante, ainda tive que ir andando do aeroporto para a Almirante Barroso (mais especificamente para a frente do CEFET-Pará), na chuva, sozinho, com o cú na mão! Acho que foram mais ou menos 6km, por aí.
E, para fechar a noite com chave de ouro, ainda peguei o último [ônibus] Maguari do dia, que estava nos melhores estilos GOL – Grande Ônibus Lotado – e Lata de Sardinha Gomes da Costa. Cês sabem, último ônibus do dia, todo mundo quer voltar para suas casas, cansado, com fome, puto com o trabalho, etc., etc., etc., e tudo isso junto. Ao descer do ônibus – depois de me despedir dos meus conhecidos que também estavam lá – vi que ainda estava chovendo (isso foi do caralho, para não dizer o contrário).

Agora são seis da manhã. ‘Tá frio, ‘tá chovendo e eu ‘tô com fome. Come exceção de mim (dããã), todo mundo ainda ‘tá dormindo (“Estou acordado e todos dormem todos dormem todos dormem”), prestes a acordar. Escrever de madrugada e no frio dá uma fome dos diabos! Agora vou comer alguma coisa (se tiver alguma coisa na geladeira) e dormir atéééééé umas (z)onze horas da manhã e depois... sei lá... quando eu acordar eu penso (?!?) nisso (será mesmo?).

A essa hora, Raquel deve estar chinada lá em Manaus, pronta (?!?) para essa nova fase de sua vida. E eu, ainda esperando o resultado da UFPA (EU TENHO CERTEZA ABSOLUTA DE QUE VOU PASSAR NESSA PORRA!) para, finalmente, entrar em uma nova fase da minha fase da minha vida, e, desta forma, finalmente!, sair do “Ensino Médio” e me tornar homem adulto, gente de bem, gente de verdade e uma pessoa decente (há, há, há, até parece mesmo que isso vai acontecer quando eu entrar na universidade. Eu acho que só tornar-me-ei realmente adulto somente depois de casar de ter filhos. Isso se: eu realmente casar e ter filhos e/ou estar vivo até lá).


Bom.
Pois bem.
Por enquanto... é só isso.

Cuidem bem de vocês mesmos e até a próxima!


[p.s.: eu acho que estou apaixonado por uma guria com quem nunca troquei uma palavra e nenhum olhar. eu tenho certeza de que gosto muito dela {só não me pergunto o quanto que eu não saberei responder}. todavia, acho que isso é só o meu coração me pregando outra peça. não sei não... eu tava conversando com minha amiguinha Luciana Rodrigues ]justamente sbre isso hoje de manhã via Google Talk e ela disse que talvez seja obsessão ou um desses sentimentos loucos que as pessoas sentem pelas outras. afinal, o que será que eu sinto realmente por essa guria?!?]